Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Race Report: o regresso a Casaínhos

Por: Sílvio Horta

23415633_1505343376213655_1487421166569448613_o.jp

Voltei a esta prova pelo segundo ano consecutivo porque é uma prova relativamente curta (15km), de trail e perto de Lisboa. Uma factor adicional para participar é o facto de ser quase uma prova familiar com montes de caras conhecidas do mundo das corridas como o Filipe Torres, o Luís Sommer Ribeiro, o Miguel Serradas Duarte e a restante pandilha do Monsanto Running Team e a malta do Correr na Cidade (o Tiago Portugal, o Pedro Luís e a Bo Irik).

 

Apenas uma semana depois da Maratona do Porto, sentia-me estranhamente solto. Como saí de casa à pressa levei apenas o essencial para a prova: t-shirt, calções, meias, sapatilhas e relógio. Depois de umas quantas fotos da praxe e de pôr a conversa em dia, coloquei-me no meio de pelotão para a partida. Saí forte para conseguir progredir bem a partir do 2km onde começava uma série de single tracks.

WhatsApp Image 2017-11-17 at 12.15.44.jpeg

A prova começa a subir praticamente desde início (600m). Ao 3km chegámos ao ponto mais elevado da prova com 362m. No topo estava um pouco de vento fresco o que permitiu refrescar. Descemos um pouco para voltarmos a subir novamente. Caminhei a primeira vez numa curta subida para recuperar o fôlego. Após essa subida tivemos um bom período em que estivemos a descer por um single track algo técnico com alguma pedra solta e inclinação lateral.

 

À entrada do Parque Municipal do Cabeço de Montachique estava o primeiro abastecimento. Sem parar de correr retirei um copo com água e continuei a “dar-lhe gás”. Após o abastecimento tivemos um km em que estivemos sempre a descer no terreno até surgir uma nova subida com cerca de 800m de extensão. A partir daí tivemos um período onde estivemos a descer numa extensão de quase 2km até ao ponto mais baixo da prova (136m) por um estradão com muita pedra solta.

WhatsApp Image 2017-11-17 at 12.15.37.jpeg

Felizmente o dia estava seco e o piso não estava escorregadio. Chegámos então ao ex-libris da prova: uma parede colossal para escalar. Esta parede está disfarçada, no início só conseguimos ver apenas metade da subida e quando chegamos a meio do percurso é que vemos que vamos sensivelmente a meio da escalada. Como já conhecia o percurso, fui subindo sem olhar muito para cima. Ia também distraído pelo alvoroço que ia a decorrer atrás de mim já que a malta dos esquilos vinha em amena cavaqueira dizendo piadas uns aos outros. Neste grupo vinha também um atleta que ia a incentivar o pessoal, a dizer coisas como “vamos pessoal”, “força campeões”, “está quase”! Passou por mim e por mais uns quantos que iam à minha frente e quando chegou ao topo sentou-se e começou a puxar pelos outros que iam a trepar a parede.

 

Não sei se foi por ir distraído com a conversa do pessoal que ia atrás de mim ou se estava melhor preparado, mas este ano esta parede pareceu-me mais uma subida do que uma parede! No topo havia um abastecimento onde aproveitei para beber água, comer 2 cubos de marmelada e levar um pedaço de laranja. Aproveitei o km seguinte, o 10km, para recuperar visto que era a descer. Surgem depois uma série de pequenas rampas onde optei por caminhar para recuperar para o resto da prova.

WhatsApp Image 2017-11-17 at 12.15.34.jpeg

De seguida, novo km novamente a descer estando já muito perto de Casaínhos. No entanto, sabia que a prova ainda estava longe de acabar e que ainda havia mais umas quantas subidas reservadas. Durante toda a prova, e em especial no atravessamento de estradas, havia muitas pessoas da organização a indicar o caminho ou a parar o trânsito. Transpostas 2 subidas já se via o campo de futebol ao longe, no entanto, ainda faltavam cerca de 2km para o fim. Na última subida estava o primeiro classificado que já tinha acabado a prova, o Hélio Fumo, a apoiar o pessoal. O atleta que ia à minha frente tropeçou numa raiz ou numa pedra e deu uma queda valente. Apesar disso levantou-se rapidamente e seguiu por isso pensei que estaria bem e segui também. Cheguei à meta com um tempo final de 1h35m tirando praticamente 4 minutos ao tempo do ano passado. 

 

Até para o ano!

A segunda primeira maratona do Sílvio

23318720_1684578348233216_1096922049_n.jpg

Por Sílvio Horta:

 

A convite do Correr na Cidade, que me ofereceu o dorsal, fui até à Maratona do Porto para tentar apagar a má imagem deixada na Maratona de Lisboa. Devido a uma virose e fortes dores abdominais, pela primeira, vez tive de abandonar uma prova, aos 20km.

 

Para esta deslocação contei com o apoio da minha família e do meu amigo Rui Soeiro que me iria acompanhar em toda a prova para me ajudar terminar a minha primeira Maratona.

 

Fizemos o levantamento dos dorsais na Expo Maratona no Centro de Congressos da Alfândega do Porto. O levantamento foi bastante rápido e, já com os dorsais levantados numa ponta da Expo, seguimos o caminho estipulado, passando por toda a feira, para levantar o saco com ofertas e a t-shirt da prova.

1.jpg

A Expo estava bastante bem composta com várias lojas, instituições ligadas ao desporto em geral e à corrida mais especificamente. O kit era bastante completo, incluindo uma mochila, uma tshirt, uma sweatshirt da Asics e uma pequena bolsa para levar à cintura, entre os restantes panfletos.

 

Estivemos ainda alguns minutos a ver uma das palestras que estavam previstas para o dia. Não chegámos a ir até à pasta party porque tínhamos almoçado relativamente tarde. Aproveitámos ainda a tarde para passear na zona da ribeira e aproveitar o belo clima e paisagem magnífica da ribeira.

 

No dia da prova dirigi-me para a zona da partida para ir ter com o Rui. Estive alguns minutos sentado numa paragem de autocarro a aquecer com o belo sol que estava logo às 8 da manhã. A temperatura estava excelente para a prática da corrida, 12/14ºC à hora da partida e durante a prova a atingir os 17/18ºc. Dirigimo-nos para os currais da partida, eu para o B e o Rui para o A. Entretanto encontrei um camarada meu que também ia para a Maratona. A partida foi dada e seguimos com o objetivo à vista da bandeira das 3h30 a algumas centenas de metros à nossa frente.

2.png

Os primeiros 5 km decorreram com o ritmo um pouco mais alto do que o previsto (4m50). Na zona de Matosinhos onde íamos dar uma volta de 10km, tinha a minha família à espera e aproveitámos para tirar umas fotos. Antes tínhamos encontrado muita malta do mundo dos blogs de corrida como o Carlos Cardoso, a Isa, o Vitor e o João Lima. Voltámos a passar pelo local da partida no km 12.

 

A paisagem junto ao rio ajudava a distrair da passagem dos kms, aproveitávamos os abastecimentos para ir hidratando e refrescando. Numa pequena descida de empedrado vimos um atleta deitado no chão a sangrar abundantemente da cabeça, nariz e boca, provavelmente terá tropeçado numa pedra e caído.

 

Tomei o primeiro gel por volta do 17km, sabia que o abastecimento líquido seria ao 20km portanto seria um bom momento para o tomar. Começámos a aproximar do centro histórico do Porto e começamos a sentir o apoio popular cada vez mais forte. Este forte apoio foi uma constante durante toda a prova. Ao chegar à ribeira estava o abastecimento que não estava muito bem posicionado, visto estar numa curva e muito perto do empredrado a descer. Quando passámos na ribeira foi o auge do apoio durante a prova, centenas de pessoas estavam a apoiar, a bater palmas, com bandeiras, a fazer barulho.

23213084_1473459166077887_3208188217132575479_o.jp

Em cima da ponte D. Luís I o ambiente era ainda mais espetacular. Visto ser um espaço mais reduzido e formou-se uma espécie de corredor. Senti-me quase levado ao colo com este apoio na ponte.

 

Já em Gaia fomos apanhados pelo Carlos Cardoso e seguimos durante alguns km com ele. No entanto por volta do 24km começo a sentir as primeiras dificuldades, uma pequena dor abdominal e alguma má disposição. Tomei o segundo gel. Nos kms seguinte abrandámos o ritmo para 5m/5m20s. A má disposição continuou a aumentar, quando voltámos para o lado do Porto, fui gerindo o esforço com alguma dificuldade.  A partir do retorno, no km 32,   o marcador de ritmo de 3h30m passou por nós. Embalados pelo apoio do público ainda conseguia correr, no entanto, a partir do km 34  fui forçado a caminhar.

23283147_1684578364899881_1000034715_n.jpg

Estava com fortes dores abdominais e tinha algumas dificuldades em respirar.  Já não conseguia ingerir géis  nem fruta, a água ainda era suportada. Até ao km 41 fomos caminhando e correndo, devido às fortes dores que se espalharam até ao diafragma. Por vezes, nem conseguia respirar mesmo caminhando.

 

Entretanto passaram por nós os marcadores de ritmo de 3h45. O público continuava a incentivar para correr mas já não havia energia para tal. Volto a frisar que o apoio do público foi espetacular e incansável, nunca tinha sentido tanto apoio,  mesmo numa prova longa.  Ao km 41 decidimos que tínhamos que acabar a prova a correr mas entretanto fomos ultrapassados pelo marcador das 4h. Fomos forçando o ritmo a subir a Avenida da Boavista até à meta. As dores eram já tantas que acho que fiz a parte final da prova em apneia sem respirar, já que se respirasse tinha muitas dores. Olhamos para o tempo de prova e vemos que já não vamos conseguir um tempo de prova abaixo das 4h. Cortámos a meta com um tempo de chip  3h59m50s

 

Agradeci ao meu amigo Rui Soeiro que me acompanhou durante toda a prova. No final tinha a minha irmã e a minha mãe à espera na meta. A prova teve um apoio espetacular durante toda a prova, os abastecimentos (à exceção de um estavam perfeitos). Para o ano só faltarei se tiver algum problema físico.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D