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Correr na Cidade

7 perguntas à...La Sportiva

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil

 

No seguimento das 7 questões que colocamos às várias marcas que atuam no nosso mercado esta semana é altura de ler o que a marca italiana La Sportiva respondeu. 

 

Curioso? Fique com a entrevista a Carlos Vieira da empresa Dmaker, distribuidores da marca em Portugal.  

 

Como analisam o setor da corrida em Portugal?

 

Temos assistido a uma forte adesão à corrida um pouco por todo o país o que pode ser explicado por uma maior consciência do papel do desporto na saúde e bem-estar de cada um, e pelo relativo baixo custo do acesso a esta prática, comparativamente com outras modalidades.

 

A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?

 

A corrida está na moda mas não apresenta indícios de ser um fenómeno efémero para desvanecer nos próximos tempos. A corrida tem conseguido saber conciliar a vertente competitiva com estilos de vida activos, onde famílias e grupos de amigos se reúnem e partilham experiências comuns. O trail running em particular e as corridas fora de estrada em geral, têm usufruído de igual modo de um crescimento notável pela comunhão que oferecem com a natureza, e estas práticas são ainda bastante mais recentes em Portugal.

 

Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?

 

As sapatilhas Ultra Raptor continuam a ser o modelo mais popular e consensual em Portugal apesar de verem a sua liderança ameaçada pelo modelo Bushido com apenas dois anos de mercado. O sucesso reside na estabilidade, aderência e conforto que ambas proporcionam em todos os tipos de terreno.

 

Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?

 

A grande novidade para 2016 é o modelo Akasha que promete se tornar em mais um caso de sucesso da marca. As Akasha foram concebidas para longas distâncias e aliam um design elegante para uso casual com a máxima absorção de impactos e tracção para os melhores desempenhos em todo o tipo de terrenos. A marca estará também presente em Portugal com uma colecção de vestuário mais abrangente, totalmente coordenada com as cores e texturas do calçado.

Akasha_BlackYellow.jpg

 

Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?

 

A marca é reconhecida pela fiabilidade e performance do seu calçado mas os portugueses começam a descobrir e a abraçar as restantes soluções têxteis da marca. As sapatilhas são a escolha primordial de cada corredor mas as vendas de vestuário técnico têm também crescido à medida das necessidades de cada um.

 

Como marca, que outras áreas/deportos estão a apostar para conquistar os corredores?

 

A marca tem uma tradição fortíssima em calçado para actividades de montanha e, em Portugal, está igualmente presente no sector de escalada com calçado específico para a prática da modalidade. Fundada em Itália, em 1928, a marca é reconhecida internacionalmente pela inovação e excelência dos seus produtos, razão para a forte fidelização de clientes em todos os seus domínios.

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De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários?

 

As marcas têm o poder e dever de estimular estilos de vida activos, saudáveis e em harmonia com as comunidades onde estão inseridas. Esta responsabilidade é intrínseca e sublinhada pelos modelos que utilizam para corporizar a marca sejam eles atletas, competições ou acções de relações públicas. O contributo das marcas em cativar os mais jovens é a sua capacidade em gerar atracção e desejo dos mais novos em se tornarem – ou ao menos fazerem parte de – todos os mundos que elas representam.

Sapatos de running: as escolhas dos americanos

O Runblogger, o mais conhecido blogger  norte-americano sobre corridas (e uma inspiração para qualquer blogger corredor, apesar do design do site ser horrível) fez um questionário sobre a preferência dos seus leitores em relação às marcas de sapatos de corrida. Peter Larson, o blogger, fez um questionário para sapatos de estrada, onde obteve 523 respostas, e outro para trail, onde obteve 233. Fez também quais os modelos preferidos nestes "segmentos", que podem verificar aqui e aqui.Estes foram os resultados obtidos por marca:Estrada:Runblogger-Top-Shoes-Brands2Surpreendente, não? Na estrada temos duas marcas, a Saucony, que é bastante apreciada pelos corredores que a usam mas ainda está a dar os primeiros passos na preferência dos corredores e corredoras portugueses; E a Brooks? que nem sequer tem representação em Portugal, aparece como segunda escolha pelos norte-americanos seguidores deste blog (relembro que é o mais lido nos EUA).Logo a seguir ficaram marcas que não costumamos ver com tanta frequência em Portugal, como a New Balance e a Merrell. Já a Skechers não nos admira já que temos comprovado a grande qualidade e irreverência dos seus modelos. Estranho é ver a ASICS com apenas 3% da escolha, quando em Portugal será, a par da Nike e da Adidas, a marca mais escolhida pelos corredores lusos.Trail:Runblogger-Top-Trail-Shoes-BrandsMais umas surpresas. New Balance, Inov-8,  Merrell e Altra? A não ser a New Balance, já se vislumbra os Merrell, os Altra e os Inov-8 nos pés dos trail runners portugueses, mas não tanto como outras marcas. Mais uma vez, pelo menos para mim, a surpresa vai para a escolha com apenas 1 e 2% da ASICS e da Nike.O que acham destes resultados?

As piores e melhores coisas do running (2013)

good-vs-badDesde que este blogue se estreou, em meados de janeiro de 2013, que muita coisa aconteceu no mundo da corrida. Em espécie de balanço resumo o que de melhor e pior aconteceu nos primeiros 7 meses do ano (é a minha opinião e não reflete a opinião dos restantes colaboradores do blog).As 4 piores coisas:#Eventos que nada têm a ver com a corridaPseudo-corridas proliferam por aí. São as de pijama, as que nos pintam dos pés à cabeça entre outras que estão na calha.  Aliás, já estou à espera – como comentou um leitor na nossa página de Facebook – da corrida onde não se corre. Sabemos todos que a corrida está na ordem do dia, mas é irritante, para quem pratica, ver usurpado a designação “corrida” para eventos que nada têm a ver com a prática da corrida. Dêem-lhe outro nome, chamem-lhes eventos, ponto.#Provas muito carasHá cada vez mais corridas, o que é bom (apesar da serem quase todas realizadas na Grande Lisboa). Pela lei da concorrência estas deviam disputar os corredores entre si. Para além dos bons percursos das provas, um dos fatores que os organizadores deviam ter em conta é o preço. Pagar mais de 10€ por uma prova (diurna ou noturna) de 10K é um completo exagero. E há algumas por aí que exageram no preço. Tendo em conta a capacidade económico e financeira dos portugueses, e sabendo que alguns fazem verdadeiros esforços para poderem pagar certas provas, não seria melhor baixar o preço e ter sempre as corridas cheias de gente?#Marcas que se esquecem do mercado portuguêsHá certas marcas que mais parece que se esqueceram do mercado português, e estão a perder terreno para outras mais ativas. Todos sabemos que o mercado nacional não movimenta os milhares que certas multinacionais gostariam que movimentasse mas há mais gente a correr e mais população em movimento e a fazer exercício (e por isso mais gente a comprar material desportivo). Não chega colocar fotos e frases motivacionais no Facebook e organizar uns treinos semanais quando noutros mercados a atividade é bem diferente (é só copiar e colocar à escala nacional). Os runners portugueses merecem mais. E sim, estou a escrever sobre a Nike.#Muita gente a correr longas distâncias sem preparaçãoÉ o único lado mau do boom da corrida: o número cada vez maior de pessoas que correm longas distâncias sem saber se estão preparadas fisicamente para tal. Há muita gente a participar em Meias Maratonas (e alguns até em Maratonas) sem qualquer preparação física. Nem sequer vão fazer um check up médico, depois existem surpresas.Todos os que correm há já algum tempo deviam ter como missão convidar mais gente a correr, mas nessa "cruzada" deve estar a obrigatoriedade de todos convencerem quem começa a correr saberem se estão aptos para tal, sobretudo para quem quer correr longas distâncias. Não há cenário mais aflitivo do que ver pessoas caídas no chão (com ou sem assistência) quando se corre uma prova longa. E se é horrível para quem passa, imaginem para quem está a sofrer....As 4 melhores coisas:#Ascensão mediática da corridaNão se fala noutra coisa. É quase impossível passar uma semana em que não se fale de corrida amadora na televisão, ou pela cobertura de provas ou por artigos de fundo sobre o que motiva tanta gente a começar a correr. Desde a moda às tendências fala-se de corrida em todo o lado. O que é bom, porque há mais gente com curiosidade em experimentar a corrida e gente a ficar “viciada”. Claro que a moda vai terminar, mas tenho quase a certeza que irá demorar muito a “sair de cena” e quando isso acontecer nada será como antes. Foi o que se passou – e passa – noutros países. Há que salientar ainda a ascensão das running crews, cada semana surge uma, o que é muito positivo.#Novas marcas de running atentas ao mercado portuguêsSkechers, Under Armour, Compressport, Yupii Run, Salming (a chegar em 2014), Newton Running (embora esta com uma estratégia de comunicação estranha), são algumas das “novas” marcas que estão a apostar no mercado nacional, e ainda bem, são muito bem-vindas e os runners agradecem. Além disso há que assinalar a ascensão da portuguesa Berg que, se quiser, poderá tornar-se um grande player do running e do trail a nível mundial.Ainda faltam umas quantas (Brooks, Inov-8, por exemplo), mas cada vez mais se vêem diferentes marcas nos pés dos corredores. É bom porque há mais oferta, mais concorrência e mais escolha para o consumidor.#Carlos SáEste super atleta português fez mais pela corrida e pela trail que muitas campanhas de publicidade juntas. Infelizmente a maioria dos media desportivos ainda não perceberam o fenómeno e continuam a fazer capas apenas com futebol. E se os jornais precisam de vender e buscar novos públicos...; Mas a ascensão de Carlos Sá ainda só agora começou...#Secret RunTive a felicidade de ser das primeiras pessoas a saber de alguns dos pormenores da ideia das Secret Run. O casal Bruno e Sandra Claro – dos quais me tornei amigo por causa das corridas –  já tinham surpreendido os runners  com a criação da primeira rede social dedicada à corrida, o Correr Lisboa. Mas se já isso era inovador, a criação do conceito Secret Run é ainda melhor. Ter uma corrida – porque é uma corrida e não um evento – em que se alia o secretismo, o adivinhar de enigmas é uma grande ideia. Mente sã em corpo são, podia ser o tag line das Secret Run. Apoiadas pela Sport Zone podem ser as corridas urbanas que mais vão dar que falar no 2º semestre deste ano.Em janeiro voltarei a analisar o melhor e o pior do 2º semestre do ano, no que respeita à corrida.

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