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Correr na Cidade

Review: Puma Ignite Proknit

Por Bruno Tibério:

 

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Modelo: Puma Ignite Proknit

Tamanho: 42/27cm

Caracteristicas Pessoais: levemente pronador, 72Kg de peso

Condições de Teste: Treino 10Km em calçada e estrada com pouca elevação.

Foi me proposto o desafio pelo CnC de testar os Ignite Proknit da marca alemã Puma e fazer um pequeno review sobre os mesmos.

 

1ª Impressão e Design

Obviamente que os gostos dependem de cada um, mas visualmente considero que este modelo (nesta combinação de cores) é atrativo e o formato fino do mesmo chega mesmo a ser perfeito para uso casual no dia-a-dia.

Tal como outras marcas, a aposta no uso de malha torna o sapato mais leve, maleável e respirável e torna-o também fácil e rápido de calçar, pelo que considero um ponto a favor. Pelo facto de não estar habituado ao uso de sapatilhas com drop mais elevado, confesso que a primeira sensação ao usar os Proknit é estranha, mas com o decorrer da corrida facilmente me adaptei.

Outro ponto a favor é a presença duma tira refletora, ótima para quem pretende dar uma corrida ao final do dia ou mesmo durante a noite, ajudando-nos a manter visível.

O ponto contra está claramente na marcação dos tamanhos. Apesar da marcação em centímetros ser superior ao que habitualmente uso, ainda assim o modelo é pequeno e apertado quando comparado com as mesmas medidas em outras sapatilhas.

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Comportamento em treino

Passo então à minha opinião acerca do comportamento das sapatilhas em treino e relembro que o número usado foi ligeiramente pequeno.

 

Ajuste e amortecimento

A construção de malha ajusta-se bastante ao pé, apenas havendo pequenas oscilações na parte traseira na altura em que ocorre o impacto com o solo. A malha contém elasticidade suficiente para se adaptar aos movimentos do pé e mesmo para comportar o inevitável inchaço do pé após alguns quilómetros. 

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 O amortecimento zona traseira do sapato é ótimo para absorver o choque, especialmente para quem tendência a não correr eficientemente como eu, e apoia em primeiro lugar o calcanhar, não tendo notado nenhum desconforto em relação ao impacto mesmo em calçada onde o piso não é tão regular.

Outro ponto que considero forte é o facto ser bastante flexível tendo em conta que tem uma altura ainda considerável.

 

Conforto e aderência

Para mim, a sola é perfeita para o tipo de terreno experimentado. Perfeita aderência mesmo em calçada ligeiramente húmida (o que para mim me surpreendeu). Tanto em asfalto como em pista, nada a apontar. Um dos principais pontos fortes apontados pela marca é a resposta energética da sola que retorna parte da energia proveniente do contacto com o solo para impulsionar a passada. Não consigo avaliar corretamente esta afirmação, mas é um facto que o mecanismo de amortecimento aparenta aliviar o impacto em especial na zona do joelho onde, em treinos semelhantes, tinha tendência a sentir algum stress acumulado devido ao choque com o solo em outras sapatilhas. Neste caso, não houve qualquer desconforto na zona do joelho.

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Quanto ao conforto, já não posso dizer o mesmo, mas relembro, tal como disse no início, o número é ligeiramente pequeno e, tendo em conta isso, vou dar o beneficio da dúvida. Nos primeiros 5 quilómetros, na sola do pé nada a apontar. No entanto, a pequena oscilação resultante do impacto na parte traseira do pé, ainda que sobre a meia, começou a provocar uma pequena queimadura na zona do tendão de Aquiles. Nos restantes quilómetros, com o aumento de volume o pé, a fricção torna-se mais evidente até que chega a ser desconfortável. Estou em crer que com o número acima esse aspeto deixa de ser notável, ainda assim penso que pode ser um ponto a avaliar por parte da marca.

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O facto de ser construído em malha, torna-o respirável e não senti qualquer excesso de calor durante o treino nem mesmo alguma acumulação de transpiração, já para não falar que o torna muito leve o que é ótimo.

 

A quem se destina

Isto é apenas a minha opinião, mas tendo em conta a sensação de estar a utilizar uma sapatilha com o calcanhar bem mais elevado e, tendo em conta a conforto que senti na absorção do impacto com o solo, creio que este tipo de sapatilhas deverá ser mais indicado para treinos de pista e velocidade, onde a violência dos choques com o solo é maior quando comparado com uma prova longa. Tendo em conta a afirmação da marca sobre o retorno de energia, este será também o treino que mais beneficiará desta tecnologia que nos auxiliará ao impulso.

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Avaliação e preço

Atualmente, no site da Puma europeu, as mesmas encontram-se atualmente em 75€ que considero dentro dos valores normais ou até um pouco mais baixo que calçado de caraterísticas semelhantes.

Design: 18/20 

Aderência: 18/20 

Conforto: 14/20 

Amortecimento: 18/20 

Preço: 15/20 

Total: 83/100

 

Ténis clássicos com um twist!

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Por Filipe Gil


Finalmente escrevo a review final sobre os Puma Speed 600 Ignite que tenho andado a testar. E posso resumir já o que penso destas sapatilhas que estreiam uma nova nomenclatura na marca germânica: são ténis clássicos de corrida com um twist.


Mas vamos por partes, dizendo antes que corri cerca de 100 km com este par:

 

DESIGN

São bonitos. Aliás muito bonitos. É difícil não gostar a forma como a marca alemã, que apesar de ligar muito ao design tem por vezes coisas estranhas (Lembram-se dos Mobium? Então esqueçam rapidamente, ok?!). Aqui o material usado, os tons de azul preto e o risco de borracha num laranja quase encarnado. Sinceramente quem não achar estes ténis (ou sapatilhas para as gentes do norte) bonitos é porque não tem gosto!

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

São para corredores com passada neutra. Mas, fazendo uma melhor reflexão, não somos todos neutros, mesmos os pronadores? E será que temos os dois pés milimetricamente iguais? Não, claro. Por isso, seja, pronador, supinador ou qualquer outra “dor” siga aqui o meu conselho: compre ténis (ah, sulista!) neutros e arranje umas palmilhas adequadas aos seus pés. Aqui atenção porque há aí promessas de coisas fantásticas em troca de verdadeiras fortunas. Faça uma boa análise de mercado e talvez consiga o que quer sem ter de chegar aos três dígitos de euro. Ah, e estes têm um factor que acho interessante: drop de 8 mm, para não ter a sensação que está a correr de "saltos altos". Acredite é melhor para a sua passada. Regressando a toda a velocidade a estes Puma. Para neutros têm grande estabilidade. Seja para corridas de 5 km, de 10km ou meias maratonas.

 

CONFORTO

Nos primeiros testes que lhes fiz apontei um defeito, ao fim de uns quilómetros: começa-se a sentir as várias formas da sola debaixo dos nossos pés. Mas apesar de ser estranho não incomoda. Já se sabe que a partir dos 21km incomoda tudo. O sol, o cão que nos ladra, o ciclista com uma t-shirt mais gira com a nossa e o mundo em geral. Assim, sendo, caro leitor corredor, não há ténis perfeitos. Mas estes disfarçam bem e dão muito conforto. O resto é da sua cabeça.

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AMORTECIMENTO

Se é corredor recente e está um pouco acima do peso ideal este é um ponto que lhe vai fazer toda a diferença, para proteger os seus joelhos e articulações. E nisso estes Puma cumprem bem. Não pense que vai andar como se estive na Lua. Mas a tecnologia Ignite faz o seu serviço. Dá-lhe amortecimento não o deixando nas nuvens. E isso vai beneficiar a ganhar músculos nessas pernas.

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PREÇO

Está dentro da média de preços dos ténis com preços normais. A industria tem feito um pushing para dar valores exagerados a produtos made in Taiwan e made in China – há modelos de várias marcas que ultrapassam os 200 euros -, o que é ridículo. Entre 100 e 140 a festa faz-se e muito bem. Sabem, ainda sou do tempo em que correr era um desporto barato…

 

Resumido, se é um corredor que se está a iniciar na corrida ou é experiente e está farto de usar sempre a mesma marca de sapatos para correr, esta é uma boa escolha. Não se vai arrepender. Excelente preço/qualidade. E ficam bem, são bonitos, mesmo para quem não tem gosto.

 

Design 19/20

Estabilidade e Aderência 17/20
Conforto 18/20
Amortecimento 17/20
Preço 18/20

Total 89/100

 

Preview: Puma Ignite Disc

O ano é 1991, a Puma acaba de lançar um sistema inovador de aperto nas sapatilhas de corrida, sem os atacadores convencionais, mais confortável e proporcionando um fit mais uniforme, hoje em 2016 e para comemorar os 25 anos desta inovação a Puma acaba os Puma Ignite Disc, uma sapatilhas bastante leves, rápidas, com uma versão melhorada do sistema de aperto Disc.

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Disponíveis em várias combinações de cores, para esta nova versão a Puma pegou na sua jóia da coroa, sua a tecnologia IGNITE, uma espuma muito responsiva no que toca ao retorno da energia da passada, resultando num maior conforto e um ganho de velocidade, sobre ela uma conjugação inteligente de espuma e de mesh que promete um conforto único quando calçado, no interior deste upper corre uma rede de ligações que são activadas pelo Disc que promovem o aperto.

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A vantagem deste deste sistema, para além da rapidez de perto e desaperto é o conforto, pois o pé é envolvido uniformemente à sapatilha na mesma medida de força provocando uma sensação de segurança muito eficaz.

 

Nos ainda poucos quilómetros de teste, posso dizer que são exactamente o que a marca anuncia, leves, rápidos e muito confortáveis, acho que podiam ser um pouco mais frescos, mas talvez não os tenha experimentado com a combinação certa de meias, mas ainda é cedo para ter uma opinião mais formada. 

 

Só mais uma coisa, devido ao seu aspecto mais funky, são umas sapatilhas que captam o olhar de quem nos rodeia, é fácil perceber pela expressão WTF no olhar das pessoas que estes PUMA IGNITE DISC não passam despercebidos e para os mais curiosos, deixo um conjunto de fotos do unboxing.

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Até ao review final, boas corridas!

 

7 perguntas à...Puma

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil

 

No seguimento das 7 questões que estamos a colocar a várias marcas que estão presentes no setor da corrida em Portugal, damos lugar às respostas da Puma. Se o último ano (2015) foi muito importante para a marca, com o lançamento dos Ignite e uma verdadeira aposta no running, quisemos perceber como veem, de facto o mercado nacional. Fique com a entrevista a Filipe Semedo, responsável pelo marketing da Puma para o mercado nacional, que deixa algumas novidades no ar. 

 

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Filipe Semedo (Puma)

 

Como analisam o setor da corrida em Portugal?
Extremamente dinâmico, ultra-competitivo, onde os drivers inovação, segmentação e comunicação são cada vez mais os pontos-chave para os que pretendem destacar-se e liderar no métier.

 

A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?
Apesar do boom dos últimos anos em países como o nosso, a verdade é que o running, nas suas inúmeras variantes, já faz parte do dia-a-dia de milhões de pessoas também em Portugal. A crescente preocupação com o bem-estar físico e mental, a facilidade de poder faze lo em qualquer lugar a qualquer hora sozinho ou acompanhado ou o custo reduzido são exemplos de factores que ajudam a justificar o porquê do sucesso de algo tão natural como a “corrida”.
O crescimento é pois sustentado, a indústria tando do lado dos fabricantes como dos retalhistas tem feito um excelente trabalho no sentido de colocar ao dispor do consumidor os melhores produtos aos preços mais competitivos com ofertas transversais pelo que nenhuma dúvida que “veio para ficar”.

 

Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?
O modelo Ignite, que permite aliar conforto, durabilidade e visual de excelência ao retorno de energia após cada passada é, cada vez mais, o nosso best-seller.

 

Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?
Em 2015 tivémos um grande lançamento, os Ignite, disponíveis num enorme variedade de cores e materiais. Lançámos igual a versão Ignite XT, para training. Em 2016 teremos uma 3ª e muito especial variante da colecção Ignite (a revelar em breve), updates das versões já disponíveis de Running e Training assim como a incorporação da tecnologia Ignite na linha Faas, que passará a designar-se Speed.

 

Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?
O focus inicial das marcas, como na maioria das modalidades e até no lifestyle, incidiu, naturalmente, no calçado. Mas há já alguns anos que com a consolidação do mercado, um consumidor cada vez mais informado, atento e exigente em todos os prismas, também o têxtil se tornou numa prioridade e a Puma não é excepção. Temos uma fabulosa colecção, inigualável também em termos de value for money, que alia tecnicidade a visuais ultra apelativos, uma das imagens de marca da Puma.  

 

Como marca, que outras áreas/deportos estão a apostar para conquistar os corredores?
O Running é a categoria-mãe de grande parte das modalidades mas o Fitness/Training nas suas diversas variantes é, cada vez mais, uma aposta da Puma também em Portugal. Temos um vasto portfolio de modelos que permitem as melhores performances não apenas em estrada mas também em ginásios, trilhos e demais locais ou estilos de treino, pelo que há muito que alargámos o espectro, tentando ir ao encontro das necessidades específicas de cada runner, consoante oos seus modelo e formato de treino.

 

De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários? 
Não se trata sequer de responsabilidade social mas sim de uma consequência daquilo que fazemos diariamente: ao inspirar, fomentar e potenciar ao máximo a prática de desporto através de todos os touch points, as marcas estão a estimular as diversas faixas etárias para os benefícios do exercício físico. Os mais jovens, passo a passo e amiúde incentivados pelos pais, também vêm aderindo entusiasticamente aos eventos e campanhas que, cada vez mais, os principais players levam a cabo.

 

 

Race report: Participar nas festas de Oeiras, a correr, na Marginal à Noite

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Por Nuno Malcata:

 

Junho é o mês das Festas de Oeiras, concelho onde vivo. E ainda melhor do que participar nas festas, é participar na festa da corrida que é a corrida Marginal à Noite e seguir para os comes e bebes ali logo ao lado.O ano passado já tinha participado e gostei muito, e quando a Puma convidou alguns elementos da Crew para participar na edição deste ano e experimentar os Puma Ignite aceitei imediatamente.

 

Quem nos segue mais atentamente sabe o desafio que me propus nos últimos meses, um Trio de provas em Trail, a estreia em Ultra no Piodão (53km), o Gerês Trail Adventure (100Km em 4 dias) e o Azores Trail Run (48Km). Com mais de 200Km feitos só nestas 3 provas, após o Azores Trail Run gozei umas merecidas férias nos Açores e dei por terminados os desafios deste semestre.

 

Assim cheguei ao dia, ou melhor à noite do Marginal à Noite ainda em recuperação e com mais vontade e disponibilidade para convívio e comer farturas do que para correr :)

 

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Vestido a rigor pela Puma e calçado com os Puma Ignite cheguei cedo ao local da partida. Entre tanta animação e conversa boa com muitos amigos do mundo das corridas, a hora da partida chegou num instantinho. Com uma banda sonora cheia de power (AC/DC - You Shook Me All Night Long) fiquei logo inflamado (Ignite) para arrancar. 

 

Ao contrário do ano passado que arranquei muito de trás e passei toda a prova em ziguezagues para ultrapassar outros atletas, este ano arranquei mais na frente do pelotão e corri desde os primeiros metros sem grandes problemas. Decidi fazer uma primeira parte mais rápida enquanto tivesse folgado e com boa disposição física e avaliar a meio como estava. 

 

Feita metade da prova a ritmo solto, onde gostei muito da prestação dos Puma Ignite, são leves mas surpreenderam-me pelo suporte e estabilidade que me deram, receei por ser mais pesado que senti-se pouco suporte e muito impacto, mas revelaram-se muito equilibrados e a permitir uma boa passada, solta, rápida e precisa.

 

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Aos 4km avaliei e achei melhor não forçar mais, no pós Azores Trail Run o corpo precisa de descanso para recuperar de algumas mazelas dos esforços, e abrandei. Como não ia a acompanhar ninguém ou com nenhum objectivo concreto decidi desfrutar ao máximo da envolvência da prova, fui a observar os muitos atletas que ainda vinham a terminar a primeira parte da prova e a puxar por quem precisava de um incentivo adicional.

 

Aos 5km encostei literalmente, o Rui Alves Pinto, da Crew, estava em funções organizativas nesta prova, danadinho para saltar para a estrada e correr, e fiquei uns breves minutos com ele a sorrir para os atletas que passavam. 

 

Passa a Ana Morais e sigo com ela, desde Bucelas que não a "chateava" e fui a puxar por ela os 3km finais. Ela confessou que gostava de fazer melhor que no ano passado e assim foi, seguimos em ritmo certo e a Ana tirou alguns minutos ao tempo do ano passado.

 

Ainda fui ver da minha Joana que me surpreendeu muito pela positiva e chegou pouco depois cheia de genica.

 

Terminada a corrida com muitos sorrisos, reunidos aos que já tinham terminado, foi hora de passar ao recovery nas festas de Oeiras, porque como diz o amigo João Campos, a vida não é só corrida.

 

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Concluindo, a Marginal à Noite é uma corrida com clara aposta mais na vertente familiar do que numa vertente competitiva pura para atletas de alta competição. A começar pela distância e percurso acessível, com ida e retorno por cada uma das vias da Marginal promovendo um ambiente de interacção fantástico. Achei que em termos de organização correu tudo bastante bem, sem erros grosseiros a apontar, gostei muito e em 2016 conto lá estar.

 

Para finalizar um agradecimento especial à Puma pelo convite para participar na corrida e pela oportunidade de testar os fantásticos Puma Ignite.

Review: PUMA IGNITE PWRCOOL

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Por Ana Sofia Guerra:

 

Condições de teste: corrida de 8 Km Marginal à Noite em Oeiras e pequenos treinos de teste em calçada.

 

Assim que recebi a caixa dos ténis para experimentar, comecei a pensar: “há quanto tempo é que não calço material da Puma? Já faz alguns aninhos, já”. Por isso, a curiosidade era mais que muita, até porque tenho ouvido bons comentários acerca do modelo masculino.

 

O primeiro grande teste foi na corrida Marginal à Noite e, coincidência ou não, terminei a prova em menos 4 minutos que no ano passado. Ainda corri um pouco com eles em calçada, mas ainda preciso de fazer mais uns treinos.

 

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DESIGN

 

No que toca ao design, confesso que gostei muito, pois fogem um pouco à imagem dos ténis “pesados” e cheios de cores diferentes e garridas. A cor deste modelo (perdão, cores) é patina green-silver metallic e eu adoro esta combinação! Contudo, as outras cores disponíveis para este modelo não são muito bonitas. Pelo menos este modelo que experimentei não era cor-de-rosa.

 

Em relação à construção, considero-a muito boa. Começando pela sola, esta apresenta uma linha direcional (que ajuda a manter uma passada mais natural) e uma borracha de base de carbono, que dá alguma leveza neste modelo.

 

 

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O amortecimento é diferente da maioria dos ténis que se encontram no mercado devido ao uso do PU (poliuretano) que confere uma maior resistência da estrutura dos ténis, mais conforto e, principalmente, uma retorno de energia mais eficiente para conferir maior rapidez de passada. Pessoalmente, e mesmo estando habituada a ténis mais pesados, achei o amortecimento muito bom.

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Como tem um tecido de muito fino (mas resistente) e sem costuras, não magoam os pés à frente. Este modelo denominado pwrcool apresenta uma tecnologia que auxilia na regulação da temperatura do corpo, de forma a preservar uma maior quantidade de energia. Resumindo: são muito respiráveis. Contudo, ainda não posso dizer como se comportam em dias de chuva.

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A língua do sapato também é muito fina e quase que não se nota quando os ténis estão bem apertados.

 

Outro facto importante tem a ver com os pormenores refletores que existem na zona atrás do calcanhar e nas zonas laterais, ideais para quem gosta de correr à noite.São ténis leves (258g), simples, adequados a atletas com passada neutra e que façam corridas de estrada não muito longas ou city trail.

 

CONFORTO

 

Até agora só tenho apontamentos positivos. A minha técnica de corrida não é a melhor, admito. Mas senti que os meus pés estavam confortáveis e arrisquei levá-los para uma corrida de 8 km, mesmo sem saber se iriam magoar os pés na zona plantar ou fazer bolhas.

O facto de serem muito flexíveis permitiu uma melhor adaptação ao pé para um melhor ajuste.

 

ESTABILIDADE

 

Para avaliar este ponto, preciso de os usar mais vezes. Contudo, devido à água que se encontrava no chão junto ao abastecimento na corrida da Marginal à Noite, deu para testar um pouco o seu comportamento com água na sola. Não escorregaram nem se molharam e continuei a correr como se o terreno estivesse seco.

 

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AMORTECIMENTO

 

Para além do tal PU explicado anteriormente, a entressola feita em espuma aumenta o nível de amortecimento dos ténis.Quanto à questão do drop, este modelo tem sido um pouco criticado por ter 12 mm mas, na minha opinião, não vejo isto como um ponto negativo.

 

Preço: 109,90€

 

Avaliação Final

Design e Construção: 19/20

Conforto: 18/20

Estabilidade e Aderência: 18/20

Amortecimento: 19/20

Preço: 18/20

Total: 92/100

 

Como apontamentos finais, pelo que vi e experimentei, estes ténis são mais adequados para corredores que gostem de apostar em corridas de velocidade, mas que não descuidam do conforto e bom amortecimento. Ao longo dos anos tem-se notado que a Puma tem investido em tecnologia aplicada a uma maior performance na corrida e tem apostado em melhorar o design dos modelos tanto de calçado como de vestuário. Na minha opinião acho que têm é de melhorar a escolha das cores, desde que mantenham este modelo patina green – silver metallic.

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Boas corridas!

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