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Correr na Cidade

Review: Skechers GOrun Strada

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Por Bruno Andrade:

 

Terreno: Estrada
Passada:  Neutra
Peso: 289g
Preço (estimado) : 130 Euros
Drop: 8 mm

 

Nestas semanas de treino deu para confirmar duas das palavras que poderiam bem resumir este modelo: Amortecimento e Estabilidade.

 

AMORTECIMENTO:

A combinação das duas tecnologias, já antes faladas na 1ª impressão, faz com que, independentemente do tipo de terreno, a mudança não seja muito sentida devido ao amortecimento que apresentam. No entanto, realço que este modelo foi pensado para estrada.O apoio de calcanhar de 8mm dão um elevado amortecimento, traduzido numa excelente absorção do impacto durante a corrida.

 

Mas vamos por partes: 

Sola: a sola é feita com materiais duráveis.  É muito resistente e mantém o sapato mais leve. A borracha de alta densidade reforça a sola de modo a que ela vai ser mais resistente ao desgaste. A tecnologia M-Strike promove um impacto que está focada na área do meio da planta do pé (mid-foot). A tecnologia GO impulse Sensors, enviam um feedback para o cérebro, o que leva a uma reação imediata a quaisquer mudanças no terreno. Ela também ajuda na manutenção da estabilidade e postura correta do corredor .

Entressola: A entressola tem realmente grandes sistemas de amortecimento que vão assegurar bem o pé e proporcionar conforto. O Resalyte é a mistura de borracha e composto de EVA que compõe a maior parte do único material. Controle de tração Resagrip está lá para assegurar ao corredor um poder bem regulado de transição.

Parte superior:  Malha e sintético compõem a maior parte da construção da Skechers Gorun Strada. O design da parte superior proporciona estabilidade e apoio substancial para a pé.

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ESTABILIDADE:

As características de estabilidade destas sapatilhas realmente ajudam na regulação do pé para a postura mais natural. É uma ajuda bastante útil, especialmente para aqueles que são  pronadores. Os módulos de estabilização ajudam a fixar o pé no lugar, e não compromete a liberdade de circulação e a respirabilidade geral do sapato.


Em relação à aderência em piso molhado, não sendo claramente a sua vocação, não me fez perder a confiança, e mostrou não ficar atrás de modelos pensados para esse fim.

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DESIGN:

Em relação ao seu design tem cores bastante apelativas como já é apanágio da Skechers.Relativamente aos refletores, estas sapatilhas estão muito bem servidas, a elevada quantidade de refletores, tanto na parte da frente da sapatilha como na parte de trás permitem uma maior visibilidade do corredor contribuindo assim para uma maior segurança.

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Avaliação Final

Conforto: 16/20
Design/Construção: 18/20
Estabilidade/Aderência: 19/20 
Amortecimento: 19/20
Preço: 17/20

Total 89/100

 

Conclusão: Os Skechers Gorun Strada são uma grande atualização. É um sapato neutro que fornece tanto desempenho como qualidade. Para um treino diário é muito eficaz,e  para provas também cumpre o que promete. São muito confortáveis e resistentes, ao mesmo tempo.

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Decidiste começar a correr? Então isto é para ti!

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A regra diz que para mudar velhos hábitos são precisos 21 dias até que estes se tornem rotina. Como se come um elefante? Em dentadas pequeninas… Assim, aqui ficam as minhas dicas para quem quer começar a correr… e não… não vou falar de equipamento.

 

1. Vão ao médico!! Anos de sedentarismo podem causar muita mossa, por isso não arrisquem, consultem o vosso médico de família e peçam para fazer façam um check-up (análises, ecocardiograma e prova de esforço). Se estiverem o OK podem passar ao ponto seguinte; Leiam também este artigo.

 

2. Estabeleçam um objectivo. Definam um objetivo exequível (uma maratona ou uma meia não são objetivos exequíveis para quem começa a correr). Uma prova de 10km daqui a 5/6 meses poderá ser um objetivo coerente. Consultem o calendário www.followruns.pt;

 

3. Não alterem as vossas rotinas radicalmente. Não queiram começar a correr às 6 da manhã se não são seres matutinos, porque em vez de estarem a tentar alterar um hábito vão estar a lutar por alterar dois hábitos. Procurem uma altura do dia que seja confortável para vocês, em que sintam que o vosso corpo reage bem. Por exemplo para mim as melhores alturas são sempre a manhã ou a hora de almoço, ao final da tarde depois de um dia de trabalho o meu corpo começa a desligar. Quando não consigo treinar nas melhores horas simplesmente opto por fazer treinos menos exigentes ao final da tarde. 

 

4. Comecem por fazer um andar intercalado com correr: Sim resulta!! efetivamente para quem começa a correr, os primeiros treinos são sempre penosos (há um preço a pagar pelo longo tempo de inatividade) mas não se assustem, já que o nosso corpo e a sua fantástica capacidade de se adaptar supera tudo. Alternar (andar/correr) não só permite gerir melhor o esforço como dá tempo ao corpo para se ajustar. Experimentem este podcast http://www.c25k.com/ , é uma boa estrutura de treino.

 

5. Cada treino um objetivo: Estabeleçam um objetivo para cada treino seja ele 30m de corrida ou 3 voltas ao parque, quando têm um objetivo, têm um propósito e o treino torna-se mais fácil e interessante.

 

6. 3 é a conta que Deus fez: 3 dias por semana para quem começa é mais do que suficiente. Oiçam o vosso corpo, se está dorido não há problema, se têm dor dêem descanso (se a dor persistir consultem o médico).

 

7. Juntem-se a quem já corre: Neste momento existem por esse Portugal centenas de grupos de corridas com treinos e horários para todos os gostos. Correr em grupo alem de custar menos, dá-nos a sensação de pertença e de partilha. Experimentem! 

 

8. Há mais além para além de correr: Alongar e hidratar são essenciais à recuperação do nosso corpo por isso não descurem estes aspectos;

 

9. Preparem-se, pois o mundo vai tentar boicotar-vos. Quando alteramos os nossos hábitos, sejam eles quais forem e sempre que estes interferem com quem nos rodeia, a tendência natural vai ser que “o mundo” tente acabar com a "disfunção" e procure o status quo. Por outras palavras, consciente ou inconscientemente quem nos rodeia poderá tentar boicotar-nos (passei por isso na primeira pessoa).

 

Boas corridas!

Sou Ultra Maratonista (a conclusão)

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Por Filipe Gil:

 

Uma vez nos 25km, e a sensivelmente meia da prova, rejuvenesci. Mal sabia eu que o pior estava mesmo para vir. Do último abastecimento até ao seguinte, nos 31 quilómetros, o meu joelho piorou bastante. Ainda corri no estradão, e quando este ficou plano voltei a sorrir com os pés. Mas depois veio uma descida manhosa em que conseguia ter a velocidade de uma octogenária. Doeu muito, muito, muito. Quando a descida acalmou e já a andar a direito, sem desnível, o meu joelho continuou a doer. E falhou por duas vezes. De  um momento para o outro, ia caindo duas vezes…a andar. Preocupante. E ali estive mesmo à beira de desistir.


Pensei que estava a arranjar um problema muito grande e que entre a vergonha de não ter terminado e uma ida à faca e uns meses de muletas sem correr, conseguiria suportar melhor a vergonha. Até o Tiago olhou para mim e disse: “Se achas que não consegues, mais vale terminares por aqui”.

 

Segui e cheguei ao abastecimento dos 31km, “o abastecimento das bifanas” e encontrei o Nuno Alves e o Nuno Espadinha prestes a arrancar. Deu-me ânimo, mais uma vez. Eles não estavam a 100% mas eu estava bem pior. Sentei-me, pedi para o Espadinha me ajudar num alongamento e a perna melhorou um pouco. Mas já doía também a subir. Bebi mais Coca-Cola, fingi que comia uma bifana, enchi a boca de batatas fritas e laranja e segui. O Tiago Portugal olhou para mim e disse: “a próxima subida é a mais difícil de todas. O ano passado tive de parar uma série de vezes, vamos?”. Suspirei e anuiu com a cabeça.  

 

Na subida parei entre 5 a 10 vezes. Perdi a conta. Não porque o joelho me doesse – claro que doía – mas era o cansaço. São cerca de 400 metros a subir e é tal a inclinação que levei uns 40 minutos a fazê-la. Aqui decidi tomar um Voltaren para as dores (já tinha tomado um de manhã, antes da prova). Encontrei o Eduardo Pinto a meio da subida que aproveitou e tirou a foto abaixo – que me diz muito. Eu a olhar para o cume da serra, de mãos nas ancas. Nesta subida pensei que nunca mais iria fazer aquela prova novamente, que é muito dura para a minha preparação, que era uma verdadeira estupidez. Claro, ao chegar ao topo me esqueci-me disto tudo e tive pressa de tentar começar a correr -  tanto quanto o meu joelho deixasse. Nessa altura já com 34 a 35 km nas pernas, bati o meu recorde de distância (que vinha dos 33km da Louzan). Em vez de desistir pensei que, pelo menos faço os 42 kms da Maratona, e depois logo se vê.

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Então começamos a descer e a dor mais aguda a voltar. Contudo, ao longe vi o Nuno Espadinha e o Nuno Alves, o terreno começou a ficar um pedaço plano e aí acho que fiz o meu kms mais rápido a cerca de 5/20 minutos/km. Nada mau para quem estava com o “joelho ao peito”.

 

Apanhamos os Nunos no abastecimento seguinte. Ou melhor, eles esperaram um pouco por nós. Daí até ao km 40 fomos os 4. Foi bom, na palhaçada, a tentar correr, a trote, a andar, a cantar, etc.. Eu olhava para os bastões do Alves e mordia-me de inveja. Talvez com eles, teria menos dor e melhor suporte. Mas ainda não foi aqui que senti mesmo a falta, foram uns kms mais à frente.

 

Chegados ao km 40, faltavam 10 para acabar. Senti que já ninguém me tirava o “título” de Ultra. Mais Coca-Cola. Mais um SMS para casa a dizer, “estou nos 40km, já só faltam 10, estou bem! Bjos”. Mais batatas fritas e mais laranja. Depois dessa subida começamos a descer até deparar com uma descida de pedra solta, muito inclinada. Fiquei parado a olhar lá para baixo. Aqui foi uma das partes que mais me custou. Se tivesse bem, teria feito aquilo “a abrir” como estava com o joelho muito massacrado, demorei uns 10 minutos, ou mais.

Nunca desejei tanto ter bastões para usar. Foi muito penoso. Mais lágrimas de dor na cara. A dúvida de terminar voltou ali mesmo. Outros corredores passavam por mim e perguntavam ser eram caibras. Se precisava de alguma coisa. Lembro-me de uma corredora, vestida de amarelo que com a sua voz rouca me disse: “inclina o corpo para a frente e deixa-te ir”, enquanto me deixou a respirar o pó da sua passagem. Fiquei irritado!!

“Menina, eu sei correr, e descer é uma das coisas que faço melhor, inclinar o corpo…bonito, como se eu não soubesse”, pensei enquanto me contorcia de dores. Ela não teve culpa, a minha figura geriátrica prestava--se a esses comentários. Parecia aqueles corredores que nunca correram muito e tentam logo fazer Ultra, “à campeão” e a meio dão “o berro”, para não utilizar uma expressão mais gástrica.

“Não, minha cara menina, eu sou runner e prestes a ser ultra runner. Viste o meu boné  Dirtbag Runner, faço Ultras antes de tomares o pequeno-almoço”. Esta irritação distrai-me com estes pensamentos parvos e deu-me forças para continuar a correr. Passei a marca da maratona e comecei a ganhar algum respeito por mim. Mais à frente o Tiago dizia-me, “já estamos nos 46km, já és ultra maratonista”. Eu sorria, mas sabia que só o seria ao chegar ao Inatel do Piódão – a meta da prova.

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Entretanto o relógio dizia 48km e a meta parecia ainda longe. Aqui estávamos a correr em plano. Sim, leram bem, a correr. Corríamos 2 a 3 minutos, e parávamos 30 segundos. O cansaço da dor fazia a sua mossa, mas o resto do corpo estava estupidamente bem. Ao fundo via o Eduardo Pinto a correr, o Nuno Alves e o Nuno Espadinha como pontinhos no horizonte. Olhámos para trás para ver se a Rute e a Bo vinham por ali, mas nada.

 

As coisas estavam-se a compor. O Pedro Luís liga-nos, goza comigo, no seu estilo muito próprio. O Tiago diz-lhe que o meu joelho já era, e que só conseguia correr a direito. Entretanto começamos a descer. O Tiago avisou que ainda existia mais  um posto de abastecimento. Acho que ele está a gozar comigo, o meu GPS marca 49 quilómetros, o hotel da Inatel nem à vista ainda estava. Aqui irritei-me, cheguei a falar alto com o Tiago: “Achas que estou a fingir? Achas que estou a ser maricas!?”-  Desculpa Tiago, foram as dores. Se eu não descarregasse em ti, não o podia fazer com mais ninguém.

 

Descemos com dificuldade, eu, ele estava bem, e fomos ultrapassados por mais corredores, uns com mais 20 quilos que eu….em cada perna. Via o Tiago a fechar os olhos de frustração. Senti-me mal. Mas estava a pensar só em mim e no meu joelho. Terminada a descida…nova descida, em caminhos de cabras. Tivesse eu bem e tinha voado por ali com um sorriso nos lábios. Mas fiz aquela última descida da prova de novo com lágrimas nos olhos. O joelho estava mesmo a ceder. Cheguei ao último abastecimento, onde só comi uma laranja, e queria acabar o mais rápido possível. E começava a anoitecer.


Depois do abastecimento e mesmo só a caminhar o meu joelho volta a ceder. Doía tudo, mal me conseguia mexer. Não estava a acreditar que ainda faltavam 3 quilómetros, afinal os 50km passaram a 53km, e ia ficar por ali. Como é que eu diria em casa que não conseguia fazer aqueles kms finais de subida, como iria dizer aos amigos: “berrei a 3 kms do final”. Era uma história dramática de mais para o meu gosto.

 

Ainda pensei pedir ao Tiago para me ir buscar uns bastões algures – e que falta me fizeram! Mas preferi pedir-lhe um Brufen. Comprimido tomado e passados uns minutos a dor amainou. Pude caminhar sem muita dor, o que já não acontecia há mais de 20 minutos. Começou a escurecer, e durante cerca de 1,5km um morcego juntou-se a nós. Voava ao nosso lado com aquele voo nervoso típico dos morcegos. Escurecia ainda mais, mas optamos por não usar frontal. O desejo do Tiago era chegar de dia, o que não foi possível, mas ao menos ninguém nos iria ver de luz na cabeça!

 

Chegamos finalmente à Aldeia do Piódão, faltava uma subida tramada de escadas e inclinações para a meta. Feita a muito, muito custo. Nem me lembro de respirar nessa parte. Chegados ao hotel, olhei para o Tiago para vir comigo, mas ele disse-me para ir sozinho e gozar o momento. Passei o pórtico. Parei vi o Pedro Tomás a vir ter comigo e desatei a chorar. A dor era muita, mas ter passado 8 horas com dores agudas num joelho foi uma conquista tremenda. Masoquismo? Talvez. Mas resiliência, determinação, teimosia, e força de querer, sobretudo.

Finalmente tinha provado a mim próprio que conseguia fazer um feito na corrida, mesmo com muita adversidade. Há muitos corredores, e ainda bem, mas não há muita gente a correr esta distância. Já podia dizer à minha mulher e filhos, e amigos e colegas que tinha corrido 53km. Foram 10h30m. Sei que podia ter feito menos 1 hora, talvez, se estivesse bem, mas isso fica para o próximo ano. Entretanto chegavam a Bo e a Rute. Que campeãs! Sempre no seu ritmo.


Vesti o corta-vento, sorvi duas canjas e liguei para a Natália. Mal conseguia falar de emoção, ela do outro lado preocupada, eu sem conseguir falar. Recompus-me e contei a experiência. Ela estava orgulhosa, e contente, mas preocupada. Disse-me logo que tinha arranjado o contacto de um dos melhores ortopedistas para ver o meu joelho. Depois da conversa para matar saudades, juntei-me aos amigos e celebramos.

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No quarto do hotel, despi-me e fiquei a olhar para os ténis durante um par de minutos. Companheiros fiéis de 53kms sofridos. Sem grandes mazelas nos pés. Nada de fascites, nada de bolhas. Impecáveis. Que jornada. Não sou agarrado a objetos, mas não pude deixar de olhar para eles com emoção. Mas sou despegado, vão agora ajudar o Stefan Pequito nos seus kms do MIUT2015. Estes sapatos foram feitos para andar e não para estarem parados.


Depois tivemos direito a uma massagem pelo Pedro Luís, que devia profissionalizar-se e ganhar dinheiro com isso. Brutal. Juntamo-nos no hotel e jantamos todos juntos, bebemos muita cerveja, e às 22h30m já estava na cama a tentar dormir. Estava exausto, mas com um sorriso na cara.

Hoje, terça-feira, as dores no joelho continuam, sobretudo a descer escadas, mas, dois dias depois o sorriso interno de ser ultra maratonista ainda persiste e vai continuar por algum tempo. Na segunda-feira, ontem,  fui visitar a Drª. Sara Dias ao Espaço Saúde de Corpo e Alma e começámos o tratamento de recuperação do meu joelho.

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Vai demorar, se calhar vou ter que visitá-la mais umas três vezes, mas já sinto melhoras. Devo estar duas semanas sem correr, se tudo correr bem, mas acho que valeu a pena. Fazer uma ultra, e com dor, é muito mental. Foi uma espécie de via sacra que me fez crescer como pessoa. Fiquei apaixonado pela distância dos 50km. Talvez volte um dia ao Piódão e tente fazer a corrida sem dor.  Talvez.

AGRADECIMENTOS

O primeiro para a minha família. Mulher, filhos, mãe, sogros, irmã e cunhado. Sem eles não tinha conseguido ter tempo para preparar isto. Em segundo lugar para o Tiago Portugal que me aturou durante os 53km. Abdicou da sua corrida para me ajudar. Dificilmente tinha terminado se não tivesse a sua companhia dele por perto. Duas vezes vasilei e a presença dele foi importante.

Os amigos e à crew, principalmente aqueles com quem treinei mais nos meses de preparação, o Nuno Malcata, o Nuno Espadinha, o Rui Alves Pinto – espero não me estar a esquecer de ninguém. Um abraço especial ao Pedro Luís, que me ajudou fantasticamente no final da prova. Um luxo!

E à restante crew&friends que me deram conselhos e que seguiram a prova de longe. Somos mesmo uma família! Agradecer também ao Filipe Semedo e à sua marca Puma por terem acreditado num corredor amador, muito amador, e me terem permitido testar material de primeira qualidade.

 

Os próximos objetivos já estão a ser delineados na minha cabeça, já cá andam. Esta viagem e estas crónicas terminam aqui.  Agora vou continuar a fechar os olhos de vez em quando e continuar a ver-me passar a meta do Piódão.

Sou Ultra Trail Runner, porra!

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Ler a 1ª parte desta crónica

E de repente, a lesão desaparece!

fotografiaE foi mesmo assim. A lesão que tinha no pé desapareceu por completo. Sem mais nem menos. Na 2ª feira o pé doia e muito, pensei até que tinha que passar pelo hospital (o que evito sempre) ou ir a um especialista. Com a ajuda de alguns conselhos de amigos corredores coloquei gelo, muito gelo, tomei Voltaren (em pomada e comprimidos) e coloquei uma banda elástica a fazer compressão no pé.Na 2ª feira doeu, na 3ª feira continuo a doer. Na 4ª de manhã ainda doia, quando andava, sobretudo. Da parte da tarde de 4ª feira, depois de umas horas sentado a escrever (a recuperação de lesões deve ser a única coisa boa de estar a trabalhar o dia todo sentado) levantei e nada de dor. Tirei a compressão e nada. Pareceu algo repentino, talvez mais de cansaço dos músculos do pé pelo esforço dos trilhos de Casainhos (e pela má preparação física) do que lesão de osso. Comecei logo a fazer contas de cabeça se ainda tinha tempo para treinar. Mas acalmei. Por muito que me custe, só lá para domingo é que devo ir correr. Se der, porque parece uma cura milagrosa e eu acredito muito pouco em milagres...

Review - TomTom Runner: para corredores descontraídos.

IMG_9151Por Filipe Gil:Levou algum tempo até “acertar” com o funcionamento deste relógio GPS da TomTom, o Runner. Foi um processo de aprendizagem que demorou umas três a quatro corridas. Não porque o Runner seja complicado  - até porque existem algumas semelhanças no software do Nike Sportwatch (também equipado pela TomTom) - mas sobretudo porque tem características únicas que demoram algum tempo a conhecer. Após esse “namoro” é uma questão de gosto. Ou se gosta…ou não.Mas vamos por partes.A quem se destina este relógio? Na minha opinião destina-se a corredores que não se preocupam muito com treinos de séries ou com treinos personalizados e que não necessitem de muito tempo de bateria (isto exclui logo os ultra runners). Destina-se aos corredores (e corredoras) que gostam de treinar sem grande preocupações quer na rua ou na passadeira, e que não anda à procura de grande metodologias de treinos ou de bater, incessantemente, recordes pessoais. Serve para quem quer saber ao ritmo a que vai, a distância e tempo da sua corrida, e pouco mais. Ou seja, para um corredor mais descontraído”.IMG_9142O mau:O design do TomTom é diferente do que existe no resto do mercado (pessoalmente gostei mais de ver no papel do que no pulso), e a leveza do relógio leva-nos, por vezes, a esquecer que o estamos a utilizar. A estranheza começa pelos comandos que não são feitos nem no ecrã (a não ser para ligar a luz) nem em botões laterais, mas sim num quadrado táctil que fica logo abaixo do ecrã. É estranho e requer algum hábito, mas depois de nos habituarmos a coisa funciona, sobretudo em corrida. Contudo, não gostei da forma como se navega pelo ecrã. O voltar para trás ou o andar para a frente é algo confuso no início - nas tais 3 a 4 corridas. O pior: este relógio não tem a língua portuguesa como uma das opções. Escolhi, naturalmente, o inglês. Não foi por aí que não percebi o que quer que seja, mas a holandesa TomTom devia perceber que o português é a sétima língua mais falada no mundo e isso, provavelmente, vai aborrecer uns quantos milhões de possíveis clientes.IMG_9149O bom:Mas este novo modelo tem coisas boas. A principal é a velocidade fantástica com que encontra sinal de GPS. Isto mesmo rodeado de prédios altos. Ou seja, uma vantagem face à concorrência que certamente agrada os corredores urbanos. O software e a forma  como nos permite aceitar certos desafios que a máquina nos propõe - como fazer 10K em 50 minutos  - indica, no ecrã largo do TomTom um interface visual interessante: uma estrada com uma seta a indicar o ritmo/distância a que vamos e se estamos à frente ou atrás do ritmo pretendido para fazer a tal dezena de quilómetros abaixo dos 50 minutos. Outro dos vários itens que me agradam neste relógio GPS é as alertas  (km’s, de ritmo, de distância) poderem ser em vibração. Por vezes não se aguenta com a frequência e quantidade de bips que ouvimos durante as corridas…IMG_9150O portal:Em relação ao portal onde se “descarrega” as corridas tive, inicialmente, algumas dificuldades em ligar o TomTom Runner ao meu computador, um MacBook de 2008. Tentei variadíssimas soluções até que pedi ajuda à assistência técnica da TomTom e em muito pouco tempo já me tinham disponibilizado a drive necessária a instalar (apesar de nas instruções dizer que o modelo é compatível). Nota máxima para a assistência pós venda. Uma vez dentro do portal encontra-se um agradável interface, em termos de design, mas ainda com muitas falhas. Não me recordo se dizia “Beta” em algum canto, mas devia dizer porque ficamos com a sessão que o produto ainda não está madura para uma utilização funcional. Poucas alternativas de visualização e informação se compararmos com a concorrência. Só o fato de não se puder nomear as corridas, irritou-me.IMG_9152Em resumo:Para quem não quer gastar mais de 170€ este modelo é uma opção interessante. Penso que a TomTom tem muito trabalho a fazer ainda com o software - tanto dentro do relógio como no portal, mas se continuar a apostar nestes aparelhos, como o fez na altura do lançamento, poderá ver as suas máquinas evoluírem para quem se preocupa com o físico mas não leva a corrida demasiado a sério. Nota final: achei o modelo muito feminino. Não porque o modelo que experimentei ser em cor de rosa (porque é possível “costumizar” as capas e assim mudar a cor, de acordo com o que vestimos), mas porque o design nos remete mais para um relógio fino, mais feminino, do que para as “cebolas” que vemos no pulso dos corredores de barba rija. E, como todos sabemos, as barbas estão na moda…IMG_9146+Tempo de encontrar GPSMonitor com excelente leituraOriginalidade dos comandos-DesignPersonalizacão de treinosA língua portuguesa não faz parte das opçõesMarca: TomTomModelo: RunnerPreço: 169€ (aqui)Avaliação (de 1 a 5): 3,5

Uma bola que faz a diferença

boladeténisDesde há umas semanas a esta parte e depois de ter sentido - em dois treinos seguidos - uma espécie de choque eléctrico na planta do pé que quase todas as noites "piso" uma bola de ténis rolando-a ao longo da planta do pé.Li algures que é um dos melhores tratamentos para a Fascite Plantar, algo de que ainda não sofri, mas é, por experiência própria, uma excelente forma de relaxar os pés depois de treinos ou corridas.Perco cerca de 5 a 10 minutos por dia a fazer isso e tenho sentido resultados que me evitam algumas dores menores no pé depois de treinos mais puxados, mas sobretudo, dá uma excelente sensação de relaxamento dos músculos plantares. Talvez não seja necessário uma dose diária, mas aconselho a fazerem-no com frequência.

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