Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

LouzanTrail: A montanha pariu um rato!

Por Natália Costa


Sábado passado rumei à Lousã para participar na quarta edição do Louzantrail, na lindíssima e mítica serra da Lousã. Já tinha participado há dois anos na prova mais curta, e achei que estava na hora de lá voltar. Fiz a minha inscrição para os 25k, nem tinha conhecimento que havia outra prova mais curta, que aliás tinha sido a escolha mais sensata, mas adiante!

 

Eu, o Filipe, a Ana, a Bo e o Tiago, lá nos fizemos à estrada, para um fim de semana sem putos, muita diversão e trail running. Chegados à Lousã foi hora de beber um “fino”, levantar os dorsais, cumprimentar e ser apresentados a alguns membros do Louzantrail que estavam nos últimos preparativos.

13511410_10209907043895399_1992470942_n.jpg

 Dorsal levantado, hora de ir ver Portugal a jogar e aproveitar para jantar, que no dia seguinte tínhamos que ter energia para subir a serra, certo?

Antes do “recolher obrigatório”, fomos ao briefing da organização, para saber como seria o percurso, quais as maiores dificuldades, onde iríamos passar, quais os abastecimentos, se seriam só de líquidos ou de sólidos e líquidos, enfim o que nos esperava no dia seguinte.

Devo-vos dizer que o briefing foi bastante esclarecedor, mas que me provocou logo tonturas. Apresentou-se as 3 provas, os 45k, 25k e os 15k. Cada uma com as suas características e respetiva altimetria. A minha teria um desnível positivo de 2000m! Era um sobe e desce pela serra da Lousã em que eles estimavam que com as subidas a custarem mais e as descidas a serem mais rápidas, seria uma média de 10 minutos por km... Só mesmo para quem já domina a serio a coisa. Falaram nos pontos de água, fontes e ribeiros que iríamos passar, e que podia ser uma mais valia para o dia quente que se fazia prever.

 

Posto isto, lá rumamos para as respetivas caminhas em amena cavaqueira, muita galhofa e alguma expectativa com a prova do dia seguinte.

 

E foi sobre a almofada que comecei a minha prova, como é que eu iria fazer aquilo? Levei duas horas a adormecer a pensar no gráfico que tinha visto refletido sobre aquela tela na sala da organização.

 

No dia seguinte o acordar foi pelas 7:00, a partida seria dada às 8:30! Pequeno almoço de campeã tomado, atestada uma hora antes da partida, porque já se sabe, tinha que estar energicamente ativa! Equipamento Ok, chip na sapatilha, pala na cabeça e siga para a serra.

 

13487726_1054753221267573_89273997_n.jpg

 Antes da partida a organização preparou uma aula de fitness, algo para aquecer as articulações antes de ser dada a partida. Fotos da praxe, abraços e votos de boa prova e lá seguimos nós para a mágica Serra da Lousã, que tem tanto de bela como de dura.

13492903_10209907005974451_1477583498_n.jpg

Fitinhas laranjas da organização lá nos indicavam o caminho para entrar pela serra adentro. Devo dizer que toda a prova estava muito bem assinalada e por ser uma vegetação muito densa, havia sombra em grande parte do percurso.

Primeiras paragens na primeira subida! Após esta começou a haver as primeiras separações e devo dizer que até ia a um ritmo simpático nos primeiros 3 km, até que começamos a subir à seria, e o ritmo teve que obrigatoriamente diminuir. Chegados ao primeiro abastecimento, ao km7, sentia-me muito bem. Arranquei para a restante prova e foi ai que percebi que a “montanha tinha parido um rato”, e o rato era eu. Já não sei o que me custava mais, se era a subida ou a descida. Porque se a subida era violenta para as pernas, as descidas eram dolorosas para os pés! Ok, siga, vamos embora! Mais uma olhadela para o gráfico que trazíamos no dorsal. O pior era até ao km 14. Pelo menos achava eu.

Passado o segundo abastecimento, só de líquidos ao km 12, esperava-nos uma subida de mais de 2km. Pé ante pé, que já não havia força para mais, lá nos fomos cruzando com os participantes da caminhada solidária, que iam no sentido oposto e lá mandavam umas piadas a dizer que ainda faltava um bocadinho... Deu para pensar em tudo nessa subida, no meu trabalho, nos miúdos, no que estaria ali a fazer, que devia era ter optado pela prova mais curta... e acima de tudo em desistir!

Devo dizer que foi a prova mais dura que já alguma vez fiz na vida, mais acho que nunca fiz nada tão arrebatador!


A serra da Lousã é de facto dos sítios mais mais bonitos e a organização presenteou-nos não só com trilhos muito técnicos, mas também com paisagens verdejantes e oponentes, parecendo vindas diretamente de um postal.

 

Após o terceiro abastecimento, deparei-me com o trilho da cascata. Um trilho bem duro, com uma descida muito técnica e em que pensei mesmo atirar a toalha ao chão. Já não dava mais! Venham-me buscar por favor, agarrei o telemóvel e vi que não havia rede, estava entregue à minha sorte e ali é que não me podiam ir buscar mesmo! Esta foi uma verdadeira fase de metamorfose, uma prova à minha capacidade de resiliência. Passa-se mais um rio, com um ato de equilibrismo em cima de um tronco e começo a apanhar um grupo que ia mais à frente. A Elsa, o Rui e a Andreia.

13509334_1312269492136056_1020572185_o.jpg

Cheguei perto deles, que iam tão estafados como eu e partilhei a minha vontade de mandar tudo às urtigas. “Nada disso!” disseram eles, já vieste até aqui, vamos seguir juntos e não vais desistir! Este é o verdadeiro espírito de trail. Uma camaradagem entre pessoas que não se conhecem, mas que puxam umas pelas outras como deveria ser no nosso dia a dia. Há tantas paralelismo com a vida real neste mundo da corrida.


E é ai que chegamos à tal cascata. UAU! Valeu a pena, que visão mais linda!

 

Lá me enchi de coragem e pé ante pé, continuamos a prova. A partir daqui as pernas já nem as sentia, era a cabeça e o coração que comandavam.

 

Trilho da levada, uma extensão com cerca de 2km corridos numa espécie de mármore, com um pequeno ribeiro do lado esquerdo e um precipício a perder de vista do lado direito. Confesso que sou uma medricas nestes géneros de radicalismos, só espreitava de quando em vez para a direita e corria quase inclinada para a esquerda.

 

Passado este trilho entrámos na parte final da prova, passamos uns quantos riachos o que sabia lindamente para arrefecer as pernas.

 

13510632_10209907005734445_409273401_n.jpg

(Fotos do Zé

E eis chegados ao alcatrão! Aiiiiii, o meu alcatrão. Pernas para que te quero, prego a fundo até à meta onde sei que lá estariam todos para me apoiar.

Nestes metros finais pensei, naaaaa, não vou chorar, não sou nada dada a essas coisas de quase eleição de Miss e sou uma tipa muita forte!


Certo.... assim que avistei os primeiros apoiante a bater palmas, a gritar aquelas palavras de alento, desatei a chorar compulsivamente! Veio me à cabeça todas aquelas dificuldades, cada descida em que caia e a sola dos pés pareciam verdadeiras brasas, as subidas, as pedras a que me tive que agarrar para não ir ribanceira abaixo e senti que era muito forte, bem mais forte do que pensaria ser capaz, e que mais uma vez a corrida estava na minha vida a provar isso mesmo.


Meta atravessada, abraço do marido com um misto de orgulho e preocupação estampada no rosto, palavras de alento de tantos amigos corredores, foi altura de me sentar e comer uma bela massa com atum oferecida pela organização. Wowww, estava mesmo banzada!

IMG_20160619_164109.jpg

Banho tomado, compressoras calçadas lá rumamos a Lisboa com mil historias para contar desta aventura na belíssima serra da Lousã.

Uma coisa aprendi, enquanto não for uma menina mais “crescida” nestas coisas do trail, não me aventuro mais numa distancia destas. Fico-me pelo trail mais curto, e já devo ter metades destas historias para contar, seguramente!

13521701_10209907005694444_1855206124_n.jpg

 

A “Asfaltadinha” no Trail

FullSizeRender.jpg

Por Natália Costa:

 

Quem me conhece sabe que sou uma amante de estrada. Sim de "comer alcatrão", de ir ali a olhar sempre para o mesmo, com a ânsia de chegar e de fazer o melhor tempo possível. E de "comer" só mais um bocadinho de estrada, com a secreta esperança de conseguir fazer este ano a minha primeira Maratona.

 

Os treinos nem sempre conseguem ser os mais assíduos, porque isto de ter duas crianças pequenas, nem sempre permite treinos longos perto das 21h. Faz-se 10 km, e ao fim-de-semana é que se aproveita para queimar mais um bocado a borracha às sapatilhas. Mas o trail... Ah, o Trail! Cada vez mais na “moda”, com mais provas, mais longas, mais difíceis, quase para verdadeiros heróis, palpitam por todo o lado. Sabemos que o trail é menos monótono que a estrada, que podemos usufruir do prazer de “passear o esqueleto” pela natureza, deslumbrar lindíssimas paisagens e viver o verdadeiro espírito de camaradagem.

Por isso mesmo no passado domingo “atirei-me”, é essa a expressão exata, para uma prova de 30 km em Almeirim. O trail de Almeirim não é "nada de extraordinário" para os mais experientes nestas andanças, são 30 km com cerca de 1000 D+. Muita subida, com muita descida, tipo carrossel. Já fiz outras provas de trail, mas no máximo foram de 20 km, nunca uma distancia tão longa.

 

O treino antes da prova de Almeirim foi muito pouco, sobretudo nestas passadas duas semanas. Com Páscoa e afins, deixei-me combater um pouco pela inércia da quadra e acabei por não me dedicar como deveria para uma prova desta distancia. Sim, porque fazer 30 km em estrada é uma coisa, em trail é outra! 

Até ao Km 9 a coisa ainda foi rolando, mas foi aqui após o segundo abastecimento que eu e mais umas “camaradas” de prova nos perdemos, e que nos obrigou a fazer mais cerca de 2 km e perder imenso tempo para voltar ao trilho devido.

IMG_8463.JPG

Escusado será dizer que animicamente para mim foi devastador. Não ia lá para ganhar nada, mas sentir que ia na cauda da prova por ter cometido aquele erro, não encaixava na minha cabecinha. Isto em estrada nunca aconteceria, certo? E foi ai que tive a epifania de escrever este texto, de como os praticantes de corrida em estrada, passam para o trail.

Começando logo pelo corpo, mais precisamente pelas pernas, percebi que ainda não tenho coxa para aquilo. Tinha estado no treino solidário da SPEM no dia anterior e estavam lá muitas mulheres praticantes de trail e pude constatar que as minhas pernas ao pé das delas parecem uns autênticos palitos. Tenho mesmo que fazer um maior reforço muscular nestas coxas, além do treino de muita subida e descida!

 

E depois há outro fenómeno que não acontece na estrada: quando se juntam as duas distâncias numa prova de trail (por exemplo de 17km e 30 km como em Almeirim) e começamos, nós os da prova longa, a ser ultrapassados pelos participantes da prova mais curta. O que é aquilo?! Vêm feitos "loucos" capazes de esmagar o que aparecer à frente, sem olhar a meios para atingir os fins. Aqui, deveria de haver mais bom senso. Ontem, em Almeirim vi mandarem ao chão duas raparigas, e nem sequer me pareceu que tenham pedido desculpa. Opto sempre por encostar e deixá-los passar, apesar de ter ouvido algumas bocas que não o deveria fazer sendo eles quem deveria esperar. Está certo! Mas prezo a minha integridade física. Apenas um "educado" aviso a dizer que se vai passar seria o suficiente para evitar estes momentos de "stress", não?

IMG_8455.JPG

Depois tenho que mudar o chip, e perceber que não podemos estar a manter o ritmo, a passada, a mesma linha de pensamento que fazemos em estrada. Porque como disse o "grande mestre" Luís Moura, em amena cavaqueira enquanto esperávamos pela sopa da pedra: “Isto no trail morre-se e renasce-se muitas vezes!” E é que é isso mesmo! Ok, estávamos a falar de distancias mais longas... mas há alturas em que vamos mesmo de rastos, com umas dores nas pernas e nos glúteos que nunca mais acabam, mas de repente, vem uma força não se sabe muito bem de onde e lá vamos nós outra vez a dar gás pelos estradões.


Próximo prova de trail será o Louzan Trail. Por isso mesmo, estes próximos meses serão dedicados a treinos de trail e reforço muscular!

 

Porque afinal, é tudo uma questão de treino, certo?

Race Report Meia Maratona de Lisboa: menos 37 minutos!

 

947347_10209094493982159_1930587375584538694_n.jpg

 

Por Natália Costa:

 

Há precisamente dois anos atrás estreava-me nesta distância (21 km). E foi nesta mesma prova, a Meia Maratona de Lisboa. Como em tudo na vida vamos ganhando maturidade e nisto do running não é exceção. Na primeira estava muito “verdinha”, o treino tinha sido pouco e isso saiu-me caro, não só pela sua duração (2h35), assim como nas mazelas deixadas. Mas vamos deixar o passado de lado e viver o presente!

Eram 10h20 quando cheguei perto da partida da prova. Sim, bem tarde... Foi uma lição, achei que não tinha que ir para lá dormir, mas só quando vemos os comboios cheios “à pinha” e um mar de gente a entrar para os acessos da ponte 25 de Abril é que temos a magnitude desta prova: 35 mil participantes! Muita gente, tanta gente!

Claro que temos que sempre ir ao WC antes da partida, certo? Pois bem, quando foi dado o tiro que assinala o inicio da prova, eu ainda lá estava dentro...

Bom, atrasos à parte, eu, a Bo Irik e a Ângela Costa lá nos dirigirmos para a partida! Relógios ligados e lá fomos nós. Quem faz estas provas sabe como é, temos um mar de pessoas a correr à nossa frente, num ritmo mais lento e aquele zig-zag faz parte. Foi ai que a meio da ponte 25 de Abril perdemos a Ângela e seguimos eu e Bo Irik, numa amena cavaqueira, sorrisos, a desfrutar da paisagem e do dia lindo que se tinha formado.

Quando fazemos provas juntas confesso que me divirto sempre imenso e deveria ser sempre assim certo? A energia da Bo é contagiante! Quem a conhece sabe que por onde ela vai, nunca se passa despercebido. Ela puxa por ela e pelos outros. E foi neste espírito que chegamos aos 7 km, não tinha dado por ele. “Já estamos no km7?” Sim disse ela, "vamos embora Náná!". E lá demos a volta no Cais do Sodré em menos de nada. Foi ai que comecei a levar aquilo mais a sério, gosto de me superar e apesar de não me ter preparado grande coisa, quem me conhece sabe o que o meu espírito competitivo vem sempre à tona nestas provas. Prego a fundo e quando passamos em Alcântara comecei a sentir que aquele dia de Primavera estava a começar a pesar... O calor era grande, o que valia era os abastecimentos a cada 2,5 km para ir refrescando as pernas e o rosto. Nisto aparece a “nossa” Liliana Moreira “Dá-lhe Náná”! Que bom aquelas palavras.

Quase a chegar a Belém passo o Luís Moura que ia a fazer a prova numa de desportiva... “Bo, leva a nossa menina”. Que querido! E lá fui eu atrás da minha lebre.

Belém é sempre aquele ponto psicologicamente lixado. Já vão uns a acabar do outro lado e ainda temos uns 7 km pela frente. Nisto junta-se o Tiago Portugal. “Vamos embora Natália”! E lá fui eu atrás deles. Headfones no máximo, música a abrir, porque precisava mesmo de manter o ritmo. Olho para o lado direito e lá está a Ana Morais em Algés a bater palmas. Isto de ter uma crew é mesmo maravilhoso, é como se fossemos uma grande família e temos de ser uns para os outros.

 

Agora era só dar a volta no Dafundo, só faltava mais essa barreira! De volta a Belém, cruzamos com o Bruno Andrade, que vinha no sentido contrário. Lá gritamos mais umas palavras de ordem!!!


Mais um abastecimento de líquidos e de sólidos ( laranjas e bananas), mas já não peguei em mais nada, só queria acabar! Vamos lá, dizia a Bo e o Tiago, e eu já só dava às pernas, nem via ninguém! Mais uns sorrisinhos para a câmara da Ana Morais e de repente já estava em Pedrouços e a meta era já ali ao fundo... Comecei a dar o que tinha e o que não tinha! “Natália, mais 500 metros, acelera!” E lá liguei o turbo, demos a volta e estávamos de cara virada para o mosteiro.

1261_10209099515347690_2726026930087127487_n.jpg

Que sensação cruzar a meta! Aquela meta, com menos 37 minutos de há dois anos atrás... Não é grande coisa, mas para mim que odiava correr é tanto, mas tanto! Estou mesmo uma crescida! Obrigada à Bo Irik e ao Tiago Portugal, sem vocês teria sido mais difícil.

Em relação ao equipamento levei as sapatilhas Ultra Boost da Adidas, versão com sola Continental, que mostraram bem o seu efeito quando pisamos aquele isotónico no alcatrão. Para além da t-shirt da crew estreei os calções da Puma coleção primavera/verão, frescos, fofos e lindos de morrer!

Quero agradecer desde já aos CTT pelos dorsais oferecidos tanto a mim, como aos meus sobrinhos que se estrearam nestas andanças (míni maratona), assim como ao Maratona Clube de Portugal pelo apoio dado e pela excelente organização da prova.

 

Para o ano lá estarei eu mais uma vez a ver se tiro mais uns minutos!

12189636_10209113990869569_4821789421912318575_n.j

 

 

Vais correr a Meia Maratona pela primeira vez? Isto é para ti!

16570593_okymg.jpeg

De hoje a oito dias, a 20 de março, muita gente irá estrear-se na distância dos 21 quilómetros e alguns metros da Meia Maratona de Lisboa - a da Ponte 25 de abril. Entre os 30 mil participantes esperados para a edição deste ano, segundo a organização, muitos farão os cerca de 6 quilómetros da Mini Maratona e muitos, cada vez mais, irão estrear-se na distância de metade de uma maratona. 

Certamente por esta altura,e  para esses corredores estreantes, os nervos começam a estar à flor da pele. O que comer, o que beber, o que levar vestido, tudo coisas muito importantes. Mas talvez a mais importante seja a forma como psicologicamente abordamos a corrida.

 

Review: Skechers Gorun Ultra Road

unnamed (2).jpg

Tal como tinha escrito na 1ª impressão com este modelo da Skechers voltei a usar sapatilhas desta marca norte-americana passados dois anos. E o regresso não podia ter sido melhor. Que belas sapatilhas são estas Ultra Road. Num momento em que estou, no qual, muito lentamente, tento volta à boa forma e quando (ainda)  tenho de proteger os joelhos de impactos, este modelo não podia ter vindo em melhor altura.

  

CONFORTO:

Estas sapatilhas são o conforto em forma de sapatilha!. É impressionante a forma como evolvem o pé e nos fazem sentir uma passada tão confortável. Apesar da grande espessura da sola, e de ficarmos um pouco mais altos do que realmente somos, não temos quaisquer sensações de desiquilíbrio, nem quando viramos de forma rápida. Confesso que apesar de gostar de correr nas cidades não sou grande fã da calçada portuguesa - aliás nem para correr nem para andar, mas isso levava-nos a outras conversas - com estes Ultra Road não incomoda nada correr sobre aqueles pedaços mal amanhados de pedra.  


Para quem já usou as Adidas Ultra Boost a sensação é parecida...embora diferente. Para quem está um pouco acima do peso ou para quem quer correr grandes distâncias e ter muito conforto, a escolha pode passar por estas sapatilhas. A única questão menos confortável que tive com eles foi numa descida acentuada, o pé fica meio perdido no espaço interior da sapatilha e percebi que os dedos dos pés de um momento para o outro tocaram no extremo do sapato e o pé andou a "nadar" lá por dentro. Aí temos uma desvantagem em relação aos Adidas Ultra Boost, porque estes últimos usam um upper que se agarra ao pé o que proporciona alguma estabilidade, algo que falta aos Skechers, já que a sua malha é hirta e não acompanha tanto o movimento do pé - a não ser quando corremos a direito.

unnamed (3).jpg

unnamed (1).jpg

DESIGN/CONSTRUÇÃO:

Na côr que me enviaram este modelo é muito bonito. Preto e laranja, com pedaços em bordeaux é das combinações mais felizes que existem. E já lá longe vão os tempos em que os Skechers tinham tudo de bom...menos o design. Estes são mesmo muito bonitos. A parte de cima (o tal upper) é feito numa espécie de malha, algo que está na tendência das sapatilhas de corridas para estrada, mas ao invés das da Nike, Adidas e Puma, que utilizam este tipo de tecido e agarram o pé como uma meia (o que prefiro), esta "malha" da Skechers é hirta, apesar de não ser dura (tal como já referi umas linhas acima). Confesso que preferia a sensação de meia, mas são pormenores. A sola é bem construída. A minha única dúvida é a durabilidade das sapatilhas. Tem bons acabamentos, a parte do calcanhar é muito confortável, a língua também, e o design é irrepreensível. A dúvida é mesmo se esta "excelência" vai perdurar no tempo. Até ao momento já fiz cerca de 130 kms com eles e estão como se tivessem saído da caixa. 

unnamed (5).jpgunnamed (4).jpg

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA:

A aderência em sapatilhas de estrada pode parecer algo estranho, mas quando se escreve sobre corridas em cidades portuguesas faz todo o sentido. Todos sabemos o quão escorregadias são as ruas com calçada portuguesa (sim, embirro muito com este tiipo de piso, já perceberam) e então na altura do ano em que estamos, às vezes se não tivermos cuidado podemos lesionar-nos.  Até agora e nos mais de 100 kms que já fiz com este modelo nunca tive nenhuma escorregadela nos passeios de Lisboa e arredores.

 

AMORTECIMENTO:

Aliado ao conforto é no amortecimento que estes Skechers dão cartas.O nome Ultra está lá mesmo por isso. São mesmo ULTRA confortáveis devido ao seu Ultra amortecimento. Ideais para provas longas - apesar de achar que para provas mais pequenas servem na perfeição, devido à sua leveza.


Há aqui algo que tem de ser escrito. Apesar dos narizes torcidos aquando da sua presença no mercado, a Hoka One One, influênciou muitas outras marcas após o seu aparecimento. E hoje em dia rara é a marca que não tem um ou mais modelos com doses generosas de sola que servem para absorver algum do impacto que correr muitos quilómetros provoca nos joelhos e articulações. Claro que se soubermos correr como deve de ser, até conseguir incluir o barefoot uma vez ou outra nos nossos treinos, e se tivermos uma boa alimentação, dormirmos muito, etc e tal, não precisamos (quase) de sapatilhas. Mas aqui dos leitores (e atualmente são cerca de 2200/2500 que nos visitam por dia) quem consegue ter isto tudo. Uma pequena percentagem de felizardos. Pessoalmente, estou a gostar destes excessos de sola e amortecimento. Talvez daqui a uns anos quando tiver mais tempo para treinar mais a sério, não necessite. De qualquer forma, e como gosto de Ultra corridas, acho uma boa opção para distâncias grandes.

 

PREÇO:

110€. Os Skechers têm estes preços interessantes e estes não fogem à regra. Ultrapassam os três digitos, o que nos últimos anos a Skechers tem tentado não fazer. Mas nestes, e pelo menos no mercado português estão neste preço, o que ronda mais ou menos, talvez menos 20€, do que a maioria das sapatilhas de estrada.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

São os meus ténis de estrada preferidos neste momento. Devido ao facto de necessitar de amortecimento para ver se a lesão na banda iliotibial morre de vez, alterno estas sapatilhas com os Ultra Boost. É isso mesmo, Ultra é comigo! Ultra conforto, claro. Ainda no fim-de-semana passado fiz quase 20km com estas sapatilhas e nada a apontar. Não estou aqui a fazer um favor à marca em aconselhar este modelo a quem quer preparar-se para uma meia maratona ou mesmo a maratona, mas se andarem à procura de sapatilhas para o fazer, confiem em mim. Têm aqui uma boa escolha.

O único senão que lhe aponto é o fato do tal upper não ser justo e por isso qualquer descida acentuada não dá mal resultado. Ou seja, trocando por miúdos, para correr a direito em estrada com ligeiras subidas e descidas, são perfeitos. Se forem correr pelas colinas de Lisboa ou do Porto (ou de outra cidade) em provas como um Urban Trail, aí já não. De resto são excelente. Parabéns Skechers!

unnamed (7).jpg

Conforto 17/20
Design/Construção 18/20
Estabilidade/Aderência 17/20 
Amortecimento 20/20
Preço 19/20

Total 91/100

unnamed (6).jpg

 

 

Trail das Bruxas - Bucelas: Trilhos "assustadoramente" assustadores!

12195768_901141029967229_8029081201967104025_n.jpg

 

Por Natália Costa:

 

No passado sábado realizou-se a primeira edição do Trail Noturno das Bruxas em Bucelas. Quando me inscrevi, fascinou-me a ideia de correr por montes e estradões de terra durante a noite, mas ao mesmo tempo tinha algum receio que o percurso não estivesse devidamente sinalizado, que me pudesse perder ou mesmo magoar devido à fraca visibilidade.


Sábado, lá me encontrei com a Bo Irik e com o João Campos e seguimos para Bucelas. Na conversa falámos do tempo que íamos levar a fazer os 15 km. O João sugeriu que talvez os fizéssemos em duas horas. Eu, competitiva como sou, disse que queria fazer abaixo desse tempo, mas logo se veria...


Estava devidamente caracterizada de bruxa, já que o evento apelava a isso. Vá, metade bruxa, metade corredora. Chegamos uns 45 minutos antes da partida para levantar os dorsais e encontrar-me com o meu irmão mais velho que se ia estrear nestas andanças do trail, e logo de noite! 12112033_901145883300077_8269111121816301792_n.jpg

Perto da hora marcada, colocamo-nos na linha de partida, a afinar os frontais, a tirar as fotos da praxe e a aquecer as articulações, pois a noite estava assustadoramente fria!  Partimos os quatro e durante os dois primeiros kms íamos em amena cavaqueira e a pisar poças de água para ver quem molhava quem, resumindo, íamos muito animados! Na primeira subida o meu irmão avançou e nunca mais o vi! Raça do Homem, está mesmo em forma, só nos voltamos a encontrar já na meta.


A primeira parte do percurso foi mais penosa, são aproximadamente 7 km sempre a subir. Valeu-me as palavras dos companheiros de corrida mais habituados às subidas, principalmente o João Campos, que com tanta escada que sobe e desce nos seus treinos, lá me ia dando alento e mandava continuar.


O medo foi-se perdendo, havia estacas com LED's de 50 em 50 metros, assim como membros da organização (desfarçados de zombies e famtasmas) em alguns pontos críticos. Os frontais iam dando a luz suficiente, e a animação entre os três era grande. Eu e a Bo aproveitamos, ora para uivar, ora para dizer que a bruxa estava a chegar, que era assustador.... e o João aos poucos lá foi entrando no espírito. Resumindo, estava a ser um programa de Halloween super animado.


Ao longo do trajeto íamos encontrando alguns bonecos assustadores pendurados nas arvores, abóboras no chão, membros da organização vestidos de fantasma, tudo para nos lembrar que era o trail das bruxas. Às tantas o João olha para o relógio e diz, bem se continuarmos neste ritmo, somos capazes de acabar com 1h45. Sempre era menos que 2 horas, pensei eu.


Aproximadamente ao Km 8 encontramos o abastecimento. Parei, bebi água, comi laranja, banana, tudo nas calmas... E o João e a Bo a gritarem, "Vamos embora, não nos podemos demorar". Eu pensava, “Oh pá, mas que chatos, nem me deixam comer”, mas a verdade é que aprendi uma lição! Ali é para despachar porque íamos com uma ótima média e corríamos o risco de ser ultrapassados, o que acabou por acontecer... Sou mesmo verdinha nisto do trail.


A partir daqui foi prego a fundo serra abaixo, sempre a descer! A 4  quilómetros do final, começamos a encontrar os participantes da caminhada e vínhamos tão lançados que só gritávamos, “encostem à esquerda, deixem passar, obrigada”, parecíamos aquele cartoon do coiote, o pássaro que faz “bip, bip”. Lá ultrapassamos mais uns quantos participantes e de repente estávamos outra vez na Vila, a correr no alcatrão a dar tudo por tudo, a subir e a descer mais umas quantas escadas ao pé da igreja (disse tantas asneiras para mim própria), e assim como partimos juntos dentro do pavilhão, chegámos desta vez de mãos dadas, com um sorriso de orelha a orelha e com o sentimento de dever cumprido, de ter dado o máximo! Foi em 1h39m!


Foi de tal maneira que as duas meninas do CNC chegaram em 8º e 9º lugar da geral feminina e 5º e 6º lugar do escalão. UAU! Quero mais, ficou qualquer coisa a borbulhar cá por dentro…Quero dar os parabéns à organização, estava tudo muito bem assinalado durante o percurso, bem organizado e aquele caldo verde e a bifana no final caíram que nem ginjas.


E claro está, ao meu super marido, que apesar de não ter participado por ainda não estar a 100%, me acompanhou para dar aquele apoio!

IMG_3983.JPG

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D