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Correr na Cidade

MUT - Battle: Lisboa vs Sintra

Por João Gonçalves:
 
 
Dois Meo Urban Trail separados pelo IC19 ... Qual delas a melhor edição?
 
Finalizados as edições de 2015 do Meo Urban Trail e tendo participado nas edições de Lisboa e Sintra, vou dar aqui a minha opinião sobre qual das edições a que gostei mais.
 
Todos concordamos que as edições do MUT não são baratas tendo em conta a distancia e os gifts que os atletas levam para casa na aquisição dos ingressos e neste ultimo confesso, que para mim é um ponto muito negativo nestas provas que contrasta com a originalidade das mesmas... Lá está... Pela falta de originalidade... O que é que quero dizer com isto é o seguinte, tendo pago as duas provas, levei para casa duas tshirts iguais, dois frontais iguais, dois dorsais iguais e acredito que se tivesse feito o circuito completo das cidades tinha ficado com cinco e nem uma recordação final, acho este é um ponto a melhorar em edições futuras.
 

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Organização
 
Em termos de organização, as provas são muito bem organizadas, com muitos voluntários sempre a dar indicações e apoiar ao longo da prova e percursos irrepreensivelmente bem marcados sem margem para duvidas, contudo neste capitulo dou um ponto a favor da edição de Sintra, que por passar em zonas de luminosidade reduzida como a Quinta da Regaleira e Castelos dos Mouro as marcações tenham de ser mais visíveis e foi exactamente o que aconteceu (5 estrelas).
 
 
 
Originalidade dos Percurso
 
Adoro o percurso de Lisboa, aliás uso-o bastantes vezes para treinar quando não me apetece sair de Lisboa e pelas suas subidas e escadinhas tornam-o excelente para um treino curto e intenso, contudo acho que à semelhança de Sintra onde houve o "bombom" de existir uma passagem pela Quinta da Regaleira durante a noite (simplesmente mágico!) a edição de Lisboa pecou pela falta desse "Uauh factor" que faz falta neste tipo de prova e sendo assim acho que neste capitulo não resta duvidas para quem vai o meu ponto.
 
 

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Desafio e beleza
 
O percurso de Lisboa é um percurso extremamente turístico, óptimo para quem queira conhecer os bairros típicos de Lisboa e os seus miradouros, com passagens por locais históricos e boémios da Capital, num percurso como já referi cheio de escadas e subidas íngremes num conceito de city trail bem vincado, contudo é difícil bater a beleza de Sintra, como se costuma de dizer  "Sintra é Sintra", um sitio mágico, ainda por cima numa noite com uma neblina ténue no ar que torna o ambiente ainda mais deslumbrante e em termos de desafio o percurso é mais desafiante com escadarias "brutas" como é caso da subida ao Castelo dos Mouros e descidas rápidas, para além das passagem pela Quinta da Regaleira que deixa sempre qualquer um de boca aberta pela beleza do local.
 
 

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Conclusão
 
Em jeito de conclusão e por serem duas provas bem próximas, basicamente só separadas pelo comprimento do IC19,  se tivesse de escolher apenas uma das duas para participar, escolheria sem sombra de duvidas a edição de Sintra, por tudo, originalidade, beleza, magia e desafio da prova.
 
E vocês, qual é a vossa opinião?

Race Report: MUT Sintra 2015

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 Por Bo Irik:

 

No ano passado apaixonei-me por esta prova e este ano não podia faltar! Mais uma vez, a prova não me desiludiu. Acredito que, em Portugal, é das provas com maior potencial internacional, no sentido de ser muito especial. A prova é especial por vários motivos:

 

  1. A localização e percurso: Sintra. É preciso dizer mais? O percurso, tal como no ano passado, começa com uma voltinha de aquecimento pela vila, de cerca de 1,5km. Nesta voltinha, sentimos o apoio do caminhantes (também há uma caminhada de 5km) e dos que vieram à rua apoiar. O percurso passa, portanto, pela vila de Sintra e um dos pontos altos do percurso é a passagem pela misteriosa Quinta da Regaleira.
  2. À noite: É outro ponto diferenciador da prova, tornando a especial e enaltecendo a sua misticidade. É giríssimo ver filas de runners com os frontais ligados a subir até ao Castelo dos Mouros.
  3. Os voluntários. Em cada viragem, em cada ponto potencialmente perigoso e nos abastecimentos. Havia muitos voluntários, todos igualmente simpáticos. Embora tenha agradecido a quase todos ao passar por eles durante a prova, repito: obrigada!

 

Num fim-de-semana marcado pela chuva, São Pedro decidiu ser amigo na noite desta mágica prova e praticamente não choveu. Ainda bem, porque o percurso passava por algumas zonas mais perigosas, por serem escorregadias e a chuva poderia piorar essa situação.12045479_118147728544895_8687571819642049189_o.jpg

 

Este ano tivemos o prazer de correr mais dois quilómetros que o ano passado, quase 12km no total. É uma prova dura, nada fácil, tanto em termos de piso com em termos de altimetria. Para quem não está habituado a correr em trilhos, prepare-se porque não é uma prova de estrada habitual. Ainda bem, a meu ver, desta forma, a prova não se torna nada monótona. De facto, estava tão entretida com as vistas, o cheiro e o piso que nem dei conta dos quilómetros passarem e nem olhei ao relógio.

 

Em termos de altimetria, depois de um “aquecimento” de cerca de 2,5km começa-se a subir. Muito! O ponto mais alto é 460 metros e o mais baixo 100, sendo que a partida/meta se encontra a 200m de altitude. Depois de subir até ao ponto mais alto, ao km 7, desce-se muito, até ao ponto mais baixo (Altimetria total: 640m). Esta descida deu-me um prazer brutal. Felizmente trouxe os meus Skechers velhinhos que sei que se dão bem com a calçada escorregadia, e assim voei monte abaixo. A última subida, de pouco mais de um quilómetro, foi a mesma que o ano passado e foi igualmente penosa. Confirma-se: prefiro descer.

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Desfrutei muito da prova, foi um equilíbrio entre competição e diversão. Nas subidas mais íngremes, fui a caminhar, lembrando os restantes participantes que não se deveriam esquecer de desfrutar da vista. Até houve uma pessoa que disse, e bem, “esta Bo do Correr na Cidade parece uma guia turística”. E assim fui dando mais uma indicação ou outra à malta do Porto que não conhecia bem a zona :) 

 

 

 

Pontos positivos:

  • Partida / Meta: muito bem preparado logisticamente, com cafés, casas de banho, feira de material técnico. O evento contou com música para anima e um comentador que animava a partida e parabenizava os “finishers”.
  • Excelente apoio por parte dos voluntários.
  • Zona / Percurso: a meu ver dos mais originais e encantadores de Portugal, conforme mencionei acima.

 

Pontos a melhorar:

  • Hora da partida: 21h, a meu ver é muito tarde. Se a ideia é correr à noite, nesta altura do ano, 19h00 já serve perfeitamente e assim ainda podemos ir jantar e comer travesseiros depois (os cafés e restaurantes de Sintra fecham às 23h, deixando pouco tempo para o “recovery”).
  • Preço: Se vale à pena? Vale. Mas 14,90€ (Inscrição individual sem frontal até uma semana antes da corrida – depois aumenta para 17,90€) é relativamente caro para uma prova de 10km.

 

Em suma, adoro esta prova. Recomendo-a vivamente para quem gosta de algo diferente e desafiante. Em 2016, pelo terceiro ano consecutivo, conto voltar.

Meo Urban Trail Sintra - E tu, vais ficar em casa ?

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Por Luís Moura:

O MEO URBAN TRAIL vai até Sintra no próximo dia 24 Outubro, sendo a ultima etapa do ano 2015.

 

Prova

Na Corrida deste ano vamos passar pelo Palácio Nacional de Sintra, Câmara Municipal, Caminhos Castanheiros, Quinta Regaleira, Fonte Sabuga, Subida escadas Muralha exterior Mouros, Estrada da Pena, Monte Sereno, São Pedro Sintra, Jardim Vigia, Murtas, Escadinhas Amarais, etc...estejam preparados, vão ter cerca de 600m D+ em cerca de 12 kms.

Na Caminhada vão ser 5 kms e vão passar pela fantástica Quinta da Regaleira. Vão à fonte Sabuga, Igreja Santa Maria, Murtas, Parque Liberdade.

 

  

Esta edição normalmente esgota por isso convém fazer a inscrição o quanto antes em www.meourbantrail.pt
 
Na inscrição está incluido uma tshirt, uma luz frontal*, um dorsal, saco costas."
*opçao

Aproveitem que até dia 18 Outubro o preço é mais acessivel sendo depois dessa data mais caro. 

 

 

Inscrições


Para quem pretende participar na experiência que alia a história ao desporto, ainda pode inscrever-se de forma individual ou em equipa, através do website http://www.meourbantrail.pt/. Quem quiser fazer um registo presencial pode faze-lo na próxima sexta-feira, dia 23 de Outubro, das 15 até às 20h00 e no próprio dia da prova das 10 às 20h30 na Largo Rainha Dona Amélia.


A concentração e início do alinhamento do evento começa a partir das 20 horas e é importante seguirem as indicações que se encontram no site para entrarem pelos corredores corretos antes da partida. A corrida está marcada para as 21h00 e a caminhada às 21h10. Podem encontrar mais informações disponíveis no website. Podem também consultar o Guia do evento com muita informação importante.

 

 

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Levantamento dorsais


O levantamento dos dorsais e respectivo Kit Participação vai ser feito no Largo Rainha Dona Amélia onde vão estar as tendas de suporte ao evento, nos seguintes dias:
- Sexta feira  = Das 15h até às 20h
- Sábado  = Das 10h até às 20:30h

 

Treino reconhecimento percurso

Este ano e num fim-de-semana muito concorrido a nivel de provas, vamos fazer um treino conjunto com a organização do MUT Sintra e no próximo Sabado ás 9 da manha vamos fazer uma volta por parte do percurso que vai ser usado na corrida de 2015.

No final do treino vamos sortear 2 convites para a prova oferecidos pela organização.

Deem um salto ao evento no Facebook e inscrevam-se no treino aqui.

 

 

No ano passado a crew do Corrida na Cidade foi lá e divertiu-se imenso.

Este ano estamos lá novamente e vai ser uma festa.

 

Bons treinos até lá.

 

Race Report MEO Urban Trail: Yes, I'm back!

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Por Luis Moura:

 

Pelo segundo ano consecutivo ia percorrer a cidade de Lisboa num percurso que conheço bastante bem devido aos treinos regulares que fazemos pelos locais onde a prova passa. Tudo começou com um festival de Fado...


Verão
Depois de ter tentado os 100km de São Mamede e ter ido aos 70km do OhMeuDeus no início de Junho, a minha motivação interna para a corrida diminuiu bastante. Comecei a treinar menos, muito menos e fui a poucas provas. Alguns convites para participar em provas curtas e ia mantendo o corpo a funcionar, mas a mente não estava aqui. E quando a mente não está presente, o corpo dificilmente vai atrás.
Inclusivamente numa das minhas provas favoritas de percorrer, os 50km nocturnos de Óbidos, cheguei ao abastecimento dos 20km e parei de correr. Já vinha há uns 4 ou 5km ora a passo ora a correr devagar.
Isto passou-se em algumas provas e treinos em Julho e Agosto.

No final de Agosto comecei a ir regularmente ao treinos dos esquilos, a "hora dos esquilos", às 6 da manha no Penedo em Monsanto.


Não recuperei todo o meu fulgor e vontade de palmilhar kms, mas já recomecei a querer correr e a querer sair de casa para treinar. Muitas semanas em Julho e Agosto nem 1 treino fazia...

 


MEO URBAN TRAIL
No ano passado realizei o MEO Ultra trail Lisboa uma semana antes da Serra D'Arga e o MUT Sintra 1 semana antes dos 82km da Arrábida. Serviram de teste ao cardio para essas 2 provas e correu bem.
Este ano devido à (muita) falta de treino durante o verão, estava bastante inquieto e apreensivo como iria o corpo reagir ao início de época.

Primeira semana de setembro, 10km Tagarro em 44min, na semana seguinte 10km da Corrida do Tejo em 42:50. Para mim estava a começar a entrar no ritmo. Estava a recomeçar a gostar de correr, de treinar, de puxar pelo corpo. A ida aos esquilos logo de manhã cedo ajudou imenso a retomar esta sensação de querer mais.


A expectativa estava muito elevada para o MEO de 2015. A organização mudou uma boa parte do percurso a partir quase do meio do mesmo e tentou corrigir alguns pormenores menos bons do ano passado.

 

Os elementos do CnC combinaram encontrar-se pelas 20h junto da saida do Metro do Terreiro do Paço e lá tentamos nós chegar lá a essa hora. Atravessar a ponte foi rápido, o pior foi tentar chegar perto do evento e estacionar, já que no mesmo dia da prova estava a decorrer um (vários ?!?) evento de Fado espalhados por uma área grande a partir da estação de Santa Apolónia até perto do Campo das Cebolas. Trânsito caótico, dificuldade em circular, estacionar e sair dali.  O resultado foi chegar junto dos outros elementos pelas 20:30. Tempo de tirar uma foto, ir ao WC rapidamente e aquecer um pouco para a partida.

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 (os elementos da crew antes da prova)

Uma vez que o tempo para aquecer era reduzido, teve que ser em modo Speedy Gonzales, o que para mim não foi nada bom e acho que contra-producente vistas bem as coisas à posteriori. Pelas 20:40 aproximei-me do curral de arranque da corrida e já lá se encontravam centenas dos atletas para a prova. Andei um bom tempo a fazer zigue-zague pelos diversos elementos a tentar chegar perto do pórtico da saída para perder o mínimo de tempo possível. Fiquei a cerca de 3 metros dele. Não foi mau, podia ter sido pior.

 

PROVA
Ao meu lado estavam vários elementos conhecidos de provas e treinos de alcatrão e trail. Se este ano não existiam muitos nomes sonantes do panorama desportivo português como no ano passado, o nível de competição estava bem mais alto, pois estavam mais atletas rápidos de pelotão no arranque da prova. Menos elite mas muito mais Speedy Gonzales. 15min de conversas com vários conhecidos, algumas fotos e lá fomos nós para um segundo ataque a esta cidade maravilhosa para a prática do "trail running" citadino.

 

O início de prova até à bica é alucinante. Não para uma prova de alcatrão rápida, mas para um "trilho urbano" de quase 11km e 400D+. A mim deu 3:30/km de média e seguiam à minha frente uns 8/10 atletas quando atacámos a primeira subida. A calçada de Salvador Correia de Sá não é fácil de subir, mas também não é dificil. Problema é que como chegamos lá com apenas 1km de prova, o corpo ainda não estabilizou e encontrou o seu equilíbrio natural. Eu particularmente, comecei a sentir os quadrícipedes muito pesados, como se estivessem em ciclos de carga pesada e abrandei no resto da subida. Chegámos ao miradouro de Santa Catarina e já estavam a latejar. Mau indício para o resto da prova. Por esta altura já umas 20/25 pessoas tinham passado por mim. Na subida do resto do Elevador da Bica e na rua Rua da Rosa que atravessa o bairro alto quase todo, apanhei-me a tentar controlar o ritmo e deixar o corpo aquecer. Com isto, evidentemente, que o ritmo se ressentiu e fui sendo ultrapassado por mais pessoas, algumas conhecidas de outras andanças.


2km em 5:48/km, mais de 30 segundos acima do ano passado, o que seria quase uma constante nos marcos de cada km deste ano. Na descida do Elevador da Graça ainda acelerei um bocado, mas não me senti muito bem ainda. Consegui descer abaixo dos 4/km, mas muito longe dos 2:55/km do ano passado e perdi mais uns bons segundos aqui.


Quando estive a dar a volta aos Restauradores e a preparar a subida para o Torel, comecei a pensar se as pernas já estariam melhores e deixassem que a parte psicológica tomasse conta da corrida.
Mal comecei a subir o Elevador da Glória, tirei o "cavalinho da chuva". Dores enormes nos quadrícipedes e toca a abrandar o ritmo. Fiz as escadas até lá acima todas a passo e, nestas alturas, tudo o que é mau ou pode ser mau vem ao nosso pensamento.


Apanhei a Bernardete a tirar fotos à malta que ia a subir e, mais à frente, o Miguel estava a controlar e a ajudar as pessoas com incentivos que são sempre úteis e muitas vezes imprescindíveis.

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(Escadaria para o Torel )

Depois de beber água no Jardim do Torel, descemos ligeiramente pelas escadas e subimos pela Calçada do Moinho de Vento. Tantas vezes que já subi esta rua sempre a abrir e aqui novamente, a sofrer e a tentar colocar algum ritmo. A parte psicológica estava a ser muito afectada, pois o corpo nitidamente não queria ajudar. Tentava acelerar mas as pernas não respondiam. Pareciam que tinham tirado férias.

Depois de descermos rapidamente para o Martim Moniz, fizemos a aproximação para a "pior" subida de todas, os 3 lances de subida que vai do Intendente até ao Miradouro da Senhora do Monte, com a passagem pelas mundialmente famosas Escadas de Damasceno Monteiro.


Já fiz este percurso e estas escadas dezenas de vezes. Umas vezes mais rápido e outras menos rápido. Mas nunca tinha feito 100% do percurso a passo... não foi fácil aceitar e digerir a situação. Por esta altura aproxima-se de mim a terceira classificada feminina e que me acompanhou nos 2km seguintes.
Depois da subida completamente fora de tempo e ritmo que foi até ao topo da Senhora do Monte, algo mudou. Algo fez um click. E pensei para mim mesmo que raio se estava a passar ali. Tentei andar mais depressa, independentemente das dores que as pernas gritavam lá abaixo. Um pequeno "erro de casting" ditou que tivesse escolhido mal as sapatilhas.

As sapatilhas Puma que levei são excelentes para estas provas, mas com clima muito mais frio, pois elas aquecem imenso. Com o calor elevado que estava durante a prova, ainda nem a meio cheguei e já tinha os pés a ferver na planta devido à fricção. Mais um pormenor que me apanhou na curva e que temos que estar sempre atentos.

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(a sair do Panteão)


Yes, i'm back
Fiz a descida da Calçada da Senhora do Monte em passo rápido, quase sempre entre os 3:10 e os 3:40/km. Depois virar à esquerda e atacar a subida do caracol. Ainda senti alguma dificuldade aqui mas cerrei os dentes e tentei subir sem parar de correr, como já fiz dezenas e dezenas de vezes em treino. Quase...quase que consegui até ao topo, faltando o último lance que foi feito em passos rápidos. Aqui já me sentia bem melhor! Saí rápido do caracol e ataquei o troço que ia pela Rua da Verónica até ao Panteão. Por esta altura conseguia manter um ritmo médio ligeiramente abaixo dos 5/km, mas ainda continuava acima do que podia fazer, ainda continuava acima do que conseguia fazer.


E nestes km passei alguns atletas que já estavam a ficar sem "gás" nas pernas e aqui passou-me o Serrano que já vinha com quase 100km nas últimas 48h. Sempre no seu ritmo de falso lento e lá foi ele.
Depois vieram os últimos 2 km. No primeiro Km, o sobe e desce quase constante por escadas e declives para depois termos a última recta onde com a energia que me sobrava a rodos por não ter andado no ritmo que seria expectável, ainda consegui fazer a bom ritmo, passando a segunda classificada feminina a cerca de 400m da meta. Deu para fazer quase 500m a média de 3:20/km, o que diz bem da energia que estava disponível e que não foi utilizada nas subidas...


Cortei a meta com pouco mais de 1:30min acima do que fiz no ano passado e com duas sensações completamente diferentes.
A primeira a confirmar que a minha forma está muito abaixo da que tinha no mesmo período no ano passado. Por diversos motivos, mas a falta de treino e a vontade de correr é um buraco enorme.


A segunda é que, pelo menos, já consigo correr minimamente após 3 semanas de treino.
No final um 62 lugar da geral (face ao 25º do ano passado) com média de 4:45/km. Queria que fosse uma boa prova, mas acabou por ser um excelente treino sem ter pernas para cumprir o que estava previsto.

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(depois de todos chegarem com Jorge Azevedo) 


Organização
Relativamente ao evento, acho que este ano subiu um pouco na qualidade geral face ao ano anterior.
A experiência dos envolvidos com algumas melhorias em alguns pontos fizeram diferença. O traçado deste ano foi um pouco mais rápido e menos maçador que no ano passado sem aquelas voltas extras em Alfama no final.
Aconteceu um grave problema que foi a falta do segundo abastecimento junto ao Panteão para os primeiros classificados. O camião que ia com as águas ficou preso no trânsito estúpido e caótico de sábado devido aos diversos eventos que estavam a acontecer naquela região da cidade e só chegou quando o primeiro terço dos participantes já tinham passado. Não é de todo uma responsabilidade completa dos organizadores, mas de certo que vão aprender com o que aconteceu este ano e vão tomar as devidas providências para que estes imprevistos não se repitam e tornar a qualidade do evento ainda mais alta.

Um agradecimento enorme para todo o staff que esteve ao longo da prova, a maior parte deles conhecidos de provas e sempre sorridentes e a dar palavras de conforto.

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(staff antes do evento)


No final enquanto esperava pela Liliana, pelos restantes elementos da crew  e por amigos da corrida que sabia que estavam ali, apercebi-me que este ano faltava alguém da organização logo após o pórtico da chegada para "empurrar" quem ia chegando para fora daquela zona em direcção à saída para receber a água e a maçã de oferta.
Assim estavam quase sempre 20/30 pessoas completamente paradas na conversa no meio da zona de chegada sem permitir que quem estivesse do lado de fora do separador tirar fotos ou controlar quem ia chegando. Achei, pessoalmente, uma falta de respeito enorme para com as outras pessoas e com quem ia chegando e levava com um muro de gente parada à sua frente. Cada um deverá meter a mão na consciência naquilo que faz.


De resto adorei a experiencia visto que é uma situação que me sinto bem, fazer corridas nocturnas pelo meio das cidades. Acho que tem outra envolvência e uma química muito especial.

 

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(Vencedores desta edição com Tiago Lousa no centro em destaque)

 

Estou em pulgas para ir dia 24 Outubro novamente correr em Sintra e ver o que nos reservam este ano :)

Bons treinos e boas corridas para todos!

Paixão pela corrida

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Por Natália Costa:

 

O fim de semana passado foi marcado por jornada dupla em provas de corrida para a minha pessoa. No sábado à noite participem no Meo Urban Trail em Lisboa e na manhã de domingo na Corrida da linha Cascais Destak que liga Carcavelos a Cascais.

A prova da Corrida da linha já há muito que estava decidida a fazer, aliás queria fazer o melhor tempo possível nestes 10 km a modo de preparação para a Meia Maratona de dia 18 de outubro. Mas confesso que me estava "a roer" por não participar no Meo Urban Trail, prova que tinha participado pela primeira vez no ano passado e que apesar de ser "durinha", tinha-me deliciado com tantas subidas e descidas...

Como já não havia dorsais disponíveis, coloquei de lado a suposta "loucura" de participar nas duas provas. Mas eis senão quando, pelo hora do almoço de sábado, um dos membros da crew do Correr na Cidade comunicou que não poderia ir à prova e se havia alguém interessado em ficar com o seu dorsal. Nem pensei duas vezes, era meu! E lá fui eu, eram 20h já estava no Terreiro do Paço, junto de alguns membros da crew, animadíssima por participar na prova.

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Foram quase 11 km pelo centro de Lisboa, com muitas escadinhas e outras tantas descidas, feitas ao sabor da maravilhosa noite com que fomos agraciados e paisagens deslumbrantes desta magnifica cidade. Todo o staff presente na prova era de uma simpatia e alegria contagiante. Apesar das dores nas pernas, era impossível não retribuir um sorriso com aquelas palavras de ânimo. Fiz num total de 1h24m, não foi um tempo brilhante, mas ia mentalmente repetindo: “Não te estiques Natália, amanhã tens outra prova!”.

Assim foi, era meia noite quando estava pronta para me deitar, mas levei duas horas a adormecer....A adrenalina ainda me corria pelo corpo e o meu coração batia bem forte, como se tivesse apaixonada. Mas a verdade é que realmente estou, apaixonada pela corrida e pelo objetivo de fazer um bom tempo na meia maratona.

Eram 8 horas e o despertador tocava, estava na hora de tomar o pequeno almoço e equipar-me para a corrida da linha Cascais Destak. Cheguei a apenas 10 minutos da partida, foi só o tempo de tirar as fotos da praxe, uns aquecimentos e correr! O sol estava intenso, o calor fazia-se sentir e as minhas pernas queixavam-se da prova do dia anterior. Do Km 3 ao 6 devo confessar que a vontade de desistir foi gigante! Só me apetecia parar, doía-me as pernas, os abdominais e sobretudo a alma, por estar a ser uma fraca que não iria cumprir com o objetivo de melhorar o tempo.

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Ia olhando para a praia, ver o mar e as pessoas a banharem-se, na busca de alguma força divina que não me fizesse desistir. E é após a terrível subida do Estoril que se dá o click! Estávamos ao quilómetro 7, já só faltavam 3, despejei uma garrafa de água por mim abaixo e comecei a acelerar. Quando chegamos ao ultimo quilómetro já em Cascais, encontrei uma claque com umas meninas de lado e rapazes do outro com uns pompons e uns megafones a darem o alento final, sorri-lhes e foi prego a fundo até à meta. Sempre consegui melhorar o meu tempo nos 10 km, consegui fazê-los em 54 minutos!

O que eu ganhei com a jornada dupla? Uma valente dor de pernas e um sorriso do tamanho do mundo!

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Meo UrbanTrail Lisboa 2015 com novo percurso

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Por Luís Moura:

O MEO URBAN TRAIL está de regresso à capital para a sua quarta edição. Com um percurso desafiante, a edição de 2015 realiza-se já no próximo dia 19 de setembro, pelas 21h00, e vai permitir conhecer novos recantos históricos da cidade de Lisboa em horário noturno. O percurso de 2015 vai ser diferente do ano passado e promete as mesmas emoções que em 2014.

Segundo Jorge Azevendo, CEO da Urban Events responsavel pela organização do evento: “A prova de Lisboa deste ano vai desafiar todos os participantes, não só porque o percurso é novo, e portanto é uma oportunidade de conhecer outros pontos de interesse da cidade, mas também porque inclui a passagem por muitas escadinhas e tem um perfil de elevação considerável”.


À semelhança de outras edições, a prova de Lisboa é composta por uma corrida (10 quilómetros) e também por uma caminhada (6 quilómetros), dois modos diferentes que permitem explorar a cidade durante o horário noturno e desfrutar de paisagens únicas e enriquecidas com o efeito do serpentear das luzes que cada participante transporta. Com partida na Praça do Comércio, pelas 21h00 e 21h30 respetivamente, o percurso inclui a passagem por três elevadores, uma estação de metro, a praia urbana do Torel e cinco miradouros.


A Calçada da Bica, Bairro Alto, os miradouros de Santa Catarina e de São Pedro Alcântara, o elevador da Glória, Elevador do Lavra, o Jardim do Tourel, a Praça da Figueira, o Caracol da Graça, o Panteão e a estação de metro dos Restauradores são alguns locais a conhecer durante o percurso.

 

Concurso fotográfico durante a prova
Segundo Jorge Azevedo “vamos também promover um passatempo onde desafiamos todos os participantes a registar, com máquina fotográfica ou smartphone, um momento que traduza o conceito do MEO URBAN TRAIL. As melhores fotos serão premiadas.” No ano passado foram enviadas centenas de fotos durante as provas e algumas são efectivamente fantasticas com o contraste das luzes num pano nocturno citadino.

 

Inscrições
Para quem pretende participar na experiência que alia a história ao desporto, ainda pode inscrever-se de forma individual ou em equipa, através do website http://www.meourbantrail.pt/. Quem quiser fazer um registo presencial pode faze-lo na próxima sexta-feira, dia 18 de setembro, das 12 até às 21h00 e no próprio dia da prova das 10 às 20h00 na Praça do Comércio.


Cada inscrição inclui uma luz frontal (corrida), uma lanterna (caminhada), um dorsal e uma t-shirt com bandas refletoras alusiva ao evento.  Quem quiser participar na corrida com um outro frontal, pode fazer mas é obrigatorio o uso de luz na corrida.


A concentração e início do alinhamento do evento começa a partir das 20 horas. A corrida está marcada para as 21h00 e a caminhada às 21h30. Podem encontrar mais informações disponíveis no website e no facebook. Podem também consultar o Guia do evento com muita informação importante.

 

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Levantamento dorsais
O levantamento dos dorsais e respectivo Kit Participação vai ser feito na Praça do Comercio onde vão estar as tendas de suporte ao evento, nos seguintes dias:
- Sexta feira dia 18 de setembro = Das 12h até às 21h
- Sábado dia 19 de Setembro = Das 10h até às 20h

 

Percursos

Os percursos vão ser ligeiramente diferentes do ano passado. Vai ter alguns pontos de interesse do ano passado e vai ter novas ruas de transição entre eles. Segue o novo traçado dos dois eventos para 2015 :

 

Clicar aqui para visualizar CORRIDA

 

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Clicar aqui para visualizar CAMINHADA

 

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Próximas cidades
Depois de Lisboa, o circuito do MEO URBAN TRAIL seguirá para o Porto no dia 10 de outubro, e fecha o calendário de provas de 2015 na mítica vila de Sintra no dia 24 do mesmo mês. O Correr na Cidade no ano passado esteve presente tanto em Lisboa como em Sintra e foi fantastico percorrer a cidade de noite com tantos corredores e respectivos pirilampos a iluminar a noite.

 

Vamos sortear ingressos para Sintra nos próximos dias por isso fiquem atentos ao blogue.

 

Bons treinos até lá.

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