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Correr na Cidade

Lesão: de volta à estaca zero!

20131122-124536.jpgE pronto, de volta à estaca zero! Falo da minha lesão no pé direito. Continuo com dores, mesmo quando estou parado, mas nem sempre.A coisa tem andado assim, tenho dias em que o pé não dói quase nada e outros que a dor é forte e incomoda até a andar. Sem dor nunca tive. Por isso, desde que estou lesionado que treinei por quatro vezes. Umas vezes doeu, outras nem tanto.Mas, resumindo, desde o dia 10 de novembro que tenho estado sempre com dor no pé. E já estou farto. Aleijei-me no Trilho da Casaínhos, mas foi no sábado seguinte que, estupidamente, dei cabo do pé com 15K de trilho “puxadinho” em Monsanto. Devia ter parado logo no dia 11 e agora já estaria, certamente, bom.Assim hoje à tarde marquei uma consulta numa das clínicas da CUF para um ortopedista que me recomendaram. Na consulta expliquei tudo, inclusive indiquei  ter ido a uma Podologista.Ele analisou o pé. Apalpou, viu onde me doía e indicou que precisa de ver um Raio X ao pé, apesar de ser provável outro exame que indique o que se está a passar. No mesmo local fiz o Raio X e passados 10 minutos o médico estava a analisar os ossos do meu pé. Nada a assinalar. Indicou que não via nada de anormal, mas acrescentou que se a dor existe há que continuar a tentar perceber o que se passa. De seguida pediu para fazer uma ressonância magnética - que irei fazer dentro de uma semana e meia (permita o meu seguro de saúde). O exame ficará pronto quatro dias depois e só depois voltarei a ser visto pelo médico. Pelas minhas contas (e se o médico não estiver de férias) devo voltar a ser visto lá para dia 20 ou 23 de dezembro.No final perguntei-lhe o que devia fazer, correr, descansar? Colocar emplastros quentes? Tomar algum medicamento? Ele foi peremptório: enquanto tiver dor não corra, coloque gelo (cerca de 15 minutos por dia) e passe com uma pomada anti-inflamatória.E assim se foi a minha participação na Meia Maratona dos Descobrimentos no próximo domingo. Tenho muita pena, muita pena mesmo, mas não vou arriscar. O conhecimento que tenho dos meus pés, graças à Podologista que me viu há duas semanas, e com o pré-diagnóstico deste Ortopedista especializado em pés, leva-me a arrumar os ténis nas próximas semanas.A minha esperança é agora recuperar a tempo para dia 28 de dezembro poder correr livremente, e sem dores a São Silvestre de Lisboa. Até lá vai custar um pouco. Serão, basicamente, três a quatro semanas parado!!! Mas também servirá para eu pensar duas vezes quando no futuro der aquela preguiça de não ir correr.No domingo, na MM dos Descobrimentos, lá estarei de máquina fotográfica a apoiar o resto dos membros do Correr Na Cidade! Boas corridas!

Meia Maratona Rock’n'Roll Lisboa : O voltar ao “normal”

meiamaratonaRace Report por Bruno Andrade:Depois de uma ultima Meia Maratona frustrante, a do Porto, tinha vários motivos para não participar nesta, uma vez que, não tinha voltado a treinar, tenho uma presumível tendinite no tendão de Aquiles do pé esquerdo (a confirmar na próxima consulta) ,os pés ainda estavam ( estão) marcados pelo sofrimento que foram esses 21 kms, e o tempo feito nessa prova que me tinha deixado bastante desanimado.No entanto, transcrevendo uma das inúmeras frases motivadores que vemos por aí espalhadas, “Quitters don´t run. Runners don´t quit”, aceitei mais um grande desafio e fiz a minha 4º Meia Maratona do ano.Queria provar a mim mesmo, que o mau resultado obtido na ultima prova, tinha sido originado por inúmeras situações, e que tinha tudo para voltar a melhorara o tempo.Passado um ano de ter estado na mesma ponte, mas na altura ter ido apenas fazer a Mini, desta vez eu e o Filipe, acompanhados da Natália e da Dina, resolvemos descobrir até onde os 21 kms nos levavam.Apesar de irmos os quatro juntos, tanto o Filipe como a Natália, iniciaram a prova um pouco mais a frente, na zona reservada aos VIP´s. Desse modo iniciei a corrida com a Dina, que tinha conhecido no dia anterior no treino da Skechers com o Luís Feiteira.Tentei saber que ritmo ela queria levar na prova e avisei-a que não me tinha preparado para esta Meia, pelo qual, sempre que ela quisesse que colocasse o ritmo dela e fosse embora. Percebi que possivelmente iria correr ao mesmo tempo que eu, desse modo sempre era uma boa ajuda ter alguém para acompanharmos ou sermos acompanhados.Iniciamos a corrida bem, e tirando alguns desvios que tivemos que fazer, estávamos com um ritmo perto do que queria levar. No entanto já ao descer a ponte, a Dina teve, um dos meus maiores receios na corrida, a chamada “dor de burro”. Abrandamos um bocado para que pudesse, com a ajuda da respiração, voltar ao normal.Ela sentiu que tinha que parar um pouco para conseguir superar essa situação, ofereci-me para parar/andar com ela, mas pediu-me que seguisse que depois me apanharia. A partir desse momento, por volta do 1,5km fiz a prova “sozinho”.Com os erros cometidos em provas anteriores, tentei não acelerar logo no início, nem com a tentação de apanhar o Filipe, que tinha ido com a Natália. Mal sabia eu que ela estava a imprimir um ritmo mais rápido do que eu levava.Tinha colocado no relógio da Garmin, um pace de 5:50 que iria tentar fazer, e esse seria o meu “ companheiro de corrida” No primeiro abastecimento não bebi, achei que ainda era muito cedo, no entanto a partir desse, aproveitei sempre para ou beber um pouco, ou refrescar o corpo.Por volta do km 11, reparei na banca de fruta (laranja e banana) que estava reservada apenas para quem já estava a regressar, no entanto, logo aí fiquei a desejar que não acabassem o stock de laranjas antes de lá chegar.Apesar de psicologicamente, ser muito complicado ter percursos onde nos cruzamos ( durante algum tempo) com atletas que já estão a voltar para a meta, tentei usar esse fato a meu favor. Encostei-me o mais à esquerda possível, para observar os atletas a passar e a ver se via alguém conhecido, nomeadamente o meu amigo Filipe, isto sem perder a concentração no ritmo que levava.Desse modo, abstraímo-nos um pouco do que ainda temos para correr.Creio ter sido a primeira Meia Maratona em que não levei nenhum gel energético, uma vez que também sabia que o iriam fornecer ao km 13.E assim aconteceu.Sem saber se iria gostar ao não do Gel, arrisquei. Era um gel líquido com sabor a laranja. O sabor não me agradou, mas confesso que me deu aquela energia que estava a precisar no momento.Apesar de ir um pouco acima do pace que queria, sentia-me confortável.Muitas vezes veio-me a memória, que naquela altura nem um mês antes já estava a andar, na Meia Maratona do Porto.Chegado o abastecimento da fruta, consegui incrivelmente apenas com uma mão, apanhar três pedaços de laranja, tal era a vontade de absorver o açúcar que a fruta tinha para me dar. Guardei esses três pedaços, tal Frodo Baggins com o seu anel, e geri-os nos restantes três quilómetros seguintes.Nessa altura tentei observar os atletas que vinham ainda do lado esquerdo, para ver se via a Dina, mal sabia eu que ela estava a menos distancia do que eu pensava.Por volta do km17 ( não sei precisar) passava por mim o primeiro atleta da Maratona, ainda lhe pedi para me levar com ele, mas o facto de não saber português e também pelo facto de passar a 200km\hora, não ajudaram para ele atender ao meu pedido.Depois de ter passado pelo chuveiro que amavelmente os bombeiros tinham colocado, senti que a meta estava perto. Quase 19 kms nas pernas depois, veio uma das, senão a, parte mais complicada, uma subida de poucos metros, mas com uma considerável inclinação, e para quem já vai com 19 kms em cima, um pouco de inclinação já é demasiado. Não parei, nem andei, mas custou-me imenso e creio que depois dessa subida não consegui manter o ritmo que queria ate a meta.Mais uma vez, as bóias com as marcas da prova, neste caso da Adidas, induziram-me em erro, e pensando eu que seria a meta tentei ir buscar forças onde não tinha.Mas novamente fui enganado, e a meta mesmo só viria alguns metros mais a frente.meiamaratona2Resumo:Apesar de ser o meu 3º melhor tempo em cinco meias maratonas, fiquei muito contente com a minha prestação. Essencialmente queria-me vingar da última Meia que tinha tido, onde parei, andei e fiz o tempo de 02:20:45.Desta vez conclui a prova, sem parar, sem andar e com o tempo de 02:09:21.Sinto que com treinos regulares e uma condição física um pouco melhor, um dia serei capaz de atingir o meu principal objectivo, que será baixar das 2 horas.Pontos Positivos:#Abastecimentos. Muitos abastecimentos e com muitas mesas em cada um deles.#Gel Energético e Fruta.Ponto Negativos:#Terreno: O piso na reta final com lombas é algo inconcebível#A duração\transporte do percurso ate irmos para a Partida.Quero deixar um agradecimento ao Filipe Gil pela entrada na tenda VIP no final da prova, senti-me realmente importante : ). E um especial agradecimento à minha mulher, Sandrine, por ter ficado de serviço na noite que antecedeu a prova, no caso da nossa mais pequena precisar.diplomabruno

O "antes" da MM de Lisboa

20131006-161811.jpgO kit de corrida. A escolha mais importante destas provas: os ténis. Para esta prova escolhi os Skechers Go Run Ride 2.

20131006-161830.jpgEu, Bruno Andrade e a Natália.

20131006-161842.jpgO caminho até à zona da partida. Depois de uma visita rápida ao Montijo.

20131006-161855.jpgBruno Andrade, Natália Costa e Dina Alves, que se juntou a nós para fazer a Meia Maratona.

20131006-161910.jpgVista única da Ponte Vasco Da Gama.

20131006-161919.jpgO lema da Skechers Performance. Marca que nos apoiou nesta prova.

20131006-161947.jpgNo ano passado estivemos daquele lado. Este ano confesso que senti orgulho ao sair na box dos atletas da Meia Maratona. Quem sabe para o ano se não parto de Cascais...

20131006-162017.jpgEu a Natália partimos da zona VIP, numa cortesia dos CTT.

Enquanto isso em Cascais, o Stefan Almeida preparava-se para a sua 1ª Maratona:

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A Caminho da Maratona – 16º semana de preparação: a última crónica

banner-maratona-rectPor Nuno Ferreira:Agora que faltam menos de 24 horas para o grande momento, confesso que já começo a sentir um certo nervosismo. Foram quatro meses de treinos intensivos sob condições muito difíceis, muito calor, muito sacrifício familiar, muito esforço físico, mas o plano de treinos está finalmente concluído. Bem, na realidade, cumpri apenas dois terços do que estava estipulado no plano, mas os treinos que fiz foram de qualidade. Sinto-me preparado e estou consciente de que se não conseguir completar os 42.195 km nas 3h30 estipuladas, vou aproveitar a experiência ao máximo e aprender com os erros. Não é todos os dias que se corre uma Maratona pela primeira vez!

Processed with VSCOcam with s3 presetTudo pronto para domingo!

A minha principal preocupação é se o joelho direito decide dar sinal durante a prova e deitar tudo por terra. Até ao momento, tem-se portado muito bem, mas o verdadeiro teste será no domingo. Fiquei preocupado quando vi durante o treino de quarta-feira, um colega meu que irá correr a Meia Maratona, desistir com dores no seu joelho direito, exatamente no mesmo local onde me lesionei no ano passado.Outra preocupação é a ingestão do gel. Por mais que tente, não consigo ingerir o gel em movimento e tenho de parar, perdendo assim alguns segundos. Mas logo se vê como irei  lidar com essa situação.Não posso deixar de agradecer a todos aqueles que fizeram com que esta viagem inesquecível fosse possível. Um obrigado muito especial a todos aqueles que treinaram comigo, aos meus amigos que se preocuparam, que estiveram presentes com palavras de apoio, que me motivaram quando estive quase a desistir e a todos aqueles que me deram força. Obrigado também a todos os que leram as minhas crónicas e que deixaram palavras de incentivo. Espero ter motivado muitas pessoas para correr.E é claro que tenho de agradecer de forma ainda mais especial a quem acompanhou de perto esta caminhada. Obrigado Filipe Gil por todo o apoio, interesse e por teres aceite a minha ideia louca de escrever as crónicas e de as colocares no Correr na Cidade. Espero que esta não seja a última vez que contribuo para o teu blog e que partilhamos experiências. Obrigado ao meu amigo e campeão Luís Mota pelo acompanhamento, inspiração, pelas dicas e por me ter feito um excelente plano de treino. Obrigado à minha família por ter compreendido que eu precisava de passar por esta experiência e de me levar ao limite para crescer ainda mais como ser humano. Obrigado ao amor da minha vida por estar sempre ao meu lado, pela força que me tem dado ao longo dos anos e por ter tanta paciência para me aturar. Amo-te! E não podia faltar a minha filhota que com os seus quatro anos (quase cinco), sabe que correr é muito importante para o pai e que tenta competir comigo sempre que ela anda de bicicleta e eu corro ao seu lado. Ganha-me sempre!A todos aqueles que participarão na Mini Maratona, Meia Maratona, Maratona e claro, para todos aqueles que irão participar em outras provas em todo o país ao longo do fim de semana, que tudo corra bem e que consigam alcançar as vossas metas.Mas passemos ao relato da última semana de treinos. É incrível! Já passaram 16 semanas desde que tudo começou!Semana 16 / Treino 1 (quarta, 2 de outubro)Treino de 45’ com os Scalabis Night RunnersTreino noturno com os Scalabis Night Runners pelas ruas da cidade de Santarém, com partida habitual às 21h30 junto aos portões das Portas do Sol.

2Treino noturno pelas ruas de Santarém.

Uma vez que, esta semana quero apenas fazer treinos leves e mais curtos que o habitual, optei por fazer apenas cerca de 8 km (40/45 minutos) a um ritmo muito confortável. Os últimos 10 minutos foram feitos na companhia do grande Luís Ferreira que também irá correr a maratona e que tem sido uma verdadeira inspiração.Sexta-feira de manhã, farei apenas 25 minutos a rolar com a companhia da minha mulher que se está a iniciar no mundo da corrida e devo fazer uma caminhada no sábado à tarde com cinco ou dez minutos a rolar apenas para que as pernas se lembrem que têm de correr a sério no dia seguinte.O peso já esteve nos 83 kg no início desta semana, mas está a subir novamente por estar a treinar menos e a comer mais hidratos de carbono.Distância: 8.43 kmTempo: 00:46:47Piso: EstradaCalorias queimadas: 779Avg Pace: 05:33 min/kmBest Pace: 02:19 min/kmAvg Speed: 10.8 km/hMax Speed: 25.9 km/hPeso: 84,3 kgSapatos: Adidas Adizero F50 Runner 3http://connect.garmin.com/activity/385079831Semana 16 / Quinta, 3 de outubroVisita à SportexpoComo não podia deixar de ser, visitei a SPORTEXPO na Sala Tejo do MEO Arena, anteriormente conhecido como Pavilhão Atlântico, não só para ir buscar a t-shirt e o dorsal, mas para ver também algumas caras conhecidas e as ofertas dos vários patrocinadores.

Processed with VSCOcam with s3 presetChegada ao Parque das Nações.

Processed with VSCOcam with s3 presetEntrada da Sportexpo.

Para ser sincero, pensava que a feira seria superior à dos outros anos, principalmente por ter a chancela da Rock’n’Roll Series. Na realidade, achei o espaço demasiado pobre e sem interesse. Estava tudo muito bem organizado ao nível da distribuição dos dorsais e das t-shirts, mas estava à espera de mais ofertas, principalmente para os corredores da maratona que gastaram cerca de €35 na inscrição. Não me parece muito correto que a única diferença entre o que os corredores da Maratona, Meia Maratona e Mini Maratona recebem, seja a qualidade da t-shirt oferecida. Já que têm o apoio de marcas de água, bebidas isotónicas e de suplementos, bem que podiam ter oferecido uma ou duas garrafas e algumas barras energéticas ou até mesmo um gel. Mais uma vez, as marcas não sabem aproveitar uma oportunidade para dar a conhecer o seu produto. Mas para além da t-shirt e do dorsal, ganhei muitos papéis com publicidade sem interesse. Ah, e após alguma insistência, a CP ofereceu um cartão com uma viagem gratuita para Cascais no dia da Maratona.Por sua vez, a Powerade, fez-se representar por duas pessoas que não me souberam informar sobre os locais dos postos de abastecimento durante o percurso com bebidas da marca e estavam lá apenas para recolher contactos das pessoas para publicidade. É claro que eu estava bem informado sobre os abastecimentos da prova, mas queria ver até que ponto as marcas estão lá para realmente representar o que vendem ou se é apenas para marcar lugar.Aqui ficam alguma imagens da feira:Processed with VSCOcam with s3 preset Processed with VSCOcam with s3 preset Processed with VSCOcam with s3 preset Processed with VSCOcam with s3 presetSemana 16 / Treino 2 (sexta, 4 de outubro)Treino de 25’ - O último treinoÚltimo treino antes da maratona feito perto da hora de almoço. 5 km feitos ao ritmo que quero correr durante a prova e senti-me sempre muito bem. Podia continuar por mais umas horas, mas sabia que tinha de parar para manter as pernas "frescas" e para não gastar energia.

Processed with VSCOcam with s3 presetÚltimo treino antes da prova. A sentir-me muito bem e confidante.

Ao contrário dos últimos dias, o sol voltou a marcar presença e as temperaturas subiram muito rapidamente. E ainda bem que assim foi para me mentalizar de que irá estar calor no domingo.Processed with VSCOcam with s3 preset A melhor parte foi sem dúvida a companhia da minha mulher que se está a iniciar no mundo da corrida. Dá gosto ver a sua evolução e imaginar que há 2 anos e meio atrás, eu também estava a dar os primeiros passos neste vício tão saudável. Foi quase como um déjà vu e agora vejo o que sofri nos treinos iniciais. Anseio por acompanhá-la na sua primeira prova e é tão bom saber que no domingo, ela e a minha filha vão estar à minha espera junto à meta.

Processed with VSCOcam with c3 presetO fim do ultimo treino. Sem ela, tudo isto não seria possível.

O peso estabilizou nos 84kg, 2kg acima do planeado, mas é melhor que nada. Tudo indica que até venha a ganhar mais uns gramas por causa dos hidratos de carbono que estou a ingerir nestes dias que antecedem a prova.No sábado, farei apenas uma caminhada para relaxar. Domingo, será o tudo por tudo e a confirmação de que todo os esforço e sacrifício valeu a pena. Estou pronto!Distância: 5.02 kmTempo: 00:25:34Piso: EstradaCalorias queimadas: 562Avg Pace: 05:05 min/kmBest Pace: 03:44 min/kmAvg Speed: 11.8 km/hMax Speed: 16.1 km/hPeso: 84,9 kgSapatos: Adidas Adizero F50 Runner 3http://connect.garmin.com/activity/385611292 

Um pouco de frustração : Race Report Meia Maratona de Lisboa 2013

fotografiaA ansiedade da semana anterior à Meia Maratona passou quase por completo na manhã do dia prova. De tal forma que nem fiquei muito nervoso por ter adormecido 15 minutos – regulei mal o despertador do telemóvel. Depois do ritual normal de colocar pomada nos mamilos e nos pés, por causa das bolhas, comi duas torradas com doce, bebi água e levei uma banana para o tempo de espera antes da prova. Desta vez levei comigo dois pacotes de gel energético da Enervitene Sport (um com sabor a citrinos e outro com sabor a cola).

Encontrei-me com o resto da Running Crew à hora combinada (tivemos uma desistência de última hora para a Mini Maratona por motivos familiares), e chegamos cedo q.b. ao Pragal, o problema foi termos ficado mais de 30 minutos na fila do já célebre xixi antes da prova. Confesso que foi motivante passar pelos corredores da Mini em direção ao local onde estavam os corredores da Meia. Foi a minha primeira vez  e achei muito motivador! Uma vez na box da Meia encontramos caras conhecidas, fomos tirando fotos e postando no Facebook e Instagram, como o tempo passou a correr, não tardou a ouvirmos o sinal de partida e começar a prova, que estava no meu pensamento desde Agosto do ano passado.Dos 0 aos 5 KMFoi rápido. Talvez demasiado rápido. Eu e o Bruno fomos ultrapassando, no tabuleiro da Ponte da 25 de abril, os corredores mais lentos. A descida para Alcântara foi feita abaixo dos 5 minutos por quilómetro. Deixamos de ver o terceiro elemento, o Nuno Espadinha, que ficou para trás. Chegámos a Alcântara e nenhum de nós se abasteceu. E senti que a prova começava ali, na separação dos corredores da Mini dos da Meia. Foi rápido, nem deu para perceber muito bem que estava no início de uma Meia.Dos 6 aos 10KMNesta parte da prova fomos a um ritmo interessante. O Bruno abasteceu-se de Powerade – em garrafa  -que partilhou comigo. Vimos os “atletas” a sério a passarem já em direção a Algés. Não evitei bater umas palmas quando vi os corredores africanos, que velocidade!!!. Fomos a correr em direção ao ponto de retorno a um ritmo normal (5:15/ 5:30 por quilómetro), ao dar a volta qual foi o espanto de ver que o Nuno Espadinha estava mesmo atrás de nós. Quando pisávamos o novo troço do passeio marítimo do Cais Sodré lembrei-me de quanto o Nuno (e eu) odiamos aquele tipo de piso. Mas não lhe fez mossa nenhuma e ele conseguiu apanhar-nos, e ainda bem. Seguimos os três até aos 10/12 Km a correr. O que foi bom porque ainda falámos e rimos um pouco e fui informando o Bruno do tempo de corrida. Nesta altura sentia-me mesmo bem. A chuva que caiu nesta altura ajudou. Perto dos 10K decidi tomar o meu primeiro gel, com sabor a Cola. E senti o efeito imediato.Dos 11 aos 17KMA partir de Alcântara, e um pouco distraído pela quantidade de pessoas que ao lado, ainda faziam, a pé, a Mini Maratona, fui correndo um pouco mais rápido. Aumentei o ritmo inadvertidamente – o que se revelou uma parvoíce uns quilómetros à frente, mas já lá chegaremos – e continuei com os meus companheiros ao lado…ou pensava eu. Pelo canto do olho fitava um corredor de t-shirt encarnada e calções pretos que julgava ser o Bruno, quando, passados uns 3 KM olhei para o lado e percebi que não era ele. Tinha-me distanciado da minha equipa. Sentia-me com força quer física quer psicologicamente. Às tantas fui-me abastecer de Powerade (em copo) e só não caí no chão, empurrado por outro corredor, porque me segurei à mesa onde estavam os copos.Voltei à corrida sem perder grande ritmo. Mas ao passar pelo Mosteiro dos Jerónimos, lembrei-me das inúmeras conversas que durante os treinos que tive com o Bruno sobre o fator desmotivador de passar ao lado da meta e ainda ter que fazer uns 6KM. E foi aí que tudo se desmoronou…Dos 18 aos 21.1KMEstes últimos quilómetros foram penosos! Ao chegar a Algés senti-me fraco, desmotivado e apesar do Endomondo me avisar que iria acabar a prova com cerca da 1h56, tal não foi o suficiente para me motivar. Comi o outro gel. Mas desta vez o efeito não se fez sentir. Ainda antes da curva de regresso aos Jerónimos, o Nuno Espadinha passa por mim, puxa por mim, mas não lhe consigo dar resposta. Nesta altura pensei ser o último dos três – não que isso faça diferença, mas senti-me que estava a atrasar o grupo novamente, tal como foi na Corrida da Árvore e na Corrida de Cascais. Ao dar a curva percebi que o Bruno Andrade estava atrás de mim. Fiquei preocupado, o que se teria passado?? A falta de treinos dele estava certamente a afetá-lo. Mas, sendo ele o melhor atleta dos três, fez-me ficar um pouco confuso, parece que arranjei desculpas para abrandar. Daí foi a tortura, pensei em andar uma série de vezes. Muitas vezes, mesmo! Pensei que devia desistir. Estava sem forças e as pernas começaram a doer. Fui-me abaixo psicologicamente. Vi-me como um grande falhado! E pensei o que seria a ter que “caminhar” na minha primeira Meia Maratona, e como teria que viver com isso. Como eu iria dizer aos meus amigos, aos meus filhos, à minha mulher e restante família. Às pessoas que me seguem no blogue. E foi esse conjunto de pessoas que me deu força para não caminhar e não parar, disse que não e continuei. A um ritmo mais lento, já na casa dos 6:10 por quilómetro, mas continuei. Perto dos 19 KM comecei a arrebitar, comecei a ver os insufláveis e isso deu-me força. Continuava na expetativa de ouvir a voz do Bruno vindo de trás e a ultrapassar-me, mas tal não aconteceu. Quando dei a curva para a reta final, fui buscar forças onde não as tinha e terminei a sprintar. Quase que caí nos braços do Nuno, porque, por momentos, as pernas falharam. Mas recompus-me e a minha preocupação, depois de ter desligado o GPS, o Endomondo e o Nike Running, foi de ir para perto da linha de partida para puxar pelo Bruno, que chegou poucos minutos depois. A prova dos três acabou ali.Duas críticas à organização:-       Os WC disponíveis na partida para os atletas da Meia Maratona eram escassas, e houve, como eu, quem estivesse à espera mais de 30 minutos para fazer as suas necessidades.-       Os voluntários que distribuem as bebidas isotónicas em copo deviam ter alguma formação por parte da organização. Uma coisa é servir à mesa, em balcões, etc; outra coisa é dar bebidas a corredores.Não se enchem os copos; Não se colocam os copos na mesa, pegam-se nos copos pela extremidade e espera-se que os corredores o tirem da mão dos voluntários.CONCLUSÃOE assim ficou feita a minha 1ª Meia Maratona de Lisboa, com o tempo de chip de 2:00:54 – o objetivo de fazer abaixo das 2 horas não foi conseguido. Senti uma enorme frustração dos últimos 4KM por me terem custado tanto. A minha parte psicológica tem de ser trabalhada e a parte física também. Achava que tinha preparação para fazer os 1:50 /1:55, mas não ainda me falta penar muito. Começo a pensar o quão difícil será fazer um Maratona… Mas de resto foi muito bom, gostei de participar, mas tenho a certeza que não é assim tão fácil, e ainda tenho muito trabalho a fazer. Muito mesmo. Agora, dia 28 de abril está aí mais uma Meia, a de Almada. A ver se “corre” bem!certificado

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