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Correr na Cidade

Ténis clássicos com um twist!

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Por Filipe Gil


Finalmente escrevo a review final sobre os Puma Speed 600 Ignite que tenho andado a testar. E posso resumir já o que penso destas sapatilhas que estreiam uma nova nomenclatura na marca germânica: são ténis clássicos de corrida com um twist.


Mas vamos por partes, dizendo antes que corri cerca de 100 km com este par:

 

DESIGN

São bonitos. Aliás muito bonitos. É difícil não gostar a forma como a marca alemã, que apesar de ligar muito ao design tem por vezes coisas estranhas (Lembram-se dos Mobium? Então esqueçam rapidamente, ok?!). Aqui o material usado, os tons de azul preto e o risco de borracha num laranja quase encarnado. Sinceramente quem não achar estes ténis (ou sapatilhas para as gentes do norte) bonitos é porque não tem gosto!

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

São para corredores com passada neutra. Mas, fazendo uma melhor reflexão, não somos todos neutros, mesmos os pronadores? E será que temos os dois pés milimetricamente iguais? Não, claro. Por isso, seja, pronador, supinador ou qualquer outra “dor” siga aqui o meu conselho: compre ténis (ah, sulista!) neutros e arranje umas palmilhas adequadas aos seus pés. Aqui atenção porque há aí promessas de coisas fantásticas em troca de verdadeiras fortunas. Faça uma boa análise de mercado e talvez consiga o que quer sem ter de chegar aos três dígitos de euro. Ah, e estes têm um factor que acho interessante: drop de 8 mm, para não ter a sensação que está a correr de "saltos altos". Acredite é melhor para a sua passada. Regressando a toda a velocidade a estes Puma. Para neutros têm grande estabilidade. Seja para corridas de 5 km, de 10km ou meias maratonas.

 

CONFORTO

Nos primeiros testes que lhes fiz apontei um defeito, ao fim de uns quilómetros: começa-se a sentir as várias formas da sola debaixo dos nossos pés. Mas apesar de ser estranho não incomoda. Já se sabe que a partir dos 21km incomoda tudo. O sol, o cão que nos ladra, o ciclista com uma t-shirt mais gira com a nossa e o mundo em geral. Assim, sendo, caro leitor corredor, não há ténis perfeitos. Mas estes disfarçam bem e dão muito conforto. O resto é da sua cabeça.

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AMORTECIMENTO

Se é corredor recente e está um pouco acima do peso ideal este é um ponto que lhe vai fazer toda a diferença, para proteger os seus joelhos e articulações. E nisso estes Puma cumprem bem. Não pense que vai andar como se estive na Lua. Mas a tecnologia Ignite faz o seu serviço. Dá-lhe amortecimento não o deixando nas nuvens. E isso vai beneficiar a ganhar músculos nessas pernas.

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PREÇO

Está dentro da média de preços dos ténis com preços normais. A industria tem feito um pushing para dar valores exagerados a produtos made in Taiwan e made in China – há modelos de várias marcas que ultrapassam os 200 euros -, o que é ridículo. Entre 100 e 140 a festa faz-se e muito bem. Sabem, ainda sou do tempo em que correr era um desporto barato…

 

Resumido, se é um corredor que se está a iniciar na corrida ou é experiente e está farto de usar sempre a mesma marca de sapatos para correr, esta é uma boa escolha. Não se vai arrepender. Excelente preço/qualidade. E ficam bem, são bonitos, mesmo para quem não tem gosto.

 

Design 19/20

Estabilidade e Aderência 17/20
Conforto 18/20
Amortecimento 17/20
Preço 18/20

Total 89/100

 

Preview: Puma Speed 600 Ignite

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Farto da corrida! Sim leram bem. Sei que é uma fase, mas ultimamente ando sem vontade de correr. Acho que é perfeitamente normal e é mesmo um dos direitos de quem corre. Quando não apetece, pára-se, reflete-se e ganha-se forças para um novo ciclo de corrida. 

 

Quero dar atenção a outras coisas boas da vida (praia, praia e mais praia) e até praticar outros desportos. Não sei se é do verão, mas a vontade de surfar novamente voltou em força. E aproveitando que temos mais surfistas na crew, se calhar um dia destes: Surf’s Up?!

 

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Mas sim, o post de hoje é para vos falar de corrida. Nomeadamente numas sapatilhas que estou a testar.
“Lá está o filho da mãe do sortudo que nem corre mas que recebe dezenas de pares de sapatos”. É verdade meus caros. A sorte dá muito trabalho, sabiam?

 

Voltando às sapatilhas, a Puma facultou-me estes novos Speed 600 Ignite. São os primeiros modelos da nova designação de sapatilhas de estrada da marca alemã. Antes chamavam-se Faas agora chama-se Speed e tem material Ignite na sola. E este modelo, para passada neutra, é muito bonito e muito equilibrado. E já tive a sorte de ver as novas cores do Outono/Inverno, deste mesmo modelo e só vos digo que são brutais.

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Em relação a estes azuis, fiz três treinos com eles. Corri, talvez, nem 50 km com e eles e já deu para perceber que são aquilo que chamo uma sapatilha clássica com twist. Confortáveis, com um drop de 8 mm, e com alguma estabilidade para a estrada.


Nota-se uma evolução dos materiais do modelo anterior. A nível estético é irrepreensível – gosto de coisas bonitas!. E o resto acompanha. Se são os melhores sapatilhas de corrida que alguma vez experimentei. Não sei. Aliás, acho que isso não existe, é como encontrar o Nirvana. As marcas apostam milhões em fazer este tipo de produtos e fora um modelo ou outro, não existem más sapatilhas de corrida.

 

Já me criticaram por estar sempre a escrever coisas boas sobre as sapatilhas. A verdade é que tenho tido a sorte de ter testado sempre bons produtos. E mesmo aqueles que às vezes não me adapto seguem para outro corredor da crew testar e às vezes é um match perfeito.

 

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Voltando a estes Puma encontrou-lhe apenas um defeito: Num dos treinos mais longos (19 km) comecei a sentir debaixo dos pés a forma da sola. Cada contorno., cada curva, cada espaço faziam-se sentir. Algo que já me tinha acontecido com dois modelos da ASICS. Não chateia, mas quando começamos a ficar mais cansados torna-se um pedaço irritante, aliás, o que é que não se torna irritante quando os cérebro nos diz que estamos cansados?. Mas esta sensação é algo que me faz ponderar se este é um modelo para distâncias longas ou apenas para provas mais rápidas de 10 a 15 km. O tira teimas será feito...quando voltar a ter vontade de correr.

 

Boas corridas. E viva Portugal!

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Review: Salming Speed

 

A Salming, marca sueca, deu-me a oportunidade de testar dois modelos de ténis de corrida, os Distance, cujo review pode ser lido aqui e os Speed, que tenho vindo a usar em distâncias mais curtas e rápidas. Já tendo corrido perto de 100km com estas sapatilhas incluindo duas provas, segue o veredicto final.

 

Tal como já devem ter tomado conhecimento, a Salming dedica-se ao “desenvolvimento de calçado de corrida para ajudá-lo a correr da melhor forma, com menos esforço e livre de lesões”, defendendo o conceito de Natural Running. Pessoalmente, gosto muito de me sentir mais próxima do solo e ter mais contacto com o piso pelo que adorei a experiência com a marca.

 

De acordo com a marca, a sapatilha Salming Speed, é mais leve e flexível que a Distance, sendo ideal para  para treinos mais acelerados, em para todo o tipo de distância e pisos. A sola é composta por uma  borracha resistente que proporciona um grande conforto ao entrar em contacto com o solo. Quanto ao seu peso, são de facto extremamente leves, pesando apenas 170g no caso do modelo feminino e 210g no masculino. 

 

Foi literalmente para testar o Speed das sapatilhas que os tenho vindo a usar em treinos de séries e rampas que tenho feito na Alameda, sozinha (daí a falta de fotos). Na verdade, a primeira vez que os testei o que era para ter sido um treino de recuperação após uma prova de trail, acabou por ser um treino de 6K em 30min. Sim, os ténis são rápidos e pedem velocidade.

 

No que toca a provas, na primeira Corrida Saúde + Solidária de 10km, no dia 11 de Maio, acompanhei a Joana Malcata pelo que não acelerei muito. Já na Marginal à Noite, no dia 14 de Junho, acelerei mais e fiz 8km em 38minutos. Gostei muito, fiquei apenas com uma bolha no calcanhar direito, mas nem quero atribuir a culpa às sapatilhas, pois, o meu pé direito é ligeiramente maior que o esquerdo e infelizmente estas sapatilhas ficam-me um pouco justas (não tinha tido a oportunidade de experimentá-los antes de indicar o meu número porque ainda não se comercializavam em Portugal). Se se portam bem em distâncias maiores? Não sei. Nunca corri mais de 10K com eles, para isso tenho usado os Distance.

 

 

Segue a minha apreciação final, sem entrar em grandes especificidades técnicas (que podem ser detalhadamente consultadas aqui).

 

Pontos positivos:

# São realmente leves e rápidos;

# Gosto imenso do drop reduzido (5mm), proporcionando o “natural running”;

# Dão-se muito bem com o calor, pois respiram bem;

# Muito confortáveis, até na calçada portuguesa se comportam bem graças à tecnologia RunLite™ na entressola, que proporciona alta resistência ao desgaste e uma sensação agradável no contacto com o solo; 

# Este modelo feminino é realmente feminino, ficando muito elegante no pé e adoro a combinação da cor roxa com o amarelo fluorescente.

 

Pontos negativos:

# Não os achei muito flexíveis, mesmo que prometeriam ser mais flexíveis que os Distance;

# O estilo “natural running”, não necessariemente o ténis em si, não é para todos. Para corredores habituados a ténis com maior amortecimento e controle de estabilidade ou mais pesados, a adaptação a este tipo de sapatilhas deve ser gradual e cuidadosa;

 

Eu adorei a experiência com a Salming e continuarei a usar ambos os modelos, sou até capaz de investir nuns Speed no meu tamanho certo! Recomendo vivamente a quem a se queria aventurar no “natural running”. Caso tenham alguma questão sobre o “natural running”, podem consultar o site da marca e também não hesitem em falar comigo!

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