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Correr na Cidade

O que deve saber para o seu primeiro Triatlo (2ª parte)

 

E publicamos hoje a 2ª parte do artigo sobre "O que deve saber para o seu primeiro Triatlo". Depois de termos publicado as cinco primeiras regras ontem (ler aqui), deixamos ao leitor dicas importantíssimas que devem ser tidas em conta. Os conselhos são da autoria do tri-atleta Pedro Ribeiro Gomes*:

 

Treine mais o que não gosta. A maioria dos triatletas é bom num dos desportos. Dois, no máximo. Para si que vem das corridas, esse será, provavelmente, o seu forte. Contudo, sendo o Triatlo um desporto combinado terá de se concentrar nos desportos onde é menos forte para que o resultado final seja melhor. Em especial se o seu desporto forte é a corrida deve treinar mais a bicicleta para que não chegue ao segmento final de corrida com as pernas feitas num oito antes ainda de começar a correr! A natação será, sem dúvida, o maior handicap do Triatlo, isto porque andar de bicicleta e correr são relativamente “fáceis”. Procure um ginásio ou uma piscina pública e invista algum tempo a trabalhar a sua técnica na água. Certifique-se que está a uma curta distância  de uma piscina, que o seu acesso é fácil e que o seu custo cabe no seu orçamento antes de decidir dedicar-se ao Triatlo.

 

Não tenha medo de nadar em águas abertas. Para que a natação é o pior segmento, como costuma ser o caso da maior parte dos atletas de corrida, nadar em águas abertas pode ser assustador. Claro que nadar numa piscina coberta, com uma linha no fundo para orientação, é muito mais tranquilizante. O segmento de natação de um Triatlo realiza-se, regra geral, numa barragem, oceano ou rio, onde não só não se vê o fundo como estará rodeado de gente às cotoveladas. Aceite o facto que vai haver contacto entre atletas e mantenha a calma. Nadar em águas abertas é muito mais tranquilo, divertido e fácil do que pode parecer, prometo.

 

Minize a incerteza. A parte mais difícil de fazer o seu primeiro Triatlo é, bem, nunca o ter feito antes! Não interessa o quanto treinou ou quão preparado está para enfrentar o desafio, o mais provável é que a incerteza sobre o desenrolar da prova o deixe ansioso antes da prova. Garanto-lhe que esses medos e dúvidas desaparecem no momento em que ouve o tiro de partida e que com a experiência será cada vez menor. Treinar em condições semelhantes às que vai encontrar em prova vai dar-lhe algum conforto e tranquilidade, estude a área de transição e treine nos percursos da prova no dia anterior.

 

Provas longas de Triatlo são menos mentalmente exigentes que uma Maratona. É estranho, eu sei. Contudo, garanto-lhe que, excepto a distância Ironman, a grande maioria das provas longas de Triatlo, são menos mentalmente exigentes que uma Maratona. Isto deve-se ao facto de na trasição existir uma “pausa mental” e também uma alteração de grupos musculares activos pela mudança de desporto. Mais, uma Maratona deixá-lo-á muito mais dorido que um Half-Ironman. E porquê? Ora porque é a diferença entre correr 3-4 horas com o mesmo grupo muscular e apoiando todo o seu peso nas pernas ou estar 4-5-6 horas em prova usando músculos diferentes, em diferentes posições e concentrado em diferentes pormenores.

 

Alimente-se! Ao contrário da corrida, é muito pouco provável que conclua uma prova de Triatlo de forma satisfatória sem ingerir qualquer tipo de calorias. Deverá ter-se em consideração que o corpo apenas consegue armazenar cerca 50-60 minutos de “energia” antes de entrar em défice. E mesmo nestes curtos periodos de tempo, perde água e minerais pelo suor. Uma vez que dificilmente terminará o seu primeiro Triatlo sprint em menos de 60 minutos é importante que forneça energia (e líquidos) para suplementar o seu esforço. Com a experiência e o aumentar da distância é exponencialmente mais importante cuidar e testar a sua alimentação em prova.

 

Espero que estas informações ajudem todos os que pretendem iniciar-se no Triatlo. Há muitos mais aspectos a explorar neste desporto mas estes são os pontos básicos que deverão ser tidos em atenção. 

 

*Sobre o autor:

É um triatleta profissional Português focado em competições internacionais de Triatlo Longo na distância Ironman. Fez parte do projecto Olímpico da Federação de Triatlo de Portugal para Londres 2012, tendo-se focado para a distância “rainha” do Triatlo em 2010. Desde então, venceu várias provas internacionais de longa distância e tornou-se no primeiro Português – e único, até hoje - a vencer uma prova oficial do circuito IRONMAN® (IRONMAN® Kalmar/Sweden 2013). Tem como melhor marca pessoal num IRONMAN®, 08 horas e 08 minutos.

Twitter: @krepster | Website: www.pedro-gomes.com | Facebook: /PedroGomesTriathlon

 

 

 

Crónicas de uma lesão: vamos lá a isso!!!

Por Filipe Gil:E tal como indiquei na quinta-feira aqui no blogue, esta sexta à tarde fui ter mais uma consulta com a Dr.ª Sara Dias no espaço Saúde de Corpo e Alma, em Oeiras.Analisadas as dores que surgiram ontem à tarde, percebeu-se que a maioria dos pontos de dor intensa desapareceram e não regressaram com o treino de 6K do dia 25 de dezembro. E percebeu-se que existe um ponto perto do calcanhar que é o mais forte de todos e que provoca a maior dor de todas, influenciando a maior parte do pé.A Dr.ª Sara analisou ainda a zona do tornozelo, pois poderá ser algo que derive dali. Depois de uma sessão de massagem, acunpuntura (dói muito naquela zona do pé) e aplicação de Moxa, numa técnica chamada de OKYU,  senti-me muito melhor, praticamente apenas com as dores da massagem. Esta é a prova que estamos no caminho certo, certamente ainda serão necessárias mais sessões, mas penso que o pior já passou. No momento em que escrevo este texto estou sem dores, e ainda dei umas voltas num centro comercial depois da sessão.20131227-224659.jpgE a São Silvestre de Lisboa deste sábado?Se não tiver mais dores vou arriscar e vou correr. Depois logo se vê como o pé reage. Vou fazer a prova lentamente- até porque a forma física é péssima, e "fazer figas" para que nada piore. Se a dor for a mesma, não será mau, se a dor não aumentar será excelente. Se a dor aumentar, cá estamos para continuar a “trabalhar” esta lesão parva.De qualquer forma já sei como tentar atenuar a dor, uma vez que vou estar uma semana fora de Lisboa e sem possibilidade de recorrer ao tratamento: uma bola de golfe para massajar nos pontos mais doridos (dói, mas vale a pena), um saco para aquecer e colocar no local da eventual dor, e continuar a tomar os medicamentos homeopáticos.Como extra, e para tentar  corrigir a minha passada comprei umas palmilhas IronMan Total Support para pronadores (não para pronadores suaves, mas mesmo para pronadores) que irei colocar nos Adistar Boost e tentar corrigir a minha passada (a que se junta o pé chato e má postura a correr).20131227-224648.jpgCorrendo ou apenas marcando presença, lá estarei na São Silvestre com a tshirt azul do Correr Na Cidade (faltam dorsais na foto, como por exemplo do Tiago Portugal, mas não o tinha para a foto)!. Vemo-nos por lá? 

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