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Correr na Cidade

LOUZANTRAIL 2017 e o meu regresso às provas de trail

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Quem me conhece no mundo da corrida, sabe que adoro a Serra da Lousã. Foi um caso de amor à primeira vista, ou melhor, amor à primeira prova. No ano passado, a prova não correu tão bem e tive de desistir ao fim de 14 Km para não prejudicar a minha saúde. Mas fiquei com o “bichinho” de regressar à prova, nem que fosse para a mais pequena.

Este ano, a prova realiza-se nos dias 17 e 18 de junho e eu estarei presente na prova dos 15 Km (mais coisa menos coisa).

Tal como em anos anteriores, este ano temos as provas de 50 Km, 25 Km e 15 Km e a corrida solidária. Todas as provas de corrida dão pontos para o campeonato ATR, na ITRA e para a qualificação UTMB. Por isso, e pela experiência que tive no ano passado, deixo o alerta de que não vai ser “pêra doce”.  

Mas tenho a certeza que vão:

- ver paisagens lindas de morrer

- passar por aldeias de xisto perdidas na montanha e duma beleza fantástica

- ser assistidos por uma organização 5 estrelas e que faz de tudo para que se divirta ao máximo

- querer voltar no próximo ano e fazer mais e melhor!

 

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Se chegarem a este ponto, estão no bom caminho!

 

Quanto a inscrições, apressem-se: o prazo final para a 1ª fase termina já dia 30 de abril! Podem inscrever-se através do https://stopandgo.com.pt/events/louzan-trail/sign.

Antes de se inscreverem, aconselho a lerem o regulamento da prova com muita atenção e, se tiverem alguma questão, entrem em contacto com a organização.

 

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 Uma das aleias de xisto onde podem ficar e que aconselho vivamente - Cerdeira Village ao amanhecer

Deixo aqui o lembrete de que devem reservar a vossa estadia com a maior brevidade possível, pois a oferta na zona e a preços acessíveis é limitada. 

Mas o mais importante de tudo é aproveitarem o bom convívio urante a prova e divertirem-se ao máximo!

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 A minha primeira prova de trail com a Joana Malcata, a Natália Costa e os nossos vassouras :)

 

Vemo-nos lá!

Bons treinos!

 

Louzan Trail 2016: confirma-se a minha serra preferida

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As Fotos do Zé do Louzan Trail serão publicadas já na 4ª feira! 

 

Serra do Gerês, Serra da Estrela, Serra do Açor, Sintra, Açores. São todos locais lindos para correr em trilhos. A Serra da Lousã continua a ser a minha serra preferida. Sei que ainda me faltam conhecer alguns locais maravilhosos onde se pode praticar trail running em Portugal, mas para já, não há dúvidas que tenho um carinho especial pela Lousã. São várias as provas que decorrem nesta Serra. Pessoalmente sou fã do AX Trail (UTAX), Trilhos dos Abutres e do Louzan Trail.
 
Foi no domingo dia 19 de Junho que decorreu o Louzan Trail, organizado pelo Montanha Clube da Lousã, que contou com 3 provas (Ultra – 45 km; Trail Longo – 25 km e Mini Trail – 15 km) e uma caminhada solidária. Já conhecia esta prova da sua edição de 2014. Em 2015 não me foi possível participar porque já tinha compromissos (com muita pena minha). 

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Adoro a Serra da Lousã e quando se falou na ideia de fazermos uma crew trip à Lousã, alinhei sem hesitar. Fomos 5 - o Filipe, Tiago, Ana, Natália e eu, todos à prova dos 25km que prometia ser muito dura, com muito sobe e desce com um desnível positivo de 2000m. Já fiz algumas provas com 2000m de D+ mas sempre em distâncias acima dos 40km, por isso sabia que a prova iria ser muito dura, ainda por mais que os famosos e difíceis Trilhos dos Abutres, na mesma distância, contam com "apenas" 1200m de D+. Para além disso, quem se inscreve nesta prova, que decorre em Junho, já sabe que se candidata a um desafio adicional: o calor.
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Depois de uma bela jantarada no Tó dos Frangos na Lousã (recomenda-se), de muitos risos, convívio e uma noite bem dormida, estava pronta para enfrentar os 2000m de D+ e o calor. Tendo em conta o sol e calor, carreguei no protetor solar e trouxe um buff para proteger a cabeça. Além disso, em vez de levar apenas um soft flask de 0,5l, que em condições normais seria o suficiente dado o número de abastecimentos, trouxe dois. Com o calor na Serra, há que prevenir.
 
O Tiago ofereceu-se a ser meu "coach" durante a prova. Aceitei de bom grado, queria "dar tudo" e quando corro sozinha acabo por nunca puxar o máximo. Prefiro ir em modo "passeio" e desfrutar das paisagens com calma. Esta prova iria ser a minha última "grande" nos próximos tempos, pelo menos até Setembro. Vou deixar de tomar a suplementação de ferro, que tomava por causa da anemia, para analisar o impacto e origem da anemia. A falta de ferro no sangue provavelmente irá baixar os meus níveis de energia nos próximos tempos e por isso vou abrandar na corrida. Além disso, no verão sou mais adepta de uma modalidade para treinar os braços: beber copos com amigos 😃
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A prova correu muito bem. O Tiago teve muita paciência e foi sempre a puxar por mim, principalmente nas subidas. Nas descidas e (raros) troços mais rolantes, estava mais à vontade, como é de costume. Consegui sentir que estava a esforçar-me. Consegui desfrutar das paisagens e dos belos trilhos técnicos que tanto adoro. Consegui também rir-me com o Tiago, "perdidos" no meio da Serra. O resultado foi um 10º lugar entre as mulheres desta prova e um tempo de 5h30. Fiquei bastante satisfeita.
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A prova é fantástica, das melhores de Portugal, não só por se realizar na Serra da Lousã mas também pela excelente organização da prova. Fomos muito bem recebidos, num recinto animado e sem filas para levantar os dorsais e t-shirts. No recinto também havia uma feira de trail running com algumas lojas e marcas de referência. O briefing, na véspera, foi apresentado de forma interessante e divertida e suscitou algum nervosismo entre os presentes. Os elementos da organização e os voluntários mostraram-se todos muito preocupados com os atletas e sempre com um sorriso na cara. Os abastecimentos estavam todos muito bem compostos e a sinalização excelente. Na meta, o ambiente era animado enquanto o Jorge Moita recebia os atletas e falava com alguns deles ao microfone.

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 As Fotos do Zé do Louzan Trail serão publicadas já na 4ª feira! 


As provas este ano contaram com trilhos novos, muito giros e muito técnicos. Dada a elevada probabilidade de calor, a organização teve o cuidado de escolher trilhos com bastante sombra. Penso que 80% dos trilhos estavam de facto à sombra, o que foi bastante agradável. Além disso, passamos por vários riachos e tanques de água para refrescar. O percurso da prova dos 25K foi extremamente desafiante, tanto em termos de tecnicidade como em termos de perfil altimétrico. Troços planos eram raros, íamos sempre a subir ou a descer! Em termos de paisagem, penso que é escusado voltar a repetir a quão bela esta Serra é. A vegetação, nalguns locais do tipo Laurissilva, é inspiradora. Muitas espécies de árvores, como castanheiras gigantes, acácias e eucaliptos bem-cheirosos. Foi um buffet de cheiros, desde a lavanda, ao eucalipto, ao alecrim, relva cortada, palha seca e simplesmente terra.
 
IMG_20160619_124407.jpgPontos a melhorar há poucos, mas talvez sugeria repensar a questão das 4 provas partilharem o mesmo trilho no último troço, o que deu origem a alguns engarrafamentos. De resto, é uma prova de referência, e a minha prova de eleição. Outra situação que gostaria de sublinhar é que esta prova, pela sua dureza extrema, não é indicada para todos os amantes de trail running. Reparei que algumas pessoas não estavam preparadas para tanta dureza e sofreram bastante. Também notei que algumas pessoas não tinham noção do tipo de prova e esperavam algo mais "rolante". Aqui, talvez será uma questão de informação, pois, nem toda a gente sabe avaliar a dificuldade das provas em função do D+ (principalmente iniciantes). Pessoalmente, fiquei feliz por ter optado pelos 25K em vez dos 45K pela dureza da prova e pelo calor. Para o ano, podem contar comigo,  Montanha Clube da Lousã!

Querem inspiração? Tomem lá uma dose de Vitorino Coragem!

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Por Pedro Tomás Luiz:

 

Há momentos que nos ficam gravados na memória, não precisam de ser complexos nem bombásticos, precisam de nos tocar. Por isso recordo perfeitamente o carinho do Vitorino Coragem, no Ultra Trail do Piodão de 2014, onde no abastecimento da Malhada Chã lá estava ele de mão estendida e a dizer “Vamos embora Pedro, estamos a meio alimenta-te” palavras que até hoje recordo, porque naquele dia fizerem a diferença.

Querem Inspiração? Tomem lá uma dose de Vitorino Coragem!

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Quem é o Vitorino Coragem?
Vitorino Coragem, nascido na vila alentejana de Sousel em 1952, actualmente tenho 62 anos e resido em Miranda do Corvo desde há cerca de 30 anos. Sou funcionário publico na Direcção Geral do Território colocado em Seia.Costumo participar em provas de atletismo tanto em Portugal como Espanha, tendo já várias edições das Maratonas de Lisboa, Porto, Sevilha, Madrid, Barcelona e Badajoz.Em 2012 fui o vencedor do escalão para atletas mais de 60 anos e nas ultras ganhei o escalão M50 nos 100km do Tilénius perto de Leon. Em 2014 foi 3º dos Masters da Ultra de 76km da Serra Nevada onde subiu ao pico Valeta com os seus 3200 m de altitude.


Como é que começou a correr?
Depois de ter participado em provas de atletismo durante a minha passagem pelo serviço militar, foi a partir dos 50 anos que recomecei a actividade desportiva, participando em Maratonas de Estrada, Ultra Maratonas, Corridas de Montanha, mais tarde em provas de Trail e ultra trail. Estive na fundação da equipa de trail dos Abutres, actualmente faço parte da equipa do Mundo da Corrida.

 

Desde que corre qual foi até hoje o ponto mais alto?
Sem dúvida que o ponto mais alto foi em 2012 com a minha participação no País Basco nas 100 milhas do Ehunmilak (que quer dizer 100 milhas em língua Basca). Considerada uma das provas mais duras da Europa, nos seus 168 km tem 11000 de D+. Terminar este feito após dois dias e duas noites é algo que vou recordar para sempre.

 

O que representa para si o Trail Running?
Sem dúvida que o Trail Running, é uma actividade desportiva privilegiada, pois permite-nos relacionar com o melhor que a natureza tem para nos oferecer, dá-nos uma paz de espírito única.Permite-nos ainda visitar locais de grande beleza, normalmente inacessíveis a outros meios de transporte. Por todos estes motivos o Trail está a ter uma grande aderência por parte dos Portugueses, como acontece por esse mundo fora já existem provas com mais de 3000 atletas.

 

Quem são os seus atletas de referência?
Os meus atletas de referencia Carlos Lopes e Rosa Mota, pois ainda hoje recordo a sua participação nos Jogos Olímpicos. No trail hoje existem muitos jovens com muito valor, que ainda nos vão dar muitas alegrias, no entanto permitam-me destacar o Luís Mota, pelo seu vasto curriculum.

 

Como vê o movimento do Trail em Portugal, com o número de provas a aumentar exponencialmente? o que podemos esperar do futuro? Diferenças em Relação ao passado?
Quando me iniciei no trail éramos pouco mais de trinta atletas e havia apenas 2 provas, uma na Serra da Freita outra em Porto de Mós o Cross Laminha, hoje felizmente existem uns quantos milhares. Portugal tem condições óptimas para a prática do trail, pois podemos realizar provas todo ano.
A Serra da Lousã possui das melhores condições pois permite aliar a dificuldade, a dureza da altimetria, com trilhos ancestrais, rios riachos, cascatas que lhe dão bastante frescura, com a riqueza paisagística da sua vegetação e o colorido das Aldeias de Xsto, sem duvida um local de eleição para a prática do trail.
Penso que futuramente só irão ficar aquelas que tiverem qualidade, nomeadamente ao nível de segurança, do traçado, das infra-estruturas de apoio existentes, pois os atletas como têm neste momento muita oferta vão tornando-se mais exigentes e vão fazendo uma selecção natural.

 

Qual o segredo da sua longevidade a correr?
Longevidade... uma vez ouvi a Rosa Mota falar da importância de nós sabermos ouvir e sentir as mensagens enviadas pelo nosso corpo, pois antes de uma lesão grave existe uma dor, uma carga excessiva de treinos etc., como atleta de pelotão procuro ouvir esses sinais, depois de um treino duro segue-se um mais leve ou a pratica de um desporto alternativo, natação, bicicleta, caminhada. Sou um autodidacta pois não sigo nenhum programa especifico…como costumo dizer o corpo é que mais ordena…..

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Lesões, já passou por esse calvário?
Quando comecei a correr á cerca de 12 anos tive algumas lesões em particular nos gémeos, todas por excesso de carga, tirando alguns ligeiros entorses, algumas quedas sem grandes mazelas , felizmente não tenho tido problemas complicados.

 

O que podem os atletas esperar do Louzan Trail?
Se olharmos para a distancia dos 25km e dos 45km com a altimétrica associada, indicia um grande dureza, aliando isto aos muitos trilhos técnicos, alguns existentes outros a ser inaugurados nesta prova, adivinha-se uma grande prova de trail ao gosto dos mais corajosos. Como costumo dizer entre amigos com tempo tudo se faz…
Esta prova tem que ser gerida com alguns cuidados, e precauções, não cometer excessos no inicio para poder fazer a prova o mais tranquilo possível e desfrutar a paisagem e o ambiente que esta magnifica serra oferece.
Hidratar bem pois o calor é um dos nossos principais inimigos, assim como comer o suficiente nos abastecimentos pois o esforço vai ser intenso e vamos andar várias horas até chegar á meta…Como costumo dizer o resultado final é como terminam as provas e não como começam.

 

Que objectivos tem para 2015?
Os meus objectivos para 2015, são a realização de um sonho,  a participação dos 100km do Ultra Monte Branco que decorre nos Alpes Franceses, Suíços e Italianos, para o qual ando a efectuar treinos nas Serras da Estrela e da Lousã.

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Passatempo Louzan Trail - Os grandes vencedores

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Por Pedro Tomás Luiz:

É fantástico sentir a paixão e a magia que a corrida gera, exemplo disso são os textos poéticos e inspiradores que recebemos.  Dos 9 textos, que nos foram enviados, aqui ficam os 3 vencedores, escolhidos com os votos do Montanha Clube da Lousã e do Correr na Cidade.

 

Os textos foram pontuados individualmente numa escala de 1 a 5 pontos, tendo no final sido realizada a média dos mesmos.

 

1º Classificado:  Diana Gaspar, com uma média de 5 pontos

 

Quem vê não entende,

quem analisa acha loucura,

quem especula talvez nunca se viesse a atrever,

quem observa não compreende.

O trail, não se entende, não se analisa, não se especula, nem se observa, só se sente, só se vive, com garra de quem quer agarrar o mundo pelos pés, abraçar a linha do horizonte com o olhar, com vontade de testar todos os limites, com a intenção de partilhar as mesmas loucuras com aqueles que o vivem, e sentem como a gente. 

O trail é um mundo no mundo, onde se conhecem homens de mulheres especiais, onde cada um quer viver a sua grandeza, onde a alegria e a bravura são as características principais. 

O trail é festa, e vida. 

O trail é tanta coisa, que só quem o vive o consegue sentir e explicar, porque o trail não se entende, não se analisa, não se especula nem se observa, apenas se vive e se sente, nos pés e na pele.

 

2º Classificado: De Bruno Martelo, com uma média de 4,4 pontos

"E se...
E se de repente te dissessem que tudo aquilo que pensas sobre ti, sobre 
os teus limites, sobre os teus medos, sobre os teus anseios, não é, na 
verdade, o que sempre tiveste por certo?
E se te dissessem, também, que poderias ir para lá do imaginável, para 
além daquilo que o teu corpo e a tua mente, de uma forma ou de outra, te 
disseram que conseguirias suportar?
Dito assim, por terceiro, terias certamente no arauto um vendedor de 
banha da cobra.
Pois se custa!
Pois se é muito!
Pois se é difícil!
Pois se dói!
Pois se...pois se...
E se...
E se tentasses? E se, tentando, conseguisses? E se, conseguindo, visses 
em ti muito mais do que até aí apontavam, muito mais do que tu próprio 
acreditavas ser?
O trail não se faz do que dizem ou escrevem, não se faz das fotografias 
ou dos vídeos que pululam nas redes sociais. Porque o trail é muito mais.
Mas esse "muito mais", essa essência própria do trail, só tu podes 
descobrir. E descobrindo-a, descobrirás a verdadeira essência de ti, a 
tua força, a tua garra, a tua vontade e alegria de ser e de viver.
O trail é paixão. E não apenas paixão pelo desporto, pela natureza, mas 
paixão por ti próprio, por aquilo que consegues, desafiando-te e 
desafiando tudo aquilo que sempre te disseram ser certo.
Certo, na realidade, só tu e tudo aquilo que todos os dias alcanças.
No trail descobres-te a ti próprio e, descobrindo-te, descobres todo um 
novo mundo de possibilidades.
Eu descobri"

 

3º Classificado: De Álvaro Santos, com uma média de 3 pontos

 

Corrida "A Minha Paixão”


Participo em provas de corrida desde 2011! A minha estreia foi com a Corrida de São Silvestre de Lisboa, nesse mesmo ano. De seguida foi o ponto de partida para aumentar progressivamente a distancia, o momento mágico da minha estreia estava guardado para os tão desejados 21 Km´s( Sim uma Meia Maratona ) que participei pela primeira vez no ano de 2012!!! Foi aí que tomei o gosto, ano após ano. Com as conquistas que se seguiram, comecei a traçar como Objectivo A Superação!!!ainda em 2012 foi a minha estreia na distância de Maratona ( A prova de todas as provas!!! A Rainha delas ) esta é sempre desafiante, sempre cheia de ansiedade e carregada de emoção! Sendo eu nascido e criado em Lisboa, decidi que a estreia seria na Maratona de Lisboa ( que se realizava no primeiro fim de semana do mês de Dezembro ) e assim estreie-me nesta distância com um resultado satisfatório ( 04H02m ) !!!


E quando pensava que as conquistas iriam “estagnar” foi precisamente no TRILHO que voltei a “respirar” o perfume da Superação!!!!


Para esta minha primeira prova de Trilho, escolhi nada mais nada menos o Ultra Trilho dos Abutres! Esta competição, ainda é falada e pelos bons motivos por todos os meus Amigos que têm o mesmo prazer que o Meu… Corrida em trilho… Pois bem - Haverá por certo inúmeras palavras, inúmeras vozes, inúmeras paixões! Mas penso que se resume tudo a isto!


Abutres!!!! Trilho no seu estado “PURO” ( técnico, duro, “chato” ) mesmo como EU! :) 
Os melhores e mais belos trilhos estão na Lousã… Lousã / Miranda do Corvo - é sempre com uma Alegria enorme que regresso ao “Pinhal Interior” de Portugal, local mágico!
Portanto talvez nos consigamos ver mais uma vez na Lousã…

 

O nosso muito obrigado a todos. Os vencedores serão contatados muito em breve.

A outra banda!

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Por Filipe Gil


Faz no próximo dia 7 de junho três meses! Três “mesinhos”. É obra, não? Três meses de lesão, três loooongos meses em que não corro de jeito. Três meses de aprendizagem. Três meses que nunca mais esquecerei na minha ainda curta vida de corredor.

 

Ok, nestes três meses tive um treino de 30km e uma prova de 53km (a tal Ultra do Piódão). Mas tudo o resto se tem resumido a treinos de 6, 7 ou 10kms (duas vezes, no máximo). Treinos com dor no final e outros sem dor imediata mas com retroativos que surgem após umas horas. Ao mesmo tempo, o último mês foi a altura mais complicada da minha vida profissional: no espaço de apenas uma semana moderei (com rigor, isenção e brio) 6 debates, apresentei duas cerimónias de prémios, e fiz networking quase 24 horas por dia. E isto é apenas para vos contar as coisas menos chatas, porque detrás disto há muito trabalho de backoffice (desde regulamentos, a avaliação de candidaturas e, pasmem-se, duas revistas para fechar). That's life!.

 

Pensei que não ia aguentar, mas aguentei com rigor e tudo correu bem (esta é talvez a frase mais feminina que alguma vez escrevi aqui no blog). Ouvi muitos parabéns e felicitações, mesmo descontando as palmadinhas nas costas daqueles que têm medo que criem má imprensa ao dizer mal ou a apontar defeitos.

E todo este stress sem correr. Ou a correr muito pouco. Foi muito duro. E eu que adoro trabalhar (pensar) enquanto corro, e aí (e no duche) que tenho sempre as melhores ideias. Mas já passou e tudo correu melhor do que alguma vez havia corrido.

 

Isto tudo porque ainda ando com problemas no meu joelho direito, tal como os leitores mais assíduos sabem, eles que surgiram no dia 7 de março após um treino de 30km pelos trilhos de Sintra. E, claro, um pouco agravados pela insistência de fazer os 53km do Piódão, dos quais 44 foram com dor contínua. Já falei disso no meu texto sobre o Ultra do Piodão,onde relatei toda a verdade (ou se preferirem: toda a estupidez). Decidi contar tudo como aconteceu sem omitir nada.

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 A meio do treino de Sintra. O pior ainda estava para vir. Life's a Beach!

 

Todo o sangue, suor, lágrimas e anti-inflamatórios estiveram lá. E falo deste último ponto porque existiram leitores que tomaram aquelas linhas como um verdadeiro tratado à  ingestão de químicos para correr. Houve ainda que depois de uma segunda ou terceira leitura só à quarta perceberam que, afinal, aquele" malandro" estava a incentivar outros a tomarem anti-inflamatorios. Confesso que estou indeciso entre chamar-lhe iliteracia ou apenas...parvoíce.

 

Quantos há que o fazem mesmo e não dizem a ninguém, e depois relatam epopeias heróicas que fazem arrepiar até as pernas depiladas de quem os lê? Quantos há que não fazem umas “batotas” para terem mais endurance, força e resistência? É uma área cinzenta, não vou por aí. Quero acreditar que todas as performances que leio são fruto de muito treino e "stamina". Certo?!

 

Atenção, não me estou a queixar das críticas. Estou habituado, sou jornalista há 15 anos e se há profissão que tem culpa de tudo o que de mal acontece no mundo é esta. Aliás, prefiro uma boa crítica sustentada do que palmadinhas nas costas com medo da tal "má imprensa". Por isso critiquem à vontade, mas façam-me um favor, leiam bem e sustentem-na. Não sejam preconceituosos e não inventem o que não está escrito, nunca defendi o uso de anti-inflamatórios, nem nunca o farei. Apenas relatei o que aconteceu. Nú e crú. 

 

Mas para os interessados que ainda estão aí a ler este texto, aqui vai o ponto de situação da minha lesão. Sobretudo para aqueles que estão a passar o mesmo que eu e sabem bem e sentem na pele o que é não correr. E não é para terem peninha.

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É ali que dói.

Depois de várias tentativas de corrida, após períodos de descanso, e novas tentativas de corrida, onde ao final de 7/8km o joelho começava a doer, fui a um ortopedista habituado a desportistas e especialista em joelhos. Contei-lhe timidamente dos 53km ao que me disse: “Fez não fez? Então está feito, vamos lá tratar isso”. Gostei e confiei no senhor. 

Desfeitas as duvidas sobre eventuais problemas no menisco fiz uma ressonância magnética. Que, após uma semana e meia depois indicou o seguinte:

- Discreto síndrome da banda ilio-tibial
- Microquisto de Baker
- Sequelas de rotura parceria de LCP em grau 1 a 2, em 3.

 

Esta última lesão é graças a várias anos de jogar andebol a nível federado e ao facto de jogar na posição de pivot (a atacar, defendia a central) e, maioritariamente, rematar em queda por cima dos joelhos. Sim, havia joelheiras, mas que é que convence um puto de 17/18 anos a usá-las. Nessas idades somos todos imortais e invencíveis...

 

E pronto, vamos lá então curar esta síndrome chato que, mesmo assim, dando tanta chatice é “ligeiro” - devem estar a gozar comigo!!! 15 sessões de fisioterapia com ultra sons, laser, técnicas especiais (espero que sejam brandas) e massagem técnicas (medo!). Serão, no mínimo, cinco semanas de sessões. 

 

Vou fazer isto e pôr em prática toda a literatura e sapiência que ganhei sobre esta síndrome. E ainda vou continuar a fazer aquilo que nunca tinha feito em três anos de corrida e que comecei recentemente: reforço muscular. Sim, agora “meti” ginásio nisto da corrida. Trabalho para fortalecer o core e para reforçar as pernas para os trails e ultra trails futuros. Acho que só tenho a ganhar com isto. O dinheiro que gasto no health club, ou na ginástica como gosto de dizer, espero poupar na cura de lesões. Vou também continuar a fazer umas sessões de massagens e acunpuntura com a Dr.ª Sara Dias. Equipa que ganha não se mexe!

 

Com isto tudo, e sem correr, decidi por bem abdicar, com muito custo, da prova do Louzan Trail. Se no Piódão queria provar muita coisa a mim mesmo, nesta não. Estarei a terminar o tratamento nessa altura e não quero esperar muito mais tempo para voltar a correr a 100%. Ouvir o corpo é importante. E aprendi a lição – isso e fazer MESMO alongamentos. Vai ser muito chato porque é um running trip da crew daquelas que, certamente, deixará boas memórias.E se há coisa que gosto é ir com a minha familia/crew pelos caminhos de Portugal...


Entretanto, na semana passada fui a uma consulta antes de iniciar a fisioterapia. Já tinha o diagnóstico feito, mas como é "obrigatório" passar pela consulta lá fui novamente consultado e analisado. Por motivos de educação e respeito profissional não vou indicar o nome do médico, mas tive esta conversa:

 

O médico: "Então faz jogging, é?"
Eu: "Não. Eu corro. E maioritariamente em trail, ou seja, nos trilhos"
O médico: "hummm!

 

 Entretanto esteve a analisar o joelho. Pediu-me para saltar, para agachar e apalpou, esticou, encolheu, tocou. E disse o médico: "Tem flexibilidade a mais para o meu gosto. E tem os joelho laços".

 

Confesso que achava que era bom ter flexibilidade. Depois de me ver os joelhos disse-me:

"Não acho que seja da banda ilio-tibial, acho que há aí qualquer coisa dos tempo do andebol, mas tudo bem, vamos lá fazer isso". "Se não resultar, já sabe: o Cristiano Ronaldo também vai abandonar a carreira aos 35...Olhe, dedique-se à bicicleta".

 

Saí de lá com uma daquelas raivas...e passadas umas horas fui correr para Monsanto com o meu amigo Tiago Portugal. O treino correu bem e sem dores. Eu acredito na minha recuperação e que só irei fazer bicicleta como metodologia de treino.

 

Aos leitores que começam agora a ter as suas primeiras lesões, aconselho-vos seriamente a irem sempre a médicos ortopedistas, ou de outra especialidade, ligados aos desporto. Tudo o resto acha isto tudo da corrida uma pavoíce. Será inveja?

 

Boa corridas.

 

 

My Path to MIUT 2015 - Histórias de uma jornada (4ª Subida)

 

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Por Pedro Tomás Luiz

 

Esta semana, foi semana de voltar às origens...

 

Para mim não há local como este... tenho de admitir... sou sem dúvida um apaixonado pela serra da Lousã. Tenho muito respeito pelo Gerês, pela Estrela e até pela esotérica serra de Sintra, mas aquilo que sinto pela serra da Lousã é visceral, único, impresso no meu ADN.

 

Para quem não conhece, a serra da Lousã situa-se bem na zona centro, a sensivelmente 30km da cidade de Coimbra e abrange os concelhos de Lousã, Miranda do Corvo, Góis, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos. O seu ponto mais alto encontra-se 1205 mt no chamado Trevim. 

 

Estando as minhas origens na vila da Lousã, pude acompanhar uma quase relação de amor/ódio das gentes da daquela vila para com a serra com o mesmo nome.2015-03-26_09.03.45.jpg

 

Durante muitos anos a serra foi sustento para os povos que nela habitavam. Estas pessoas, muito pobres, viviam essencialmente da agricultura e do pastorício, nas actualmente chamadas aldeias de xisto. A procura de uma vida melhor levou ao abandono destes locais mágicos, que assim permaneceram até à sua quase completa destruição.

 

Final dos anos 80 estas aldeias começam a ser ocupadas por estrangeiros, que aos poucos começam a recuperar e a revitalizar as aldeias.

 

Mas só no início deste século, é que o corte de relações termina, e se começa a perspectivar todo potencial económico que a recuperação das aldeias,  bem como de todas as actividades inerentes a estas,  poderão trazer para a vila. 

 

Aos dias de hoje, quase todas as aldeias e2015-03-26_08.55.42.jpgstão recuperadas (algumas essencialmente devido  ao isolamento permanecem abandonadas) e os trilhos outrora usados pelos povos da serra foram recuperados

 

Muito se deveu aos eventos de motociclismo, downhill, bem como às associações de baldios e aos clubes desportivos (como o Montanha Clube da Lousã) que revitalizaram pouco a pouco os antigos caminhos das gentes das serranas. 

 

Por tudo isto, bem como pela gastronomia, pela hospitalidade, pela oferta hoteleira, a  serra da Lousã é hoje um dos locais de “culto”, para quem gosta de correr na montanha.

 

Mas descansem os amantes da estrada porque esta serra também têm muito para oferecer, pois os km de alcatrão, envolvidos pelos grandes montes que serpenteiam a serra até Castanheira de Pêra, tem o potencial para extasiar quem os calcorreia.  

 

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Assim, com dois treinos planeados, um mais curto mas intenso e outro mais longo e descontraído, aproveitei para desfrutar ao máximo destas condições únicas.

 

O primeiro treino foi realizado sozinho, exclusivamente por estradões por forma a correr um pouco mais e atingir a intensidade necessária sem entrar em falência. Foram cerca de 16km com 2400 D, dos quais 1200 D+, que me levaram da vila ao ponto mais alto, o Trevim  o que é basicamente impossível de fazer nos meus campos de treino habituais (a não ser que faça “piscinas” da Biscaia à Peninha).

 

Já o treino domingueiro, foi começado bem cedo (06h) mas na fantástica companhia do pessoal do Montanha Clube da Lousã. O percurso foi o do Louzan Trail edição de 2015 e daquilo que pude ver está colossal em todos os aspectos (é bom que gostem de subir). Resultado final 26km com 1600 D+.

 

E como a serra é de todos… e para todos houve ainda tempo de partilhar os trilhos com máquinas de duas rodas (a abrir trilhos devem ser um espectáculo).

 

Faltam 14 dias…

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