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Correr na Cidade

Acreditar e Fazer: a caminho do EGT

 

Acho que o título reflecte bem o meu "mantra" atual… para quem levou uma valente bofetada na cara, com uma tentativa extremamente frustrada de fazer a sua primeira Maratona em Barcelona, confesso que estou surpreendida comigo mesma. Após esta experiência que me vincou profundamente, achei melhor afastar-me por uns tempos da corrida, para organizar a cabeça e as emoções quanto à corrida… já andava na natação, apostei em aulas de RPM no ginásio e fui em busca do equilíbrio físico e mental com o Hot Yoga de Jean Pierre de Oliveira, que tão bem que me sabe!

 

 Hot Yoga: estou por ali algures, literalmente a suar em bica!

 

A pensar que o embalo de uma maratona me pudesse ajudar, desde Dezembro que estava inscrita nos 46K do EGT. Planos furados e de cabeça longe do objectivo, vi-me confrontada com a mais pura realidade das minhas acções com o artigo do Luís a propósito das nossas decisões a nivel desportivo… pela primeira vez vi escrito aquilo que tantas vezes, os dois, falamos em casa e que por uma razão ou outra ainda não tinha retido, sobretudo no momento impulsivo em que me inscrevo em provas (menos mal, podiam ser malas e sapatos… certo?).  

Reli aquele artigo vezes sem conta… afinal de contas o que é que eu quero?! Pensei muito sobre o assunto e de uma forma bastante consciente tomei a decisão de que iria apontar canhões para a prova que já tinha planeada e assumi o facto de que iria ter pouco mais de um mês para treinar com uma disciplina e foco como nunca antes. Seria também imperativo focar-me ao nível alimentar porque, por mais voltas que tenhamos que dar, uma pessoa mais pesada é obrigatoriamente menos rápida, consome mais energia e assim menos eficiente na sua corrida, com a agravante de potenciar lesões ao nível articular.

Teria de uma vez por todas mentalizar-me de que sou capaz, motivar-me a continuar e como costumo dizer: fechar a boca e treinar forte! Querer só, já não chega… chegou a hora de atuar!

 

Estrela Grande Trail® de 46K: que estouro!

 

Quando divulguei a alguns amigos da corrida a minha intenção de fazer esta prova, foram todos muito politicamente correctos, sem quaisquer reacções negativas (as vezes até sem reacção! :P), em que a maioria optou pelo silêncio. Imagino que lhes tenha ocorrido o pensamento “ WTF?! Esta gaja deve estar completamente louca!!!” Curiosamente, ou não, foram esses mesmos amigos que sem as típicas palmadinhas nas costas do “és a maior, tu consegues” que fizeram questão de me acompanhar, a par e passo nesta jornada de treinos intensos a que me submeti neste último mês e trocos, porque palavras leva-as o vento… A todos eles muito lhes devo a motivação para persistir quando a cabeça pedia para parar.

 

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"as rainhas do cozido"

 

Para além dos treinos recorrentes acompanhada, onde invariavelmente obtenho melhores resultados, fiz questão de inserir no meu plano de treinos semanal alguns momentos a “solo”... aproveitei as idas do Luís aos Esquilos e fazia o meu trilho sozinha com os meus pensamentos… passei a ter um gosto especial por Monsanto de manhã cedo e no ritmo familiar passei a ser eu a indicar os dias desses treinos.

Já trato por tu o “Trepador”, houveram treinos fartos em “cozidos”, com tudo a que temos direito, e cheguei a fazer também algumas incursões a Sintra nos fins de semana, para colocar km’s e altimetria, mas que por uma razão ou outra não foram tão proveitosos como gostaria que tivessem sido. As pernas foram respondendo bem ao esforço, a cabeça manteve-se no objectivo e melhor do que isso: tirei muito gozo desta fase!

 

 

Pelo meio desta brincadeira toda, sem dedicação exclusiva para a causa e apenas com o objectivo de me familiarizar com as regras de prova, faço o meu primeiro Triatlo, em Leiria, na companhia da Sara e do João a quem “desencaminhei” para estes caminhos uns meses antes. Acreditem… a #teamhulk ainda vai dar que falar! ;) E porque parece que sou uma mulher de tudo ou nada, é também nesta fase da minha vida que me cai no colo a oportunidade de ingressar numa nova oportunidade profissional… haja fôlego!

 

 #teamhulk depois do I Triatlo da Lagoa da Ervideira - Leiria

 

Dito isto… estou a caminhar a passos largos para o meu grande desafio. Não sei quantos kg’s perdi ao certo porque não me pesei, propositadamente, mas o facto é que já vejo pequenos laivos de músculo onde antes só via gordura. Acho que foi a primeira vez que não confiei na sorte ou destino e arregacei as mangas a sério… dentro de mim tenho uma pequena chama de fé que me faz acreditar que vou conseguir e foi essa mesma chama que me fez sair tantas vezes da cama de madrugada quando seria tão mais fácil ficar no quentinho… desculpem lá se estou a ser ingénua... Uma coisa é certa, este mindset já ninguém mo tira!

 

Gostaria de terminar com um agradecimento especial ao Luís Moura, Sara Dias, João Gonçalves e Ângela Costa por todos os km’s partilhados, conselhos, apoio, motivação… enfim, pela vossa AmizadeSeja qual for o desfecho… prometo-vos que darei o meu melhor!

 

Race Report da Maratona de Madrid: Desafio superado?

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SIM, o desafio foi superado com sucesso!

 

Com um tempo final de 3h57m06s o meu objetivo de concluir a Maratona de Madrid em menos de 4 horas foi concretizado e isso deixou-me muito FELIZ!

 

E como foi a prova? Já conto tudo! 

 

Sábado foi dia de levantar dorsais na feira da prova. A feira da Maratona de Madrid estava bastante bem organizada, tinha bancadas para levantamento do dorsal, e bancadas para levantamento do goodie bag e tshirt técnica da prova. Eu e a Joana chegámos cedo e tudo decorreu bem e com rapidez.

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 Chegada à feira, a desejar correr como nunca...

 

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 Dorsal e tshirt recolhidos.

 

Após visita aos stands da feira, onde encontrámos amigos e conhecemos pessoalmente alguns parceiros do mundo das corridas que estão habitualmente em Espanha, fomos em busca da Pasta Party.

 

Fomos também dos primeiros a chegar à Pasta Party pelo que tínhamos o espaço por nossa conta, deu para comer com tranquilidade e esperar que a Família Dinis chegasse para com eles desfrutar deste ambiente. O José Dinis é um amigo dos meus tempos de assiduidade BTTista, da família que são os Os Metralhas BTT. O José começou a correr à uns tempos, e hoje toda a família participa alegremente em várias corridas. Foi com alegria e surpresa que os encontrei na chegada à feira, vieram participar na Meia Maratona, e foi ótimo partilhar estes bons momentos com eles.

 

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 Pastaaaaaaa!!!!

 

O resto do Sábado foi a relaxar e a preparar tudo para a manhã da prova. O jantar, feito em casa, foi a inevitável massa com atum.

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 Tudo preparado... tipico de corredor!

 

Chegou a manhã da prova!

 

Acordei sem qualquer sono às 05:30, só tinha o despertador para as 06:00 para comer cerca de 2h30m antes da prova.

 

Preparei-me com calma mas com uma ansiedade crescente, quando saí de casa estava uma pilha de nervos.

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À saida de casa, nervosismo bruto!

 

A partida era a cerca de 1,5km de casa, fomos a passo tranquilo, em cada rua mais corredores se juntavam, quase tudo em silêncio, ansiedade pura. Cerca de 15 minutos depois estávamos na rotunda de neptuno, onde me despedi da Joana que ia para o seu cural de partida para a meia maratona, eu estava num curral mais à frente. 

 

Faltavam ainda 40 minutos para a partida e estava sozinho no meio de tanta gente, custou não ter alguém com quem partilhar estes momentos, e libertar um pouco daquela ansiedade.

 

Para libertar excesso de peso na bexiga ainda estive 20 minutos nas filas para os wc e fui mais leve para a partida.

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 Quase a iniciar a 3ª Maratona.

 

Dada a partida, a ansiedade sumiu!

 

Estava na hora de lidar com pouco menos ou pouco mais de 4 horas de corrida.

 

Olhei para o relógio e confirmei o que tinha decidido na véspera, o campo do tempo total de prova estava parado. Alguns dias antes tinha falado com o treinador para saber como controlar o ritmo a fazer em prova, a sua instrução foi simples, "não leves banda cardíaca, ouve o corpo". A Bo já me tinha dito algo semelhante, em Barcelona não olhou para o relógio, correu como o corpo lhe disse que devia ir. Sou um "control freak", e não sabia como ia lidar durante a prova sem dois dos mais importantes indicadores, mas assim o fiz, apesar de nunca o ter feito antes, afinal aquele mítico conselho de "não testar nada em prova" é para equipamento novo, não para falta de informação.

 

Para ajudar neste vazio de informação, durante todo o percurso não houve um único relógio com o tempo total de prova até à meta. Em Sevilha no ano passado passei por vários, em Madrid, nenhum.

 

Não vos vou massacrar com o decorrer de cada km da Maratona, 42km daria um mini romance, vou resumir em alguns tópicos:

 

 - Percurso muito duro, um acumulado de 400D+ numa prova de estrada não é fácil. Senti-me sempre muito bem até aos km 25. Consegui controlar bem o cansaço até ao km 32. Do km 32 ao km 40 a subida é praticamente permanente, com o pesar do cansaço cada km custa cada vez mais a percorrer.

 

 - Percurso variado, alguns pontos muito bonitos, outros mais monótonos. O público está presente em quase todo o percurso, é uma das grandes fontes de energia para os corredores. 

 

 - Abastecimentos bem estruturados, garrafas de água de 5 em 5km até ao km30 e depois de 2,5km em 2,5km. O isotónico em copos em alguns abastecimentos foi uma confusão, bebi aos goles 1x e parei para beber 1 copo ao km 25, foi uma má decisão, o arranque custou muito.

 

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O meu final da Maratona de Madrid

 

Os últimos 2km foram cheios de sensações mistas. Com o terminar da subida tentei acelerar, ao fim de 500m não havia pilhas e o ritmo baixou. Na placa a indicar o último km voltei a tentar acelerar mas uma forte dor muscular abdominal voltou a mandar-me abrandar. Na entrada no Parque do Retiro a cerca de 500 metros da meta tive a maior alegria durante a prova, a família Dinis estava à minha espera para me dar força nos últimos metros, foi indescritível ver aqueles sorrisos amigos. Acelerei mais uma vez, mais uma vez a dor abdominal não deixou.

 

As últimas 3 centenas de metros da prova foram muito difíceis, consigo finalmente olhar para o tempo total na meta e indicava 03:5?:?? e eu sem perceber os restantes números. Até que passa para 04:00:00 e percebi que tinham passado as 4h oficiais de prova, faltavam cerca de 150 metros para o final.

 

Tento procurar a Joana na reta da meta, combinámos que ela estaria algures à direita à minha espera, só não sabia se ela estaria antes ou depois de eu passar na meta.

 

Por mais que quisesse desfrutar da passagem pela meta, sorrir um pouco, as dores abdominais eram muitas. O sorriso de passar a meta vence as dores, estava feita a minha 3ª Maratona. Passei na meta com 4h00m43s de tempo oficial.

 Chegada à meta da Maratona de Madrid

 

Enquanto recupero o fôlego caminho, desligo o relógio e espero pelo resumo do total da prova. Olho e vejo um tempo total de prova de 3h57m06s.

 

Continuo a caminhar e as lágrimas correm pelos olhos, não venci nada, mas a concretização do objetivo que tinha tornam este momento um turbilhão de emoções.

 

Depois de, no ano passado, em Sevilha, ter feito a viagem com amigos e feito a prova com a Bo, ter em Madrid feito toda a prova sozinho custou muito, e no momento de passar a meta não ter com quem partilhar este momento, custou ainda mais.

 

Encontrei finalmente a minha Joana cerca de 200m depois da meta, à minha espera e a descansar da sua meia maratona.

 

A felicidade vem quando temos com quem partilhar momentos felizes e ali, com ela, reencontrei a felicidade que vos falei no inicio do post. 

 

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 Medalhados e FELIZES!

 

Equipamento utilizado:

 - Ténis Adidas Ultra Boost v2

 - Tshirt Adidas ADIZERO TEE

 - Calções Adidas 

 - Meias Injinji run

 - Relógio Garmin Fenix 2

 - Cinta Lurbel

 

Posts do desafio Adidas para a Maratona de Madrid:

 - Semana 1

 - Semana 2

 - Semana 3

 - Semana 4

 

Para finalizar, fica um desejo e dois agradecimentos.

 

Desejo para o próximo ano voltar a fazer uma maratona, em viagem com amigos e em ambiente de convívio e partilha, para mim uma maratona não é apenas objetivos de tempo, e assim não tem tanta piada.

 

Um agradecimento para todos aqueles que me ajudaram e apoiaram na preparação para esta maratona, fosse na companhia nos treinos ou nas palavras importantes de incentivo.

 

Um agradecimento especial à Adidas pelo apoio que me deu a mim e à Joana na preparação e inscrição para a Maratona e Meia Maratona de Madrid.

 

Maratona, até para o ano!

 

E quando temos que começar do zero?

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Por Ana Sofia Guerra:

 

Há já algumas semanas que tenho andado a mudar algumas coisas na minha vida, a primeira foi a mudança de emprego que tinha em full-time. Começou um novo trabalho, ou seja, novos desafios. Mas as mudanças não ficam por aqui, pois também mudei de estilo de vida. Durante os próximos meses irei contar-vos a minha odisseia, pelo simples facto que terei de começar do zero e quais as dificuldades e progressos que isso irá trazer.

 

Mas vou começar do início: no novo emprego tive a possibilidade de fazer uma avaliação física, onde tive de fazer um check-up ao peso, perímetros de cintura e de abdómen, % de massa gorda e massa magra, e alguns exercícios de teste. E foi aí que apanhei o susto, o meu corpo está enferrujado e, na passadeira, a minha pulsação disparou para valores muito altos (chegou a ultrapassar as 170). E, pior ainda, foi a andar e a simular uma subida. O Personal Trainer só me disse: “Ana, não podes continuar assim, tens de começar do zero, criar uma base!” E com toda a razão!

 

Mas o caro seguidor deste blog e das minhas aventuras pergunta: mas como é que uma nutricionista chega a este ponto? A resposta é fácil: jornadas longas de trabalho e menos treinos. A alimentação é o que tem estado melhor, mas o meu corpo não tem energia suficiente. Já acordo cansada. Há cerca de dois meses fiz análises e estava tudo bem, por isso é só uma questão de treinar mais e adequar a alimentação ao treino.

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Por isso, vou aproveitar esta mudança para me transformar numa pessoa mais saudável e, como vou ter mais tempo, vou dedicar-me mais ao exercício físico. E gostava de partilhar esta minha experiência. O meu objetivo não é nem nunca foi o de ganhar medalhas, nem fazer a prova em menos tempo do que o indivíduo X. O principal objetivo é melhorar a minha condição física para melhorar a minha prestação nas provas de trail.

 

A partir do dia 5 de Outubro dei início a esta nova etapa: 2 a 3 treinos por semana no ginásio e 2 treinos de corrida por semana. Para já, as provas de estrada vão estar suspensas e as provas de trail vão ser, no máximo, 1 por mês. 

 

 Boas corridas!

2014, um ano de estreias desportivas

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Por Nuno Malcata:

Pensei várias vezes se este post faria sentido, fazer uma retrospetiva do ano que agora acabou é algo pessoal que todos fazemos no inicio de cada ano, mas de pouco ou nenhum interesse para os outros.

 

Então porque o estou a fazer? Porque se com esta pequena retrospetiva chegar pelo menos a 1 pessoa que pensa ou sonha em concretizar algo, e o concretizar também, farei o que por mim fizeram, e vale tanto.

 

Quem me conhece um pouco sabe como sou dedicado a quem e ao que amo. Desporto sempre foi uma das maiores paixões da minha vida e viver intensamente cada actividade desportiva que realizei foi muito do que sempre me fez bem.

 

Depois de um período longo de quase completa ausência desportiva devido a questões de saúde, em 2012 voltei aos poucos a reencontrar a alegria de me voltar a mexer. 2013 foi o ano de reencontro com a corrida e o voltar a ter objetivos, 2014 foi a concretização de alguns.

 

2014 foi o ano de várias estreias desportivas:

 - 1ª Maratona em Sevilha

 - 1º Trail no Piodão

 - 1º Triatlo em Oeiras

 - 1ª "Ultra" na Lousã, entre aspas porque não sendo Ultra oficial foi a 1ª vez que passei os 42Km a correr, e em Trail. 

 

Não vou voltar a falar na emoção que foi completar cada uma destas provas, podem ler,ou reler, em cada link. A concretização destes "sonhos" envolveu bastante esforço, bastantes horas de treino, tenho registados em 2014 mais de 2200Km de treinos, muitos mais feitos sem registo, mas sem esforço e sem força de vontade, o sofá é sempre mais tentador. 

 

Mas mais que a concretização destes momentos, o que mais me marcou em 2014 foi, sem duvida, ter vivido intensamente o último ano como parte da Crew do Correr na Cidade, da estreia como bloger, organizador de iniciativas, tester de material, etc etc etc, e partilhar com tantos e bons amigos que fiz no mundo da corrida esta nova paixão.

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Se a corrida é um desporto individual, de forma alguma tudo o que fiz em 2014 foi apenas contributo individual meu, foi o trabalho efectuado em equipa que desenvolvi com quem me rodeia que tornou possível tudo o que fiz, e a equipa tanto foi a Crew, como restantes colegas, amigos e família.

 

Momentos como o primeiro treino que fiz com a Crew, o primeiro Just Girls em que participei ou o que guiei como "Conchita", o Trail na Lousã em modo CrewLove como foi Casainhos, e muitos outros momentos, fazem de 2014 um cheio de memórias para a vida.

 

Por tudo isto, não fiquem apenas pelo "um dia gostava de" ou pelo "um dia vou ver se"... passem dos 10Km para a Meia, passei da Meia para a Maratona, deixem o jardim e venham para os Trilhos, ou simplesmente saíam do sofá, juntem-se ou formem uma equipa, seja a mulher, os amigos, o primo, o cão, e concretizem o que sonham... VIVAM!

 

Um 2015 FELIZ e cheio de corridas! 

2014 de altos e…altos

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Por Stefan Pequito:

2014 foi o meu primeiro ano de ultra-maratonas e o primeiro ano a correr um pouco mais a sério. É certo que em 2013 foi o começo mas pouco corria. Na altura praticava Jiu Jitsu, e foi por isso que comecei a correr, uma vez que ia começar a competir e era uma forma de ganhar resistência cardíaca. Mas a corrida agarrou-se a mim com unhas e dentes e no final de 2013 descobri uma nova (ou velha) paixão pelo trail running.

 

Faço aqui um pequeno resumo da minha história. Nem sempre fui a pessoa mais desportista, mas sempre gostei. No entanto era (e ainda sou) preguiçoso e nunca gostei de me cansar muito. Quando era mais novo joguei futsal federado no Águias de Vale de Milhaços, e posso afirmar que foi a primeira vez que me esforcei no desporto, já que pensava ir longe naquela modalidade. Mas não tive sorte. Uma lesão, num jogo a brincar e já com o campeonato terminado, acabou com a minha carreira nas distritais.

 

Os anos a seguir pós 18 anos foram os anos negros da minha vida, beber, fumar tabaco e não só, comer porcaria etc. Praticamente até aos meus 25 anos foi só má vida. Praticamente não fazia nada, às vezes jogava a bola mas mais nada. Nessa altura tive sempre peso a mais. Até que um dia disse “basta” e não quis continuar assim. Com a ajuda de uma amiga, a Rute, acabei por ir para o Jiu Jitsu e posso dizer que foi o melhor que na altura me aconteceu. Conheci o Professor João Santos da Gracie Lisboa, entre outros enormes amigos que lá fiz e que me ajudaram a ultrapassar aquele Stefan “negativo”, fazendo-me acreditar em mim novamente

 

Entretanto nesse grupo de amigos estava o Pedro Tomás Luiz. Mal sabia que seria ele, mais tarde, a ser o meu “padrinho” nas corridas, Foi ele que me ajudou a encontrar esta paixão.

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Voltando ao trail, propriamente dito, em 2013 foi a um pequeno seminário ministrado pelo Armando Teixeira na loja TAF do Dolce Vita Tejo. Na altura já era membro do Correr na Cidade e já tinha feito algumas corridas de estrada, entre as quais três Meias Maratonas e uma Maratona e como sou antigo escuteiro ouvi falar do trail pelo Pedro, e claro e quis ver o que era. Nesse seminário a ouvir a falar o Armando fiquei maravilhado com tudo, porque que não voltar andar pelos trilhos, por onde já andei, mas agora a correr? Pareceu-me uma ótima ideia. A primeira coisa que fiz quando cheguei a casa foi inscrever-me em 4 ultra-trails.

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O primeiro objetivo de 2014 foi fazer o Circuito do Território organizado pela Horizontes. Mal sabia eu que ia ser com eles que ia começar esta aventura do Ultra Trail. Dias depois o Pedro, novamente, falou-me no Trilhos dos Abutres e eu achei bem ir - mesmo sendo apenas duas semanas depois da minha primeira prova e duas antes da terceira. Mas arrisquei e fui.

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Dezembro de 2013 não sei como mas fiz uma lesão no tendão de Aquiles, duas semanas antes da primeira prova.Chegou 2014 e lá foi eu para a minha primeira prova ainda lesionado e sem perceber nada de trail. E, claro não correu muito bem, fui rápido demais sem noção de nada, por mais avisos que tenha tido do Paulo Alexandre, organizador do evento. Para a primeira correu bem e mal.

 

Bem porque acabei, mal porque acabei mal. Resumindo até Março de 2014 as provas não foram as melhores. Abutres é onde conheço o Lino Luz dando-se uma nova amizade no trail. Depois foi Vila Velha de Ródão. Esta prova ainda me está “atravessada” porque correu tão mal e foi uma verdadeira lição para mim. Mas é em Março que começo a melhor as minhas participações. E tinha mesmo de melhorar, pois nesta altura acabara de me inscrever nos 100K de São Mamede…

 

Mas foi na prova de Vila de Rei (67km)que foi a “reviravolta” das minhas prestações.  Geri a prova bem, quase dores e acabei na 15ª posição. Mas a melhor prova foi na Sertã, em que fiz um 7º lugar nos 50 km desta prova.

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Depois iniciei treinos mais duros tendo em vista a prova dos 100km de São Mamede. Aprendi que o reforço muscular é muito importante e fui para o ginásio. Ainda fiz a prova de Sesimbra, nas calmas, porque o objetivo era mesmo São Mamede.

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E lá foi morrer e renascer várias vezes. Acabei bem, com 15 horas de prova e 91º da geral. Fiquei contente e com vontade de mais, claro. Entretanto inscrevi-me para a Ultra Serra de Arga e Serra de Gredos, em Espanha. Pelo meio tive duas provas que não acabei - uma por um entorse grave na Serra da Lousã; e depois, o Trail Noturno de Óbidos por má gestão, e demasiado ego. Tendo cometido demasiados erros que me custaram caro. No meio disto fiz a Ultra do Douro e Paiva 60k de vistas fantásticas.

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Agosto foi mês de treinar duro pois que queria dar o litro nas minhas duas últimas Ultras do ano. E foi o que fiz no GTSA ficado em 23º lugar, se não me engano (pois a classificação mudou tantas vezes que não sei ). Depois veio a minha primeira prova no estrangeiro, mais concretamente na Serra de Gredos. Para a minha infelicidade o Pedro Luiz não pude ir por lesão. Mas conheci o David Quelhas, que neste momento é um grande amigo e companheiro nestas aventuras, e fui para Gredos como pessoal  do Coimbra Trail que me trataram com um deles.

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Gredos foi uma prova dura pois é passada em alta montanha. A prova estava mal marcada mas adorei aquelas aventuras. Resumindo, adoro montanha adora natureza. Mas o ano não acabou aqui pensava que sim mas acabei por ir com a minha malta do Correr na Cidade fazer o trail da Arrábida como prova final de época e com poucos treinos.

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Nesta prova consegui manter o lugar com companhia de outro amigo do trail, o Nélson Diogo, e no meio disto tudo acabo os 25km da prova em 10º lugar e com fulgor para dar mais.E assim acabou a minha época de competição fiz umas férias de uma semana da corrida e depois fui retornado aos poucos e organizado, ao mesmo tempo 2015.

 

Para o novo ano já tenho dois grandes objetivos: o MIUT (115km) e o Oh Meu Deus (167K) e ainda estou a pensar seriamente na “vingança” de Vila Velha de Ródão e uma prova em Espanha, como o Ultra dos Pirenéus.Estes são os meus objetivos grandes de 2015 que já ando a trabalhar para eles em todos os sentidos pois quero fazer boa figura nas provas todas. 

 

Ando também à procura de ajudas pois para estas aventuras e preciso despender também algum dinheiro em material que as vezes não as baratos infelizmente.

 

Bem com este final espero que todos vocês tenham um grande 2015 de muitas corridas desde, sejam minis ou ultras. O segredo é seguir sempre em frente. Há dias menos bons mas tempos de saber gerir isso, é a vida, LOL.

Muita saúde e muitas corridas em 2015

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Por Filipe Gil

 

Os meus desejos para 2015? Saúde. Muita “saudinha”. O resto vem por acréscimo, dedicação e trabalho. Mas, tendo em conta que estou a escrever para um blogue de corrida e é sobre isso que importa escrever, afirmo o que mais desejo para 2015: Saúde. Ora aí está!

 

Sim, não me enganei, aquilo que desejo é ter um ano sem lesões, sem fascites em qualquer dos pés, sem complicações nos joelhos e sem demais problemas que me impeçam de fazer uma das coisas que mais gosto de fazer na vida: correr!

 

Escrevendo sobre objetivos pessoais para 2015, eles são simples. Muito simples. O meu próximo desafio é fazer os 50Km do Piódão em finais de Março sem grandes sacrifícios. Ou seja, acabar a prova como gosto de acabar sempre, com o sentimento que fazia ainda mais 10km sem problemas. Mas para esta prova também quero dar “o litro” como nunca dei em lado nenhum. Quer-me sentir um Ultra Runner (quem faz distâncias acima da Maratona) de corpo e alma e não por favor.

 

Sei que vou ter a ajuda da crew do Correr na Cidade, e isso também faz parte dos meus simples planos, continuar fazer parte de uma crew coletiva (e com muitos amigos fora dela) que para além muito criativa é um grupo fantástico de amigos. E quero ter mais corridas com eles, e crewtrips, e festas e saídas para beber umas cervejas, e jantares, etc.

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Voltando à corrida, propriamente dita, depois do objetivo Piódão há várias provas, sobretudo de trail, que gostava de fazer. Dizem que não se deve voltar a um lugar em que se foi feliz mas já o fiz várias vezes, em diversas ocasiões e sei que é apenas uma frase feita de romance de cordel. Por isso quero voltar ao Louzan Trail, onde fui feliz. Ainda não sei se será este ano que faço uma prova na “minha” montanha, a da Estrela – não será com certeza o OMD, pois aí gostaria de estar de assistência ao Stefan Pequito, mas quem sabe no futuro?

 

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E, muito sinceramente, gostava de correr um trail mais longo, acima dos 30km, lado a lado com a minha mulher de fazer de pace dela.

 

Além disso gostava de fazer a Maratona de estrada. Quer dizer, gostar, não gostava, estou numa fase de pouca paciência para o asfalto. Mas a ideia de fazer os 42 e picos em estrada, seja em Lisboa ou no estrangeiro faz parte da minha “Bucket List”. Se será em 2015, logo se verá. O que interessa mesmo é ter saúde.

 

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p.s. – Seria injusto da minha parte não falar de 2014, o ano em que a crew do Correr na Cidade teve o seu crescimento sustentado – qualidade acima de quantidade é um dos lemas da nossa expansão. Fizemos muita coisa, que já aqui falámos, e queremos fazer muitas mais. Contudo, o mais importante nisto de andar com um hexágono ao peito é que ganhei uma nova família e dou-me hoje com pessoas às quais genuinamente me sinto ligado. E, no fundo, a corrida é só uma desculpa.

Feliz Ano Novo com muitas, muitas corridas.

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