Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Tu não tens que acordar às 6h da manhã para ir correr

31513775_10155786649359263_6367228027784396800_n.j

Autor: André Casado

 

Sim, tu não tens que acordar às 6h da manhã para ir correr. Mas poderás estar a perder a chance da mudança que procuras em ti se não o fizeres. “Amanhã eu faço”. Ou como diz uma grande campanha, “yesterday you said tomorrow”. Bom, correr às 6h manhã era um exemplo que não tem que ser propriamente aplicado. O que quero transmitir ao leitor é a necessidade que nós enquanto humanos temos para evoluir. As teorias de evolução desde a biologia à psicologia assim o explicam. Não fomos feitos para estar parados. E muito menos viemos ao mundo para ser robôs. Não é isso que observamos na sociedade actual. Os nossos hábitos e rotinas estão a tornar as nossas vidas pequenas. Sendo rude e matreiro atrevia-me a resumir que algures no tempo aprendemos a ler, algures aprendemos a andar e a abrir a boca para comunicar e comer. A partir daqui, podemos estar a viver uma falsa segurança como explica o metamodernismo.

 

A necessidade de sobrevivência está a desaparecer. Rapidamente temos comida, rapidamente temos transportes, rapidamente temos um GPS e poderia continuar a nomear a quantidade de soluções que nos ajudam a manter vivos todos os dias sem muitas preocupações. Tudo bem que temos que trabalhar para ter acesso a estas coisas, mas aí voltamos às rotinas. Não há muito perigo nas rotinas, a não ser a ausência de ansiedade quando a rotina tem um conjunto de hábitos. E aqui, está a falha. Está o erro do humano que evita que uma mudança pessoal aconteça. Segundo os media actuais a ansiedade é o papão que todos queremos evitar e muitas vezes confundida apenas com stress. Ora a ansiedade tem um lado bom. De facto, ela ajuda-nos a crescer. Qualquer contexto em que o ser humano tem que lidar com a ansiedade devido a um episódio novo na sua rotina, pode ser óptimo.

 

A ansiedade pode ter um conjunto de emoções por trás. A parte boa desta ideia é que nós conseguimos controlar as emoções e podemos transformá-las em motivações e objectivos. Quando aquela pessoa que não corre, é puxada para um grupo a fazer os seus primeiros 5KM de estrada ela vai experienciar esta ansiedade. E o acontece a seguir a ela ter “sobrevivido” aos seus 5KM com amigos, será uma alteração hormonal que lhe recompensará em satisfação, felicidade, confiança e disponibilidade para mais. É por isso que é tão importante experienciarmos desconforto regularmente.

 

Quanto mais desafiante for a tarefa, maior será o sentimento de objectivo cumprido. E o mais interessante é que quando parece que começamos a ganhar conforto em estarmos desconfortáveis com determinada situação, mais os nossos padrões de desafio aumentam.

 

Partilho uns exemplos básicos como desafio:

  • Trocar um evento social por um capítulo de um livro;
  • Ficar 5 dias sem comer alimentos com açúcar;
  • Fazer 100 flexões no final da próxima corrida;
  • Tomar um duche de água fria ao acordar;
  • Passar 1 dia sem telemóvel.

 

Afinal, como dizia o Benjamin Disraeli, a vida é demasiado curta para ser pequena. Por isso, vai lá escolher aquilo que te chateia, que te deixa desconfortável porque provavelmente é esse o caminho que te ajuda a ter uma vida grande.

 

"Não gosto de correr, porque fico muito cansado"... A sério?

 

 

Gostava de experimentar a correr mas...

 

Este post é para quem nunca correu, para quem só faz aquelas caminhadas junto ao rio, mas que lá num fundo tem um bocadinho de vontade de experimentar a correr e diz aquela frase genial "não gosto de correr, porque fico muito cansado"... A sério? Nunca imaginaria isso...

 

pos1.jpg

 

Em vez de arranjarem desculpas, deixem-se levar pela vontade e experimentem e deixo aqui alguns conselhos.

 

 

"Só tens algo a provar a ti próprio"

 

 

Primeiro que tudo... Parabéns!! Já venceste a primeira barreira, aquela que a tua mente te constrói cada vez que tentas sair da tua zona de conforto.

 

Segundo, tem a consciência que no início te vai custar um pouco, não é fácil, cansaço, algumas dores musculares, faz tudo parte do processo de adaptação e toma esta fase como normal e lembra-te até o melhor corredor do mundo já teve aí nesse estágio.

 

Terceiro, não querias fazer o que ainda não estás preparado, vai com calma, começa devagar e com pouca distância... Mesmo assim custa? OK! Intercalada periodos de caminhada com corrida e vai aumentando o nível quando já te sentires à vontade.

 

Quarto, não fiques frustrado se o teu vizinho do rés do chão corre mais do que tu e ou se existem pessoas que te ultrapassam em Belém, com o tempo vais chegar lá e se não chegares qual é o problema. Só tens algo a provar a ti próprio.

 

2013-05-28-db-nikeplusrun.78f3d.jpg

 

Quinto, faz um teste passada para saber que tipo de passada tens, o que é importante na escolha das sapatilhas.

 

Sexto, lá está... Compra uma sapatilhas de corrida, sim umas simples feitas para correr e não umas sapatilhas normais, vai a uma loja especializada e tenta aconselhar-te, pergunta a uma pessoa amiga que já corra, lê algumas das nossas reviews, mas por favor não compres com base somente "porque são tão lindas".

 

Sétimo... Meias, vais precisar de uma meias de boa qualidade para evitar assaduras, calor, desconforto, dá preferência a tecidos mais sintéticos se tiverem algodão na composição a sua percentagem deve ser baixa.

 

Oitavo, não é preciso gastares uma fortuna em equipamento, hoje em dia existe equipamento, mesmo de linha branca de boa qualidade a baixo custo e aproveita as promoções.

 

Nono, se alguém "gozar" por ainda não estares em forma, "Sacode" essa pessoa é um frustrado... Tu é que contas!

 

Décimo, hidrata bem os pés antes de começar a correr, com um creme especializado ou então vaselina ou creme gordo, isto vai prevenir o aparecimento de bolas.

 

 

 

"Tu é que contas!"

 

 

 

Décimo primeiro, com ajuda é mais fácil, convence um amigo ou amiga a ir contigo ou então procura uma grupo de corrida e junta-te a ele... Dou-te uma ajuda "Correr na Cidade".

 

Decimo segundo, faz perguntas a quem tem mais experiência, ajuda a evoluires mais rápido, é certo que existem alguns charlatões, mas rapidamente te vais aperceber disso e começas a filtrar a informação.

 

Décimo terceiro, já que estás a querer mudar de vida começa bem e faz um check up médico antes de iniciares a actividade.

 

14 (cansei -me de escrever por extenso) - Instala uma aplicação de corrida no teu smarphone e acompanha o teu desenvolvimento, as aplicações hoje em dia tem um conjunto de funcionalidades variado que permitem desafiar-te, algumas até já vem com planos de treino, esquece o relógio de corrida, ainda é cedo para isso, a aplicação chega e sobra para já.

 

15 - Tenta criar uma rotina, assim que se torne um habito para o teu corpo, tudo se torna muito mais fácil.

 

16 - Põe já um objectivo atingível em cima da mesa, por exemplo uma prova pequena que gostasse de fazer e compra a entrada para essa prova assim que possas... "Atreve-te".

 

joggingstayingfit.jpeg

 

17 - Não te esqueças de te hidratar, é comum ver corredores no inicio a correrem sem beber nada, cuidado com isto, um golo de água de dez em dez minutos é mais que suficiente.

 

18 - Cuidado com o sol, protector sol, óculos escuros e chapéu... Protejam-se pela vossa saúde.

 

19 - Tenta trazer um amigo, que como vocês gostava de começar a correr e ainda não teve aquela força de vontade que já tiveste.

 

20 - Já que vão ter uma vida mais saudável, tentem, levem esse mote para outras áreas da vossa vida, alimentação, saude, dêm mais tempo às vossas famílias de sangue e coração e desliguem mais do stress do dia a dia e do trabalho.

 

Havia muitoooooooooo mais mais para escrever, mas tens de descobrir alguma coisa por ti e lembra-te que é um período novo e de muita descoberta, por acima de tudo:

 

21 - Coloca sempre com um sorriso no rosto, podem nunca vencer uma prova, certamente serão pessoas mais saudáveis e isso é motivo de alegria.

 

Que este post seja o início de várias corrida... Run Happy.

Race Report - Reccua Douro Ultra Trail (Parte 1)

Os nossos Rui Pinto e João Gonçalves participaram do passado dia 3 de Outubro na prova de 80km do Reccua Douro Ultra Trail, este foi até à data o maior desafio desportivo das suas vidas. Alguns meses de preparação culminaram numa maravilhosa chegada ao Museu do Douro no Peso da Régua com uma magnifica vista sobre o Rio Douro e toda sua majestosa envolvência.
 
Nesta primeira parte o João contamos a sua visão da prova e como a viveu deste o quilometro zero.
 
 
Por: João Gonçalves 
 
A vontade é tanta de contar esta aventura, que leva-me a começar pelo fim... Dito isto o Reccua Douro Ultra Trail foi provavelmente uma das provas mais bonitas e mais bem organizadas em que já participei, foi de facto um prazer em participar nesta prova que se arrisca a marcar o panorama nacional de eventos de Trail Running em Portugal, como uma das melhores, na minha opinião.
 

12112272_786629411459136_7654492190892340365_n.jpg

Subida da Diana
 
 
Organização e Comunicação
 
Um staff muito simpático e acima de tudo muito disponível, sempre pronto a dar as indicações necessárias para o bem estar das várias centenas dos atletas presentes na prova, em termos de comunicação e da qualidade de informação disponibilizada, tanto na pagina do evento como nas redes sociais, foram muitos precisas com uma elevada atenção ao detalhe o que demonstra um enorme profissionalismo de toda a organização.
No que toca aos gráficos de altimetria e da indicação dos quilometros e abastecimentos dos mesmo, foi como se quer numa prova de trail - abastecimentos, pontos de água, apoio médico, etc, estavam no sitio certo no quilometro marcado - apenas existiu uma pequena gafe no briefing, pois anunciado que a prova teria menos 3k do que os 80k anunciados, mas no final e contar com o meu equipamento, isto não aconteceu pois a distancia de 80k foi apresentada no meu visor, mas nada de mais.
 

FB_IMG_1442577946194.jpg

Gráfico de altimetria dos 80k

 

Marcações e Segurança
 
O percurso estava muito bem marcado com recurso a fitas brancas de tamanho bem generoso que facilita a visibilidade das mesmas, num ambiente onde onde os tons de verde e castanho imperam, a distancia entre as marcações foi mais que adequada e não deram lugar a duvidas ou aquele pensamento "Será que estou no caminho certo?", estas também tinham embutido material reflector na parte e inicial e final do percurso, pois a partida foi dada ainda de noite e muitos dos atletas também já chegaram sub a luz da lua e do "frontal".
 
Em termos dos meios de segurança presentes no percurso, foi certamente a melhor prova onde já participei, deste elementos da GNR nos cruzamentos de estradas, bombeiros e ambulâncias em pontos chaves, estiveram presentes várias equipas do GOBS - Grupo Operacional de Busca e Salvamento nos locais mais perigosos, onde o risco dos atletas terem algum problema mais sério era mais evidente, para além destas equipas fixas, estiveram também várias equipas moveis desta força, a correr e a caminhar ao longo do percurso, aumentando assim a segurança dos participantes, para finalizar estiveram presentes no percurso elementos em motas de cross que "patrulharam" o percurso de forma a garantir que tudo estava ok para a passagem dos participantes.
 

12079597_786642774791133_3944592759084112714_n.jpg

Uma das equipas do GOBS
 
 
Deixo também aqui um "Muito Obrigado" aos bombeiros, pois durante o prova existiu um fogo, que por razões de segurança atrasou um pouco a partida das provas e estes tudo fizeram para que no local onde existia a passagem dos participantes não existisse qualquer problema.
 

IMG_1116.png

Combate às chamas
 
Gift Bag e Abastecimentos
 
O Gift Bag da prova da distancia em participei era composto por: uma tshirt técnica de excelente qualidade da Cofides, uma marca nacional com quase de 40 anos de experiência especializada na confecção de equipamentos desportivos de ciclismo, triatlo e atletismo, e na minha opinião uma das tshirts de prova mais bonitas, existinto na versão masculina e feminina; uma garrafa de Vinho do Porto - Réccua Douro que também dá o seu próprio nome à prova, uma maça de Armamar; um pacote de maça desidratada; uma revista da modalidade; vários folhetos publicitários; um guia de recomendações aos atletas, que relata temas de medidas individuais de prevenção sobre exaustão, cãibras, vestuário, exercícios de recuperação e a "Sensação de Dor de Muscular Retardada" - Uma excelente ideia!!; e o dorsal em si, aqui tenho um ponto de melhoria para as próximas edições, o dorsal da prova não contem chip electrónico o que levou a um controlo manual das passagens, que na opinião hoje em dia já não faz não faz muito sentido e pode levar a erros.
 

10405388_746363912152353_7424297255138080080_n.jpg

Tshirt da Prova - LINDA!!

 

Quando aos abastecimentos, muito completos: água, isotónico, Coca-Cola da verdadeira, batatas fritas, frutos secos, tomate com sal, fruta, croissants, chouriço, marmelada e vários doces, complementados com sopa e ovos cozidos na base de vida do k57.
 

12105877_839028592889993_109480952891047979_n.jpg

 
Prova e Percurso
 
Com partida marcada para as 6 horas da madrugada o dia começou bem cedo, acordar depois de uma noite quase em branco devido à ansiedade da prova, tomar um banho equipar, fazer um ultimo check para garantir que nada falha e ir até ao Museu do Douro iniciar a prova, à chegada a azafama normal de dia de prova, encontro o Rui Pinto também claramente ansioso, conversamos um pouco sobre a prova... 
 

12065982_889316637816335_8646615147492131559_n.jpg

 Eu e o Rui Pinto antes do controlo zero

 

Ok é hora de ir para o controlo zero, ultimas despedidas de quem fica à nossa espera, algumas fotos e estamos prontos, até que se ouve o Speaker do evento a anunciar um atraso de meia hora na partida devido a incêndio num dos pontos do percurso e haver o risco de inalação de fumo, neste ponto à sempre um desanimo pois estamos naquele pico de euforia e depois Ups! Calma que ainda não é agora... a seguir a este, mais outro atraso de 20m até que foi anunciada a partida para 7 horas da manhã... Frontal ligado, contagem decrescente e aí vamos nós, começou, neste momento surgem aqueles pensamentos "Meu Deus! Só vou voltar aqui a horas de jantar! Que Loucura!", faço os primeiros km em ritmo calmo na companhia do Rui, por dentro de um casario e entre muros muito típicos desta zona da régua, até que nos começamos a afastar um do outro, pois a ideia era fazer a prova cada um a seu ritmo.
 
Sabia que antes das subida principal ao topo da Serra do Marão tínhamos duas pequenas subidas e descidas iniciais, que depressa deu para verificar que "as pequenas subidas" não eram tão pequenas assim e as descidas eram duras e violentas "Uiii! que isto vai ser bruto!" foi este o pensamento ao terminar este primeiro segmento que deu para redefinir o ritmo da prova.
 

1443859038323.jpg

 Inicio da subida principal, bem junto ao Douro

 

Após uma zona rolante junto ao Douro, das raras do percurso, o inicio da subida principal, cerca de 19 quilómetros e 2000 metros de desnível positivo de uma assentada, a subida foi feito ao ritmo do terreno, ou seja, correr quando era possível e a passo rápido a maior parte do tempo, auxiliado pelos abençoados bastões emprestados pelo Nuno Malcata (Obrigado amigo!) sobe e volta a subir, até que cheguei ao inicio da "subida da Diana" e se dava o inicio do "King Of the Mountain", o que é isto? É uma prova dentro da prova, é uma espécie de prémio da montanha, um segmento de cerca de 1k com uma elevação danada onde o ritmo andou bem acima dos 20m/k (Quase a andar para traz!), finalizada a subida, a chegada a um parque éolico que dava acesso à Srª da Serra (o ponto mais alto da Serra do Marão!) onde foi possível, vislumbrar um paisagem de cortar a respiração, aqui descansei um pouco sem pressa, antes de iniciar a vertiginosa descida.

 

12122949_786629398125804_7041436796012439276_n.jpg

UFA!! - Etapa do KOM
 
Confesso de subestimei esta descida, sou uma pessoa que adora descer e descer rápido, mas esta descida foi longa e muito dura e que deixou-me marcas em cima nos pés e nas coxas, o que fez com o que o segmento entre os abastecimentos Soutelo (45k) e Fontes (57k Base de Vida) foi um martírio, cada passo era um inferno sentia o pisar do solo nas minhas pernas como de fossem "marteladas", mas sabia que quando chegasse à base de vida tinha umas sapatilhas com mais amortecimento (Hooka Mafate Speed) no meu saco que me iriam ajudar em muito na ultima parte do percurso, portando foi enfiar os olhos no chão, aguentar a dor e seguir em frente.
 

12080954_10153685744101639_561143340_n.jpg

 

Chegada à base de vida

Alcançada a base de vida (Ufa!!) descalcei-me logo, troquei de meias e sapatilhas, comi bem, hidratei e descansei, foram cerca de 20 minutos de paragem para retemperar forças e quando me senti preparado iniciei os últimos 23km até ao Peso da Régua, sabia que tinha mais duas subidas grandes pela frente, mas eram as ultimas e isto com a sensação de quase fim e um maior conforto nos pés deram muito animo para chegar ao fim e passar a linha da meta.
 

12081387_10153685971626639_204239902_n (1).jpg

Ultimo segmento do percurso

 

O percurso em termos de paisagem é lindo, super variado, é um mistura de Serra de Sintra, Lousã, Estrela e vinhedos, tudo num só, a paisagem vai mudando como se fossem postais e nunca nos fartamos do que nos rodeia, as pessoas das aldeias por onde passamos são muito simpáticas e tem sempre uma palavra de apoio para nos dar.
 
 
Equipamento e Nutrição
 
Equipamento base
Mochila: Salomon advanced skin s-lab hydro 12l
Tshirt: Waa Ultra Carrier
Calções: Berg Xtreme Series
Meias: Compressport Pro Racing Trail V2.1
Sapatilhas: Salomon s lab Sense e Hooka Mafate Speed
Frontal: Led Lenser h7.2
Bastões: Black Diamond Distance Carbon Z
Relógio GPS: Garmin Forerunner 310xt
 
Nutrição transportada
Geis: Zipvit
Barras: Cliff
Electrólitos: Pastilhas Isostar e Cápsulas de Sal Succeed S!caps
Vários: Marmelada e Gomas
 
 
Saco de base de vida:
Muda completa de roupa
Creme hidratante pés
Nutrição
Frontal de substituição
 
 
Agradecimentos
 
Antes de acabar quero deixar uma palavra de agradecimentos a todos os elementos da Crew “Correr na Cidade” pelas palavras de incentivo e pelas mensagens de apoio que fui recebendo ao longo da prova que me foram dando força para continuar, um agradecimento especial ao Tiago Portugal que foi uma espécie de mentor durante toda a fase de preparação, ao Nuno Malcata, pelo apoio fervoroso ao longo do dia e pelos bastões que foram uma espécie de segundas pernas, pois sem eles seria muito muito difícil, um agradecimento também muito grande a todos os quais eu “roubei” tempo durante toda a fase de preparação, ao Rui Pinto companheiro de luta nesta jornada.
Por ultimo quero agradecer a “ti” que estiveste sempre lá em todos os momentos e nunca me deixaste parar e sempre me deste força para continuar… Obrigado!!
 
 
Objetivos e Conclusões
 
Secretamente tinha o objetivo de chegar ainda de dia, desejo que foi desvanecendo a cada atraso na partida e confesso que quando parti nunca pensei regressar ainda com luz natural, mas felizmente tive força para o conseguir, consegui completar o percurso em 12h:10m (nada comparado com os 8h:40m do grande Rui Luz - WOW) conseguindo um honroso 26º lugar na geral e 14º no Escalão, o que me deixou muito orgulhoso de mim próprio e da crew que represento.
 

IMG_20151003_191922.jpg

 Está feito!!!!

 
 
Termino como acabei e com as mesmas palavras, “(…) o Reccua Douro Ultra Trail foi provavelmente uma das provas mais bonitas e mais bem organizadas em que já participei, foi de facto um prazer em participar nesta prova que se arrisca a marcar o panorama nacional de eventos de Trail Running em Portugal como uma das melhores, na minha opinião. (…)”.
 
Obrigado #DUT e até para o ano.
 
 
*Obrigado a todos os fotografos presentes do percurso que deram a conhecer por meio de imagens a beleza desta prova

Corrida da Linha - Correr sozinho ou acompanhado?

12046833_883955651685767_6537978406222172350_n.jpg

Por Bruno Andrade:

 

Neste report sobre a 8ª edição da Corrida da Linha, não irei entrar em grandes detalhes do que aconteceu em várias fases, mas sim realçar como esta corrida marcou o meu regresso a este tipo de eventos e demonstrar de que correr acompanhado torna tudo mais fácil. A disponibilidade, tanto física como horária, ou até mesmo por vezes alguma desmotivação e falta de pro-atividade, são tudo fatores bastante óbvios de que não tenho sido exemplo para quem quer treinar regularmente. No entanto, sempre que regressei aos treinos após longas pausas, consegui de certa forma com alguma facilidade voltar aos quilómetros habituais.

 

Com o fim das férias, decidi retomar o plano de treinos e, embora motivado e disciplinado, os treinos que efetuei foram extremamente frustrantes porque psicologicamente nunca consegui terminar nenhum sem abrandar o ritmo ou até mesmo parar. No final de cada treino era raro não pensar no desafio que se aproximava, a Corrida da Linha com os seus 10kms à beira mar estavam em contagem decrescente.

 

provadestak.jpg


Para esta prova foi fundamental a frustração dos últimos treinos, impôs-me colocar como principal objetivo terminar este percurso sem abrandar o ritmo ao ponto de parar a meio (o que até à data nunca me aconteceu numa prova com esta distância). A ajudar-me a atingir este objetivo, sabia que podia contar com o apoio dos elementos da Crew e amigos.

 

Logo no início e, na companhia da Natália fizémos os primeiros 3 kms a um bom ritmo, de um certo modo desconhecido nestes meus últimos treinos já referidos anteriormente. Após este arranque, devido à grande afluência de atletas, acabei por me distanciar um pouco e tentei gerir o meu esforço não perdendo de vista a Bo e o Tiago que iam mais à frente. Já junto deles e percebendo que a Bo não estava a 100% o meu objetivo passou em dar-lhe força juntamente com o Tiago que desde o início a estava a acompanhar, mas quem acabou por ganhar força fui eu e motivado continuei a prosseguir ao meu ritmo.

 

Alguns quilómetros depois e com a meta cada vez mais próxima, consegui perceber que estava muito perto de superar as minhas dificuldades recentes. Ao entrar em Cascais consegui imprimir um pouco mais de velocidade e terminar a prova com 52.11 (Tempo de Chip). 

Este regresso às provas foi excelente, perante as adversidades com que vinha para a corrida juntamente com o intenso calor que se fez sentir e a adesão em massa para mais uma edição de sucesso, pessoalmente não podia ter pedido mais. Esta corrida que já foi uma das minhas primeiras provas oficias, hoje foi também uma superação para me dar aquela motivação extra que andava à procura.

 

corridalinha.jpg


Correr sozinho tem o seu lado positivo
, permite-nos momentos de reflexão e relaxamento para além de permitir uma aprendizagem sobre os nossos próprios limites e levar a que consigamos atingir o potencial máximo de corrida, no entanto, nesta fase em que me encontrava, a companhia superou tudo, não apenas pelo convívio e espírito de equipa na motivação para correr sem abrandar, como até mesmo daquele desconhecido a quem nos “colamos” para alcançar a final.

 

E vocês o que preferem? Correr sozinhos, acompanhados ou em grupo? Independentemente da escolha o que importa é nunca desisitir de treinar!

Superação: Estamos a entrar no exagero?

GTA.jpg

Por Tiago Portugal:

 

O fenómeno da corrida veio para ficar, seja em estrada ou nos trilhos, são cada vez mais os portugueses que se deixam conquistar por este desporto. Ao longo do meu trajeto de comboio para o trabalho e vice-versa (Estoril-Lisboa) vejo com satisfação cada vez mais praticantes desta modalidade. Cais-do-Sodré, Alcântara, Belém, Algés, Oeiras, são alguns dos locais onde consigo observar muitos corredores. Se o ano passado, 2014, quase que podia contar com os dedos de duas mãos os que vislumbrava a correr logo pela manhã, hoje perco-me na contagem, e é curioso mas vejo mais mulheres do que homens.    

 

De igual forma, as provas de atletismo multiplicam-se, quase todos os fins-de-semana existem pelo menos 2 a 4 provas, divididas entre estrada e trilhos, quando não são mais. O cardápio de provas continua a crescer e a diversidade também. Estará para breve uma Spartan Race em Portugal? A oferta é muita e variada e acompanha o crescimento contínuo da procura. Talvez em 2016 uma prova de corrida que vá desde o Algarve ao Norte, 560Km, Portugal de lés a lés, fica a ideia. Acho que pelo menos durante mais uns 2 anos será assim, e vocês o que acham?

 

Mas todo este crescimento suscita-me algumas dúvidas.

 

Quantas destas provas ainda existirão daqui a 2/3 anos? Se algumas organizações são competentes e as provas bem planeadas e estruturadas  também existem muitas outras que tem como único objetivo a componente financeira, sem se preocuparem muito com os atletas e o aspeto lúdico, chegando a colocar em alguns casos a própria segurança dos participantes.

 

Logicamente que o tempo fará uma triagem e existirá uma seleção natural entre as que perdurarão e as que não passarão da 1.ª edição.

 

A segunda questão é a quantidade de pessoas que sem a devida condição física ou a correta preparação se inscrevem em provas, sejam elas de 10k, meias-maratonas, maratonas ou mesmo ultramaratonas. Poderei ter uma ideia preconcebida errada mas acho que correr há seis meses 2 a 3 vezes por semana e ir correr uma maratona não é o mais correto. Não serei o indivíduo mais indicado para abordar este tema, mas cada vez vejo mais pessoas que após vários anos de sedentarismo e de terem começado a correr há 2/3 meses já querem estar a correr provas de 10k ou meias-maratonas e o resultado pode ser desastroso.

 

Qual o tempo necessário de preparação para uma correr uma prova de 10k ou uma meia-maratona? E qual o tempo mínimo de preparação para correr uma maratona? 

 

A minha última preocupação é também ela uma reflexão pessoal, ando eu a exagerar? Será que querer participar em provas de 100k faz bem à saúde? Quais os riscos para a minha saúde de um grande volume de treinos e uma carga intensa? Qual o limite entre o saudável e o exagero?

tiago 3.JPG

 

Penso muitas vezes numa frase que um grande senhor da corrida me disse, “não vale a pena querer fazer tudo de uma só vez, as provas estão lá para o ano, se não estiverem é porque não eram boas.” Acho que saboreio pouco as minhas vitórias e os meus feitos, pequenos ou grandes, não interessa, são os meus. Acabo um desafio e procuro um novo. Faço 60km e no mês a seguir já quero correr 70km. Estarei certo? Provavelmente não, mas também sei que não ando sozinho neste caminho. Quantas vezes dizemos em tom de brincadeira "Em caso de dúvida vamos à prova grande". 

 

Talvez deva começar a valorizar mais as minhas pequenas conquistas, a ficar contente com a minha evolução, a não desejar tudo para hoje e a aprender a esperar para alcançar resultados sólidos e duradouros. Não queimar etapas. Mas é díficil, inconcientemente somos todos um pouco pressionados com os feitos e as conquistas dos nossos amigos, pelo feed de notícias que lemos quase diariamente. Se eles conseguem por que razão também não irei eu conseguir?

 

dores_corrida.jpg

As organizações das provas estão atentas a este fenómeno e estão a aumentar a distância das provas e o grau de dificuldade das mesmas, cada vez mais longas, maior desnível e com maior dificuldade técnica. Conto no calendário de 2015, 9 provas com distâncias de 100 ou mais km, além de muitas outras com mais de 60km. Onde muitos dos participantes são os mesmos.

 

Até onde iremos? Qual o limite físico do corpo humano?

 

Ficam as minhas dúvidas.

 

Boas corridas,  

Passatempo: quanto te superaste em 2014?

ASICS1.jpg

O ano de 2014 foi, para muitos elementos da Crew do Correr na Cidade, um ano de mudança, de desafios e superação. Quer seja individualmente ou em grupo, conseguimos ir mais além e ultrapassar as nossas próprias dificuldades e dúvidas. Mas ao longo deste caminho não estivemos sozinhos, foram muitos os que nos acompanharam e terminaram o ano com os seus objetivos alcançados.


O Correr na Cidade e a ASICS querem presentear a mulher e o homem que ao longo deste ano mais se superaram. Achas que foste tu? Então envia nos um texto (basta um parágrafo) e uma ou duas fotos que evidenciam o que alcancaste em 2014 para run@corrernacidade.com. Sê criativo, cada um conseguiu grandes feitos!

 

Passaste de sedentário/a para fazer os 10km, correste a tua primeira maratona, iniciaste-te mundo dos trilhos ou perdeste 5kg...


Podem enviar a vossa candidatura até domingo dia 28 e dia 31, quarta feira, anunciaremos os vencedores, que serão votados pelo Correr na Cidade e ASICS Portugal.


A ASICS Portugal gentilmente nos cedeu os seguintes produtos para vos premiar:

ASICS.jpg

Os prémios são em tamanho M e L, para Mulher e Homem, respetivamente.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D