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Correr na Cidade

LouzanTrail: A montanha pariu um rato!

Por Natália Costa


Sábado passado rumei à Lousã para participar na quarta edição do Louzantrail, na lindíssima e mítica serra da Lousã. Já tinha participado há dois anos na prova mais curta, e achei que estava na hora de lá voltar. Fiz a minha inscrição para os 25k, nem tinha conhecimento que havia outra prova mais curta, que aliás tinha sido a escolha mais sensata, mas adiante!

 

Eu, o Filipe, a Ana, a Bo e o Tiago, lá nos fizemos à estrada, para um fim de semana sem putos, muita diversão e trail running. Chegados à Lousã foi hora de beber um “fino”, levantar os dorsais, cumprimentar e ser apresentados a alguns membros do Louzantrail que estavam nos últimos preparativos.

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 Dorsal levantado, hora de ir ver Portugal a jogar e aproveitar para jantar, que no dia seguinte tínhamos que ter energia para subir a serra, certo?

Antes do “recolher obrigatório”, fomos ao briefing da organização, para saber como seria o percurso, quais as maiores dificuldades, onde iríamos passar, quais os abastecimentos, se seriam só de líquidos ou de sólidos e líquidos, enfim o que nos esperava no dia seguinte.

Devo-vos dizer que o briefing foi bastante esclarecedor, mas que me provocou logo tonturas. Apresentou-se as 3 provas, os 45k, 25k e os 15k. Cada uma com as suas características e respetiva altimetria. A minha teria um desnível positivo de 2000m! Era um sobe e desce pela serra da Lousã em que eles estimavam que com as subidas a custarem mais e as descidas a serem mais rápidas, seria uma média de 10 minutos por km... Só mesmo para quem já domina a serio a coisa. Falaram nos pontos de água, fontes e ribeiros que iríamos passar, e que podia ser uma mais valia para o dia quente que se fazia prever.

 

Posto isto, lá rumamos para as respetivas caminhas em amena cavaqueira, muita galhofa e alguma expectativa com a prova do dia seguinte.

 

E foi sobre a almofada que comecei a minha prova, como é que eu iria fazer aquilo? Levei duas horas a adormecer a pensar no gráfico que tinha visto refletido sobre aquela tela na sala da organização.

 

No dia seguinte o acordar foi pelas 7:00, a partida seria dada às 8:30! Pequeno almoço de campeã tomado, atestada uma hora antes da partida, porque já se sabe, tinha que estar energicamente ativa! Equipamento Ok, chip na sapatilha, pala na cabeça e siga para a serra.

 

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 Antes da partida a organização preparou uma aula de fitness, algo para aquecer as articulações antes de ser dada a partida. Fotos da praxe, abraços e votos de boa prova e lá seguimos nós para a mágica Serra da Lousã, que tem tanto de bela como de dura.

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Fitinhas laranjas da organização lá nos indicavam o caminho para entrar pela serra adentro. Devo dizer que toda a prova estava muito bem assinalada e por ser uma vegetação muito densa, havia sombra em grande parte do percurso.

Primeiras paragens na primeira subida! Após esta começou a haver as primeiras separações e devo dizer que até ia a um ritmo simpático nos primeiros 3 km, até que começamos a subir à seria, e o ritmo teve que obrigatoriamente diminuir. Chegados ao primeiro abastecimento, ao km7, sentia-me muito bem. Arranquei para a restante prova e foi ai que percebi que a “montanha tinha parido um rato”, e o rato era eu. Já não sei o que me custava mais, se era a subida ou a descida. Porque se a subida era violenta para as pernas, as descidas eram dolorosas para os pés! Ok, siga, vamos embora! Mais uma olhadela para o gráfico que trazíamos no dorsal. O pior era até ao km 14. Pelo menos achava eu.

Passado o segundo abastecimento, só de líquidos ao km 12, esperava-nos uma subida de mais de 2km. Pé ante pé, que já não havia força para mais, lá nos fomos cruzando com os participantes da caminhada solidária, que iam no sentido oposto e lá mandavam umas piadas a dizer que ainda faltava um bocadinho... Deu para pensar em tudo nessa subida, no meu trabalho, nos miúdos, no que estaria ali a fazer, que devia era ter optado pela prova mais curta... e acima de tudo em desistir!

Devo dizer que foi a prova mais dura que já alguma vez fiz na vida, mais acho que nunca fiz nada tão arrebatador!


A serra da Lousã é de facto dos sítios mais mais bonitos e a organização presenteou-nos não só com trilhos muito técnicos, mas também com paisagens verdejantes e oponentes, parecendo vindas diretamente de um postal.

 

Após o terceiro abastecimento, deparei-me com o trilho da cascata. Um trilho bem duro, com uma descida muito técnica e em que pensei mesmo atirar a toalha ao chão. Já não dava mais! Venham-me buscar por favor, agarrei o telemóvel e vi que não havia rede, estava entregue à minha sorte e ali é que não me podiam ir buscar mesmo! Esta foi uma verdadeira fase de metamorfose, uma prova à minha capacidade de resiliência. Passa-se mais um rio, com um ato de equilibrismo em cima de um tronco e começo a apanhar um grupo que ia mais à frente. A Elsa, o Rui e a Andreia.

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Cheguei perto deles, que iam tão estafados como eu e partilhei a minha vontade de mandar tudo às urtigas. “Nada disso!” disseram eles, já vieste até aqui, vamos seguir juntos e não vais desistir! Este é o verdadeiro espírito de trail. Uma camaradagem entre pessoas que não se conhecem, mas que puxam umas pelas outras como deveria ser no nosso dia a dia. Há tantas paralelismo com a vida real neste mundo da corrida.


E é ai que chegamos à tal cascata. UAU! Valeu a pena, que visão mais linda!

 

Lá me enchi de coragem e pé ante pé, continuamos a prova. A partir daqui as pernas já nem as sentia, era a cabeça e o coração que comandavam.

 

Trilho da levada, uma extensão com cerca de 2km corridos numa espécie de mármore, com um pequeno ribeiro do lado esquerdo e um precipício a perder de vista do lado direito. Confesso que sou uma medricas nestes géneros de radicalismos, só espreitava de quando em vez para a direita e corria quase inclinada para a esquerda.

 

Passado este trilho entrámos na parte final da prova, passamos uns quantos riachos o que sabia lindamente para arrefecer as pernas.

 

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(Fotos do Zé

E eis chegados ao alcatrão! Aiiiiii, o meu alcatrão. Pernas para que te quero, prego a fundo até à meta onde sei que lá estariam todos para me apoiar.

Nestes metros finais pensei, naaaaa, não vou chorar, não sou nada dada a essas coisas de quase eleição de Miss e sou uma tipa muita forte!


Certo.... assim que avistei os primeiros apoiante a bater palmas, a gritar aquelas palavras de alento, desatei a chorar compulsivamente! Veio me à cabeça todas aquelas dificuldades, cada descida em que caia e a sola dos pés pareciam verdadeiras brasas, as subidas, as pedras a que me tive que agarrar para não ir ribanceira abaixo e senti que era muito forte, bem mais forte do que pensaria ser capaz, e que mais uma vez a corrida estava na minha vida a provar isso mesmo.


Meta atravessada, abraço do marido com um misto de orgulho e preocupação estampada no rosto, palavras de alento de tantos amigos corredores, foi altura de me sentar e comer uma bela massa com atum oferecida pela organização. Wowww, estava mesmo banzada!

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Banho tomado, compressoras calçadas lá rumamos a Lisboa com mil historias para contar desta aventura na belíssima serra da Lousã.

Uma coisa aprendi, enquanto não for uma menina mais “crescida” nestas coisas do trail, não me aventuro mais numa distancia destas. Fico-me pelo trail mais curto, e já devo ter metades destas historias para contar, seguramente!

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Louzan Trail 2016: confirma-se a minha serra preferida

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As Fotos do Zé do Louzan Trail serão publicadas já na 4ª feira! 

 

Serra do Gerês, Serra da Estrela, Serra do Açor, Sintra, Açores. São todos locais lindos para correr em trilhos. A Serra da Lousã continua a ser a minha serra preferida. Sei que ainda me faltam conhecer alguns locais maravilhosos onde se pode praticar trail running em Portugal, mas para já, não há dúvidas que tenho um carinho especial pela Lousã. São várias as provas que decorrem nesta Serra. Pessoalmente sou fã do AX Trail (UTAX), Trilhos dos Abutres e do Louzan Trail.
 
Foi no domingo dia 19 de Junho que decorreu o Louzan Trail, organizado pelo Montanha Clube da Lousã, que contou com 3 provas (Ultra – 45 km; Trail Longo – 25 km e Mini Trail – 15 km) e uma caminhada solidária. Já conhecia esta prova da sua edição de 2014. Em 2015 não me foi possível participar porque já tinha compromissos (com muita pena minha). 

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Adoro a Serra da Lousã e quando se falou na ideia de fazermos uma crew trip à Lousã, alinhei sem hesitar. Fomos 5 - o Filipe, Tiago, Ana, Natália e eu, todos à prova dos 25km que prometia ser muito dura, com muito sobe e desce com um desnível positivo de 2000m. Já fiz algumas provas com 2000m de D+ mas sempre em distâncias acima dos 40km, por isso sabia que a prova iria ser muito dura, ainda por mais que os famosos e difíceis Trilhos dos Abutres, na mesma distância, contam com "apenas" 1200m de D+. Para além disso, quem se inscreve nesta prova, que decorre em Junho, já sabe que se candidata a um desafio adicional: o calor.
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Depois de uma bela jantarada no Tó dos Frangos na Lousã (recomenda-se), de muitos risos, convívio e uma noite bem dormida, estava pronta para enfrentar os 2000m de D+ e o calor. Tendo em conta o sol e calor, carreguei no protetor solar e trouxe um buff para proteger a cabeça. Além disso, em vez de levar apenas um soft flask de 0,5l, que em condições normais seria o suficiente dado o número de abastecimentos, trouxe dois. Com o calor na Serra, há que prevenir.
 
O Tiago ofereceu-se a ser meu "coach" durante a prova. Aceitei de bom grado, queria "dar tudo" e quando corro sozinha acabo por nunca puxar o máximo. Prefiro ir em modo "passeio" e desfrutar das paisagens com calma. Esta prova iria ser a minha última "grande" nos próximos tempos, pelo menos até Setembro. Vou deixar de tomar a suplementação de ferro, que tomava por causa da anemia, para analisar o impacto e origem da anemia. A falta de ferro no sangue provavelmente irá baixar os meus níveis de energia nos próximos tempos e por isso vou abrandar na corrida. Além disso, no verão sou mais adepta de uma modalidade para treinar os braços: beber copos com amigos 😃
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A prova correu muito bem. O Tiago teve muita paciência e foi sempre a puxar por mim, principalmente nas subidas. Nas descidas e (raros) troços mais rolantes, estava mais à vontade, como é de costume. Consegui sentir que estava a esforçar-me. Consegui desfrutar das paisagens e dos belos trilhos técnicos que tanto adoro. Consegui também rir-me com o Tiago, "perdidos" no meio da Serra. O resultado foi um 10º lugar entre as mulheres desta prova e um tempo de 5h30. Fiquei bastante satisfeita.
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A prova é fantástica, das melhores de Portugal, não só por se realizar na Serra da Lousã mas também pela excelente organização da prova. Fomos muito bem recebidos, num recinto animado e sem filas para levantar os dorsais e t-shirts. No recinto também havia uma feira de trail running com algumas lojas e marcas de referência. O briefing, na véspera, foi apresentado de forma interessante e divertida e suscitou algum nervosismo entre os presentes. Os elementos da organização e os voluntários mostraram-se todos muito preocupados com os atletas e sempre com um sorriso na cara. Os abastecimentos estavam todos muito bem compostos e a sinalização excelente. Na meta, o ambiente era animado enquanto o Jorge Moita recebia os atletas e falava com alguns deles ao microfone.

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 As Fotos do Zé do Louzan Trail serão publicadas já na 4ª feira! 


As provas este ano contaram com trilhos novos, muito giros e muito técnicos. Dada a elevada probabilidade de calor, a organização teve o cuidado de escolher trilhos com bastante sombra. Penso que 80% dos trilhos estavam de facto à sombra, o que foi bastante agradável. Além disso, passamos por vários riachos e tanques de água para refrescar. O percurso da prova dos 25K foi extremamente desafiante, tanto em termos de tecnicidade como em termos de perfil altimétrico. Troços planos eram raros, íamos sempre a subir ou a descer! Em termos de paisagem, penso que é escusado voltar a repetir a quão bela esta Serra é. A vegetação, nalguns locais do tipo Laurissilva, é inspiradora. Muitas espécies de árvores, como castanheiras gigantes, acácias e eucaliptos bem-cheirosos. Foi um buffet de cheiros, desde a lavanda, ao eucalipto, ao alecrim, relva cortada, palha seca e simplesmente terra.
 
IMG_20160619_124407.jpgPontos a melhorar há poucos, mas talvez sugeria repensar a questão das 4 provas partilharem o mesmo trilho no último troço, o que deu origem a alguns engarrafamentos. De resto, é uma prova de referência, e a minha prova de eleição. Outra situação que gostaria de sublinhar é que esta prova, pela sua dureza extrema, não é indicada para todos os amantes de trail running. Reparei que algumas pessoas não estavam preparadas para tanta dureza e sofreram bastante. Também notei que algumas pessoas não tinham noção do tipo de prova e esperavam algo mais "rolante". Aqui, talvez será uma questão de informação, pois, nem toda a gente sabe avaliar a dificuldade das provas em função do D+ (principalmente iniciantes). Pessoalmente, fiquei feliz por ter optado pelos 25K em vez dos 45K pela dureza da prova e pelo calor. Para o ano, podem contar comigo,  Montanha Clube da Lousã!

Correr na Lousã: AXtrail 2016

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Muitos de nós da Crew do Correr na Cidade adoramos correr nos trilhos da Serra da Lousã e para outros que ainda não tiveram oportunidade o AXtrail é sempre uma das provas mais aliciantes.

 

Esta prova realiza-se habitualmente em outubro, mas como Portugal vai receber o Campeonato do Mundo de trail Running em Portugal, a 29 de Outubro, o AXtrail foi antecipado para Março, para os dias 18, 19 e 20.

 

Vão existir 4 provas de trail, a prova rainha o UTAX com os seus 110 km e 5300m D+, e 3 distâncias mais pequenas mas igualmente desafiadoras, o TSL (51km), o TX (22km) e o MTX (10km), além de uma caminhada, um trail para os mais pequenos,  o AXtrail Kids e finalmente o AXtrail da Inclusão, um trail único a nível nacional para pessoas com dificuldades motoras.

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Este ano o UTAX decidirá a Taça de Portugal de Trail Running e deverá atribuir 3 pontos para UTMB.

 

O AXtrail é organizado pela da Go Outdoor e vai já na sua 9.ª edição. As inscrições já estão abertas e voam de dia para dia.

 

Se para mim será o regresso a esta prova, depois de em 2014 ter lá estado para correr o TSL, desta vez vou ter a companhia nos 51Km, novamente do TSL, do Rui Pinto que se estreia nestes fantásticos trilhos.

 

Venham participar numa das melhores provas de trail a nível nacional!

 

Deixo-vos com o video da nossa participação em 2014, fica desde já prometido um novo video para a edição de 2016.

 

 

 Bons treinos!

Trilhos dos Abutres: uma prova, quatro perspetivas

Tal como já devem ter reparado, a crew andou, o passado fim-de-semana por Miranda do Corvo, no âmbito dos Trilhos dos Abutres. Para nós, CNC, foram quatro elementos da crew que se atreveram a estar presentes: a Bo Irik, a Sara Dias, o João Gonçalves e o Tiago Portugal. Todos estreantes, excepto o Tiago que participa pela 3ª vez consecutiva. Depois de termos partilhado as expetativas para a prova, partilhamos hoje a experiência de cada um dos nossos valentes.

 

No foto abaixo vemos as meninas a torcer pelos homens que já iam com quase duas horas de prova:

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Prova dos 25km

Bo Irik: 

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Embora não tenha muitos quilómetros nas pernas nos últimos meses por causa da anemia, tenho-me sentido forte. A suplementação do ferro tem-me ajudado a subir os níveis de ferro no sangue e já tenho a hemoglobina no ponto. O médico já me deu luz verde para avançar com treinos e provas mais duras e longas.
 
No fim-de-semana antes dos Abutres, fui correr 35km em estrada, entre Cascais e o Terreiro do Paço, no âmbito da preparação para a Maratona de Barcelona (13 de Março) e senti-me mega bem. Foi então cheia de confiança que olhei para os 25km dos Trilhos dos Abutres. Para evitar o "solo duro" (possibilidade de dormir num pavilhão com saco de cama e colchões), decidi aproveitar a boleia do Miguel e Bernadete às 6 da manhã de sábado. Passei a viagem toda a dormir e só acordei quando chegámos à Miranda do Corvo. Chegamos 10 minutos antes da partida da prova dos 50km. Que bom! Adorei ver o pessoal conhecido na linha de partida desta grande aventura e ainda consegui desejar boa sorte ao Tiago e João. Que frio que estava!
 
Duas horas depois arrancaria a prova dos 25km. Depois do pequeno-almoço tomado encontrei-me com a Sara para o controle zero (onde controlam se temos todo o material obrigatório). Decidimos fazer a prova juntas o que implicaria um ritmo abaixo do meu, mas não me importo nada. Gosto de fazer companhia ao pessoal em estreias destas! Para mim, nos Abutres também foi estreia, mas já tinha corrido na Serra da Lousã umas 3 ou 4 vezes. 
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Adorei todo o percurso. Muitos trilhos técnicos, alguns onde dificilmente dá para correr. Serra acima e abaixo, vistas fantásticas. Uma delícia de sentidos; cheiro à eucalipto e ervas aromáticas, sol a bater na cara, vistas espectaculares, pássaros e correntes de riachos nos ouvidos. 
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Em suma: adorei a prova. Uma excelente organização, desde a zona de partida / meta, aos abastecimentos, à sinalização. Tudo muito bom. Em termos de dificuldade, estava a espera de algo mais duro. Penso que foi graças às condições climatéricas que a prova se tornou mais acessível. Desfrutei dos trilhos ao máximo e, quando cheguei, só pensei: quero mais. Será que para o ano vou aos 50k?
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Sara Dias:
 

Os nervos eram mais que muitos, naquele frenesim que nos dá força para tudo mas que ao mesmo tempo nos tira a força das pernas. Dei por mim já tinha controlo zero feito, os meus olhos percorriam o pavilhão à procura da Bo, eis que nos encontramos. Entre fotos e expectativas para a prova, decidimos ir juntas.


Era a minha primeira vez naquela serra e numa prova tão exigente.


PARTIDA… agora já não há volta a dar, pensei eu para comigo, mas aqui os meus nervos desaparecem por completo e é quando o meu espírito competitivo acorda. Tinha consciência que algo menos bem que eu fizesse podia ser fatal na continuação da prova.


Uma prova com trilhos técnicos entre paisagens de cortar respiração, havia locais que a força da água era tão forte que não nos conseguíamos ouvir, lama e mais lama parecia patinagem artística, subidas bem íngremes mas descidas que faziam cortar a respiração.

 

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Pessoalmente adoro este tipo de provas, adoro ficar suja de lama, de estar a todo o minuto a pensar como é a melhor maneira de me agarrar para subir ou com posso fazer a descida mais rápido. E depois desta loucura de pensamentos constantes, olhar para o relógio e ver que estou no tempo previsto, é aquilo que mais gosto.

 

A cerca de 10km do fim, surgem cãibras no pé direito depois de o ter torcido três vezes seguidas na lama. E assim percebo que afinal errei, devia ter prevenido e da forma agressiva que as estava a sentir era difícil controlar. Com esta intensidade de dor pensei desistir, pedi à Bo para seguir porque ia ficar no último abastecimento, mas não tinha de ser este o desfecho.

Ao 21km estava a chegar ao local onde ia desistir, mas depois de ter falado ao telefone com Nuno Malcata (que eu sabia que estava acompanhar), pensei não quebraste até aqui agora segue forte que acabas isto.

 

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Em conclusão os VI Trilho dos Abutres feito, organização excelente, marcação de percursos sem margem para dúvidas, abastecimentos bem organizados e sem falhas de nada, paisagens lindas, trilhos desafiantes na serra que me conquistou o coração. Adorei esta prova.

Até para o ano Abutres.

 
 
Prova dos 50km
 

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 João Gonçalves:
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Já algum tempo que tinha vontade de fazer esta prova - Trilhos dos Abutres, prova que toda a gente fala pela sua dureza, dificuldade técnica e que toda a gente tem medo... E foi dentro desta mística de receio e vontade que parti para esta aventura de peito cheio... Amante de trilhos mais técnicos e da Serra da Lousã, sabia dentro de mão que o percurso não me iria desiludir, vegetação verdejante, riachos e ribeiros de água que nos gela aos até aos ossos e nos aquece a alma e nos faz sentir únicos e especiais por poder correr num sitio mágico como aquele.

 

Em conversa com o Tiago Portugal, já repetente na prova, sabia que teria pela frente um percurso muito duro, exigente e perigoso, onde o acto de correr é na maior parte das vezes afastado, pois escala-se muito, onde o recurso às mãos para agarrar, afastar é uma constante e as descidas são feitas num saltitar de pedra em pedra em desníveis de percentagens alucinantes e que para atingir um bom ritmo é necessário desligar o cérebro para não deixar que o medo impere e se apudere das pernas, um bom exemplo é "A" descida de cerca de 5k até ao primeiro posto de corte de tempo que pelo corpo parece que não acaba nunca, mas pela cabeça esperamos que não acabe pois a sua beleza é enorme.

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Abutres é sinal de lama e sim paguei para ter lama e tive-a e doses generosas - OK! O ano passado é que foi. Já sei disso! - mas ficar enterrado acima do joelho num trilho que parece ter saído da pista de lodo dos fuzileiros, por várias vezes, dá para ter uma ideia da coisa.

 

Quanto à organização, das melhores que tenho visto em todos os aspectos, nota máxima em todos os aspectos... Faço uma vénia à organização e a todos os voluntários que tudo fizeram para a segurança e bem estar dos atletas e acompanhantes. TOP!

 

Como já, devem ter reparado não foi muito descritivo da prova e sim foi de propósito, a prova merece que fique este "desconhecido" no ar... Queres saber como é? Vai e arrisca! Vais ver os Abutres são Brutos sim, mas são Belos...

 

 
 
 
Tiago Portugal:
  
Abutre: É o nome vulgar dado às aves falconiformes da família Accipitridae, de hábitos necrófagos. Os abutres são aves de grande envergadura, usando correntes de ar quente para planar, têm cauda pequena e geralmente são desprovidos de penas na cabeça.

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Necrófagos!!! Os 50km de trilhos que compõem esta prova alimentam-se de facto de muitos dos corredores que se atrevem a desafiá-la, e os menos audazes e preparados por norma não escapam à sua dureza e ficam pelo caminho, experiência que vivi em 2015 ao 25 quilômetro.

 

Tenho um carinho muito especial por esta prova por ter sido a “minha” primeira ultra , em2014. Talvez não seja a melhor prova para nos iniciarmos nesta distância mas na altura não sabia no que me metia e fui destemido para a partida, apanhei logo 2 socos no estômago.

 

Este ano era diferente. Ainda tenho bem presente as memórias do ano passado em que fui forçado a desistir e sabia que iria ter que trabalhar e batalhar muito para atingir o meu objetivo, que era simplesmente acabar.

 

Por diversas vicissitudes pessoais os meus treinos de corrida têm sido muito reduzidos e sabia que sem treinar não podia exigir mais do que simplesmente tentar terminar o que iniciei em 2015. Com os pés bem assentes na terra estabeleci 3 objetivos:

  1. Terminar a prova em 8h-9h, o que seria na mina forma atual quase um milagre;
  2. Terminar em menos de 10h, o que veio a suceder;
  3. Simplesmente acabar a prova.

 

Consegui atingir 2 dos objetivos a que me propus, é verdade que não eram dos mais audazes, mas é preciso estar consciente das nossas limitações e capacidades.

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Não me vou alongar muito sobre a beleza da prova e dos seus trilhos pois é evidente e são muitos os registos que relatam a beleza e dureza da prova. Não é à toa que já é a 3ª vez que me aventuro por aqueles caminhos. Não é o estilo de prova que mais gosto, a verdade é que não se corre muito, vai-se correndo quando se pode, e não são muitas essas oportunidades. Alguma escalada, alguma corrida, aventura e muita caminhada.

 

Todos os anos afirmo que não volto mais e esse sentimento ainda dura alguns meses mas depois o apelo torna-se enorme e lá tenho que regressar para me desafiar. A organização é toda ela 5 estrelas e a feira abútrica  é simplesmente a melhor.

 

Em 2016 espero lá, ou talvez não, por vocês.

 

--

E tu, foste? O que achaste?

 

Race Report: AX Trail 2015

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Por Bo Irik:

 

Sobre o AX Trail:

Em 2014 alguns elementos da crew do Correr na Cidade deslocaram-se à Serra da Lousã para correr nos seus belos trilhos numa prova organizada pelo AX Trail – Go Outdoor. Na altura, entrevistámos o diretor da prova para conhecer um pouco melhor do conceito do AX Trail.

 

Em 2014, adorámos a experiência, e por isso a Bo, este ano voltou a inscrever-se. Este ano, na quarta edição do UTAX (Ultra Trail das Aldeias do Xisto), a base de operações foi Miranda do Corvo, garantindo assim a continuidade do evento e o princípio da rotatividade entre os vários Municípios da Serra da Lousã. O programa incluiu três provas de carácter competivo - UTAX (112km), TSL (51km) e TX (22km) -, uma prova de iniciação ao Trail - o Mini Trail do Xisto (10km), uma caminhada, dois eventos de carácter social (AXtrail Kids e AXtrail da Inclusão) e ainda uma Feira de Equipamento Técnico, Artesanato e Produtos Regionais.

 

51km ou 22km?

O ano passado, participei no TSL que teve uma distância de 43km. Foi uma verdadeira viagem de superação. Adorei. Adorei a Serra e a organização da prova e não tinha dúvidas que voltaria no ano seguinte.

 

Assim, este ano inscrevi-me novamente na prova TSL, que seria de 52km, pois os cento-e-tal para mim estão fora de questão. Na sequência de um primeiro semestre de 2015 muito intenso em termos de provas de longa distância - em fevereiro a Maratona de Sevilla, em março o Ultra-Trail de Piódão, em abril o Gerês Trail Adventure e agora no final de maio o Azores Trail Run (ATR) -pareceu-me que em outubro poderia voltar a carregar nas distâncias.

 

Duas semanas antes da prova que decidi pedir à organização da mesma que alterassem a minha inscrição dos 51 para os 22km. Foi uma decisão nada fácil mas a mais acertada (também agora, olhando para trás). Na verdade, no final de junho despedi-me do meu trabalho estável e a tempo inteiro para me lançar numa aventura profissional no mundo das startups. Estou mega contente com esta decisão, sinto-me muito mais feliz, mas também trouxe consigo alguns desafios. Um dos maiores desafios é questão da gestão do tempo, pois, quando estamos a trabalhar num projeto nosso torna-se mais fácil tornarmo-nos “workaholics” e ao final do dia, em vez de ir treinar, continuar a trabalhar mais um pouco. Foi isso que aconteceu. Agora já consigo lidar melhor com isso mas houve meses em que, também devido às tentações do verão (copos e festas), treinava muito pouco. Assim, o tempo de treino para o AX Trail foi se encurtando e nada de treinos longos ou treinos de trilhos com um bom D+.

 

Deste modo, e uma vez que senti que com apenas treinos de 10km (embora vários por semana e também treinos no ginásio), não seria uma boa ideia jogar-me aos 52km. O meu corpo não merecia. Segui o conselho do Luís Moura e decidi mudar a inscrição para os 22km e assim desfrutar da Serra sem abusar do meu físico. Foi uma decisão difícil porque no ano passado, depois dos 43km na Serra, senti vontade que queria fazer mais e sabia que os 22km não satisfariam. Por outro lado, tinha combinado fazer a prova com a Rute, a minha amiga e companheira na aventura ao longo dos 53km do Piódão. Sabia que ela iria ficar desiludida comigo mas também que respeitaria a minha decisão.

 

E foi isso que que em vez de evoluir do TSL em 2014 para o UTAX em 2015, que para alguns seria uma evolução lógica, “retrocedi” e inscrevi-me no TX.

 

A minha vivência do AX Trail 2015

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Este ano fui a única do Correr na Cidade a participar no AX Trail. Houve alguns elementos da crew que quereriam ir mas que por vários motivos não puderam. Felizmente a minha companheira dos trilhos, a Rute, ia e assim juntámo-nos a mais dois amigos e viemos juntos, de Lisboa a Miranda do Corvo, onde ficámos hospedados numa pensão.

 

A Joana Sofia que veio connosco aventurou-se, pela primeira vez, numa prova de três dígitos. Foi emocionante acompanhar toda a preparação pré-prova e a partida da Joana. A prova rainha do AX Trail, o UTAX de 112km partiu à meia-noite de sexta para sábado. Foi realmente um momento muito emocionante ver tantos amigos e amigas partirem para uma aventura tão grande pela Serra àquela hora e ainda por cima tendo em conta as condições atmosféricas que se previam. 

 

Na manhã de sábado, a Rute partiu para a prova dos 51km duas horas antes da minha, pelas 8h30 da manhã. Às 10h30 deu-se a partida do TX, parti entre caras conhecidas do mundo dos trilhos – a Romina, Kikas, Eugénia e Manuel – e reinava um ambiente de festa. Quando se deu o tiro da partida só pensei: meu deus, a Joana já vai com dez horas e meia de prova e correu pela noite fora.

 

Estava uma temperatura bastante agradável, algo abafado até, e nos primeiros quilómetros da prova tive algumas dificuldades em “entrar” no ritmo respiratório certo e também algumas dores nos gémeos. É comum ter um arranque algo enferrujado, mas também sei, que depois de 4 ou 5km, normalmente melhoro. Assim abrandei e fui ficando um pouco para trás. Foi bom, ia com calma, estava sol e desfrutei muito da paisagem, até fui tirando fotos e conhecendo pessoal ao longo do trilho.

 

Quando já me sentia melhor, senti vontade de acelerar um bocado. Infelizmente tal foi difícil, pois estávamos num single track maravilhoso, mas difícil para se ultrapassar e eu também não gosto nada de pedir licença para ultrapassar. Foi depois do primeiro abastecimento, onde estive muito pouco tempo, que consegui carregar no acelerador. Estávamos no ponto mais alto da prova e a partir daí seria mais a descer do que a subir.

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Foi aí, do km 10 ao 12, que tive o que tanto queria: “Eu e o trilho”. Até vai ao encontro do slogan da prova, “És tu e o trilho”. Sonhara em correr sozinha na linda Serra da Lousã, sem ver ninguém à minha frente nem atrás de mim. Soube tão bem. Chovia torrencialmente e estava muito vento, mas tal, apenas intensificou o momento de puro prazer. Trilhos estreitos lindos. Técnicos, mas que permitiam correr. Infelizmente o momento não durou muito. Ao km 13 encontrei um engarrafamento, pois, havia uma descida íngreme e difícil onde só passava uma pessoa de casa vez.

 

Foi daí até ao segundo abastecimento que fomos em fila indiana num ziguezague de trilhos extremamente técnicos e cheios de lama, com raízes e pedras a descer. Eu adoro esses trilhos assim. Ainda bem que tinha os bastões comigo. Ajudaram muito. Fiz esse troço com o senhor António de 64 anos e que já corre em trilhos há 40. Que conversa tão inspiradora. Ainda posso correr 40 anos nos trilhos, pelo menos! :D O último km antes do abastecimento foi ótimo para acelerar sem pensar, foi só seguir os passos do António.

 

A partir do segundo abastecimento, perdi o António, mas encontrei outras caras conhecidas. Abasteci rapidamente o soft flask (adorei a experiência com este tipo de depósitos, são mega eficientes e rápidos) e peguei nuns amendoins para não perder o ritmo e rapidamente continuar. Mais trilhos mágicos por pinhais e florestas de eucalipto seguiam. Apanhei a Romina e seguimos juntas até a meta. Puxámos uma pela outra e posso dizer que os últimos quilómetros foram feitos a um bom ritmo. Ultrapassámos algumas pessoas mas, em simultâneo, desfrutámos da natureza.

 

Os últimos 500m antes da meta foram percorridos numa ponte pedonal em madeira, muito gira, já em Miranda do Corvo. Passei a meta na companhia da Romina. Se foi emocionante? Foi. Se gostei? Sim. Mas preferia ter corrido mais uns quilómetros :)

 

Terminada a prova, fui ao hotel, que ficava a 10min a andar, tomar banho (se bem, que a chuva torrencial me tinha já deixado bem limpinha), para depois voltar à zona da meta para receber e apoiar os restantes atletas. A meta estava instalada numa zona muito simpática da vila, rodeada de cafés, tornando a “espera” mais agradável para quem esperava os atletas. Fiquei na zona da meta à espera da Rute. Estava preocupada, pois as condições atmosféricas na Serra estavam muito adversas. Quando a Rute chegou fizemos uma verdadeira festa. Que alívio e que orgulho! Este ano o TSL foi muito mais duro que o ano passado e a Rute está de parabéns. Durante a espera pela Rute fomos recebendo vários atletas dos 50 e 100km. Foi ótimo apoiar estes campeões nos seus últimos metros e dar-lhes os parabéns.

 

Material usado:

- mochila: colete Raidlight Gilet (Adorei. Acho que finalmente encontrei “a” mochila para mim - review em breve);

- bastões: Karimor

- calçadoMerrell All Out Peak

 

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Pontos positivos:

  • Partida / Meta: muito bem preparado logisticamente, com cafés e esplanadas, casas de banho, feira de artesanato e material técnico. O evento contou com um comentador que animava as partidas e parabenizava os “finishers”.
  • Excelente organização e comunicação (secretariado).
  • Senha para uma refeição num dos três restaurantes aderentes com um menu completos válido durante o sábado e domingo.
  • Na prova Trail do Xisto, o percurso foi muito bem desenhado, passando por muitos single tracks e poucos estradões e ainda menos asfalto (mas ouvi dizer que o UTAX passou por mais estradões).

 

Pontos a melhorar:

  • Abastecimentos: embora muito completos, em termos de comida e bebida (havia vários com sopas e sandes), tendo em conta as condições extremamente adversas, poderia ter havido mais abastecimentos. Nas provas TSL e UTAX houve espaços com mais de 15km entre abastecimentos que tendo em conta as condições do tempo e dificuldade do trilho, a meu ver, é demasiado. Na prova TX, dois abastecimentos foi o suficiente.
  • Suporte: mais uma vez, devido às condições climatéricas extremas, penso que poderia ter havido mais suporte (bombeiros ou voluntários) nos troços mais perigosos das provas.
  • Dificuldade extrema no troço final do TSL e UTAX: foram vários atletas que participaram nestas provas que demonstraram alguma insatisfação no que toca ao nível extremos de dificuldade nos últimos 10km de prova. De facto, este troço era comum às três provas, sendo que a maioria dos atletas, passaram neste troço quando este já tinha sido “desbravado” por centenas de atletas que por aí já tinham passado, piorando o seu estado. Havia muita lama.
  • Prémio de finisher: havia prémios para os finishers das provas TSL e UTAX mas não para a prova TX enquanto esta é igualmente considerada "competitiva" no regulamento da prova. No entanto, acho um ponto positivo os prémios serem vestuário (t-shirt técnicas e camisola) e não medalhas.

 

Em suma, sou fã da Serra da Lousã e sou fã do AX Trail. Em 2016, pelo terceiro ano consecutivo, conto voltar. Mas antes disso, gostaria de voltar à minha Serra preferida. Abutres, a prova pequena, talvez, ou então em junho no Louzan Trail.

 

Nota: a primeira foto é da autoria do Miro Cerqueira e as duas últimas fotos são da autoria do Narciso Neves.

Ansiedade pré Trail Serra da Lousã

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Por Nuno Malcata:

É amanhã. É finalmente amanhã o Trail Serra da Lousã (TSL) do AXtrail®series 2014.

 

Depois da Maratona de estrada em Sevilha no passado mês de Fevereiro, iniciei o meu percurso em trilhos com 22Km no Trail do Piodão no final de Março, na primeira Crew Trip que fiz com a Crew do Correr na Cidade. Foi uma experiência fantástica, embora muito dura, e ficou a vontade de aprender e evoluir mais para correr nos trilhos.
 

O regresso à Lousã foi feito em Junho no Louzan Trail, 33Km fabulosos onde me senti muito bem, na mais memorável prova de Trail que fiz até agora.

 

Decidido a voltar à Serra da Lousã e a evoluir em Trail, preferi, depois do Louzan Trail, não voltar a fazer uma segunda Maratona de estrada em 2014 e inscrever-me no Trail Serra da Lousã, para completar os mais de 42Km, desta vez em trilhos.

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Durante os meses de Julho e Agosto treinei bem, perdi peso, fortaleci o corpo e no final de Agosto estava a evoluir bem na preparação para o TSL.

 

No início de Setembro, com praticamente 15 dias de férias sem treinar, muito do trabalho feito perdeu-se, e no retomar dos treinos o corpo demorou a reagir e a preparação planeada não foi feita como queria.

 

Apesar de não estar tão preparado como desejava, desde o Piódão até hoje, muito aprendi, tanto tecnicamente em muitos treinos com amigos bem mais experientes, como no conhecer das minhas capacidade físicas e no lidar com as minhas limitações.

 

Testei várias vezes o equipamento com o qual vou fazer a prova,  e preparei ao pormenor a alimentação que vou fazer. As dúvidas são: em que fases da prova as pernas vão querer ceder e como vou lidar mentalmente com a mais que provável quebra física.

 

Gosto de ir com antecedência para estas provas e esta não é excepção, nesta Running Trip, da Crew do Correr na Cidade vou eu e a Bo Irik, aos quais se juntam mais 3 pessoas fantásticas, a Rute Fernandes, a Patrícia Mar e o João Gonçalves, todos estreantes na distância a realizar.

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O ambiente na preparação da viagem e tudo o que envolve a prova tem sido fantástico e a ansiedade para a prova não é grande, é ENORME.

 

Tanto para nós, como para todos aqueles que vão se desafiar nesta prova, e são muitos aqueles que vamos reencontrar na Serra da Lousã, estes últimos dias têm sido eléctricos, e não vemos a hora de iniciar a prova.

 

O desafio está aí, em enfrentar o desconhecido, sabendo que inevitavelmente vamos ter de nos superar, mas não por cada um, mas com o apoio uns dos outros, e vamos nos divertir ... MUITO.

 

Nos próximos dias diremos como correu, está tudo pronto, nós estamos prontos e tão mas tão... ansiosos. 

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