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Correr na Cidade

Os Meus Favoritos de 2016

Com o ano quase a terminar, resolvo partilhar convosco Os Meus Favoritos de 2016, sejam eles, provas, equipamento, ou nutrição que usei no decorrer deste ano, no contexto desportivo, e que pela sua qualidade mais prazer me deram usar. Muitos mais itens poderiam estar nesta lista mas limitei a lista a 12, um por cada mês, quase como um calendário da Pirelli mas sem as modelos (não queriam mais nada)... 

 

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Sintra é mágica... Race Report do Sintra Mountain Magic Trail

A serra de Sintra é mágica, mas correr no meio da sua natureza é sermos enfeitiçados a cada instante, a cada passada.

 

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No Domingo passado realizou-se o Sintra Mountain Magic Trail (SMMT) e deste a altura da sua promoção nos levantou uma enorme curiosidade, pois não só era já aqui ao lado num dos nossos sítios favoritos para correr e para além do mais, prometia a passagem que normalmente estão vedados, como flashback deixo aqui o preview da prova feito pelo Luis Moura.

 

A organização deste o início sempre primou por dar uma imagem muito cuidada do evento recorrendo a uma boa comunicação web quer por meio da página oficial do evento, quer por meio da utilização das redes sociais como veículo de comunicação, prestando todas as informações necessárias aos participantes atempadamente - contudo no melhor pano cai a nódoa, mas já lá vamos.

 

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Sempre deste o início sempre ouvi que o valor deste SMMT era um pouco exagerado, sim existem provas mais baratas é verdade, mas nem todas elas percorrem o Patrónimo Mundial da UNESCO e tendo em conta tudo que está envolvido, cortes de estrada, custo pegada ecológica, abastecimentos, passagem por locais normalmente vedados à livre travessia, o valor acabo por se aproximar de um valor mais justo, algo elevado, mas não tão elevado assim.

 

A recolha do dorsal e do kit do atleta, ocorreu sem problema, contudo ouvi algumas criticas relativamente à localização escolhida para o secretariado que estava localizado no Hotel Tivoli, ali mesmo no centro de Sintra e perto da partida e devido a esta localização o estacionamento para depois ir levantar o kit era difícil... Hum!!! Vamos lá!! Estamos em Sintra, demoramos muito a estacionar? Rentabiliza-se o tempo e vai-se também comer um travesseiro (ou dois, ou três!!). O kit do atleta era composto pelo dorsal, chip, uma folha de Guia do Participante (gostei!!) e uma tshirt técnica alusiva ao evento e a promessa que caso se cruzasse a linha de meta dois prémios de finishers diferentes uma headband e uma cinto bolsa/porta dorsal.

 

O dia da prova começou cedo, logo na chegada se cruzo-me com caras conhecidas, o que não era de esperar numa prova na região, o Marcelo com o qual fiz o primeiros segmentos, o vassoura João Campos a preparar material para varrer a cauda do plutão entre outros.

Na linha de partida da distância maior, não éramos muitos, contudo e a julgar pela afluência de pessoas das outras distâncias, comprovam os números avançados pela organização de cerca de 4000 inscritos para este evento - é obra!

 

Partida, largada, corrida... A prova prometia passar pelos locais mais emblemáticos de Sintra em termos de percurso, que diga-se e aqui dou os meus parabéns à organização pois este estava estupidamente bem marcado - digo estupidamente pois até acho que em alguns pontos havia fitas a mais :-) - o inicio era feito no Centro de Sintra, com umas voltas iniciais no pelas ruas da vila, seguida da passagem pelo interior da Quinta da Regaleira, rumo aos Jardins do Palácio da Pena, passado pelo renovado Chalé da Condessa (lindo e a visitar!) a partir daqui era altura de descer até Monserrate, passando pelos seus jardins e iniciar a subida até aos Capuchos onde se encontrava o primeiro abastecimento.

 

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Os abastecimento na minha opinião tinham tudo o que necessário e em abundância, sal, tomate, frutos secos, cola (de marca), água, fruta e bolos, etc... Talvez o uso de algo mais reconfortante num dos abastecimentos no meio não fosse mal pensado, mas mesmo assim acho que tinha o suficiente.

 

Dos Capuchos, foi subida até ao Monge seguida e descida até ao Cabo da Roca com passagem pela Anta de Adrenunes que oferece uma vista brutal, antes de chegar à Roca, ainda uma passagem pelas arribas da praia da Ursa.

 

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Daqui foi a subida até à Peninha, via Viúvas para novo abastecimento e aqui começaram os problemas!!! Olhando para o gráfico disponibilizado a seguir ao abastecimento da Peninha que até nem estava situado no ponto mais alto, existia uma ligeira subida seguida de uma descida, contudo logo a seguir ao abastecimento, rumamos novamente ao oceano (algo aqui não está bem!!!) sempre a descer até à praia da Biscaia, onde fizemos uma secção junto ao mar pelas arribas técnica e perigosas da costa - na minha opinião esta secção era escusada, já anteriormente tínhamos feito várias zonas de costa junto ao Cabo da Roca e estando em Sintra, serra de trilhos mágicos cheia de vegetação luxuriante, foi uma facada nas costas da Serra pois acho que se podia ter aproveitado melhor e não aproveitar o seu potencial mais belo ao invés de fazer arribas sem graça nenhum - seguida de uma nova subida à Peninha e dai foi rumas à Barragem da Mula, passando pelo Arneiro e Pedra Amarela...

 

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O problema foram dos abastecimentos, ou melhor a falta deles aos quilómetros corretos, como já referia partir da Penina o gráfico estava super mal marcado, quando era suposto descer estávamos a subir o inverso, os abastecimentos não estavam nos quilómetros certos, obrigando os atletas a fazer uma seção, quase sem sombra, de 17 quilómetros, não é que me importe de fazer esta distancia sem abastecimentos, o problema é quando não estou a contar faze-la e não fui o único, resultado andei vários quilómetros sem água, aliada a uma má escolha de calçado na minha responsabilidade, reduzi bastante o ritmo.

 

Mas continuo a não entender a dificuldade das organizações em não apresentarem gráficos coerentes com os quilómetros e os abastecimentos fora do local, com a tecnologia de hoje é algo que me custa a entender, pois estamos falar da segurança das pessoas.  

 

Chegado à Mula, quem vinha com cara de Mula era eu, devido ao desanimo que esta situação de causou, reabasteci-me bem e rumei à ultima grande subia rumo de volta aos Jardins do Palácio da Pena e ao ponto mais alto da serra de Sintra a Cruz Alta, daqui até à meta foi sempre a descer pelo Castelo dos Mouros e Vila Sasseti.

 

Chegado à meta a agitação era grande, muitos turistas que passeavam por Sintra encontravam-se ali para dar apoio o que foi muito engraçado, assim que cheguei também comuniquei a minha insatisfação face aos abastimentos que prontamente tendo por em marcha um plano para colmatar a situação para os restantes atletas em prova, não sei se conseguiram ou não mas sei que tentaram.

 

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Em suma e sendo a primeira edição, acho que esta prova tem pernas para andar com edições futuras, corrigindo apenas algumas falhas, sendo a mais grave a da informação do mapeamento da prova e uma mais pessoal, a segunda ida junto à costa não traz nada de novo e perde um pouco até da Magia que o nome do evento transmite. 

 

De resto parabéns à Urban Events e a toda a sua equipa.

 

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 Resultado de uma má escolha de calçado :-)

"Toda a gente tem medo dos Abutres!"

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 (foto retirada do site da prova)

 

Tem hoje lugar, em Miranda do Corvo (perto de Coimbra) a Edição de 2016 dos Trilhos dos Abutres, umas das provas mais "temidas"  e mais emblemáticas em território nacional. Reconhecida pela sua dureza, pelos trilhos técnicos e pela abudância de água e lama (a que muitos corredores chamam carinhosamente de "Nutella"), é uma das provas que todos os corredores têm curiosidade. Mesmo aqueles que acham os "Abutres" são mais uma prova de sobrevivência e dureza do que uma prova de corrida. Críticas à parte, ninguém fica indiferente a isto. Aliás, foi o mote de um artigo sobre trail running que escrevi para a Notícias Magazine, faz agora precisamente um ano (podem ler ou voltar a reler e opinar sobre o mesmo).

 

Pessoalmente, nunca a fiz. E apesar de não se enquadrar no tipo de provas que gosto de fazer, sei que mais ano menos ano vou lá parar (apesar de olhar para o gráfico e sentir uns calafrios). Seja para a prova mais curta (25K) ou para os 50K. Gosto muito da Serra da Lousã, se bem que a quantidade de água e trilhos técnicos fazem-me engolir em seco. Mas, quase como está estipulado na "cena" do trail running nacional: trailer que não faz Abutres, não é trailer. Passe o exagero. 

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Uma das coisas boas desta prova é que, segundo tenho tomado nota, de ano para ano a organização está mais profissional e é, sem dúvida, uma das mais bem organizadas em Portugal. Este ano decidiram transmitir em direto a prova, via Internet, via You Tube. A partir das 7 da manhã deste sábado podem ligar-se. Isto, é de facto, com diz a organização, elevar as provas de trail running a outro nível. 

 

Para nós, CNC, vai ser interessante seguir a prova, ver os nossos amigos dos trilhos e claro, seguir as passadas rápidas dos quatro elementos da crew que irão estar presentes: a Bo Irik, a Sara Dias, o João Gonçalves e o Tiago Portugal. Todos estreantes, excepto o Tiago que participa pela 3ª vez consecutiva. Perguntei-lhe quais as expetativas para a prova de hoje.

 

Bo Irik: "Lembro-me bem de um treino em Fevereiro de 2014 com o Pedro Tomás Luis. Ele tinha acabado de chegar dos 50km da prova dos Abutres. Para já, o mundo das ultra-maratonas ainda era desconhecido para mim, e achei incrível uma pessoa percorrer 50 e tal km na serra, sem parar. Estava fascinada! As descrições sobre a beleza e agressividade da Serra da Lousã impressionaram-me. Desconhecia esta forma de superação física e mental tão íntima com a natureza. Foi então que ganhei um enorme respeito e curiosidade pelos trilhos dos Abutres. No ano seguinte ainda não me atrevi a inscrever-me. Assustava-me a ideia da prova ser em janeiro quando as condições climatéricas na Serra poderiam (e foram) ser muito severas. Foi em outubro do ano passado, quando fui a Miranda do Corvo participar nos 25km do AX Trail, que decidi inscrever-me nos Abutres. Estava apaixonada pela Serra e confirmou-se que gosto muito de trilhos difíceis e técnicos.É então este ano que irei participar nos Abutres, na prova dos 25 (ou 27) km. Em termos de expectativas, só tenho uma: desfrutar da viagem. Não quero preocupar-me com o tempo ou com TOP 10’s. Quero sentir e viver a Serra". 

 

João Gonçalves: “Toda a gente tem medo dos Abutres” – é esta a frase que todas as pessoas que andam neste mundo do trail como eu, já ouviu… E como toda as pessoas, eu também tenho medo dos Abutres! Não sei qual a razão dos outros. Eu tenho as minhas, tenho medo por ser a primeira vez que vou fazer esta prova, tenho medo pela exigência da mesma e sim tenho medo por aquilo que se lê e ouve sobre esta prova e a dureza e dificuldade da mesma. Tudo isto são fantasmas. Fantasmas que os vou levar comigo até ao tiro de partida e que os transformarei em apenas em respeito pela prova ao iniciar os 50km desta aventura. Com o objetivo de prova de chegar “Bem” ao fim, sendo que “Bem”, é primeiro que tudo, chegar e depois, chegar de sorriso na cara e sem problemas físicos a lamentar. Até lá vou-me concentrando em questões como: O que vou levar calçado? Levo bastões ou não levo? Como estarão as condições meteorológicas? E a procura da resposta a estas questões leva-me afastar os pensamentos e receios, aqueles que levam as pessoas a dizer - “Toda a gente tem medo dos Abutres”.

 

ASara Dias, que irá fazer a primeira prova como membro do Correr na Cidade, disse que "o Trail dos Abutres é aquela prova mítica que todos querem fazer, apesar de todos de uma maneira ou outra saberem que é caracterizada pela dureza da mesma. Inicialmente inscrevi-me e quis o destino que não fosse selecionada, por um lado fiquei desiludida mas tenho de confessar que respirei de alivio, não sabia se estaria preparada para aqueles 25K de aventura. Alguns elementos da Crew foram selecionados, estava combinado que iria com eles para apoiar. A duas semana da prova, encontro quem me vende um dorsal para a prova, sem pensar muito, compro. Afinal de contas, esperar por quem está a fazer uma prova desta envergadura também não é nada fácil, pelo menos para o meu sistema nervoso.Para mim o nervoso miudinho começa logo na preparação logística para a prova, que sem conseguir controlar aumenta até ao tiro de partida.

 

Não posso negar, vou para Miranda do Corvo com algum receio, para mim é totalmente desconhecido baseio-me apenas naquilo que vou ouvindo daqueles que já lá vão por diversas vezes. O certo é que na preparação penso no frio que posso passar, na lama, no material que não me posso esquecer e levar a mais não faz mal nenhum. Quero desfrutar desta prova e divertir-me, anseio pela chegada á meta sem lesões e orgulhosa pelo meu feito, apta para receber com um grande sorriso e abraço os que cumprem os 50K".

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 Aqui o Tiago Portugal com o Pedro Tomás Luiz e o Stefan Pequito depois de terminarem a prova em 2014


E por fim, mas não menos importante, o Tiago, que irá fazer a prova pela 3ª vez consecutiva. Indica que: "Foi em 2014 a minha 1.ª Ultra, fui com o Stefan Pequito e Pedro Tomás Luis, custou-me muito. O meu primeiro "abre olhos" para o que eram as Ultras e a dureza disto. Conheci amigos que ficaram e com os quais irei participar pela 3ª vez na prova. O ano passado não me correu bem e lesionei-me cerca do km 25. Não acabando a prova. Este ano, vou sem grandes expectativas, apenas superar-me e saber se ainda sou capaz, depois de nos últimos meses ter tido dificuldades e constrangimentos nas provas em que entrei.

 
Quero acabar, sem lesões, saber que ainda sou capaz e dar o meu melhor, gritar de alegria e raiva no final. Gosto, mas uma prova desta natureza custa acabar, e em determinadas alturas custa mesmo muito. As forças acabam e só nos resta confiar em nós e seguir em frente, um passo de cada vez. Estou se calhar mais nervoso hoje do que da 1ª vez, isto porque já sei ao que vou e não será fácil. Custa mais sabendo as dificuldades que poderei encontar".
 
A estes 4 corredores e a todos os outros que o dia de hoje seja de glória e que se divirtam muito a fazer os kms dos Abutres.

Dicas para presentes de Natal para quem corre nos trilhos - para eles!

Por João Gonçalves:

 

Ouvimos dizer que o Pai Natal este ano não vem de trenó, vem de sapatinhas de trail nos pés, mochila de hidratação às costas e mesmo o habitual gorro vermelho de bola branca e felpuda foi a trocado por um buff daqueles mais quentes....Hummm.... Se calhar não!!!

Mas isso não quer dizer que tu não andes bem equipado, aqui ficam algumas sugestões para a tua lista de prendas deste Natal, muitas delas testadas pessoalmente por mim e que fazem parte do meu equipamento favorito, outras,  por outro lado fazem parte também da minha wishlist.

 

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1. Óculos Hawkers - PVP 20€ - Este estilo de óculos, mais casual e divertidos são bastante usados por trail runners nos Estados Unidos, por cá também já começam a ver com mais regularidade nos trilhos - e nós na Crew fomos fãs, lentes azuis, laranja, espelhados ou não, são leves resistentes e não muito caros, para além de cumprirem muito bem a sua função de ajudar a uma melhor visão do terreno, em dias mais luminosos e protegerem os olhos na passagem por ramos e arbustos mais altos... e sim mandam um grande cenário. Aqui.

2. Fita Cabeça - Buff - PVP 13,50€ - Não há muito a escrever sobre buffs, não há ninguém no mundo do trail que não tenha pelo menos um, geralmente são mais vistos em formato tubular, mas existem em muitos outros formatos, desta forma aconselhamos este, em formato de fita larga, mais leve e menos quente. Aqui.

3. Headphones - Yurbuds Inspire 100 - PVP 15€ - Se és daqueles que não prescinde de andar com a tua playlist favorita atrás e de cantarolar pelos trilhos, tens de mesmo de usar uns destes. Os Yurbuds tem um sistema de "tranca" no ouvido que por muito que saltes, pules, corras, eles nunca vão sair dos ouvidos, para além de terem um excelente som, não inibem o som ambiente para que não percas a precessão do que te rodeia. Aqui.

4. Jersey  Waa Ultra Carrier Shirt - PVP 80€ -  Sim sei que vão dizer que o preço deste jersey é exagerado, em parte concordo, mas não é simples jersey, é praticamente uma mochila integrada numa tshirt, dois bolsos à frente e três a parte traseira, consegues transportar a tua nutrição, telemóvel, manta de sobrevivência sem nenhum problema e mesmo colocar um bidon de hidratação nos bolsos travesseiros sem que isso incomode a corrida - sim, acreditem que já experimentamos com o bidon de 0,5l e funciona - segundo a marca este jersey substitui uma mochila de hidratação para provas até 5 horas - talvez para um corredor de topo sim, mas acreditem que mesmo para um amador, não deve andar muito longe. Os materiais usados são da melhor qualidade, muito leve e transpirável e tem um fecho a toda a sua altura ideal para aqueles dias em que estamos a sufocar. Sim não é barata, mas vá lá... é Natal. Aqui.

5. Calções Berg D+ Short - PVP 35€ em Outlet - Não há muito a dizer, o Carlos Sá usa estes calções, são excelentes para provas e treinos mais duros, muito confortáveis, muito resistentes e ainda possuem um bolso de fecho da parte traseira ideal para levar chaves ou alguma nutrição mais pequena. São calções do tipo 2 em 1, pois possuem uma compressão leve e confortável no seu interior que minimiza os impactos da corrida nos músculos superiores das pernas. Pessoalmente são os meus calções favoritos. Aqui.

6. Meias Injinji TRAIL 2.0 Midweight Mini-Crew - PVP 17,50€ - Ainda não são muito usuais nos pés dos trails runners Portugueses, mas começam finalmente a ganhar seu espaço entre nós. Adeus bolhas, são umas luvas nos dedos dos pés que impedem a fricção entre os dedos. Top. Aqui.

7. Salomon Park Hidro Handset - PVP 35€ - Estás farto daquele cinto de hidratação que teima em saltar à volta da cintura, esses dias acabaram, leva confortavelmente um flask de 0,5l agarrado à tua mão, sem que este de impeça de agarrares vegetação, ramos que te apareçam no caminho ou outros objectos com a mesma mão devido à flexibilidade deste tipo de bidon e ainda transportar chaves ou um gel num pequeno bolso. Perfeito para provas pequenas ou treinos. Aqui.

8. Relógio Gps a-rival Spoq - PVP 99€ - Acho que neste ponto é consensual entre todos, um relógio GPS que cumpre o que pedido a um preço imbatível e já com banda cardíaca. Aqui.

9. Frontal Black Diamond SPOT - PVP 39€ - Quem nunca experimentou correr no meio da floresta à noite está a perder uma experiência incrível, todo o cenário muda, sons, cheiros e sombras, mas é necessário ver bem onde colocamos os pés e para isso é necessário levar uma boa iluminação, por isso aconselhamos o SPOT, um frontal de 130 Lumens, embora não seja dos mais forte e melhores do mercado tem um PVP bastante interessante para a iluminação de produz. Aqui.

 

10. Sapatilhas Brooks Cascadia 11 - PVP 120€ - Ui que marca é esta? Sim a Brooks ainda não é muito vista por cá, mas acreditamos que pela sua qualidade vai chegar para ficar - actualmente só a encontram no El Corte Ingês - as Cascadia é o modelo de trail por excelência da Brooks e são muitos usadas pelos melhores corredores de trail a nível mundial, actualmente na sua versão 11 - acabadas de ser lançadas - desta forma são umas sapatilhas já bastante maduras em termos de evolução e dispõem das melhores tecnologias do mercado. Caso queiram um modelo mais em conta ou um modelo para treino ou iniciação aconselhamos os Kalenji Kiprun Trail XT5, umas excelentes sapatilhas a um preço convidativo. Aqui.

 

11. Impermeável Salomon Bonati WP - PVP 130€ - É tão bom correr à chuva, mas ninguém gosta de ficar encharcado, existe uma grande diferença entre corta ventos e impermeáveis, basta ter atenção apenas ao nome dos dois e mesmo dentro dos impermeáveis a diferença também é grande, daí ser um dos artigos mais caros de um corredor, mas com este Bonati é garantido que ficas seco, tanto pela chuva que não entra, tanto pela respirabilidade do mesmo que impede que a transpiração se acumule no seu interior, leve, respirável, totalmente impermeável, fechos vulcanizados e com um bolso que permite transportar objectos, mesmo electrónicos com grande segurança. Aqui.

 

12. Perneiras Lurbel Ultra - PVP 25€ - Não à muito a dizer sobre a utilização de perneiras, pessoalmente uso-as no pós-prova ou pós-treino para recuperação. Confesso que adoro o textil da Lurbel, muito confortável devido à qualidade dos materiais usados por esta casa, estas Ultra exercem uma compressão uniforme exercendo um bom suporte ao muscular. Aqui.

Review: Puma Ignite XT - para crosstraining

IMG_20150926_113149.jpgPor Filipe Gil e João Gonçalves:

 

É algo que não fazemos regularmente, mas que achamos cada vez mais necessário: rever sapatilhas e equipamentos que não sendo de corrida devem fazer parte da preparação de quem corre. Desta feita foram as sapatilhas da Puma Ignite XT próprias para training ou cross training - algo que fazemos como complemento à corrida. O Filipe e o João experimentaram este novo modelo, que usa a tecnologia Ignite, e dizem de sua justiça nesta review 2 em 1. 

 

Intro

Filipe: Sem serem sapatillhas de corrida ou lifestyle, do qual sou um grande fã, nunca tinha experimentado outro tipo de calçado desportivo - aqui botas de futebol não contam, ok?. Assim, pela primeira vez tiver que me concentrar no que estava a usar em função não da corrida mas de exercícios de cross training. E a experiência é totalmente diferente. Claro que tentei correr com elas em passadeira, e os 20 minutos reveleram-se pouco tempo para uma análise correta. Assim, e não sendo um grande adepto de ginásio, foquei-me nas promessas da Puma para o training e daí parte a minha avaliação seguinte.

 

João: Primeiro de tudo, as Ignite XT não são sapatilhas de corrida, isto não quer dizer que, não os possas levar para fazer uma corrida curta junto ao rio, mas sinceramente não é neste campo que as XT supre saem, embora bebam da mesma tecnologia que os "irmãos" Puma Ignite que lhes dão conforto e retorno de energia, é em treinos de cross-training que as XT se destacam e mostram as suas valênciasClaro que levei os Ignite XP para os sentir em corrida e confesso que não foi a melhor das experiências, apresentam-se um pouco desconfortáveis em corrida continua embora sejam óptimos em mudanças de direcção rápidas mantendo o apoio do pé bem centrado graças à sua linha de transição que percorre o sola praticamente a todo o seu comprimento.

 

 

Design/Construção

Filipe Gil: O design é quase irrepreensível. O quase é aqui incluído porque o modelo feminino é notoriamente mais bonito que o masculino. Pessoalmente, não sou muito favorável ao degradé na risca característica da marca Puma. Prefiro quando ela é solida e de uma cor e se destaca. De um lado a risca é amarela e termina em degradé, e do outro lado, o interno, é preto. Preferia duas listas de cores sólidas e iguais. Mas por isso é que sou jornalista e não designer. Resumindo, e tirando estes pensamentos em voz alta, os ténis são muito bonitos, e dos que se destacam mais entre aqueles que pisam o chão do ginásio ou da box.

 

João Gonçalves: Confesso que sou fã do design da Puma contudo, há qualquer coisa nestes Ignite XT pela quais não morro de amores, o uso do "degrade" da faixa típica da Puma no esquema de cores azul e lima na minha opinião podia ter sido mais bem conseguida, embora este modelo masculino seja também comercializado em outros esquemas de cores... Adoro o preto/cinza! Outro pormenor que não acho que lhe conferem muita utilidade e atrapalham o acto de calcar as sapatilhas é a língua que é totalmente pressa a uma das laterais, contudo a construção e os materiais utilizados são de excelente qualidade que mostra um grande compromisso da marca em disponibilizar um produto que valha o valor indicado na etiqueta.

 

Estabilidade e Aderência 

Filipe Gil: Aqui é um ponto que achei muito importante. Antes de experimentar estas sapatilhas especialmente dedicadas ao cross training ia para o ginásio com sapatilhas de corrida. Acontece que, em pranchas, flexões de braços, a maioria das sapatilhas de corrida escorrega, sobretudo na ponta. Torna-se duplamente constrangedor o nosso esforço para aguentar uma prancha em dois minutos e a tentarmos estabilizar e não escorregar pelo chão. Já fiz figuras que tento, em vão, mandar para um zona negra da memória...Mas com as Ignite XT o problema ficou resolvido, agarram ao chão do ginásio e dão a aderência que necessitamos quando andamos ali em posições mais vulneráveis.


João Gonçalves: Como já indiquei acima os materiais usados neste XT são de excelente qualidade e a sola não é excepção, feita com um composto sólido que garante extrema aderência e tracção garantindo um contacto ao solo firme e completo, excelente para levantamento de pesos. A região traseira da sapatilha mais propriamente nas laterais e calcanhar possui um reforço de materiais e construção que minimiza a torção do pé mesmo quando expomos a sapatilha a movimentos rápidos e mudanças de direcção bruscas garantindo um encaixe perfeito e uma maior confiança para quem as calça

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Amortecimento e Conforto

Filipe Gil: É um dos pontos fortes deste modelo já que foi feito para suportar o esforço de quem salta, pula e dança nos treinos. E ainda para aqueles que têm a coragem de levantar pesos. Os XT foram feitos para isso mesmo e por isso usam a tecnologia Ignite. A sola que é feita de um material que absorve e responde ao movimento, como explicamos quando fizemos a review dos Ignite para corrida. Achei o conforto e o amortecimento o grande plus deste modelo.

João Gonçalves: Nesta secção não à muito a dizer, como já referi estas XT trazem consigo a tecnologia Ignite da Puma que lhe conferem um amortecimento muito confortável no ataque ao solo e um retorno de energia que não desilude em nada, logicamente sento estas uma sapatilhas de mais vocacionadas para cross-training este retorno não é tão notório quando se corre mas sim quando de salta ou pula, por exemplo ao executar exercícios como box-jumps ou saltos à corda garantido um excelente conforto.

 

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Preço: 
O PVP destas PUMA Ignite XT ronda os 90€ - 100€ contudo existem lojas on-line a comercializarem as sapatilhas com uma boa percentagem de desconto, é um valor algo elevado para umas sapatilhas de ginásio ou cross-training, contudo e tendo em conta a qualidade dos materiais e construção e se levarmos um pouco mais sério esta actividade, o preço final acaba por compensar tendo em conta o produto.
 
 
Avaliação Final por Filipe Gil

Design e Construção 18/20
Estabilidade e Aderência 18/20
Amortecimento e Conforto 18/20
Preço 18/20

Total: 18/20
 
São excelentes sapatilhas de ginásio. Sobretudo pelo conforto e aderência ao tipo de piso, sobretudo quando estamos em algumas posições menos "simpáticas". E fazem-no em grande estilo, destacando-se dos demais no ginásio, mas sem perder a "sobriedade" germânica da Puma. Escrevo, contudo, que o melhor destas sapatilhas são o amortecimento e o conforto que sentimos nos pés quando o resto do corpo é exigido que saí, precisamente, da zona de conforto. Ainda não experimentei outro tipo de sapatilhas de traning - espero fazê-lo. Mas tenho a sensação que vai ser difícil bater a experiência dos Ignite XT.
 
Avaliação Final por João Gonçalves
 
Design e Construção 17/20
Estabilidade e Aderência 19/20
Amortecimento e Conforto 19/20
Preço 16/20
 
Total 18/20
 
Em resumo, dou os meus parabéns à PUMA por estas sapatilhas, muito bem conseguidas, a marca conseguiu fazer a transferência da tecnologia IGNITE, para umas sapatilhas de um outro segmento que não o de running da melhor maneira, sim, com estas sapatilhas não vais conseguir fazer uma meia maratona, mas certamente consegues fazer uma corrida curta de aquecimento e a seguir mudar o chip para "beast mode" e atacar a sala de ginásio ou a tua box de crossfit com a confiança que trazes nos pés umas sapatilhas que não te vão desiludir em nenhum dos aspectos e em claro em grande estilo.
 
 

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Treino da Corrida do Tejo

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Ontem estivemos no 3º treino da Corrida do Tejo. Teve lugar no Estádio Nacional, tendo sido guiado pela equipa do GFD e deu-nos a possibilidade de experimentarmos sapatilhas de estrada da New Balance, marca que apoia esta prova pela 1ª vez. Deixamos aqui algumas fotos de ontem, sendo que podem ver mais no nosso facebook, ou no facebook oficial da Corrida do Tejo. E relembramos que a Corrida do Tejo organiza novo treino, o último no próximo dia 11 de setembro, sexta-feira. 

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p.s.- Já concorreste ao passatempo para ganhares dois dorsais duplos para a Corrida do Tejo? Tens até às 23h59m de hoje para participar. Sabe tudo, aqui.

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