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Correr na Cidade

Disidrose: O que é isso?

O meu post não é propriamente sobre corrida, mas sobre algo que me afectou pessoalmente e que em conversa com outros atletas percebi que é mais comum do que imaginava...

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Reparei no final de Maio, quando efectuei uma transição profissional relevante e fiz a minha primeira ultra maratona, depois de um treino de trilhos em Monsanto, que estava a desenvolver uma erupção cutânea em forma de pequenas bolhas de água no peito do pé esquerdo. A coisa não passava de uma manchinha avermelhada com pouco mais de 1 cm de diâmetro e convenci-me que tinha sido alguma coisa que tinha entrado para dentro da sapatilha e picado. Não lhe prestei muita atenção mas era persistente a sensação de comichão. Quando me consciencializei que já tinha passado demasiado tempo para que tivesse sido apenas uma situação isolada reparei que a pequena mancha rugosa e avermelhada já tinha aumentado significativamente e sempre que coçava o pé as bolhas facilmente rebentavam e o eczema tornava-se cada vez mais forte. Era constante a sensação de comichão tanto com os sapatos do trabalho como com as sapatilhas de trail, sendo por isso bastante desconfortável.

 

O caso tornou-se mais alarmante quando me apercebo de novas formações cutâneas junto aos dedos dos pés. Seria algum fungo que tivesse apanhado na natação? Seria contagioso? Que cuidados deveria de ter? Naquele momento apenas aplicava localmente Halibut para ajudar a secar as pequenas bolhas e mantinha uma toalha turca que usava especificamente para secar os pés depois do banho.

 

Falando com outras pessoas que tanto correm regularmente como praticam natação apercebi-me que haviam mais relatos dos mesmos sintomas, não sendo por isso um caso isolado! Pelo que identifiquei na sua maioria tratavam estes sintomas como se fosse uma micose (infecção causada por fungos) com a aplicação de cremes específicos para esse cenário. Nuns casos houveram melhorias, noutros nem por isso. A verdade é que pelos meus sintomas não encontrava grande semelhança ao vulgarmente conhecido “pé de atleta” e então resolvi investigar um pouco mais antes de marcar uma consulta no dermatologista.

 

Obviamente que qualquer pesquisa ao Dr. Google sobre temas de saúde tem de ser feita com algum distanciamento emocional porque encontra-se de tudo, e um diagnostico de um especialista dermatológico é importante e insubstituível. Mas com alguma pesquisa julgo ter encontrado a minha resposta: Disidrose.

 

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O que é?

A disidrose, também conhecida como eczema (dermatite), é uma doença ainda desconhecida que se caracteriza por erupções de bolhas (vesículas) nas mãos e pés, resultantes, provavelmente, da retenção de suor entre as células da epiderme.

A palavra disidrose (dis=defeito e hidrose=produção de água ou suor) foi usada pela primeira vez em 1873, porque na época acreditava-se que a doença era causada por distúrbios sudoríparos. Actualmente a disidrose é considerada uma reacção eczematizada e inicia-se com prurido (comichão) e assume características peculiares por atingir mãos e pés, onde a pele tem características especiais, sendo mais espessa. O prurido pode ser tão intenso, que o acto de coçar rompe as bolhas que eliminam um fluído transparente. O líquido presente nas lesões resulta de um processo inflamatório.

 

Causas

Não se sabe exactamente o factor que leva ao desenvolvimento da disidrose, entanto, acredita-se que esteja correlacionado com o stress, suor excessivo, contato constante com ambientes húmidos e, em alguns casos, gravidez devido às alterações hormonais que afetam a pele . Utilizar meias e sapatos apertados no verão, por exemplo, pode ser uma das causas de disidrose nos pés. Já nas mãos pode ser algo decorrente do contato com substâncias químicas, como detergente, sabão ou luvas de borracha.

A causa especifica é desconhecida, sendo em alguns casos sazonal (apenas em algumas épocas do ano). A disidrose não é contagiosa.

 

Sintomas

As manifestações clínicas ocorrem em surtos que se repetem e duram de uma a duas semanas. O sintoma mais comum associado à disidrose é o prurido (comichão) em que o coçar faz rebentar as bolhinhas e podem surgir crostas.

As vesículas causadas pela disidrose são bolhas muito pequenas e surgem mais frequentemente nos lados dos dedos e palmas das mãos, as solas dos pés também podem ser afectadas, do calcanhar para o dedo do pé.

Geralmente, as bolhas são pequenas e ocorrem em grupos, mas em casos graves as pequenas bolhas podem se juntar para formar bolhas maiores.

Após cerca de três semanas, quando as bolhas secam a pele subjacente pode ser vermelha e estar dorida.

Esta reacção da pele também pode afectar a matriz das unhas que torna-se disforme. A deformação da unha passa quando a disidrose cura.

A disidrose tende a repetir-se com bastante regularidade durante alguns meses ou anos. É importante que seja consultado um médico especialista para confirmar que as vesículas não possuem origem fúngica.

 

Tratamento

Na maioria das vezes a disidrose tem resolução espontânea e não requer qualquer tratamento. No entanto como medida generalizada, dependendo da gravidade dos sinais e sintomas, as opções de tratamento incluem:

 

  • Cortisona. Os medicamentos sob a forma de creme e pomada de cortisona podem tornar mais rápido o processo de cicatrização das bolhas. Mas atenção os efeitos colaterais da cortisona podem ser graves quando usados por um longo período de tempo;
  • Uréia. Na farmácia você pode comprar cremes à base de uréia que tem um efeito esfoliante e hidratante na pele;
  • Vitaminas. As vitamina A e E podem promover a saúde da pele, particularmente em casos de desnutrição;
  • Óleo de coco extra virgem.  Extraído  o interior de um coco maduro o óleo de coco tem múltiplas aplicações. Desde a nível culinário como substituto benéfico dos óleos alimentares, sobretudo do azeite que perde as suas propriedades benéficas quando exposto a altas temperaturas,  até ao nível da estética, como o cuidado da pele e cabelo. Nos sintomas de disidrose é necessário aplicar uma pequena quantidade de óleo de coco sobre as palmas das mãos, esfregar sobre as áreas afectadas e cobrir com luvas ou meias de algodão para potenciar os efeitos de hidratação nas zonas afectadas;
  • Sal de Epsom. O sal de Epsom é um mineral natural que ajuda na remoção de ácidos indesejáveis da pele, sendo por isso amplamente utilizado por atletas em fases de recuperação. Para ajudar no eczema disidrótico pode-se colocar algumas colheres deste sal em uma bacia de água morna até que se dissolva completamente e colocar as mãos ou pés na água por 10-15 minutos. Também pode ser aplicado num banho de imersão através da adição de cerca de 450 gramas em uma banheira de água morna.Isto ajuda a reduzir o inchaço e vermelhidão causada por lesões cutâneas e amacia as borbulhas permitindo a sua drenagem.

 

 

Cuidados que evitam a disidrose:

  • Evitar humidade e calor nas áreas afectadas
  • Usar meias de algodão e sapatos com sola de couro;
  • Não usar sapatilhas ou outro calçado feito de materiais sintéticos;
  • Retirar os sapatos e as meias frequentemente de modo a que o suor evapore;
  • Usar luvas de vinil forrado com algodão para evitar o contacto com substâncias que possam irritar as áreas como a água, sabão, detergente;
  • Lavar o interior das luvas após o uso;
  • Substituir frequentemente as luvas;
  • Remover anéis antes de fazer o trabalho doméstico ou de lavar as mãos;
  • Usar sabão neutro;

 

Encontro neste resumo daquilo que pesquisei não só todos os sintomas como muitos pontos comuns que potenciam este cenário, tal como o stress ou o tipo de calçado a que fui exposta relativamente ao novo projecto profissional.

 

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Neste momento já não tenho quaisquer sintomas de disidrose. Como?

Com umas boas férias de havaianas nos pés e uns bons banhos de água de mar! :)

 

 

Cuidem-se e em caso de sintomas persistentes consultem o vosso médico!

Lesões no Desporto - 2ª Parte

Depois da 1ª Parte do Artigo, apresentamos agora a 2ª Parte.

 

Por Pedro Ribeiro Gomes (triatleta profissional)

 

Periostite/Canelite

 

A periostite ou canelite é a uma inflamação do periósteo e é uma das principais lesões em corredores inexperientes ou atletas que aumentem a intensidade e volume de treino subitamente. Esta inflamação reflete-se em dor na zona inferior da tíbia (antes do tornozelo) e nos casos mais graves pode levar a uma fratura de esforço da tíbia. Com efeito, o periósteo inflamado perde a sua capacidade de absorver a vibração do impacto do pé no chão o que significa que estas “ondas de choque” são transmitidas com mais intensidade para o osso. Se correr com uma periostite em superfícies duras como a estrada, calçada, ou cimento o aparecimento de uma fratura de esforço é quase inevitável.

 

Como prevenir?

 

Um bom calçado de corrida volta a ter muita importância na prevenção desta lesão. Contudo, excesso de peso e / ou aumento súbito da intensidade e volume de treino podem ser catalisadores desta inflamação. Procure superfícies moles para correr, bem como aconselhamento profissional no seu planeamento de treinos.

 

Tratamento

 

Embora a técnica R.I.C.E. (Rest, Ice, Compression, Elevation) funcione bem em todas as inflamações, no caso de uma periostite é efectivamente o tratamento perfeito. Repouso, exercícios de fortalecimento, alongamentos (sem excesso!) e um retorno gradual à actividade - após a dor desaparecer – trata as periostites mais simples. A fratura de esforço é, quase sempre, uma consequência directa de negligência a uma periostite, por isso caso desconfie que sofre de uma deverá consultar um médico sem demora. Perante uma fratura de esforço deverá ter-se muita paciência e é melhor anular a inscrição nas próximas provas.
Para prevenir o reaparecimento deste tipo de inflamações uma análise biomecânica da sua postura e passada pode vir a ser muito útil.

 

“Joelho de corredor”

 

O Síndrome da Banda Iliotibial é uma lesão tão comum em corredores que é por muitos simplesmente apelidado de “joelho de corredor”. Segundo as estatísticas cerca de 10% dos corredores são afectados por esta lesão em algum momento da sua carreira. Regra geral, sente-se uma dor na zona exterior do joelho, dor esta que pode “irradiar” até à coxa ou para o tornozelo. A dor surge durante a actividade física e pode acalmar nos períodos de descanso, embora, em alguns casos possa causar desconforto no seu dia-a-dia, por exemplo, a subir e descer escadas.

 

Como prevenir?

 

Esta lesão deve-se, pura e simplesmente, a um excesso de treino.
Uma vez mais, deverá procurar aconselhamento profissional no seu planeamento de treino e aumentar gradualmente a carga de treino. Um aumento súbito da carga de treino leva a uma sobrecarga dos tecidos moles do seu corpo antes de estes estarem devidamente preparados para o efeito. O alongamento dos “Gluteus Medius” e do músculo tensor da “fáscia lata” após os treinos é um simples procedimento que pode adoptar para evitar o aparecimento desta lesão. Novamente, os pronadores excessivos são os mais afectados pelo “joelho de corredor”. Na minha opinião, os ténis de corrida com a referência “Motion control” podem, de facto, ajudá-lo a prevenir o joelho de corredor, pois previnem o excesso de pronação, e são bastante eficazes quando o seu problema é biomecânico.

 

Tratamento

 

O “joelho de corredor” que não é mais que uma inflamação da mencionada Banda Iliotibial pode ser tratado de forma eficaz numa fase inicial com gelo e anti-inflamatórios não esteroides (prescritos por um médico). Sessões de fisioterapia podem ou não ser necessárias, porém, se optar por consultar um fisioterapeuta, não só o processo de recuperação se torna mais eficiente e rápido como o terapeuta pode ajudá-lo a corrigir problemas de postura e alinhamento do seu corpo assim como orientá-lo com alongamentos e exercícios que podem melhorar o seu problema.
Em todas as lesões que mencionei – e não só - o aumento súbito da carga de treino e/ou correr com calçado inadequado são os principais factores de risco. Em todos os casos de inflamação, a técnica R.I.C.E. é bastante eficaz e pode fazê-lo em casa. É preciso contudo saber distinguir o tipo de problema que nos assola. O gelo é quase sempre nosso amigo exceto no cenário de uma contratura, onde este deve ser substituído pelo calor.

 

Em conclusão, sendo um corredor novato ou experiente nunca se deverá ignorar uma dor persistente, ou deixar de dar atenção aos primeiros sintomas / sinais do nosso corpo. Este cuidado poderá evitar lesões graves, cujo tratamento é mais complicado e demorado. Na realidade, ainda que não se interrompam os treinos de imediato é importante consultar um especialista (fisioterapeuta ou médico) que melhor o possa a aconselhar em quais serão as melhores medidas a adoptar para resolver o problema.

 

Lesões no Desporto - 1ª Parte

Por Pedro Ribeiro Gomes (triatleta profissional)

 

Na “ressaca” do diagnóstico de - mais uma - fratura de esforço fui, novamente, relembrado do cuidado que devemos ter para prevenir as lesões. A corrida é um desporto, que por ser de impacto, é muito propício ao aparecimento de lesões em todo o tipo de atletas – desde os iniciados até aos corredores de elite. Poder-se-ia pensar que estes seriam os menos afetados pelas lesões mais comuns da corrida pelo seu conhecimento e experiência e, por isso, saberem lidar com o problema desde o primeiro sinal, contudo, e por experiência própria, posso afirmar que os atletas profissionais são tão suscetíveis de se lesionarem como os mais novatos. Os restantes, os atletas de pelotão são, regra geral, mais conservadores e cautelosos e acabam por resolver o problema sem necessidade de terapia médica ou medicamentos.

 

Antes de mais, é muito importante não ignorar os sinais do corpo. Não quer isto dizer que devamos falhar um treino à primeira dor, no entanto, ser conservador e tentar perceber o que causou/causa a dor é de crucial importância. Afinal, qualquer desequilíbrio dos tecidos moles da perna pode provocar uma inconsciente mudança na passada, que por sua, pode originar outros problemas mais graves.

Já sofri todas as lesões sobre as quais irei falar e, em todos os casos, a lesão podia ter sido evitada sem necessidade de paragem forçada ou um grande transtorno no regime de treinos, caso eu não tivesse desvalorizado os primeiros sintomas, mas já lá diz o ditado “em casa de ferreiro espeto de pau”…

 

Inflamação do Tendão de Aquiles

 

O tendão de Aquiles é, provavelmente, um dos tendões mais “forçados” na corrida, pelo que a sua inflamação é muito comum. A inflamação piora gradualmente e com o contínuo esforço. A degeneração do tendão faz com que este perca a sua elasticidade e, em casos extremos, possa mesmo sofrer uma rutura.

 

Os sintomas de um tendão de Aquiles inflamado podem consistir numa elevada sensibilidade /dor ao toque (sinal de inflamação), bem como algum inchaço, sobretudo quando comparado com o outro pé. O pico da intensidade da dor ocorre de manhã aquando do primeiro passo do dia, mesmo quando se sai da cama!

 

Como prevenir?

 

Demasiado volume/intensidade, demasiado cedo, pode originar uma inflamação do tendão de Aquiles. O planeamento do treino deve ser progressivo, deverá também terminar as sessões de corrida com alongamentos. O fortalecimento muscular e flexibilidade do tendão deverá ser sempre progressivo, principalmente numa fase inicial após paragem prolongada. Em corredores pronadores a tendência é o tendão de Aquiles inflamar por excesso de extensão. Caso seja o seu caso, recomendo uma visita a um fisioterapeuta que o ajude a corrigir a passada/postura ou até mesmo prescrever a utilização de umas palmilhas de suporte, que podem evitar o problema.


Tratamento

 

É compreensível que não queira parar. O truque na recuperação do tendão de Aquiles é “incentivar” o corpo a regenerar o tendão naturalmente. Assim, deverá realizar atividades que não sobrecarreguem o tendão de Aquiles, como por exemplo pedalar, estes exercícios irão estimular a circulação sanguínea local. A crioterapia, que poderá ser feita em casa, assim como exercícios isométricos irão ajudar imenso o processo de cura.

 

Fascite Plantar

 

A inflamação da fáscia plantar – tendão que percorre toda a planta do pé – é outra das lesões comuns em corredores de elite. Em casos extremos, a inflamação da fáscia plantar pode originar a rotura desta a s ou até mesmo uma fratura de esforço nos metatarsos.

A dor sente-se logo nos primeiros 15 minutos da corrida (caso seja uma inflamação pequena a dor pode até desaparecer após esses primeiros 15 minutos) e pode também sentir-se nos primeiros passos da manhã.

 

Como prevenir?

 

Mude de calçado. As inflamações da fáscia plantar são, na sua maioria, fruto da utilização de um calçado inadequado para o seu tipo de passada ou exausto dos muitos quilómetros. Problemas biomecânicos da passada também podem contribuir para esta inflamação.
Os corredores com uma passada excessivamente pronadora são os mais suscetíveis de desenvolver fascites plantares, isto deve-se ao facto de numa passada pronadora o arco do pé fazer uma rotação interna exagerada. Esta rotação pode afetar o tendão de Aquiles que por sua vez “puxa” e inflama a fáscia plantar. Palmilhas com suporte do arco do pé podem ajudar a limitar a pronação excessiva e aliviar o stress aplicado no tendão da Aquiles e fáscia plantar.

 

Tratamento

 

Geralmente, algumas sessões de fisioterapia com o objetivo de reduzir a inflamação e trabalhar possíveis problemas biomecânicos serão suficientes para tratar este problema. Enquanto tiver dores poderá fazer massagens com gelo ao longo da planta do pé ou tomar anti-inflamatórios não esteroides (desde que prescritos pelo médico). Quando a fascite deixar de ser dolorosa deverá concentrar-se numa segunda “fase de recuperação” realizando massagens com uma bola de golf (rolar o pé sobre uma bola rígida enquanto está sentado) ou simplesmente alongar a fáscia puxando os dedos do pé para trás. Esta segunda fase irá promover um normal alinhamento dos tecidos moles e evitar que estes voltem a inflamar.

Ainda sobre a Fascite Plantar

fasceite_plantar_semtitulopor Filipe Gil:Tenho descoberto, todos os dias, que a Fascite Plantar é das lesões mais recorrentes nos corredores. Estou certo que muitos, sobretudo aqueles que não correm com muita frequência (1 vez por semana, por exemplo), têm a lesão mas vão aguentando a dor. E isso pode ser grave.Descubro também que, pelo menos ao que parece, há quase tantas maneiras de curar a fascite plantar como de cozinhar bacalhau.Tenham cuidado com a informação que pesquisam pela Internet. Por experiência própria digo-vos que já perdi uma noite de sábado só a ver filmes no You Tube sobre o tema. E a cada filme descobria uma nova forma de chegar à cura “milagrosa”. Mesmo fora da Internet há várias versões para a cura. Colocar frio ou quente é outra das ideias consensuais.Pessoalmente dou-me bem com o calor neste tipo de lesão –  e acho que até tem a sua lógica, porque é uma lesão que irrita e “encolhe” a fáscia plantar, ora para esta voltar ao normal parece-me que o quente ajuda a relaxar e a descomprimir enquanto que o frio tenderá a fazer o contrário.  (atenção, isto é uma opinião pessoal de corredor, não tenho qualificações para o afirmar com toda a certeza clínica do mundo)Mas igualmente grave é que tenho descoberto que há muita gente a ganhar dinheiro, e não é pouco, com esta lesão. Que é demorada, que é, por vezes, insuportável (porque desaparece entre treinos e depois volta a massacrar) isso é certo. Mas andam por aí tratamentos que custam não só na dor no pé mas também na carteira. Tenham algum cuidado, se calhar um tratamento mais barato, com empenho diário pessoal (o colocar quente, o tomar medicamentos a horas, e o fazer alongamentos) possa ser parte da solução. Claro que têm um preço, mas desconfiem de ofertas de cura rápidas e excessivamente caras.Uma das (poucas) coisas boas e mais consensual é a prevenção. Aí todos, ou quase, dizem o mesmo: alongamentos, alongamentos e alongamentos (no pé), e utilização de calçado correto (a tal história do pronador, supinador e neutro). O único conflito que tenho visto é que alguns aconselham o uso de ténis minimalistas para fortalecer o pé. Já o defendi também, mas atualmente tenho muitas dúvidas sobre isso.Boas corridas, sem lesões!

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