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Correr na Cidade

Review: Saucony Kinvara 7

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Modelo: Saucony Kinavara 7

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: Mais de 100km percorridos em estrada. Usados em vários treinos de 10-15km e numa prova de 10k.

 

A gama Kinvara foi iniciada em 2010 pela Saucony, numa altura em que a denominada corrida natural estava em voga e muitos corredores procuravam modelos de sapatilhas mais leves, menos estruturados e com uma menor drop do que o tradicional. Os Kinvara responderam a esses desejos e conquistaram uma grande legião de fãs que continuam fiel ao modelo que já vão a sua 7ª versão.

 

Os Kinvara 7 sofreram várias alterações relativamente ao modelo anterior mas guardaram a matriz que sempre caracterizou este modelo: rápidos, leves e confortáveis. A sapatilha revelou-se à altura em todos os desafios que enfrentou, treinos longos, rápidos, séries e em prova.

 

Conforto 

 

Não tendo corrido com nenhuma das versões anteriores deste modelo não posso efetuar comparações, no entanto, os Kinvara 7 são uma sapatilha que dá gosto calçar desde o primeiro momento. O upper é macio e flexível e o novo sistema denominado Flexfilm-infused garante um suporte do pé a cada passada.

Acima de tudo o que mais me impressionou é a leveza deste modelo, que quase não se sente no pé.

 

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Relativamente ao tamanho, o 43 serve-me na perfeição. O calcanhar está bem preso ao mesmo tempo que sentimos muito espaço para os dedos se mexerem, esse não é um modelo estreito, e quem tem os pés mais largos vai gostar da liberdade que os dedos dos pés têm.

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

 

Gosta de sapatilhas verdes? Se respondeu que sim este modelo é para si. Em tons de verde fluorescente existirá quem vá gostar muito, outros que será indiferente e para alguns será difícil "calçar" de verde. Preto e verde, com sola em branco é uma das combinações mais felizes que existem. A sola é bem construída. A minha única dúvida é a durabilidade das sapatilhas, nomeadamente em algumas partes de borracha laranja.Tem bons acabamentos, a parte do calcanhar é muito confortável, a língua também, e o design é irrepreensível. A dúvida é mesmo se esta "excelência" vai perdurar no tempo. Até ao momento já fiz cerca de 100 kms com eles e estão como se tivessem saído da caixa. 

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AMORTECIMENTO

 

As grandes inovações da versão 7 são a introdução do novo composto da Saucony o EVERUN, o novo material de amortecimento que já esta esta presente em vários modelos da marca (Kinvara 7, Guide 9, Triumph ISSO 2) e que garante um amortecimento contínuo mas com um aumento de 83% no retorno de energia. Neste modelo a introdução do EVERUN está limitada à região do calcanhar para não alterar completamente a sensação relativamente às versões anteriores.

A introdução deste novo composto na região do calcanhar conjugado com as melhorias da media-sola garantem um amortecimento e resposta excelente durante as corridas.

 

ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

 

Apesar de ser um modelo muito leve, cerca de 215g no tamanho 43, os Kinvara garantem um nível de estabilidade adequado, talvez devido ao facto de o calcanhar e o pé estarem bem ajustados e envoltos. A inserção do novo composto, EVERRUN, debaixo da zona do calcanhar aumenta o suporte e estabilidade deste modelo. Esta sapatilha é perfeita para quem procura leveza e velocidade mas não prescinde de estabilidade.

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PREÇO

A Saucony sempre produziu sapatilhas de grande qualidade, em termos de matérias e acabamentos, e este modelo não foge à regra. Com um PVP situado entre os 110€ e os 120€ é claramente um modelo a ter em conta e certamente uma das boas compras a fazer em 2016.

No site da Marathonia já consegue adquirir os Kinavara 7 em promoção por 87,50€.

 

 

Avaliação Final

Design/Construção 17/20

Estabilidade e Aderência 15/20

Conforto 18/20

Amortecimento 17/20

Preço 17/20

Total 84/100

 

7 Perguntas à...Pearl Izumi

Continuamos a querer ouvir as várias marcas que estão presentes no setor da corrida em Portugal. A Pearl Izumi aceitou o desafio de responder às nossas 7 questões.

 

Esta marca nascida no Japão há 50 anos e com forte tradição na área do ciclismo deu os primeiros passos no mercado do running no nosso país em 2015, sendo que 2016 deverá ser o ano da verdadeira aposta neste segmento, com o lançamento de alguns novos modelos e uma maior aposta na divulgaçãoFique com a entrevista a Vasco Portugal, Gestor de Produto da Pearl Izumi, e também ele corredor, que deixa algumas novidades no ar. 

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil

 

1.Como analisam o setor da corrida em Portugal?

No nosso País é  um sector sem dúvida em crescimento e é bastante estimulante para nós observar o número de praticantes de corrida, assíduos ou não, e também  o facto de muitas associações e clubes  desportivos apostarem na organização de eventos de corrida sejam eles de cariz competitivo ou social.

 

2.A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?

Não acredito que seja uma moda! Desde os primórdios da vida humana que a corrida está presente no nosso dia-a-dia e neste momento a corrida é a forma mais básica que temos de praticar desporto. Logicamente as razões que nos motivam a correr são diferentes das dos nossos antepassados, mas seja por competição, socialização, lazer, busca por saúde e qualidade de vida ou autossuperação a corrida está para ficar!

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3.Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?

Neste momento estamos a receber um feedback muito positivo entre os praticantes de Trail Running acerca da nossa sapatilha Pearl Izumi EM Trail N2, que já foi testada por elementos da crew do Correr na Cidade, e conta atualmente com um look renovado em termos de cores.

 

4.Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?

Este ano dedicamos mais atenção a um segmento de mercado muito interessante, que são os corredores iniciantes na modalidade ou mais pesados e que necessitam de uma sapatilha com suporte extra mas pretendem também tecnologia, conforto e leveza! Conseguimos juntar todos estes ingredientes no modelo Pearl Izumi Em Road N3, sapatilha que saiu em 2016. Tenho a certeza que será um modelo bastante apreciado por todos.

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5. Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?

Na minha opinião em Portugal vende-se vestuário técnico de corrida embora tenha plena consciência de que as sapatilhas são o ponto em que qualquer corredor presta mais atenção e dedica um pouco mais do seu orçamento. Mas destaco a importância do uso de vestuário técnico e quem pratica desporto diariamente, seja corrida, ciclismo, natação, etc… sabe claramente do que falo!

 

6.Como marca, que outras áreas/deportos estão a apostar para conquistar os corredores?

A Pearl Izumi destaca-se em duas áreas desportivas, o ciclismo e a corrida. É entre os adeptos destas modalidades que centramos a nossa atenção e diariamente lutamos para desenvolver e aperfeiçoar os nossos produtos de modo a irem ao encontro das necessidades e expectativas de todos os adeptos e praticantes destes desportos em todas as suas variantes. A nossa missão é e passo a citar: “Make athletes better.”

 

7. De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários? 

Penso que todos nós, seja empresas, marcas ou indivíduos  temos a responsabilidade de ajudar a promover a saúde e o bem-estar entre os mais jovens através da prática do desporto. Como tal adotámos o ideal, “Pensar globalmente, agir localmente” e damos apoio a várias ações e eventos desportivos que se realizam tanto na nossa área em Águeda assim como no restante território Nacional.

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Preview: ASICS Nimbus 17

 

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Já tinha algumas saudades de correr e experimentar um modelo da marca Japonesa ASICS. Há mais de 2 anos que não corro com nenhum modelo desta marca, desde que dei os meus Fuji Trabuco. Se existem 2 adjetivos para descrever esta marca eu apostaria em consistência e qualidade, apesar de achar que já é altura de a marca se reinventar um pouco, a tecnologia GEL já tem alguns anos, mas veremos como a ASICS irá enfrentar os próximos desafios de um mercado cada vez mais competitivo e tecnológico como o da corrida.

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A ASICS Portugal teve a gentileza de nos ceder um par de um dos seus modelos mais icónicos que já vai na sua 17ª versão, os ASICS GEL NIMBUS 17. Um modelo com muitos adeptos e um dos preferidos entre os corredores que procuram uma sapatilha com amortecimento e conforto, não é por acaso que venceu o Prêmio de Melhor Sapatilha de estrada em 2015.

 

Não irei abordar as diferenças entre as várias versões dos NIMBUS pois não corri com nenhuma deles, mas de acordo com as pesquisas que efetuei a 17ª versão é uma alteração profunda com um visual renovado, novos materiais e um upper diferente.

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Em termos visuais a minha primeira impressão é que se vê logo que são uns ASICS, não sabendo desde logo se isso é bom ou mau. O GEL é visível na entressola e em grande quantidade. Calçando as sapatilhas pela primeira vez senti desde logo o conforto e amortecimento, efeito pantufa ao longo de todo o pé. No entanto, senti-me muito alto e estranhei um pouco, apesar de ter um drop clássico de 10mm, e não ser a sapatilha mais alta que tenho. Talvez com o uso e hábito ao modelo esta sensação se atenue.

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O volume da sola e entressola é grande e mesmo a palminha têm ainda mais uns bons mm de amortecimento.

 

Durante as próximas semanas irei utilizar as NIMBUS 17 nos meus treinos de corrida em Lisboa e ao longo do paredão de Cascais, estou a precisar de recuperar a forma e este modelo certamente proporcionará o nível de amortecimento ao longo de toda a passada e conforto que procuro nesta fase.

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 E vocês já correram com os Nimbus? O que acham deste modelo e da própria ASICS?

Correr em grande forma em 2016: 8 dicas

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1. Comece por analisar os seus últimos 12 meses

Nada como analisar de onde viemos para saber para onde queremos ir. Examine os seus treinos de 2015 e anote os seus melhores tempos e recordes pessoais. De igual forma tome nota dos treinos que correram menos bem, daqueles que fugimos o ano todo a "sete pés" e das semanas que não treinamos por lesão. Faça uma lista dos objetivos que atingiu e das áreas onde precisa de melhorar.

 

2. Arranje um treinador/mentor

Nem todos precisamos de treinador, mas nenhum corredor sabe tudo. Procure um mentor ou alguém experiente em quem confie e respeite para partilhar ideias e ter feedback dos seus progressos ao nível dos treinos.

 

3. Estabeleça pequenos objetivos atingíveis

No início de cada ano os corredores traçam os objetivos que desejam ver cumpridos, sejam eles quebrar recordes pessoais, correr uma maratona ou participar no seu primeiro trail. Esses serão os seus grandes desafios do ano. Ao longo do percurso estabeleça pequenos objetivos alcançáveis com os quais se possa comprometer, sejam eles treinar mais vezes, fazer um treino de velocidade por semana ou mesmo descansar.

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4. Planeie o seu descanso

Uma das coisas que os corredores mais detestam, além de não poder treinar por lesão, é estabelecer e planear o descanso e ficar alguns dias sem correr. Não parece mas é difícil e por norma vem associado a um período de mau humor. Não espere por estar doente ou lesionado para parar e descansar. O descanso faz parte integrante do treino. Após uma prova esgotante faça uma semana de pausa para restabelecer forças e recarregar energias antes do seu próximo grande desafio.

 

5. Trabalhe nos seus pontos fracos

Concentre-se nos seus pontos fracos e durante alguns meses foque-se em treinos específicos para os melhorar. Existem vários tipos de exercícios próprios para treinar a velocidade, a força ou a resistência. Se o vosso forte são as maratonas e a resistência, dedique dois meses a treinar para provas curtas e rápidas, 10 quilómetros por exemplo, vai ver que vai desenvolver novas capacidades.

 

6. Exceda-se de vez em quando

A fronteira que separa um treino otimizado e o sobretreino é ténue. No entanto, em algumas ocasiões correr atrás de quem é mais rápido do que nós pode aumentar o nosso nível e fazermos evoluir. Treinar com um grupo mais rápido pode permitir-nos passar para o próximo nível.

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7.  Participe mais em provas

A verdade é que só atingimos o pico da nossa forma algumas vezes durante o ano. Utilizar provas menos importantes, para nós, como treinos competitivos é uma forma de adquirir experiência ao mesmo tempo que a adrenalina da competição nos faz aumentar o ritmo. A chave do sucesso é definir bem as provas "chaves" para nós e aumentar os nossos índices competitivos noutras provas.

 

8. Olhe para o futuro

Não pense só nos objetivos que quer atingir em 2016 e planeie já os objetivos para os próximos 2/3 anos e os grandes desafios que quer completar. Adote uma visão a longo prazo do seu plano de treinos e estabeleça objetivos gradualmente mais difíceis até estar capaz de atingir o seu "Santo Graal". Não queira tudo para amanhã e dê um passo de cada vez.

 

Boas corridas a todos!

 

CrossFit Endurance para melhorar a corrida

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2015 foi em termos desportivos um ano agridoce. Se por um lado corri em sítios lindos, participei em provas fantásticas e atingi um dos meus objetivos, baixar dos 45m aos 10k, por outro lado não fui capaz, por diversos motivos, de “sequer” tentar alcançar a marca dos 100km+.

 

No entanto, mesmo antes dessa frustração, já me estava a sentir um pouco “cansado” e “desanimado” de tanta corrida e em finais de novembro resolvi experimentar uma aula de CrossFit. Fui a uma, duas, três e fiquei completamente "apanhado". Tenho a sorte de pertencer a uma Box fantástica, a Box 2750 em Cascais. Ambiente cinco estrelas e treinadores capazes de tirar o melhor de nós e nos levar a ir mais além.

 

Comecei a ler um pouco sobre esta modalidade e descobri o CrossFit Endurance, uma variante dedicada aos atletas de resistência e ultramaratonistas.

 

Por norma, os treinos para quem quer correr ultramaratonas consistem em muitos quilómetros, treinos específicos e algum trabalho de reforço muscular. Tantos treinos de corrida começaram a tirar-me a alegria que ir correr livremente me dá. Cansado desta sensação de insatisfação comecei a procurar algum tipo de desporto que pudesse complementar com a  corrida ao mesmo tempo que fortalecia o corpo. Fui parar ao CrossFit. 

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Os exercícios do Crossfit implicam o uso dos sistemas tanto aeróbicos como anaeróbicos, ao invés o da corrida usa maioritariamente o aeróbico. Outro dos benefícios é proporcionar uma variedade de movimentos funcionais que melhoram a velocidade, coordenação e força.

 

Ao invés, a corrida envolve o movimento das penas e braços num único plano, movimento dos membros para a frente e para trás. No CrossFit (CF) são precisos movimentos laterais e de rotação. O resultado é a aquisição de força em áreas que habitualmente são menos trabalhadas.

 

A descoberta do CrossFiT Endurance (CFE) surgiu através de um livro “UnbreakableRunner” de Brian MacKenzie.

 

Brian MacKenzie é o criador do CrossFit Endurance, uma abordagem baseada nos treinos de CrossFit mas direcionado para atletas de endurance. Sendo ele próprio um atleta de resistência, MacKenzie trabalha arduamente para superar os pressupostos que algumas pessoas fazem sobre CrossFit Endurance – nomeadamente comparando-a com uma rotina de musculação, ou alegando que é perigoso. Ou dissipando as dúvidas relativamente às diferenças entre CFE e CF.

 

O meu principal objetivo é neste momento adquirir algumas bases de crossfit para tentar iniciar-me no CFE de forma a ajudar-me na minha paixão, ultramaratonas. Em Portugal não conheço, neste momento, nenhuma box em que seja utilizada esta metodologia. Se existir algum pioneiro, ofereço-me desde já como cobaia. São todos testemunhas.

 

Mas afinal no que consiste o CrossFit Endurance?

 

crossfit-endurance-triangle.jpgCrossFit é um programa de força e condicionamento criado por Greg Glassman . Conforme definido por Glassman no Jornal CrossFit, consiste em "movimentos funcionais constantemente variados e executados em alta intensidade ao longo do tempo amplo e domínios modais." Considere a pessoa que vai para ao ginásio três vezes por semana e executa o mesmo circuito de 25 minutos de máquinas que isolam os grupos musculares específicos, completando 2 séries de 10 repetições para cada exercício. Pausas para descanso ocorrem entre cada exercício e série, tornando o exercício baixo em termos de intensidade. Executar este circuito semanalmente, ano após ano, usando as mesmas máquinas e sempre na mesma ordem.

 

CrossFit é o oposto. Ao invés de usar máquinas que isolam um músculo, utiliza exercícios funcionais compostos, como burpees , que recrutam uma faixa de grupos musculares. Os exercícios variam constantemente: O que se faz nesta terça-feira vai ser diferente do que o que você fez na terça-feira anterior.

Os tempos de treino variam de um par de minutos para 7-20 minutos; só raramente é que duram 20 minutos ou mais. Não há pausas para descanso. Se é um treino de 10 minutos que consiste em flexões, intervalos de execução e potência limpa, vamos de exercício em exercício o mais rapidamente possível . Esta mistura de movimentos compostos com pouco ou nenhum descanso aumenta a intensidade. Juntamente com o enfoque na alimentação saudável (a área onde mais falho), é o programa básico de CrossFit. A coisa mais importante a saber sobre CrossFit é que ele tem a intenção de desenvolver altos níveis de saúde e fitness e um tudo- em torno de atletismo. Não é específico de uma modalidade.

 

CrossFit Endurance, contudo, é específico para uma modalidade, neste caso corrida. Um programa CFE em execução, como Brian MacKenzie desenvolveu, prepara um atleta para a corrida através da combinação de exercícios específicos de funcionamento, com exercícios de força e exercícios Crossfit de condicionamento metabólico. Como MacKenzie afirma, o uso de exercícios de CrossFit permite a um corredor obter iguais desempenhos se não melhores resultados enquanto diminui simultaneamente a hipótese de contrair uma lesão.

 

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Que resultados podemos esperar com o CF e CFE?

  • Melhorias do desempenho e performance enquanto se corre menos km;
  • Redução do risco de lesões contraídas com os “junk miles” que são substituídos por exercícios funcionais que treinam os mesmos sistemas de energia;
  • Aumento da força explosiva e velocidade;
  • Menos danos à mobilidade e aumento da amplitude de movimento através da incorporação de exercícios que melhoram a amplitude de movimento nas articulações e tecidos musculares;
  • Melhoria da coordenação dos grupos musculares;
  • Melhor desempenho de corrida através de uma maior força.

 

Eu comecei pelo CF por não ter bases nenhumas e saber que apesar de treinar muita corrida tinha fracos indices de força e coordenação. Nada como experimentar uma aula de CrossFit. Se forem da zona de Cascais pode ser que nos vejamos na Box 2750.

 

Se esta pequena leitura vos cativou recomendo a leitura do livro Unbreakable Runner, onde podem inclusivé encontrar planos de treinos para correr 5km ou ultramaratonas.

 

Bons treinos!

 

Corrida e Nutrição no inverno: 3 dicas importantes

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Por Ana Sofia Guerra:

 

As festas e as “desculpas” de Natal já terminaram e está na altura de regressar aos treinos. Mas é preciso ter alguns cuidados quando treinamos com temperaturas mais baixas. Para complementar o texto que o Tiago Portugal escreveu sobre Treinar no Frio, deixo aqui três dicas que o vão ajudar a aquecer o organismo quando treina no Inverno.

 

Dica nº1: hidratação

Mais exatamente, água! Pois é, a água continua a ser o alimento principal, mesmo no inverno. Sabia que também transpira com baixas temperaturas e que o frio seca muito as mucosas nasais? Por isso é que a ingestão de água também é importante nesta altura. Se é daquelas pessoas que não consegue beber água à temperatura ambiente (fria), então faça um chá ou infusão e beba antes e depois do treino. Durante os treinos com duração superior a 60 minutos, pode optar por bebidas isotónicas que ajudem a repor água e sais minerais. No final do treino pode apostar numa sopa bem quente e saborosa.

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Dica nº 2: alimentos que ajudam a aquecer

Existem alguns alimentos que possuem substâncias que relaxam os vasos sanguíneos, permitindo um aumento do fornecimento de nutrientes (e oxigénio) para os músculos. Este afluxo de sangue ajuda a aquecer certas zonas do corpo que estão mais expostas ao frio (como as mãos, os pés e a face), evita a fadiga e melhora a recuperação muscular. Exemplos: beterraba (em saladas ou sumos); o alho; frutos secos (mais propriamente as nozes);  chocolate com mais de 70% de cacau; soja; espinafres; pimento cru; brócolos; banana; espargos; pimenta rosa e o aipo

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Dica nº 3: alimentos que reforçam o sistema imunitário

Com as temperaturas mais frias é importante garantir que as nossas refeições incluam alimentos que reforcem o nosso sistema imunitário. Para isso, devemos escolher alimentos com um teor em antioxidantes mais elevado, ou seja, devem ser ricos em ómega 3, vitaminas C, E, polifenóis (flavonóides, resveratrol) e carotenóides (betacaroteno, licopeno e luteína).

 

Alimentos ricos em ómega 3 – frutos secos (na generalidade), salmão, atum, bacalhau, sardinha, carapau, cavala, ovo, sementes de chia, sementes de linhaça, sementes de girassol.

 

Alimentos ricos em vitamina C – salsa crua (220mg), couve portuguesa crua (90mg), agrião (77mg), kiwi (72mg), papaia (68mg), coentros crus (63mg), laranja (57mg), morango (47mg).

 

Alimentos ricos em vitamina E – avelã (25mg), miolo de amêndoa torrada sem pele (25mg), azeite (14mg), abacate (2,7 µg).

 

Alimentos ricos em polifenóis – frutos secos, chá verde, vinho tinto, açaí, tomate, chocolate negro, tomate, frutos vermelhos.

 

Alimentos ricos em carotenóides – óleo de palma (30700 µg), cenoura crua (5600 µg), batata-doce assada (3900 µg), salsa crua (3350 µg), espinafres crus (3300 µg), agrião cru (1950 µg), manga (1800 µg), tomate (510 µg).

Nota: os valores indicados correspondem a 100g de alimento.

 

O mel, o gengibre (fresco) e a pimenta são ingredientes que não só ajudam na proteção contra o frio como ainda têm substâncias anti-inflamatórias que ajudam a reduzir e a tratar inflamações nas fibras musculares. Experimente comer uma colher de chá de mel antes de correr ou deixar uma rodela de gengibre (fininha) na boca a fingir que é um rebuçado enquanto está a ver TV.

 

Bons treinos!

 

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