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Correr na Cidade

Coração só temos um, ame-o.

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Por Bo Irik:

 

Este ano não participei na São Silvestre de Lisboa, na qual costumo participar todos os anos. Estava a acompanhar a prova pela net, para saber como vos tinha corrido, até que o Filipe partilhou que “na subida para a rotunda do Marquês de Pombal estava um senhor, novo, deitado no chão a levar massagem cardíaca”. O Filipe ficou impressionado, e muito. Eu não assisti à situação neste caso mas já vi situações idênticas noutras provas e fiquei também com um vazio no estômago. O Filipe partilhou ainda que, “ao passar pelo cenário, nada agradável, estava lá o nosso Tiago Portugal a ajudar o senhor. O Tiago não correu mais, mas se calhar ajudou a salvar uma vida”. O meu objetivo com este texto não é homenagear o Tiago; é sim, acordar-vos para este tipo de situações.

 

É um facto que muitos acidentes cardiovasculares não podem ser prevenidos porque podem não apresentar sintomas, mas também existem casos em que podemos prevenir este tipo de situações. Foi por isso que, no Verão de 2014, quando me comecei a preparar para a minha primeira maratona, a de Sevilla em fevereiro de 2015, fui ao hospital fazer um check-up ao coração. Coração só tenho um e quero tratá-lo bem. Fiz um eletrocardiograma, um Echo Doppler (ecocardiograma) e a prova de esforço. Para além disso fiz análises ao sangue e à urina, que até então nunca tinha feito porque era uma “menina jovem e muito saudável”.

 

Em termos práticos, gastei pouco tempo no hospital e em termos financeiros também não gastei um balúrdio. Em relação às despesas, temos que ver o tipo de seguro de saúde que temos. Eu fui ao hospital privado, mas também podemos falar com o nosso médico de família e solicitar este tipo de check-up mencionando o objetivo da prática desportiva. Quando cheguei ao hospital para fazer os exames os médicos perguntaram logo: mas porque é que a menina com essa idade quer fazer estes exames? Ou seja, nem os médicos acham “normal” fazermos este tipo de exames. Devia ser normal. Todos os atletas deviam fazê-lo. Mas entre tu e os teus amigos corredores, quantos já o fizeram?

 

Acho que grande parte da prevenção deste tipo de situações como a da São Silvestre parte de nós próprios. Somos nós que devemos saber os nossos limites e somos nós que devemos cuidar do nosso corpo. No entanto, nalguns países, ou melhor, nalgumas provas, a autoridade impõe-se neste tipo de prevenção ao exigir atestados médicos para a participação em provas. Em Portugal, nas provas de 10K ou Meias Maratonas nas quais participei tal não acontece. Nem nas ultramaratonas em trilhos portugueses (em Portugal, só no OH MEU DEUS - Ultra Trail Serra Da Estrela - 100 Milhas é obrigatória a apresentação de atestado médico)! Aconteceu sim no Prom Classic, uma prova de 10K que se realiza no início de cada ano em Nice, França.

 

Inscrevi-me nesta prova, pela internet, mas foi exigido logo um atestado médico. Lembraste-te do atestado que tiveste que pedir para tirar a carta de condução? Pois, é algo parecido. Um documento onde o médico declara que estamos aptos para a prática de atividade física, ligeira e moderada, não federada, e adequada ao participante. Não sei que exames / análises se fazem normalmente; no meu caso foi muito rápido. Bastou apresentar os resultados das análises que fiz ao coração e ao sangue o ano passado e ouvir a respiração, em repouso. Questiono então porque e que nalguns países em provas “pequenas” com as de 10k exigem atestados e noutros, nem em ultramaratonas e provas de três dígitos o exigem. Será que em Portugal as organizações das provas também deveriam exigir atestados para evitar este tipo de situações?

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Outra coisa que acho é que cada um de nós, enquanto atleta, pode e deve fazer, é tirar um curso de primeiros socorros. Há cursos de 4 ou 5 sessões em horário pós laboral, baratos ou até gratuitos, que podem ensinar-te a salvar vidas. Sabes fazer uma massagem cardíaca? Sabes em que situações deves imobilizar a pessoa ou não? Lembras-te da posição lateral de segurança? Estancar uma ferida? Tudo isto pode salvar vidas, ainda mais em meios sem equipas de emergência por perto, como é o caso de trilhos.

 

O senhor que foi assistido na São Silvestre de Lisboa está, segundo informações da organização, fora de perigo e a recuperar. Felizmente.

 

Proponho-te então uma excelente resolução para 2016: faz um check-up médico para corredores e tira um curso de primeiros socorros.

 

Bons treinos e boas entradas!

Review: Pearl Izumi E:Motion Trail N2

Modelo: Pearl Izumi E:Motion Trail N2

Testado por: João Gonçalves

Características pessoais: Neutro e 73Kg de peso

Condições de teste: Mais de 100km percorridos em trilhos por Monsanto, Serra do Buçaco e Serra de São Mamede, passando por vários tipo de terreno e ambientes de treino, foram também a minha escolha para fazer o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos.

 

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Confesso que só há relativamente pouco tempo, tomei conhecimento que a Pearl Izumi estava implementada do mercado da corrida, pois apenas tinha conhecimento da marca pela sua presença no ciclismo, e como eu, acredito que esta seja ainda uma opinião generalizada, contudo começa a notar-se uma aposta forte da marca na entrada neste segmento e que merece o meu aplauso, pois acredito que há um lugar para ela.

 

Há semelhança dos Pearl Izumi E:Motion M2, já testados pelo Tiago Portugal, estes N2 também fazem parte da linha E:Motion que divide o amortecimento em níveis, estando estes no nível 2 que representa o “Moderado”, quanto ao “N” significa Neutro, ou seja, é uma sapatilha indicada para corredores de passada neutra que apreciam algum amortecimento durante as suas corridas.

 

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Quanto ao teste efetuado a estas sapatilhas foi positivo? Com tinha já referido no Unboxing e 1ª Impressão,  algo me dizia que ia gostar muito destas sapatilhas e não me enganei, são umas sapatilhas leves, super confortáveis e fáceis de usar deste a primeira corrida, basicamente é como calcar umas meias.

 

Design e Construção

 

Não escondo, gosto muito design destas sapatilhas, acho-as bastante bem conseguidas, aliás foi um dos primeiros comentários que tive quando as vi pela primeira vez, num esquema de cores simples, tendo a base em preto e um azul quase elétrico que realça todos os pormenores da sapatilha, desde a sola, ao logo da marca situado na lateral e as zonas que envolvem e dão aperto ao pé. Os atacadores também são no mesmo tons de azul e possuem uma forma não usual, a sua forma quase se assemelha a uma tira de salchichas frescas com zonas mais salientes que permitem não só, que depois de apertados o nó permaneça no “sitio” sem problema, como dão alguma flexibilidade aos atacadores permitindo maior conforto.

 

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É de realçar a qualidade dos restantes materiais e os acabamentos utilizados tanto no upper como no seu interior, no que toca à sola o desgaste é praticamente inexistente ao fim de mais de 100km.

 

Em resumo no design e construção, as N2 desta marca japonesa levam uma nota muito positiva.

  

Estabilidade e Aderência

 

Como todas as sapatilhas da linha E:Motion, a Pearl Izumi uma tecnologia denominada de Dynamic Offset que proporciona uma transição suave desde o momento que pé toca no solo até ao momento que o larga o solo, o que permite são só estabilidade na passada como uma bom retorno de energia.

 

Como já indicado, estes N2 são sapatilhas para uma passada neutra indicados para corredores queiram um leveza e conforto, dois pontos que por vezes não estão sempre ligados, a zona do calcanhar está bastante reforçada e em conjunto com a palmilha que tem uma forma de copa, permite um bom encaixe para o pé, garantido a estabilidade nesta região.

 

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Contudo é neste ponto que tenho os meus senão a estas sapatilhas e vou dividir aqui este ponto em dois:

 

Se estamos a falar de percurso em trilhos muito corríveis e rápidos e sem grande dificuldade técnica, estas N2 são fantásticas, é esta a sua praia, rápidas, leves, confortáveis e boa aderência ao piso, não foi à toa que foram a minha escolha para o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos que para mim tem todas estas caraterísticas.

 

No caso de estar de percursos mais técnicos onde a exigência das sapatilhas é levada a outro nível a minha pontuação não pode ser tão alta, pois é aqui que estas N2 mostram algumas deficiências tanto em termos de estabilidade como de aderência ao piso, o pé tende a movimentar-se muito no interior da sapatilha, quando entramos em terrenos mais sinuosas, bem como a sola tente a derrapar constantemente não transmitindo muita confiança.

 

É um modelo pensado para os chamados “estradões” em terra batida, menos técnicos e sinuosos e devo salientar que neste campo fazem o seu trabalho de maneira irrepreensível.

 

 

Conforto

 

Como já referi, são como calcar umas meias, é uma sapatilha que se nota confortável deste a sua primeira utilização, o seu ajuste é perfeito e depois dos atacadores bem atados sentimos que o pé fica envolvido e ajustado na perfeição.

Outro ponto que considero muito importante é a escolha de materiais e aos acabamentos do upper das N2, num material de excelente qualidade e sem existência de costuras, contribuem para uma sensação de “um todo” quando calçamos estas N2.

 

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Tendo eu a parte da frente do pé bastante larga, existem muitos modelos nos quais sinto confortável, mas para minha satisfação o mesmo não acontece com estas sapatilhas, são suficientemente largas à frente o que permite abrir os dedos dos pés nas sua totalidade, ainda na zona frontal das sapatilhas, existe um bom reforço na sua construção que oferece uma boa proteção quando bateremos contra um outro objeto mais duro, seja uma pedra ou uma raiz mais saliente, para uma proteção extra contra estes objetos, mas desta vez quando os pisamos, existe também uma rock plate que protege a sola do pé.

 

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Em suma, é uma sapatilha muito confortável deste a sua primeira utilização, mesmo em treinos em cenários de grande calor, estas demonstraram capazes de o dissipar bastante bem, mantendo o pé seco, levando assim um óptima pontuação neste ponto.

 

Ficou a faltar o teste em condições de chuva mas dada a altura do ano, não foi possível efetuar o mesmo.

 

Amortecimento

 

Estas E:Motion N2 enquadram-se no segundo nível de amortecimento (moderado) da Pearl Izumi e com um drop de 4mm anunciado pela marca, estas sapatilhas conferem um amortecimento confortável que permite atacar o solo com confiança e garantia que não nos vamos aleijar ao pisar certas regiões de terreno, sem no entanto perdermos o taco do chão. A sola é composta por vários níveis de densidade que para além de absorverem os impactos de uma forma excelente devolvem a energia para a passada, aliado ao facto de serem sapatilhas leves, torna-as bastante rápidas. 

 

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Nesta secção não à muito mais a dizer, o amortecimento excelente, moderado mas confortável o suficiente para absorver os impactos sem perdermos a sensação do ambiente que nos rodeia, permitindo atacar o solo de uma forma mais agressiva com conforto.

 

 

Preço

 

O PVP ronda os 100€ - 120€, que tendo em conta a qualidade dos materiais e a qualidade de construção é um preço justo, só não levam um pontuação mais elevada neste ponto, pois na minha opinião são muito específicas em termos de terreno.

 

Avaliação Final

Design/Construção 19/20

Estabilidade e Aderência 16/20

Conforto 18/20

Amortecimento 18/20

Preço 17/20

 

Total 88/100

 

Em resumo e em jeito de balanço, estas Pearl Izumi N2 Trail são sapatilhas que não desiludiram, adorei usa-las ao longo durante os testes e sem sombra de dúvidas que vão entrar na minha rotação para treinos e provas até 30K sem grande exigência a nível técnico, gostaria sim, que neste campo elas demonstrassem outra eficiência, contudo, não foi para isto que foram construídas e assim são umas sapatilhas bem verdadeiras.

 

Uma excelente escolha para quem quer umas sapatilhas rápidas, leves e confortáveis.

 

Review: Pearl Izumi E:Motion M2 Trail

IMG_1520.JPGModelo: Pearl Izumi E:Motion Trail M2

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: Mais de 150km percorridos nos trilhos de Monsanto e Sintra. Descidas e trilhos com partes mais técnicas e treinos mais rápidos em terra batida com algumas secções feitas em estrada. Treinos maioritariamente entre 10-20km com 2 treinos de mais de 4 horas, 25-30km.

 

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 A Pearl Izumi é uma das marcas que sempre me despertaram maior curiosidade pelo seu design apelativo e características dos vários modelos.

 

Em Portugal é uma marca que já tem alguma visibilidade no ciclismo e que está finalmente a começar a apostar no mercado da corrida com a venda de alguns modelos. Já está disponível em algumas lojas do norte do país e brevemente irão poder ver e experimentar alguns modelos na região de Lisboa e arredores.

 

Os Pearl Izumi E:Motion Trail M2 testados foram gentilmente cedidos pela Sociedade Comercial do Vouga, distribuidor oficial da marca em Portugal e o conteúdo do texto reflete uma opinião pessoal relativamente ao modelo testado.

 

150km depois será que os Pearl Izumi passaram no teste? Sem dúvida que sim, foram uma agradável surpresa.

 

Um modelo muito confortável com um rendimento bom em quase todos os pisos e que rapidamente me transmitiram confiança para correr sem medo. Entraram na minha rotação de sapatilhas e serão a minha escolha para provas e treinos até 25-30km. Será o modelo que irei utilizar nos 25km do Trail de Óbidos dia 1 de agosto.  IMG_1518.JPG

 Design e Construção

 

Como já referi, uma das características que mais me fascinam nos modelos da Pearl Izumi é o design. Gosto muito do formato dos vários modelos e acho que a combinação de cores é muito bem conseguida. Este modelo não foi exceção, a parte superior é em 2 tons de cinzento com pormenores azuis e laranjas. A sola é ao longo de toda a sapatilha laranja com a exceção de uma parte azul que percorre a sola desde o calcanhar até à proteção dos dedos. O logo da marca esta situado na zona lateral externa também ele em tons laranja. Nenhum pormenor foi deixado ao acaso e até os atacadores são azuis. Em termos de formato não têm aquele aspeto de sapatilha típica de corrida e parecem-se mais com um modelo casual. A Pearl Izumi não deixa nada ao acaso como comprova a qualidade do material e dos acabamentos deste modelo, que são extraordinários. Os atacadores deste modelo tem um formato diferente do usual, não são retos e direitos mas tem zonas ovais mais saídas que tem como propósito manter seguro o aperto das sapatilhas. Tudo pensado portanto.

 

Mais de 150km depois com exceção de uma parte de EVA que está exposta na sola não se nota nenhuma marca de uso ou degradação dos materiais.

 

Em termos de design e construção nota muito positiva para os Trail M2 desta marca japonesa.

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Estabilidade e Aderência

 

Da mesma forma que a Pearl Izumi utiliza números para identificar os vários níveis de amortecimento também utiliza as letras N, M e H para facilmente se saber se o modelo contém características que dão maior estabilidade e suporte.  

 

Neste caso o M significa Midfoot Stability ou seja estabilidade do meio pé, um modelo produzido para os corredores que pretendem um sapato dinâmico mas que ofereça estabilidade e algum suporte.

 

Eu sou pronador, com maior preponderância do pé direito, e à medida que vou ficando cansado essa tendência aumenta. Por norma para a prática de trail não acho que o controlo de pronação seja factor essencial e não é algo que influencie a minha escolha.

 

No entanto, este modelo apesar de não específico para pronadores tem características que dão um maior suporte e estabilidade em caso de necessidade. Na região intermédia a densidade da sola é diferente e muito maior o que permite um aumento estabilidade.

 

A zona do calcanhar está reforçada com 4 tiras azuis que garantem uma maior estabilidade ao mesmo tempo que limitam os movimentos laterias e mantêm o calcanhar preso. Em terrenos irregulares os pés não balançam tanto e o movimento interior e exterior é reduzido. A palminha utilizada tem uma copa para o calcanhar assentar e ficar bem seguro.

 

Em termos de aderência não tive problemas em nenhum tipo de terreno. Os tacos não são muito proeminentes, sensivelmente 3mm, e em terrenos mais técnicos poderemos sentir mais dificuldades e apesar de não o ter testado creio que terrenos molhados e lama podem não ser os ambientes mais indicados para usufruir de todas as capacidades deste modelo. É um modelo pensado mais para trilhos americanos, com mais terra batida e menos técnicos do que os trilhos europeus, mas para 95% dos trilhos onde costumo correr são mais do suficientes e transmitem segurança a nível de aderência. Não seriam a minha escolha para o Trilho dos Abutres ou a Serra D’Arga mas para o Piodão ou o Monte da Lua não hesitaria em utilizá-los.

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Conforto

 

O conforto é outro ponto forte deste modelo. Muito confortável à saída da caixa ou seja desde a primeira utilização. O seu ajuste é perfeito e o número corresponde, o 43, 27,5cm (número que habitualmente uso) assentou-me na perfeição. O formato desta sapatilha alarga na região da frente o que permite uma grande liberdade dos dedos do pé, pormenor que valorizo sempre ao escolher um modelo.

 

A região do calcanhar fica bem segura e sentimos que os Trail M2 envolvem todo o pé mantendo-o seguro mas sem apertar em demasia.

 

A região superior é uma das melhores partes desta sapatilha e é uma das características distintivas da marca sendo um fator de diferenciação relativamente à concorrência.  A parte superior não tem costuras e passando a mão por dentro não sentimos mesmo nada. As camadas que suportam a língua e os atacadores são termoseladas, assim como o logo da marca. A língua está presa só na frente mas apesar disso não se movimenta lateralmente. E feita de uma material esponjoso e não sendo muito grossa permite que fique bem colada e não deixe entrar detritos.  

 

Os últimos treinos de junho e os treinos de julho foram feitos em ambientes muito quentes mas em nenhum momento senti o pé a aquecer em demasia e e a malha deste modelo permite uma boa ventilação.

 

Por motivos climatéricos, e ainda bem, não testei a impermeabilidade e a secagem deste modelo sendo que não me posso pronunciar sobre essas características.

 

Tirando a rigidez inicial da rock plate foram umas sapatilhas que imediatamente me transmitiram boas sensações e confiança. Não me causaram nenhuma bolha nos pés nem nenhuma irritação ou sensibilidade. Tenho no pé direito algumas zonas mais calejadas e que facilmente ganham bolhas se a sapatilha não estiver mesmo à medida. Não foi o caso e passou este teste com distinção.

 

Na frente temos uma proteção para os dedos do pé, em azul, que evitam uma unha negra em caso de atingirmos algum obstáculo, a eficácia esta diretamente relacionada com o tamanho do objeto que atingimos, pedras e galhos grandes magoam na mesma.

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Amortecimento

 

Na preview deste modelo mencionei que a marca Pearl Izumi utiliza nos seus modelos os números 1 2 e 3 que permitem identificar o nível de amortecimento de cada uma das suas sapatilhas, (1=mínimo, 2=moderado;3=máximo).

 

A nível de amortecimento para mim este modelo está mesmo no ponto certo, conseguimos manter a sensação de contato ao chão e sentir onde pomos o pé e o que pisamos ao mesmo tempo que não sentimos cada pedra e galho a espetar-se no pé. A sola é composta por dois níveis de densidade distintos que absorvem muito bem os impactos mas sem perder a reatividade e o retorno de energia. Na zona superior da sola os compostos utilizados são mais duros e resistentes mas mesmo assim reativos. Ao mexer conseguimos sentir a sola a comprimir e depois regressar ao seu formato original. Na região do meio pé e calcanhar existem duas densidades distintas e uma parte de EVA que está exposta, não percebi ainda bem o seu propósito. Segundo a marca o drop desta sapatilha é de 4mm. Medindo em casa apurei uma altura de 22mm na região do calcanhar que vai até aos 24mm no medio pé acabando com 12-14mm na região do calcanhar, tendo pelas minhas contas um drop de 8mm.

Diria que apesar do amortecimento são umas sapatilhas agressivas a nível de contacto.

 

Nas primeiras utilizações senti alguma rigidez na região dos dedos do pé devido à presença de uma rock plate, uma placa rígida imbutida na sola na parte da frente que serve para proteger o pé, que demorou cerca de 40-50km para deixar de sentir-se. A rock plate é visível através de buracos na sola e apesar de ser rija, tem de o ser para fazer bem o seu trabalho, ainda permite algum movimento e torção naquela região.

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Preço

 

O PVPR rondará os cerca de 120 euros. Tendo em conta os materiais utilizados, os acabamentos e a durabilidade é um preço justo e de encontro aos valores praticados pela concorrência.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

 

Design/Construção: 19/20
Conforto: 19/ 20
Amortecimento: 18/20

Estabilidade/Aderência: 18/20
Preço: 18/20

TOTAL: 92/100

 

As expectativas eram elevadas e os Pearl Izumi Trail M2 não desiludiram em nenhum aspeto. Foram sem sombra de dúvida uma das melhores sapatilhas de trail que já usei e são neste momento as primeiras que tiro do armário se for fazer um treino até 20-25km. Provavelmente não serão as mais indicadas para provas muito técnicas, e em piso molhado não as pude testar, mas para treinos ou provas mais rápidas serão uma das minhas escolhas. 

 

Uma opção a considerar se está a pensar ou a precisar adquirir um novo par de sapatilhas de trail. 

 

Review: Midnight Glow by Outpace – gama masculina

Por: Tiago Portugal

 

Não é todos os dias que pudemos ser dos primeiros a experimentar produtos e artigos novos. A Sportzone permitiu que dois elementos do Correr na Cidade testassem, antes de estar disponível no mercado, a nova gama Midnight Glow especialmente desenhada e desenvolvida para os que correm à noite. Esta gama está inserida na chamada na categoria “Elite Runner”.

 A linha feminina foi testada pela Bo sendo que me coube a mim testar a gama masculina.

Em baixo um quadro com as características principais, o preço e o tamanho do equipamento que recebi.

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 Segue a minha review da gama Midnight Glow

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T'Shirt Outpace Midnight Glow

Tal como o restante equipamento da gama Midnight Glow, esta t-shirt foi desenvolvida para a prática de corrida noturna e nesse aspeto tem nota muito positiva. A estampagem frontal e as linhas refletoras nas mangas e nas costas funcionam muito bem e apesar do resto da t’shirt ser toda preta permite-nos ficar muito visíveis. Com a componente da segurança assegurada importa analisar os restantes aspetos deste modelo.

 

O PVP é de 24,99 € e sendo da gama "Elite Runner" o material utilizado e os acabamentos são bons o que lhe permite ser bastante confortável, não tive nenhum problema nas diversas vezes que já a utilizei. Achei que o tecido secava com facilidade.

 

Este modelo concorre diretamente com outros de marcas mais conceituadas, tendo como característica diferenciadora o efeito refletor “glow” que garante uma maior segurança. Se o mais importante for adquirir uma t-shirt, sem pretensões de marca, que permita correr à noite em segurança este modelo é uma boa aposta. 

 

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Casaco Outpace Midnight Glow "Weigold"

Encontrar um casaco cheio de elementos refletores e que garanta ao mesmo tempo proteção contra o vento e contra a chuva por 34,99 € é um achado, mais depressa se encontra uma agulha num palheiro. 

 

Infelizmente, não pude testar a fundo a impermeabilidade do casaco, apesar das tentativas o melhor que consegui foi um dia com chuva ligeira à qual o casaco respondeu bem.

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Os elementos refletores do casaco são muito bem pensados e estão distribuídos por todos os lados, frente e costas, inclusive no capuz.

 

Apresenta 3 bolsos de tamanho considerável que permitem guardar alguns pertences, sendo que no bolso do peito estão incorporados vários elementos refletores. À primeira vista parece um casaco um pouco pesado mas depois de o vestir achei o casaco muito confortável e quase que não o sentia durante as corridas.

 

Em termos de respirabilidade este modelo fica, para mim, um pouco aquém. Ensopa com muita facilidade, principalmente na zona do cotovelo, zona onde muitas vezes o suor e a humidade se acumulam. A zona interior do casaco tem uma espécie de rede amarela que acho estranha e não consegui identificar bem o seu propósito.

 

Relativamente ao tamanho, foi-me enviado um L e se no caso da t-shirt o L assentou que nem uma luva no casaco já ficou demasiado grande.

 

Resumindo, um casaco cheio de elementos refletores, Wind Stopper e Water Proof, ainda por testar em condições mais adversas, com um PVP de 34,99 €. Dentro desta gama de preço e apesar dos problemas com a acumulação do suor e a secagem, creio que este modelo deve ser tido em conta se esta a pensar em comprar um casaco para correr e o orçamento disponível for mais apertado.

 

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Calções

Tal como nas restastes peças, nos calções recebi um tamanho L e sendo certo que mais largo não me incomoda creio que o M me teria assentado melhor. Gostei e uso muito estes calções, de noite e de dia, sendo que já corri algumas vezes por Sintra com eles.

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O que se pode querer mais nuns calções além de conforto, secagem rápida e um bolso generoso? Bem talvez mais um ou dois bolsos dessem jeito, mas tirando esse pormenor, estes calções cumprem a sua função de forma muito meritória. Têm ainda a vantagem de incoporar vários elementos "glow" para quem pretende correr de noite. 

 

Calças Outpace Midnight Glow "Wetmore"

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Por norma não sou grande fã de calças de corrida. Acho-as desconfortáveis, passo muito tempo a “ajeitar-me” e a puxar as calças para cima, no entanto, nas 3 vezes que utilizei este modelo achei-o muito confortável. O melhor elogio que lhes posso fazer é que saía de casa e voltava e não precisava de ajeitar as calças mais do que uma vez. Como o resta da coleção Midnight Glow as calças tem vários elementos refletores que garantem uma maior visibilidade noturna.

 

No zona do tornozelo as calças têm um fecho que permite um maior ajuste na hora de as vestir, ou em caso de calor um ligeiro arrefecimento da perna.

 

Relativamente ao tamanho, o L ficou-me muito bem, justo o suficiente para me sentir confortável sem estar preso de movimentos.

 

O PVP é de 29,99 €, sendo que estão atualmente com uma promoção de 30%, a 20,99 €.

 

Resumindo, se pretende equipamento com elementos refletores para correr em maior segurança durante a noite a gama Midnight Glow da Outpace é uma boa aposta. Tenha atenção aos tamanhos, pois podem variar de artigo para artigo. 

 

Boas corridas.

Conheçam o ID-Safe, o chip especial da Amsterdam Marathon

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 Por Bo Irik:

 

Tal como sabem, a participação em provas, principalmente as de maiores distâncias, como é o caso da maratona, envolve alguns riscos para a saúde. É claro que tais riscos podem ser mitigados com uma preparação bem feita, mas é rara a maratona em que não acontecem incidentes. Na Holanda, o meu país de origem, decidiram tomar uma medida para tornar a participação em provas mais segura.

 

Segundo o jornal holandês “Het Parool”, todos os participantes da Amsterdam Marathon em outubro receberão um chip eletrónico especial que contém toda a informação pessoal e médicas do participante, para que os serviços de emergência, em caso de emergência, consigam ter acesso à toda a informação relevante de forma imediata.

 

Na prática, na maioria das grande maratonas mundiais, o dorsal tem um espaço no verso onde podem (e devem) ser preenchidos os nossos dados pessoais e alguma informação médica básica. Contudo, nem toda a gente preenche tal informação e ainda por cima casos de dorsais trocados nas provas também são cada vez mais frequentes, podendo nem o nome que consta no dorsal corresponder ao participante.

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O chip especial da Amsterdam Marathon não é de uso obrigatório. A informação que consta no chamado Safe-ID inclui o nome do participante, o nome e contacto da pessoa que deve ser chamado em caso de emergência, eventuais alergias e uso de medicamentos, e se a pessoa em causa quer ser ressuscitada ou não e se é registada ou não como doador. O chip deve ser colocado nos atacadores das sapatilhas dos atletas.

 

De acordo com “Het Parool”, a Câmara de Amesterdão chegou, no dia 2 de Abril, a um acordo com o organizador da maratona e respetivos patrocinadores para disponibilizar o chip aos mais de 43.000 pessoas que participarão no dia 18 de outubro numa das distâncias que constituem o evento. Este medida surge, em resposta aos dois participantes estrangeiros falecidos na Amsterdam Marathon em 2009 e 2013. No ano passado, durante uma das provas mais populares da Holanda, o Dam tot Damloop, faleceu uma estudante de 24 anos de idade.

 

O que acham desta medida?

A importância de ser visto quando vamos... Correr na Cidade

Quando corremos em condições de menor visibilidade, sobretudo em ambientes urbanos, a importancia de vermos e sobretudo sermos vistos é enorme.

 

A Proviz foi criada por 2 irmãos ciclistas que criaram uma linha de produtos destinada a quem como nós gosta de Correr na Cidade, seja de dia ou de noite, e quer treinar em segurança.

 

Podem conhecer toda a gama de produtos da Proviz no site da marca, http://www.provizsports.com

 

Aqui fica uma interessante infografia que podemos encontrar no Blog da Proviz

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