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Correr na Cidade

7 perguntas à...Brooks

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil


Decidimos ouvir o que as marcas que apostam no setor da corrida em Portugal. Como avaliam o mercado, como sentem a evolução da modalidade em Portugal. Será uma moda passageira? Será algo que veio para ficar? Quisemos ouvir quem veste e calça quem corre em Portugal. Assim, nas próximas semanas iremos publicar algumas mini entrevistas para que os nossos leitores fiquem a conhecer melhor as marcas e a postura destas no mercado nacional. A primeira entrevista é a recém-chegada a Portugal, a marca norte-americana Brooks.

 

 

Entrevista a Dan RickFelder Diretor Ibérico da Brooks.

 

Como analisam o setor da corrida em Portugal?
Basta olhar para os maiores parques urbanos e para as zonas de corrida ao fim da tarde para ver a dinâmica que existe e perceber que Portugal está no meio de um boom de corrida. No entanto, comparando com outros mercados europeus é percetível que existe uma lacuna de vendedores e lojas especializadas nesta modalidade.

 

A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?
Com base naquilo que assistimos noutros mercados e a nível mundial a corrida não desvanece com o tempo. As pessoas correm pelas mais variadas razões, desde saúde ao lazer, e é uma oportunidade de durante o dia terem o “Meu tempo”, uma altura do dia em que estão focadas nelas próprias. De igual forma, correr é um desporto acessível em termos de custos e tempo, e rapidamente se encaixa na rotina pessoal.

 

Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?
Só estamos no mercado português desde setembro de 2015, e o nosso modelo mais vendido tem sido os Adrenaline GTS. É uma sapatilha equilibrada, que oferece a quantidade ideal de suporte/apoio e amortecimento. Estamos a introduzir a 16ª edição do Adrenaline GTS em dezembro. Para os corredores de trail, o nosso modelo mais vendido é o Cascadia, que é famoso pelo nível de conforto e proteção que proporciona, uma sapatilha que se esquece nos pés e permite aos corredores apenas apreciarem a paisagem. A 11ª edição dos Cascadia também chega ao mercado em dezembro deste ano.

 

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Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?
Em fevereiro vamos lançar um conceito completamente novo para Brooks, um modelo chamado Neuro, para aqueles corredores que procuram sensações rápidas e velocidade o Neuro irá ajudá-lo a libertar a sua velocidade.

 

Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?
A Brooks é uma marca que oferece produtos dos pés à cabeça para ajudar os corredores a terem o máximo de proveito de cada corrida. Como somos uma empresa especializada em corrida estamos em grande contacto com as necessidades dos corredores e contamos com as opiniões destes para conceber produtos que vão ao encontro do que os corredores desejam. Quer seja matérias de absorção de humidade avançados, proteção contra os elementos naturais, chuva e sol, refletividade ou segurança, a Brooks oferece soluções. Também temos a nossa coleção Moving Comfort, que é a líder mundial de marcas sutiãs de desporto, 8 em 10 sutiãs vendidos em lojas de corrida especializadas nos EUA são da Moving Comfort.

 

Como marca, que outras áreas/desportos estão a apostar para conquistar os corredores?
O que pretendemos é que os corredores experimentam a Brooks. O coração de qualquer sapatilha de corrida é a média-sola. Nós utilizamos a nossa Tecnologia DNA que se adapta instantaneamente ao estilo de correr de cada corredor proporcionando uma sensação de conforto a cada passada.

 

De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários? 
A missão da Brooks é inspirar pessoas a correr e a serem ativas, isso é o que vai no coração de tudo o que fazemos. No centro disso está criar produtos que possam ajudar a corrida a ser agradavél para novos corredores e evitar lesões. O nosso lema caracteriza a nossa forma de estar na corrida: “Run Happy”.

 

A Brooks já se encontra à venda em Portugal desde setembro no El Corte Inglês de Lisboa e de Gaia.

Como preparar a logística de um ultra trail

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Por Luís Moura

 

Correr é das coisas mais simples que existe no seu core.


No entanto, quando começamos a ir a provas, e principalmente provas de trail, a logística da sua preparação e de a correr começa a complicar à medida que pretendemos retirar mais das mesmas para além do inicial "vou ali correr 30km e volto logo à noite".

Diversos pontos são importantes para que a prova, pré-prova e pós-prova corram bem. Quase tudo pode ser analisado e planeado. Mesmo dentro do planeamento, deverá haver espaço para o inesperado, pois existem e acontecem coisas que simplesmente não controlamos, mas se conseguirmos planear bem, estaremos mais preparados para readaptar o plano inicial com outras soluções.


Não vou entrar em detalhes como a alimentação durante a prova, pois cada um tem pesos, ritmos e metabolismos diferentes. Quanto mais experiência tivermos, e melhor conhecermos o nosso corpo, melhor se pode adaptar à escolha do que comer antes e durante a prova.


Relativamente aos pormenores de roupa por exemplo, correr uma prova de 30km ou de 100km pode ser muito diferente devido ao tempo. Por isso vamos analisar os vários detalhes mas sempre olhando para "a floresta e não apenas para a árvore".

Vamos dividir a análise em :
- PRÉ-PROVA
- VIAGEM
- PROVA
- PÓS-PROVA

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PRÉ-PROVA
- Escolher roupa para final de prova
- Analisar material obrigatório
- Procurar informação na Internet sobre a prova
- Procurar feedback de edições anteriores
- Analisar altimétria do percurso
- A que horas vamos correr

Antes de começarmos a planear a prova em si, podemos começar por ler informações sobre a mesma no site oficial e começar a planear a logística de viagem, alojamento e alimentação. Planear a viagem, se vamos de carro, comboio, avião ou metro. Alojamento convém ser perto do inicio/fim da prova. 

Se for circular é no mesmo ponto, se for de ponto a ponto, vejam se a organização tem transportes para o ponto de origem. Uma estadia relaxada mesmo ao lado da partida por exemplo, permite acordar calmamente, tomar um bom pequeno, andar um bocado e preparar as coisas com mais calma do que sair de madrugada de casa e ter que fazer 150 ou 250km até à prova, onde vamos chegar com stress da viagem e com os níveis de ansiedade elevados. Voar e aterrar umas horas antes de uma prova também deverá ser uma situação a evitar.

 

Se já houver edições anteriores, é sempre bom ir procurar informação na Internet ou falar com amigos que já a tenham feito. Podem dar informações muito relevantes, mesmo sendo apenas pequenos detalhes, que no final podem fazer muita diferença em provas grandes.

 

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Por exemplo, em Óbidos, no Trail Noturno que se faz naquela região todos os anos, há cuidados a ter. Como é uma zona junto ao mar costuma estar quase sempre um vento de norte frio, por isso convém levar ou luvas ou uma t-shirt extra/corta-vento para aquela parte do percurso. Há meia-noite e com vento frio, é natural que o corpo arrefeça um bom bocado e seja preciso um reforço na roupa.

Ler a lista do material obrigatório de fio a pavio 10x e garantir que temos tudo no dia da prova. Maior parte do material faz parte do kit de segurança activo e passivo nas provas e é um ponto que não se pode descurar. Além disso, em cada vez mais provas a falta de um componentes obrigatórios dá direito a penalizações de tempo ou mesmo a desclassificação directa.

 

Pensar na roupa que vamos deixar ou no carro ou no hotel para no final da prova trocarmos e ficarmos rapidamente confortáveis.

 

Analisar a altimetria da prova e o tipo de terreno que vamos encontrar vai-nos ajudar a planear no longo prazo o tipo de treinos necessário. Sabendo por exemplo com 4/6 meses de antecedência essa informação, podemos incorporar no nosso planeamento treinos que permitem simular ou aproximar das condições das provas e assim preparar o corpo para o que vai encontrar. Se formos correr num sitio muito árido ou com muitas rochas e nevoeiro, convém tentar simular pelo menos 1x essas situações em treino.


No caso da hora da prova, é extremamente importante quando estamos ainda numa parte inicial da nossa preparação nos trails.


Correr de manha cedo, à hora do almoço ou à meia-noite é muito diferente em vários aspectos, e um dos mais importantes deles é a visibilidade para quem não estiver habituado a correr durante a noite por exemplo. Novamente, planear pelo menos um treino nas condições horárias que vamos encontrar ajuda muito a preparar a nossa mente para o que vai encontrar.

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VIAGEM
- Planear viagem, hora de saída, paragens e hora de chegada
- Analisar tempo de viagem
- Avaliar comida necessária

O planeamento da viagem deverá ser feito para evitar percalços e tentar reduzir o stress antes da prova. Quanto mais suave for a viagem, menos stress temos tendência a cultivar.


Sair de Lisboa numa Sexta-feira ás 18h pode ser meio caminho para ficar parado em filas enormes de transito e elevar os níveis de irritação. Procurar evitar horas de transito ou vias muito congestionadas sempre que possível.

 

Eu raramente saiu de casa para fazer uma viagem de carro sem antes ir ao google ou ao via michelin e planear o percurso. Para onde não conheço, fico com referencias. Os GPS's são das melhores invenções para quem viaja, mas em algumas situações ele confunde os destinos se existirem mais que um com o mesmo nome. Nunca facilitar nestes pequenos pormenores.


Se as viagens forem longas, acima de 2 horas, planear um ou mais pontos de paragens para esticar as pernas, comer e relaxar o corpo. Evitar sair em cima do tempo limite para não obrigar a andar sempre no limite. Se viajarem de avião, tenham atenção à existência de voos de ligação e se as esperas são longas.

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PROVA
Percurso
- Analisar altimetria do percurso
- Analisar track do percurso
- Analisar piso do percurso
- Avaliar tempo previsto

Este é o ponto principal da análise, onde devemos perder mais tempo.


Devemos analisar ponto de saída e chegada, altimetria da prova, se tem subidas muito compridas ou se passa em pontos muito altos que vai influenciar a roupa, ritmo e previsão de passagem no próximo abastecimento, se passa em riachos ou não, se o percurso tem muita lama ou não, se vamos apanhar zonas muito técnicas ou não. Se vamos apanhar zonas de pouca visibilidade devido a nevoeiro em zonas altas ou se for noite. Tudo vai influenciar na escolha do ritmo, das sapatilhas, da roupa, da alimentação, se é preciso usar frontal ou não.

 

Quando molhamos os pés ao inicio de uma prova é muito diferente para muita gente do que molhar apenas na parte final. Alguns molham os pés e continuam em frente enquanto que para outras pessoas, os pés molhados ou cheios de lama incomoda a mente e consequentemente o ritmo. Dai a importância de treinar pelo menos 1 ou 2x em sítios que tenham condições iguais ou similares ao que vamos apanhar na prova.


Imprimir o track e a altimetria e andar a visualizar o mesmo durante alguns dias, uns minutos por dia, vai ajudar a quase memorizar o mesmo. Não devemos forçar o cérebro a memorizar tudo, mas se olharem para o papel durante alguns dias seguidos, ele vai memorizar a maior parte dos pormenores e durante a prova não somos apanhados na curva.


Quem quiser pode imprimir a cores e mandar plastificar para o dia da prova para vos acompanhar, seja pendurado na cintura ou dentro da mochila para visualizarem 2 ou 3x durante a prova.

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Alimentação
- Avaliar quanta água é necessária
- Avaliar comida necessária
- Avaliar abastecimentos
- Avaliar distância entre abastecimentos

Algumas pessoas dividem o percurso em sub-segmentos. Uns escolhem por exemplo segmentos de 5km cada, outros escolhem segmentos com alterações físicas no terreno, como por exemplo distancia entre a base de uma subida até ao topo da mesma se for comprida.

O que é importante é dividirmos em segmentos para os analisar ao pormenor e decidir o que fazer nele. Que ritmo vamos fazer tendo em conta a altimetria, tipo de piso ou condições meteorológicas. Se tem abastecimento ou não nesse segmento. Se não tiver, qual a altura se for necessário de comer algum sólido que tenhamos na mochila.


A gestão da água também é muito importante. Tendo em conta o consumo normal de cada um, deverão sair de cada abastecimento com água suficiente até chegar ao próximo abastecimento previsto + uma pequena reserva para o caso de acontecer algum imprevisto, como por exemplo, perdermo-nos durante 1 ou 2km ou tenhamos alguma impossibilidade física de andarmos ao ritmo previsto. Água a mais pesa nas costas ou na cintura mas é melhor termos esse problema do que ficarmos sem água no meio de uma serra ou montanha e colocarmos a nossa saúde em perigo.


Roupa
- Analisar material obrigatório
- Escolher roupa principal
- Escolher roupa backup para plano B
- Analisar se tem saco de apoio a meio da prova
- Montar a mochila da melhor maneira
- Material de primeiro socorro

No dia anterior à prova, voltamos a verificar o material obrigatório e garantir que está tudo conforme.Devemos escolher a roupa final já mais em cima da prova tendo em conta as previsões meteorológicas mais recentes e provavelmente mais correctas.

 

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A roupa escolhida deverá manter o corpo na melhor temperatura possível para o que estamos habituados, deverá proteger o corpo de alguns percalços habituais dos trilhos, deverá ter alguma parte reflectora se formos para um trail nocturno por exemplo, deverá ter algum tipo de bolso para guardarmos um papel ou pastilhas de açúcar/glucose para alguma emergência durante a prova. Ajuda levar também alguns componentes que se possam vestir ou despir rapidamente quando pensamos que na prova vão existir mudanças de temperaturas ou condições pluviométricas, como o caso de impermeável, chapéu ou luvas.

Depois desta tomada de decisão, se possível devemos levar para o inicio da prova e deixar no carro ou no hotel uma muda de roupa para no caso de nas ultimas 2 ou 3h antes do inicio da prova, algum elemento mudar bastante que obrigue à sua utilização.


Em algumas provas mais longas já existe a facilidade de enviar roupa ou sapatilhas num saco para um PAC pré-definido. Analisem bem se vão precisar de utilizar essa possibilidade ou não. Não se esqueçam que muitas vezes as provas tem condições diferentes no inicio e no fim devido às longas horas que separam as duas fases. Se por exemplo no inicio do trail apanharem 30 ou 40km com muita agua no trilho ou a atravessar riachos, e a parte final for muito mais seca, se houver um PAC pelo meio pode ser boa ideia enviar um par de sapatilhas juntamente com meias limpas e secas para ajudar os pés a manterem-se secos e protegidos.


Além disso, pés frios = perda de performance já que o corpo começa a entrar em modo de sobrevivência e pode perturbar o nosso ritmo normal.

 

Em sentido inverso, como no caso dos 100Km de São Mamede em que o inicio é à meia-noite, podemos sair e atravessar a noite com roupa mais quente e depois durante a manha quando chegamos ao PAC com a muda de roupa, deixamos ficar lá o que em principio já não vamos precisar até ao final da prova, se estivermos a prever chegar muito antes da noite cair novamente.

Relativamente à maneira como vamos utilizar a nossa mochila, ou um dos novos cintos maiores que agora existem, para a prova alguns pequenos detalhes devem ser levados em conta. Como o caso das coisas mais pesadas devem ficar na parte baixa das bolsas e as mais leves por cima para provocar a menor oscilação da mesma assim como ajudar a descer o centro de gravidade.


As coisas que estamos a prever usar com mais frequência como barras energéticas ou géis deverão estar mais acessíveis do que por exemplo o telemóvel ou a manta térmica. No geral a mochila deverá estar o mais equilibrado possível e depois de colocada no corpo deverá abanar o menor possível para ajudar a locomoção durante a prova e provocar o menor desgaste das costas e ombros.


No caso de ser possível, devemos carregar na mochila um pequeno kit primeiros socorros para pequenos acidentes ou percalços que possam acontecer durante uma prova. Existe na internet informação detalhada sobre os principais componentes a carregar.


Não esquecer que em algumas provas no período mais quente do ano e em horário diurno, o uso de protector solar deverá ser uma mais valia para proteger a nossa pele e o nosso corpo de escaldões e subidas de temperatura que podem por exemplo aumentar o consumo de água.

Nunca esquecer de levar também uma pequena quantidade de dinheiro em notas para alguma emergência que exista durante a prova.

 

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Fica aqui um exemplo de como faço o meu planeamento usando regras simples. Contém a indicação dos abastecimentos, o sitio onde iria fazer reforço de comida para além dos abastecimentos ( pontos B"arra" ) e em cima a indicação do ritmo que deveria tentar imprimir nas secções definidas, tendo em conta o piso, desnivel e km's.

planeamento arrabida 82km

  

PÓS-PROVA
- Mudar de roupa
- Tomar banho ou limpar áreas do corpo mais sujas
- Utilizar muda de roupa previamente arrumada
- Pequena zona de relaxamento e recuperação

Depois da prova finalizada, nada melhor do que limpar o corpo e vestir uma roupa lavada e fresca/quente.Se a prova tiver massagens, utilizem. É muito bom para o corpo e para a recuperação do mesmo. Não ficar logo parado mal acabem a prova também ajuda a que as pernas recuperem mais depressa. Andar um bocado é sempre uma boa solução.


Alongamentos específicos já um pouco depois do final da prova ajuda a recuperar os músculos e tendões para os dias seguintes. Algumas pessoas gostam de efectuar pequenos rituais antes das provas. É uma maneira de se acalmarem ou de aumentar o nível de concentração. Desde que funcione para cada um, aproveitem.


Eu pessoalmente gosto sempre de fazer um pequeno aquecimento uns minutos antes da prova começar e depois ficar 5/10 min. sozinho a pensar no que vou encontrar durante as próximas horas. Ajuda-me a relaxar e a preparar a mente para o que vou ter que fazer.

Tudo isto é o que costumo fazer antes de um ultra trail e é um acumulado da minha experiência pessoal. Se tiverem sugestões/correcções a fazer, estejam á vontade para escrever nos comentários do blog.

Um ano a correr



Por Ana Guerra:

 

Estava cansada do ambiente fechado do ginásio, chegava atrasada às aulas que mais gostava, andava triste porque não estava a alcançar os meus objetivos. Como estava a pensar em mudar de casa, cancelei o meu contrato do ginásio e decidi ir correr. Nunca gostei de correr, mas também nunca tinha experimentado correr a sério, com o material adequado e ir a competições oficiais.

 

Confesso que, no início, só de pensar que ia correr ficava logo cansada. Mas lá fui eu correr para a zona de Belém para fugir ao trânsito da Ponte 25 de Abril quando vinha trabalhar para Lisboa. Em Abril do ano passado, o máximo que eu conseguia correr eram 2K e ia para casa de rastos e cheia de dores nos pés.

 

Um dia escrevo no Facebook que estou a correr e coloco a imagem da Torre de Belém e a Natália Costa comenta a foto dizendo que também costuma correr naquela zona, praticamente à mesma hora que eu, e que gostava de ter companhia. E lá começámos a correr juntas.

 

As minhas dores nos pés e o aparecimento de algumas bolhas alertavam-me para a necessidade em arranjar uns ténis adequados, pois sabia que tinha os pés chatos.

Aconselharam-me a fazer um teste para saber qual o meu tipo de passada e fiquei a saber que tinha uma passada pronadora. Decidi comprar os Nike LunarGlide+4 e fiquei bastante satisfeita. As dores pararam e os pés lá andavam direitos.

 

A minha primeira corrida oficial foi a Corrida da Linha Destak 2013 – 10K. Apesar da partida atrasada, do calor infernal e do receio de não ser capaz de a terminar, a chegada à meta foi fantástica! E percebi o porque é que as corridas se tornam viciantes. Eu queria mais daquilo.

 

Com o primeiro evento Just Girls conheci a Joana Malcata que começou a ser a minha companheira de corrida em quase todos os treinos. Sempre com boa disposição e vontade de correr mais um pouco. Mais tarde surge o convite para ingressar na Running Crew.

Na altura lembro-me de ter ficado surpresa com o convite, pois ainda estava muito fresca nesta história das corridas e sabia que, ao assumir este compromisso, teria de passar a um nível superior. Claro que aceitei, tinha tudo a ver comigo: amizade, disciplina, companheirismo, boa disposição, oportunidade de fazer mais e melhor. 

Os treinos lá continuam 2 a 3 vezes por semana, intercalados com algumas competições oficiais e outros eventos.

 

A aventura da Meia Maratona de Lisboa foi fantástica (como podem ler aqui) e a vontade de melhorar o meu tempo de corrida é mais que muita. Há pouco tempo, decidi comprar uns ténis de Trail, experimentar um treino de trail running ligeiro e gostei. A minha estreia oficial será lá para Junho na Serra da Lousã.

 

Como nota final gostaria de agradecer à precursora disto tudo, a Natália, que tem sido a minha voz de comando nos treinos e o meu apoio e a toda a restante Crew que tem esperado por mim em todas as corridas, que me tem dado imenso apoio, conhecimento e boas gargalhadas.Obrigada a todos!

 

Vamos correr?

 

 

Brigde the Gap em Berlim


Este fim-de-semana decorreu mais um evento Brigde The Gap que reuniu diversas running crews na Meia Maratona de Berlim. Alguns atletas participaram no Campeonato do Mundo da Meia Maratona, que se realizou no sábado em Copenhaga e depois rumou a Berlim para mais 21K em conjunto com as restantes crews. Aqui ficam algumas imagens da reunião Bridge The Gap.

 

 

 

 

 

 

 


E aqui deixo o link para fazerem o download gratuíta da "banda sonora" da reunião deste fim-de-semana.




As novas propostas da Reebok para runners

 

Ontem tivemos o privilégio de conhecer as novidades de running da Reebok. Uma marca que parece agora resurgir no mercado nacional e que, para além de modalidades como o fitness, a danças, o yoga e o crossfit, tem também para a corrida (ou o running, como muitos gostam de referênciar).

 

Vi modelos muito bem conseguidos, a nível estétitico, modelos para pronadores, modelos para corredores neutros e até mesmo um modelo para competição, muito leve (e bonito). Têm também dois modelos interessantes para Trail, um híbrido, para usar em trilhos menos exigentes e que também pode ser utilizado em estrada e ainda modelos (homem e mulher) para trilhos com Gore Tex, ou seja impermeáveis.

 

Ficamos também a conhecer proposta de vestuário. E aqui existem algumas boas surpresas carregadas de bom gosto e também com uma preocupação de segurança e visibilidade do corredor.

 

O modelo para pronadores:

 

 

 

Os modelos de trail running (senhora e homem) e o modelo hibrido (preto e amarelo):

 

 

 

 

 

 Os modelos para corredores de passada neutra:

 

 

 

Para os corredores leves e rápidos utilizarem em corridas:

 

 

 

Peças de vestuário para corredores, tanto para elas como para eles:

 

 

O 2º dia da minha dieta...

Foi assim:

 

 

 

 

 

 

Por Filipe Gil:

Ou seja, não correu nada bem. Mas soube maravilhosamente! Culpa da Chefe Justa Nobre. Enfim, foi o dia do “pecado”. Nada que um par de corridas não queime. Amanhã e na quinta-feira, dia 6 de fevereiro, e do treino aberto do Correr Na Cidade Running Crew.

Onde iremos fazer 10k a correr ou a nadar. São Pedro decidirá! Quem vem correr connosco?

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