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Correr na Cidade

A revolução das bicicletas em Lisboa! (não é, mas até podíamos começar o movimento!)

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Hannover Neues Rathaus / Copyright: HMTG/Martin Kirchner

 

Por motivo de trabalho, tenho estado deslocada em Hanôver, na Alemanha, há quase 1 mês.

Hanôver é a cidade mais verde da Alemanha, com 200km2, tem o dobro do tamanho da cidade de Lisboa, e o mesmo número de habitantes. "Eilenriede" é a floresta "encantada" da cidade e o lago "Maschsee" está localizado mesmo no centro da cidade, com 2,5 km de comprimento. Não há desculpas para não praticar desporto: caminhar, correr, patinar, andar de bicicleta, vela e natação, é só escolher.

 

E por muito que me custe admitir, há uma coisa que vou sentir falta: as bicicletas!

Não é só em Amesterdão que elas são rainha, toda a cidade de Hanôver está preparada para elas.

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 Hannover Radfahren in den Herrenhäuser Gärten / Copyright: HMTG/Martin Kirchner

 

Para ir para o escritório, tenho o privilégio de estar hospedada a cerca de 700m, e faço duas caminhadas (pelo menos), por dia, e por isso não precisei de alugar uma, mas fiquei com pena.

 

Do hotel ao escritório passo por duas escolas, e pasmem-se: não há filas de transito à porta das escolas para deixarem os meninos e meninas. Pelo contrário, vejo mães, pais, filhos, nas suas bicicletas, a deixar os mais novos na escolinha: a mãe na bicicleta da frente, leva a filha mais nova atrás, e numa correria, em modo de contra-relógio, vem o filho mais velho (com alguns 5 anitos) na bicicleta mais pequenina, devidamente identificada com uma bandeira, para que os outros (os condutores) os possam ver.

Dá-me um gozo enorme estas imagens matinais. Inspiram-me a uma vida mais saudável, e a acreditar que ainda podemos fazer alguma coisa pelo nosso planeta.

 

Esta cidade é um exemplo: existem jardins, parques, vias exclusivas para as bicicletas e para peões. Verde, muito verde, e durante todo o dia, ouvem-se corvos, pardais, andorinhas, campainhas de bicicletas, e uma ou outra buzinadela de algum carro com mais pressa.

 

E porque as nossas cidades não podiam apostar mais nos transportes alternativos, e consequentemente, ajudarem o nosso planeta?

Eu sei que Lisboa tem as suas sete colina altaneiras, mas os transportes públicos também ainda não se adaptaram convenientemente para transportarem as bicicletas. Por exemplo: podem ser transportadas, mas em horários específicos e se não perturbarem o normal funcionamento, etc, etc… enfim, não estão adaptadas!

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Imagem Ana Walls | Vista para o Castelo de São Jorge, Lisboa

 

Ciclovias: começa-se a ver qualquer coisa, pelo menos por Lisboa, mas em circuitos muitos restritos e não por toda a cidade.

 

Parques de estacionamento para bicicletas. Desculpem-me, mas não conheço nenhum, e pode ser desconhecimento meu. Penso que quem as tem, tem de as prender aos postes, sinais, ou aos separadores dos lugares das motas.

 

Empresas: nem vou comentar! Quantas é que incentivam os seus funcionários a utilizarem transportes alternativos? Ou mesmo os públicos!

 

Sei que nada ou pouco posso fazer para modificar o nosso comportamento pouco ecológico, mas que dá gosto ver e ouvir as campainhas das bicicletas de manhã, dá!

 

 

Boas pedaladas!

 

 

p.s. Ah! E isto não é só em Lisboa, cidades de Portugal, mexam-se, pelo nosso planeta!

Corrida TSF Runners – Como é correr com 4 atletas cujo nome termina em Ana?

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 (na partida...digam lá que não sou um sortudo)

 

Por Bruno Tibério:

 

Há algumas semanas fui convidado para participar nesta prova e confesso que estranhei o convite, principalmente porque iria correr com 4 mulheres que têm 2 pontos em comum: gostam de correr e têm “Ana” no nome. No início ainda achei alguma piada, mas depois fiquei um pouco apreensivo. Isto de ir a acompanhar 4 mulheres não é para qualquer um! Como será que podia ajudar? Quem me conhece pessoalmente sabe que não sou propriamente a pessoa mais efusiva e extrovertida e isto seria para mim um desafio acrescido. O meu conselho, e aquilo que eu segui, é pensarem o que gostariam que fizessem por vocês.

 

No dia da prova, para além do nervosismo típico antes de começar a correr, acabei por me atrasar um pouco porque decidi fazer compras de última hora e iniciei a minha corrida em Linda-a-Velha e tive a sorte de apanhar boleia com os “Malcatas”. Quando cheguei à partida já estava acompanhado pela Ana Morais e a Joana Malcata e começámos à procura das outras “Joanas”. Depois de nos reunirmos e colocarmos o dorsal à cintura, fomos até à zona de partida e, mesmo tendo a pulseira da zona “até 60 minutos”, decidimos que íamos para a parte de traz da partida.

 

Apesar de termos combinado irmos todos juntos, acabei por ir a acompanhar a Ana Morais. A Joana Aguiar e a Joana Ceitil foram mais à frente e a Joana Malcata ficou um pouco atrás. Ao dar o tiro de partida ainda demorámos um pouco a arrancar. Também não tínhamos pressa nenhuma e posso dizer que, de certa forma, isto já estava ganho...pela companhia, claro.

 

Nos primeiros 2 Km, olhei várias vezes para o relógio e reparei que a Ana ia um pouco mais acelerada do que era costume. Avisei-a de que devia ir com mais calma mas, como sempre, não me ligou nenhuma e lá continuou. O mais engraçado é que se notava bem que ela ia a puxar, pois era a primeira vez que a via a correr sem falar. De vez em quando olhava para ela para ver se estava bem, pois era estranho vê-la tão calada. Ao 3º Km (ou perto disso) aparece o primeiro abastecimento com água e agarrei logo em duas garrafas de água para que a Ana não parasse de correr. Se no início da prova estava um tempo bem fresco e nublado, ao longo da prova sentia-se bem o calor. Por esta altura já ela se queixava (como de costume) do calor e molhava a cara, os braços e as pernas.

 

E lá continuámos nós a correr e a acenar às pessoas que passavam por nós. De vez em quando lá olhava para ela para saber se estava bem, pois continuava a não dizer nada. Por volta do 5º Km, ela diz que tem de baixar um pouco o ritmo e, como se tivesse um relógio no pulso (que não tinha), fez o resto da prova numa média super estável – 6:28/6:32. Era essa a média que ela se sentia mais confortável. Eu bem tentei puxá-la no último quilómetro, mas não consegui grande coisa. Ela própria confessa que a falta de treinos de corrida não ajudaram e tinha mesmo que treinar mais. Mas engraçada foi a reação dela ao aproximar-se da meta, olhar para o relógio que lá estava e dizer: “vou bater o meu recorde pessoal dos 10K!” E assim foi! Fez 1:04:38.

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(esta foto está diferente de todas as outras: ela é que costuma correr a sorrir, não eu)

Na meta já lá estava a Joana Aguiar e a Joana Ceitil à nossa espera, que correm duma maneira engraçada: vão sempre a falar durante a prova (segundo elas dizem, em todas as provas). Esperámos alguns minutos pela Joana Malcata, e lá vinha ela “esbaforida” e sem conseguir falar, mas com um grande sorriso.

 

Resumindo um pouco o meu papel neste dia: todas estas meninas, para além de terem em comum partes do nome e o gosto pela corrida, elas também recomeçaram agora a correr e a participarem em provas. Quer seja por falta de tempo devido à vida profissional demasiado exigente, por alguma problema pessoal e/ou familiar, ou por alguma lesão que nos deixe encostados, por vezes temos de deixar os treinos para último lugar. Na corrida só conseguimos melhorar se tivermos alguma regularidade nos treinos e quando o treino passa a segundo plano durante algum tempo, podemos começar a ficar desmotivados com o nosso desempenho quando voltamos de novo ao activo. Não gostamos do nosso desempenho sabemos que podemos, ou pelo menos queremos, fazer melhor mas o corpo não reage aos nossos desejos.

 

E é aqui que podemos ser úteis, fazer a diferença e tocar alguém. Por vezes nem é preciso dizer nada, basta apenas estar lá. O simples facto de estar presente, fazer companhia, pode ser mais do que suficiente para não deixar um amigo, um colega ou um conhecido desistir quando falta um pouco de fôlego, motivação e coragem. Saber dizer, “reduz um pouco, precisas de gerir” quando vês que estão a ir acima das suas capacidades ou incentivar a acelerar nos últimos quilómetros ou a sair da zona de conforto. Relembrar que o relógio numa prova não é tudo, não é aquele “bicho papão” sobre qual todos nos vão julgar só porque os números não são os melhores. Mostrar que chegar ao fim, dentro das suas limitações, é um prémio mais enriquecedor que qualquer medalha. O sentimento de dever cumprido, o transformar o sofrimento em alegria após cruzar a meta, o acreditar que afinal é sempre possível, é o maior dos prémios que se pode receber quando nos sentimos em baixo.

E vocês? Já tocaram alguém esta semana? Vão, apoiem alguém e, no final, apenas perguntem: “quando voltamos a treinar?”

Devemos correr descalços?

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No domingo passado, dia 1 de maio, para além de se ter comemorado o Dia do Trabalhador e o Dia da Mãe, como sabem, também foi dia de comemorar o Dia da Corrida Descalça, ou seu no termo original: International Barefoot Running Day.

A convite do simpático Sylvain Griot (que muitos se recordarão desta entrevista) encontramo-nos às 10h perto do relvado do Café In, ali para os lados de Belém, em Lisboa. Aos poucos os participantes foram chegando. O Sylvain quebrou o gelo e começou a falar de como descobriu a sua paixão por correr descalço.

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Entre os temas, falamos dos benefícios e da abordagem cuidadosa que se deve ter, dos cuidados, etc. Sim, caro leitor, isto de correr descalço requer uma aprendizagem demorada (cerca de um ano ou mais) por isso se quiser experimentar, façam-no com muito cuidado e de forma progeressiva. Pouca distância nos primeiros tempos e aumentando com calma e gradualmente. E por vezes é necessário regredir um pouco na distância e treinar menos tempo e menor distância do que no treino anterior. Há que ouvir o corpo, neste caso os pés.

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Voltando ao workshop, falou-se da forma de aterrar o pé e da cadência do passo (180 bpm é a frequência mínima aceitável, com velocidades mais rápidas as cadencias podem ir aos 200 ou 210 bpm - e usamos este aparelho na imagem para nos guiar na cadência certa das passadas). Abordou-se ainda a forma como incluíndo o treino descalço no nosso esquema de treinos pode ajudar a melhorar a passada e a evitar lesões. Mas, melhor do que estar a inventar sobre uma coisa que não sei, decidi entrevistar o Sylvain para partilhar um pouco mais sobre o que é isto de correr descalço:

 

No passado domingo comemorou-se o Dia Mundial do Barefoot Running. O que comemora ao certo esse dia?

Existe um website chamado The Barefoot Runners Society  que é simplesmente uma comunidade de pessoas que gostam de correr descalço. Muitos americanos, ingleses, franceses e alemães. E alguns portugueses também. Porque somos minoritários no mundo da corrida, e ao mesmo tempo convencidos dos benefícios da nossa prática, uma vez por ano organizamos o nosso pequeno "Dia Mundial da Corrida Descalça" para divulgar e explicar aos outros corredores o que estamos a fazer. Este ano, houve eventos em 20 países e estados diferentes. Em 2015 na Eslovénia foram 200 pessoas a correram juntas!

 

Organizaste um encontro em Portugal, qual foi o objetivo?

Quis comunicar sobre a importância dos exercícios descalços para aprendermos a correr corretamente, para corrigir a técnica de corrida. Vejo que a maioria dos corredores amadores não sabem correr e sofrem muitas lesões. Quis explicar que a primeira coisa antes de tentar correr uma prova é aprender a correr, e que o pé descalço é o melhor professor para esta aprendizagem. Quero ajudar as pessoas a correr melhor com menos lesões e com mais prazer. Tivemos um evento muito giro, com 18 pessoas. Aprendemos a sentir o chão com a sola dos nossos pés e graças a essas sensações, a corrigir a nossa técnica de corrida.

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Há cada mais gente a correr descalça em Portugal ou ainda é muito residual?

Somos mais de 200 pessoas no grupo facebook "Correr Descalço Portugal". Acho que muitas pessoas gostam da ideia, estão interessadas e acreditam nos benefícios da pratica, mas não ousam fazer o primeiro passo, principalmente por falta de informação, e também se calhar por medo das criticas. Nem sempre é fácil fazer algo que a sociedade não percebe nem encoraja.

 

É um modo alternativo de viver a corrida?

Hoje, 90% do meu treino é feito descalço. Sim, para mim é efetivamente uma filosofia de vida alternativa. A cada treino afirmo que quero viver e sentir o meu corpo de maneira completa. Estou a procura de uma certa liberdade, quero um dia poder afirmar "o meu corpo não precisa de plástico para poder avançar". Mas mesmo sem o aspeito filosófico, sei que todos os corredores deviam fazer pequenos exercícios descalços duas ou três vezes por semana, todas as semanas, para sentir a precisão e a precaução necessárias, e assim desenvolver uma técnica de corrida mais fluida e com menos impactos.

 

Que benefícios trás para os corredores?

A corrida sem proteção obriga a perceber o corpo de maneira mais completa. Descalço, percebemos que as sensações, os sensos, fazem parte da experiência e ensinam a correr de maneira mais inteligente, mais precisa, mais respeitosa do nosso corpo, e mais eficiente também. Aprendemos a corrigir a nossa técnica, a nossa postura, e o nosso comportamento também. Aprendemos a perceber e a respeitar a dor. Aprendemos a respeitar os nossos limites. Aprendemos também a ter um corpo mais relaxado, porque os nervos do pé estão ligados ao corpo inteiro. Outra coisa, a corrida descalça permite de desenvolver o pé de maneira completa: força (músculos), flexibilidade (tendões e ligamentos), resistência (os 26 ossos dos pés). Muitos corredores amadores têm pernas muito fortes e pés muitos fracos, o que provoca um desequilíbrio no corpo e acaba por provocar lesões.

 

É possível fazer treinos descalço e usar sapatilhas nas provas? Ou se corres descalço é para abandonar as sapatilhas para sempre?

Sim, é perfeitamente possível fazer treinos descalços e continuar a correr e fazer provas com sapatos. Scott Jurek explica muito bem que "Barefoot running does not have to be an all-or-nothing approach. Like any tool or training technique, it can encourage positive change and benefit the runner whether it is for performance or injury prevention. This in turn can enhance the running experience". Todas as coisas que vamos aprender com a corrida descalça vão continuar de ser muito úteis quando estamos a correr com sapatilhas. Scott Jurek, Mo Farah, Anton Krupicka, muitos campeões calçados, fazem pequenos treinos descalços todas as semanas para sentir, corrigir e aperfeiçoar as suas técnicas de corrida.

 

Que conselhos dás a quem quer começar a correr descalço?

Começar direitamente em pisos duros, tipo alcatrão. Para sentir e perceber que o piso é duro e assim começar a desenvolver uma reposta menos agressiva, mais fluida e mais respeitosa do corpo. Confiar nas suas sensações. Esquecer qualquer objetivo de distância, de velocidade, deixar o GPS e o relógio em casa. Os primeiros meses, não estamos a falar de "treinos", apenas estamos a descobrir o nosso corpo, pesquisar o movimento certo, sentir, jogar, brincar, aperfeiçoar, as vezes falhar, para corrigir e crescer. E bom começar com sessões de apenas 5 ou 10 minutos no máximo. Correr na praia é fixe, da muito prazer, mas a areia é tão permissiva que não vai convidar a corrigir a nossa técnica. Para quem esta à procura de mais informação, deixo a dica que aprendi imenso com o fantástico livro do KB Saxton, "Barefoot Running Step by Step"  - é o livro o mais inteligente que existe sobre a corrida. Estas duas páginas do mesmo autor são muito interessantes também e resumem bem a ideia da corrida descalça. Convido as pessoas a ler essas os seguintes linke varias vezes para bem assimilar todas essas ideias: aqui e aqui

 

Depois de muita prática os termos técnicos de "supinador", "pronador" corredor de passada "neutro" deixam de fazer sentido?

Efetivamente, a questão da supinação/pronação é um problema que nasceu com as sapatilhas. Pouco a pouco o corredor descalço vai aprender a pôr o pé no chão e a tirar o pé do chão com muita delicadeza, e com alta precisão: sem impacto, sem frição, e sem erros de supinação ou pronação. Apenas uma aterragem subtil seguida de uma decolagem.

 

Na tua opinião, a industria de sapatilhas está “toda errada” ou ainda há marcas a fazerem coisas certas?

O grande campeão Gordon Pirie (Running Fast and Injury Free), explica bem que a sapatilha mais inteligente é a sapatilha mais simples, sem amortecimento, nem drop, nem suporte. Apenas uma proteção entre o pé e o chão para evitar as dificuldades do terreno, tipo vidro, pedras, etc. Para mim o problema maior hoje é o discurso das marcas, da televisão, das lojas. Elas estão sempre a afirmar que a corrida é um desporte com impacto e que necessariamente precisamos de amortecimento e tecnologias para suportar o dito impacto. Temos que mudar de ponto de vista e afirmar o contrário: a corrida com uma técnica correta não provoca nenhum impacto nem nenhuma lesão no corpo. Gordon Pirie correu mais de 340.000 km com sapatilhas ultra minimalistas (Guinness Book of Records do homem com mais quilómetros na sua vida) e nunca teve lesões, porque sempre correu com uma técnica lindíssima. E a melhor ferramenta para chegar a esta técnica correta são os exercícios descalços, para sentir precisamente instantaneamente o que estamos a fazer.

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Ninguém esquece a tua imagem na Meia Maratona de Lisboa, em 2014, que fizeste descalço (e vestido de Tarzan), como tem evoluído a tua corrida desde então?

Corri esta meia maratona apenas um ano depois de ter começado a correr descalço, foi a prova mais rápida da minha vida (1h26m) e deu-me muita felicidade. Mas senti também que isso tudo aconteceu demasiado rapido, e não dei  tempo suficiente ao meu corpo e à minha mente para aceitar e assimilar a sabedoria toda da corrida descalça. Pouco a pouco percebi que tinha que ter menos pressa na realização dos meus objetivos. Já são 18 meses sem nenhuma prova, mas  continuo a treinar de maneira intensa todas a semanas e tenho muitos objetivos na minha mente. :)

 

E que objetivos são esses? 

Depois do verão, gostava de correr a Rota Vicentina, de Porto Covo até Sagres em poucos dias com um amigo meu, descalço quando for possível, e calçado quando for necessário para os meus pézinhos ainda demasiado civilizados.

Vais correr a Meia Maratona pela primeira vez? Isto é para ti!

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De hoje a oito dias, a 20 de março, muita gente irá estrear-se na distância dos 21 quilómetros e alguns metros da Meia Maratona de Lisboa - a da Ponte 25 de abril. Entre os 30 mil participantes esperados para a edição deste ano, segundo a organização, muitos farão os cerca de 6 quilómetros da Mini Maratona e muitos, cada vez mais, irão estrear-se na distância de metade de uma maratona. 

Certamente por esta altura,e  para esses corredores estreantes, os nervos começam a estar à flor da pele. O que comer, o que beber, o que levar vestido, tudo coisas muito importantes. Mas talvez a mais importante seja a forma como psicologicamente abordamos a corrida.

 

Descontos só para vocês!

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Como já aqui noticiamos, a Sara Dias é agora membro da nossa crew, e de futuro irão vê-la com a nossa tshirt vestida. Mas nós não fomos os únicos a ganhar com a entrada da Sara, para comemorarmos isso e dar a conhecer um dos locais onde recorrentemente vamos tratar as nossas mazelas, queremos que usufruam de 20% de desconto sobre o preço (40€) nas consultas da Sara Dias no Centro de Artes Holísticas de Lisboa (CAHL) até ao dia 29 de fevereiro.

 

Para tal só têm de mostrar este post (impresso, no tablet, no smartphone) e fazer um like na página profissional de facebook da Sara. Um like na nossa página de facebook do Correr na Cidade. E ainda do CAHL, claro! E usufruir de uma consulta com o desconto CNC. Válido apenas para 1 consulta.


Só até ao final deste mês de fevereiro. Aproveitem!

MUT - Battle: Lisboa vs Sintra

Por João Gonçalves:
 
 
Dois Meo Urban Trail separados pelo IC19 ... Qual delas a melhor edição?
 
Finalizados as edições de 2015 do Meo Urban Trail e tendo participado nas edições de Lisboa e Sintra, vou dar aqui a minha opinião sobre qual das edições a que gostei mais.
 
Todos concordamos que as edições do MUT não são baratas tendo em conta a distancia e os gifts que os atletas levam para casa na aquisição dos ingressos e neste ultimo confesso, que para mim é um ponto muito negativo nestas provas que contrasta com a originalidade das mesmas... Lá está... Pela falta de originalidade... O que é que quero dizer com isto é o seguinte, tendo pago as duas provas, levei para casa duas tshirts iguais, dois frontais iguais, dois dorsais iguais e acredito que se tivesse feito o circuito completo das cidades tinha ficado com cinco e nem uma recordação final, acho este é um ponto a melhorar em edições futuras.
 

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Organização
 
Em termos de organização, as provas são muito bem organizadas, com muitos voluntários sempre a dar indicações e apoiar ao longo da prova e percursos irrepreensivelmente bem marcados sem margem para duvidas, contudo neste capitulo dou um ponto a favor da edição de Sintra, que por passar em zonas de luminosidade reduzida como a Quinta da Regaleira e Castelos dos Mouro as marcações tenham de ser mais visíveis e foi exactamente o que aconteceu (5 estrelas).
 
 
 
Originalidade dos Percurso
 
Adoro o percurso de Lisboa, aliás uso-o bastantes vezes para treinar quando não me apetece sair de Lisboa e pelas suas subidas e escadinhas tornam-o excelente para um treino curto e intenso, contudo acho que à semelhança de Sintra onde houve o "bombom" de existir uma passagem pela Quinta da Regaleira durante a noite (simplesmente mágico!) a edição de Lisboa pecou pela falta desse "Uauh factor" que faz falta neste tipo de prova e sendo assim acho que neste capitulo não resta duvidas para quem vai o meu ponto.
 
 

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Desafio e beleza
 
O percurso de Lisboa é um percurso extremamente turístico, óptimo para quem queira conhecer os bairros típicos de Lisboa e os seus miradouros, com passagens por locais históricos e boémios da Capital, num percurso como já referi cheio de escadas e subidas íngremes num conceito de city trail bem vincado, contudo é difícil bater a beleza de Sintra, como se costuma de dizer  "Sintra é Sintra", um sitio mágico, ainda por cima numa noite com uma neblina ténue no ar que torna o ambiente ainda mais deslumbrante e em termos de desafio o percurso é mais desafiante com escadarias "brutas" como é caso da subida ao Castelo dos Mouros e descidas rápidas, para além das passagem pela Quinta da Regaleira que deixa sempre qualquer um de boca aberta pela beleza do local.
 
 

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Conclusão
 
Em jeito de conclusão e por serem duas provas bem próximas, basicamente só separadas pelo comprimento do IC19,  se tivesse de escolher apenas uma das duas para participar, escolheria sem sombra de duvidas a edição de Sintra, por tudo, originalidade, beleza, magia e desafio da prova.
 
E vocês, qual é a vossa opinião?

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