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Correr na Cidade

Preview: SKECHERS GOTRAIL

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O Stefan e o Nuno estão a testar o novo modelo da Skechers para os trilhos, o GOTRAIL, aqui ficam as primeiras fotos e primeira impressões de cada um.

 

Por Stefan Pequito:

Estou a testar as novas Gotrail da marca americana Skechers. Há algum tempo testei a primeira versão das GoUltra das quais fui fã e fiz mais de 2000 km com elas. Não eram sapatilhas para trail, bem longe disso, embora a marca o indicasse, mas depois de as testar vi que eram super instáveis em terrenos irregulares. Vamos ver como são estas.

 

Na primeira impressão achei são umas sapatilhas muito leves (+/- 260g), e são muito mais baixas que as Ultra o que promete mais estabilidade e que no pequeno teste que fiz em Sintra senti isso.

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Estas novas Skechers têm uma meia sola de 5ª geração da marca, e prometem bom amortecimento, e bastante conforto, o que também pude comprovar no teste de 27km que fiz, mesmo só tendo 4mm de drop.

 

A sola promete. A Skechers ainda é das poucas marcas que usa um composto próprio e com um feedback bastante interessante. Como se vê na foto são agressivas e prometem um bom grip em todos os terrenos, algo que me apercebi durante a volta que fiz. É verdade que o terreno não estava muito agressivo mas tive boas indicações, agarrou em tudo, inclusive num pequeno teste numa zona de pedra molhada e mesmo ainda tendo a goma inicial não estiveram mal, vamos ver como se portam nos próximos km.

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Têm aspecto bastante giro (para mim claro) com um desenho muito engraçado, embora ache que têm um pouco de falta de protecção, mas para uma sapatilhas de 260g é normal, têm o quanto basta. Acho que o uper e a mesh vão ser o ponto fraco mas é algo que vou ver. A marca promete que a mesh (o tecido) são (semi) à prova de água, vamos lá ver isso...

 

Bem agora é testar, e testar até a exaustão e logo vamos ver como se portam. Achei muito interessante e gostei da primeira impressão agora e ver.

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Por Nuno Malcata

Tal como o Stefan também tive a oportunidade de testar o primeiro modelo GoRun Ultra da Skechers, até hoje o único modelo que testei da marca americana, sendo nesta fase o meu ponto de referência relativamente a estes GoTrail.

 

Em termos visuais o modelo agradou-me bastante, gosto da conjugação das cores e grafismo.

 

Ao calçar os GoTrail recordei imediatamente 2 das caracteristicas que mais gostei nos GoRun Ultra, a leveza e conforto. Sinceramente, se não for a sola adaptada para os trilhos, parece que estou a calçar ténis de estrada, o que me deixou algo desconfiado por não encontrar pontos reforçados de proteção para trail. 

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O primeiro teste aos GoTrail foi feito nos trilhos de Sintra em preparação para o treino do próximo dia 21, cerca de 15Km por alguns dos melhores trilhos da Serra de Sintra, com vários tipos de terreno.

 

Os pontos que me causavam mais preocupação, além da aparente falta de proteção, era a aderência da sola e sobretudo a estabilidade do modelo. Nos GoRun Ultra, dada a grande altura e camada de amortecimento, a estabilidade em terreno acidentado era muito reduzida o que me fazia torcer os pés com facilidade.

 

Nos primeiros kms, em terreno mais técnico ainda tive 2 momentos de menos estabilidade, mas após adaptação à leveza do modelo essa preocupação deixou de existir. Assim como a aderência, que não sendo extraordinária, não comprometeu. O terreno estava bastante seguro, mas mesmo em folhas mais húmidas as derrapagens são sempre controláveis.

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Claro que os melhores momentos com os GoTrail foram em estradão, dado o grande conforto do modelo.

 

Em termos de proteção as minhas preocupações também não se verificaram, o tecido reforçado na frente é suficiente para alguns choques frontais indesejados.

 

Vou continuar os testes com os Skechers GoTrail, sobretudo em condições climatéricas mais exigentes, e em breve faremos a review final.

 

Bons treinos!

Monte da Lua 2016 - Há uma paisagem misteriosa à sua espera

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Aquela que é a primeira prova de Ultra trail na serra de Sintra, vai este ano para a sua Edição V.


A experiência e o conhecimento do terreno é uma mais valia da Horizontes para 2016 e o facto de ouvir os atletas ano após ano, faz com que esta prova tenha evoluido bastante nas ultimas edições e seja agora, uma das melhores provas que se pode participar na zona da grande Lisboa. Com a evolução vem o reconhecimento e para 2016 os finishers da prova longa podem contar com 3 pontos para o acesso à famosa UTMB e a integração na Taça de Portugal de Ultra Skymarathon.

 

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Tal como nos anos anteriores vão existir 2 distâncias, em termos de corrida, com a novidade de para este ano existir também uma caminhada. As distâncias nas provas são semelhantes às do ano passado e a caminhada vai ter cerca 12km, sendo que o arranque e chegada de todos os eventos continua a ser na praia das Maças.

 

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Chamamos a atenção que as inscrições foram prolongadas até dia 3 Julho e os preços são bastante competitivos, sendo que os pacotes mais baratos para os K20+ e K50+ são de 18 e 25€ respectivamente.

 

Leiam atentamente toda a informação que a organização disponibiliza no site para além do regulamento que pode ser consultado aqui

 

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A prova K20+ vai ser este ano de 26,5km e a versão dos K50+ vai ter 51,4km. Ambas de dificuldade média.

 

No próprio dia da prova a partir das 7 da manhã é possivel ir ao secretariado da prova e levantar dorsais e/ou resolver questões de ultima hora, sendo que as partidas realizam-se às 8.30 da manhã para os atletas da Ultra K50+ e às 9.30 para a prova dos K20+.

 

Inspirem-se nas imagens que vos deixamos e consultem os graficos altimétricos e escolham o vosso desafio.

 

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 (altimetria da prova dos K20+)

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 (altimetria da prova dos K50+)

 

Sintra é mágica... Race Report do Sintra Mountain Magic Trail

A serra de Sintra é mágica, mas correr no meio da sua natureza é sermos enfeitiçados a cada instante, a cada passada.

 

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No Domingo passado realizou-se o Sintra Mountain Magic Trail (SMMT) e deste a altura da sua promoção nos levantou uma enorme curiosidade, pois não só era já aqui ao lado num dos nossos sítios favoritos para correr e para além do mais, prometia a passagem que normalmente estão vedados, como flashback deixo aqui o preview da prova feito pelo Luis Moura.

 

A organização deste o início sempre primou por dar uma imagem muito cuidada do evento recorrendo a uma boa comunicação web quer por meio da página oficial do evento, quer por meio da utilização das redes sociais como veículo de comunicação, prestando todas as informações necessárias aos participantes atempadamente - contudo no melhor pano cai a nódoa, mas já lá vamos.

 

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Sempre deste o início sempre ouvi que o valor deste SMMT era um pouco exagerado, sim existem provas mais baratas é verdade, mas nem todas elas percorrem o Patrónimo Mundial da UNESCO e tendo em conta tudo que está envolvido, cortes de estrada, custo pegada ecológica, abastecimentos, passagem por locais normalmente vedados à livre travessia, o valor acabo por se aproximar de um valor mais justo, algo elevado, mas não tão elevado assim.

 

A recolha do dorsal e do kit do atleta, ocorreu sem problema, contudo ouvi algumas criticas relativamente à localização escolhida para o secretariado que estava localizado no Hotel Tivoli, ali mesmo no centro de Sintra e perto da partida e devido a esta localização o estacionamento para depois ir levantar o kit era difícil... Hum!!! Vamos lá!! Estamos em Sintra, demoramos muito a estacionar? Rentabiliza-se o tempo e vai-se também comer um travesseiro (ou dois, ou três!!). O kit do atleta era composto pelo dorsal, chip, uma folha de Guia do Participante (gostei!!) e uma tshirt técnica alusiva ao evento e a promessa que caso se cruzasse a linha de meta dois prémios de finishers diferentes uma headband e uma cinto bolsa/porta dorsal.

 

O dia da prova começou cedo, logo na chegada se cruzo-me com caras conhecidas, o que não era de esperar numa prova na região, o Marcelo com o qual fiz o primeiros segmentos, o vassoura João Campos a preparar material para varrer a cauda do plutão entre outros.

Na linha de partida da distância maior, não éramos muitos, contudo e a julgar pela afluência de pessoas das outras distâncias, comprovam os números avançados pela organização de cerca de 4000 inscritos para este evento - é obra!

 

Partida, largada, corrida... A prova prometia passar pelos locais mais emblemáticos de Sintra em termos de percurso, que diga-se e aqui dou os meus parabéns à organização pois este estava estupidamente bem marcado - digo estupidamente pois até acho que em alguns pontos havia fitas a mais :-) - o inicio era feito no Centro de Sintra, com umas voltas iniciais no pelas ruas da vila, seguida da passagem pelo interior da Quinta da Regaleira, rumo aos Jardins do Palácio da Pena, passado pelo renovado Chalé da Condessa (lindo e a visitar!) a partir daqui era altura de descer até Monserrate, passando pelos seus jardins e iniciar a subida até aos Capuchos onde se encontrava o primeiro abastecimento.

 

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Os abastecimento na minha opinião tinham tudo o que necessário e em abundância, sal, tomate, frutos secos, cola (de marca), água, fruta e bolos, etc... Talvez o uso de algo mais reconfortante num dos abastecimentos no meio não fosse mal pensado, mas mesmo assim acho que tinha o suficiente.

 

Dos Capuchos, foi subida até ao Monge seguida e descida até ao Cabo da Roca com passagem pela Anta de Adrenunes que oferece uma vista brutal, antes de chegar à Roca, ainda uma passagem pelas arribas da praia da Ursa.

 

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Daqui foi a subida até à Peninha, via Viúvas para novo abastecimento e aqui começaram os problemas!!! Olhando para o gráfico disponibilizado a seguir ao abastecimento da Peninha que até nem estava situado no ponto mais alto, existia uma ligeira subida seguida de uma descida, contudo logo a seguir ao abastecimento, rumamos novamente ao oceano (algo aqui não está bem!!!) sempre a descer até à praia da Biscaia, onde fizemos uma secção junto ao mar pelas arribas técnica e perigosas da costa - na minha opinião esta secção era escusada, já anteriormente tínhamos feito várias zonas de costa junto ao Cabo da Roca e estando em Sintra, serra de trilhos mágicos cheia de vegetação luxuriante, foi uma facada nas costas da Serra pois acho que se podia ter aproveitado melhor e não aproveitar o seu potencial mais belo ao invés de fazer arribas sem graça nenhum - seguida de uma nova subida à Peninha e dai foi rumas à Barragem da Mula, passando pelo Arneiro e Pedra Amarela...

 

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O problema foram dos abastecimentos, ou melhor a falta deles aos quilómetros corretos, como já referia partir da Penina o gráfico estava super mal marcado, quando era suposto descer estávamos a subir o inverso, os abastecimentos não estavam nos quilómetros certos, obrigando os atletas a fazer uma seção, quase sem sombra, de 17 quilómetros, não é que me importe de fazer esta distancia sem abastecimentos, o problema é quando não estou a contar faze-la e não fui o único, resultado andei vários quilómetros sem água, aliada a uma má escolha de calçado na minha responsabilidade, reduzi bastante o ritmo.

 

Mas continuo a não entender a dificuldade das organizações em não apresentarem gráficos coerentes com os quilómetros e os abastecimentos fora do local, com a tecnologia de hoje é algo que me custa a entender, pois estamos falar da segurança das pessoas.  

 

Chegado à Mula, quem vinha com cara de Mula era eu, devido ao desanimo que esta situação de causou, reabasteci-me bem e rumei à ultima grande subia rumo de volta aos Jardins do Palácio da Pena e ao ponto mais alto da serra de Sintra a Cruz Alta, daqui até à meta foi sempre a descer pelo Castelo dos Mouros e Vila Sasseti.

 

Chegado à meta a agitação era grande, muitos turistas que passeavam por Sintra encontravam-se ali para dar apoio o que foi muito engraçado, assim que cheguei também comuniquei a minha insatisfação face aos abastimentos que prontamente tendo por em marcha um plano para colmatar a situação para os restantes atletas em prova, não sei se conseguiram ou não mas sei que tentaram.

 

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Em suma e sendo a primeira edição, acho que esta prova tem pernas para andar com edições futuras, corrigindo apenas algumas falhas, sendo a mais grave a da informação do mapeamento da prova e uma mais pessoal, a segunda ida junto à costa não traz nada de novo e perde um pouco até da Magia que o nome do evento transmite. 

 

De resto parabéns à Urban Events e a toda a sua equipa.

 

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 Resultado de uma má escolha de calçado :-)

Vem aí o Sintra Mountain Magic Trail!!!

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Por Luís Moura:


Sintra, para mim, é dos sitios mais bonitos à face da terra e um dos melhores onde se pode fazer a pratica do trail running. Com uma "guerra" muito grande declarada por muitas entidades a mais eventos desportivos na zona protegida de Sintra, é com enorme prazer que assistimos ao nascimento de mais um grande evento nesta área.


Desta feita é pela mão da empresa Urban Events e promete uma...

 

MUT - Battle: Lisboa vs Sintra

Por João Gonçalves:
 
 
Dois Meo Urban Trail separados pelo IC19 ... Qual delas a melhor edição?
 
Finalizados as edições de 2015 do Meo Urban Trail e tendo participado nas edições de Lisboa e Sintra, vou dar aqui a minha opinião sobre qual das edições a que gostei mais.
 
Todos concordamos que as edições do MUT não são baratas tendo em conta a distancia e os gifts que os atletas levam para casa na aquisição dos ingressos e neste ultimo confesso, que para mim é um ponto muito negativo nestas provas que contrasta com a originalidade das mesmas... Lá está... Pela falta de originalidade... O que é que quero dizer com isto é o seguinte, tendo pago as duas provas, levei para casa duas tshirts iguais, dois frontais iguais, dois dorsais iguais e acredito que se tivesse feito o circuito completo das cidades tinha ficado com cinco e nem uma recordação final, acho este é um ponto a melhorar em edições futuras.
 

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Organização
 
Em termos de organização, as provas são muito bem organizadas, com muitos voluntários sempre a dar indicações e apoiar ao longo da prova e percursos irrepreensivelmente bem marcados sem margem para duvidas, contudo neste capitulo dou um ponto a favor da edição de Sintra, que por passar em zonas de luminosidade reduzida como a Quinta da Regaleira e Castelos dos Mouro as marcações tenham de ser mais visíveis e foi exactamente o que aconteceu (5 estrelas).
 
 
 
Originalidade dos Percurso
 
Adoro o percurso de Lisboa, aliás uso-o bastantes vezes para treinar quando não me apetece sair de Lisboa e pelas suas subidas e escadinhas tornam-o excelente para um treino curto e intenso, contudo acho que à semelhança de Sintra onde houve o "bombom" de existir uma passagem pela Quinta da Regaleira durante a noite (simplesmente mágico!) a edição de Lisboa pecou pela falta desse "Uauh factor" que faz falta neste tipo de prova e sendo assim acho que neste capitulo não resta duvidas para quem vai o meu ponto.
 
 

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Desafio e beleza
 
O percurso de Lisboa é um percurso extremamente turístico, óptimo para quem queira conhecer os bairros típicos de Lisboa e os seus miradouros, com passagens por locais históricos e boémios da Capital, num percurso como já referi cheio de escadas e subidas íngremes num conceito de city trail bem vincado, contudo é difícil bater a beleza de Sintra, como se costuma de dizer  "Sintra é Sintra", um sitio mágico, ainda por cima numa noite com uma neblina ténue no ar que torna o ambiente ainda mais deslumbrante e em termos de desafio o percurso é mais desafiante com escadarias "brutas" como é caso da subida ao Castelo dos Mouros e descidas rápidas, para além das passagem pela Quinta da Regaleira que deixa sempre qualquer um de boca aberta pela beleza do local.
 
 

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Conclusão
 
Em jeito de conclusão e por serem duas provas bem próximas, basicamente só separadas pelo comprimento do IC19,  se tivesse de escolher apenas uma das duas para participar, escolheria sem sombra de duvidas a edição de Sintra, por tudo, originalidade, beleza, magia e desafio da prova.
 
E vocês, qual é a vossa opinião?

Race Report: MUT Sintra 2015

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 Por Bo Irik:

 

No ano passado apaixonei-me por esta prova e este ano não podia faltar! Mais uma vez, a prova não me desiludiu. Acredito que, em Portugal, é das provas com maior potencial internacional, no sentido de ser muito especial. A prova é especial por vários motivos:

 

  1. A localização e percurso: Sintra. É preciso dizer mais? O percurso, tal como no ano passado, começa com uma voltinha de aquecimento pela vila, de cerca de 1,5km. Nesta voltinha, sentimos o apoio do caminhantes (também há uma caminhada de 5km) e dos que vieram à rua apoiar. O percurso passa, portanto, pela vila de Sintra e um dos pontos altos do percurso é a passagem pela misteriosa Quinta da Regaleira.
  2. À noite: É outro ponto diferenciador da prova, tornando a especial e enaltecendo a sua misticidade. É giríssimo ver filas de runners com os frontais ligados a subir até ao Castelo dos Mouros.
  3. Os voluntários. Em cada viragem, em cada ponto potencialmente perigoso e nos abastecimentos. Havia muitos voluntários, todos igualmente simpáticos. Embora tenha agradecido a quase todos ao passar por eles durante a prova, repito: obrigada!

 

Num fim-de-semana marcado pela chuva, São Pedro decidiu ser amigo na noite desta mágica prova e praticamente não choveu. Ainda bem, porque o percurso passava por algumas zonas mais perigosas, por serem escorregadias e a chuva poderia piorar essa situação.12045479_118147728544895_8687571819642049189_o.jpg

 

Este ano tivemos o prazer de correr mais dois quilómetros que o ano passado, quase 12km no total. É uma prova dura, nada fácil, tanto em termos de piso com em termos de altimetria. Para quem não está habituado a correr em trilhos, prepare-se porque não é uma prova de estrada habitual. Ainda bem, a meu ver, desta forma, a prova não se torna nada monótona. De facto, estava tão entretida com as vistas, o cheiro e o piso que nem dei conta dos quilómetros passarem e nem olhei ao relógio.

 

Em termos de altimetria, depois de um “aquecimento” de cerca de 2,5km começa-se a subir. Muito! O ponto mais alto é 460 metros e o mais baixo 100, sendo que a partida/meta se encontra a 200m de altitude. Depois de subir até ao ponto mais alto, ao km 7, desce-se muito, até ao ponto mais baixo (Altimetria total: 640m). Esta descida deu-me um prazer brutal. Felizmente trouxe os meus Skechers velhinhos que sei que se dão bem com a calçada escorregadia, e assim voei monte abaixo. A última subida, de pouco mais de um quilómetro, foi a mesma que o ano passado e foi igualmente penosa. Confirma-se: prefiro descer.

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Desfrutei muito da prova, foi um equilíbrio entre competição e diversão. Nas subidas mais íngremes, fui a caminhar, lembrando os restantes participantes que não se deveriam esquecer de desfrutar da vista. Até houve uma pessoa que disse, e bem, “esta Bo do Correr na Cidade parece uma guia turística”. E assim fui dando mais uma indicação ou outra à malta do Porto que não conhecia bem a zona :) 

 

 

 

Pontos positivos:

  • Partida / Meta: muito bem preparado logisticamente, com cafés, casas de banho, feira de material técnico. O evento contou com música para anima e um comentador que animava a partida e parabenizava os “finishers”.
  • Excelente apoio por parte dos voluntários.
  • Zona / Percurso: a meu ver dos mais originais e encantadores de Portugal, conforme mencionei acima.

 

Pontos a melhorar:

  • Hora da partida: 21h, a meu ver é muito tarde. Se a ideia é correr à noite, nesta altura do ano, 19h00 já serve perfeitamente e assim ainda podemos ir jantar e comer travesseiros depois (os cafés e restaurantes de Sintra fecham às 23h, deixando pouco tempo para o “recovery”).
  • Preço: Se vale à pena? Vale. Mas 14,90€ (Inscrição individual sem frontal até uma semana antes da corrida – depois aumenta para 17,90€) é relativamente caro para uma prova de 10km.

 

Em suma, adoro esta prova. Recomendo-a vivamente para quem gosta de algo diferente e desafiante. Em 2016, pelo terceiro ano consecutivo, conto voltar.

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