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Correr na Cidade

Louzantrail 2018 - o regresso à dureza!

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  Antes da partida, o nervosismo era disfarçado

E, mais uma vez, cá estou eu a escrever sobre a minha participação no Louzantrail. Se calhar já estão cansados de me ler as minhas reviews da prova mas, não conseguindo explicar o porquê, sinto sempre a necessidade de "falar" desta aventura. Para mim, a ida ao Louzantrail é quase um vício, e tento nunca ir sozinha nesta aventura. Tudo começou em 2014 e foi paixão à primeira vista. Mas, este ano, teve um sabor diferente...

 

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A preparação começa logo no início do ano com as inscrições e a reserva da casa.  Como temos mais 2 membros novos no grupo (o Bruno e o Ulisses) e sei que outros também queriam ir, fiz questão de tratar de tudo. Só faltavam mesmo os treinos, e isso não consegui cumprir como eu queria. Tendo a plena noção desta condição aventurei-me por 3 objetivos: rever amigos de aventura que só vejo anualmente, ficar atenta ao tipo de alimentação e preparação de outros atletas e divertir-me ao máximo (mesmo que tivesse de desistir a meio da prova). Em 2016 desisti ao 13ºKm e foi das coisas que mais me custou fazer, pois sabia que tinha treinado mas o corpo não respondia à alimentação. E, quem anda nestas aventuras, tem de se mentalizar que (em primeiro lugar) está a nossa saúde e em segundo lugar está o nosso orgulho.

 

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Ai que dupla...

Como eu já conhecia um pouco o trajecto, sabia que vinha aí uma valente subida logo ao início. A corrida inicial foi óptima (deu para aquecer), mas comecei logo a sentir o calor. As previsões iniciais para aquele dia davam 34ºC para a Lousã e eu sabia que existiam alguns pontos onde eu ia sofrer um pouco. O ambiente vivido naquela primeira subida foi excelente, as pessoas conversavam, diziam piadas ("eu devia era ter ficado em casa" ou "o Manel é que foi esperto, ficou em casa a assar o porco") e lá iam subindo. Depois dessa subida, o grupo dispersou-se mais e percebi que eu e o Bruno estávamos quase sozinhos (por momentos pensei que estava em último lugar), mas ouviam-se uma vozes ali perto. 

 

Nos primeiros 3-4 Km, a paisagem é linda, com muita sobra e com o barulho da água a cair de vez em quando. Mas toda a atenção é pouca para o chão que pisamos, pois escorrega que se farta. Um pouco mais à frente oiço uma rapariga muito animada, com quem meto logo conversa - Tânia Fernandes. Super divertida, cheia de ânimo, incentivava qualquer um que passava. Quem me conhece sabe que, mesmo que comece a prova sozinha, chego sempre acompanhada. Lá vamos nós subindo e encontramos a Mónica pelo caminho. Neste momento já éramos quatro doidos serra acima, a parar para respirar melhor sempre que podíamos, mas com muita gana de continuar a prova.

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 Concentração na respiração e força nas "canetas"

 

E, depois duma subida, vem sempre uma descida. E foi aqui que comecei a perceber que não estava preparada para aquilo. Com algumas derrapagens e mãos no chão, lá fui descendo e tentando não me lesionar. Até que, faltando uns 1500m para o primeiro abastecimento no Terreiro das Bruxas, começo a sentir que estou a perder força nas pernas. O corpo começa a dar sinais de que não dá mais e comecei a fazer contas de cabeça: com o que falta para terminar, não vou chegar a tempo ao final. Os restantes pareciam estar cheios de vontade em continuar e, ao chegar ao abastecimento, digo ao Bruno:

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 "Eu fico por aqui"

Desta vez a decisão foi fácil de tomar e não fiquei de todo aborrecida. Outra aventura começava: falar com algumas pessoas que não via há algum tempo e esperar pelos meus companheiros. O Bruno e as meninas continuaram e eu lá fui para a meta de boleia.

Por esta altura o calor apertava e eu sem conseguir comer nada (um dia contarei a minha história com a alimentação antes, durante e pós prova). Passado algumas horas, chega a primeira aventureira, a Rute! Antes da prova dizia que só ia andar e que não tinha treinado, mas eis que se destaca de todos e deixo de a ver na prova logo após a corrida inicial. Comigo estava a Carla Raposo, outra aventureira cheia de garra e com quem partilhei alguns bons momentos na Lousã em 2016. 

Depois, chegam notícias do meu grupo: a Mónica desiste devido a uma queda e diz-me que o restante gurpo desiste no 2º abastecimento e que vem por atalhos até à meta. 

Assim, só faltava chegar a Bo e o Xico, o Tiago e o Ulisses.

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 Uma grande dupla que, mesmo em momentos de desânimo, chegaram ao final cheios de sorrisos :)

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O grande Ulisses que termina os 40 e tal Km com um sorriso e com uma velocidade tal que parecia que não tinha corrido nada

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 E o Tiago! Sem palavras para a força que ele tem!

Voltando à minha prestação e à prova, de acordo com o que eu vivi noutros anos, a prova está mais difícil e a exigir uma grande preparação (para as subidas mas, principalmente, para as descidas). A segurança e organização foi fantástica (tendo em conta os casos que ouvi na meta) e a simpatia do "apresentador" da prova na meta é essencial para nos manter animados. Os trilhos estão bem marcados e destacados e o percurso é lindo (pelo menos o que fiz e o que eu já conheço da prova). 

Se sou a melhor pessoa para falar desta prova? Não. Se espero voltar para o ano? Sim, mas só na condição de conseguir treinar como deve ser. Se recomendo esta prova? Sempre! Para mim, continua a ser das melhores provas de trail do nosso país, tendo em conta a paisagens, os trilhos e a organização.

 

Pontos a melhorar: tendo em conta que a prova é em junho e que, normalmente, está muito calor, recomendo a colocação dumas sombras para quem está perto da meta (um toldo, por exemplo); também devido ao tempo, a prova curta a começar às 09h00 pode não ser a melhor opção e uma hora antes pode fazer uma grande diferença; já agora, porque não ter uma prova com menos altimetria, só para aqueles que se iniciam em trail ou que não estão com vontade de subir tanto? Ficam as dicas!

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O Bruno, eu e a Rute na meta, à espera dos outros campeões

 

O que comer e beber para recuperar após uma prova

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 Foto tirada por Fotosdoze no Louzantrail 2018

 É certo e sabido que a nutrição é muito importante para uma rápida e eficiente recuperação depois duma prova como o Louzantrail. Também é certo começarem a decorrer alguns fenómenos (dolorosos) no nosso organismo como as dores musculares, que duram vários dias.

 

Posto isto, é fundamental perceber qual o objetivo da alimentação após uma prova ou um treino mais intenso:

Repor as reservas de glicogénio muscular e hepático (recuperar energia)- o glicogénio (polissacarídeo formado por glicose) é uma fonte de energia que está armazenada nos músculos e no fígado e ao qual o nosso organismo recorre instantaneamente quando o valor da glicemia começa a baixar. Repor o glicogénio é fundamental para voltarmos a ter níveis energéticos aceitáveis. Alimentos mais ricos em "açúcares simples" são fundamentais para um boost de energia rápida e podem ser ingeridos com um pouco de "proteínas". Ex: um batido de proteína whey com uma banana; iogurte com aveia e uma fruta; uma sandes com ovo cozido ou atum natural.

 

Acelerar a recuperação muscular - o exercício é um stress para o nosso organismo e provoca um catabolismo (destruição) das células musculares. Ingerir alimentos mais ricos em proteínas é importante para minimizar este impacto e reconstruír massa magra. Ex: ovo cozido, proteína whey com BCAAs extra, carne magra.

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Repor o equilíbrio eletrolítico - magnésio, potássio, zinco e sódio são alguns dos minerais que sofrem grandes alterações após um treino mais intenso e ainda mais se esse treino ou prova for feito em condições atmosféricas adversas como as deste fim de semana (mais de 30º na Serra da Lousã). Ex: pastilhas ou cápsulas de electrólitos, ingestão de água tendo em conta a perda de peso pós prova (por cada Kg perdido, ingerir cerca de 1,5L de água em porções de 150 a 200 ml).

 

Reduzir o impacto da corrida no sistema imunitário - por muito estranho que possa parecer, o nosso sistema imunitário fica muito debilitado após uma prova mais intensa. E este impacto é tanto maior quanto mais rápido corremos. Por isso, após uma prova ou treino intenso, é necessário reforçar o sistema imunitário com ómega 3 (anti-inflamatório, antioxidante e com óleos essenciais fundamentais para a recuperação muscular), coenzima Q10 (antioxidante e protetora do sistema cardiovascular) e glutamina (estimula o sistema imunitário, ajuda a proteger a mucosa intestinal e intervém na síntese de massa muscular). 

 

 

E lembrem-se que a inflamação muscular é normal após o esforço e faz parte da recuperação. Evitem a toma de analgésicos ou anti-inflamatórios (sob a forma de medicamento) que só vão atrasar a recuperação.

 

Boas corridas!

LouzanTrail 2018 - O regresso dos bravos!

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 No ano passado, o otimismo era grande e este ano é maior ainda

Se há prova de trail que "falei" mais aqui no blogue, foi sobre o Louzantrail! Não consigo explicar quais as forças que me empurram para ir para esta prova, talvez sejam as histórias que trago para contar. 

Infelizmente, as memórias do ano passado não são as melhores: a prova foi cancelada devido aos incêndios que estavam nos arredores da serra, o que punha em risco a segurança dos participantes e toda a ajuda aos bombeiros era necessária naquela altura.

 

Mas, este ano, esperamos que nada disso aconteça e a expectativa é grande. Em primeiro lugar porque a crew do Correr na Cidade estará representada por 6 elementos (incluindo eu) e prometemos momentos de diversão ao mais alto nível. Em segundo lugar porque tenho a certeza que vamos continuar a ver locais duma beleza indiscritível e só quem vai a estas provas é que percebe o que eu digo.

 

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 Um dos meus locais favoritos

Mas falando mais sobre a prova, podem contar com:

- Louzantrail Ultra - 50 Km, 4170 D+

- Louzantrail Longo - 27 Km, 2040 D+

- Louzantrail Curto - 17 Km, 1290 D+

- Raposinhos - provas para os mais pequenos

- Descida Nocturna - no dia anterior ao evento

 

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Cerdeira - aldeia de Xisto na Serra da Lousã e que costuma ser um local de passagem em alguns percursos do Louzantrail

Quanto a conselhos gerais, é importante que leiam bem o regulamento da prova disponível no site, para que estejam informados sobre o evento. Recomendo participarem no briefing que costuma ser dado no dia anterior à prova na pousada e onde são dados alguns conselhos importantes para cada percurso. E, se querem ficar hospedados na vila, apressem-se a reservar! A oferta não é muita e esgota num instante. 

Durante o tempo que estiverem na vila, aproveitem para experimentar os produtos locais (recomendo o mel de urze da zona).

 

Falando de assuntos igualmente sérios: não se esqueçam que a natureza é um dos bens mais preciosos que temos de cuidar. Por isso, a organização do Louzantrail apela à eco-responsabilidade, ou seja, apela ao bom senso de não deitarem lixo para o chão (será que pesa assim tanto transportar uma embalagem de gel vazia?) ou entreguem o lixo num abastecimento ou mesmo na meta. Juntos conseguimos fazer a diferença!

 

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 Não queremos deixar vestígios da nossa presença na serra, certo? (imagem tirada pela Ângela Costa no final do Trail de Sicó)

 Boas corridas!

LouzanTrail: A montanha pariu um rato!

Por Natália Costa


Sábado passado rumei à Lousã para participar na quarta edição do Louzantrail, na lindíssima e mítica serra da Lousã. Já tinha participado há dois anos na prova mais curta, e achei que estava na hora de lá voltar. Fiz a minha inscrição para os 25k, nem tinha conhecimento que havia outra prova mais curta, que aliás tinha sido a escolha mais sensata, mas adiante!

 

Eu, o Filipe, a Ana, a Bo e o Tiago, lá nos fizemos à estrada, para um fim de semana sem putos, muita diversão e trail running. Chegados à Lousã foi hora de beber um “fino”, levantar os dorsais, cumprimentar e ser apresentados a alguns membros do Louzantrail que estavam nos últimos preparativos.

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 Dorsal levantado, hora de ir ver Portugal a jogar e aproveitar para jantar, que no dia seguinte tínhamos que ter energia para subir a serra, certo?

Antes do “recolher obrigatório”, fomos ao briefing da organização, para saber como seria o percurso, quais as maiores dificuldades, onde iríamos passar, quais os abastecimentos, se seriam só de líquidos ou de sólidos e líquidos, enfim o que nos esperava no dia seguinte.

Devo-vos dizer que o briefing foi bastante esclarecedor, mas que me provocou logo tonturas. Apresentou-se as 3 provas, os 45k, 25k e os 15k. Cada uma com as suas características e respetiva altimetria. A minha teria um desnível positivo de 2000m! Era um sobe e desce pela serra da Lousã em que eles estimavam que com as subidas a custarem mais e as descidas a serem mais rápidas, seria uma média de 10 minutos por km... Só mesmo para quem já domina a serio a coisa. Falaram nos pontos de água, fontes e ribeiros que iríamos passar, e que podia ser uma mais valia para o dia quente que se fazia prever.

 

Posto isto, lá rumamos para as respetivas caminhas em amena cavaqueira, muita galhofa e alguma expectativa com a prova do dia seguinte.

 

E foi sobre a almofada que comecei a minha prova, como é que eu iria fazer aquilo? Levei duas horas a adormecer a pensar no gráfico que tinha visto refletido sobre aquela tela na sala da organização.

 

No dia seguinte o acordar foi pelas 7:00, a partida seria dada às 8:30! Pequeno almoço de campeã tomado, atestada uma hora antes da partida, porque já se sabe, tinha que estar energicamente ativa! Equipamento Ok, chip na sapatilha, pala na cabeça e siga para a serra.

 

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 Antes da partida a organização preparou uma aula de fitness, algo para aquecer as articulações antes de ser dada a partida. Fotos da praxe, abraços e votos de boa prova e lá seguimos nós para a mágica Serra da Lousã, que tem tanto de bela como de dura.

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Fitinhas laranjas da organização lá nos indicavam o caminho para entrar pela serra adentro. Devo dizer que toda a prova estava muito bem assinalada e por ser uma vegetação muito densa, havia sombra em grande parte do percurso.

Primeiras paragens na primeira subida! Após esta começou a haver as primeiras separações e devo dizer que até ia a um ritmo simpático nos primeiros 3 km, até que começamos a subir à seria, e o ritmo teve que obrigatoriamente diminuir. Chegados ao primeiro abastecimento, ao km7, sentia-me muito bem. Arranquei para a restante prova e foi ai que percebi que a “montanha tinha parido um rato”, e o rato era eu. Já não sei o que me custava mais, se era a subida ou a descida. Porque se a subida era violenta para as pernas, as descidas eram dolorosas para os pés! Ok, siga, vamos embora! Mais uma olhadela para o gráfico que trazíamos no dorsal. O pior era até ao km 14. Pelo menos achava eu.

Passado o segundo abastecimento, só de líquidos ao km 12, esperava-nos uma subida de mais de 2km. Pé ante pé, que já não havia força para mais, lá nos fomos cruzando com os participantes da caminhada solidária, que iam no sentido oposto e lá mandavam umas piadas a dizer que ainda faltava um bocadinho... Deu para pensar em tudo nessa subida, no meu trabalho, nos miúdos, no que estaria ali a fazer, que devia era ter optado pela prova mais curta... e acima de tudo em desistir!

Devo dizer que foi a prova mais dura que já alguma vez fiz na vida, mais acho que nunca fiz nada tão arrebatador!


A serra da Lousã é de facto dos sítios mais mais bonitos e a organização presenteou-nos não só com trilhos muito técnicos, mas também com paisagens verdejantes e oponentes, parecendo vindas diretamente de um postal.

 

Após o terceiro abastecimento, deparei-me com o trilho da cascata. Um trilho bem duro, com uma descida muito técnica e em que pensei mesmo atirar a toalha ao chão. Já não dava mais! Venham-me buscar por favor, agarrei o telemóvel e vi que não havia rede, estava entregue à minha sorte e ali é que não me podiam ir buscar mesmo! Esta foi uma verdadeira fase de metamorfose, uma prova à minha capacidade de resiliência. Passa-se mais um rio, com um ato de equilibrismo em cima de um tronco e começo a apanhar um grupo que ia mais à frente. A Elsa, o Rui e a Andreia.

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Cheguei perto deles, que iam tão estafados como eu e partilhei a minha vontade de mandar tudo às urtigas. “Nada disso!” disseram eles, já vieste até aqui, vamos seguir juntos e não vais desistir! Este é o verdadeiro espírito de trail. Uma camaradagem entre pessoas que não se conhecem, mas que puxam umas pelas outras como deveria ser no nosso dia a dia. Há tantas paralelismo com a vida real neste mundo da corrida.


E é ai que chegamos à tal cascata. UAU! Valeu a pena, que visão mais linda!

 

Lá me enchi de coragem e pé ante pé, continuamos a prova. A partir daqui as pernas já nem as sentia, era a cabeça e o coração que comandavam.

 

Trilho da levada, uma extensão com cerca de 2km corridos numa espécie de mármore, com um pequeno ribeiro do lado esquerdo e um precipício a perder de vista do lado direito. Confesso que sou uma medricas nestes géneros de radicalismos, só espreitava de quando em vez para a direita e corria quase inclinada para a esquerda.

 

Passado este trilho entrámos na parte final da prova, passamos uns quantos riachos o que sabia lindamente para arrefecer as pernas.

 

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(Fotos do Zé

E eis chegados ao alcatrão! Aiiiiii, o meu alcatrão. Pernas para que te quero, prego a fundo até à meta onde sei que lá estariam todos para me apoiar.

Nestes metros finais pensei, naaaaa, não vou chorar, não sou nada dada a essas coisas de quase eleição de Miss e sou uma tipa muita forte!


Certo.... assim que avistei os primeiros apoiante a bater palmas, a gritar aquelas palavras de alento, desatei a chorar compulsivamente! Veio me à cabeça todas aquelas dificuldades, cada descida em que caia e a sola dos pés pareciam verdadeiras brasas, as subidas, as pedras a que me tive que agarrar para não ir ribanceira abaixo e senti que era muito forte, bem mais forte do que pensaria ser capaz, e que mais uma vez a corrida estava na minha vida a provar isso mesmo.


Meta atravessada, abraço do marido com um misto de orgulho e preocupação estampada no rosto, palavras de alento de tantos amigos corredores, foi altura de me sentar e comer uma bela massa com atum oferecida pela organização. Wowww, estava mesmo banzada!

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Banho tomado, compressoras calçadas lá rumamos a Lisboa com mil historias para contar desta aventura na belíssima serra da Lousã.

Uma coisa aprendi, enquanto não for uma menina mais “crescida” nestas coisas do trail, não me aventuro mais numa distancia destas. Fico-me pelo trail mais curto, e já devo ter metades destas historias para contar, seguramente!

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