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Correr na Cidade

Preview : Salomon SLab SENSE 6

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Chegaram para testar uma das sapatilhas mais esperadas para esta época "2017", as Salomon SLab Sense 6.
Ao fim de 5 modelos que foram sempre sendo melhoradas a cada interação, para 2017 a Salomon subdividiu o modelo SENSE ULTRA em dois, os SENSE 6 que estamos a mostrar aqui e as SENSE ULTRA 6. As SENSE 6 mantém o mote de sapatilha super rápida e leve para trilhos rápidos ou passadas mais ligeiras/eficiente enquanto que as SENSE ULTRA aumentam de peso, proteção e conforto, indo ocupar o espaço que em 2016 era das WINGS RACING.

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As Sense no modelo original vinha com peso indicativo de 200gr e as SENSE 6 para 2017 de 220gr.
Na pratica as SENSE 1 e 2 tem 205gr e estas SENSE 6 235gr pesadas em balança. Este aumento de peso advém de um reforço nos materiais e uma muito melhor qualidade geral da sapatilha. Ainda se mantém como dos modelos mais leves à venda no mercado para correr mas agora com uma melhor resistência ao desgaste e com um pouco mais de conforto.

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De resto as características gerais como o quicklace e a meia interior que envolve o pé quase completamente e dá uma sensação de união única entre a sapatilha e o pé, ficando quase como uma extensão do nosso corpo tal a maneira como se molda e agarra o pé.

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( o lineup dos modelos 2, 3, 4, 5 e as 6 )


Vamos fazer km's para a serra e daqui a umas semanas dou feedback das mesmas.
Não deixo de ter um sorriso malandro de cada vez que olho para elas :)

 

 ( video de apresentação )

 

 

 

 Bons treinos :)

 

 

 

 

 

 

A Salomon mostra como fazer trail running

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Curiosamente a maioria dos elementos do Correr na Cidade prefere correr nos trilhos do que propriamente correr na cidade. Tem havido gente a demonstrar interesse em aventurar-se a correr nos trilhos, ou seja pratical trail running. Foi por isso que começamos os treinos Sexy Slow Trail no Jamor e em Monsanto.

 

Parece que a marca de trail running Salomon também sentiu a necessidade de ajudar praticantes de running a experimentar correr nos trilhos. A marca lançou 10 episódios de ‘How to Trail Run’ onde seguem três corredores enquanto eles se preparam para a sua primeira corrida de trail. São séries muito giras onde poderão aprender como prevenir lesões, técnicas de corrida em subida ou descida, controlar a fadiga, seguir um plano de treino, o material necessário, etc. As séries estão disponíveis online em http://howtorun.salomon.com/ 

 

Dois dos três corredores que são seguidos ao longo da série trabalham na Salomon, enquanto preparam a sua primeira corrida de trail running. Segundo a marca, “durante a sua aventura, o trio conhecerá e aprenderá com especialistas em trail running, atletas profissionais e médicos. Desta forma os espetadores poderão aprender como prevenir lesões, técnicas de subida e descida, controlar o cansaço, seguir um plano de treino e todo o material necessário à preparação para o dia da corrida”.

A série conta com conselhos da equipa internacional de Trail Running da Salomon como François d’Haene e a campeã do Km vertical, Laura Orgué. Greg Vollet, também dá o seu contributo partilhando dicas pessoais de trail running.

 

Vejam a série e se de facto sentiram o “bichinho” do trail, deixem-nos uma mensagem nos comentários para oganizarmos um treino Sexy Slow Trail em breve para quem se queira inciciar no Trail Running.

Review: Bastões Salomon MTN Outdoor

Já há muito que andava para comprar um conjunto de bastões para usar em provas de maior distância, pois cada vez que planeava em usar bastões numa prova tinha de pedir emprestado, com o risco de poder estragar material que não é meu ficando sempre com esse peso na consciência.

 

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Depois de muito ponderar o que comprar, uma vez que o investimento é de certa forma elevado, a minha escolha recaiu pelos bastões MTN Outdoor Pole da casa Salomon, uns bastões muito bem conseguidos na minha opinião.

 

Trata-se uns bastões tripartidos, ou seja dobram-se em três, com um eixo em carbono que lhe confere toda a resistência, reconhecida neste tipo de fibra, bem como a leveza - 240 gramas pelo par é um rácio excelente, tornado-os uns dos bastões mais leves do mercado.

 

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A abertura e o fecho, são super fáceis, para abrir basta esticar o bastão até ouvir um click e para fechar, bastar destrancar um botão por debaixo da pega e dobrar o bastão. As três partes não se separam mesmo com o bastão aberto, pois são ligados por um cabo que percorre o interior das secções na vertical.

 

A pega, é fabricada num material esponjoso, é muito confortável e firme, mesmo como as mãos suadas, esta possui um tamanho mais prolongado que a maioria dos bastões, permitindo várias opções e de agarre consoante o declive do terreno que estamos a querer vencer.

 

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É vendido numa única só cor e em três tamanhos: 115, 125 e 135cm consoante as necessidades do utilizador, bem com vêm com duas ponteiras, uma para terreno mais rijo e outra mais adaptada para progressões em neve ou terrenos moles.

 

O preço de venda ronda os 100€, contudo com paciência e sorte encontram-se algumas promoções em lojas online que podem este valor parar número muito mais interessantes.

 

Existe outras opções excelentes, mas caso estejam a pensar em adquirir uns bastões para as vossas actividades, juntem estes à vossa lista de comparações.

 

Bons Treinos

Review: Salomon S-LAB Wings SoftGround

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Dois meses e 206 km depois, aqui vai o que eu acho destas sapatilhas da Salomon.


Intro
Os Salomon S-Lab Wings são uma (RE)evolução completa da antiga linha SLAB XT Wings. Percorri serras e estradões perfazendo mais de 800 km com os SLAB XT 4 e 5, sendo que depois não fiz o salto para os 6 no início de 2015 pois pareciam mais do mesmo. As alteração eram ligeiras entre cada refresh de modelo, mantendo as características base muito semelhantes, sendo umas sapatilhas muito equilibradas para fazer km's, mostrando-se estáveis, duráveis (dentro do que a Salomon nos habituou), leves e muito protectoras em pisos mais agressivos. A concorrência era muito menos agressiva e elas reinavam como expoente máximo de corrida. Pena o preço e a parte superior do chassis que partia muito rápidamente.

Confesso que me senti bastante animado e ansioso quando vi a que Salomon decidiu alterar a filosofia da linha Wings, seguindo numa nova direcção daquela que vinha a fazer. É perfeitamente notório que o "velho" conceito e alma das SLAB XT estão presentes, mas com o objectivo de produzir umas sapatilhas mais leves e fáceis de usar, mas é visível o desvio de filosofia e incorporação do que é usado nas SENSE ULTRA. Isto é, sapatilhas de topo para corrida leves e rápidas, sem chegar ao extremo das SENSE ULTRA. Tão simples como isso. O melhor dos dois mundos.

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Chassi superior

Este modelo usa têxtil sintético super leve e respirável para construir a parte superior, que se adapta muito bem ao pé. Inclusive é de destacar que devido a este mesh usado, é possível usar meias finas ou até mesmo correr sem meias, como acontece com alguns atletas, devido à superior robustez e leveza do têxtil. Para fortalecer a estrutura e robustez da parte superior, o sapato usa a tecnologia Sensi-Fit, comum a outros modelos da gama SLAB, que através de segmentos vulcanizados, permite aumentar consideravelmente a robustez do conjunto contra impactos e mudanças de direção rápidas, permitindo manter o peso baixo. Dá uma estabilidade em andamentos rápidos e mudanças de direção fantástica.

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Na parte frontal encontramos um reforço grande que permite atacar tudo o que nos aparece pela frente sem medo de nos aleijarmos. Até à data protegeu-me o pé de todos os impactos com rocha e árvores nos encontros de primeiro grau que tive. A qualidade e o tamanho da proteção são muito bons.


Um pequeno detalhe que podem verificar nas fotos, é que a largura da sapatilha na parte mais frontal é ligeiramente mais reduzida do que o normal, o que pode provocar algum desconforto a quem gosta de correr com os pés mais soltos e não tão apertados.

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No meu caso em particular que costumo correr com Salomon nos modelos 42 2/3 ou 43 1/3, os 42 2/3 que recebi ficam um bocado apertados e isso sente-se. Ao percorrer a Internet apercebemos-nos que muita gente se está a queixar do mesmo e neste modelo convém usar meio número acima porque a forma está ligeiramente mais pequena.

Uma das novas features que este modelo trás face ao modelo anterior e que realmente aporta grandes benefícios, é o sistema ENDO-FIT, ou a pseudo meia-elástica que rodeia todo o pé na parte superior, logo debaixo do cordão atacador e que faz com que o pé se encaixe de uma maneira mais natural, segura e cómoda dentro da sapatilha. É quase como se a sapatilha passa-se a ser uma extensão do pé. Senti este benefício quando comecei a usar as SENSE ULTRA 3 e gostei bastante. Aqui não é diferente. Sente-se mesmo uma evolução enorme no conforto e segurança face aos anteriores Wings.

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Chassi central


O meio da sapatilha foi onde se efectuaram as alterações mais radicais. Vem dai a maior redução de peso, ao trocar a antiga estrutura mais rígida e pesada para usar agora uma espuma consistente e leve, tal como nas SENSE. De acordo com a Salomon é responsável pela redução de 40% do peso e do aumento do conforto no geral. Também tornou a sapatilha mais flexível e menos rígida na torção, muito útil em grandes declives ou mudanças de direcção muito rápidas, como acontece em zonas técnicas, tornando a sapatilha mais confortável e ágil nessas situações.
O drop da sapatilha é de 9 mm, ligeiramente acima da tendência do mercado de se concentrar agora entre o 6 e 8 mm. Não senti qualquer problema com isso.


Desapareceu também a famosa curva da sola que caracterizava o modelo SLAB Wings na parte anterior e que muita gente não gostava, sendo agora muito mais directo.

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Sola


Foi completamente redesenhada em termos de materiais e desenho tridimensional das gomas de borracha.
Na versão que estou a testar (SoftGround) as gomas são maiores e mais profundas para garantir uma maior aderência em terrenos mais húmidos e/ou enlameados, mas também existe a versão "normal", onde as gomas são um pouco mais curtas, permitindo obter uma maior tracção em terrenos mais rápidos e técnicos, assim como uma ligeira redução no peso total.
É usado também a tecnologia PRO-FEEL na sola, uma proteção extra contra rochas ou outros objectos mais pontiagudos que se pode encontrar no terreno. É uma espécie de película que se demonstra flexível e muito resistente de maneira a absorver os impactos mais fortes que ás vezes acontece, principalmente a descer.


Conforto


Muitas pessoas sentem-se muito à vontade a usar Salomon. Outros, devido ao formato e forma como as sapatilhas encaixam nos seus pés, não se conseguem habituar à rigidez que elas evidenciam. Eu adoro Salomon, já vou no meu 6º par e consigo correr perfeitamente com elas em qualquer piso, dando-me um conforto acima da média e uma segurança para atacar as subidas e descidas sem medo. Sem medo não é desrespeitar a serra/montanha, mas sim enfrentar com confiança e saber até onde podemos ir quando puxamos por nós e pelo material.
Em termos de conforto geral, está muito acima dos modelos antigos das SLAB XT e um pouco acima das SENSE ULTRA. Evolução muito boa.


Um pormenor que já é comum a vários modelos da Salomon, é que é necessário alguns km's iniciais para nos habituarmos a este tipo de estrutura. Algumas pessoas tem dado um feedback negativo das "antigas" XT Wings precisamente por terem uma curva grande até nos sentirmos confortáveis nelas. Enquanto que por exemplo nas SENSE aos fim de 3 ou 4km já sentia que elas se encaixavam bem nos meus pés, as Wings anteriores demoravam uns 30/40km até termos essa sensação. Estas Wings por serem um pouco mais flexíveis e leves que as anteriores, ao fim do primeiro treino de 8km já me sentia extremamente confortável e moldada ao meu pé. Já estavam "partidas" :)

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Design/Construção


Em termos de design e construção, a Salomon está sempre na vanguarda da tecnologia e aparência. Tem uma equipa de desenvolvimento grande, polivalente e com muita experiencia e isso nota-se no desenho das mesmas. Neste modelo em particular, sendo na sua grande maioria em preto, quase não se consegue notar muitos dos pequenos detalhes, mas eles estão lá.


Em termos de qualidade de construção, são sem dúvida as melhores e mais robustas Salomon que já testei. A qualidade dos materiais está muito acima do que eles faziam. Parece-me que aqui houve uma necessidade de se (re)-afirmarem já que a concorrência vinha nos últimos tempos a colocar no mercado boas sapatilhas a preços mais acessíveis. E foi com este estrondo que a Salomon bateu o pé e afirmaram "ainda estamos aqui no topo da pirâmide"!



Estabilidade/Aderência


Estabilidade sempre foi um dos apanágios destes modelos e agora continua bem acima da média. Neste modelo especifico SG para lama e piso molhado, é impressionante a aderência que tenho tido em subidas e descidas ingremes onde maior parte das pessoas começa a fazer ski ou sku, e consigo manter uma aderência super elevada. As SENSE ULTRA 3 que tenho já tinham mostrado isso em piso seco e diversificado, mas estas conseguem-no fazer em todo o lado.


Num aspecto menos positivo, mas não pode ser encarado como um ponto negativo devido à sua natureza, as gomas a serem mais altas e "moles" para ter grande aderência, fazem com que as passagens por alcatrão ou estradão mais duro seja um pouco menos confortável. Nunca chega a ser desconfortável, mas é um mal-menor para ter as características demonstradas no molhado.

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Amortecimento


Não são as sapatilhas mais confortáveis do mundo, nunca foram, pois foram feitas para serem rápidas e eficazes. Mas nota-se que neste momento com a troca do esqueleto antigo 3D em plástico por esta espuma EVA muito mais leve e fofa, ganhou-se um bocado no amortecimento geral da sapatilha. Já não é tão bruta a transmitir todos os detalhes do terreno, fazendo uma maior filtragem para o que passa para o pé.


Acho que está muito perto do ideal que encontrei nas SENSE ULTRA, onde o feedback que recebemos do terreno é quase perfeito, mas aqui com um pouco mais de conforto perde um pouco essa sensação, no entanto, ganha-se em conforto e permite fazer grandes extensões de prova seguidas. Daqui a 2 semanas tenho 50km e vamos ver como se comportam a levar pancada forte durante tanto tempo.

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Preço


Tal como outras características a que a Salomon já nos habituou, a etiqueta de topo de gama trás um grande peso que é transposto para o PVP. 170€ é um valor elevado para se pagar por umas sapatilhas mas desde 2015 que se observa uma competição feroz entre diversas empresas que comercializam sapatilhas e assim temos uma boa parte do ano em promoção. E é ai que aconselho sempre as pessoas as fazer as suas compras. Daqui a 1 ou 2 meses já deverão aparecer promoções que devem fazer descer o preço para os 110/120€, e aí penso que são de longe a melhor opção para se correr em trail hoje em dia.


Conclusão


Foram várias as introduções feitas nas SLAB Wings, fazendo com que a mini-revolução da sapatilha a torne diferente do que as pessoas estavam habituadas nas antigas SLAB XT Wings, e diferenciando-se das primas WINGS PRO que saíram em 2015.


De facto nota-se que existiu aqui um casamento entre as antigas SLAB XT Wings e as SENSE ULTRA. Parece que foram buscar o melhor dos dois mundo e saíram as SLAB WINGS.


Ficou com uma forma similar ás XT, mas com uma filosofica de peso e materiais muito mais aproximado das SENSE ULTRA. Quem ganha são os corredores, que agora tem uma sapatilha que é leve, ágil, com imensa tracção e duráveis (para os standards da Salomon). Neste momento ficam entre as SENSE ULTRA e as PRO a nivel de posicionamento de mercado.


Dentro de uns dias vou fazer a minha review das SENSE ULTRA 3 que tem quase 170km, mas como podem ver pelas fotos, estas Wings SG com 206km, na sua maioria em Sintra, tem um desgaste muito pouco notório. Diria que temos uma sapatilhas com algum volume e resistentes, com a filosofia peso light das SENSE. Dos 206km, maior parte foi em terrenos enlameados ou muito húmidos devido à altura do ano e as sapatilhas raramente perdem aderência, seja em que piso for, a subir ou descer.

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Resumo

Pontos positivos
- peso oficial de 290 gramas ( acima das 240gr das sense 4 ) mas bem abaixo dos 345gr das XT Wings PRO.
- durabilidade bastante melhorada.
- transmitem segurança e permitem andar rápido em todos os pisos.
- sistema de encaixe do pé com o sistema ENDOFIT é fantastico e funciona muito bem.
- sistema de quicklace para apertar o pé que a concorrência tenta imitar mas só a Salomon consegue fazer com que funcionem correctamente.

Ponto negativos
- palmilha muito fina e leve. tem tendência para sair ás vezes do sitio, principalmente quando estão ensopadas da passagem em rios.
- biqueira mais estreita que obriga a comprar numero acima do habitual na Salomon para manter conforto.
- preço elevado.


Conforto 18/20
Design/Construção 20/20
Estabilidade/Aderência 20/20
Amortecimento 19/20
Preço 16/20

Total 93/100

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Podem consultar o preview aqui. Bons treinos para todos :)

Preview: Salomon Sense Link

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Por Nuno Malcata

 

Para quem, como eu, tem uma verdadeira paixão por correr nos trilhos, a Salomon é uma das marcas de refêrencia em equipamento para trail.

 

Se em termos de hidratação e transporte de items durante treinos e provas não me separo da mochila S-Lab Advance Skin de 12L ou do cinto Sensibelt, em termos de calçado apenas tive oportunidade de testar durante uma clinica de City Trail da Salomon/Suunto o modelo Salomon X-Scream.

 

Foi por isso com entusiasmo que aceitei a oportunidade de testar os Salomon Sense Link, o modelo de entrada para City Trail lançado pela Salomon para a Primavera/Verão de 2015.

 

Os Salomon Sense Link foram desenvolvidos para a prática de corrida urbana em terrenos mais acidentados ou para treinos de trail pouco técnicos.

 

Com um peso de 260g, drop relativamente baixo de 6mm, os Salomon Sense link são indicados para corredores com passada neutra e têm um preço de venda ao público de cerca de 100€.

 

Na primeira vez que calçei os Sense Link achei o modelo um pouco duro e pouco maleável.

 

Durante o primeiro treino na Matinha de Queluz à medida que os quilometros foram passando as sensações foram melhorando e os Sense Link cumpriram bem o seu papel, com um bom nível de amortecimento, o pé bem estabilizado e um ótimo grip mesmo em locais mais escorregadios.

 

Vou continuar a testar os Sense Link nos próximos tempos nos treinos pela cidade ou em alguns treinos de trilhos mais rolantes e em breve farei a review completa, até lá fiquem com algumas fotografias dos mesmos, visualmente gosto mesmo muito do look deles. 

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Urban Trail

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 Por Tiago Portugal

 

Para os mais puristas as palavras Urban e Trail são antónimas, e a junção das duas na mesma frase causa até alguns arrepios na espinha.

 

Segundo o site da ATRP o Trail Running é caracterizado por: “Corrida pedestre em Natureza, com o mínimo de percurso pavimentado/alcatroado, que não deverá exceder 10% do percurso total, em vários ambientes (serra, montanha, alta montanha, planície, etc) e terrenos (estradão, caminho florestal, trilho, single track, etc), idealmente – mas não obrigatoriamente – em semi ou auto-suficiência, a realizar de dia ou durante a noite, em percurso devidamente balizado e marcado e em respeito pela ética desportiva, lealdade, solidariedade e pelo meio ambiente.”

 

Enquandrando esta definição de trail de que forma é possível trazê-lo para o meio urbano? Com muita imaginação, diversificação do percurso, boa organização e vontade dos participantes.

 

Como justificar então o crescimento exponencial das corridas de Urban Trail e a sua grande adesão por parte dos corredores portugueses e de que forma podem as cidades ajudar na iniciação ao trail.

 

O trail urbano tenta misturar as características naturais das cidades, parques urbanos existentes e em alguns casos locais normalmente fechados ao público para tentar criar um ambiente e percurso diversificado, uma das especificidades do trail. Para algumas cidades estas provas são uma oportunidade única de mostrar o seu património cultural e urbanístico.

 

Correr nas cidades permite frequentemente descobrir locais escondidos e ruas que desconhecíamos.

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Estas provas são, por norma, menos competitivas do que as habituais provas de estrada, e são encaradas mais como uma festa ou para a grande maioria dos participantes uma corrida turística, uma nova perspetiva sobre as cidades e uma nova forma de ver alguns dos locais onde habitualmente só passamos de carro ou simplesmente não visitamos.

 

Algumas das características dos Urban Trail são:

  • Distâncias curtas, em Portugal cerca de 10-12km, sendo que noutros países da europa já existem provas de 30-40km, sendo o Ecotrail de Paris com os seus 80km uma das maiores provas desta natureza;

 

  • Algum desnível positivo, através de uma sucessão de subidas curtas, ou de várias partes de escadas, que impõe aos participantes uma alteração do ritmo da prova, a título de exemplo o Meo Urban Trail de Sintra teve um D+ de 600m;

 

  • Inclusão de escadas, a subir ou a descer, são vários os segmentos de escadas, que impõe um esforço físico adicional;

 

  • Grande percentagem da prova feita em estrada/alcatrão.

 

Distâncias relativamente curtas, desnível pouco acentuado e secções de escadas. Qual a melhor maneira de treinar para estas provas?

 

Não sendo as distâncias muito grandes podemos adaptar o treino que fazemos para nos preparar para provas de 10km ou meias-maratonas. Começar por incluir algumas corridas em terreno acidentado, sessões específicas de subidas (4 x 3m a subir), o que não falta em Lisboa são subidas em que podemos treinar. Introduzir escadas no nosso percurso ou mesmo treinos só de escadas, a subir e a descer.

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Isto permitirá trabalhar a capacidade de resistência a estes elementos, subidas e escadas, e enfrentá-los com outra confiança, conseguindo nas provas ultrapassar estes obstáculos sem perder muito ritmo.

 

O treino em terrenos acidentados permite melhorar a propriocepção, (consciência da postura, do movimento, das partes do corpo e das mudanças no equilíbrio, além de englobar as sensações de movimento e de posição articular), essencial para quem corre em percursos acidentados.  

 

A nível de material e sendo o percurso maioritariamente em meio urbano optar por utilizar as sapatilhas de estrada que habitualmente utiliza ou pode optar por um modelo apropriado para City Trail que algumas marcas já disponibilizam, caso da Salomon por exemplo. Sendo provas rápidas e com vários abastecimentos não se torna necessário levar nenhum sistema de hidratação.

 

O desenvolvimento deste tipo de provas prova que existe um público para este tipo de corridas e que a inclusão de algumas características do trail e elementos naturais leva muitos corredores de estrada a dar os primeiros passos no Trail.

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Em Portugal, temos condições e cidades idílicas para a criação de várias provas deste tipo. Por agora são 4, mas poderão em breve ser mais.

 

Para os organizadores ficam algumas sugestões ou desafios:

  • Para quando um prova em Almada com subida ao Cristo Rei? A cidade tem grandes condições para este tipo de provas;

 

  • Criação de um percurso maior em Lisboa, 20km e permitir que os participantes escolham entre os 10km e 20km.

 

Bons treinos a todos.

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