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Correr na Cidade

Suplementos Alimentares: uma necessidade ou uma opção?

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Os suplementos alimentares invadiram (literalmente) o mundo do desporto e não só. São cada vez mais as pessoas que optam por tomar suplementos alimentares para um sem número de finalidades: para aumentar a performance desportiva, emagrecer, melhorar a memória, descansar melhor, reduzir o apetite…etc.

Mas a pergunta mais intrigante é: será que os suplementos alimentares são assim tão importantes? Será que são eficazes? E a minha resposta é: depende! Eu explico melhor.

 

 

Review: Skechers Gorun Ultra Road

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Tal como tinha escrito na 1ª impressão com este modelo da Skechers voltei a usar sapatilhas desta marca norte-americana passados dois anos. E o regresso não podia ter sido melhor. Que belas sapatilhas são estas Ultra Road. Num momento em que estou, no qual, muito lentamente, tento volta à boa forma e quando (ainda)  tenho de proteger os joelhos de impactos, este modelo não podia ter vindo em melhor altura.

  

CONFORTO:

Estas sapatilhas são o conforto em forma de sapatilha!. É impressionante a forma como evolvem o pé e nos fazem sentir uma passada tão confortável. Apesar da grande espessura da sola, e de ficarmos um pouco mais altos do que realmente somos, não temos quaisquer sensações de desiquilíbrio, nem quando viramos de forma rápida. Confesso que apesar de gostar de correr nas cidades não sou grande fã da calçada portuguesa - aliás nem para correr nem para andar, mas isso levava-nos a outras conversas - com estes Ultra Road não incomoda nada correr sobre aqueles pedaços mal amanhados de pedra.  


Para quem já usou as Adidas Ultra Boost a sensação é parecida...embora diferente. Para quem está um pouco acima do peso ou para quem quer correr grandes distâncias e ter muito conforto, a escolha pode passar por estas sapatilhas. A única questão menos confortável que tive com eles foi numa descida acentuada, o pé fica meio perdido no espaço interior da sapatilha e percebi que os dedos dos pés de um momento para o outro tocaram no extremo do sapato e o pé andou a "nadar" lá por dentro. Aí temos uma desvantagem em relação aos Adidas Ultra Boost, porque estes últimos usam um upper que se agarra ao pé o que proporciona alguma estabilidade, algo que falta aos Skechers, já que a sua malha é hirta e não acompanha tanto o movimento do pé - a não ser quando corremos a direito.

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DESIGN/CONSTRUÇÃO:

Na côr que me enviaram este modelo é muito bonito. Preto e laranja, com pedaços em bordeaux é das combinações mais felizes que existem. E já lá longe vão os tempos em que os Skechers tinham tudo de bom...menos o design. Estes são mesmo muito bonitos. A parte de cima (o tal upper) é feito numa espécie de malha, algo que está na tendência das sapatilhas de corridas para estrada, mas ao invés das da Nike, Adidas e Puma, que utilizam este tipo de tecido e agarram o pé como uma meia (o que prefiro), esta "malha" da Skechers é hirta, apesar de não ser dura (tal como já referi umas linhas acima). Confesso que preferia a sensação de meia, mas são pormenores. A sola é bem construída. A minha única dúvida é a durabilidade das sapatilhas. Tem bons acabamentos, a parte do calcanhar é muito confortável, a língua também, e o design é irrepreensível. A dúvida é mesmo se esta "excelência" vai perdurar no tempo. Até ao momento já fiz cerca de 130 kms com eles e estão como se tivessem saído da caixa. 

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ESTABILIDADE E ADERÊNCIA:

A aderência em sapatilhas de estrada pode parecer algo estranho, mas quando se escreve sobre corridas em cidades portuguesas faz todo o sentido. Todos sabemos o quão escorregadias são as ruas com calçada portuguesa (sim, embirro muito com este tiipo de piso, já perceberam) e então na altura do ano em que estamos, às vezes se não tivermos cuidado podemos lesionar-nos.  Até agora e nos mais de 100 kms que já fiz com este modelo nunca tive nenhuma escorregadela nos passeios de Lisboa e arredores.

 

AMORTECIMENTO:

Aliado ao conforto é no amortecimento que estes Skechers dão cartas.O nome Ultra está lá mesmo por isso. São mesmo ULTRA confortáveis devido ao seu Ultra amortecimento. Ideais para provas longas - apesar de achar que para provas mais pequenas servem na perfeição, devido à sua leveza.


Há aqui algo que tem de ser escrito. Apesar dos narizes torcidos aquando da sua presença no mercado, a Hoka One One, influênciou muitas outras marcas após o seu aparecimento. E hoje em dia rara é a marca que não tem um ou mais modelos com doses generosas de sola que servem para absorver algum do impacto que correr muitos quilómetros provoca nos joelhos e articulações. Claro que se soubermos correr como deve de ser, até conseguir incluir o barefoot uma vez ou outra nos nossos treinos, e se tivermos uma boa alimentação, dormirmos muito, etc e tal, não precisamos (quase) de sapatilhas. Mas aqui dos leitores (e atualmente são cerca de 2200/2500 que nos visitam por dia) quem consegue ter isto tudo. Uma pequena percentagem de felizardos. Pessoalmente, estou a gostar destes excessos de sola e amortecimento. Talvez daqui a uns anos quando tiver mais tempo para treinar mais a sério, não necessite. De qualquer forma, e como gosto de Ultra corridas, acho uma boa opção para distâncias grandes.

 

PREÇO:

110€. Os Skechers têm estes preços interessantes e estes não fogem à regra. Ultrapassam os três digitos, o que nos últimos anos a Skechers tem tentado não fazer. Mas nestes, e pelo menos no mercado português estão neste preço, o que ronda mais ou menos, talvez menos 20€, do que a maioria das sapatilhas de estrada.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

São os meus ténis de estrada preferidos neste momento. Devido ao facto de necessitar de amortecimento para ver se a lesão na banda iliotibial morre de vez, alterno estas sapatilhas com os Ultra Boost. É isso mesmo, Ultra é comigo! Ultra conforto, claro. Ainda no fim-de-semana passado fiz quase 20km com estas sapatilhas e nada a apontar. Não estou aqui a fazer um favor à marca em aconselhar este modelo a quem quer preparar-se para uma meia maratona ou mesmo a maratona, mas se andarem à procura de sapatilhas para o fazer, confiem em mim. Têm aqui uma boa escolha.

O único senão que lhe aponto é o fato do tal upper não ser justo e por isso qualquer descida acentuada não dá mal resultado. Ou seja, trocando por miúdos, para correr a direito em estrada com ligeiras subidas e descidas, são perfeitos. Se forem correr pelas colinas de Lisboa ou do Porto (ou de outra cidade) em provas como um Urban Trail, aí já não. De resto são excelente. Parabéns Skechers!

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Conforto 17/20
Design/Construção 18/20
Estabilidade/Aderência 17/20 
Amortecimento 20/20
Preço 19/20

Total 91/100

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Correr é liberdade (parte 2) - Complicar

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 Por: Tiago Portugal

 

Mas se correr é liberdade e se isso foi um dos fatores que me fizerem apaixonar por esta modalidade porque raio tive que complicar tudo?

 

Qual a razão para ter decidido que queria atingir novos objetivos, superar-me e conquistar novos desafios, sabendo que para isso teria que treinar, e muito?

 

Desconfiando que para isso o treino e a corrida deixariam de me dar tantas alegrias para começar a por à prova a fibra de que sou feito e a minha força.

 

A alegria e o prazer que tinha a correr sem "compromissos" não me chegavam? Keep it simple!  neste caso "Keep running simple."

 

O ser humano é um animal muito complexo e em muitas situações complica o que inicialmente é simples. Eu não fui exceção. Acredito que todos teremos razões intrínsecas para decidir se queremos ou não dar esse passo e o porquê.

 

Consigo apontar as 3 principais razões para ter decidido tomar esta decisão:

 

1.  O desafio de saber se conseguiria. De me testar e pôr à prova. Nunca fui um às em nenhum desporto, era competente em alguns mas em adolescente estava mais preocupado e ocupado com outros assuntos e nunca me quis dedicar de corpo e alma a nenhum desporto, o passo necessário se quisermos chegar ao topo.

 

Precisava de saber se com esforço e trabalho também eu conseguiria atingia as metas cada vez mais ambiciosas a que me propunha.

 

2. Influências exteriores. Verdade seja dita que também fui em parte um pouco inspirado pelo que acontecia ao meu redor. Pelos feitos de amigos e colegas. Pelas histórias maravilhosas de esforço, dedicação e superação que ouvia.

 

3. Mas acima de tudo queria e quero que correr se torne mais fácil.

 

Mas para cumprir com tudo isto era preciso sair da minha zona de conforto, para crescer era necessário, conscientemente, atrever-me a descobrir novos horizontes. À medida que vamos descobrindo que somos capazes de, muito, mais do que inicialmente imaginámos crescemos e a magia começa a acontecer.

 

Mas como em qualquer outro desporto para sair da nossa zona de conforto é preciso treino e disciplina.

 

É preciso treino se quisermos baixar da marca dos 40minutos aos 10km.

 

É preciso treinar se quisermos terminar uma maratona em 3h.

 

É preciso treino se quisermos ir correr um trail acima dos 25k.

 

É preciso muito treino se quisermos inscrever o nosso nome na lista de “finishers” de uma prova de 100km.

 

Eu queria e quero tudo isto.

 

Mas treinar e seguir um plano de treinos implica em parte deixar a liberdade que correr nos proporciona. Ao estipular escrupolosamente o que correr, quando correr e como o fazer estamos a retirar alguma da magia da corrida. Simplesmente já não posso fazer o que me apetece, tenho regras, planos e objetivos.

 

IMG_1908.JPGNos 60k do Ultra Rocha da Pena fui vencido

 

O ser humano é tão complicado. Não me bastava a alegria pura que sair de casa me proporcionava. Isso não me chegava? Será que realmente precisava de mais?

 

Valerá a pena abdicar, momentaneamente dessa liberdade, para me tornar um melhor corredor? Para mim a resposta é sim. A recompensa é maior do que esforço.

 

Mas a principal razão, é que genuinamente gosto de correr. E sei que treinando fica mais fácil. O desporto que tanto gosto de praticar custa-me menos. Quero puder ir correr para Sintra 2horas e saber que se me apetecer consigo correr mais 2h.

 

Não me quero arrastar nas provas, não quero sofrer para puder terminar um treino ou uma prova.

 

Quero conseguir desfrutar do que estou a fazer.

 

Claro que isto é pessoal, para alguns a parte do sofrimento e superação é o que os fascina na corrida.

 

Mas tudo isto não é fácil,  conciliar todos estes fatores é uma tarefa díficil. 

 

São raros os dias em que correr é fácil e sou eu que ganho a batalha.

 

Mas nesses poucos dias em que saio por cima, todo o esforço, suor e sacríficios valem a pena, nem que seja por breves momentos.

 

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