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Correr na Cidade

OZXTREME: Uma loja radical

oz3.jpgFarto que seja tudo igual? Fique a conhecer uma loja de desporto diferente, a OzXtreme. Situada em Águeda, a OzXtreme aposta em ajudar os desportistas a alcançar os seus sonhos, mesmo os mais radicais. Leia a entrevista com Osvaldo Tavares o homem por detrás deste projecto.  

 

  1. Qual o conceito da vossa loja? Explica-nos o conceito por trás deOzXtreme.

 

A OzXtreme surgiu para dar solução a pessoas que sabem o que querem e que muitas vezes não se reviam nos serviços e lojas existentes. Pessoas ativas, determinadas, que sabem exatamente o que querem. Nós ajudamos a realizar projetos pouco prováveis de terem viabilidade , sonhos. Temos soluções e essas soluções invariavelmente são sinónimo de qualidade.

 

  1. Como nasceu a ideia deste projeto e quando foi lançado? 

 

Iniciámos o projeto em 2008 com a construção da ideia projeto, seguiram-se meses de pesquisa, consulta, formação, viagens a locais onde o conhecimento do outdoor se encontra em estado puro, e a conceptualização para a nossa realidade.

 

Em 2010 iniciámos formalmente atividade com os serviços, seguiram-se os produtos de marca própria em 2012.

 

Já existiram contatos no sentido de entrar na rede de franchising da marca mas achamos ainda prematuro dar esse passo, o nosso conceito e filosofia não se incute de um dia para o outro e existem uma série de permissas que tem que ser preenchidas para avançar.

 

  1. Além da loja física lançaram-se no e-commerce? Quais os benefícios de ter vários canais? De que outras formas tentam chegar ao vosso cliente final?

 

É sabido que a nossa sociedade se move cada vez mais rápido e sem fios. Quando alguem quer alguma coisa, pesquisa na internet. Ouve opiniões. Procura testes. Revê criticas. Cada vez mais o produto está exposto à critica. Daí a nossa postura de ter produtos de qualidade. O cliente sabe o que quer, nós temos o que ele quer. Daí estarmos sempre em contato. Apostamos na qualidade e na divulgação da mesma porque acreditamos no que fazemos. Apesar da existência de novas plataformas de comunicação e venda, previligiamos o contato pessoal á moda antiga, proximidade com o cliente e invariávelmente…fazemos mais um amigo.

 

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  1. A vossa loja é enquadrada em várias modalidades ou está mais focada para a corrida? Qual a tipologia de produtos que vendem no vosso espaço?

 

A nossa loja antes de mais tem produtos marca OzXtreme, nomeadamente coleções de roupa casual e desportiva e alguns acessórios outdoor, para acampamento e sobrevivência. Os nossos produtos de vestuário são fabricados 75% em Portugal e 25% em Espanha. Relativamente aos acessórios outdoor são maioritariamente de origem Britânica e alguns oriundos de Espanha.

 

Desde Julho de 2015 somos agentes oficiais da PearlIzumi, não comercializamos qualquer outra marca para corrida ou ciclismo, apostámos na marca quando mais ninguém o quis fazer, fomos arrojados porque acreditámos na qualidade dos produtos e o resultado está á vista. Em cerca de 1 ano de parceria com a marca conseguimos mostrar que estamos cá para ficar. A qualidade PearlIzumi é inegável e os resultados são prova disso mesmo, onze meses sempre a subir na cota de Mercado, clientes a voltar a adquirir material e a trocar o que habitualmente usavam.

 

No fundo, tal como a OzXtreme, a PearlIzumi é mais do que uma marca, é um conceito e uma maneira de estar no desporto e atividades outdoor que ultrapassa em muito o mero branding, este é um “casamento” perfeito de duas marcas que vivem realmente (n)o desporto.

 

Tal como na OzXtreme, na PearlIzumi também todos os colaboradores praticam desporto e usam/testam os produtos da marca ainda antes de serem comercializados, isto tudo porque acreditamos na qualidade dos produtos que temos/fazemos.

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  1. E que tipo de serviços disponibilizam aos vossos clientes?

 

Dentro das nossas capacidades, disponibilizamo-nos a ajudar em tudo. Desde a simples venda de umas sapatilhas para correr até aconselhar alguém que vai a pé para Santiago de Compostela.

 

Ajudamos clientes a aprender técnicas e dicas com os nossos atletas e equipa técnica, desde planos de treino até técnicas de sobrevivência em caso de acidente.

 

Realizamos atividades de sobrevivência e teambuilding para empresas ou grupos de pessoas que simplesmente se querem conhecer melhor, que querem conhecer os seus limites e precisam de algo que os motive, capacite e potencie.

 

Como já foi referido, não são só clientes, são amigos que voltam sempre. 

 

  1. Qual o vosso produto mais vendido junto da comunidade de corredores?

 

Sem dúvida que o produto mais vendido são as sapatilhas de Trail da PeralIzumi, basta perguntar a quem usa umas pela primeira vez o que sente…a resposta é quase sempre “não sei explicar, tem que se sentir”.

 

  1. Conseguem perceber se o vosso cliente é mais corredor de estrada ou de trail?

 

Realativamente á corrida, a maioria é praticante de Trail, pela ligação que os produtos e conceito de loja tem com a natureza.

 

  1. Que novidades de produtos/serviços irão ter em breve?

 

Relativamente aos produtos da OzXtreme existem sempre novidades, as nossas coleções são jovens e arrojadas, quase todas as peças são vendidas em curtos espaços de tempo porque fazemos coleções únicas e com limite de unidades, nunca repetimos designs. Quanto á PeralIzumi vamos continuar a trabalhar a marca da mesma forma e aumentar a oferta no Mercado português, ficando a certeza que mais e melhor está para vir.

Os nossos serviços estão constantemente a sofrer mutações sempre com o intuito de limar arestas e criar riqueza no conceito já existente, irão haver novidades formativas brevemente que também irão revolucionar o ensino outdoor nacional, certamente seremos os pioneiros nestes produtos que estão na calha.

 

  1. Estão envolvidos em algum projeto para potenciar o desporto outdoor?

 

Para além das nossas atividades outdoor (orientação, sobrevivência)  e da equipa de Trail, damos apoio a vários projetos pessoais.

 

Apoiamos desde á 3 anos uma atleta que agora tem 14 anos, é velocista e será sem dúvida uma referência nacional na modalidade.

 

Temos vários atletas a preparar a ida ao Ultra Trail do Mont Blanc, ao Ironman e vamos ajudar um atleta com uma condiçao especial a concluir uma ultra maratona de 281km. Isto só este ano... 

 

Temos apoiado vários atletas “na sombra”, quer isto dizer que não existem referências destes apoios porque simplesmente ambas as partes assim o entendem, são apoios pontuais ou continuos, dependendo do tipo de apoio que necessitam.

 

Por exemplo, neste momento estão em plena floresta da Amazónia 4 alunos de uma Universidade Portuguesa a realizar um trabalho de campo para um estudo academico, esse grupo frequentou formação ministrada por nós durante duas semanas, nomeadamente, orientação, primeiros socorros, kit´s de primeiros socorros e sobrevivência, entre outros.

 

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  1. Qual o objetivo para terem uma equipa de trail? Que benefícios já tiveram dessa parceria com os atletas?

 

A equipa de Trail que apoiamos, o Grupo Desportivo e Cultural de Recardães, é uma equipa de amigos, como já referimos anteriormente apoiamos sonhos e projectos. A equipa distingue-se pelo extraordinário espirito de camaradagem, entre eles e para com os outros. Queremos ajudar a manter o espirito de entreajuda e sao convivio tao tipico do Trail e atividades outdoor. Os resultados têm surgido por acréscimo, assim como o aumento dos elementos da equipa. Os beneficios, obviamente passam pela exposiçao da nossa marca, da nossa imagem. O espirito da nossa marca é transportada pelos nossos atletas para os trilhos. Queremos estar no negócio, tal como estamos no desporto, com elevacao.

 

  1. Como veêm o crescimento da adesão dos portugueses à corrida?

 

Muito positivo. É bom ver gente que durante anos foi sedentária a criar habitos saudáveis, tanto na prática desportiva como no plano alimentar. Depois deste boom (especialmente na corrida) agora é preciso que se eduque. Nao se pode correr uma ultra de 100km de um dia para o outro depois de se ter passado os últimos 10 ou 15 anos no sofá... É preciso educar e esclarecer. Médicos, nutricionistas, intructores, especialistas na área devem ter a palavra. De resto, muitos e muitos anos de desporto saudável. Quem já aderiu sabe bem o quanto a sua qualidade de vida melhorou!

7 Perguntas à...Pearl Izumi

Continuamos a querer ouvir as várias marcas que estão presentes no setor da corrida em Portugal. A Pearl Izumi aceitou o desafio de responder às nossas 7 questões.

 

Esta marca nascida no Japão há 50 anos e com forte tradição na área do ciclismo deu os primeiros passos no mercado do running no nosso país em 2015, sendo que 2016 deverá ser o ano da verdadeira aposta neste segmento, com o lançamento de alguns novos modelos e uma maior aposta na divulgaçãoFique com a entrevista a Vasco Portugal, Gestor de Produto da Pearl Izumi, e também ele corredor, que deixa algumas novidades no ar. 

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil

 

1.Como analisam o setor da corrida em Portugal?

No nosso País é  um sector sem dúvida em crescimento e é bastante estimulante para nós observar o número de praticantes de corrida, assíduos ou não, e também  o facto de muitas associações e clubes  desportivos apostarem na organização de eventos de corrida sejam eles de cariz competitivo ou social.

 

2.A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?

Não acredito que seja uma moda! Desde os primórdios da vida humana que a corrida está presente no nosso dia-a-dia e neste momento a corrida é a forma mais básica que temos de praticar desporto. Logicamente as razões que nos motivam a correr são diferentes das dos nossos antepassados, mas seja por competição, socialização, lazer, busca por saúde e qualidade de vida ou autossuperação a corrida está para ficar!

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3.Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?

Neste momento estamos a receber um feedback muito positivo entre os praticantes de Trail Running acerca da nossa sapatilha Pearl Izumi EM Trail N2, que já foi testada por elementos da crew do Correr na Cidade, e conta atualmente com um look renovado em termos de cores.

 

4.Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?

Este ano dedicamos mais atenção a um segmento de mercado muito interessante, que são os corredores iniciantes na modalidade ou mais pesados e que necessitam de uma sapatilha com suporte extra mas pretendem também tecnologia, conforto e leveza! Conseguimos juntar todos estes ingredientes no modelo Pearl Izumi Em Road N3, sapatilha que saiu em 2016. Tenho a certeza que será um modelo bastante apreciado por todos.

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5. Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?

Na minha opinião em Portugal vende-se vestuário técnico de corrida embora tenha plena consciência de que as sapatilhas são o ponto em que qualquer corredor presta mais atenção e dedica um pouco mais do seu orçamento. Mas destaco a importância do uso de vestuário técnico e quem pratica desporto diariamente, seja corrida, ciclismo, natação, etc… sabe claramente do que falo!

 

6.Como marca, que outras áreas/deportos estão a apostar para conquistar os corredores?

A Pearl Izumi destaca-se em duas áreas desportivas, o ciclismo e a corrida. É entre os adeptos destas modalidades que centramos a nossa atenção e diariamente lutamos para desenvolver e aperfeiçoar os nossos produtos de modo a irem ao encontro das necessidades e expectativas de todos os adeptos e praticantes destes desportos em todas as suas variantes. A nossa missão é e passo a citar: “Make athletes better.”

 

7. De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários? 

Penso que todos nós, seja empresas, marcas ou indivíduos  temos a responsabilidade de ajudar a promover a saúde e o bem-estar entre os mais jovens através da prática do desporto. Como tal adotámos o ideal, “Pensar globalmente, agir localmente” e damos apoio a várias ações e eventos desportivos que se realizam tanto na nossa área em Águeda assim como no restante território Nacional.

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Review: Pearl Izumi E:Motion Trail N2

Modelo: Pearl Izumi E:Motion Trail N2

Testado por: João Gonçalves

Características pessoais: Neutro e 73Kg de peso

Condições de teste: Mais de 100km percorridos em trilhos por Monsanto, Serra do Buçaco e Serra de São Mamede, passando por vários tipo de terreno e ambientes de treino, foram também a minha escolha para fazer o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos.

 

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Confesso que só há relativamente pouco tempo, tomei conhecimento que a Pearl Izumi estava implementada do mercado da corrida, pois apenas tinha conhecimento da marca pela sua presença no ciclismo, e como eu, acredito que esta seja ainda uma opinião generalizada, contudo começa a notar-se uma aposta forte da marca na entrada neste segmento e que merece o meu aplauso, pois acredito que há um lugar para ela.

 

Há semelhança dos Pearl Izumi E:Motion M2, já testados pelo Tiago Portugal, estes N2 também fazem parte da linha E:Motion que divide o amortecimento em níveis, estando estes no nível 2 que representa o “Moderado”, quanto ao “N” significa Neutro, ou seja, é uma sapatilha indicada para corredores de passada neutra que apreciam algum amortecimento durante as suas corridas.

 

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Quanto ao teste efetuado a estas sapatilhas foi positivo? Com tinha já referido no Unboxing e 1ª Impressão,  algo me dizia que ia gostar muito destas sapatilhas e não me enganei, são umas sapatilhas leves, super confortáveis e fáceis de usar deste a primeira corrida, basicamente é como calcar umas meias.

 

Design e Construção

 

Não escondo, gosto muito design destas sapatilhas, acho-as bastante bem conseguidas, aliás foi um dos primeiros comentários que tive quando as vi pela primeira vez, num esquema de cores simples, tendo a base em preto e um azul quase elétrico que realça todos os pormenores da sapatilha, desde a sola, ao logo da marca situado na lateral e as zonas que envolvem e dão aperto ao pé. Os atacadores também são no mesmo tons de azul e possuem uma forma não usual, a sua forma quase se assemelha a uma tira de salchichas frescas com zonas mais salientes que permitem não só, que depois de apertados o nó permaneça no “sitio” sem problema, como dão alguma flexibilidade aos atacadores permitindo maior conforto.

 

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É de realçar a qualidade dos restantes materiais e os acabamentos utilizados tanto no upper como no seu interior, no que toca à sola o desgaste é praticamente inexistente ao fim de mais de 100km.

 

Em resumo no design e construção, as N2 desta marca japonesa levam uma nota muito positiva.

  

Estabilidade e Aderência

 

Como todas as sapatilhas da linha E:Motion, a Pearl Izumi uma tecnologia denominada de Dynamic Offset que proporciona uma transição suave desde o momento que pé toca no solo até ao momento que o larga o solo, o que permite são só estabilidade na passada como uma bom retorno de energia.

 

Como já indicado, estes N2 são sapatilhas para uma passada neutra indicados para corredores queiram um leveza e conforto, dois pontos que por vezes não estão sempre ligados, a zona do calcanhar está bastante reforçada e em conjunto com a palmilha que tem uma forma de copa, permite um bom encaixe para o pé, garantido a estabilidade nesta região.

 

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Contudo é neste ponto que tenho os meus senão a estas sapatilhas e vou dividir aqui este ponto em dois:

 

Se estamos a falar de percurso em trilhos muito corríveis e rápidos e sem grande dificuldade técnica, estas N2 são fantásticas, é esta a sua praia, rápidas, leves, confortáveis e boa aderência ao piso, não foi à toa que foram a minha escolha para o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos que para mim tem todas estas caraterísticas.

 

No caso de estar de percursos mais técnicos onde a exigência das sapatilhas é levada a outro nível a minha pontuação não pode ser tão alta, pois é aqui que estas N2 mostram algumas deficiências tanto em termos de estabilidade como de aderência ao piso, o pé tende a movimentar-se muito no interior da sapatilha, quando entramos em terrenos mais sinuosas, bem como a sola tente a derrapar constantemente não transmitindo muita confiança.

 

É um modelo pensado para os chamados “estradões” em terra batida, menos técnicos e sinuosos e devo salientar que neste campo fazem o seu trabalho de maneira irrepreensível.

 

 

Conforto

 

Como já referi, são como calcar umas meias, é uma sapatilha que se nota confortável deste a sua primeira utilização, o seu ajuste é perfeito e depois dos atacadores bem atados sentimos que o pé fica envolvido e ajustado na perfeição.

Outro ponto que considero muito importante é a escolha de materiais e aos acabamentos do upper das N2, num material de excelente qualidade e sem existência de costuras, contribuem para uma sensação de “um todo” quando calçamos estas N2.

 

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Tendo eu a parte da frente do pé bastante larga, existem muitos modelos nos quais sinto confortável, mas para minha satisfação o mesmo não acontece com estas sapatilhas, são suficientemente largas à frente o que permite abrir os dedos dos pés nas sua totalidade, ainda na zona frontal das sapatilhas, existe um bom reforço na sua construção que oferece uma boa proteção quando bateremos contra um outro objeto mais duro, seja uma pedra ou uma raiz mais saliente, para uma proteção extra contra estes objetos, mas desta vez quando os pisamos, existe também uma rock plate que protege a sola do pé.

 

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Em suma, é uma sapatilha muito confortável deste a sua primeira utilização, mesmo em treinos em cenários de grande calor, estas demonstraram capazes de o dissipar bastante bem, mantendo o pé seco, levando assim um óptima pontuação neste ponto.

 

Ficou a faltar o teste em condições de chuva mas dada a altura do ano, não foi possível efetuar o mesmo.

 

Amortecimento

 

Estas E:Motion N2 enquadram-se no segundo nível de amortecimento (moderado) da Pearl Izumi e com um drop de 4mm anunciado pela marca, estas sapatilhas conferem um amortecimento confortável que permite atacar o solo com confiança e garantia que não nos vamos aleijar ao pisar certas regiões de terreno, sem no entanto perdermos o taco do chão. A sola é composta por vários níveis de densidade que para além de absorverem os impactos de uma forma excelente devolvem a energia para a passada, aliado ao facto de serem sapatilhas leves, torna-as bastante rápidas. 

 

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Nesta secção não à muito mais a dizer, o amortecimento excelente, moderado mas confortável o suficiente para absorver os impactos sem perdermos a sensação do ambiente que nos rodeia, permitindo atacar o solo de uma forma mais agressiva com conforto.

 

 

Preço

 

O PVP ronda os 100€ - 120€, que tendo em conta a qualidade dos materiais e a qualidade de construção é um preço justo, só não levam um pontuação mais elevada neste ponto, pois na minha opinião são muito específicas em termos de terreno.

 

Avaliação Final

Design/Construção 19/20

Estabilidade e Aderência 16/20

Conforto 18/20

Amortecimento 18/20

Preço 17/20

 

Total 88/100

 

Em resumo e em jeito de balanço, estas Pearl Izumi N2 Trail são sapatilhas que não desiludiram, adorei usa-las ao longo durante os testes e sem sombra de dúvidas que vão entrar na minha rotação para treinos e provas até 30K sem grande exigência a nível técnico, gostaria sim, que neste campo elas demonstrassem outra eficiência, contudo, não foi para isto que foram construídas e assim são umas sapatilhas bem verdadeiras.

 

Uma excelente escolha para quem quer umas sapatilhas rápidas, leves e confortáveis.

 

Sapatilhas 2015 - Resumo do ano

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Por Tiago Portugal:

 

2015 está a ser um ano prolífero em termos de sapatilhas de corrida. As marcas estão a apostar cada vez mais em inovação e design e com isso ganhamos nós todos. Os sapatos de corrida são cada vez mais pensados e desenhados para serem usados não só na corrida mas também no dia-a-dia.

 

Além das novas coleções 2015, este ano assistimos ao aparecimento em Portugal de novas marcas tais como a Salming, Hoka One One e Pearl Izumi só para citar algumas.

 

Vamos fazer um resumo dos modelos de sapatilhas (de estrada e de trail) que os membros do CNC já experimentaram e testaram até à data - sendo que alguns modelos ainda estão na calha e a terminar o período de testes para serem devidamente apresentados aqui.

Até ao fim do ano estão prometidas muitas novidades mas por enquanto fique com as sapatilhas que tiveram as pontuações mais elevadas desde o início de 2015 até à data.

 

Estrada

Saucony Triumph ISO

New Balance 890v5

Puma Ignite

Adidas Ultra Boost

Salming Distance

Puma Faas 500 S2

Under Armour Engage

 

Trail

Reebok All Terrain Super

Salming T1

La Sportiva Bushido

Merrell AllOut Peak

Kalenji XT5 Kiprun

Berg Pantera

Pearl Izumi E:Motion M2

 

Review: Pearl Izumi E:Motion M2 Trail

IMG_1520.JPGModelo: Pearl Izumi E:Motion Trail M2

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: Mais de 150km percorridos nos trilhos de Monsanto e Sintra. Descidas e trilhos com partes mais técnicas e treinos mais rápidos em terra batida com algumas secções feitas em estrada. Treinos maioritariamente entre 10-20km com 2 treinos de mais de 4 horas, 25-30km.

 

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 A Pearl Izumi é uma das marcas que sempre me despertaram maior curiosidade pelo seu design apelativo e características dos vários modelos.

 

Em Portugal é uma marca que já tem alguma visibilidade no ciclismo e que está finalmente a começar a apostar no mercado da corrida com a venda de alguns modelos. Já está disponível em algumas lojas do norte do país e brevemente irão poder ver e experimentar alguns modelos na região de Lisboa e arredores.

 

Os Pearl Izumi E:Motion Trail M2 testados foram gentilmente cedidos pela Sociedade Comercial do Vouga, distribuidor oficial da marca em Portugal e o conteúdo do texto reflete uma opinião pessoal relativamente ao modelo testado.

 

150km depois será que os Pearl Izumi passaram no teste? Sem dúvida que sim, foram uma agradável surpresa.

 

Um modelo muito confortável com um rendimento bom em quase todos os pisos e que rapidamente me transmitiram confiança para correr sem medo. Entraram na minha rotação de sapatilhas e serão a minha escolha para provas e treinos até 25-30km. Será o modelo que irei utilizar nos 25km do Trail de Óbidos dia 1 de agosto.  IMG_1518.JPG

 Design e Construção

 

Como já referi, uma das características que mais me fascinam nos modelos da Pearl Izumi é o design. Gosto muito do formato dos vários modelos e acho que a combinação de cores é muito bem conseguida. Este modelo não foi exceção, a parte superior é em 2 tons de cinzento com pormenores azuis e laranjas. A sola é ao longo de toda a sapatilha laranja com a exceção de uma parte azul que percorre a sola desde o calcanhar até à proteção dos dedos. O logo da marca esta situado na zona lateral externa também ele em tons laranja. Nenhum pormenor foi deixado ao acaso e até os atacadores são azuis. Em termos de formato não têm aquele aspeto de sapatilha típica de corrida e parecem-se mais com um modelo casual. A Pearl Izumi não deixa nada ao acaso como comprova a qualidade do material e dos acabamentos deste modelo, que são extraordinários. Os atacadores deste modelo tem um formato diferente do usual, não são retos e direitos mas tem zonas ovais mais saídas que tem como propósito manter seguro o aperto das sapatilhas. Tudo pensado portanto.

 

Mais de 150km depois com exceção de uma parte de EVA que está exposta na sola não se nota nenhuma marca de uso ou degradação dos materiais.

 

Em termos de design e construção nota muito positiva para os Trail M2 desta marca japonesa.

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Estabilidade e Aderência

 

Da mesma forma que a Pearl Izumi utiliza números para identificar os vários níveis de amortecimento também utiliza as letras N, M e H para facilmente se saber se o modelo contém características que dão maior estabilidade e suporte.  

 

Neste caso o M significa Midfoot Stability ou seja estabilidade do meio pé, um modelo produzido para os corredores que pretendem um sapato dinâmico mas que ofereça estabilidade e algum suporte.

 

Eu sou pronador, com maior preponderância do pé direito, e à medida que vou ficando cansado essa tendência aumenta. Por norma para a prática de trail não acho que o controlo de pronação seja factor essencial e não é algo que influencie a minha escolha.

 

No entanto, este modelo apesar de não específico para pronadores tem características que dão um maior suporte e estabilidade em caso de necessidade. Na região intermédia a densidade da sola é diferente e muito maior o que permite um aumento estabilidade.

 

A zona do calcanhar está reforçada com 4 tiras azuis que garantem uma maior estabilidade ao mesmo tempo que limitam os movimentos laterias e mantêm o calcanhar preso. Em terrenos irregulares os pés não balançam tanto e o movimento interior e exterior é reduzido. A palminha utilizada tem uma copa para o calcanhar assentar e ficar bem seguro.

 

Em termos de aderência não tive problemas em nenhum tipo de terreno. Os tacos não são muito proeminentes, sensivelmente 3mm, e em terrenos mais técnicos poderemos sentir mais dificuldades e apesar de não o ter testado creio que terrenos molhados e lama podem não ser os ambientes mais indicados para usufruir de todas as capacidades deste modelo. É um modelo pensado mais para trilhos americanos, com mais terra batida e menos técnicos do que os trilhos europeus, mas para 95% dos trilhos onde costumo correr são mais do suficientes e transmitem segurança a nível de aderência. Não seriam a minha escolha para o Trilho dos Abutres ou a Serra D’Arga mas para o Piodão ou o Monte da Lua não hesitaria em utilizá-los.

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Conforto

 

O conforto é outro ponto forte deste modelo. Muito confortável à saída da caixa ou seja desde a primeira utilização. O seu ajuste é perfeito e o número corresponde, o 43, 27,5cm (número que habitualmente uso) assentou-me na perfeição. O formato desta sapatilha alarga na região da frente o que permite uma grande liberdade dos dedos do pé, pormenor que valorizo sempre ao escolher um modelo.

 

A região do calcanhar fica bem segura e sentimos que os Trail M2 envolvem todo o pé mantendo-o seguro mas sem apertar em demasia.

 

A região superior é uma das melhores partes desta sapatilha e é uma das características distintivas da marca sendo um fator de diferenciação relativamente à concorrência.  A parte superior não tem costuras e passando a mão por dentro não sentimos mesmo nada. As camadas que suportam a língua e os atacadores são termoseladas, assim como o logo da marca. A língua está presa só na frente mas apesar disso não se movimenta lateralmente. E feita de uma material esponjoso e não sendo muito grossa permite que fique bem colada e não deixe entrar detritos.  

 

Os últimos treinos de junho e os treinos de julho foram feitos em ambientes muito quentes mas em nenhum momento senti o pé a aquecer em demasia e e a malha deste modelo permite uma boa ventilação.

 

Por motivos climatéricos, e ainda bem, não testei a impermeabilidade e a secagem deste modelo sendo que não me posso pronunciar sobre essas características.

 

Tirando a rigidez inicial da rock plate foram umas sapatilhas que imediatamente me transmitiram boas sensações e confiança. Não me causaram nenhuma bolha nos pés nem nenhuma irritação ou sensibilidade. Tenho no pé direito algumas zonas mais calejadas e que facilmente ganham bolhas se a sapatilha não estiver mesmo à medida. Não foi o caso e passou este teste com distinção.

 

Na frente temos uma proteção para os dedos do pé, em azul, que evitam uma unha negra em caso de atingirmos algum obstáculo, a eficácia esta diretamente relacionada com o tamanho do objeto que atingimos, pedras e galhos grandes magoam na mesma.

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Amortecimento

 

Na preview deste modelo mencionei que a marca Pearl Izumi utiliza nos seus modelos os números 1 2 e 3 que permitem identificar o nível de amortecimento de cada uma das suas sapatilhas, (1=mínimo, 2=moderado;3=máximo).

 

A nível de amortecimento para mim este modelo está mesmo no ponto certo, conseguimos manter a sensação de contato ao chão e sentir onde pomos o pé e o que pisamos ao mesmo tempo que não sentimos cada pedra e galho a espetar-se no pé. A sola é composta por dois níveis de densidade distintos que absorvem muito bem os impactos mas sem perder a reatividade e o retorno de energia. Na zona superior da sola os compostos utilizados são mais duros e resistentes mas mesmo assim reativos. Ao mexer conseguimos sentir a sola a comprimir e depois regressar ao seu formato original. Na região do meio pé e calcanhar existem duas densidades distintas e uma parte de EVA que está exposta, não percebi ainda bem o seu propósito. Segundo a marca o drop desta sapatilha é de 4mm. Medindo em casa apurei uma altura de 22mm na região do calcanhar que vai até aos 24mm no medio pé acabando com 12-14mm na região do calcanhar, tendo pelas minhas contas um drop de 8mm.

Diria que apesar do amortecimento são umas sapatilhas agressivas a nível de contacto.

 

Nas primeiras utilizações senti alguma rigidez na região dos dedos do pé devido à presença de uma rock plate, uma placa rígida imbutida na sola na parte da frente que serve para proteger o pé, que demorou cerca de 40-50km para deixar de sentir-se. A rock plate é visível através de buracos na sola e apesar de ser rija, tem de o ser para fazer bem o seu trabalho, ainda permite algum movimento e torção naquela região.

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Preço

 

O PVPR rondará os cerca de 120 euros. Tendo em conta os materiais utilizados, os acabamentos e a durabilidade é um preço justo e de encontro aos valores praticados pela concorrência.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

 

Design/Construção: 19/20
Conforto: 19/ 20
Amortecimento: 18/20

Estabilidade/Aderência: 18/20
Preço: 18/20

TOTAL: 92/100

 

As expectativas eram elevadas e os Pearl Izumi Trail M2 não desiludiram em nenhum aspeto. Foram sem sombra de dúvida uma das melhores sapatilhas de trail que já usei e são neste momento as primeiras que tiro do armário se for fazer um treino até 20-25km. Provavelmente não serão as mais indicadas para provas muito técnicas, e em piso molhado não as pude testar, mas para treinos ou provas mais rápidas serão uma das minhas escolhas. 

 

Uma opção a considerar se está a pensar ou a precisar adquirir um novo par de sapatilhas de trail. 

 

Unboxing e 1ª Impressão: Pearl Izumi Trail N2

WOW!!! São bonitas!

 

Esta foi a primeira expressão que tive ao abrir a caixa, mas será que estas Pearl Izumi Trail N2 se ficam por aí? … Fiquem mais um pouco e descubram a minha primeira impressão sobre este par de sapatilhas desta marca com ascendência Japonesa que ainda não é muito conhecida no nosso país.

 

Mas antes de mais, coloco as imagens do unboxing… e já agora, qual a vossa opinião? Bonitas?

 

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Como calçar umas meias

 

Para além do seu aspeto exterior que na minha opinião pessoal foi muito bem conseguido pelos designers da marca, ao pegar e sobre tudo ao calçar, se sente que estas sapatilhas vão proporcionar uma corrida confortável, muito graças à quase eliminação de costuras no topo e à sua parte dianteira larga o suficiente que permite abrir os dedos na sua totalidade, sem que cause desconforto para o pé, basicamente a sensação é a de calçar umas meias.

 

Sensação de leveza de uns ténis de estrada, numa sola todo o terreno

 

O primeiro teste foi efetuado ao longo de 10km em estradões de terra batida com descidas algo acentuadas com passagens em alguns troços sobre lages de xisto e alguns single tracks sinuosos e muito rápidos – resultado final - a sensação de leveza de uns ténis de estrada numa sola capaz de se agarrar bem ao terreno, mesmo em planos mais inclinados, para além disso, também se sente um excelente amortecimento e apoio no calcanhar que contribui para o conforto da experiencia de utilização.

 

Cheira-me que vou gostar muito destas sapatilhas

Ainda é cedo para dizer mais sobre estas Pearl Izumi Trail N2 mas fiquei com vontade de as voltar as calçar e testa-las ao longo de muitos km e tipos de terreno variados, mas que fiquei com o feeling que serão uma agradável surpresa… isso fiquei.

Fiquem atentos daqui a mais um tempo ao review final mais detalhado, mas caso se sintam curiosos sobre estas Izumi e não se sintam envergonhados e perguntem por novidades sobre a minha experiencia com elas.

 

jplgoncalves

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