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Correr na Cidade

Podemos ser felizes no mesmo sítio duas vezes?

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Por Filipe Gil:

 

Há umas semanas atrás contei aqui a minha primeira experiência com o Reiki em prol da corrida. Se bem que me senti energizado com a primeira experiência continuei ceptico Q.B. Assim, a convite do Pedro Leitão, responsável pelo CAHL, voltei ao local onde me senti bem da primeira vez. Será que da segunda vez também ia resultar? Fui artilhado de dúvidas e preconceitos.


Lá me deitei na marquesa e enquanto acalmava o Pedro fazia o Reiki em mim. Andava com uma ligeira moinha numa perna, depois de uns treinos mais longos e mais duros mas, sobretudo, estava a finalizar um período de stress laboral que me altera a vida por completo - não há volta a dar, neste período do ano o stress é vivido ao minuto. Stress para que tudo corra bem e que tudo, profissionalmente seja sem falhas e com brio (o que aconteceu!)


Mas voltando ao Reiki. Na sessão não descontraí o suficiente. Estava sempre a racionalizar, sempre a achar que o ser humano tem o seu lado holístico mas que eu não estou para aí virado há vários anos.

 

O certo é que uma vez terminada a sessão fiquei com outra postura. Parecia até que andava mais hirto. Mesmo a tentar racionalizar, e mesmo a tentar dizer que se calhar aquilo é placebo. O certo é que senti mais equilibrado, mais ponderado apesar dos problemas e do stress todo que estava a viver nesse e nos dias seguintes. Para concluir esta experiência há de facto ali qualquer coisa. Energias que são equilibradas. Sejam em prol da corrida ou em prol da vida profissional. Acho que funciona, nem que seja placebo!


Acho que é algo que irei fazer com alguma regularidade, nunca perdendo o ceticismo. Para mim funciona como a meditação: é uma coisa que não é para mim é para os outros, até eu experimentar. De qualquer forma e como este é um blogue de corrida e bem-estar, não deixei de fazer algumas perguntas ao Pedro sobre o que tem acontecido desde que demos, aqui no CNC, a conhecer o seu trabalho.

 

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Pedro, tens tido corredores a visitarem o CAHL? Se sim que tipo de lesões tens tratado?
Sim tenho tido alguns atletas (não só corredores) que me têm procurado uma vez que o Reiki consegue aliviar bastante as dores logo na primeira sessão e com mais algumas tenho conseguido mesmo tratar as lesões na sua origem. As lesões mais comuns têm sido distensões em ombros, problemas na coluna, dores na anca, tendinites em varias partes do corpo, dor na planta dos pés e na fadiga muscular, especialmente depois de provas.

 

Como foi a evolução desses corredores?
A evolução dos corredores tem sido bastante boa, provando que o Reiki é muito eficaz para problemas físicos. Tenho tratado algumas lesões e fadiga logo na primeira sessão. É claro que existem problemas mais graves que exigem mais sessões mas é notável as melhorias dos atletas.

 

E aconselhas o Reiki apenas para corredores lesionados ou poderá ter outro tipo de "terapia"?
O Reiki é puramente uma terapia holística, quer isto dizer que trata a mente e o corpo, proporcionando uma tranquilidade e ao mesmo tempo energia para o nosso dia-a-dia, especialmente para trabalhadores que são ao mesmo tempo atletas nos tempos livres. Serve também como prevenção pois equilibra a energia por todo o nosso corpo, proporcionando um melhor funcionamento do mesmo, inclusivamente do nosso sistema imunitário, prevenindo constipações e outros vírus contagiosos. Além disso a minha sessão de Reiki é também acompanhada por um coaching holístico que permite ao paciente ter uma visão imparcial e coerente dos problemas e preocupações que o afetem.

 

Há muita gente céptica em relação ao Reiki, cépticas (eu próprio) como as podes convencer a experimentar e o que vão sentir depois da primeira sessão.
O Reiki é uma terapia energética que todos utilizamos desde que somos muito pequenos, como exemplo temos as dores de cabeça que instintivamente colamos a nossa mão à testa como tentativa de passar a dor, uma dor de dentes ou quando batemos em algo, onde levamos a nossa mão à zona afetada. Tudo isto é Reiki no seu estado mais puro onde o nosso instinto já sabe o que fazer quando algo está mal. A terapia de Reiki é um pouco mais evoluída, com procedimentos mais avançados, que vai permitir aliviar e tratar situações como estas e muitas mais. O Reiki é também indicado para problemas psicológicos, nomeadamente stress, depressões, cansaço e vai exponenciar todas as nossas funções do corpo, mentais e físicas. Grande parte dos problemas físicos advêm de problemas psicológicos e ambos advêm de desequilíbrios energéticos. O Reiki trata tudo isto! É uma terapia totalmente natural, que pode funcionar por si mesmo ou poderá complementar outras terapias.

 

Fica a dica. A escolha, obviamente, é vossa. Boas corridas!

Pode o Reiki ajudar-nos na corrida?

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Vou confessar que este é dos post que mais me custou escrever. Ando a “arrastar” isto há semanas. Porque tenho medo de me expor em demasia numa coisa que tenho algumas dúvidas. Tenho medo de quebrar a linha prática, sintética e direta que o Correr na Cidade tem desde a sua fundação. Mas, perdoem-me, e vou pôr “a carne toda no assador”. Vocês depois julgarão. Estão à vontade!

 
Comecemos pelo início. Como aqui já indiquei semana sim, semana não meto as pernas nas mãos da Sara Dias. E um dos locais onde a Sara faz as suas terapias é o CAHL. É perto do meu emprego e a simpatia de quem lá trabalha fideliza. Numa das muitas conversas que costumo ter com o Pedro Leitão, o responsável do Centro, desafiou-me a experimentar uma das terapias na qual mais acredita e da qual se está a especializar: o Reiki.

 

Acreditem que a primeira coisa que pensei quando ele me disse isso foi “Nem penses!!!”, e claro, como bom português em vez de ser direto respondi com um sorriso amarelo a dizer: “Sim, sim, um dia destes”. E tentei mudar de assunto para o tal dia de “São Nunca à Tarde”.

 

Mas quis o destino, ou não, que cada vez que ia ao CAHL, (geralmente é à hora de almoço), encontrar sempre o Pedro. E, simpaticamente e de maneira muito fugaz voltava a falar do Reiki e como ele poderia ajudar-me no equilíbrio energético na corrida. Acenava, dizia sempre que sim, não muito confiante na oscilação afirmativa que a minha cabeça fazia no momento.

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Tudo isto se foi arrastando durante semanas e meses. Depois de estar curado da iliotibial do lado direito, num treino de 10km por Monsanto, mesmo, mesmo no final, comecei a ter dores na iliotibial do lado esquerdo. Entrei em desespero! Ao fim de nove meses com lesão de um lado da perna iria passar por mais nove meses na outra perna? O que se passaria com o meu corpo?! Cansaço, falta de vitaminas, stress absurdo (disto tenho a certeza que sim) frustração de ter milhentas coisas para fazer e nunca dar vazão a elas todas? A crise dos 40?

 

Falei com várias pessoas. Mudei um pouco a alimentação, decidi comprar vitaminas (as quais nunca cheguei a tomar). E numa daquelas semanas estranhas da nossa vida em que tudo se conjuga, vim dar comigo a ler sobre Mindfull Running, sobre Yoga, meditação e sobre Reiki.


Não sou muito esotérico. Aliás, nada. Sou prático. Mas nessa semana tudo apontou para aí. E então, rendido lá aceitei fazer a tal sessão de Reiki com o Pedro Leitão.


E lá fui eu. A medo. O Pedro teve uma conversa comigo no início da sessão e falámos sobre várias coisas, desmistificando logo, logo, que o Reiki é algo esotérico. Tem a ver com energias. E nisso, tenho que concordar. Somos feito de energia. E então eu que tenho essa noção presente quase todos os dias em que dou ou apanho choques em coisas. É tão irritante às vezes…Bem, mas antes de continuarmos com isto, tenho de explicar o que é o Reiki, segundo as palavras do Pedro Leitão. Aqui vai:

“O Reiki é uma terapia que trabalha a nível emocional, mental e espiritual e pode mudar muita coisa na sua vida. O Reiki ajuda atletas a recuperar mais rapidamente das suas lesões e entrar mais rapidamente na sua atividade. O Reiki acalma, reduz o stress e provoca no organismo uma sensação de profundo relaxamento, conforto e paz. Limpa e clarifica o seu campo energético. Alivia a dor. Consegue aumentar o nível e a qualidade do sangue que circula no nosso organismo, conseguindo mesmo fazer parar pequenas hemorragias. Consegue “limpar” os nossos órgãos como o fígado, rins, as artérias e outros. É seguro no tratamento de doenças crónicas e agudas, doenças relacionadas com stress e desordens, como nos casos de sinusite, rinite, menopausa, cistite, asma, fadiga crónica, artrite, ciática, insónia, depressão, apenas para mencionar algumas delas”.

 

Confesso que me custa acreditar que faça “tanto” por nós. Mas também tenho que confessar que não nego à partida uma ciência que desconheço.

A sessão decorreu normalmente. A música do costume nesta coisa mais orientais, e relaxei. Enquanto o Pedro ponha as suas mãos em algumas partes do meu corpo (cabeça, peito, pernas, pés), senti-me a descontrair. Quase que adormeci.


Talvez a sessão tenha durado 30 minutos ou uma hora, sei que o tempo passou e para além de uma ligeira sensação de calor nos locais onde o Pedro colocava as mãos e uma ligeira flutuação no braço direito, só senti relaxamento. No final, o Pedro disse-me o que tinha sentido das energias do meu corpo (o que não vou partilhar convosco) mas falou que as dores iriam aliviar e a tensão arterial também poderia baixar um pouco. Simpaticamente, e não mais do que isso, concordei.


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E saí de lá totalmente relaxado e com sono. Mas fora isso tudo na mesma: uma moinha estranha no joelho esquerdo, que já me incomodava há umas semanas, e uma pequena sensação de dor de cabeça. O pensamento que tive, confesso, foi mesmo: “belo momento para relaxar, porque de resto estou na mesma”. E voltei ao meu dia-a-dia.


Até que já perto das 22h do mesmo dia voltei a pensar no assunto e levei a mão à perna que doía. Pois, leram bem, escrevi no passado. Já não doía. Pensei cá para mim: “Oh Diabo! O que é isto!?” Mexi a perna para um lado e para o outro, andei, saltei e o raio da moinha tinha de facto desaparecido. Meio incrédulo fui medir a tensão, que costuma estar mais alta ao final do dia e, estava muito normal e baixa para o que costumo ter. E já não tinha dor de cabeça. Acionei a minha racionalidade. Trata-se, certamente, de uma grande coincidência.

O certo é que desde aí, e durante as próximas semanas a minha tensão andou muito regular (por acaso ainda anda) e a dor no joelho não voltou. Se foi o Reiki? Não sei. Talvez! Se funcionou como placebo, talvez! Se foi tudo uma grande coincidência, talvez? Será que o Pedro “arranjou” as minhas energias? 

 

Será que o Reiki pode ajudar a balançar as nossas energias e ser útil para a corrida? Talvez. Mas que algo se passou e que mexeu com as dores que tinha, isso, aconteceu.Eu vou tirar as teimas e vou marcar outra sessão para breve.

 

E vocês? O que acham?

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