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Correr na Cidade

Aos verdadeiros heróis e heroínas da corrida!

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Quando há quatro anos me deu na cabeça avançar com este blogue fi-lo com um objetivo: falar sobre a minha paixão recente pela corrida mas com um “twist”. Não me quis limitar a falar de provas, de tempos, de desafios, sempre quis mais, muito mais. Queria falar de cultura, de design, de livros, de nutrição, de música, de trabalho, de moda, etc.

 

Aviso que as linhas deste post são a minha opinião –  e que até podem refletir opinião contrária aos outros co-autores do Correr na Cidade que vocês tão bem conhecem. O blogue foi então criado para ser diferente. Um misto de running lifestyle, mas com substância.

 

E apesar da diversidade da escrita continua a existir uma linha: já aqui partilhamos vídeos que são obras de arte, filmes, já falamos e oferecemos livros do Murakami, já publicamos receitas que nada têm a ver com corrida, já escrevemos sobre experiências com CrossFit, Cycling, Yoga e até Reiki, etc. E nunca nos limitamos a falar só de marcas, corrida e corrida e marcas - não me queixo da quantidade de material que recebo para testar, para inveja de uns quantos (haverá sempre “haters”, felizmente!!!).

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O blogue foi assim criado para aqueles, como eu, que trabalham muito, têm objetivos na vida para além de Bater Recordes Pessoais e têm um mundo de outros interesses que vão além de colocar uns ténis (como bem dizemos em Lisboa) e ir correr. É um blogue tanto para os que fazem 10 km em 45 minutos ou em 1h20 minutos. Para aqueles que introduziram a corrida na sua vida sem ficar obcecado por ela. Acho muito mais valioso um PR de alguém que esforçadamente coloca a corrida no seu dia-a-dia a par das outras milhentas tarefas, do que aqueles que só correm.


Às vezes há mesmo essa tentação: correr, treinar, correr, treinar, correr e depois correr mais um pouco. Vocês nem sabem o quão chatos e desinteressantes ficam como pessoas.

 

Por isso este meu post é dedicado aqueles que misturam a corrida com as suas vidas mas que lhe dão a importância que ela merece. Sei que muitos não vão concordar, e ainda bem que este não é um post “fofinho”. 

 

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Para mim os verdadeiros heróis e heroínas são esses mesmos. Que gostam de correr, que até podem fazer, ou não, uns tempos valentes (o que é subjetivo), mas que fazem coisas interessantes no seu dia-a-dia. A corrida é muito democrática e não é só para atletas. Por isso é apaixonante. Não pensem, por exemplo, que os treinos do Correr na Cidade são compostos por uns loucos cheios de stamina e testosterona que vos vão deixar a comer o pó das nossas sapatilhas enquanto vocês se esforçam para nos acompanhar. É muito o contrário.

 

É tão importante alguém que termina uma Maratona em seis horas como alguém que bate o seu PR nessa mesma prova. A corrida saudável é isso mesmo. Para mim saber que um Chef fantástico como o Kiko Martins corre é brutal. Saber que o meu colega de profissão Ricardo Martins Pereira, que para além dos seus milhentos projetos, também corre, é muito interessante. Saber que uma pessoa que entrevistei recentemente e que é CEO de uma grande empresa em Portugal (sorry, no link! segredo profissional) também faz as suas corridas é fantástico. Este blogue é e sempre foi para eles. 


Mas, o mais importante de tudo é que o Correr na Cidade tem uma missão, e aqui falo por todos: espalhar e influênciar os nossos leitores a terem um estilo de vida saudável. Acredito, e tenho a prova provada no meu dia-a-dia que não é a falar de grandes recordes pessoais ou das mega distâncias que fazemos que vamos puxar mais gente para a vida saudável, muito pelo contrário. 

 

Este é um blogue diferente por isso mesmo. É para si que é mãe e hoje já deu banho as crianças e vai agora sair para correr com as suas amigas. Para si, também, que é um profissional muito atarefado e que se levantou "com as galinhas" para correr antes de ir decidir muita coisa importante. E para si também, homem ou mulher, que está farto de passar a mão pela sua barriguinha saliente e sabe que a corrida (ou outro desporto) pode vir a mudar a sua vida e fazê-lo mais feliz. Este blogue é para todos vocês!

 

E sim, vamos continuar a fazer tudo como temos feito e falar de corrida e de outras coisas, tantas outras coisas

 

Mas para não dizerem que isto é só escrever, escrever sem partilhar nada de interessante fora da corrida, deixo-vos aqui um link de um dos sites mais inspiradores (e para o qual já escrevi) que existem. Divirtam-se! 

O disparate de uma estátua para quem corre

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Por Filipe Gil

Por norma, temos emitido pouca opinião sobre questões que vão além da corrida, da nutrição e bem-estar. Mas hoje apeteceu-me escrever sobre algo fora destes temas. E antes de continuarem a ler, aviso desde já que as seguintes linhas refletem a minha opinião e não a dos restantes membros da crew (embora acredite que alguns partilhem da minha ideia).
 
Isto tudo porque ontem, sexta-feira, foi inaugurada uma estátua em homenagem ao corredor….(pausa para respirarem). Ora, homenageia-se quem se movimenta com uma estátua, inerte, parada para perdurar no tempo???

Sinceramente a única coisa que noto de comum entre uma estátua e quem corre é sofrerem com a intempere ao longo das estações do ano: chuva, sol, vento, granizo – venham eles que nós aguentamos.


Quando li a notícia, pensei sinceramente que era da autoria do jornal humorístico Inimigo Público. Uma estátua para quem corre… Acham que é assim que se homenageia que corre? Antes de continuarmos o pensamento, será que quem corre merece uma estátua?

 

Ok. Até sinto que aqui no blogue conseguimos mudar a vida de algumas pessoas e que com a nossa dedicação influenciamos a correr e com isso a melhorar a sua saúde e a tornarem-se exemplos, para os filhos, cônjuges, colegas de trabalho, etc. E não somos os únicos, outros grupos em todo o país fazem, e bem, o mesmo. Mas o que é esse esforço comparado com pessoas que, por exemplo, saem à rua à noite para alimentar os sem-abrigo, ou os cientistas que trabalham todos os dias para descobrir a cura contra o cancro, ou quem ajuda crianças no IPO? Não estamos a exagerar no hype da corrida? Agora somos, todos os que correm, super heróis?

 

Correr é algo natural e apenas a evolução errática da nossa sociedade nos fez abandonar essa prática. Coloquem os vossos filhos ou sobrinhos que mal aprenderam a andar, no chão e irão ver que eles não andam, correm, muito, sempre e com um sorriso na cara. Correr é natural, não deve ser homenageado. Faz parte do ser humano. Já imaginaram uma estátua a todos os que respiram?

Ao invés de estátuas, as entidades responsáveis deviam sim pensar numa política de saúde pública que incentive as pessoas a fazerem desporto, seja a correr ou outras atividades Para bem dos custos de saúde em Portugal e para todos vivermos com mais qualidade no dia-a-dia. Está tudo feito noutros países, é só copiar.

 

De um momento para o outro passamos a ser o país das estátuas, e não da estratégia e dos atos, não do planeamento, apenas das estátuas. Há estátuas para tudo. E a sua banalização está tirar o valor que estas devem realmente ter, a quem as merece realmente.

 

Isto tudo num país em que 85% das pessoas fica aborrecida quando vê a “sua” estrada cortada porque meia dúzia de malucos estão a correr um bom par de quilómetros.

 

Não acredito que uma estátua traga mais pessoas à corrida. Acredito sim nas ações e não na inércia. A melhor homenagem que podemos fazer a quem corre, se é que merece tal como já disse anteriormente, é continuar a correr e convencer mais pessoas que o podem fazer.

 

Não sou apologista do ficar sentado a criticar, por isso deixo aqui ideias:

  1. Ligar com uma via própria para a corrida (e bicicletas) o Parque das Nações a Cascais – eu sei que está quase, mas falta o quase. É urgente. E com luz para iluminar à noite e nos dias mais escuros.

  2. Abrir o atletismo como modalidade a mais pessoas. Campanhas junto de escolas. Uma espécie de programa “Tornar a Corrida Cool” para puxar os adolescentes. E ainda um programa que ensine que ser voluntário numa prova. Muito importante.

  3. Fomentar circuitos de corrida ao longo das cidades portuguesas. Pequenas indicações de circuitos na rua, tipo info turística, com a criação de várias tipologias de circuitos (em dificuldade e distância).

  4. Criação de uma rede de WC públicos com cacifos e chuveiros – pagos. Ou um cartão anual da cidade para utilizar os chuveiros de alguns health clubs.

  5. Diminuir o preço da entrada nas Meias e Maratonas em Portugal para quem está desempregado.

  6. Fomentar bolsas e apoios estatais de criação a empresas ligadas à corrida.

  7. Juntar marcas multinacionais a apoiarem corredores desfavorecidos. Nem todos podem gastar 50 euros nuns ténis para correr….

  8. Aposta na criação de uma elite de corredores portugueses. Porque isto sem ídolos vencedores não se consegue “puxar” gente para a modalidade. Só os atuais atletas federados sabem os sacríficos que passam atualmente e as condições de treino de alguns.

  9. Rezar para que a cidade do Futebol que vai nascer no Jamor não estrague esta meca da corrida a céu aberto.

Isto é um desabafo. Querem homenagear quem corre? Tornem-se corredores. Querem homenagear a corrida? Tragam cada vez mais gente para a corrida. E divirtam-se a correr.

p.s. – já descobri uma boa utilização para a estátua: é excelente para alongar a fáscia plantar.

Crónicas de uma lesão: a paciência que não tenho!

imagesFazendo contas de cabeça, estou lesionado desde o dia 10 de novembro, ou seja, há cerca de um mês. Um mês com dores, treinos intermitentes, duas idas ao médico, um Raio X e a sensação de, literalmente, ver os outros passar.

Sou impaciente. Com a idade tenho ganho mais resistência a este “nervoso miudinho”, mas custa muito. E no caso desta lesão gostava de saber exatamente o que tenho e quanto tempo terei de estar parado e, já agora, como a curar. É muito irritante uma lesão assim, e passo a explicar.Quinta-feira passada fui ao ortopedista. Fiz Raio X e ele não viu nada. Mandou-me fazer uma ressonância magnética – que, depois de alguma confusão com o seguro de saúde, lá foi marcada para a próxima 2ª feira. Depois terei que esperar mais 4 dias até o exame estar pronto e depois ir novamente ao ortopedista. Que, se não estiver de férias, serei visto, com sorte lá para dia 23 de dezembro.Agora, como isto das lesões é algo recorrente entre nós, corredores. Partilho o que tenho sentido nos últimos dias para saber se alguém me pode ajudar com a sua experiência.Desde a ida ao médico até a última segunda-feira, ou seja, 5 dias, não tive quaisquer dores. Senti-me bem e já começava a pensar que talvez este próximo fim-de-semana pudesse andar de bicicleta e começar a correr dali a mais uns dias. Mas a partir de terça-feira comecei a sentir ardor no osso mais à direita do pé. Aquele “bico” que temos na parte lateral. E durante dois dias tive esta dor que, como andei de sapatos mais duros, penso terem tido influência.Desde ontem à noite que deixei de ter dores (depois de os descalçar), mas hoje de manhã (e não, não me dói ao colocar o pé no chão), fiz exercícios de alongamento com o pé e aí doeu. Quando encolhi o dedo grande do pé, a dor na planta e perto do tal osso doeu. E muito.E pronto, aqui estou com uma ligeira impressão, sem dores, a não ser que estique o encolha o pé. Já me falaram em massagista desportivo, em ortopedista (que já fui e voltarei a ir), em quiriopata e em fisioterapia. Estou baralhado não sei o que fazer, para além de esperar pela ressonância e das seguintes idas aos médicos. Mas será que uma visita a um fisioterapeuta ajuda? Ou a um massagista desportivo? Qual a vossa opinião?

Ténis debaixo de olho

Com a descoberta que preciso, mesmo, correr com ténis para pronadores, pelo menos distâncias acima dos 8K, ando a ver alguns modelos de ténis de corrida. Estes são os modelos que tenho debaixo de olho (se tiverem outras sugestões ou conselhos sobre estes modelos, digam):Para estrada:Adidas Supernova Sequence:

20131208-094708.jpgSaucony Guide 7:

20131208-095000.jpgAsics Gel Kayano 20:

20131208-095042.jpgE para Trail:Salomon XT Wings:

20131208-095501.jpgAdidas Supernova Riot:

20131208-095543.jpgAsics Gel Fuji Trabuco:

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O livro do corredor acidental



20130815-133917.jpgComprei o livro (10€ na FNAC) a pensar levá-lo para as duas semanas que eu e a família cá de casa vamos ter no sul do país. Mas comecei a ler ainda antes disso e em três dias terminei o livro. Em primeiro lugar tenho que dizer que gostei muito deste livro sobre corridas que, a seguir ao do Murakami, foi o que mais gozo me deu a ler. A escrita é cuidada e o nível intelectual do autor revela-se aqui e ali sem deixar de ser uma leitura acessível.Aliás, um dos melhores ingredientes do livro é quando o autor/corredor acresce à prosa a sua experiência com dados históricos ou factuais dos locais por onde correu. E fá-lo de uma forma eficaz, leve mas muito interessante.Contudo, o ritmo do livro é o inverso daquele que deve ser uma corrida. Pois começa a todo o gás e consegue arragar o leitor mas esmorece um pouco no final. Ou, usando outra analogia das corridas, quando se diz que num treino para a Maratona o que interessa e custa são os treinos e não a prova em si, isto aplica-se a esta prosa. Toda a preparação de um ano para a Maratona de Nova Iorque (objetivo principal da obra) é muito mais interessante que a descrição da prova em si.Aliás, é quase épico o relato da estreia do autor na distância dos 42K (feita poucas semanas depois de começar a correr) na Maratona de Lisboa - a extinta, não a que vai estrear em Outubro - está descrito de uma forma que quase ouvimos as passadas dos corredores ou a sua respiração ofegante.Existe ainda o relato de outras provas, entre as quais a Maratona de Roma, antes de se chegar à mítica de Nova Iorque. Na prova da "Grande Maçã" a escrita perde algum do fulgor e o livro acaba de forma mais ou menos abrupta quando se esperava - talvez - umas linhas conclusivas sobre essa participação e que motivou a escrita de um diário durante 1 ano, e que resultou neste livroNever the less, gostei muito e aconselho a todos os que já foram "mordidos" pelo vício da corrida, sobretudo os que têm em mente fazer uma maratona. Ao autor, António Goucha Soares, um agradecimento por ter tido a coragem de publicar um livro sobre corrida sem esquemas de treinos de corrida. Esse tipo de livros é ainda uma raridade em livros escritos em português.

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