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Correr na Cidade

Primeira maratona - entrevista a João Montez II

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Foto por Miguel Martins

 

Conhecem o apresentador João Montez? Ele foi desafiado pela ASICS para correr a Maratona do Porto. E claro, aceitou! Foi a sua primeira maratona. Fomos falar com o João, um habitual corredor de 10/15km, antes da maratona. Conforme prometido, segue também uma entrevista por parte do João sobre a experiência:
 
1. João, parabéns, parece que temos "maratonista"! Como correu?
 
Muito obrigado! Correu muito melhor do que estava à espera. Devo dizer que os primeiros 32 kms foram a "deslizar"...! Estava a contar com momentos difíceis a meio da prova mas... pelo contrário. Senti que estes primeiros quilómetros foram o resultado do treino que preparei, juntamente com o Fábio Soares, o meu preparador físico. Estava com a energia no máximo!
 
2. Esta primeira maratona foi mais fácil ou mais difícil do que esperavas?


Não querendo retirar a dificuldade que uma prova desta dimensão acarreta, senti que foi mais fácil do que esperava. Apesar de nos últimos kms ter sentido (e bem!) a distância nas pernas, literalmente. A acrescentar ainda o facto de, dias antes da prova, ter começado a sentir uma ligeira dor no iliopsoas. Talvez devido à sobrecarga resultante do número de treinos finais e também do movimento repetitivo (e excessivo) sobre o quadril. Mas, dias antes, confesso que comecei a ter, de alguma forma, expectativas mais baixas.

 
3. Qual foi a parte mais difícil?
 

A fase final, os últimos 7 kms. Muito devido a essa dor sentida, dias antes. Creio que agravou no dia da prova.  A lesão nesse músculo acontece quando lhe é imposta uma carga maior do que a que ele suporta, seja por excesso de treino, fraqueza ou até mesmo encurtamento muscular. Já esperava que me fosse dificultar a prova, em determinado momento. Ainda assim, foi mesmo no final. Faltava tão pouco, não haveria como desistir...!

 

4. Tens alguma dica para quem se vai estrear nos 42km em breve?
 
Se fez a devida preparação, o descanso é fundamental nos dias anteriores à prova. Faz parte do treino. Vai sentir um boost gigante no dia da Maratona. Foi o que me aconteceu!
 
5. Quais foram as sapatilhas que escolheste levar? Foi também com estas que fizeste os treinos todos?
 
Na última fase do treino e, mesmo até ao dia D (da maratona), usei as ASICS Gel-Kayano 24 pois sabia que eram as indicadas para mim, neste tipo de prova. Mas nos meses anteriores de preparação, fui alternando com as ASICS Roadhawk. Para uma corrida intervalada, mais rápida e bem mais leves, estas últimas.
 
6. Tencionas voltar a correr esta distância?
 
Confesso que este tipo de prova é desgastante, podendo provocar algumas mazelas a longo prazo, se não for feita uma preparação cuidada e acompanhada por profissionais. Agora... fiquei com o "bichinho" da corrida, sem dúvida! Tenciono continuar a correr e a fazer distâncias mais pequenas, como 10 km ou até mesmo, meias maratonas.
 
Obrigada João! E até um dia por aí numa corrida!

A segunda primeira maratona do Sílvio

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Por Sílvio Horta:

 

A convite do Correr na Cidade, que me ofereceu o dorsal, fui até à Maratona do Porto para tentar apagar a má imagem deixada na Maratona de Lisboa. Devido a uma virose e fortes dores abdominais, pela primeira, vez tive de abandonar uma prova, aos 20km.

 

Para esta deslocação contei com o apoio da minha família e do meu amigo Rui Soeiro que me iria acompanhar em toda a prova para me ajudar terminar a minha primeira Maratona.

 

Fizemos o levantamento dos dorsais na Expo Maratona no Centro de Congressos da Alfândega do Porto. O levantamento foi bastante rápido e, já com os dorsais levantados numa ponta da Expo, seguimos o caminho estipulado, passando por toda a feira, para levantar o saco com ofertas e a t-shirt da prova.

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A Expo estava bastante bem composta com várias lojas, instituições ligadas ao desporto em geral e à corrida mais especificamente. O kit era bastante completo, incluindo uma mochila, uma tshirt, uma sweatshirt da Asics e uma pequena bolsa para levar à cintura, entre os restantes panfletos.

 

Estivemos ainda alguns minutos a ver uma das palestras que estavam previstas para o dia. Não chegámos a ir até à pasta party porque tínhamos almoçado relativamente tarde. Aproveitámos ainda a tarde para passear na zona da ribeira e aproveitar o belo clima e paisagem magnífica da ribeira.

 

No dia da prova dirigi-me para a zona da partida para ir ter com o Rui. Estive alguns minutos sentado numa paragem de autocarro a aquecer com o belo sol que estava logo às 8 da manhã. A temperatura estava excelente para a prática da corrida, 12/14ºC à hora da partida e durante a prova a atingir os 17/18ºc. Dirigimo-nos para os currais da partida, eu para o B e o Rui para o A. Entretanto encontrei um camarada meu que também ia para a Maratona. A partida foi dada e seguimos com o objetivo à vista da bandeira das 3h30 a algumas centenas de metros à nossa frente.

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Os primeiros 5 km decorreram com o ritmo um pouco mais alto do que o previsto (4m50). Na zona de Matosinhos onde íamos dar uma volta de 10km, tinha a minha família à espera e aproveitámos para tirar umas fotos. Antes tínhamos encontrado muita malta do mundo dos blogs de corrida como o Carlos Cardoso, a Isa, o Vitor e o João Lima. Voltámos a passar pelo local da partida no km 12.

 

A paisagem junto ao rio ajudava a distrair da passagem dos kms, aproveitávamos os abastecimentos para ir hidratando e refrescando. Numa pequena descida de empedrado vimos um atleta deitado no chão a sangrar abundantemente da cabeça, nariz e boca, provavelmente terá tropeçado numa pedra e caído.

 

Tomei o primeiro gel por volta do 17km, sabia que o abastecimento líquido seria ao 20km portanto seria um bom momento para o tomar. Começámos a aproximar do centro histórico do Porto e começamos a sentir o apoio popular cada vez mais forte. Este forte apoio foi uma constante durante toda a prova. Ao chegar à ribeira estava o abastecimento que não estava muito bem posicionado, visto estar numa curva e muito perto do empredrado a descer. Quando passámos na ribeira foi o auge do apoio durante a prova, centenas de pessoas estavam a apoiar, a bater palmas, com bandeiras, a fazer barulho.

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Em cima da ponte D. Luís I o ambiente era ainda mais espetacular. Visto ser um espaço mais reduzido e formou-se uma espécie de corredor. Senti-me quase levado ao colo com este apoio na ponte.

 

Já em Gaia fomos apanhados pelo Carlos Cardoso e seguimos durante alguns km com ele. No entanto por volta do 24km começo a sentir as primeiras dificuldades, uma pequena dor abdominal e alguma má disposição. Tomei o segundo gel. Nos kms seguinte abrandámos o ritmo para 5m/5m20s. A má disposição continuou a aumentar, quando voltámos para o lado do Porto, fui gerindo o esforço com alguma dificuldade.  A partir do retorno, no km 32,   o marcador de ritmo de 3h30m passou por nós. Embalados pelo apoio do público ainda conseguia correr, no entanto, a partir do km 34  fui forçado a caminhar.

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Estava com fortes dores abdominais e tinha algumas dificuldades em respirar.  Já não conseguia ingerir géis  nem fruta, a água ainda era suportada. Até ao km 41 fomos caminhando e correndo, devido às fortes dores que se espalharam até ao diafragma. Por vezes, nem conseguia respirar mesmo caminhando.

 

Entretanto passaram por nós os marcadores de ritmo de 3h45. O público continuava a incentivar para correr mas já não havia energia para tal. Volto a frisar que o apoio do público foi espetacular e incansável, nunca tinha sentido tanto apoio,  mesmo numa prova longa.  Ao km 41 decidimos que tínhamos que acabar a prova a correr mas entretanto fomos ultrapassados pelo marcador das 4h. Fomos forçando o ritmo a subir a Avenida da Boavista até à meta. As dores eram já tantas que acho que fiz a parte final da prova em apneia sem respirar, já que se respirasse tinha muitas dores. Olhamos para o tempo de prova e vemos que já não vamos conseguir um tempo de prova abaixo das 4h. Cortámos a meta com um tempo de chip  3h59m50s

 

Agradeci ao meu amigo Rui Soeiro que me acompanhou durante toda a prova. No final tinha a minha irmã e a minha mãe à espera na meta. A prova teve um apoio espetacular durante toda a prova, os abastecimentos (à exceção de um estavam perfeitos). Para o ano só faltarei se tiver algum problema físico.

Primeira maratona - entrevista a João Montez

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O apresentador João Montez foi desafiado pela ASICS para correr a Maratona do Porto, será a sua primeira maratona. Correr uma maratona pela primeira vez é uma grande aventura que sucita muitas dúvidas. Fomos falar com o João, um habitual corredor de 10/15km, para descobrir como está a correr a preparação. Durante três meses, o João está a ser acompanhado por um personal trainer para cumprir o objectivo proposto. Segue uma entrevista por parte do João desta experiência:

 

  1. João, a tua cara não nos é estranha. De onde te conhecemos?
    Provavelmente! Trabalho em Televisão, sou apresentador na TVI. 

  2. Qual a tua relação com o desporto?
    O desporto sempre esteve presente na minha vida. Talvez nos últimos anos este tenha adquirido um outro estatuto,  com uma importância maior e um peso inigualável. Isto deve-se sobretudo ao facto de me ter dedicado quase a 100% a certos aspectos ligados ao exercício físico. Surge através da minha procura constante em conhecer melhor o meu corpo. Como se costuma dizer: mente sã, corpo são. No meu caso, é exactamente isso. Faz sentido que assim o seja. Diariamente, gosto de me sentir activo e o desporto acaba por ter um papel fundamental que se estende a todos os outros campos. Ao longo da minha vida sempre fui percorrendo diferentes tipos de desporto, sempre fui experimentando aqui e ali. Actualmente, acabo por fazer vários tipos de treinos, sendo o treino de ginásio e o treino de alta intensidade (HIT) os mais frequentes. A boa forma física é, sem dúvida, um estilo de vida.

      

  3. Correr uma maratona é algo que ambicionavas fazer há algum tempo ou é algo novo que surgiu graças ao convite da ASICS?
    Confesso que nunca tinha, sequer, pensado em correr uma Maratona. A corrida não era algo que estava presente no meu dia-a-dia. O convite surge de forma natural e como gosto bastante de ser desafiado a alcançar certas "metas", não tinha como dizer que não. Encarei a situação como uma nova fase desportiva, talvez. A verdade é que o processo evolutivo é tão notório que hoje em dia já sinto que a corrida faz parte da minha vida. 

  4. Como têm sido os teus treinos? Quanto correr por semana?
    Têm corrido bastante bem. A única dificuldade encontrada até então acaba por ser, somente, o tempo que tenho disponível para cada treino que acaba por condicionar as distâncias que corro. Em média tenho feito, por dia, 12 km.

  5. Também fazes outro tipo de treino para complementar a corrida?
    Sim. Aliás é imprescindível existir um outro tipo de treino que complemente esta preparação. No meu caso, faço reforço muscular, dia sim, dia não. Um treino de força focado nos membros inferiores, de modo a prevenir qualquer tipo de lesão que possa surgir.

  6. O que esperas da tua primeira maratona? Tens algum objetivo de tempo?
    Espero conseguir terminá-la. Não tenho qualquer tipo de objectivo, a nível de tempo. Desde o momento em que este convite surgiu que a ideia seria sempre participar e terminar a prova, em condições. Sem lesões e sem problemas de saúde futuros.

  7. Qual o teu maior receio?
    Tenho pesquisado bastante e procurado o maior número de conselhos possível. Sei que, para uma prova como esta, são necessários vários factores. Factores esse que, no dia da prova, têm de estar em sintonia. Basta que um desses falhe e a prova fica comprometida. É exactamente esse o meu receio! 

  8. Tens alguma dica ou truque que gostarias de partilhar para quem vai correr a sua primeira maratona também?
    Uma preparação disciplinada e com tempo pode ser a chave do sucesso. Nunca esquecendo também a preparação mental. É muito importante estar rodeado de pessoas que acreditam que é possível! 

 

Ao João desejamos muita coragem na continuação dos treinos e uma boa experiência na sua primeira maratona. Podem seguir o João nas redes sociais. E, depois da maratona, volteremos a partilhar uma entrevista sobre como correu esta aventura. 

 

E vocês, também vão participar na Maratona do Porto dia 5 de Novembro?

Race Report da Maratona de Madrid: Desafio superado?

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SIM, o desafio foi superado com sucesso!

 

Com um tempo final de 3h57m06s o meu objetivo de concluir a Maratona de Madrid em menos de 4 horas foi concretizado e isso deixou-me muito FELIZ!

 

E como foi a prova? Já conto tudo! 

 

Sábado foi dia de levantar dorsais na feira da prova. A feira da Maratona de Madrid estava bastante bem organizada, tinha bancadas para levantamento do dorsal, e bancadas para levantamento do goodie bag e tshirt técnica da prova. Eu e a Joana chegámos cedo e tudo decorreu bem e com rapidez.

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 Chegada à feira, a desejar correr como nunca...

 

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 Dorsal e tshirt recolhidos.

 

Após visita aos stands da feira, onde encontrámos amigos e conhecemos pessoalmente alguns parceiros do mundo das corridas que estão habitualmente em Espanha, fomos em busca da Pasta Party.

 

Fomos também dos primeiros a chegar à Pasta Party pelo que tínhamos o espaço por nossa conta, deu para comer com tranquilidade e esperar que a Família Dinis chegasse para com eles desfrutar deste ambiente. O José Dinis é um amigo dos meus tempos de assiduidade BTTista, da família que são os Os Metralhas BTT. O José começou a correr à uns tempos, e hoje toda a família participa alegremente em várias corridas. Foi com alegria e surpresa que os encontrei na chegada à feira, vieram participar na Meia Maratona, e foi ótimo partilhar estes bons momentos com eles.

 

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 Pastaaaaaaa!!!!

 

O resto do Sábado foi a relaxar e a preparar tudo para a manhã da prova. O jantar, feito em casa, foi a inevitável massa com atum.

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 Tudo preparado... tipico de corredor!

 

Chegou a manhã da prova!

 

Acordei sem qualquer sono às 05:30, só tinha o despertador para as 06:00 para comer cerca de 2h30m antes da prova.

 

Preparei-me com calma mas com uma ansiedade crescente, quando saí de casa estava uma pilha de nervos.

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À saida de casa, nervosismo bruto!

 

A partida era a cerca de 1,5km de casa, fomos a passo tranquilo, em cada rua mais corredores se juntavam, quase tudo em silêncio, ansiedade pura. Cerca de 15 minutos depois estávamos na rotunda de neptuno, onde me despedi da Joana que ia para o seu cural de partida para a meia maratona, eu estava num curral mais à frente. 

 

Faltavam ainda 40 minutos para a partida e estava sozinho no meio de tanta gente, custou não ter alguém com quem partilhar estes momentos, e libertar um pouco daquela ansiedade.

 

Para libertar excesso de peso na bexiga ainda estive 20 minutos nas filas para os wc e fui mais leve para a partida.

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 Quase a iniciar a 3ª Maratona.

 

Dada a partida, a ansiedade sumiu!

 

Estava na hora de lidar com pouco menos ou pouco mais de 4 horas de corrida.

 

Olhei para o relógio e confirmei o que tinha decidido na véspera, o campo do tempo total de prova estava parado. Alguns dias antes tinha falado com o treinador para saber como controlar o ritmo a fazer em prova, a sua instrução foi simples, "não leves banda cardíaca, ouve o corpo". A Bo já me tinha dito algo semelhante, em Barcelona não olhou para o relógio, correu como o corpo lhe disse que devia ir. Sou um "control freak", e não sabia como ia lidar durante a prova sem dois dos mais importantes indicadores, mas assim o fiz, apesar de nunca o ter feito antes, afinal aquele mítico conselho de "não testar nada em prova" é para equipamento novo, não para falta de informação.

 

Para ajudar neste vazio de informação, durante todo o percurso não houve um único relógio com o tempo total de prova até à meta. Em Sevilha no ano passado passei por vários, em Madrid, nenhum.

 

Não vos vou massacrar com o decorrer de cada km da Maratona, 42km daria um mini romance, vou resumir em alguns tópicos:

 

 - Percurso muito duro, um acumulado de 400D+ numa prova de estrada não é fácil. Senti-me sempre muito bem até aos km 25. Consegui controlar bem o cansaço até ao km 32. Do km 32 ao km 40 a subida é praticamente permanente, com o pesar do cansaço cada km custa cada vez mais a percorrer.

 

 - Percurso variado, alguns pontos muito bonitos, outros mais monótonos. O público está presente em quase todo o percurso, é uma das grandes fontes de energia para os corredores. 

 

 - Abastecimentos bem estruturados, garrafas de água de 5 em 5km até ao km30 e depois de 2,5km em 2,5km. O isotónico em copos em alguns abastecimentos foi uma confusão, bebi aos goles 1x e parei para beber 1 copo ao km 25, foi uma má decisão, o arranque custou muito.

 

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O meu final da Maratona de Madrid

 

Os últimos 2km foram cheios de sensações mistas. Com o terminar da subida tentei acelerar, ao fim de 500m não havia pilhas e o ritmo baixou. Na placa a indicar o último km voltei a tentar acelerar mas uma forte dor muscular abdominal voltou a mandar-me abrandar. Na entrada no Parque do Retiro a cerca de 500 metros da meta tive a maior alegria durante a prova, a família Dinis estava à minha espera para me dar força nos últimos metros, foi indescritível ver aqueles sorrisos amigos. Acelerei mais uma vez, mais uma vez a dor abdominal não deixou.

 

As últimas 3 centenas de metros da prova foram muito difíceis, consigo finalmente olhar para o tempo total na meta e indicava 03:5?:?? e eu sem perceber os restantes números. Até que passa para 04:00:00 e percebi que tinham passado as 4h oficiais de prova, faltavam cerca de 150 metros para o final.

 

Tento procurar a Joana na reta da meta, combinámos que ela estaria algures à direita à minha espera, só não sabia se ela estaria antes ou depois de eu passar na meta.

 

Por mais que quisesse desfrutar da passagem pela meta, sorrir um pouco, as dores abdominais eram muitas. O sorriso de passar a meta vence as dores, estava feita a minha 3ª Maratona. Passei na meta com 4h00m43s de tempo oficial.

 Chegada à meta da Maratona de Madrid

 

Enquanto recupero o fôlego caminho, desligo o relógio e espero pelo resumo do total da prova. Olho e vejo um tempo total de prova de 3h57m06s.

 

Continuo a caminhar e as lágrimas correm pelos olhos, não venci nada, mas a concretização do objetivo que tinha tornam este momento um turbilhão de emoções.

 

Depois de, no ano passado, em Sevilha, ter feito a viagem com amigos e feito a prova com a Bo, ter em Madrid feito toda a prova sozinho custou muito, e no momento de passar a meta não ter com quem partilhar este momento, custou ainda mais.

 

Encontrei finalmente a minha Joana cerca de 200m depois da meta, à minha espera e a descansar da sua meia maratona.

 

A felicidade vem quando temos com quem partilhar momentos felizes e ali, com ela, reencontrei a felicidade que vos falei no inicio do post. 

 

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 Medalhados e FELIZES!

 

Equipamento utilizado:

 - Ténis Adidas Ultra Boost v2

 - Tshirt Adidas ADIZERO TEE

 - Calções Adidas 

 - Meias Injinji run

 - Relógio Garmin Fenix 2

 - Cinta Lurbel

 

Posts do desafio Adidas para a Maratona de Madrid:

 - Semana 1

 - Semana 2

 - Semana 3

 - Semana 4

 

Para finalizar, fica um desejo e dois agradecimentos.

 

Desejo para o próximo ano voltar a fazer uma maratona, em viagem com amigos e em ambiente de convívio e partilha, para mim uma maratona não é apenas objetivos de tempo, e assim não tem tanta piada.

 

Um agradecimento para todos aqueles que me ajudaram e apoiaram na preparação para esta maratona, fosse na companhia nos treinos ou nas palavras importantes de incentivo.

 

Um agradecimento especial à Adidas pelo apoio que me deu a mim e à Joana na preparação e inscrição para a Maratona e Meia Maratona de Madrid.

 

Maratona, até para o ano!

 

Desafio Adidas - Maratona Rock'n'Roll Madrid - Semana 4

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A menos de 1 semana da Maratona de Madrid o optimismo da semana passada deu lugar à ansiedade!

 

Esta semana andei stressado e estupidamente enervado. Gosto das coisas planeadas com tempo e bem executadas, e vários imprevistos condicionaram o que planeava fazer. Para piorar a situação no início da semana surgiu uma dor num dente molar quando comia coisas frias ou mais quentes, e comecei a stressar com o que podia ser. 

 

A higiene oral é um factor importante para quem faz desporto, problemas dentários podem estar muitas vezes relacionados com outras lesões e a relação embora exista e muitas vezes ignorada por quem corre.

 

Assim, durante a semana apenas fiz 1 treino, na quarta ao final do dia, e em modo fúria, para libertar a cabeça do que me estava a incomodar e libertar o stress acumulado. Foram 14Km em sobe e desce, sem ritmo ou qualquer sentido no que estava a fazer, apenas queria não pensar.

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Obviamente este "treino" não estava no plano de treinos, e esta semana desrespeitei quase na integra o que tinha planeado, e o não cumprir esse planeamento foi também motivo de stress para mim.

 

Felizmente a partir de quinta-feira as coisas melhoraram, o treino apesar de pateta surtiu efeito e consegui arrumar as ideias no lugar e posteriormente lidei com as situações mais calmamente resolvendo cada uma. Por exemplo a dor no dente era apenas uma reconstrução antiga do molar que descolou, no Sábado pela manhã fui ao dentista e ficou resolvido.

 

Além do treino de quarta, o que muito me ajudou foi o tratamento com a Sara, a tensão acumulada provoca-me contraturas brutas e de semana para semana tenho me sentido melhor, mais "leve" e menos "preso". Desde que ela pacientemente me tratou a fascite plantar não abdico do bem que ela me traz cada semana.

Hoje mostro-vos um pouco do trabalho de manipulação que a Sara me fez na omoplata. 

 

Durante a semana fiquei a saber o número do meu dorsal, é o 6947, e fiquei a conhecer a aplicação para smartphones da prova. A aplicação tanto permite consultar várias informações para quem participa como seguir cada participante para quem está de fora a torcer por nós.

 

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Os preparativos para a viagem também já estão a ser feitos, não gosto nada de deixar a mala por fazer até à hora da partida, mas por mais cuidado que tenha fico sempre com a sensação que me vou esquecer de alguma coisa básica, e acabo sempre por me esquecer mesmo de alguma coisa :)

 

Como tem sido habitual, no fim de semana acabei por fazer a maior parte da componente de treino de corrida da semana. 

 

Sábado foi dia de voltar a Santarém para comer, beber e... correr, claro. A Scalabis Night Race é uma das, já muito poucas, corridas de estrada que me conquistou. Há 2 anos foi a minha estreia e adorei mas o ano passado não pude estar presente e este ano não quis faltar.

 

Como corridas de estrada faço muito poucas, e desde Dezembro que não fazia uma de 10K, decidi ir ao meu melhor ritmo nesta distância e fazer sub50. Conto pelos dedos de 1 mão as vezes que o consegui desde que voltei a correr à 3 anos, e 3 dedos chegam para as vezes que consegui. Esta for a terceira vez.

 

Partimos à tarde de Lisboa a caminho de Santarém, e assim que chegámos o ambiente já era fantástico. Levantámos dorsais, lanchámos, tudo sempre muito bem disposto. Quase a chegar à hora da partida ainda fizemos um aquecimento e dividimo-nos entre o grupo que partia para sub50 e nos que iam para sub60. 

 

Nos sub50 eu era o único com um objetivo claro, fazer efetivamente menos de 50 minutos. O João, Tiago e Bo estavam numa de se divertirem, sem grandes objetivos, e qualquer um deles faz tempos bem abaixo dos 50 minutos nos 10K. No arranque tentei controlar o ritmo, não puxar logo demasiado, mas a adrenalina do arranque fez-me disparar as pulsações para uma zona de desconforto da qual não consegui sair durante toda a prova. Felizmente contei com a alegre companhia da Bo que puxou por mim, por quem nos acompanhava e também por quem assistia, a energia desta menina é inesgotável e contagiante.

 

Terminámos em 49m25s, objetivo concretizado, 2º melhor tempo nos 10K desde que voltei a correr à 3 anos, mas com grande esforço.

 

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A noite terminou em convívio, com bifanas, cerveja e pampilhos, só coisas boas.

 

No Domingo queria treinar, mas de modo relaxado. O esforço no Scalabis foi grande e tinha vontade de rolar tranquilo e em ritmo ligeiro. Fui fazer um treino rolante, quase em ritmo de passeio, mas o cansaço ao final de 1h veio ao de cima e custou bastante chegar ao final. Foram 15km bem custosos, mas também foi o último treino mais comprido antes da Maratona. Agora é hora de dar descanso ao corpo e apenas rolar um pouco durante a semana.

 

Para terminar a semana, por iniciativa da Bo que está grande fã de Yoga, o Correr na Cidade convidou alguns leitores a participar na tarde de Domingo num workshop de yoga como complemento a quem corre. Como adepto, esporadicamente praticante, de yoga não pude faltar. Aprendemos como a yoga pode complementar o treino de corrida, tanto na componente de flexibilidade e alongamento como na componente de fortalecimento muscular. Aprendemos também exercícios de técnica para corredores e tirámos algumas dúvidas com o Bruno e Luís que deram o workshop, obrigado a eles por esta partilha.

 

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E assim termino as crónicas da preparação que fiz para o desafio que é esta maratona. Como vos falei na primeira semana, não é em 3/4 semanas que se prepara uma maratona. O trabalho que fiz com o meu treinador, durante 8 mesociclos, permite-me ter capacidade física adequada para enfrentar os 42195m da Maratona, mas uma preparação adequada a uma prova destas em estrada deverá ser sempre convenientemente preparada com cerca de 12 semanas sem esforços como o que fiz no TSL. A segunda semana desta breve preparação foi decisiva para fazer a transição dos trilhos para a estrada e perceber que o corpo está bem e chegar ao optimismo que vou falei durante a terceira semana.

 

No próximo Domingo levarei comigo e cheio de orgulho o nome do Correr na Cidade com a força de todos os que fazem deste blog uma referência na corrida amadora e a nossa bandeira em terras espanholas.

 

À Adidas quero deixar o meu agradecimento pela oportunidade e apoio para a preparação e participação na prova.

 

Hala Madrid!

 

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Desafio Adidas - Maratona Rock'n'Roll Madrid - Semana 3

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A meio do desafio, a faltarem menos de duas semanas para o dia "MM", dia da Maratona de Madrid, a palavra de ordem é Optimismo!

 

Quem acompanha esta minha crónica semanal desde a Semana 1 sabe que comecei este desafio com muito entusiasmo, mas pouco optimista. O corpo a recuperar do Trail da Lousã, e só 1 mês para me voltar a sentir bem para fazer uma Maratona em boas condições físicas não me estava a deixar muito positivo. Ainda para mais, este ano gostava de baixar consideravelmente o tempo que fiz nas primeiras 2 Maratonas (4h25m) e terminar com menos de 4h, e ter olhado para a dificuldade que a prova apresenta não ajudou.

 

A Maratona de Madrid não tem um percurso nada plano, aliás, plano é coisa que praticamente não tem :) Ora sobe um pouco, e sobe mais um bocado, como desce um pouco, para voltar a subir, e vai descendo, com subidas, até ao quilómetro 30 onde sobe, sobe e sobe até depois do quilómetro 40. Lá para o final acho que finalmente "endireita" na entrada do parque.

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Felizmente a Semana 2 já foi bem diferente, comecei a sentir-me melhor e a semana terminou da melhor maneira na Corrida dos Sinos em Mafra com um PB aos 15km.

 

A semana que esta crónica retrata contribuiu ainda mais para o Optimismo com que começo a encarar o dia "MM", fiz 4 treinos e 1 caminhada, e de dia para dia me sinto melhor.

 

Com um início de semana tranquilo, descansei na 2ª feira e fiz um treino ligeiro de 60' na terça. Quarta foi dia de guiar o treino de trail "Into the Wild" em Monsanto, e há muito que não puxava tanto num treino "social". Foram apenas 11Km com 400D+, mas a diferença entre guiar o treino e fechar ou participar no treino, como tenho feito, foi abissal. Cheguei ao final deste treino Feliz por várias razões, por tudo ter corrido bem e ter sido super divertido, e também por me ter sentido fisicamente forte, apesar do cansaço com que fiquei no final. O sentido de dever cumprido foi completo

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Na 5ª feira voltei à marquesa da Sara para tratar as malditas contraturas. Graças à paciência e conhecimento da Sara é um problema quase ultrapassado.

 

Reservei o final da semana para a maior carga de treino, queria fazer um treino longo maior do que o que tinha no plano de treinos, mas só o faria se me sentisse em condições para ganhar alguma coisa com o mesmo, não apenas fazer por fazer mais kms e mais tempo. Na sexta fiz um treino ritmado de 12Km pelo Jamor, daqueles que sabe mesmo bem, a disfrutar de cada metro.

 

Como me senti bem, aceitei o convite de um amigo bem mais experiente nestas lides de maratonas e agendei um treino de cerca de 25Km para Domingo, com um misto de estrada e trilhos, com algum desnível mas sobretudo rolante.

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Com o treino longo agendado para domingo, no sábado fui participar no treino/caminhada pela SPEM. A quantidade imensa de pessoas que aderiram a esta iniciativa da "EM'Força - Corremos com a Esclerose Múltipla" foi brutal e o mentor da iniciativa, o Alexandre, falou comigo e eu e mais alguns elementos do Correr na Cidade fomos ajudar como guias na caminhada. 

 

Foi uma manhã fantástica, de encher o coração. Cerca de 500 pessoas participaram no treino e caminhada, e foi cheio de alegria e muitos "encosta à direita", que caminhei nesta onda de sentimentos bons. Acho que fiquei conhecido como o "chato" da caminhada, mas foi tudo pela melhor das causas, correr e andar por quem não pode.

 

E para fechar a semana, no domingo fiz o treino longo. Saí de casa em direcção ao ponto de encontro no Jamor, cerca de 1,5Km a aquecer tranquilo. O treino foi bastante diversificado, corremos em alcatrão, ciclovia, passeios, trilhos, estradões, etc e fez chuva, sol, vento, calmaria, não podia ter sido mais completo. A conversa foi sempre boa e fartei-me de fazer perguntas e aprender com as respostas. O Pedro, o meu parceiro neste treino, já fez a Maratona de Madrid e as dicas que me deu vão ser muito úteis.

 

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Treino terminado à porta de casa, com quase 27km em 2h40m e uns bons 570D+, com bons ritmos e boas sensações físicas. O regresso contra o vento e o terminar com uma boa subida foram bem duros, mas mesmo com 25km já feitos as pernas responderam bem, e deram o Ultra Boost ao Optimisto que vos falei no inicio deste post.

Falando em Ultra Boost, os Adidas Ultra Boost portaram-se muito bem. Ainda sinto uma grande diferença em relação ao modelo com que corri a última maratona, são ténis bem diferentes, mas a adaptação aos Ultra Boost está a correr muito bem. A corrigir tenho a amarração que ainda não é a ideal, ainda não encontrei o compromisso ideal no aperto e existe 1 ponto de incómodo no pé esquerdo que terei de corrigir. É um dos pontos que tenho a apontar a estes ténis fantásticos, não têm a dupla furação para fazer a laçada que estou habituado.

 

E assim parto para as duas semanas que faltam... optimista! Está quase!


Até para a semana!

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