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Correr na Cidade

Race Report: 3º Trail de Almeirim - Na Rota do Vinho e da Sopa da Pedra

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É sempre bom voltar onde já fomos bem tratados, e foi por este motivo que voltei a participar no Trail de Almeirim.

 

Em preparação para a primeira Ultra no Piodão, há 2 anos participei na 1ª edição do Trail de Almeirim. Na altura estava num bom momento de forma e fiz a prova a bom ritmo, mesmo desfrutando demais dos bons abastecimentos da prova :)

 

O ano passado não tive oportunidade de voltar a Almeirim como queria, e este ano quando o nosso campeão Stefan disponibilizou o seu dorsal para os 30Km do Trail de Almeirim, mesmo com muito pouco treino, decidi voltar aos trilhos ribatejanos.

 

 

A “Asfaltadinha” no Trail

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Por Natália Costa:

 

Quem me conhece sabe que sou uma amante de estrada. Sim de "comer alcatrão", de ir ali a olhar sempre para o mesmo, com a ânsia de chegar e de fazer o melhor tempo possível. E de "comer" só mais um bocadinho de estrada, com a secreta esperança de conseguir fazer este ano a minha primeira Maratona.

 

Os treinos nem sempre conseguem ser os mais assíduos, porque isto de ter duas crianças pequenas, nem sempre permite treinos longos perto das 21h. Faz-se 10 km, e ao fim-de-semana é que se aproveita para queimar mais um bocado a borracha às sapatilhas. Mas o trail... Ah, o Trail! Cada vez mais na “moda”, com mais provas, mais longas, mais difíceis, quase para verdadeiros heróis, palpitam por todo o lado. Sabemos que o trail é menos monótono que a estrada, que podemos usufruir do prazer de “passear o esqueleto” pela natureza, deslumbrar lindíssimas paisagens e viver o verdadeiro espírito de camaradagem.

Por isso mesmo no passado domingo “atirei-me”, é essa a expressão exata, para uma prova de 30 km em Almeirim. O trail de Almeirim não é "nada de extraordinário" para os mais experientes nestas andanças, são 30 km com cerca de 1000 D+. Muita subida, com muita descida, tipo carrossel. Já fiz outras provas de trail, mas no máximo foram de 20 km, nunca uma distancia tão longa.

 

O treino antes da prova de Almeirim foi muito pouco, sobretudo nestas passadas duas semanas. Com Páscoa e afins, deixei-me combater um pouco pela inércia da quadra e acabei por não me dedicar como deveria para uma prova desta distancia. Sim, porque fazer 30 km em estrada é uma coisa, em trail é outra! 

Até ao Km 9 a coisa ainda foi rolando, mas foi aqui após o segundo abastecimento que eu e mais umas “camaradas” de prova nos perdemos, e que nos obrigou a fazer mais cerca de 2 km e perder imenso tempo para voltar ao trilho devido.

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Escusado será dizer que animicamente para mim foi devastador. Não ia lá para ganhar nada, mas sentir que ia na cauda da prova por ter cometido aquele erro, não encaixava na minha cabecinha. Isto em estrada nunca aconteceria, certo? E foi ai que tive a epifania de escrever este texto, de como os praticantes de corrida em estrada, passam para o trail.

Começando logo pelo corpo, mais precisamente pelas pernas, percebi que ainda não tenho coxa para aquilo. Tinha estado no treino solidário da SPEM no dia anterior e estavam lá muitas mulheres praticantes de trail e pude constatar que as minhas pernas ao pé das delas parecem uns autênticos palitos. Tenho mesmo que fazer um maior reforço muscular nestas coxas, além do treino de muita subida e descida!

 

E depois há outro fenómeno que não acontece na estrada: quando se juntam as duas distâncias numa prova de trail (por exemplo de 17km e 30 km como em Almeirim) e começamos, nós os da prova longa, a ser ultrapassados pelos participantes da prova mais curta. O que é aquilo?! Vêm feitos "loucos" capazes de esmagar o que aparecer à frente, sem olhar a meios para atingir os fins. Aqui, deveria de haver mais bom senso. Ontem, em Almeirim vi mandarem ao chão duas raparigas, e nem sequer me pareceu que tenham pedido desculpa. Opto sempre por encostar e deixá-los passar, apesar de ter ouvido algumas bocas que não o deveria fazer sendo eles quem deveria esperar. Está certo! Mas prezo a minha integridade física. Apenas um "educado" aviso a dizer que se vai passar seria o suficiente para evitar estes momentos de "stress", não?

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Depois tenho que mudar o chip, e perceber que não podemos estar a manter o ritmo, a passada, a mesma linha de pensamento que fazemos em estrada. Porque como disse o "grande mestre" Luís Moura, em amena cavaqueira enquanto esperávamos pela sopa da pedra: “Isto no trail morre-se e renasce-se muitas vezes!” E é que é isso mesmo! Ok, estávamos a falar de distancias mais longas... mas há alturas em que vamos mesmo de rastos, com umas dores nas pernas e nos glúteos que nunca mais acabam, mas de repente, vem uma força não se sabe muito bem de onde e lá vamos nós outra vez a dar gás pelos estradões.


Próximo prova de trail será o Louzan Trail. Por isso mesmo, estes próximos meses serão dedicados a treinos de trail e reforço muscular!

 

Porque afinal, é tudo uma questão de treino, certo?

Race Report: 1º Trail de Almeirim - O treino longo de trail mais rápido de sempre

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Por Nuno Malcata

 

A menos de uma semana da estreia em Ultra Trail no Piodão, troquei a multidão da Meia Maratona de Lisboa por um treino longo, e supostamente calmo, no 1º Trail de Almeirim.

 

Depois de 2 semanas de treinos intensos, a preparação para o Piodão estava feita e o Trail de Almeirim servia para rolar tranquilo, afinar os últimos pormenores na alimentação e equipamento a levar para o Piodão.

 

Parti de Lisboa bem cedo com a Bo e alguns amigos, para nos encontrarmos em Fazendas de Almeirim com a Liliana, Luis e o Nuno Ferreira.

 

Chegados a Fazendas de Almeirim, foi hora dos últimos preparativos e foto de grupo mesmo antes do Breefing e arranque da prova.

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No grupo havia ritmos distintos, se para o Luís a prova seria rápida e sempre a abrir, para a Liliana seria um desafio fazer a sua primeira prova de 30Km em Trail, mas eles farão as suas race reports muito em breve. Nos restantes 5, alguns estavam condicionados com pequenas lesões pelo fiquei de ir ao meu ritmo, mas o João muito mais rápido que eu decide que não é dia de soltar a franga e vai comigo.

 

Feita a partida, como sempre arranco lento, muito lento, e fico na retaguarda do pelotão, os primeiros 30m de qualquer prova, se não aquecer como foi o caso, custam-me sempre. Aos poucos vou me sentindo melhor e vou ultrapassando alguns colegas até que chegamos ao primeiro abastecimento logo aos 5km, sem andar um único minuto, alto inédito para mim numa prova de Trail. Cubinho de marmelada para adoçar a boca, um pouco de agua e siga que isto ainda agora começou. 

 

Começam as subidas e finalmente começo a acalmar um pouco o ritmo, mas sempre acima das expetativas, correr com alguém que está vários furos acima, e sempre com disponibilidade dá nisto, e o João é um poço de energia e boa forma. E foi assim até aos 20km, sempre a parar o menor tempo possível nos abastecimentos, mas com grande dificuldade em sair dos mesmos, dada a quantidade e qualidade do que estava à disposição.

 

Aos 20Km com cerca de 2h30m, derivado do esforço da semana anterior, e da massagem do dia anterior, o gémeo direito deu sinal de não querer puxar nas subidas e tive de acalmar o ritmo. Feitas as subidas do km20 ao 25, no último abastecimento aos 25km, com cerca de 3h20m começo a pensar que dá para acabar a prova em menos de 4h.

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Quando corro em provas, pouco penso em tempos, sempre fui lento e pesado e desfruto de correr pelo prazer que tenho e não pelos tempos que faço. Se tiver de parar para falar, tirar fotos, ou o que for, não stresso minimamente, e foi estranho mas motivador pensar em terminar a prova em menos de X tempo.

 

Se no km25 o pensei, no km26 partilhei este pensamento com o João, e soltei o demo, assim que lhe disse ele solta um "então vamos lá!" e acho que foi o último segundo que tive hipótese de dar uma respiração mais profunda. Foram 5km, em ritmo muito acima do que é a minha capacidade, literalmente com os bofes de fora, mas ainda consegui puxar por mais um companheiro no último km, que já só queria andar, mas terminou a corrida comigo e com o João a correr a bom ritmo. (Boa Flávio!)

 

Fechada a prova em 3h53m, graças ao grande ritmo e companheirismo do João que nunca me "largou" e tirou de mim uma performance que não sabia que tinha. Apesar de lento para a grande maioria, para mim foi surpreendente.

 

Não apenas surpreendente, mas de realçar, foi toda a organização nesta primeira edição do Trail de Almeirim. Parabéns à A20KM Trail Running Team e Secção de Atletismo da Associação 20 km de Almeirim pelo ótimo trabalho, como a todos os voluntários e equipas presentes que contribuíram para o sucesso desta prova. Não querendo faltar com nenhuma componente, desde as marcações do percurso, pontos de segurança, abastecimentos, pontos de controlo, massagens, banhos e alimentação, tudo correu de forma exemplar. Obrigado a todos e até para o ano, não faltarei!

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Domingo de estrada & trail

 

A nossa vida de corredores é mesmo assim, ora na estrada ora no trail. Se bem que gostamos muito de todo o espírito que envolve o trail, no fundo, adoramos uma boa prova de estrada. E este domingo, enquanto alguns fizeram a Meia Maratona de Lisboa (a Joana Malcata), outros ficaram de fora a tirar fotos (Filipe, Natália e Ana) e outros rumaram a Almeirim para fazer o trail daquela localidade (Bo, Nuno, Liliana e destaque para o Luís Moura que fez um excelente 21º lugar) As fotos da preparação da crew & firends tiradas pelo Nuno Ferreira. Bom domingo!

 

Fotos da Meia Maratona de Lisboa (temos mais)

 

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Fotos do Trail de Almeirim:

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