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Correr na Cidade

Vem aí o Trail Summer Challenge

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Se adoram correr neste tipo de paisagens ou se gostam de correr (ponto!), então não percam a 1ª Edição do Trail Summer Challenge!

A prova realiza-se no dia 18 de junho na localidade de Ribeira d'Ilhas (Ericeira) e inclui 3 tipos de aventura: a caminhada (12K), o trail curto (14K) e o trail running (22K). Em todas elas, a organização promete paisagens costeiras lindas de morrer!

 

As inscrições serão feitas através do site Trilho Perdido até ao dia 11 de junho e incluem, para além do que é normal numa prova destas, uma sopa do mar, um belo pão com chouriço, acesso à festa da praia com zumba, yoga, sarau desportivo, ténis e a atuação do DJ Marcelo. Para além de tudo isto, a prova conta com a grande presença dos padrinhos: Carmen Henriques e Omar Garcia.

 

A organização responsável pelo evento (Sports for All) tem como objetivo (nobre) promover caminhadas e corridas com o menor impacto para o ambiente possível e consciencializar a população para a sua preservação. Por isso, é expressamente proibido deitar lixo para o chão (papéis, embalagens de géis ou barritas...) e os atletas devem levar consigo um recipiente (copo ou outro) para poderem beber líquidos nos abastecimentos.

 

Para mais informações, é importante que consultem o regulamento da prova e que se inscrevam neste grande evento. A diversão é garantida!

E, agora, uma surpresa: amanhã de manhã vamos lançar um passatempo e vamos oferecer 2 inscrições para esta prova! Fiquem atentos!

 

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Já ouviste falar na "Barkley Marathons"? Não? Então tens de ler isto!

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Já ouviram falar da “Barkley Marathons”? Não? Eu também não, até há alguns meses atrás, quando me deparei no Netflix com um documentário "The Barkley Marathons: The Race That Eats Its Young".

 

Sendo tema que nos interessa particularmente, resolvemos ver o documentário. Bem, se eu achava que “Mont Blanc” era o suprassumo das provas de trail, estava errada! Bem, continua a ser uma prova “chique” para participar, mas prova dura e crua de trail (que nem sei se se deve chamar de trail: talvez prova sobrevivência(?), trail adventure (?), "prova que tens tomates" (?)), encontrei aqui na Barkley Marathons!

 

 

MORRA A CORRIDA, O TRAIL, O TRIATLO, O MORALISMO MORRA! PIM!

 

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MORRA O RUNNING, MORRA! PIM!

MORRA O TRAIL, MORRA! PIM!

MORRA O CICLISMO, MORRA! PIM!

MORRA O TRIATLO, MORRA! PIM!

MORRA O MORALISMO, MORRA! PIM!

MORRA O DANTAS, MORRA! PIM!

Arautos das redes sociais apregoem aos sete ventos, pois a morte do nosso querido running/trail está a chegar...

 

 

 

Diabetes e a corrida: quais os grandes desafios?

Por Ana Sofia Guerra:

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No Estrela Grande Trail deste ano tive a oportunidade de conhecer o João Pedro Baptista que, para além do desafio que tinha de correr 26 Km, tinha de saber gerir um problema de saúde: a Diabetes. E, por isso, achei importante entrevistá-lo para que nos desse o seu testemunho 

 

Há quanto tempo e como é que descobriste que tinhas diabetes? 

- A Diabetes foi diagnosticada no início de 2009, após várias glicémias elevadas nas análises que fazia periodicamente,  pelo facto de ser militar e sermos controlados frequentemente. Quanto a sintomas, tinha apenas um que sentia com  mais frequência, que  eram as cãibras, mas que não fazia ideia na altura estarem ligadas à diabetes.

 

Como é que se caracteriza a tua diabetes? Tipo 1 ou 2?

Tipo 2.

 

Recorres à insulina injectável? 

Não. Inicialmente tomava 3 comprimidos que me foram sendo retirados, à medida que s glicémia ia sendo controlada. Actualmente, mantenho o valor da glicémia controlado, somente com a alimentação e o exercício fisico.

 

Tiveste o acompanhamento duma nutricionista no hospital ou centro de saúde? 

Depois de me terem diagnosticado diabetes, foi-me marcada uma consulta no Endocrinologista no Hospital Militar de Lisboa e, na primeira consulta, o médico disse-me para eu marcar consulta com uma nutricionista, também no HMP (Hospital Militar Principal), pois precisava de perder peso e aprender a "comer".

 

Quais as grandes dificuldades que tiveste (ou tens) em gerir a alimentação no dia-a-dia?

De início tive algumas, pois tinha uma alimentação pouco saudável mas, actualmente, o organismo e o meu estilo de vida alterou-se tanto, que as alterações que fiz inicialmente já passaram a ser rotina. No entanto, de vez em quando também faço as minhas pequenas "loucuras", mas isso porque faço bastante desporto e já aprendi a ouvir o meu corpo.

 

Que tipo de alimentos deixaste de comer quando soubeste que tinhas esta doença?

Essencialmente, deixei os fritos, os sumos e carnes ou alimentos com muita gordura e comecei  a comer à base de cozidos e grelhados, sempre acompanhado de legumes e saladas.

 

Há quanto tempo é que corres ou participas em provas de corrida e/ou trail?

Comecei há mais ou menos três anos. Inicialmente comecei  com provas de estrada, tendo evoluído gradualmente. Um ano após ter começado a correr com regularidade e a fazer algumas provas mais curtas, fiz a minha primeira meia maratona. Depois disso já fiz mais quatro. Actualmente, estou mais  direccionado para os trails, tendo já feito algumas provas com alguma dificuldade, mas de uma satisfação enorme.

 

Se num atleta sem diabetes, a alimentação numa prova de trail já é um desafio, quais os truques que fazes para gerir a tua alimentação numa prova de trail?

No meu caso, o mais complicado foi conhecer o meu organismo e saber como ele se comportava em cada uma das situações. Por exemplo, quando comecei a correr, comecei a fazer estrada e, neste caso, como não existem tantas variações de altimetria e de ritmos, é mais fácil controlar a hidratação e os “açúcares”. No trail running já funciona de maneira diferente, pois o desgaste é maior. Como desidrato bastante, levo sempre muita água (por isso levo sempre mochila) e como tenho muitas cãibras levo sempre magnésio líquido ou em pastilha. Levo também uns géis que vou gerindo conforme a necessidade. Há pouco tempo, também comecei a levar comigo sal, pois é bastante útil para quem como eu, desidrata com facilidade.

 

Já tiveste algum susto numa prova de trail por causa da diabetes? 

Sim, foi num trail em Alvados, onde senti pela primeira vez na minha vida o que é estar completamente desidratado. Nessa altura só levava água e paguei cara a factura, pois apesar de ter chegado ao fim, cheguei completamente desgastado. Durante a prova  tive tantas  cãibras, que acabei por descobrir que tinha músculos que nem imaginava que ter (riso). A partir desse trail, tentei nunca mais ser apanhado desprevenido e prefiro sempre levar coisas a mais, do que sentir, como me senti em Alvados.

 

Qual a sensação de correres com uma nutricionista? (riso)

Excelente (riso), pois foi uma maneira de aprender mais um pouco sobre o nutrição e o que fazer perante algumas das quebras que sentimos numa prova. Além disso, aproveitei para ter uma consulta de borla (riso).

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Quais os conselhos que darias às pessoas que têm diabetes e que gostavam de correr, mas que têm receio de o fazer?

Comecem devagar, mas comecem, pois ao início custa imenso e os resultados demora, mas, passado um tempo, começam a ver resultados e o nosso corpo começa a "pedir" mais exercício. No meu caso, que era bastante sedentário, comecei mesmo muito devagar. Lembro-me que ao início fazia 12 minutos a correr e ficava completamente de rastos. Mas não desisti e fui melhorando, depois dos 12min, passei para os 15, depois 20 e por aí adiante. Quanto tempo demorou até chegar às corridas? Quase 2 anos até fazer a minha primeira corrida de 7 kms (custou-me tanto). Depois... depois fui fazendo mais e mais. Já tive lesões (coisa que nunca tinha tido) pois não fazia nada (riso), mas nunca desisti. Tracem objectivos, comprometam-se com outras pessoas, mas nunca deixem de se mexer  porque,  para quem tem diabetes,  o exercício físico é fundamental, seja a correr, a caminhar, andar de bicicleta, nadar, etc.

 

Quais os teus próximos desafios no mundo da corrida?

Os meus desafios são ir fazendo provas que nunca fiz, repetir as que mais gostei e aumentar as distâncias, sempre que possível.

 

Para terminar, gostaria de agradecer esta oportunidade à Ana, pois é sempre muito positivo, quando com a nossa experiência, podemos ajudar outras pessoas com este enorme problema que é a DIABETES.

Em relação ao exercício físico e aos trails, existe outra vertente bastante aliciante, que é o espirito de entreajuda que lá encontramos e ,claro, conhecer pessoas como a Ana. Aproveito também esta entrevista, para agradecer ao grupo de Amigos dos Galgos de Tancos ao qual pertenço, que aproveitam esta actividade, para promoverem a amizade e o convívio a cada prova que fazemos. Como nós, existem muitos outros grupos que fazem o mesmo e o engraçado nisto tudo é que nunca nos vemos como adversários, mas sim como outros grupos de amigos que competem (saudavelmente) entre si.

 

Obrigado Ana!

 

João Baptista

Correr à noite pelos trilhos do javali

foto de grupo

(a foto de grupo antes da partida) 

Depois da minha experiência na prova em dezembro, não podia faltar a este desafio. Especialmente porque, desta vez, era à noite! Já fazia algum tempo que não corria em trilhos à noite e posso dizer que é das melhores experiências que podemos ter. Mas vamos por partes.

 

A corrida antes da corrida

Depois duma semana cheia de trabalho e de ter de estar 7h sentada numa formação no dia da prova, tinha de arrancar de Lisboa a tempo de trocar de roupa numa bomba de gasolina e de chegar a Setúbal antes das 19h30. Se já sou daquelas pessoas que sofre de ansiedade antes duma prova, a minha adrenalina estava ao máximo antes do início desta aventura.

Um dos pontos onde fiz questão de apostar foi na alimentação: gerir a alimentação num dia fora de casa e com uma prova à noite, não é fácil; preferi  trazer de casa todas as minhas refeições e beber cerca de 1,5L ao longo do dia; neste dia não podia fazer experiências.

 

A prova

Depois de chegar a Setúbal, preparei todo o meu material e encontrei-me com a restante crew para nos reagruparmos junto à zona de partida. Como não gosto muito de correr de meias altas, já começava a sentir o frio a gelar as pernas e a ansiar que a corrida começasse.

antes da prova

 (um sorriso que disfarça o nervosismo antes da prova)

 

Quando arrancámos da zona de partida, comecei a correr mais rápido para ganhar balanço para as primeiras dezenas de metros a subir, mas não resultou. O coração começou a bater de maneira descontrolada e percebi que a falta de treino e a ansiedade estavam a tomar conta de mim. Lá abrandei, encostei-me à direita, deixei passar muita gente e controlei a respiração. Logo de seguida houve uma paragem por causa duma subida que, ainda hoje, não percebi muito bem porquê. E lá fomos  trilhos acima novamente. Esta prova estava bem recheada de trilhos a subir que, confesso, não são o meu forte.

 

Ao quilómetro 4, depois duma subida valente, ouvi a voz do Stefan Pequito que me deu um “Hi5” e me disse “está quase, Ana”. Não sei se ele estava a fazer confusão com a outra prova ou se anda a imitar o José Finuras que grita sempre essa frase quando me vê ainda na zona de partida duma prova.

 

Até ao abastecimento ao 8º quilómetro (mais coisa menos coisa) segui sempre atrás dum grupo que vinha bastante divertido e que me ajudou na iluminação do caminho (“candeia que vai à frente ilumina duas vezes”). Passei por vários elementos da organização que, no escuro da Serra da Arrábida e ao frio, indicavam o caminho em alguns trilhos que pudesse causar alguma confusão.

No abastecimento parei apenas o tempo suficiente de encher a minha “bexiga” de água e comer 3 pedaços de laranja que me souberam mesmo muito bem. E lá arranquei atrás do tal grupo que eu seguia anteriomente.
 

Pouco tempo depois, perto duma descida, avisto um senhor sentado no chão e agarrado às duas pernas. Parei para perguntar se estava bem, se se tinha aleijado e se precisava de alguma coisa. Habituei-me a trazer algum material na mochila que pudesse ajudar quem quer que seja, ou pelo menos tentar ajudar: gel tópico frio, gel bebível para dores agudas e comida a mais (gel, barra e shot energético).  O senhor achou muito estranho o facto de eu estar a dar palpites, mas expliquei ao senhor que era nutricionista e ele lá começou a ouvir-me com mais atenção.

Apesar de ele estar a dizer para eu seguir e continuar a prova, fazia-me confusão deixar o senhor ali sozinho e na escuridão. Estive cerca de 10 minutos com ele e ainda não ouvia ninguém a chegar. Depois de beber um gel que ele trazia e morder uma barra energética, o senhor lá se levantou e começou a andar. Como vi que ele já estava melhor e, com a indicação dele para seguir, comecei a correr. E aí sim, percebi que aquela paragem não me tinha feito muito bem às pernas, mas fez-me bem à cabeça.

 

Um pouco mais à frente avistei um membro da organização e avisei que o senhor que vinha atrás de mim podia precisar de alguma ajuda e lá segui novamente. Durante os restantes quilómetros até à meta fui sempre sozinha. Mas mesmo sozinha! O tal grupo levava um avanço de cerca de seis minutos em relação a mim, mas eu já não tinha pernas para os alcançar. Recordei alguns trilhos da prova passada mas na versão contrária e a explicação é simples: se algumas daquelas subidas fossem a descer e à noite, a prova teria sido bem mais difícil.

Ao longo do caminho encontrei vários membros da organização que me descansaram a dizer que eu não estava a correr sozinha. Outros ainda tentaram pregar-me um susto à entrada duma quinta, mas não conseguiram. Como não tenho relógio para me ajudar a orientar no tempo de prova, nem o telemóvel me ajudou, pois o Strava desorientou-se mais do que eu e cortou tempo e quilómetros à minha prova. Por isso andava desorientada por não saber quantos quilómetros faltavam para o final. Estava com algum receio de me perder porque também não tinha uma boa iluminação (mesmo com 2 frontais) e algumas marcações estavam longe umas das outras na parte final da prova.

 

Assim que cheguei a uma pequena povoação, falei com um membro do staff e segui caminho pela estrada romana que conhecia. Sabia que, a partir dali, seriam cerca de 2 km ou nem isso. Tentei puxar por mim, mas o cansaço era grande.

 

Ao avistar a curva para a meta ganhei impulso na descida e coragem para passar a meta a correr. Cheguei com o tempo de 2h49m. Um tempo fora do que eu tinha previsto, mas não importa. Esta prova foi divertida, cheia de aventura e com uma boa gestão do medo e da ansiedade.

dorsal

 (a prova final)

 

Pontos positivos:

- Organização simpática e divertida mesmo com o frio da serra (os meus parabéns aos voluntários corajosos que vi sozinhos na escuridão);

- Trilhos bem “desenhados” – um misto de subidas e descidas engraçado e com poucos estradões monótonos;

- A merenda final – apesar de não ter comido a minha sandes de choco frito (porque não consigo comer depois duma prova), ouvi dizer que estava muito boa.

- Os brindes de oferta – achei a ideia da toalha com o javali desenhado muito gira e a garrafa de vinho da zona vai certamente alegrar uma refeição lá em casa.

javali

 (uma das ofertas e que achei original - uma toalha com o javali bordado)

 

Pontos negativos e a melhorar:

- Marcação dos trilhos – apesar das fitas estarem bem visíveis nos primeiros 11km, a partir daí algumas fitas estavam mais escondidas e mais espaçadas. Se a prova fosse durante o dia, tudo bem, mas à noite torna-se mais confuso.

- Briefing – eu sei que houve um briefing antes da prova mas confesso que não ouvi nada, pois o som estava muito baixo.

 

Ah, esqueci-me de referir que o tal senhor que ajudei, encontrou-me no final da prova. Vi que ele terminou a prova, estava bem e agarrado à sua sandes de choco frito.

 

Boas corridas!

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