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Correr na Cidade

O que fazer na semana antes de uma prova grande

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Prova grande? Sim, no sábado vou participar no Estrela Grande Trail, na distância dos 50K. E sim, para mim, isso é uma prova “grande”! Só corri distâncias acima dos 45km três vezes. Uma vez no Piódão e o ano passado no Estrela Grande Trail também.

 

Desde o final de Março que tenho andado mais focada nesta prova. Até tenho tido duas ajudas excecionais: o treinador Paulo Pires da beAPT e a Ana Guerra, nutricionista. Tenho vindo a seguir o plano de treinos desenvolvido pelo Paulo enquanto tento comer e beber melhor consoante as dicas da Ana.

 

Tenho adorado seguir o plano feito pelo Paulo e a sua equipa e tem sido uma experiência muito boa treinar “com o coração”. Tenho-me vindo a aperceber dos benefícios do treino com base na frequência cardíaca e agora, em vez de olhar para o pace do meu treino, guio-me só pela duração e frequência cardíaca. Para isso também me tem ajudado o meu novo companheiro, o TomTom Adventurer (prometo uma review sobre este relógio em breve). Tenho seguido o plano à risca. Houve apenas dois treinos que falhei: um enquanto estava de “férias” com amigos no Porto e outro no dia em que o grande Benfica se sagrou “Tetra”. De resto, até os treinos de reforço muscular e flexibilidade tenho feito com muito gosto e dedicação.

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No que toca a alimentação, tenho vindo a seguir religiosamente os conselhos da Ana. Precisava de perder massa gorda e desenvolver mais massa muscular. Um mês depois de a Ana me ter feito uma avaliação corporal e ter dado um plano alimentar, voltamos a reunir e a avaliar-me. Ficamos as duas muito satisfeitas com os resultados!

 

Sinto-me preparada para os 50K que me esperam na Serra da Estrela. Vai ser uma bela aventura. Agora que já só falta pouco, baixámos a intensidade e frequência dos treinos. A semana passada “só” corri três vezes (tinha quatro treinos prescritos) e esta semana já só são três corridinhas de 30. 40 e 50 minutos, antes do grande dia sábado. Além disso, dormir bem, beber bem, comer bem (yay, venham os hidratos) e curtir a ansiedade :)

 

Se tiverem alguma dúvida em relação aos programas de treino do Paulo, não hesitem em contactá-lo a ele ou a mim :) depois da prova, é claro que terão direito a uma race report! Vai ser um fim-de-semana em grande com amigos na serra! Wish em luck!

Os benefícios de treinos com base na frequência cardíaca

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Paisagens lindas no Montejunto que bem nos preparou para a Estrela

 

Como possivelmente já leram aqui no blog, estou a preparar-me para os 50K do Estrela Grande Trail com o apoio do treinador Paulo Pires da beAPT. Os treinos com o Paulo são treinos com base na frequência cardíaca.

 

Assim, no que toca ao treino, o relógio com cárdio-frequencímetro e GPS é essencial (eu optei pelo relógio TomTom Adventurer com cárdio-frequencímetro incorporado). Pois, o que manda nos treinos são a duração do treino e a frequência cardíaca média e não o pace.

 

Segundo o Paulo Pires da beAPT, “a questão é que o planeamento clássico que usa ritmos e velocidades que não é de todo o indicador capaz de individualizar o treino em função do perfil biométrico e nível de treino da pessoa”. Na verdade, somos todos diferentes e “com a frequência cardíaca há uma gestão mais efetiva da carga do treino. O treino com a beAPT baseia-se em zonas de treino personalizada e na evolução do atleta. É um método mais pedagógico e científico e utiliza novas tecnologias.”

 

Monitorar a frequência cardíaca durante uma sessão de treino permite aos treinadores medir a intensidade do trabalho num determinado exercício e assim decidir se se pretende reduzir ou aumentar a intensidade do treino.

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E continuam os treinos de reforço muscular 2x por semana

 

Na minha opinião, o treino com base na frequência cardíaca é excelente para evitar um dos piores inimigos dos corredores: correr demasiado, seja demasiado rápido ou demasiados quilómetros, aumentando o risco de lesões e overtraining.

 

Além disso, como o meu objetivo é treinar para uma prova grande, conhecer as nossas zonas de intensidade de treino permite gerir melhor o esforço. Controlar o nosso esforço através de um  cárdio-frequencímetro permite evitar “puxar” demasiado e não conseguir atingir o objetivo de distância e/ou duração do treino ou prova. Correr na nossa zona ideal de 60 a 80 por cento ajuda-nos a correr a um ritmo relaxado e confortável durante muitos e muitos quilómetros.

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Estou ansiosa pelo Estrela Grande Trail onde o ano passado fiz grandes amigos :)

 

Na minha experiência, o treino com base na frequência cardíaca tem sido interessante na perspectiva de autoconhecimento e controlo do esforço. Para quem procura melhorar o seu desempenho na corrida, treinos com base na frequência cardíaca podem ser um método acessível e eficaz. No entanto, nunca esquecer o bom senso comum à moda antiga. Ao sentir desconfortável durante o exercício, há que abrandar ou parar, independentemente daquilo que o cárdio-frequencímetro indicar ou o treino prescrever. A meu ver, quanto mais informações tivermos sobre a intensidade a que o nosso corpo está a trabalhar, mais eficaz será o treino.

Xau ginásio, olá Monsanto, Sintra e bicicleta!

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 Recuperação ativa de bicicleta :D

 

O tempo voa! Já vou na quarta semana de treinos para o Estrela Grande Trail com o apoio do treinador Paulo Pires pela plataforma beAPT. A semana passada partilhei um pouco mais sobre como funcionam estes treinos neste post. Entretanto já deu para me habituar à esta nova carga e à “pressão” do treino acompanhado.

 

Tenho corrido cerca de 60km por semana, por trilhos, por Lisboa e em jardins para fazer os treinos de potência aeróbica - o treino intervalado. Rotinas de reforço muscular e de flexibilidade também fazem parte do meu dia-a-dia. Tenho-me sentido super bem e cada vez mais forte. Já nem tenho ido ao ginásio, pois faço os treinos de reforço muscular na rua e os treinos de flexibilidade em casa inserindo os exercícios na minha sequência diária de yoga.

 

Por semana, tenho corrido cinco vezes, sendo que esta semana e a anterior, um dia de corrida for substituído por uma voltinha de bicicleta. Usar a bicicleta no âmbito desportivo para mim é novidade. Para mim, a bicicleta sempre foi um meio de transporte. Como neste plano de treinos, a bicicleta é mais no sentido de recuperação ativa, tenho podido usar a minha querida bicicleta (que tenho há 18 anos e não é de estrada) para fazer uns quilómetros.

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 Correr em Sintra é todos os fins-de-semana!

 

Os treinos de trilhos são muito importantes e têm sido, desde sempre, a parte mais desafiante para mim, por limitações de tempo. Havia uma altura em que só corria nos trilhos em provas, e só treinava em estrada. Felizmente, agora estou mais disciplinada e motivada e, uma vez por semana, às quartas às 7 da manhã, tenho ido correr uma horinha em Monsanto com pessoal amigo. Aos fins-de-semana, pelo menos uma manhã passo na serra. Fui várias vezes a Sintra e até à Arrábida. Esta semana a serra será outra: vou participar no Trail de Montejunto. É uma prova, mas vou em modo treino, é claro (não que isso seja muito diferente do meu modo competitivo ehehe).

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 Os treinos em Monsanto às 7 da manhã já são um vício!

 

O meu feedback até agora sobre o treino com a beAPT é muito positivo. Os meus níveis de motivação estão em altas. Não deixo escapar nem um treino! O treino com base na frequência cardíaca também tem sido uma experiência interessante de autoconhecimento e controlo.

 

No que toca à nutrição, tenho seguido as dicas da minha amiga nutricionista Ana Sofia Guerra e já sinto o corpo mais tonificado e até já consegui perder alguns dos quilinhos a mais que levei comigo desde a minha aventura na Tailândia.

 

Para a semana partilho como correu a prova na Serra do Montejunto e em breve quero partilhar contigo um pouco sobre a minha experiência sobre os treinos com base na frequência cardíaca e quais os benefícios deste tipo de treinos.

 

Boas corridas!

A caminho do Estrela Grande Trail com a beAPT

13246214_1745066055708947_8229352771281639361_o.jp O ano passado no EGT

 

Já passou uma semana e meia desde que comecei os treinos com o Paulo Pires da beAPTAceitei o desafio de fazer uma preparação “como deve ser” para o Estrela Grande Trail que se realiza no final de Maio, com o apoio da be APT.

 

A semana passada partilhei aqui uma entrevista com o Paulo Pires, para que possam conhecê-lo um pouco melhor e saber qual a sua metodologia de treino. Hoje, com 7 treinos beAPT feitos, partilho a minha primeira impressão. A metodologia de treino é de base aeróbia alicerçada na experiência e conhecimentos do treinador Paulo Pires, bem como de uma equipa multidisciplinar que o acompanha. É uma experiência de treino individualizada em função do meu perfil biométrico e dos meus objetivos, neste caso o EGT.

 

Antes do treino:

Para iniciar a prática desportiva com regularidade, com objectivo da melhoria da condição física ou performance, há um conjunto de exames médicos a realizar. Para fazer o treino beAPT, para qualquer objectivo escolhido, a realização dos seguintes exames é obrigatória:

- Anual: análise sumária do sangue e da urina.

- Bi-anual: prova de esforço + ECG.

- 4 anos: Ecocardiograma com Doppler e Raio X Toráx.

Felizmente já tinha estes exames feitos e foi só digitalizá-los e anexá-los ao meu perfil na plataforma. A única avaliação que me faltava era uma avaliação física para perceber se deveria perder peso para melhor o meu desempenho e correr saudavelmente.

 

Pedi então ajuda à minha amiga nutricionista Ana Sofia Guerra para fazer uma avaliação corporal. A última vez que tinha feito uma avaliação destas foi há dois anos e estava super e forma, com uma idade metabólica de 18 anos e uma estrutura corporal equivalente a um “atleta”. Esta avaliação já foi diferente e pela negativa. Estou com uma idade metabólica muita acima da minha idade real de 28 anos e com um peso acima do recomendado. Além disso, estou com uma percentagem de massa gorda elevada que precisa de descer para ganhar forma na corrida. Cheguei a este estado porque na Tailândia comia muitos, muitos hidratos e na verdade, embora tivesse feito algum exercício recentemente, não é comparável com os kms que fazia antes. Está na hora de mudar. Na hora de treinar à séria e de fechar a boca (principalmente aos hidratos ao final do dia e ao álcool, pois, o meu melhor amigo é o vinho). Agradeço muito o apoio da Ana na vertente da nutrição. Tenho um esquema para me guiar no dia-a-dia e que me ajuda a ter mais disciplina na dieta.

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Treino em Sintra no domingo passado, o primeiro longo para o EGT 

 

A plataforma beAPT:

No que toca ao treino, o relógio com cárdio-frequencímetro e GPS é essencial. Pois, o que manda nos treinos são a duração do treino e a frequência cardíaca média e não o pace. Na plataforma de treinos temos acesso ao plano semanal atual e da semana seguinte. A plataforma é muito visual e user-friendly. Procedemos a uma ligação ao Strava para facilitar o carregamento dos treinos a partir do relógio. Depois, na plataforma, graficamente, podemos ver o que tinha sido prescrito em termos de treino e o que realmente treinamos.

 

Cada unidade de treino prescrita é caracterizada por:

  • Tipo de Treino: corrida, trail, natação, bicicleta, etc.
  • Tipo de Terreno: estrada, montanha, misto, pista, etc.
  • Altimetria: com diferentes níveis desnível
  • Objectivo: diferentes capacidades fisiológicas a treinar - aeróbio, potência aeróbia, longa duração.
  • Indicadores específicos do treino (tempo, velocidade, ritmo, frequência cardíaca (média e máxima).

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 Treino em Sintra no domingo passado, o primeiro longo para o EGT. O Tiago e o Nuno também vão :)

 

O meu plano de treino beAPT:

O meu plano de treino, na primeira semana, passou por 4 treinos de estrada de 30 a 60 minutos e um treino longo de trilhos de 2,5 horas. Além disso, os planos de treino da beAPT, complementarmente ao treino de base aeróbia, têm dois Circuitos de Musculação devidamente enquadrados na semana de treino, com imagens dos exercícios propostos e número de repetiçõe e séries. No meu plano de treino da beAPT, também tenho dois Circuitos de Flexibilidade devidamente enquadrados na semana de treino, também com imagens dos exercícios propostos e respectivo tempo mínimo de execução.

 

A primeira semana correu bem, embora sentisse o aumento da carga semanal de kms no treino de domingo. Esta semana já fiz um treino intervalado (muito puxado, ainda por cima sozinha!) e um treino leve de 70min. Ainda faltam mais três treinos, incluindo dois de trilhos no fim-de-semana e os treinos de musculação e flexibilidade, claro.

 

E o que estou a achar disto? Estou a gostar muito do acompanhamento do Paulo e da Ana. Sinto o apoio deles e isso dá-me motivação e disciplina. É bom saber que estou a ser acompanhada por especialistas e que estou a preparar-me para o EGT de forma eficaz e saudável. Para a semana dou mais feedback :)

 

Se até lá tiverem alguma dúvida ou questão, não hesitem em contactar!

 

Bons treinos!

 

Vou participar no Estrela Grande Trail e vou ter ajuda!

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No final de Maio vou participar no Estrela Grande Trail. O ano passado também já tive a oportunidade de correr na bela Serra da Estrela, num evento de excelência organizado pelo Armando Teixeira, um dos meus ídolos do trail running nacional.

 

Sabiam que o Armando Teixeira foi treinado por alguém para chegar onde chegou? Sim, o Armando, e muitos outros atletas de trail running de referência em Portugal, foram treinados por um senhor chamado Paulo Pires.

 

Pessoalmente, como nunca ambicionei fazer pódios ou grandes tempos, nunca ponderei contratar um treinador. Entretanto, à minha volta, parece que cada vez mais pessoas que optam pelo treino acompanhado. O Tiago escreveu um excelente artigo sobre os benefícios de ter um treinador. Então pensei que a minha participação no Estrela Grande Trail deste ano merecia um apoiozinho, pois é uma prova muito desafiante em termos de tecnicidade e altimetria.

 

Foi pelo Pedro Luiz que conheci o Paulo Pires, um treinador de UltraDistâncias, UltraTrail, Triatlo, Maratonas. Paulo é licenciado em Desporto e Educação Física pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, FADEUP, na opção de Desporto de Alto Rendimento. Além disso, é mestre em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, FADEUP. Paulo é professor de Educação Física/Desporto e praticou várias modalidadescomo atleta, monitor, e/ou treinador: Atletismo, Natação, Polo-Aquático, Canoagem, Badminton, Montanhismo/Alpinismo.

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Será que vamos apanhar neve no EGT deste ano? 

 

Vamos conhecer um pouco melhor que é o Paulo Pires e como será o meu programa de treinos?

 

Paulo, Há quanto tempo és treinador?
Eu sou treinador desde que terminei o curso da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Estive muito anos ligado à Natação de Competição e há 9 anos que segui o caminho de “TREINADOR” de ultradistâncias em montanha, desafiado pelo Carlos Sá e Carlos Peixoto. Depois Comecei também a trabalhar com o Armando Teixeira, Natércia Silvestre, Leonardo Diogo… e do nosso trabalho começaram a surgir muito bons desempenhos em provas internacionais de referência. Colocamos o ultratrailrunning português no mapa internacional. Com os nossos bons resultados comecei a ser solicitado para orientar para mais atletas portugueses e estrangeiros. Dessa procura surgiu a necessidade de criar plataforma de treino “beAPT”, sistematizando o trabalho que vínhamos fazendo com a Armada Portuguesa do Trail.

 

Quais as modalidades em que gostas mais de ser treinador?
Eu gosto do desafio das ultradistâncias pela planeamento estratégico que envolvem. Pelos riscos que temos que assumir. Mas realizo-me principalmente, a ajudar os meus ultrarunners a concretizar os seus desafios. Sejam eles sedentários que resolveram mudar de vida e começar a treinar ou atletas de referência mundial a participar nos desafios mais competitivos. Contudo, até ao momento, há um conjunto de desafios que me marcaram pelas dificuldades que implicaram e pelas emoções que vivemos juntos:

  • o 1º UTMB (2011) com o Armando Teixeira e Carlos Sá.
  • Colocar 2 portugueses na Ronda dels Cims no top10 (Armando Teixeira e Claudio Quelhas).
  • Record de ascensão do Aconcágua com o Carlos Sá.
  • Em 2015 em 11 ultratrailrunners dos nossos presentes no circuito do UTMB (occ, tds, ccc, utmb), todos foram finishers.
  • Haver um sentimento de identidade e de pertença à APT que nos orgulha. Porque primeiro que os treinos, há uma filosofia de vida que nos une.

 

Como funcionam os teus programas de treinos?
Os nossos treinos são desenvolvidos de acordo com uma metodologia própria, resultante de e investigação científica e de anos de uma saber de experiência feito como treinador e montanhista.

 

A quem se destinam os teus programas de treinos?
A nossa metodologia pode ser aplicada a um sedentário que resolve fazer actividade física para melhorar a sáude e perder peso ou a para atletas que buscam rendimentos e desempenhos superiores.

 

Como se diferenciam os teus programas de treinos dos outros que existem no mercado?
A nossa plataforma de treinos (www.beapt.pt) permite prescrever treinos individualizados de acordo com o perfil biométricos do atleta em função do seu objectivo/desafio e nível de rendimento. Os treinos de base aeróbia são acompanhados com um plano de trabalho de reforço muscular (força) e flexibilidade.
Para trabalhar connosco é necessário realiazar/aprensentar um conjunto de exames médicos que atestam da capacidade funcional da pessoa para o nível de treino a que se propõe. Temos também uma preocupação constante na longevidade e saúde dos nossos atletas. Disponibilizamos também um conjunto de serviços complementares na área da medicina desportiva, nutrição e avaliação fisiológica.

 

Nas próximas semanas irei partilhar convosco, uma vez por semana, como está a ser a minha experiência rumo ao Estrela Grande Trail com o programa beAPT Se tiverem alguma dúvida em relação aos programas de treino do Paulo, não hesitem em contactá-lo a ele ou a mim :)

Race Report: Ultra Douro e Paiva - UTDP

10989220_429827037202992_717082751481161790_n.jpgPor: Stefan Pequito

 

A 1ª edição do UTDP foi no ano passado, o tempo passa a voar, sendo que nessa altura fui aos 64k. Foi uma prova que correu mal sem dúvidas. Na altura devido a alguns erros da organização e de gente mal-intencionada. Fiz uma review da prova onde falei disto tudo mas na qual também frisei que era uma prova com um enorme potencial. Foi uma prova onde ganhei boas amizades, que ainda tenho hoje, uma delas foi o André Oliveira um mestre disto tudo. Sou sincero quando afirmo que não estava nada a espera do convite para ser padrinho, foi uma enorme surpresa mas à qual respondi imediatamente que sim.

 

Lá fui eu novamente para a prova, mas este ano fui aos 35k derivado de ainda estar em recuperação do Oh Meu Deus. Assim, encarei esta prova como o pontapé de saída para começar a preparação para o meu próximo grande desafio, Ultra Pirenéus.

 

A ida para cima foi fantástica, a viagem na companhia da nossa Campeã Carla André, e a nossa querida “avô” das corridas Analice. O que posso dizer é que quase que já estou quase convencido em fazer o MDS, com as histórias fantásticas que estas duas senhoras contaram de lá.

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Saímos bem cedo, pois os 3 tínhamos as jornadas técnicas para fazer - outra coisa que não estava nada a espera pois ainda sou novato nestas andanças. Chegámos, dois dedos de conversa com o André e praticamente ir direto para o auditório. Estava super nervoso, sou sincero, ainda bem que não tive de falar muito (lol).

 

De seguida fui levantar o dorsal, jantar e cama, que no meu caso foi no pavilhão. Até à meia-noite correu tudo bem e até consegui dormir, mas entretanto entraram uns cromos (lol) que se lembraram de cantar os parabéns bem alto naquele pavilhão, e depois ficaram na galhofa. Estive quase para me levantar mais foi um outro rapaz lá. Ainda bem, pois era capaz de lá ter ficado a comer o bolo pois eu conhecia os cromos e bem (lol) (cromos no bom sentido).

 

Resumindo a partir daí foi uma noite de …... mal dormi. As 5 da manha o pessoal que ia para a ultra acordaram todos e eu desisti de dormir. Comecei a preparar as coisas para comer, pois às 7h15m tínhamos de apanhar autocarro até à ponte.

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A partida foi dada um pouco mais tarde o que complicou por causa do calor. Tinha como objetivo ir atrás do Armando e do Nélson Graça e foi o que fiz durante a fase inicial, sempre no encalce, atrás dos dois até aos 12k mais ou menos onde tive uma vontade de ir à casa de banho e tive de encostar um pouco. Estávamos também numa zona de rio - partes que não aprecio muito para correr mas que são de uma beleza extrema. No total passámos 3 vezes no rio. Perdi imenso tempo, pois sou um cagão e não me quero partir todo (lol). Depois do rio vem o inferno calorrrrr  bravo, sem uma árvore para nos protegermos. Aí apanhei o Nélson Amaral e como sempre ponho a conversa em dia, fomos até ao posto do 23km juntos, se não me engano. Hidrato-me bem, como qualquer coisa e arranco ainda na tentativa de apanhar mais alguém. Mas o calor era demasiado e o corpo ainda não esta a 100%, por isso mantive-me na minha e não me aventurei mais. 

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Mais tarde, depois de novamente entrar no rio, e novamente perder imenso tempo para não me molhar (parvoíce minha) o Nélson Amaral apanha-me outra vez e ainda fomos os dois até ao fim. Quase no fim temos uma descida fantástica, umas das minhas descidas favoritas, adoro aquiloooo! Virei-me para o Nelson e disse-lhe “Bora divertir-nos” e la fomos nós. Resumindo: todos os que passávamos chamavam-nos malucos “eles vão-se a picar”, “eles vão-se matar”, e nós sempre a gritar “esquerda, esquerda”, ”direita, direita” foi um loucura, mas da saudável. Decidimos acabar juntos a prova, não tinha lógica nenhuma fazer uma picardia no fim só para ficar um a frente do outro, não íamos ganhar nada com isso.

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Se no ano passado fui ter com André para lhe dar na cabeça, este ano fui ter com ele para lhe dar os Parabéns pois foi uma prova fantástica. Não vi erro nenhum, as marcações estiveram fantásticas, desde de fitas, marcas no chão a tabelas a assinalar o caminho. E pessoal deste que gosto, os que ouvem os participantes e seguem alguns conselhos de quem corre e só tenta dar inputs positivos. Em termos de abastecimentos, tinha o quanto basta, ou seja tudo o que era preciso.

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Percurso: o que posso dizer é que foi um dos mais belos e difíceis que já fiz, a parte da dificuldade tem muito a ver com o calor mas o trail é mesmo assim. Se vou voltar em 2016? Quase de certeza que vou lá estar outra vez, agora só não sei a distância, mas isso logo se vê.

 

Classificações

64k

M                                                           F

1ªFILIPE GARCIA 07:31:59                 1ºRAQUEL CAMPOS 11:07:39

2ºLUÍS OLIVEIRA 07:56:41                  2ºCÁTIA NUNES    11:39:23

3ºNUNO FERNANDES 07:59:34          3º EUNICE LOUREIRO  12:00:47

 

35k

M                                                           F

1ªANDRÉ RODRIGUES 03:33:03              1ºPAULA LAGE  05:04:10

2ºNELSON GRAÇA 03:40:21                     2ºSUZANA ANDRADE  05:11:54  

3ºARMANDINO TABORDA  03:41:00         3º LILIANA GOMES 05:14:07  

11ºSTEFAN PEQUITO 04:09:19

 

16k

M                                                            F

1ªTIAGO LOUSA  01:50:44                    1ºMARIA MARTINS 02:36:10

2ºNUNO ALVES  01:52:49                     2ºESTELA MARTINS   02:42:47  

3ºBRUNO SILVA   01:55:13                   3ºMARIANA DELGADO  02:44:19 

Agradecimentos:

 

Um enorme obrigado ao André Oliveira e à equipa da UTDP, pelo convite para esta prova de referência (sim já a considero uma prova de referencia lol). Obrigado à Carla André e à Analice por me aturarem pelo caminho, à Girassol pelo material de nutrição, e claro ao meu Treinador Paulo Pires por me ter deixado ir.

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Material usado:

  • Tshirt da Reebok e calçoes também (sim era um tshirt e não um top lol)
  • Sapatilhas Salming T1 as minhas meninas fantásticas
  • Meias injini a dar as últimas
  • Mala da Ultimate Direction - AK Race Vest 2.0 que o Tiago Basto me arranjou
  • Barras da Biotechusa de nozes, e gel limão pro da biotechusa, encontram à venda na Girassol
  • Chapéu da Reebok também.
  • Palmilhas da Oficina de Ortopedia as quais já vos tinha falado noutra review, que foram fantásticas. Fiquei fã pois nunca pensei que se iam adaptar tão bem ao trail mas sim, tinha medo da água e foi o que me surpreendeu mais pois secaram muito rápido e mantiveram-se sempre confortáveis sem me magoarem os pés, valem a pena o investimento.

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Agora que venha a ultra Pirenéus, até breve!

 

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  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D