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Correr na Cidade

Vlog: Tiago Lousa e o KM-7

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Foi em 2015, a última vez que falamos aqui no blog sobre o Tiago Lousa. Naquele momento ele estava de partida para mais um campeonato Spartan Race onde, soubemos mais tarde, conseguiu um 1º Lugar. De louvar. As Spartan Race são corridas de obstáculos com algum nível de complexidade táctica que levam um comum corredor de estrada a pensar duas vezes antes de começar.

 

Para os menos atentos, eis o que o Tiago andou a fazer nos últimos 2 anos: ficou 6º lugar no Europeu da Spartan (primeiro não profissional), foi campeão nacional de trail por equipas tendo ganho as duas provas do campeonato em que participou. Para além do seu cargo como Comissário na Unidade Especial de Polícia, prosseguiu os estudos em desporto e fundou a box CrossFit Alpha Den, onde acumula o cargo de treinador de CrossFit, OCR (Obstacle Course Race) e MetCon (Metabolic Conditioning) - estas duas últimas modalidades têm aulas com lista de espera, semana após semana.

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Mas não se fica por aqui, e essa é a principal razão pela qual escrevemos este artigo. Ao pensar numa forma de conseguir apoiar todos os atletas de diferentes modalidades que o procuram para receber inspiração ou dicas rápidas do dia-a-dia, o Tiago lembrou-se de juntar o útil ao agradável e criar um vlog chamado KM-7 onde partilha o seu saber, enquanto corre, começando cada vídeo, precisamente, no Km 7 da corrida. O tempo não espera, e quem o conhece, sabe que tempo é coisa que o Tiago não gosta de perder.

 

Quanto às Spartan Race, desde 2015 o Tiago tem participado em algumas pela Europa, ao lado dos seus atletas, por diversão, treino e reconhecimento, mas é este ano que volta a correr uma Spartan Race, desta vez em Andorra, para lutar entre a elite da Europa. Aguardamos por boas novidades.

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Fiquem atentos e subscrevam o seu vlog KM-7 para receberem dicas úteis a qualquer tipo de atleta.

Vale mesmo a pena.

Ode a quem tem uma vida ocupada e corre

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Por Bo Irik:

 

Às mães e pais que trabalham a tempo inteiro, aos jovens que têm que lutar e dar tudo para garantir uma carreira de sucesso no futuro, a toda a gente que tem a agenda cheia e mesmo assim consegue arranjar um espacinho para correr: parabéns.

 

A missão do blog Correr na Cidade é inspirar. É inspirar pessoas a largarem o sofá e começarem a correr. É inspirar alguém que já corre 10km a fazê-lo em menos tempo. É inspirar alguém que já corre uma Meia Maratona a correr uma inteira. Mas nem sempre as pessoas por detrás deste blog se sentem aptas a inspirar. Neste momento, sinto que eu é que preciso de ser inspirada.

 

Estou a passar por uma fase da minha vida profissional muito interessante, muito desafiante e com oportunidades brutais. Estou mega feliz e motivada. No entanto, estas fases costumam vir acompanhadas de pressão e stress. E, em paralelo com alguns obstáculos familiares que nem merecem aqui serem mencionadas, sinto que não estou na melhor forma mental.

 

Corro porque gosto. Faz-me sentir bem. Fisicamente, mas também porque ajuda a equilibrar a parte mental. E por isso, aprecio correr ao final do dia, depois do trabalho, para desanuviar. Contudo, nas últimas semanas, tem sido difícil encontrar um espacinho na minha agenda para praticar desporto. O trabalho tem sido mais importante. E quando não trabalho, só quero dormir. Deparei-me com 7 dias seguidos sem praticar desporto! E tão bem que soube quando voltei a suar! É realmente muito importante ter noção do quão bem o exercício nos faz e incluí-lo obrigatoriamente na nossa agenda. Merecemos.

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Sou uma pessoa muito energética e ultimamente tenho sentido os níveis de energia um pouco em baixo. Em paralelo, mesmo depois de uma noite boa de sono, sentia-me com vontade de dormir mais. E também a respiração. A respiração, por vezes, tende a ficar muito acelerada quando pratico o mínimo de exercício. Foi por estes sintomas que decidi fazer análises ao sangue. E sim, tenho anemia. Nas próximas semanas, tenho que descansar (ainda) mais, comer bem (e fazer suplementação de ferro) e minimizar os treinos. Digo minimizar porque preciso dos treinos.

 

Foi pela redução progressiva de treinos (sem querer) e pelo diagnóstico da anemia, que decidi escrever este texto (não é bem uma ode) para demonstrar a minha admiração por todos aqueles que têm as agendas cheíssimas e mesmo assim conseguem correr (e ter excelentes resultados) e manter o corpo saudável.  

 

És uma pessoa destas? Tens alguma dica ou sugestão? : )

 

Obrigada,

Bo

 

Fotos por Luciano Reis.

Recordar a melhor prova de trail running do mundo!

Por Filipe Gil

E como é domingo publicamos um vídeo daquela que é a melhor prova de trail do mundo: a Western States 100, com já aqui o tinha afirmado. Este vídeo é da edição de 2015, que decorreu no passado sábado/domingo na Califórnia. Mesmo que discordem, vejam o vídeo são 5 minutos de puro prazer que nos faz desligar o computador e ir correr para os trilhos. Mas cuidado com o calor. Leiam ou releiam aquilo que escrevemos há uns tempos. 

Entrevista: Katarina Larsson

Por Liliana Moreira e Bo Irik:

 

Quem já participou nos treinos Just Girls certamente que já conhece a Katarina Larsson, já que a atleta já foi guia em várias edições destes treinos. Para nós, girls do Correr na Cidade, a Katarina é uma grande inspiração, seja pela sua personalidade, pelo seus êxitos enquanto atleta... e profissional... Descubra um pouco mais acerca desta triatleta do Sporting:

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Conta-nos sobre ti; a tua origem, quando vieste a Portugal e porquê e qual a tua profissão?

Bem, o que dizer de mim! :o) Meu nome é Katarina Larsson. Nasci em Malmö, na Suécia, no dia 28 de dezembro de 1984. Hoje eu tenho dupla nacionalidade, a Portuguêsa e Sueca. Devido ao trabalho do meu pai, vivi em vários países quando era mais jovem, pelo que considero que tive uma educação e juventude bastante internacional. Em 2004, recebi uma proposta para ir trabalhar para Portugal, através da Tetra Pak Tubex, uma empresa multinacional de origem sueca, que fabrica embalagens para alimentos. Não hesitei. Vivo cá há quase 11 anos e continuo a adorar viver cá! Atualmente assumo a função de Supply Chain Manager na fábrica da Tetra Pak em Carnaxide.

 

O que surgiu primeiro na tua vida, a corrida ou o triatlo? Com que idade?

O desporto sempre constituiu uma grande parte da minha vida. Mal sabia andar, comecei logo a correr :o) Quando era mais jovem pratiquei atletismo, equitação e joguei um pouco de basquete. Foi só em Portugal que me familiarizei com o Triatlo. Em 2005, ganhei a primeira edição da Marginal a Noite e um treinador de triatlo desafiou-me a tentar triatlo. Levou algum tempo para começar nestas andanças, pois só comecei a dar algum foco real ao triatlo em 2009-2010.

 

Qual o teu maior orgulho na tua carreira enquanto atleta? Quais os teus objetivos futuros?

É uma pergunta difícil. Eu acho que o primeiro momento especial foi quando ganhei a minha primeira Taça de Portugal em 2010. A medalha de ouro no Campeonato Europeu, no meu escalão, em 2014, também foi um momento muito especial. Ganhar o título nacional em Time Trial (bicicleta), em 2014, também foi muito cool. Foi a minha primeira prova de bicicleta e não estava nada à espera de ganhar a classe elite. O ano passado, foi uma enorme honra representar a equipa elite nacional na Taça da Europa em Quarteira. Este ano, em 2015, vou-me aventurar em distâncias mais longas em Triatlo; preciso de um novo desafio. O objetivo principal é adaptar-me à distância e divertir-me, claro!

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Qual o teu plano típico de treinos? Em termos de corrida, quantos km/horas são por semana?

Tento treinar pelo menos 17-20 horas por semana. Nado 5 vezes por semana, corro pelo menos 5 vezes e bicicleta 3 vezes. Tudo depende dos meus objetivos. Às vezes concentro-me mais na natação e corrida, outras vezes na bicicleta e corrida. Costumo treinar duas vezes por dia, exceto na quarta-feira quando só tenho uma sessão intensiva de pista na parte da tarde.

Numa semana normal corro cerca de 60 quilómetros.

Um dia típico para mim seria:

  • 05:40 - Acordar
  • 06:15 - Nadar (1,5 a 2 horas)
  • 9:00-18:00 – Trabalho
  • 19:00-21:00 Segundo treino do dia (bicicleta, correr ou as duas coisas)
  • 21:30 - Jantar
  • 22:30 - Deitar

 

Já experimentaste trail running?

Não, mas adoraria!

 

Em que medida a utilizaçao de material compressor ajuda na tua prestação e/ou recuperaçao? Quais as tuas peças favoritas?

No meu caso, sinto que material de compressão ajuda principalmente na recuperação de provas e treinos duros. Adoro as Full Leg da Compressport para recuperação e as perneiras R2 são excelentes durante o treino.

 

Uma dica sobre o equilíbrio vida profisisonal / vida de atleta:

Nem sempre é fácil encontrar o equilíbrio, mas é possível. Para mim, para conciliar as horas de treino, um trabalho a tempo inteiro e ainda a minha vida social, preciso de ter muuuuuita disciplina e planear bem os dias. Também é importante ter um treinador que compreenda a importância da tua vida profissional e pessoal também e que assim possa adaptar o plano de treinos consoante a nossa vida.Com estes três elementos -disciplina, organização (planeamento) e um treinador flexível – acredito que é possível obter um equilíbrio saudável. Outra coisa muito importante é definir objetivos. Precisamos entender porque é que investimos em tantas horas de treino durante uma semana e manter-nos motivados. O que é que nos leva a acordar para um treino de manhã cedo e o que é que nos faz descobrir aquela pouca energia que precisamos para fazer outro treino ao final do dia?

 

Uma dica sobre a alimentação:

Não ficar muito obcecado/a com determinada dieta. É fácil ser apanhado/a por uma dieta e pode não ser positivo. Tente comer um pouco de tudo. Eu acredito que se uma dieta equilibrada, sem grandes restrições mas sim moderação, o corpo vai encontrar um equilíbrio.

---

Bom, parece que vamos ter mais um Just Girls Go Trail em breve! :)

Jenn Shelton - a recordista nas 100 milhas

Por Bo Irik:

 

Desafiei os vários elementos da crew do Correr na Cidade a partilhar no blogue quem nos inspira, aquela pessoa do mundo da corrida que é um exemplo para nós, um ídolo, uma musa corredora. Assim, o Filipe já falou do Hal Koerner aqui

 

No meu caso não havia dúvidas de quem seria, e é com muito gosto que vos apresento a Jenn Shelton, uma ultra-maratonista americana. Já tinha ouvido falar dela enquanto heroína de grandes provas de ultra trail do continente americano, mas foi ao ler o livro Born to Run que me identifiquei mesmo com ela.

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É uma pessoa muito layed back, que gosta de curtir a vida e fazer aquilo que lhe apetece. Não liga muito àquilo que a sociedade pensa sobre ela. Para além de ser uma atleta de referência, é muito cool: uma mulher bonita e que impõe respeito, é tatuada, simples, não liga às marcas nem procura ser famosa, gosta de uma noite louca de copos. Adoro o perfil humilde dela no que toca à sua fama; ela não é patrocinada, raramente aparece nos media e quando aparece é sem marcas e no-nonsense*.

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Outra coisa que me fascina é que quando a desafiaram para se qualificar para os jogos olímpicos, a resposta foi que, embora satisfizesse as 2h48min que era o requisito para a Maratona na altura, ela não tinha interesse em seguir um plano de treinos, de deixar os copos e de acordar cedo (em 2012 mudou de ideias e tentou qualificar-se mas lesionou-se). Ela quer é correr nos trilhos porque lhe dá prazer e mais nada.

 

Eu também sou assim. É claro que não me qualifico para a maratona olímpica, mas é certo que não estou disposta a fazer alguns sacrifícios para melhorar o meu desempenho na corrida. Gosto de copos, de noitadas e não gosto de acordar cedo mas em paralelo gosto de correr e, com os meus objetivos, é perfeitamente compatível :)

 

A Jenn corre por prazer. Antes de descobrir o trail running, Jenn era surfista, curiosamente eu também, e afirma que se um dia se fartar dos trilhos, volta ao surf; não vale a pena praticar um desporto contra a nossa vontade. E mais nada!

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Vamos lá conhecer um pouco melhor a Jenn, então:

 

Jenn Shelton (1983) é uma ultra-maratonista dos EUA que detém em seu nome vários recordes nas ultra-maratonas mais desafiantes do mundo. Na Universidade era jogadora de Rugby mas rapidamente trocou a bola pelos trilhos e começou a ganhar notoriedade enquanto ultra maratonista. A sua paixão pelo calçado leve e minimalista levou-a a viajar, em 2006, com Scott Jurek, Christopher McDougall, e mais alguns ultrarunners (era a única mulher no grupo) a Copper Canyon no estado de Chihuahua no México para correr com os Tarahumara**, para o livro de McDougall. "Born to Run". Crítica como a Jenn é, acusou McDougall de "romantizar" o estilo de vida dos Tarahumaras e não descrever devidamente a pobreza na qual se sustentam. Em Maio de 2007 a Jenn participou pela primeira vez na Frederick Marathon, tendo batido o recorde feminino com 2:53:44, recorde que se mantém ainda hoje e fazendo a prova de bikini.  

 

Hoje, Jenn continua a ser a mulher mais rápida na distância de 100 milhas em trilhos. Wow.

 

"When I'm out running in the mountains and I get that fear that a cougar is following me and I'm going to die, I think, 'It's OK if the cougar eats me because I've done some really cool things."

 

* Atualmente é patrocinada pela Patagonia, mas quando bateu o recorde das 100 milhas não era patrocinada.

** Os  Tarahumara são um povo nativo do Noroeste do México, conhecidos pela sua capacidade de correr distâncias muito longas.

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