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Correr na Cidade

1ª impressão: Saucony Hurricane

 

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Por Nuno Espadinha:
 
Depois de alguns quilómetros efectuados, cerca de 50, estou em condições de formar uma primeira impressão sobre estes Saucony.
 
As minhas expectativas iniciais não estão a sair defraudadas, são umas sapatilhas com uma qualidade de construção acima da média (não há "pontas" soltas) e claramente para provas longas e durarem muitos, muitos kms.
 
Estes 50 Kms foram efectuados em diferentes pisos, estrada, calçada portuguesa, paralelepípedo, tanto com piso molhado como seco e portaram-se muito bem, a aderência muito boa em qualquer piso que transmite muita segurança na altura de atacar a estrada. 
 
Quando as calcei a primeira vez senti de imediato o sistema de amortecimento e sola PWRGRID+ bem como o sistema ISOFIT que aconchega o pé ao calçar, tipo luva, sem no entanto ter uma sensação de aperto que podia ser incómoda
 
Estranhei a altura, coisa a que já não estou habituado, porque apesar de terem só 8mm de drop são sapatilhas altas e com muito amortecimento, o sistema IBR+ trata disso na perfeição.
 

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São sapatilhas para pronadores, o que é bem patente na sola, e eu como sou pronador ligeiro beneficiarei disso especialmente em distâncias mais longas. 

 
O suporte e conforto que estas proporcionam são também irrepreensíveis para já, fruto dos vários sistemas aqui empregues, vamos ver se aguentam bem o desgaste com o meu peso e passada! Para já a primeira impressão é muito positiva.
 
Para além disso acho-as bonitas! Em breve farei a review final.
 
Boas corridas!

Review: Reebok All Terrain Trail

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Por Nuno Espadinha:

 

Fui o primeiro contemplado com um par destes ALL Terrain Trail e testei-os bem em vários treinos, Sintra, Monsanto e Jamor e em duas provas, Casainhos e Arrábida Ultra Trail esta ultima na distância de 24Kms.

Com mais de 200 kms feitos com eles e opinião bem formada aqui vos deixo a minha review final:

 

DESIGN


Em termos de design são muito apelativos, nos vários treinos e provas que fiz com eles calçados foi frequente a pergunta "que ténis são esses?" seguida da afirmação "bem loucos!".
Eu pessoalmente gosto bastante quer do design quer da combinação de cores dos que me foram entregues.

 

CONFORTO


São bastante confortáveis no estradão e em terrenos de terra/lama, muito espaço para os dedos dos pés, como eu gosto, apertados não "vamos". Nas pedras têm um handicap, a pouca protecção na parte lateral dianteira faz com que de vez em quando se dêem uns dolorosos pontapés em pedras, é no meu entender um ponto a rever rapidamente. Outro ponto negativo é a bolsa que aloja os atacadores ser de abertura superior em vez de a tradicional inferior, custou a adaptar e ainda no ultimo treino do CnC em Sintra soltaram-se os do pé esquerdo.
Em termos de grip a situação que apontei na primeira impressão era de facto um problema de juventude, passados uns Kms e depois de partidos a sola está a dar bem conta do recado em cima das pedras, a eficácia em terra e lama é irrepreensível.

 

PREÇO

 

Este modelo custa cerca de €110 euros o que comparado com a concorrência me parece um preço normal e aceitável.
Já levaram com muito trilho "em cima" e tanto a sola como o resto do conjunto estão ainda em muito bom estado, tenho ténis para pelo menos o dobro da distância já feita. São utilizados materiais de grande qualidade em qualquer um dos elementos que os compõem e isso nota-se.

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ESTABILIDADE

 

Tenho passada neutra e estes ténis são para corredores neutros e não falham nesse capitulo. Em termos de comportamento não tenho queixas a apontar.

 

AMORTECIMENTO

 

Gostei bastante, pelo menos nas distâncias que fiz.
Até aos 24/25 kms eles aguentaram-se bastante bem mesmo! Na Arrábida em estradão e nas ligações por alcatrão parecia que os tinha acabado de calçar, quando voltávamos ao trilho mantinham-se, com a excepção do pormenor da protecção à frente não há problema no amortecimento quando se vai enfrentar trilhos com muita pedra.

 


Em conclusão parecem-me uma escolha acertada para quem quer passar a fazer provas e trilhos, a relação qualidade/preço parece-me bastante boa pois são ténis para fazer muitos kms em trilhos, talvez mesmo em provas longas, se a Reebok limar os dois pormenores que referi acima estes ténis ficarão um conjunto mais homogéneo e completo.

Avaliação Final:


DESIGN - 17/20
CONFORTO - 15/20
PREÇO - 17/20
ESTABILIDADE - 17/20
AMORTECIMENTO - 17/20

Avaliação Total: 83/100

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Review: Puma Faas 600

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Por Nuno Espadinha

 

Já há muito tempo que não corria com nada tão "alto" e estava com algum receio, confesso, mas estes Puma Faas 600 são extraordinariamente leves para uns ténis com tanto suporte e drop, apesar de serem para corredores neutros. Já levo mais de 150 Kms feitos com eles e parecem-me perfeitamente capazes em médias e longas distâncias. 

 

Não senti grandes perdas de rendimento na minha ou quase nenhumas nos 15kms das Fogueiras, uma das provas que fiz com eles.  A tecnologia Faas da Puma faz bem o seu trabalho e o desgaste de todo o conjunto é mínimo. O conforto no fim dessa prova manteve-se igual ao início. Na minha opinião estas sapatilhas farão sem qualquer problema mais de 500kms em estrada.

 

E também deverão ser perfeitamente capazes de fazerem circuitos de City Trail, mesmo que com um bocado de terra batida. Já fiz treinos da crew com eles em que o terreno tinha essas características e portaram-se à altura sem grandes escorregadelas. Mas atenção, têm os seus limites, estamos a falar de ténis de estrada.

 

Esteticamente é do meu agrado esta mistura de azul e laranja fluorescente, e nota-se que é uma sapatilha bem construída, embora a sola, demasiada para mim dá-lhes um aspecto demasiado "pesado" e talvez mesmo pouco elegante acabando por tornar pouco harmoniosa a totalidade do conjunto - por isso o modelo Faas 500 já tem outro aspecto!

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São os primeiros Puma que tenho e a experiência é muito, muito positiva. Se me perguntarem se vale a pena a compra não hesitarei em dizer que sim! O preço de tabela são 120 Euros o que para umas sapatilhas com este género de características estão perfeitamente dentro do preço particado por outras marcas.

 

Pontos positivos:

- Leveza 
- Conforto 
- Qualidade dos materiais

 

Pontos negativos:

 - Estética

 

Conclusão:  

Sapatilhas com muito boa qualidade de construção, ideias para iniciados nestas andanças ou para corredores mais experimentados e que apreciam/precisam de mais suporte.

 

Avaliação (de 0 a 20)

Design:11
Conforto:17
Preço:14
Estabilidade:17
Amortecimento:20

Avaliação Total:79 (de 0 a 100)

 

Race Report: Arrábida, a reconciliação com o Trail!

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Por Nuno Espadinha:

 

Foi com algum receio e expectativa que fui ao Arrábida Ultra Trail 2014 na distância dos 23Kms, desde a Lousã em Junho que ando em "modo teste" no trail!
 
Na quarta-feira anterior tinha sido sujeito a uma pequena intervenção cirúrgica, a marcação foi na segunda-feira e era impossível adiar, a primeira pergunta que fiz à medica foi "tenho uma corrida de Trail no Domingo, posso ir?", ela disse que sim e lá a deixei avançar!
 
No fim-de-semana anterior tínhamos estado, quase, todos da Crew em Casainhos e tinha-me corrido bem o que ajudou a "levantar" a moral em relação ao Trail, bastante em baixo desde a Lousã em Junho.
 
E assim lá fomos outra vez uma "armada" da crew e os amigos do costume (João Gonçalves, Patrícia Mar, Margarida Santos, Rui Pinto entre outros que fomos encontrando na partida) enfrentar mais uma prova! Estreias em trail para o Rui Pinto, grande prova, e o Luis Moura para a distância de 80Kms a estrear-se também com um brilhantíssimo 10º lugar! Para além disso estava a ver se quebrava um "enguiço" entre mim e o Stefan Pequito, quando vamos os dois à mesma prova de trail a coisa corre sempre mal a um de nós, em Casainhos fez parte do grupo dos primeiros que se perdeu devido a falhas de marcação do percurso...
 
De resto acompanhei, ou tentei acompanhar, os suspeitos do costume, a Bo Irik e o Filipe Gil.
 
O ambiente antes da prova estava fantástico entre todos! A prova começou rápida e bem disposta, quem corre com a Bo Irik já sabe como é, e eu e o Filipe também vamos sempre na galhofa do costume, um diz mata o outro diz esfola.
 
Mais à frente a primeira subida e a filinha indiana do costume, foi quando comecei a pensar que ou "vai ou racha" e um "vamos lá a ver se os treinos de subidas no Restelo e o "Escadinhas e Subidinhas" do João Campos vão produzir efeitos". E deram!
 

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Estive bem nas subidas, pelo menos à minha maneira, no meu ritmo e sem exageros. Não cheguei esgotado ao fim de nenhuma delas, consegui gerir bem, como tanto gosto, o meu esforço a subir... a descer é que preciso de melhorar e bastante especialmente na parte final!
 
Aproveitei também para testar os meus limites em termos de alimentação dou-me muito mal a comer e correr, e basicamente "cortei-me" a comer coisa que tenho que trabalhar se quero fazer os 50kms do Piódão! Apenas comi do que levava comigo um gel, mel, água e não foi toda, algum sal que o Filipe partilhou comigo e nos abastecimentos 4 cubos de marmelada pouca água e um copo de isotónica e no fim nas ultimas descidas paguei isso com alguma falta de energia, podia de facto ter comido mais.
 

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De resto a prova é fantástica, muito rolante, paisagens lindíssimas e lama, lama e mais lama! Os trilhos mais estreitos permitiam a quem queria e podia rolar rápido, as descidas eram muito boas, a Bo e o Filipe parecem dois foguetes a descer, meu Deus...., e algumas bastante técnicas por causa da lama e dos sulcos que as chuvas dos dias anteriores escavaram, algumas com mais de meio  metro de profundidade!
 
Fizemos a prova os três juntos ajudando-nos mutuamente, no fim bem puxaram por mim e acabámos os três ao mesmo tempo. 
 
Reconciliei-me com o trail, pelo menos nesta distância, agora é ir "subindo" nos quilómetros para chegar aos 50 do Piódão!
 
Ps: O Stefan acabou em 10º enguiço quebrado! :)

 

A (breve) história do Correr na Cidade Running Crew - parte II

Por Filipe Gil:

 

Lembro-me que, depois da Meia Maratona de Lisboa, sentimos que a crew devia crescer, vimos muitas equipas na prova, muitas t-shirts iguais de gente organizada e que corria muito. E sentimos que também podíamos lá chegar. No entanto, à medida que me ausentava mais de casa para as corridas, começava o meu desafio principal: convencer a minha mulher a correr também.

 

Ela de início não queria, afirmava que nunca iria conseguir, que era mais adepta das caminhadas e que odiava correr. Até que, competitiva como é, começou a ver outras mulheres a correr (algumas delas com peso a mais), e vai daí começou também a correr, aos poucos. Mas, nestas coisas, começar é o mais fácil e manter é o mais difícil. E foi aí que tive a ideia de criar um treino só de mulheres para mulheres, sem homens a interagir de forma a motivá-la para continuar a correr. O primeiro treino reuniu umas 14 mulheres que correram em conjunto uns 8kms. E a minha mulher lá no meio com a tshirt da crew, em cor de rosa, tal como "exigiu", e bem. Nascia assim a parte feminina da crew.

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Na foto de amarelo  a Joana Malcata e Ana Morais e de verde a Carmo Moser. A minha mulher com a tshirt rosa da crew


Este primeiro treino nem se chamou “Just Girls” mas sim “Girls Only”. O sucesso foi tal que passado umas semanas fizemos outro treino, com cerca de 30 mulheres e sim já com o conceito “Just Girls” e com umas ofertas no final. Lembro-me de gifts da Becel, da Cocomax, da Pharmonat, Compressport. Curiosamente, neste treino voltaram a participaram a Joana Malcata, a Bo Irik, a Carmo Moser e a Ana Morais, todas que após uns largos meses mais tarde se juntaram à crew. Mas já lá vamos. Entre a Meia Maratona e os Just Girls ainda se passaram coisas interessantes.

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No segundo treino, com ofertas, está a Carmo, a Ana Morais, a Joana Malcata, a Natália e a Bo Irik.

À medida que fui criando o blogue senti a necessidade de criar um produto editorial e, quem sabe, ter alguma receita financeira. Daí criei, em conjunto com o designer Luís Gregório, a revista Skywalker. Perdoem-me os meus amigos jornalistas que escrevem sobre corridas, mas um ano e pouco depois, não encontro em Portugal produto editorial dedicado à corrida de uma forma tão criativa e interessante. O projeto morreu porque as marcas não estavam dispostas a investir dinheiro e porque não arranjei ninguém para andar a bater às portas de um eventual financiador. O projeto está assim congelado, mas que faz sentido existir, faz. Vejam os dois números aqui e aqui.

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Voltando ao dia da Meia Maratona foi aí que conheci, pessoalmente, o Nuno Ferreira, fotógrafo profissional, habitante de Santarém, que tinha uma equipa para as suas bandas. Foi das pessoas com quem mais falei de corrida até hoje. E, fica a dica, é dos melhores fotógrafos de casamentos que conheço. Fiquei contente de o conhecer, mas com pena de ele já ter equipa. É que para além disso tudo, ele corre muito e é um grande atleta. Tanto que na partida da Meia de Lisboa disse-nos adeus e nunca mais o vimos, nesse dia.

 

Entretanto, um belo dia, chega a minha casa uma caixa de ténis da Skechers. Pensei que se tinham enganado. A marca da Skakira a enviar-me ténis para correr? WTF??? Abri a caixa vi o amarelo quase florescente dos GoRun 2 e fui correr com eles, desconfiado. Após as primeiras passadas foi amor à primeira vista. Adorei a sensação de correr com minimalistas.

 

Umas semanas mais tarde, depois de eu e o Bruno Andrade termos feito uma dieta em direto no blogue, ao longo de semanas, e de termos crescido em views e visitantes, decidi fazer uma apresentação pública do projeto Correr na Cidade.

 

Assim, com a ajuda dos amigos Fernando e Ana da Cowork Lisboa com o apoio da Skechers (que convidei como agradecimento pelo envio dos ténis/sapatos de corrida/sapatilhas) fiz uma apresentação que decorreu no IADE da Rua do Alecrim, e que foi precedida de uma corrida ligeira de, aproximadamente, 5K. Foram cerca de 40 pessoas, talvez menos, sou péssimo a contar pessoas nos treinos, nem acho que seja muito importante. Desde elementos do Portugal Running, aos amigos mais próximos da crew, até a minha mãe, foram algumas as pessoas, e lá estava o Tiago Portugal, acompanhado da irmã, ele que se tornou, mais tarde, um dos membros mais ativos da nossa running crew.

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Nesse dia convidei o Bruno e a Sandra Claro para aproveitarem a minha apresentação e o local e, também eles, apresentarem o seu projeto que dias antes tinha encontrado na net sem querer: o Correr Lisboa, uma rede social para corredores. Fui a primeira pessoa a entrevista-los para o blogue e a conhecer de perto o casal. Percebi que era um projeto com pés e cabeça e que podia aumentar a perceção de que o mercado de running estaria a crescer em Portugal, e ter volume.

 

Nesse dia, também, a TSF Runners entrevistou-me. Estranho um jornalista ser entrevistado por um colega, mas percebi aí que o projeto fazia mais sentido que nunca. E não, nessa altura não tínhamos treinos fixos e eramos, se não me engano, não mais de sete pessoas.

 

Isto foi em abril, altura em que eu, Bruno e Nuno Espadinha, já bem mais magros, fomos correr a Scalabis Night Race, a primeira edição. Fomos media partners e o nosso logotipo fez parte da t-shirt oficial. Impulsionado por isso ou não, fiz o meu melhor tempo de sempre (até aos dias de hoje) de 10K em 49 minutos. Nesse dia levamos a família connosco para nos ver correr. Foi fantástico. E foi ali, em Santarém que conheci pessoalmente o João Campos, com quem já interagia no Facebook. Não, ele não faz parte da nossa crew, mas é um grande amigo.

 

Daí até setembro marcamos vários treinos, comecei a ver que as pessoas de facto liam mesmo o nosso blogue, que apareciam nos treinos com os mesmos ténis que usávamos A Skechers continuava a mandar ténis e, mais tarde, a Adidas também. Fizemos um segundo treino oficial, a 4 de maio, com muita gente, ao que se juntou a equipa do Correr Lisboa, que evoluia de rede social para equipa, e alguns elementos da Scalabis, para além  de outros em nome individual, como a amiga Bárbara Baldaia, repórter da TSF.

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Tanto eu como o Nuno Espadinha começamos a ter uma aproximação ao Bruno Claro, e vice-versa. Ele sempre atento ao mercado do running, já tinha mais conhecimento das diferentes crews e grupos que eu. Fui das primeiras pessoas a ouvir falar da ideia das Secret Run, que achei umas das melhores ideias da altura dentro do running. Apesar de não ser aquilo que pretendia para a minha crew, apoiamos o projeto. Aliás, fui guia, com gosto, de uma apresentação pública no Parque das Nações ao lado do conhecido blogger, e meu colega jornalista, O Arrumadinho – hoje em dia um dos principais padrinhos do projeto Correr Lisboa.

 

Entretanto, o Pedro Tomás Luiz começa a aparecer nos nossos treinoos; ele em conjunto com o Tiago. Mas o Pedro foi mais afoito e começou logo a falar comigo – eu que não sou nada simpático para quem não me conhece bem. Gostei muito dele, logo de início. Um corredor fantástico que calça 48, tamanho europeu. Um outro nível de passada. Lembro-me de contar os meus passos e os deles, quando corríamos lado a lado…sem comentários!

 

Pessoalmente estava a entrar em forma, o Nuno Espadinha também, o Bruno Andrade continuava lá à frente de nós. Mas entretanto num domingo de madrugada recebo aquele telefonema que todos nós tememos receber, o meu pai, saudável, e novo (68 anos), morria com um ataque cardíaco súbito enquanto fazia uma das coisas que mais prazer lhe dava: dançar. E se o fazia bem.

 

Só consegui correr quatro dias depois do funeral. Dei umas passadas e entrei em pânico, pensei que ia ter um ataque cardíaco também. Parei durante uns dias fiz os testes todos que um corredor deve fazer e decidi naqueles dias que um dia tinha que fazer a Maratona. Porquê, não sei. Mas nem que fosse para os meus filhos terem orgulho no pai. E no pai do pai deles.

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No início de agosto tivemos a visita dos Amsterdam Running Junkies. Num treino de 10K das Docas a Algés, e respetivo regresso. Grandes corredores que eles são. A Carmo Moser voltou a aparecer para corrermos juntos, e o Pedro Tomás também. E já andava a correr connosco o Luís Moura. Aliás, desde a primeira hora que corri muitas vezes com o Luís. 

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Mas esse verão foi estranho. Continuei a correr, quase sempre de minimalistas, com a tshirt da Crew pelo Algarve. E o mesmo fizeram o Bruno Andrade e o Nuno Espadinha. Criamos umas t-shirts branca de alças e decidimos mudar um pouco o logotipo, torná-lo mais moderno e atual. Chateei o designer Luís Gregório novamente que criou o logo que é hoje o que ainda usamos, com muito orgulho.

 

Depois das férias, o calendário estava cheio de corridas, a minha mulher entretida com as Just Girls e a começar a correr mais. Nesse verão no Algarve corremos juntos algumas vezes, o que era, e é, uma raridade - dois filhos pequenos assim o obrigam. Ela estreou-se em provas oficias em Junho na Corrida da Mulher, mas foi na Corrida do Destak que começou a correr mais a sério. A ela juntou-se a Ana Morais, colega de profissão (nutricionistas), que partilhava do gosto pela corrida e que já andava pelas Just Girls. A partir daí, a Ana juntou-se à crew.

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Em Setembro tivemos a Meia Maratona do Porto. Fiz o convite formal para o Pedro Tomás Luiz pertencer à nossa crew. Fizemos um acordo pontual com a Skechers de umas quantas corridas vestidos e calçados de Skechers, e lá fomos; eu, o Bruno e o Pedro. O Nuno Espadinha tive um problema de última hora e ficou em Lisboa a fazer a Corrida do Tejo, para o substituir o primo do Bruno Andrade vestiu a nossa tshirt. Na véspera desse dia conheci o Stefan Pequito, que se estreou na distância com um tempo abaixo da 1h30. Animal! Foi o que pensei. Daí a umas semanas pedi ao Pedro para convidar o Stefan e o Tiago, agora oficialmente, para entrarem para a crew.

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E depois tivemos a Meia Maratona de Lisboa. O Stefan estreou-se com a nossa tshirt na Maratona de Lisboa. E o Nuno Ferreira, apesar de não pertencer (ainda) à crew, também se estreou na distância.

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A partir daqui e até janeiro a história é mais complicada, foram os tempos mais difíceis até ao momento, para a crew, mas amanhã ficarão a saber porquê.


Até amanhã.

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