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Correr na Cidade

Azores Trail Run 2016 - Race Report

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  (Foto: ClickFaial)

 

Sempre me interroguei o porquê as filmagens realizadas nos Açores terem um aspeto único, podemos argumentar com questões técnicas, mas para mim simplesmente se deve ao facto da  luz ser diferente.

 

Quem chega aos Açores, pela primeira vez, sente que a luminosidade não é igual à do continente, os contrastes entre os pretos e os verdes dão a sensação de quase duma ofuscação, de um ambiente ligeiramente surrealista.

 

Assim, durante 5 dias pude desfrutar da beleza das ilhas do Faial e do Pico, mas também pude sentir quão volátil a meteorologia pode ser nestas ilhas e quão fustigante pode ser.

 

Esqueçam Windguru, Accuweather ou nosso IPMA. Todos sem exceção falharam redondamente na antecipação do que poderia ser o dia da prova. Só a título de exemplo, as piores previsões davam conta de chuva fraca intercalada por sol… ora eu no dia da prova vi o sol uma única vez

 

Como tinha falado no post anterior, a prova que me tinha proposto a realizar era o Faial Costa a Costa, que basicamente consistia em 48km, dos quais metade eram a subir e metade a descer. Da informação que havia recolhido, sabia também que a primeira parte, até ao início da subida, seria muito rápida, que a subida até caldeira (ponto mais alto da ilha) era marcada por alguns trilhos e um estradão e que haveria uma zona de progressão “chata” em torno da caldeira, daí para baixo era sempre a rolar…e foi mais ou menos isso… .

 

Despertador para as 06:00 e toca a levantar. As minhas rotinas de pré-corrida são simples e visam minimizar o erro.

 

Ou seja basicamente passam pela seguinte sequência: tomar um bom pequeno-almoço (sem invenções, há que não ceder à tentação de enfardar tudo o que nos aparece num grande pequeno almoço de Hotel), de seguida tratar da higiene, “bresuntar” os pés e partes internas da coxa, com creme gordo, vestir e por fim tratar da parte intestinal, para que não haja pit stops a meio da corrida. Esta rotina serve para tudo, desde uma corrida de 10km na estrada aos 115km do MIUT.

 

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Aprumado a rigor, desci a rua do Hotel até ao cais, onde me esperava o pick-up para a partida. Aí com o Pico em pano de fundo e a mostrar todo o seu esplendor, arrancámos em direcção à Ribeirinha. 

 

Por volta das 08:15, já me encontrava na partida e com o sol a dar um ar da sua graça (mal sabia eu que seria a única vez que o ia ver no dia inteiro), foi ver os atletas a chegar e sentir todo o corrupio que antecede o grande momento.

 

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Muita animação, muitas conversas, muitos sorrisos e aquela hora e meia de espera foi passando com grande facilidade. Tivemos ainda o prazer, e já que a prova dos 70km passava muito perto de onde estávamos, de durante uma boa meia hora estarmos a apoiar o pessoal, ao bom estilo Zegama Tuga.

 

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   (Foto: ClickFaial)

 

Alinhados na meta, tempo do speaker por toda gente de mãos no ar a saltar. Posicionado perto da frente, mas numa lateral, lá fui cumprimentando caras conhecidas como a Lucinda ou o Pedro Caprichoso.

 

Partida, largarta, fugida….

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  (Foto: ClickFaial)

 

Debandada total, resultado 1º km em 4:02 e 2º em 4:49… parte rápida inicial estava feita, era agora tempo de começar a subir os quase 16km, com mais de 1000D+.

 

A subida inicia-se com alguns single tracks e pautados por alguns degraus, nada de muito assustador depois da vacina do MIUT, que desembocam num belo estradão em serpente que nos leva até ao ponto mais alto da ilha, a Caldeira.

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  (Foto: ClickFaial)

 

Com excelentes sensações, e a fazer uma alimentação certinha, fiz um subida calma mas consistente, tendo chegado lá acima com cerca de 2 horas de prova.

 

Pensei “Se com estou aqui com duas horas agora vai ser sempre prego a fundo...”

 

Como estava enganado, a chuva, que tinha começado a aparecer aos 700mt, piorou drasticamente, tornando-se grossa e empurrada por rajadas fortes tornou a passagem pela Caldeira um grande desafio…

 

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  (Foto: ClickFaial)

 

To be continued ... 

 

4 Dicas sobre corrida em trilhos

 

 

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Por: Tiago Portugal

  1. Como preparar uma ultra na cidade?

    R: Nunca é simples prepararmo-nos para uma prova de trail morando numa cidade ou numa área com pouco desnível, felizmente, habitando em Lisboa, este problema não se coloca. Mas é sempre possível encontrar soluções para ultrapassar a falta de desnível. Uma das possíveis alternativas é organizar alguns fins-de-semana fora dedicados à preparação, treinos intensos e com muito desnível, positivo e negativo, dando maior enfâse a este último, as descidas. É possível simular desnível positivo através de treinos em bicicleta, metendo mais carga, ou treinando em passadeiras com a maior inclinação possível. No entanto, simular treino de descida é impossível, por isso aproveite cada oportunidade para treinar desnível negativo. Uma das maneiras de adquirir forma é através dos treinos de escadas, subir e descer escadas várias vezes, saltar vários degraus com os dois pés ou ao pé-coxinho é uma forma de fortalecer o trem inferior do corpo.

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  1. Como treinar para uma prova de trail curto, velocidade e desnível.

    R: De forma a progredir e melhorar a performance num trail curto é recomendável efetuar um plano de treinos parecido com os utilizados para as meias-maratonas, existem muitos planos disponíveis na internet, ou em alternativa aplicação da Asics. Como principais diferenças deverá efetuar treinos de subidas, preferencialmente nos trilhos, sessões inicias de 30s a 90s (4 ou 5 vezes) que deverão passar para séries de 3m a 5m a subir, com uma recuperação ativa efetuada a descer até ao ponto de partida, pode também em alternativa efetuar treinos de escadas. Nas sessões longas, fim-de-semana, efetuar treinos até 2h30 preferencialmente em trilhos.  

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  1. Correr com bastões, afinal vale a pena utilizá-los?

    R: A utilização dos batões pode ser uma grande vantagem nas provas em que temos subidas compridas e acentuadas. Em termos musculares a utilização dos bastões pode permitir poupar cerca de 20% da nossa energia nos membros inferiores, o que numa prova ou treino é muito considerável. Nas descidas a grande vantagem dos bastões será para auxiliar na estabilização e dar mais um suporte para nos segurar. Em ultra trails os bastões podem ser uma verdadeira vantagem e uma grande ajuda em termos musculares e energéticos. No entanto, para tirar o máximo proveito da sua utilização é imperativo aprender a utilizá-los e efetuar vários treinos com eles, caso contrário poderão ser mais um entrave em vez de um auxílio.

 

    4. Como gerir o período de treino entre duas provas?

R: Esta questão é sempre delicada de responder pois o tempo de recuperação difere muito de indivíduo para indivíduo e depende igualmente da distância, desnível e intensidade da primeira prova. O recomendável é que após uma prova longa exista um período de 7 a 10 dias de repouso e regeneração. Devemos durante esse período efetuar uma recuperação ativa através da prática de outros desportos como natação ou bicicleta, mas sempre com uma intensidade baixa. É igualmente importante que antes da segunda prova exista um período de 1 semana de relaxamento durante a qual a intensidade do treino é mais baixa. Nesse sentido, se o período entre 2 provas for de sensivelmente 1 mês, teremos cerca de 2 semanas para treinar de forma mais intensa. Importa destacar que os benefícios do treino intenso e a preparação efetuado para a primeira prova ainda se farão sentir durante este período e que a primeira prova servirá também de treino para a segunda. É importante preparar conveniente a primeira prova e respeitar os períodos de descanso e relaxamento de forma a evitar possíveis lesões ou fadiga, recordando sempre que o descanso é uma parte vital do treino.

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Trail Monte da Lua: um dia excelente!

A Dream Team: Eu, Patrícia e Diogo! (Foto por Paulo Jaime)

 

Sábado, 6 da matina e toca o despertador. Tal como o Diogo Conceição disse: “em vez de se estar a deitar vindo do SBSR (...) vai galgar a Serra de Sintra”. São escolhas. E não me arrependo da minha :)

 

Combinei com o Diogo e a Patrícia que iríamos fazer a prova juntos, pois, nos treinos CnC das semanas anteriores descobrimos que temos os três mais ou menos a mesma pedalada. Fizemos bem. Formamos uma excelente equipa, do início ao fim uns a puxar pelos outros! Sem objetivos de tempo, apenas com a intenção de fazer aquilo que gostamos - correr em trilhos - , lá fomos aos K25 do Monte da Lua.


Em poucas palavras: ambiente espetacular, prova gira e que desfrutamos bem e, após aplaudir a chegada dos últimos dos K25 e primeiros dos K50, um excelente piquenique organizado pelos Tartarugas. Foi um dia muito bem passado; um dia daqueles que nos faz manter o sorriso na cara dos dias seguintes.

Em relação à prova, a comunicação da mesma (facebook, emails, website) foi muito boa e simpática e os horários foram cumpridos. Contudo, para uma prova de K25 por €22, penso que a qualidade dos abastecimentos (eram duas e não tinham água isotónica) e a sinalização (ajudei uma pessoa a não perder um desvio que não tinha visto) deixaram muito a desejar. Por outro lado, o percurso, pelo menos o do K25, e na minha opinião, “não foi nada de especial”, penso que Sintra tem muito mais a oferecer daquilo que vimos, mas pode haver pessoas que não concordam comigo, é claro. Por fim, na Praia da Maçãs, onde se realizaram a partida e chegada (local muito bem escolhido pela sua acessibilidade e beleza), o debrief inicial não se ouviu, pois era uma pessoa a falar para todos os participantes dos K25, sem microfone ou palco (improvisado) e, ao meu espanto, na minha chegada, a água tinha acabado. Acho inaceitável, numa prova que, à grande maioria dos participantes, leva 4 a 5 horas, não haver água na chegada. Passado algum tempo, reabasteceram, mas já foi tarde; alguns amigos já se tinham ido embora. Desiludidos.

 

Resumindo: tive um dia muito bem passado; o espírito de trail é realmente outro. Se volto para o ano? Não sei.

 

Os meus parabéns ao Diogo Conceição e Liliana Moreira que se estrearam nas provas de trilhos! Que venham muitos, muitos mais!

Os abastecimentos do Louzan Trail

E aqui publicamos o mapa dos abastecimentos para o trail curto e longo do Louzan Trail que se realiza este sábado, dia 21 de junho, a partir das 10h. Para todos os participantes é essencial estudarem bem o percurso para escoherem a melhor estratégia a abordar para a prova, seja para os mais lentosou para os mais "apressados".

Até ao momento não vimos nenhuma lista de equipamento obrigatório para a prova, mas os ultra runners da crew aconselham a levaram hidratação suficiente (mesmo tendo em conta os postos de abastecimento), ou seja pelo menos 1 litro de água, uma manta de sobrevivência, apito, telemóvel, boné ou buff, protetor solar e um corta vento - porque no cimo da montanha pode fazer frio. E, acima de tudo divirtam-se? O Correr na Cidade vai estar presente com 10 elementos. E vocês, também vão?

 

Os abastecimentos do trail longo:

Os abastecimentos do trail curto:

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