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Correr na Cidade

O que comer antes de uma Meia Maratona – Pequeno-almoço

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Por Ana Sofia Guerra - Nutricionista

 

Uma das perguntas mais frequentes dos meus pacientes corredores é: “Qual a melhor opção de pequeno-almoço antes de uma meia maratona?”. E a resposta é: depende!

 

O pequeno-almoço ideal vai depender muito do gosto pessoal e do que está habituado a comer antes dos treinos. É que também o pequeno-almoço (ou refeição antes da prova) deve ser testado nos treinos, mesmo que no dia anterior tenha ouvido falar duma sugestão fantástica para este tipo de refeição. Os nossos gostos e necessidades são diferentes dos das outras pessoas.

 

No passado mês de fevereiro acompanhei alguns elementos da CnC Crew e amigos na viagem a Sevilha para participarem na Maratona. O objetivo da minha viagem era muito diferente: analisar as escolhas alimentares deles no que toca a opções de pequeno-almoço (a refeição maior antes da prova). E fiquei muito surpreendida, pois cada elemento escolheu um pequeno-almoço diferente: batido com banana, cereais com iogurte, batido com reforço proteico e (espantem-se) Aletria! Isso mesmo, aletria.

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Eu não vou comentar se as opções foram as mais corretas ou não, mas fica aqui a ideia de que todos eles testaram as suas opções noutras alturas e ficaram a saber se eram opções viáveis ou não.

Tal como já referi noutras ocasiões, a preparação para a prova começa vários dias antes. Nesses dias, a alimentação tem de ser reforçada em hidratos de carbono para haver um bom armazenamento de glicogénio a nível muscular. A batata-doce, a mandioca, o inhame, a massa e o arroz são boas opções. A fruta assume um papel muito importante para fornecer vitaminas e minerais com propriedades antioxidantes (não se esqueçam que há mais fruta para além da banana).

 

Quanto ao pequeno-almoço antes da prova, o ideal seria que fosse feito cerca de 2 horas antes da prova. Deve ser composto por alimentos ricos em hidratos de carbono complexos como, por exemplo, pão de centeio, batata-doce, massa, mandioca ou aveia. Podem optar por uma fonte proteica de fácil digestão: uma fatia de fiambre de aves ou duas claras de ovo mexidas sem gordura ou com muito pouca gordura. E ainda podem acrescentar uma peça de fruta (pêra, banana, framboesas, mirtilos, morangos, maçã) e meia dúzia de oleaginosas (amêndoas, nozes ou avelãs).

 

Esta refeição, tal como as outras, deve ser feita com calma e bem mastigada. Nem que para tal seja necessário acordarem mais cedo.

 

Boas corridas!

FELIZ em Sevilha, venham as Ultras!

 

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Por Nuno Malcata

 

Depois de ter partilhado convosco a minha expetativa para a Maratona de Sevilha, precisei de algum tempo até conseguir reunir palavras para falar um pouco do que foi para mim esta prova.

 

Não me vou alongar muito, foram muitos sentimentos vividos, muita emoção ao longo da prova, muita alegria, muita comoção. Ao km37 quebrei o muro que me derrubou em 2014, corri e fiz correr quem já só queria andar, e terminei bem, sem fantasmas do passado, simplesmente FELIZ, como tanto queria.

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Antes da Maratona, no planeamento do que iria fazer desportivamente em 2015, existiam 2 desafios a que me queria propor, fazer a primeira Ultra em Trail e evoluir em Triatlo para a distância Olimpica e Half Ironman.

 

Para o desafio da primeira Ultra, decidi voltar ao local onde fiz o primeiro Trail, 1 ano depois, e fazer o Piodão Ultra Trail. Com um ano de trail, com uma evolução que considero que foi equilibrada, embora tenha claramente errado em começar numa prova tão dura, os 50Km no Piodão são o primeiro grande desafio de 2015.

 

Para Maio estava a planear o segundo desafio de 2015, o triatlo longo de Lisboa a 2 de Maio, mas para fazer triatlo e treinar para fazer triatlo não basta muita vontade, é preciso ter material, e continuava a faltar-me a bicicleta de estrada e o fato para nadar em água abertas.

 

A 8 de Janeiro surge aquilo que precisamos que ás vezes aconteça para tomarmos decisões importantes, a possibilidade de participar em equipa com a Bo Irik e o Tiago Portugal no Gerês Trail Adventure (GTA) de 30 de Abril a 3 de Maio pelo Correr na Cidade. Era o que precisava para, apesar de ser difícil, abdicar do triatlo para o 1º semestre de 2015.

 

Já à muito que queria fazer algo por etapas, em bicicleta ou a pé, e o GTA será a concretização. Vão ser 4 etapas, no total de 130km e 8500D+, com uma etapa duríssima de 60Km e 4500D+ ao 3º dia, uma Ultra muito a sério, e para a qual o meu foco desde Janeiro tem estado posto.

 

Desde Janeiro? Sim, desde Janeiro, desde o dia que decidi e me propus a fazer esta prova, é o dia 2 de Maio que é e continuará a ser o meu o foco, aquilo que preciso para em cada manhã sair da cama e treinar, me preparar fisica e psicologicamente, planear a alimentação da melhor forma, perder o peso que tenho a mais, etc

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E foi com este foco que fiz a Maratona, e é com este foco que tenho preparado e vou fazer o Ultra Trail do Piodão. A um mês e meio do dia 2 de Maio ainda acho que não é imaginável, realizável à minha capacidade esta etapa, sobretudo depois de 52km e 3000D+ nas 2 etapas anteriores. Não consigo imaginar o que são 4500D+ em 60Km, não sei como o meu corpo vai estar no arranque, quanto mais durante a etapa. Mas até lá, garanto-vos, vou tentar cada dia perceber, cada dia chegarei um pouco lá mais perto dessa perceção, e no dia 2 de Maio estarei pronto! 

 

Para fechar já esta longa partilha, reuni as condições para no final de Maio ir conhecer os Açores, e fechar a época de Ultras do 1º Semestre de 2015 no Azores Trail Run a 30 de Maio, seguido de umas belas e merecidas férias pela ilhas, incluindo a subida ao Pico :)

 

Serei louco ou tonto dizem alguns, mas é esta loucura ou tonteira que me deixa como sabem... FELIZ!

 

E vocês, quem fará nestas provas a sua primeira Ultra?

 

Boas corridas!

Review: New Balance 890v5

 

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Por: Tiago Portugal

 

Alguns modelos de sapatilhas marcam-nos e fazem parte da nossa história, aqueles que usamos com mais cuidado e que ao mínimo sinal de degradação começamos a ficar preocupados. Os New Balance 890v5 estão nesse restrito lote.

A principal razão é que foi com este modelo calçado que corri a Maratona de Sevilha, a minha estreia nestas provas de estrada. Por si só já é razão suficiente para que sempre que os calçe me recorde desses dias fantásticos mas estes New Balance têm muito mais do que isso.

De acordo com a informação do site da New Balance a quinta versão deste modelo é classificada como um modelo neutro, desenvolvida para ser uma sapatilha rápida e leve mas com suporte e amortecimento, aliança entre velocidade e conforto mais indicada para corredores até 80 kilos.

Para quem gosta de características técnicas este modelo têm um drop de 8mm, explicação do que é,  tecnologia ABZORB® crash pad, almofada de colisão, na zona do calcanhar e nas laterais para maior suporte e amortecimento, meia-sola com espuma REVlite para melhor amortecimento, parece esferovite ao toque, parte de cima sem costuras FantonFit e palmilha  premium da Ortholite® para ainda mais suporte e amortecimento.

Os sapatos não fazem de nós corredores, apesar de alguns assim o pensarem, mas a escolha acertada do melhor modelo, para cada um de nós, é essencial para nos sentirmos confortáveis enquanto corremos.

Apesar de alguns momentos mais difíceis e pouca disponibilidade para treinos longos, o máximo que corri antes da maratona foram 15km, estava muito confiante que estas sapatilhas iriam estar à altura do desafio.

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Mas, será que estiveram?  

 

DESIGN

Em termos meramente estéticos acho que a New Balance é das melhores marcas de running, têxtil e calçado, e estas sapatilhas são a prova disso. A escolha de cores está muito bem conseguida, o azul com os pormenores em laranja ficou espetacular. O N, o logótipo da marca, na zona lateral em laranja faz com que não haja confusões relativamente à marca quando se olha para estas sapatilhas. Ao contrário de alguns modelos de corrida este modelo pode perfeitamente ser usado no dia-a-dia sem ofuscar a sensibilidade visual de ninguém, sóbrio q.b.  


Em termos de construção nada a apontar, acabamentos de qualidade.

 

CONFORTO

A 1.ª vez que calcei este modelo senti que o n.º 43 me estava um pouco apertado e fiquei com algumas preocupações relativamente ao desconforto que isso me poderia causar. Mas por vezes as 1ªs impressões são as erradas e neste caso o tamanho era o adequado. O corte deste sapato e a sua geometria fazem com que sejam espaçosos na parte da frente do pé e não sentimos os dedos apertados. O sistema FantonFit, tecnologia inovadora, sem costuras e com uma espécie de amarras na zona da frente, faz com que o pé esteja bem envolvido na malha, tipo meia, e sentimos o pé muito seguro. A malha é muito transpirável e permite uma boa ventilação interior, não aquecendo o pé ao mesmo tempo que o mantém seco.

A língua é muito confortável, não se sente e não sai do lugar, as qualidades que deve ter.

Os vários elementos de amortecimento aumentam o conforto, sem fazer sentir que temos umas almofadas nos pés.

Não tendo feito nenhum treino superior a 15km não sabia como me iria sentir ao fim de 30km com elas nos pés, mas não tive nenhum problema de bolhas, ou criação de zonas quentes.

O único senão foi que a partir do km33 comecei a sentir o sapato um pouco mais rijo na passada e talvez precisasse de mais amortecimento. Não sei se para o meu estilo de corrida e características pessoais serão os mais adequados para maratonas, até meias-maratonas estas dúvidas não se colocam.

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AMORTECIMENTO

Com tanta tecnologia aplicada na sola e meia-sola, amortecimento é o que não falta. O uso do ABZORB® crash pad dá um excelente amortecimento na zona do calcanhar, zona onde preciso e à medida que fico cansado cada vez mais. Na sola podemos observar uma parte laranja e outra branca com os diferentes níveis de amortecimento. Mas não é só no calcanhar que o nível de amortecimento é bom, ao longo de toda a sola sentimos um excelente nível de conforto na passada. 

As palminhas da Ortholite® forncedidas com este modelo aumentam o nível de amortecimento das sapatilhas e caso pretendam pode-se ajustar o menor ou maior amortecimento com a colocação de outras palminhas.

Na Maratona de Sevilha aconteceu-me uma coisa engraçada. Conforme podem ver nas fotos, na zona do calcanhar existem 6 rectangulos laranjas e azuis, com dois buracos no meio. Por volta dos 30km comecei a sentir a sapatilha direita muito dura e a fazer um barulho esquisito. Ficou muito dura e começou a custar-me um pouco mais correr. Associei este fato a duas razões, primeiro não sabia como era o amortecimento e comportamento deste modelo ao fim de tantos km com eles calçados, segundo à medida que ia ficanda cansado podia estar a meter o pé mais de calacnhar e cada vez com mais força no impacto com o chão à medida que ia perdendo ligeireza e frescura física.

Não descurando a segunda hipótese no fim da maratona descalçei-me e vi que tinha uma pedra bem grande no buraco da sola e que era a grande causa do desconforto e do barulho.

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ESTABILIDADE

Como já referi estes New Balance são sapatilhas para corredores neutros com um peso de aproximadamente 240gramas para um número 43. São leves e bastante flexíveis o que também ajuda na transição da passada garantido uma boa estabilidade e confiança.

A estabilidade deste modelo também é conseguida através da colocação na zona lateral traseira da tecnologia ABZORB.  

Através do FantonFit sentimos o pé completamente seguro dentro dos tênis.

Apesar de ser pronador e este modelo ser classificado como sapatilhas neutras não tive qualquer problema de estabilidade e ao fim de 4h de corrida em estrada não me doíam os joelhos que é o maior elogio que posso fazer aos 890v5.

Acho que a conjugação das características presentes neste modelo fazem com que não tenha sentido qualquer falta de algum controlo de estabilidade.

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PREÇO

Este modelo encontra-se à venda na  Prorunner, The athete’s foot e Sportzone, sendo que nesta última o preço de venda ao público é de €119,90.

O preço é semelhante ao de modelos de outras marcas dentro da mesma gama, sendo que a relação da qualidade do produto com o valor que se paga é boa.

Com mais de 150km feitos não apresentam sinais de degradação, além de algum uso na sola.

 

CONCLUSÃO:

Numa só palavra, fantásticos. Sapatos que aliam conforto e estabilidade a leveza e beleza.

Apesar de serem umas sapatilhas neutras não senti nenhum desconforto ou falta de estabilidade. Somente acho que para grandes distâncias, tipo maratona, na minha forma atual e com o meu peso precise de mais amortecimento a partir do km30. Situação que se resolve se melhorar a forma e for mais rápido, além de perder uns kg.  

Umas sapatilhas ligeiras para qualquer tipo de treinos e para competir em qualquer distância, sendo que acho que é nos 21km que mais brilham.  

 

Avaliação final

Design: 20 / 20
Conforto: 20 / 20
Amortecimento: 17 /20
Estabilidade: 18 /20
Preço: 17 /20

TOTAL: 92 /100

 

 

Backstage Race Review: Maratona de Sevilha

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 Por Ana Sofia Guerra:

 

Quando se junta a vontade de passar um fim-de-semana fora do país e em boa companhia com a vontade de saber como é correr uma maratona num país diferente, surge a ideia de acompanhar alguns membros da running crew do Correr na Cidade e amigos na Maratona de Sevilha. E, claro, tirar muitas fotos.

Nunca tive vontade de correr uma maratona mas, para quem corre numa prova deste tipo, é importante saber que tem alguém a apoiá-lo no meio daquela multidão. E que multidão! No dia da prova, pelas 8h30 da manhã, as ruas enchiam-se de gente que se tinham levantado cedo a um Domingo para apoiar os atletas.

Mas, voltando um pouco atrás…outro dos objetivos que eu tinha nesta viagem, era estudar o tipo de pequenos-almoços dos nossos atletas. Certamente que ia ter bons e diferentes exemplos. Mas, em breve, irei escrever sobre este assunto.

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Durante a viagem para a Sevilha, os nervos já estavam à flor da pele. Mas os nossos atletas tentaram disfarçar e conseguiram. Tal como não podia deixar de ser, o jantar antes da prova foi a nossa tão famosa massa “catum” e umas belas batatas-doces assadas trazidas pelo António Vale. Depois duma boa refeição e dumas boas gargalhadas, lá fomos tentar dormir. Eu não ia correr, mas estava muito nervosa por eles. Sabia que esta era uma prova importante para os nossos atletas porque, para uns seria a maratona duma vida, para outros um esforço para o qual não sabiam se estavam preparados e para o Nuno Malcata seria lutar contra o Adamastor do 37ºkm.

 

Quando nos levantámos, o dia ainda não tinha nascido e o movimento começou: géis dum lado, equipamento para o outro, preparação dos pequenos-almoços e eu a tirar fotos a toda aquela logística. O caminho até ao estádio foi animado, com risos nervosos mas com pensamentos muito positivos. Depois de algumas fotos, lá deixei os nossos atletas perto da partida. O combinado era eu estar presente nos km 8, 15, 22 e na meta.

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E, agora, começa a minha odisseia: eles fizeram a maratona e eu corri entre estes pontos, de máquina na mão, sempre atrás duma bela fotografia. Adorei ver a quantidade de portugueses que participaram nesta prova. Vi muitas caras conhecidas de outras aventuras. E não tenho vergonha de admitir que, no meio daquele calor da multidão, chorei bastante. Eram lágrimas de alegria e de nervosismo enquanto via as pessoas a apoiarem constantemente os atletas. E vi o quanto aquilo era importante para quem corria. Infelizmente, nunca senti aquele apoio no nosso país neste tipo de prova. Mas já o senti em provas de trail ao passar em terras mais pequenas mas acolhedoras.

 

Quando chego ao estádio para ver a chegada dos nossos amigos, não queria acreditar no que via: muitos sorrisos, muitos gritos, muitos abraços, muito calor humano. A sensação foi incrível! Naquele momento percebi o porque é que esta prova é tão famosa. Eu e a Joana tínhamos corrido o último km ao lado dos maratonistas que se esforçavam para fazer a sua entrada triunfal no estádio. E apenas esperámos cerca de 5 minutos quando avistámos a Bo e o Nuno Malcata a chegarem. Nessa altura passei o telemóvel à Joana para ela fazer um vídeo e eu fotografar aquele momento tão especial e aconteceu o que se viu. Os nossos gritos são de pura alegria por eles terem chegado ao fim, bem de saúde e com cãibras na cara de tanto sorrirem durante a prova. Enquanto estava a fotografar aquele momento, vejo a Patrícia Mar a passar a meta e nem ela estava a acreditar no que estava a acontecer. No final, os nossos campeões vinham com capas de plástico amarelo e com uma expressão fantástica no rosto.

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Depois desta aventura e dum banho bem tomado, fomos almoçar umas belas tapas à espanhola e passeámos por esta cidade magnífica. Na bagagem, os nossos atletas trouxeram o sabor da vitória pessoal e eu trouxe imagens duma aventura que jamais esquecerei.

 

Boas corridas!

Viver uma Maratona - o relato da Bo em Sevilha

Por Bo Irik:

 

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 Foto por Ana Morais - ainda fresquinhos

 

Tal como muito de vocês já devem saber, o fim de semana passado foi um fim de semana de estreias. Estreias na distância mítica da Maratona. Como o Tiago já fez um excelente enquadramento e relato da sua experiência, vou tentar não “esticar” muito e tentarei dar-vos algumas dicas para provas deste género com base na minha experiência.

 

  1. Garante que queres

Um ingrediente essencial para que a tua participação em provas grandes corra bem prende-se com a tua motivação. Queres mesmo correr uma (Meia) Maratona? Queres mesmo? Queres mesmo sacrificar manhãs quando podias dormir até tarde para ires treinar? Queres mesmo deixar de comer doces e beber bebidas alcoólicas para adaptares uma alimentação saudável? Eu queria e fiz. Correr uma (Meia) Maratona exige um grande compromisso e este deve ser levado a serio, pois a participação neste tipo de provas exige muito do nosso corpo.

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  Foto por Ana Morais - las chicas da estreia

 

  1. Prepara consoante o teu objetivo

Quando tens a certeza que queres assumir o compromisso com a (Meia) Maratona, chega o momento de treinar. Não vou falar em detalhe sobre planos de treinos ou de alimentação porque acredito que cada caso é um caso e a preparação depende muito dos nossos objetivos. No meu caso, o meu objetivo era viver a estreia na Maratona de forma positiva, com um sorriso na cara e sentir-me bem do início ao fim. Tal como muitos de vocês já sabem, ligo pouco aos tempos e muito mais à vivência da viagem em si.

 

Enquanto corredora frequente e tendo também já o habito de praticar exercício durante algum tempo seguido (particularmente nos trilhos), senti que a única coisa que precisava de treinar mesmo seria resistência em estrada. Desta forma, mantive o meu ritmo de treinos normal (quem quiser, pode seguir-me no Strava) e fiz apenas três treinos específicos a pensar na Maratona: três treinos em estrada, entre Lisboa e Cascais, de, pelo menos 30kms. De resto, reforcei o reforço muscular e nas semanas antes da maratona evitei os trilhos, para evitar o risco de lesão. Em termos de alimentação, nas duas semanas antes da prova tive particular cuidado para evitar gorduras e bebidas alcoólicas e nos três ou quatro dias antes da prova, carreguei nos hidratos de carbono (quinoa é o meu cereal de eleição).

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 Foto por Ana Morais - "Yes, I can"

 

  1. Sente-te preparado/a

Penso que sentires-te bem preparado para enfrentar a (Meia) Maratona é meio caminho andado para o teu sucesso. Prepara-te bem, com a devida antecedência e evitas muito stress! Nas semanas antes da prova em Sevilla, as pessoas à minha volta pareciam estar mais ansiosas pela minha estreia do que eu! Sabia que estava bem preparada e sabia que iria conseguir.

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 Foto por Miguel Pinhal - Superação em equipa

 

  1. DO IT!

No dia da prova, é só fazê-la! Fácil! Sabendo que estás preparado/a, relaxa, desfruta. No meu caso decidi não fazer a prova sozinha. Pedi ao Nuno Malcata para “não me largar” e assim foi. Mais uma vez, cada caso é um caso e correr sozinho ou a pares/grupo tem as suas vantagens e desvantagens. Eu preferi juntar-me ao Malcata. Sabia que ele iria ajudar-me a controlar o ritmo e não acelerar demasiado com o meu entusiasmo e que iria ajudar-me a superar eventuais quebras. Apostei no “sozinho vais rápido, juntos vais longe” e foi uma boa aposta! Sem pressões de tempo e apontando para um ritmo de cerca de 6min/km, lá fomos nós nesta aventura de 42,195km em estrada.

 

A minha viagem, tal como é visível no registo no Strava, foi muito estável até o km 35 onde começaram os desafios psicológicos e o “diabinho mau ao meu ombro” obrigou-me a caminhar várias vezes. Sinceramente, para mim, correr uma maratona foi mais difícil do que pensava. Porquê? Por motivos psicológicos, tal como nas meias maratonas. Senti dores estranhas, em sítios onde nunca tive dores, sofri, muito… Não dúvido de que esses desafios e sofrimentos valeram claramente a pena pelos pontos altos que vivi ao longo da viagem. O povo Sevilhano e os tugas que nos acompanharam nesta aventura, em particular a Ana, a Joana e a crew de apoio do Tiago, fizeram-me sentir a Rainha do mundo. Sim, senti-me mega forte, uma verdadeira campeona! Sevilha é a prova ideal para a estreia nesta distância, sem dúvida alguma. Afirmo que, para mim, o apoio e o percurso são MUITO importantes em (Meia) Maratonas e acho que passo a Maratona do Porto e de Lisboa este ano, Barcelona 2016 já posso considerar :p

 IMG_4086.JPG Foto por Nuno Alves - DONE!

  1. Afterglow and relax

Os momentos e dias após a grande vitória são fantásticos. O afterglow da Maratona é muito intenso. Os níveis de endorfina e orgulho mantêm-se, até hoje, quinta-feira, elevados. Estou extremamente bem disposta e relembro os vários momentos da prova, bem como do pré e after, com muito gosto. Em termos de recuperação: no dia da prova foram muitas cañas e tapas e um passeio de cerca de meia hora para esticar as pernas e comer um gelado. Dormir bem é essencial, embora para mim não tenha sido fácil, continuava muito excitada. Nos dias seguintes, comer bem, carregar na hidratação, magnésio e vitaminas para ajudar a recuperação corpo enfraquecido.

 

Na 3ª feira de manhã, antes de voltar a trabalhar, fiz uma massagem. A massagem foi essencial para a minha recuperação. No domingo, após a prova nem conseguia dobrar bem os joelhos e tinha um alto no quadricepede direito. Estava mega dorida, no corpo quase todo, sim todo, costas, braços… curiosamente os pezinhos estavam ótimos, “gotta love Salming”! A massagem desportiva imediatamente após a prova, fornecida pela organização da mesma, não ajudou a mitigar as dores intensas nos quadricepedes e fiquei preocupada com o Piódão, no fim de Março. Felizmente, a massagem na 3ª e o creme Diclofenac fizeram efeito e sinto-me já pronta para outra! Embora me sinta tão bem, vou controlar-me e esta semana evitar o impacto com o solo para dar algum tempo de recuperação aos músculos, indo à piscina e mantendo apenas as caminhadas de meia hora de e para o trabalho.

 

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Foto por Ana Morais - a equipa de vencedores (faltam o Tiago e o Roberto que tiveram que ir fazer o check-out)

 

Num momento histórico na minha vida (sim, completar a maratona é histórico para mim), resta-me agradecer àqueles que me ajudaram a realizá-lo. Não vou enumerar nomes porque já agradeci pessoalmente a cada uma das pessoas que me ajudaram a concretizar este desafio.

 

A cereja no topo do bolo foi chegar a casa e ver o episódio do RTP Running com a minha participação que deu na TV no sábado dia 21 mas como estava em Sevilha não tinha tido oportunidade de ver. Mais gratificante do que o episódio em si foi o vosso maravilhoso feedback. Obrigada. Sinto-me mega feliz.

Voltar a Sevilha... para ser FELIZ!

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 Por Nuno Malcata:

 

Este domingo, dia 22, volto a Sevilha para fazer a Maratona. O ano passado fui a Sevilha, acabei a Maratona mas senti que não fiz a Maratona.

 

Se quiserem, e tiverem paciência, podem encontrar aqui tudo o que se passou, num dos primeiros textos que escrevi para o blog, e se escrevi muito.

 

Resumidamente, fui para Sevilha com uma lesão de esforço num dos joelhos, aos 35Km as dores começaram a ser demais, e aos 37Km parei e não corri mais, fiz os últimos 5Km a andar, e passei a meta tranquilamente.

 

Se fisicamente fiz a distância, mentalmente fiquei nos 37Km, e passei o último ano a dizer que tenho de lá ir tirar a cruz do km 37.

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Se o ano passado foi tudo novo, pois era a minha estreia na distância da Maratona, este ano a preparação já foi bem diferente. Para a minha 1.ª maratona fiz a preparação e planeamento com quem muito sabe do assunto, aprendi muito em metodologia e técnica, conhecimentos que apliquei durante a minha preparação para este ano, mas feita por mim, para mim.

 

Em 2014 descobri o que é correr nos trilhos, e tenho focado a minha evolução em Trail, deixando cada vez mais os treinos e provas de estrada, pelo que decidi a meio de 2014 não fazer uma 2ª Maratona em 2014, mas fazer a mesma distância numa prova de Trail, tendo feito o Trail Serra da Lousã, onde fiz cerca de 44Km.

 

Assim, a ideia de voltar a Sevilha manteve-se o ano inteiro, e lá vou voltar, desta vez sem lesões (até ver), para fazer a Maratona de Sevilha.

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Será uma participação bem diferente da do ano passado em muitos aspetos, a começar pela companhia, se no ano passado estive integrado num grupo muito focado e de nível muito elevado para mim, o que me fez evoluir muito, e onde fiz bons amigos, este ano vou com alguns elementos e amigos da família da corrida.

 

Vai ser fabuloso, vamos reencontrar muitas caras amigas, é uma prova com um ambiente brutal numa cidade muito bonita.

 

Vou em modo relax, quero desfrutar de cada minuto, e não tenho qualquer objetivo de tempo final, quero apenas terminar com um sorriso GIGANTE, sem lesões e... FELIZ!!!

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