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Correr na Cidade

Review: Skechers Gorun Ultra Road

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Tal como tinha escrito na 1ª impressão com este modelo da Skechers voltei a usar sapatilhas desta marca norte-americana passados dois anos. E o regresso não podia ter sido melhor. Que belas sapatilhas são estas Ultra Road. Num momento em que estou, no qual, muito lentamente, tento volta à boa forma e quando (ainda)  tenho de proteger os joelhos de impactos, este modelo não podia ter vindo em melhor altura.

  

CONFORTO:

Estas sapatilhas são o conforto em forma de sapatilha!. É impressionante a forma como evolvem o pé e nos fazem sentir uma passada tão confortável. Apesar da grande espessura da sola, e de ficarmos um pouco mais altos do que realmente somos, não temos quaisquer sensações de desiquilíbrio, nem quando viramos de forma rápida. Confesso que apesar de gostar de correr nas cidades não sou grande fã da calçada portuguesa - aliás nem para correr nem para andar, mas isso levava-nos a outras conversas - com estes Ultra Road não incomoda nada correr sobre aqueles pedaços mal amanhados de pedra.  


Para quem já usou as Adidas Ultra Boost a sensação é parecida...embora diferente. Para quem está um pouco acima do peso ou para quem quer correr grandes distâncias e ter muito conforto, a escolha pode passar por estas sapatilhas. A única questão menos confortável que tive com eles foi numa descida acentuada, o pé fica meio perdido no espaço interior da sapatilha e percebi que os dedos dos pés de um momento para o outro tocaram no extremo do sapato e o pé andou a "nadar" lá por dentro. Aí temos uma desvantagem em relação aos Adidas Ultra Boost, porque estes últimos usam um upper que se agarra ao pé o que proporciona alguma estabilidade, algo que falta aos Skechers, já que a sua malha é hirta e não acompanha tanto o movimento do pé - a não ser quando corremos a direito.

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DESIGN/CONSTRUÇÃO:

Na côr que me enviaram este modelo é muito bonito. Preto e laranja, com pedaços em bordeaux é das combinações mais felizes que existem. E já lá longe vão os tempos em que os Skechers tinham tudo de bom...menos o design. Estes são mesmo muito bonitos. A parte de cima (o tal upper) é feito numa espécie de malha, algo que está na tendência das sapatilhas de corridas para estrada, mas ao invés das da Nike, Adidas e Puma, que utilizam este tipo de tecido e agarram o pé como uma meia (o que prefiro), esta "malha" da Skechers é hirta, apesar de não ser dura (tal como já referi umas linhas acima). Confesso que preferia a sensação de meia, mas são pormenores. A sola é bem construída. A minha única dúvida é a durabilidade das sapatilhas. Tem bons acabamentos, a parte do calcanhar é muito confortável, a língua também, e o design é irrepreensível. A dúvida é mesmo se esta "excelência" vai perdurar no tempo. Até ao momento já fiz cerca de 130 kms com eles e estão como se tivessem saído da caixa. 

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ESTABILIDADE E ADERÊNCIA:

A aderência em sapatilhas de estrada pode parecer algo estranho, mas quando se escreve sobre corridas em cidades portuguesas faz todo o sentido. Todos sabemos o quão escorregadias são as ruas com calçada portuguesa (sim, embirro muito com este tiipo de piso, já perceberam) e então na altura do ano em que estamos, às vezes se não tivermos cuidado podemos lesionar-nos.  Até agora e nos mais de 100 kms que já fiz com este modelo nunca tive nenhuma escorregadela nos passeios de Lisboa e arredores.

 

AMORTECIMENTO:

Aliado ao conforto é no amortecimento que estes Skechers dão cartas.O nome Ultra está lá mesmo por isso. São mesmo ULTRA confortáveis devido ao seu Ultra amortecimento. Ideais para provas longas - apesar de achar que para provas mais pequenas servem na perfeição, devido à sua leveza.


Há aqui algo que tem de ser escrito. Apesar dos narizes torcidos aquando da sua presença no mercado, a Hoka One One, influênciou muitas outras marcas após o seu aparecimento. E hoje em dia rara é a marca que não tem um ou mais modelos com doses generosas de sola que servem para absorver algum do impacto que correr muitos quilómetros provoca nos joelhos e articulações. Claro que se soubermos correr como deve de ser, até conseguir incluir o barefoot uma vez ou outra nos nossos treinos, e se tivermos uma boa alimentação, dormirmos muito, etc e tal, não precisamos (quase) de sapatilhas. Mas aqui dos leitores (e atualmente são cerca de 2200/2500 que nos visitam por dia) quem consegue ter isto tudo. Uma pequena percentagem de felizardos. Pessoalmente, estou a gostar destes excessos de sola e amortecimento. Talvez daqui a uns anos quando tiver mais tempo para treinar mais a sério, não necessite. De qualquer forma, e como gosto de Ultra corridas, acho uma boa opção para distâncias grandes.

 

PREÇO:

110€. Os Skechers têm estes preços interessantes e estes não fogem à regra. Ultrapassam os três digitos, o que nos últimos anos a Skechers tem tentado não fazer. Mas nestes, e pelo menos no mercado português estão neste preço, o que ronda mais ou menos, talvez menos 20€, do que a maioria das sapatilhas de estrada.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

São os meus ténis de estrada preferidos neste momento. Devido ao facto de necessitar de amortecimento para ver se a lesão na banda iliotibial morre de vez, alterno estas sapatilhas com os Ultra Boost. É isso mesmo, Ultra é comigo! Ultra conforto, claro. Ainda no fim-de-semana passado fiz quase 20km com estas sapatilhas e nada a apontar. Não estou aqui a fazer um favor à marca em aconselhar este modelo a quem quer preparar-se para uma meia maratona ou mesmo a maratona, mas se andarem à procura de sapatilhas para o fazer, confiem em mim. Têm aqui uma boa escolha.

O único senão que lhe aponto é o fato do tal upper não ser justo e por isso qualquer descida acentuada não dá mal resultado. Ou seja, trocando por miúdos, para correr a direito em estrada com ligeiras subidas e descidas, são perfeitos. Se forem correr pelas colinas de Lisboa ou do Porto (ou de outra cidade) em provas como um Urban Trail, aí já não. De resto são excelente. Parabéns Skechers!

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Conforto 17/20
Design/Construção 18/20
Estabilidade/Aderência 17/20 
Amortecimento 20/20
Preço 19/20

Total 91/100

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Nos trilhos com os Adidas Boost

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Por Natália Costa: 

 

Logo no dia seguinte a ter recebido este novo modelo da Adidas, os Response TR Boost Thunder, fui testá-los para a mata do Jamor. Faltavam poucos dias para uma prova de trail e tinha na ideia levá-los. E, claro, nestas andanças da corrida, já sabem: nunca estreiem nada em provas. 

 

Num primeiro treino de cerca de 7km  deu para perceber o seguinte: são leves e o material da parte de cima do sapato calça como se tratasse de uma meia. O revestimento é bastante maleável adaptando-se aos movimentos que o pé tem de fazer no terreno. Para além disso têm a tecnologia Boost na sola, borracha Continental, com tacos salientes que permitem uma maior aderência ao piso, quer seja seco ou molhado ou com pedras mais rolantes.

 

Usei-os de seguida nos 15 km do Trail de Casainhos, a tal prova que indiquei no início deste texto, e comprovei que apesar de serem as descidas o que sempre mais receio nos trilhos, a aderência destes Adidas permitiu que conseguisse aumentar a velocidade nas mesmas. 

 

Este modelo nestas cores é esteticamente bastante apelativo - fizeram algum furor entre os corredores no Trail de Casainhos que me perguntaram pelas suas qualidades. 

Resumindo, esta primeira impressão, de +ou - 23km deu para perceber que são sapatilhas todo o terreno mas com a simplicidade e conforto de uns ténis de estrada. 

 

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A corrida de estrada onde fui mais feliz!

Por Natália Costa

 

Eram 8 horas da manhã e estava a chegar ao Hotel Dom Pedro, hotel oficial da Rock’n’Roll Maratona de Lisboa e Meia Maratona, de onde iria partir pelas 8h30, num autocarro para a zona da partida na Ponte Vasco da Gama. Apesar de nos oferecerem o pequeno-almoço, eu preferi tomar o meu em casa, mas mesmo assim ainda tive tempo para beber um café e apreciar o ambiente à minha volta. Devo confessar que estava calma, os nervos foram no dia anterior, a única coisa que me preocupava era a chuva. Mas São Pedro foi um tipo "fixe", e deu uma pausa no mau tempo, fazendo desta prova, a prova de estrada onde fui mais FELIZ!

 

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Chegados ao local da partida, eram 9h30, deu tempo para as habituais fotos, ver e rever amigos, fazer o aquecimento e comer a dita banana. Tive umas companhias bem especiais: o meu marido e o meu filho mais velho, que se estreou nestas andanças com dorsal ao peito para fazer a Mini Maratona. E não é que ele se portou muito bem? Fez os seus 5,5 km com apenas três paragens, sempre a correr! Que orgulho!

 

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O ambiente estava fantástico, como sempre. E às 10h30 foi dado o tiro da partida! Ai fomos nós, tudo a dar à perna com os 21.097 metros na cabeça. Confesso que aqueles km´s iniciais são sempre os que faço mais rápido, fico doida com aquela gente toda que corre muito mais que eu, e contagiada pelo ritmo acabo sempre por esticar um pouco a passada, mas ao quilómetro 5 volto ao meu registo, precisamente o local onde se faz a separação entre a Mini e a Meia no Parque das Nações.

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Era muito o público no Parque das Nações, mas o português ainda tem aquela coisa tímida de ficar a olhar impávido e sereno... Eu em "modo Bo Irik", comecei a pôr os braços no ar a pedir palmas e a gritar palavras de apoio, ao que alguns reagiam e outros ficavam pasmos, do género “Esta passou-se”!
Ia sozinha, tinha que me ir distraindo...


Nunca tinha feito uma prova com tantos abastecimentos de água e ainda bem. Isto de ir fazendo contas de cabeça e gerindo quantos kms faltam para o próximo abastecimento é uma grande chatice.


Ao km 6 vejo o nosso colega Tiago Portugal e durante algum tempo foi a minha lebre. Queria tanto apanhá-lo, mas ainda não tenho pernas para isso. Vai chegar o dia podem ter a certeza!!! Ao 8º Km, fiz o meu primeiro abastecimento sólido, umas daquelas gomas energéticas, e fui prego a fundo até nos cruzarmos os dois pelo km 12, já ia ele de regresso ao Parque das Nações.

Deu-se a volta de regresso, misturo-me com os maratonistas que vinham de Cascais, e é ai que há a diferença nesta Meia: temos logo ali bananas, laranjas e géis energéticos. Pode-se perfeitamente não ter que levar nada connosco para a corrida, porque ao longo da prova vai sendo fornecido tudo o que precisamos.

Chegada ao quilómetro 16, o meu segundo abastecimento, era agora o tudo por tudo! Eu tinha que acabar abaixo das duas horas. Foram dois meses de treinos, de sacrifício pessoal e familiar para dar o meu melhor nesta que foi a minha segunda Meia Maratona. A primeira foi há um ano com 2horas e 30 minutos.

 

Música a abrir, escolhi uma mulher com um porte atlético à minha frente e pensei "vais ser a minha lebre!" E assim foi, confesso que os dois últimos kms foram já em sacrifício, estava quase a acabar e queria dar o meu melhor! Só pensava no meu marido e no meu filho na chegada, assim como alguns amigos. Queria cumprir aquilo a que me tinha prosposto. E apesar de não ouvir os apoiantes nos metros finais, a música ia demasiado alta para isso, os sorrisos deles davam-me alento, as palmas marcavam a passada!

Às 1h e 55 minutos passo a meta da Meia Maratona Rock´n´Roll Vodafone, onde estavam os meus homens, a Ana Guerra e o Tiago Portugal.

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Sei que muitos de vós podem achar ridículo o meu tempo, mas sabem que mais? Estou super orgulhosa, porque ser mãe de dois, mulher e profissional sempre com novos desafios, este foi um grande feito!

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Mas fica já feita a promessa, para a próxima vai ser melhor!

Quero deixar um agradecimento especial ao meu marido, que sempre me deu força, e ficava com os miúdos para eu ir treinar a altas horas da noite. Às minhas amigas corredoras que, por vezes, me acompanhavam nos treinos, e às não corredoras por me aturarem com as conversas entusiastas das corridas, que apesar de não entenderem, sempre me deram o maior apoio!

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E claro está, à organização pelo convite, que me deixou viver esta experiência em pleno, desde as apresentações das provas, dos atletas, pelo transporte e por conhecer algumas velhas glorias do atletismo!

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Para o ano há mais!

 

Paixão pela corrida

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Por Natália Costa:

 

O fim de semana passado foi marcado por jornada dupla em provas de corrida para a minha pessoa. No sábado à noite participem no Meo Urban Trail em Lisboa e na manhã de domingo na Corrida da linha Cascais Destak que liga Carcavelos a Cascais.

A prova da Corrida da linha já há muito que estava decidida a fazer, aliás queria fazer o melhor tempo possível nestes 10 km a modo de preparação para a Meia Maratona de dia 18 de outubro. Mas confesso que me estava "a roer" por não participar no Meo Urban Trail, prova que tinha participado pela primeira vez no ano passado e que apesar de ser "durinha", tinha-me deliciado com tantas subidas e descidas...

Como já não havia dorsais disponíveis, coloquei de lado a suposta "loucura" de participar nas duas provas. Mas eis senão quando, pelo hora do almoço de sábado, um dos membros da crew do Correr na Cidade comunicou que não poderia ir à prova e se havia alguém interessado em ficar com o seu dorsal. Nem pensei duas vezes, era meu! E lá fui eu, eram 20h já estava no Terreiro do Paço, junto de alguns membros da crew, animadíssima por participar na prova.

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Foram quase 11 km pelo centro de Lisboa, com muitas escadinhas e outras tantas descidas, feitas ao sabor da maravilhosa noite com que fomos agraciados e paisagens deslumbrantes desta magnifica cidade. Todo o staff presente na prova era de uma simpatia e alegria contagiante. Apesar das dores nas pernas, era impossível não retribuir um sorriso com aquelas palavras de ânimo. Fiz num total de 1h24m, não foi um tempo brilhante, mas ia mentalmente repetindo: “Não te estiques Natália, amanhã tens outra prova!”.

Assim foi, era meia noite quando estava pronta para me deitar, mas levei duas horas a adormecer....A adrenalina ainda me corria pelo corpo e o meu coração batia bem forte, como se tivesse apaixonada. Mas a verdade é que realmente estou, apaixonada pela corrida e pelo objetivo de fazer um bom tempo na meia maratona.

Eram 8 horas e o despertador tocava, estava na hora de tomar o pequeno almoço e equipar-me para a corrida da linha Cascais Destak. Cheguei a apenas 10 minutos da partida, foi só o tempo de tirar as fotos da praxe, uns aquecimentos e correr! O sol estava intenso, o calor fazia-se sentir e as minhas pernas queixavam-se da prova do dia anterior. Do Km 3 ao 6 devo confessar que a vontade de desistir foi gigante! Só me apetecia parar, doía-me as pernas, os abdominais e sobretudo a alma, por estar a ser uma fraca que não iria cumprir com o objetivo de melhorar o tempo.

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Ia olhando para a praia, ver o mar e as pessoas a banharem-se, na busca de alguma força divina que não me fizesse desistir. E é após a terrível subida do Estoril que se dá o click! Estávamos ao quilómetro 7, já só faltavam 3, despejei uma garrafa de água por mim abaixo e comecei a acelerar. Quando chegamos ao ultimo quilómetro já em Cascais, encontrei uma claque com umas meninas de lado e rapazes do outro com uns pompons e uns megafones a darem o alento final, sorri-lhes e foi prego a fundo até à meta. Sempre consegui melhorar o meu tempo nos 10 km, consegui fazê-los em 54 minutos!

O que eu ganhei com a jornada dupla? Uma valente dor de pernas e um sorriso do tamanho do mundo!

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A superação está no ADN de todos!

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Por Natália Costa


Estou cada vez mais adepta de correr. E depois da Corrida do Tejo, no próximo domingo irei marcar presença na Corrida da Linha. Estas são apenas duas das muitas que vou participar até à próxima Meia Maratona de Lisboa. 

Mas nem sempre foi assim. Quando era "novinha" odiava correr. A mando do professor de educação física, no secundário, azer aquelas corridas à volta da escola eram motivo mais que suficiente para "estar" doente só para me poder safar de um petisco desses.


Tenho uma irmã que sempre adorou correr. Mais tarde o meu marido acompanhava-a e eu não conseguia perceber toda aquela excitação que tinham nos dias que antecediam as provas. Achava sempre que era uma enorme perda de tempo e só tinha era medo de ficar viúva nos primeiros anos de casamento.Até que tive o meu segundo filho, hoje com quase 3 anos...

Desde sempre fiz caminhadas, mas instigada pelo meu marido, um dia ao ver tanta gente a correr, alguns bem mais velhosoutros mais pesados, pensei: " Bem, se calhar também consigo correr qualquer coisa..." e assim foi! Dei as minhas primeiras passadas em jeito de corrida a pensar que iria cair para o lado a qualquer momento.

 

Isto da corrida não é fácil há que admitir, é preciso perseverança, muita paciência, esforço e dedicação, mas como costumo dizer, isto é uma metáfora para a nossa vida, quer seja pessoal, quer profissional. Conseguirmos atingir objetivos que achávamos inalcançáveis, e isso também se aplica no nosso dia-a-dia, pois passamos a acreditar muito mais em nós e a achar que não há impossíveis.

Assim sendo aqui vou eu a caminho da minha segunda meia-maratona, que sobre ela irei escrever um dia destes. Wish me Luck! 

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Os benefícios da cerveja na corrida

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Por Natália Cavaleiro da Costa (nutricionista e corredora):

 

Na primeira sexta feira do mês de Agosto celebra-se o dia internacional da cerveja. Assim sendo nada melhor que conhecermos os seus benefícios.

 

Amada por uns, odiada por outros, a cerveja tem muitas das vezes um lugar ingrato, pois é várias vezes associada a aumento de peso, um estilo de vida pouco saudável e aparecimento de barrigas proeminentes. Será que é mesmo assim?

 

No seu fabrico temos o malte, que não é mais do que um grão germinado da cevada, arroz, milho ou trigo, lúpulo que não é mais do que uma planta que confere o sabor característico e a acidez desta bebida, e água.

 

Nutricionalmente é uma bebida muito interessante. Começando desde logo pelo seu valor calórico, 200 ml ( a celebre imperial) equivale a aproximadamente 82 Kcal. O seu teor em água, situa-se entre os 90 a 95%, sendo assim uma boa aliada quando o assunto é a hidratação. Com mais baixo teor alcoólico, por exemplo em comparação com o vinho, é uma fonte de antioxidantes.

 

Nestes antioxidantes vamos encontrar os ditos polifenóis, e imaginem, mesmo numa cerveja sem álcool eles continuam lá presentes. Estes ditos polifenóis vão ter um ação protetora para o nosso organismo, prevenindo processos inflamatórios.Mas ok, e na corrida? Será que há benefícios no consumo da cerveja? Há sim, mas atenção como em tudo na vida, com muita moderação!

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Os seus antioxidantes ajudam na recuperação da fadiga e do cansaço após uma atividade física. No caso das várias vitaminas e minerais, destaco a sua riqueza em vitaminas do complexo B, importantes na contração muscular.

 

Por ser rica em hidratos de carbono provenientes dos cereais, vai assegurar uma maior reserva de glicogénio muscular para aquando de um treino ou prova. Quando o assunto é sais minerais, aqui temos a presença do famoso magnésio importante para a saúde cardíaca e para a contração muscular. Alto teor de potássio essencial para a prevenção da fadiga. No lúpulo podemos ainda encontrar compostos ativos, importantes para a prevenção da descalcificação óssea.

A cerveja deverá ser consumida na véspera de uma prova ou após a mesma. Porque não inclui-la na vossa pasta party? Vai com certeza ajudá-los a ter uma noite mais descansada, além de ajudar a assegurar as vossas reservas de glicogénio.

 

Quando terminarem a corrida, nada melhor que uma cerveja para re-hidratar e repor alguns eletrólitos e comemorar mais uma prova.

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