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Correr na Cidade

GTA15: reflexão final

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Momentos de convívio...

Por Bo Irik:

 

A alegria e dor vivida durante uma prova de quatro dias e cem quilómetros em equipa é de facto desafiante de transcrever em palavras. Tentei fazê-lo em dois, os primeiros dois dias e os últimos dois, em termos de percurso / organização, desempenho, alimentação e calçado / material. Gostaríamos também de partilhar algumas considerações gerais acerca da Peneda-Gerês Trail Adventure, na nossa (minha) opinião.

 

Acerca da questão das equipas, achei o conceito fantástico. De facto, na minha vivência, o trail running é uma modalidade de união e entre-ajuda, diferenciando-se assim da corrida de estrada. Uma prova por equipas vem reforçar esta ideia. Segundo a organização, uma das ideias por detrás deste conceito é a segurança, pois a prova passou por zonas perigosas, tal como puderam ver nalgumas imagens, e fazendo-a em equipa torna-a muito mais segura, tanto em caso de acidente, como para evitar acidentes.

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Zonas perigosas, quase impossíveis de fazer a solo...

 

Desta forma, a organização impôs um limite máximo de 60 segundos entre a passagem dos diferentes elementos de uma equipa nos pontos de controlo. Gostei muito desta ideia mas, na prática, na minha opinião houve poucos pontos de controlo e caso as equipas se separassem, como vi acontecer nalguns casos, haveria atletas a fazer a prova sozinhos. Assim, embora tivesse adorado a ideia das equipas, a falta de rigidez no cumprimento do regulamento resultou em participantes a solo (note que o GTA poderia ser realizado a solo apenas por atletas detentores de 3 pontos ITRA numa única prova, após 1 de Janeiro de 2013, ou mediante apresentação de curriculum aceite pela organização).

 

Vi algumas equipas a separar-se. Algumas de boa vontade por todos os elementos, outros nem por isso. Na verdade, ao passar tanto tempo na serra juntos, tantas horas, e sabendo que nem tudo será um mar de rosas, a escolha da equipa deve ser feita de forma muito cuidada. Felizmente, posso dizer que, no nosso caso, isso aconteceu. Escolhemos três elementos que, embora tivessem ritmos e capacidades distintos, se dão bem e complementam-se. O importante mesmo é motivar-nos mutuamente nos momentos mais difíceis e ajudar a cada um a atenuar as suas fraquezas e enaltecer capacidades. 

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A envolvência das comunidades locais - abastecimento em Cabril

 

Em relação à organização deste grande evento gostaria de partilhar os pontos positivos e alguns a melhorar, que é interessante tanto para a organização como para (futuros) participantes.

 

Pontos positivos:

 

- Convívio: o convívio entre atletas e entre estes e a organização nesta prova  foi brutal. Acredito que houve vários fatores que contribuíram para tal. Primeiro, o facto de ter poucos participantes, cria um ambiente mais íntimo. Segundo, o facto de ter várias etapas faz-nos cruzar com as mesmas pessoas vários dias. Nós conhecemos por exemplo duas equipas, a do “Alexandre e Filipe” (nunca sabíamos quem era quem) e a do Ricardo, Cláudia e Fátima, porque tinham um ritmo parecido ao nosso e partilhamos uns belos kms juntos. É claro que também dentro de cada equipa há convívio, pois a maioria das equipas veio em modo “Road Trip”, partilhando, para além da corrida, também, o alojamento, viagem e refeições. Por fim, a Pasta Party depois de cada etapa tornou-se um ponto de encontro pós prova para reabastecer e socializar.

 

- Vertente internacional: achei muito interessante conhecer pessoas de outros países que partilham a mesma paixão pelos trilhos. É giro para partilhar experiências, planear desafios internacionais, conhecer novas marcas, etc. Descobri, por exemplo, que em Singapura há muito pouco espaço para  praticar Trail e que, assim, torna-se difícil fazer treinos longos sem andar às voltas. Sim, houve um singapuriano, o San Siong, que veio de propósito a Portugal para o PGTA!

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A beleza da Serra

 

- Paisagem: não tenho palavras para descrever tamanha beleza E dureza. Serra do Gerês é um paraíso de trail! 

 

- Partida / Meta: esta zona tem um encanto diferente das partidas / metas habituais. Primeiro por ser no centro da Vila do Gerês e, também, porque a organização a deu um toque especial: uma passadeira vermelha, música emocionante e um apresentador para animar ainda mais estes momentos marcantes de uma prova. 

 

- Equipas: conforme já indiquei, adoro a ideia da prova ser por equipas, por motivos de segurança e união, mas a organização poderia ser mais rigorosa na implementação do regulamento.

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Sentimo-nos pequeninos perante a imponente natureza

 

Pontos a melhorar:

 

- Acesso à informação: durante as semanas antes de prova, para além do regulamento, ainda não tínhamos acesso à informação detalhada sobre os percursos (i.e. altimetria e abastecimentos). A organização alegou que nos enviou a informação por email, mas nenhum elemento havia recebido algo, nem outras pessoas. No dia da entrega dos dorsais, houve gente a tirar fotos à uma folha A4 na parede onde contava a altimetria. Nós, entretanto, conseguimos colocar os ficheiros GPX recebidos no Google Maps e dessa forma decifrar os abastecimentos… Sinceramente até gostei de ter corrido sem saber ao certo a localização dos abastecimentos e a altimetria, foi um desafio extra : )

 

- Massagens: chegar às 18h00 depois de uma prova de 35km e ter que esperar duas horas para uma massagem e ainda ter que pagar por ela para mim é inadmissível. Até nas provas de 20 e tal kms costumam ter massagens. Numa prova por etapas com uma dureza destas e ainda por cima com relativamente poucos atletas, sinceramente estava a contar com uma massagem de 10 minutinhos no final.

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Partida numa aldeia diferente da Vila do Gerês, no segundo dia, permitindo conhecer uma zona diferente da Serra

 

Posto isto e tendo em conta o que escrevi em posts anteriores, é óbvio que o balanço final é MUITO positivo. Já disse e volto a repetir: já marquei as datas do GTA16 na agenda. Será uma prova prioritária perante todas as outras. É a mais desafiante, a mais dura, a mais bela, a mais unida e a com mais amizade. É a melhor!

 

Vamos?

5 Razões para comer massa antes de uma prova longa

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As provas (e treinos) longas, nomeadamente a partir dos 20km ou mais de duas horas de duração exigem um esforço diferente do nosso corpo do que o exercício físico de curta duração.

 

A semana passada decorreu o Peneda Gerês Trail Adventure, apoiado pela Milaneza (massas alimentícias), que estive presente neste evento enquanto alimento oficial da prova, dada a importância dos hidratos de carbono na alimentação dos atletas. Em parceria com a Prochef, a Milaneza foi responsável pela alimentação dos cerca de 2.000 atletas nesses dias, graças a uma cozinha que instalada no centro do Gerês para cozinhar receitas especialmente criadas por chefs de renome com o objetivo de criar refeições nutritivas com massas, que reponham as energias dos participantes.

 

Nós estivemos lá e compravamos a excelência deses pratos e todo os eu meio envolvente na Pasta Party do PGTA.

 

Mas afinal porque é que atletas que participam em provas longas precisam de massa? As nutricionistas da crew, Natália Costa e Ana Sofia Guerra, apontam 5 razões para comer massa antes de uma prova longa. Veja o vídeo:

 

 

GTA: “O” dia que afinal não foi “O” dia e o final feliz

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Na meta do terceiro dia. Felizes embora não tenha sido "O" dia. Foto: João Borges

Por Bo Irik:

 

Ontem falei-vos das primeiras duas etapas do Gerês Trail Adventure, uma prova de trail de quatro etapas que decorreu no passado fim-de-semana na Serra do Gerês. Enquanto continuo com um sorriso na cara de tanta satisfação que esta prova me deu e os pés ao alto por ter os tornozelos inchados e doridos, tentarei transcrever a minha vivência das duas últimas etapas da prova.

 

Já com 50km e 3000D+ nas pernas (e na cabeça) das duas etapas anteriores, nunca pensei que as duas últimas iriam correr “tão” bem. É claro que o “tão” é relativo, pois, a nossa classificação final não é famosa e nem conseguimos passar a barreira horária das 7 horas aos 30km da terceira etapa. No entanto, o que interessa é que EU acho que estivemos muito bem. Muito acima daquilo que sonhara que o meu corpo aguentaria. De facto, é incrível, e continuo pasmada com “poder” do nosso corpo quando realmente queremos. O Gerês mostrou-me que sou muito, mas muito, mais forte daquilo que alguma vez julgava e que em equipa e com vontade somos capazes de puxar os nossos limites mais e mais e mais.

 

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 “O” dia que afinal não foi “O” dia foi terminado em GRANDE. 

 

Stage 3 – sábado dia 2 de maio – 7h00 – 35km – 2200D+

 

Percurso / organização: Enquanto o site do evento anunciava 60km para esta etapa, no dia, ouvia-se falar em 65km, que afinal, devido às condições climatéricas adversas, foram reduzidos a 50km, que, por sua vez, no nosso caso, se reduziram a 35km. Num terceiro dia chuvoso, a Elisa Canário juntou-se à nossa equipa. Foram então oito pernas que estavam decididas a cruzar o corte aos 30km dentro do prazo de 7 horas para poder completar a prova toda e não ter que desviar e fazer “apenas” 35. Sete horas para 30km seria extremamente acessível, esquecendo que estaríamos no Gerês, abaixo de chuva intensa e já com algum cansaço dos dias anteriores. Mesmo não esquecendo esses desafios, acreditava sinceramente que iríamos conseguir. E acreditei, e a Elisa também, até chegarmos de facto ao abastecimento e o sonho desaparecer com um excesso de 20 minutos sobre as 7 horas permitidas.

 

Voltando ao percurso: nos primeiros 5km subimos 500m, algo que adoro (NOT!), principalmente às 7h da manhã (altimetria no meu Strava). Mas depois de uma subida destas apanhamos uns single tracks muito giros a descer. Abastecimentos bons com sopinha para aquecer. Depois desta descida maravilhosa de cerca de 5km, assustei-me, pois estávamos a descer muito. Descemos tanto que chegamos à fronteira de Braga com Vila Real (250m de altitude), sendo que a partir daí foi uma subida quase sem fim, de 9km, até atingirmos quase 2000m de altitude. Foram 9km muito duros (ilustrados na primeira foto do post anterior): muita pedra, poucos caminhos existentes. Era uma questão de seguir as fitas, sempre a subir e criar o nosso caminho.

 

No ponto mais alto, foi engraçado porque, embora ainda estivéssemos a cerca de 10km da fronteira com Espanha, o meu telemóvel já dava a mensagens de “Boa viagem”, que agradeci de bom grado, pois, a viagem ainda era longa :) Faltavam 10km até ao corte, nem queria olhar para o relógio, apenas queria correr. Fomos premiados com uma descida muito técnica e íngreme. Quem diz descida, diz espécie de cascata. No abastecimento depois desta descida praticamente não parámos (a Elisa e eu) porque depois viria uma valente subida e os rapazes logo nos apanhariam. Subimos um km e descemos cinco. Descemos pois, mas mais uma vez, um percurso sem caminho, só a seguir as fitas, muita pedra, muita água. Chegamos ao corte dos 30km e aí apercebemo-nos que de facto, afinal, aquele dia não foi “O” dia. Com um desvio direto para a aldeia do Gerês, uma descida muito bonita que terá sido deliciosa se tivesse tido pernas para corrê-la, terminámos esta etapa com cerca de 35km.

 

Desempenho: Gostei muito do facto de a Elisa se ter juntado à nossa equipa. Sabia que temos ritmos relativamente idênticos. Pode parecer estúpido, mas na equipa, com o Nuno e o Tiago, a Elisa seria o segundo elemento menos forte, juntamente comigo, o que, de certa forma, me deu força e motivação. Nem sei explicar bem, mas o que interessa é que fiquei muito feliz e motivada e estava confiante de que a nossa equipa, a oito pernas, iria conseguir passar a barreira da sete horas sem problemas. Essa confiança teve altos e baixos ao longo dos 30km, mas confesso que acreditei até ao último minuto e evitei olhar para o relógio e simplesmente dar o meu melhor ao longo dos kms.

 

A confiança teve logo um declínio na subida inicial. Foi dura, havia muita humidade, e o facto de a Elisa ter ficado ligeiramente para trás também não ajudou. As meninas estavam claramente com problemas de arranque enquanto os meninos subiram bem. Felizmente a descida já correu melhor às meninas também e a equipa foi coesa até ao km 10 que fizemos dentro das 2 horas. Tudo controlado.

 

A grande subida depois, embora as paisagens nos fascinavam e davam energia e um dos meus sonhos – o de ver cavalos selvagens – se concretizou, foi uma experiência intensa e longa. Foi algo esquisito. Cada um foi um pouco “na sua”, se bem que o Tiago de vez em quando vinha para trás para nos “empurrar”. Foram horas de introspeção. Falamos relativamente pouco. Consegui gerir bem a alimentação e lembrava-me da dica do João Campos – “enfoca-te” – e entrava num tipo de transe. Caminhava rápido, a olhar para o chão, sem pensar. Quando chegamos ao cimo da montanha, a pressão já era muita e descemos a voar. A Elisa e eu em frente e nem gastámos tempo no abastecimento, pois, continuávamos a acreditar que iriamos conseguir (a Liliana e o Luís estavam nesse abastecimento e até levei mais dois geles, que iria precisar para os 60km). Entretanto, o Tiago e o Nuno, muito mais racionais que nós (escrevo pela Elisa também mas nem sei se ela concorda hihi), já tinham cedido à ideia de não conseguirmos cumprir a barreira horária.

 

Convencemos os rapazes, pois poderia haver uma tolerância ou a barreira poderia ter sido antecipada, sei lá e corremos onde pudemos, saltamos pedras, poças, lama, ultrapassamos, caímos e lutámos até ao estúpido abastecimento onde o sonho de fazer o GTA na sua totalidade desapareceu. Foram 20minutos. Sim, foi por 20 minutos que não fizemos os 50km, mas sim fomos desviados para chegar à Vila em cerca de 5km.

 

Foi uma desilusão. Foi. Mas posso dizer que dei tudo, que lutei até ao fim, e que me senti forte, independentemente do resultado, pelo que nem fiquei muito triste. No dia seguinte haveria mais e para o ano hei-de conseguir. Penso que toda a equipa partilhou este sentimento. Mesmo assim, a descida até a Vila foi desmotivante. Já não nos apetecia correr e começou a doer tudo. Mais perto da meta e com alguma animação dos rapazes, os sorrisos voltaram e cruzámos a meta de mãos dadas, sem ter atingido o nosso objetivo mas de alma cheia e orgulhosos daquilo que conseguimos fazer.

 

Alimentação: Pre-Workout da Gold Nutrition, 1 gel Biotech, 1 gel Gold Nutrition, 1 barra de frutas da Aptonia, sopa, batatas fritas (muitas!), cajus, água, isotónico, Fast Recovery da Gold Nutrition e massa na Pasta Party.

 

Calçado / materialCalçado / material: Merrell AllOut Peak e mochila Raidlight Olmo pequena. Mais uma vez, não larguei os bastões.

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 "Sobe!!! Não pára!!!"

 

Stage 4 – domingo dia 3 de maio – 16km – 1100D+

 

Percurso / organização: Para fechar a prova em grande, foram 16km, basicamente com três “picos” em termos de altimetria. Quase 400D+ em 4km para aquecer, ao longo e cruzando a Nacional 308-1 em single tracks simpáticos. Descida até ao km 6 e entre o km 6 e 8 uma subida e descida ao longo de cascatas e paisagens com uma flora muito diversificada e caminhos muito giros. Do km 8, onde apanhamos o abastecimento, ao 10, prometeram-nos a última subida da prova, feita em single track e depois estradão. A partir do km 10, um planalto e depois descida mega técnica com pedra, lama e whatever, até a última meta, a meta da última etapa, no nosso caso, a meta dos 100km  em quatro dias. Foi um percurso, a meu ver, muito bem conseguido para fechar o programa de festas. Embora não parasse de chover, deu para apreciar as paisagens, os cheiros, a paz da Serra.

 

Desempenho: Quem dira que depois de 85km em três dias, estaria na partida com tanta pica, sem dores musculares, apenas nos tornozelos (sobrecarga, dizem :p ). A pica rapidamente desapareceu quando começamos a subir em alcatrão mas lá consegui manter a cabeça erguida e o sorriso voltou assim que apanhamos terra nas solas dos sapatos. Subidas muito íngremes onde os bastões foram, para mim, indispensáveis. Normalmente, tenho imensa dificuldade neste tipo de subidas e tenho a mania de parar para recuperar o fôlego, mas tenho vindo a aprender a não parar e sim, a abrandar para recuperar, ou então, simplesmente insistir até lá em cima : ) Assim foi. Pareciam degraus entre raízes e pedras, gostei. A segunda descida soube muita bem e o Chefe Malcata foi a abrir caminho pela montanha abaixo. Ignoramos as dores, corremos e ultrapassamos. Enfiamos umas batatas fritas na boca no abastecimento para enfrentar a última subida, a última das últimas. Custou-me horrores. A paisagem era bonita. Apreciei o silêncio da Serra (andei os dias todos com phones na mochila, mas nunca cheguei a “precisar”). Mas estava cansada. Não queria subir mais. Os rapazes foram se afastando de mim e a desmotivação foi me invadindo. De repente vejo o Tiago sentado no chão. Sim, sentado, a gozar comigo com a GoPro na mão, e recuperei alguma motivação. A partir daí o Tiago não me largou mais e puxou muito por mim. “Dá tudo”. “Estamos quase”. “É agora ou nunca”. Queria e tentei mas a subida deu cabo de mim. Não conseguia respirar devidamente. Começou-me a doer a cabeça. Aí o Tiago “deixou-me” parar um pouco, beber, respirar com calma. Recuperei.

 

Quando chegamos lá em cima, a festa começou. Basicamente uma força invadiu-nos, aos três, e arrancamos a fugir como se não houvesse amanhã. Deixámos as dores lá em cima e voamos Serra abaixo em direção à Vila. Fomos a um ritmos de 8 a 9 min / km mas no momento parecíamos super heróis. Foi ótimo ouvir o Tiago dizer que estava orgulhoso de nós, de mim e do Malcata, por termos “perdido o medo”. Segundo ele, estávamos a correr sem pensar. Just go. E é assim que se deve correr. Soube tão bem!

 

Quando chegamos ao alcatrão, ia em frente, com dores nas canelas, e nem conseguia parar de correr com medo de depois não conseguir arrancar novamente. Abrandei, os meninos apanharam-me e, pelo quarto dia consecutivo, cruzámos a meta de mãos dadas e sorriso na cara (um pouco coxa e com algumas expressões que poderiam transparecer dor, mas orgulhosa e satisfeita)!

 

Alimentação: Pre-Workout da Gold Nutrition, 1 gel Biotech, batatas fritas (muitas!), água, isotónico, Fast Recovery da Gold Nutrition e uma bela bifana e sopa e cervejaaaa na Festa Final da prova.

 

Calçado / materialCalçado / material: Merrell AllOut Peak e mochila Raidlight Olmo pequena. Mais uma vez, não larguei os bastões.

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Uma das muitas excelentes fotos de Peh Siong San

 

Ufaaaa. Consegui. Terminei. Tenho muitas mais coisas que gostaria de partilhar convosco. Tenho muita gente que gostaria de agradecer. Mas fico por aqui.

 

Hoje, 5ª feira, após uma massagem desportiva na 2ª feira, não tenho dores musculares e ontem já me apetecia correr, mas vou ouvir o corpo e descansar um pouco mais porque continuo com alguma dor e inchaço nos tornozelos. Há-de passar rápido.

 

Em relação ao GTA15, amanhã ainda partilharemos umas considerações gerais da prova e claro, o nosso vídeo, está quase a sair do forno.

 

Para já posso dizer que já marquei as datas do GTA16 na agenda. Será uma prova prioritária perante todas as outras. É a mais desafiante, a mais dura, a mais bela, a mais unida e a com mais amizade. É a melhor.

 

Obrigada.

Bo

Gerês Trail Adventure, depois de correr queremos agradecer!

  

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Por Nuno Malcata

 

A equipa do Correr na Cidade, a Bo Irik, o Tiago Portugal e eu, terminamos as 4 etapas do Gerês Trail Adventure, onde corremos um pouco mais de 100Km com sensivelmente 6000D+ em cerca  de 21h30m.

 

Foi uma aventura inesquecível, tanto para nós como para os restantes elementos da Crew, amigos e famílias que, como nós, viveram estes dias intensamente.

 

Nos próximos dias vamos contar e mostrar como foram estes 4 dias de trilhos e paisagens magníficos, mas hoje queremos agradecer aqueles que nos ajudaram.

 

Tanto na preparação, como na realização desta prova tivemos a ajuda de amigos e entidades, que tanto materialmente, logisticamente ou motivacionalmente nos ajudaram na realização desta aventura fantástica.

 

Começamos por agradecer ao Carlos Sá, que nos convidou para formar uma equipa para a prova e a colaborar como media partners na divulgação e promoção do Peneda Gerês Trail Adventure 2015. Foi com entusiasmo que participámos e é com alegria que mostramos a todos o que foi esta prova para que a mesma possa crescer em quantidade de atletas no futuro, bem merece.

 

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Na componente logística e de apoio, tivemos a ajuda preciosa de dois elementos da Crew, a Liliana Moreira e o Luís Moura, que estiveram lá connosco no Gerês, não para correr, mas para nos ajudar com tudo o que fosse preciso. Desde nos levarem ou buscarem ás partidas e chegadas, como no apoio personalizado em alguns pontos de abastecimento, organização alimentar e até mesmo na preparação das etapas.

 

Sem eles não deixaríamos de fazer a prova, mas não teria sido a mesma coisa, foi uma verdadeira Crew Trip para ficar na memória.

 

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Como já indicámos anteriormente, tanto para a preparação como para o decorrer do Gerês Trail Adventure a loja de produtos naturais e dietéticos Girassol apoiou-nos em termos de suplementação e alimentação específica, tendo sido uma ajuda essencial para a cada nova etapa podermos estar em melhores condições físicas e restabelecidos do esforço efectuado na etapa anterior.

 

A Girassol além de ter os melhores preços em suplementação e produtos naturais, tem entregas das encomendas super rápidas e um apoio pós venda que merece a nossa confiança, e aconselhamos a todos os que procuram produtos de qualidade.

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Quem nos segue sabe que somos vaidosos, e quisemos ter camisolas técnicas adequadas e personalizadas para esta prova em especial. A Adidas forneceu-nos tshirts técnicas de corrida de óptima qualidade que foram personalizadas com o logo Correr na Cidade para o Gerês Trail Adventure da autoria do nosso amigo João Gonçalves.

 

Finalmente não podemos deixar de agradecer a todos aqueles que gostam de nós, e nos apoiaram de uma forma maravilhosa estes dias.

 

Foram muitas as mensagens, telefonemas e incentivos que recebemos e foram fundamentais para manter sempre o espírito em alta.

 

A TODOS o nosso OBRIGADO

 

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A caminho do Gerês Trail Adventure

 

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Começa hoje a aventura no Gêres, melhor, a pré-aventura visto que as provas do GTA só começam amanhã.

Gostamos de um bom desafio e não podíamos recusar o convite que Carlos Sá nos fez, de juntar uma equipa do Correr na Cidade para participar nesta grande festa do trail nacional, o Geres Trail Adventure. Além dos 3 corredores, Bo Irik, Nuno Malcata e Tiago Portugal, irão estar presentes a Liliana Moreira e o Luís Moura, que não vão correr mas para apoiar a equipa no local. O GTA é uma festa e quantos mais melhor, não é verdade?

 

A Carmo Moser tambem irá participar, mas em versão mais "soft" (como se fosse possivel no Gerês!), no GTA Starter. 

 

Para uma prova desta natureza, 4 etapas e por equipas, todo o processo logístico é complexo, e temos que agradecer todo o apoio que recebemos nomeadamente da Girassol em termos de alimentação e hidratação para a prova, da Adidas que nos cedeu as t'shirts para a prova, aos nossos colegas do Correr na Cidade e à nossa familia e amigos. 

  

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Acompanhem-nos nesta aventura, vamos partilhar convosco cada etapa!

Querida, eu encolhi o GTA

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Por Nuno Malcata

 

Antes da estreia em provas de Ultra Trail no Piodão, no pós Maratona de Sevilha já tinha partilhado aqui no blog as minhas expetativas para os desafios que me propunha neste primeiro semestre de 2015.

 

Como nessa altura referi, apesar do Ultra Trail no Piodão ter sido fantástico, desde janeiro o meu foco está na preparação para o Gerês Trail Adventure que se vai realizar de 30 de Abril a 3 Maio, prova de 4 etapas com um total de cerca de 130Km e 8500D+, uma organização do Ultra Maratonista Carlos Sá.

 

Sendo eu um atleta amador e não tendo acompanhamento de treinador, algo que tenho sentido bastante falta, a preparação tem sido feita com base em muito do que tenho aprendido com quem mais experiência tem e com o muito que tenho lido. Tenho feito por melhorar os pontos em que sou mais fraco, numa gestão de tempo entre a vida profissional e pessoal. Obviamente que os 53Km feitos no Piodão foram a maior distância feita na preparação mas sentia que precisava de perceber como lidar com esforço ao longo de vários dias seguidos, em diferentes alturas do dia, como acontecerá no Gerês durante 4 dias.

 

Assim, decidi fazer uma edição Mini do GTA com 2 treinos em Monsanto e 2 treinos em Sintra. O escalonamento dos treinos seria semelhante ao da prova, 1 treino noturno (Trail da Salamandra), seguido de 1 treino na manhã seguinte (Treino da Hora do Esquilo), 1 treino Longo e mais duro em Sintra e 1 treino final mais descontraido em Monsanto.

 

Mini GTA Dia 1 - Trail da Salamandra - Sintra - 21:00

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Foi a minha 3ª presença neste treino noturno em Sintra, em 3 semanas consecutivas, e cada vez gosto mais destes treinos em Sintra, já para não falar nos fabulásticos recoverys.

 

Estavam previstos na convocatória inicial 15Km, mas acabaram por ser 20Km num percurso muito rolador e misto que nos levou da Barragem do Rio da Mula em Sintra até ao areal da praia do Guincho e respetivo retorno. Saliento a presença de 62 pessoas, com um espirito fantástico, um record nesta iniciativa do Antonio Pedro Santos que tive o prazer de finalmente conhecer pessoalmente nessa noite.

 

Senti-me sempre bem, o ritmo foi bom, com algumas paragens, sempre bem dispostas para reagrupar. Treino terminado em cerca de 2h40m com 20Km e 400D+

 

Mini GTA Dia 2 - Treino Hora do Esquilo - Monsanto - 06:00

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Com pouco mais de 3h dormidas, apresentei-me no Parque do Penedo em Monsanto, ás 05:45 para fazer o treino da Hora do Esquilo e a pensar fazer uma 2ª hora sozinho para meter mais Kms e altimetria nas pernas.

 

Já fui algumas vezes e aprendi que tenho de aquecer pelo menos 10 minutos a um ritmo mais lento antes de arrancar no ritmo mais vivo que pontua estes treinos.

 

Feitos os 10m de aquecimento, pouco passava das 6 quando chegou o timoneiro Pedro Conceição e arrancámos em bom ritmo.

 

O pouco descanso e mesmo a falta de alimentação entre treinos fizeram-se sentir, foi uma bela lição. A meio do treino já não pensava em mais nada senão terminar e passei a maioria do treino na cauda do grupo a gerir o esforço, simplesmente o corpo não queria responder.

 

Treino terminado ás 07:00, com o aquecimento fiz 10Km em 1h10m com cerca de 300D+

 

Mini GTA Dia 3 - Treino Longo e Duro em Sintra - 09:00

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Tal como o 3º dia do GTA, para o 3º dia do Mini GTA queria fazer um treino duro, e longo. O planeamento era para cerca de 40Km com mais de 2000D+.

 

Neste momento o meu local preferido para treinar é sem dúvida Sintra, mas tenho um problema por lá, orientar-me. Já conheço alguns pontos, algumas boas subidas, alguns bons singles, o problema é orientar-me entre eles. 

 

Pedi ao Tiago para me orientar, mas ele estava inicialmente limitado a um treino de 2h, pelo que carreguei um track no relógio e quando ele tivesse que terminar o treino, eu faria o track sozinho.

 

Começei o treino lento e apático, e fiquei a pensar nas más sensações do dia anterior, mas desta vez tinha dormido bem e alimentado ainda melhor. Aos poucos a Serra de Sintra fez a sua magia e percorremos muitas das boas subidas da Serra como queria, sempre com boa disposição e ótima conversa.

 

O tempo e os Kms foram passando, e aos 17km já com cerca de 1000D+ feitos a subir para a Peninha vi que estava a sentir-me realmente bem, e terminando o treino com o Tiago, não fazia sentido estar a insistir em andar sozinho.

 

Terminámos o treino com cerca de 25Km e 1300D+ em pouco mais de 4h, e, ainda mais importante, com a sensação que estamos preparados para enfrentar a etapa rainha do GTA com 60km e 4500D+. Se a vou vencer ainda não sei, mas que lhe vou dar luta vou.

 

Mini GTA Dia 4 - Treino rolante em Monsanto - 10:00

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Último dia do Mini GTA, já em modo mais relax, para fazer cerca de 15km/2h por Monsanto, dividi o treino em 2 partes de 1h, na primeira com a companhia do Rui e da Carmo, e na segunda parte juntaram-se os restantes amigos que comigo vieram treinar, a Bo, o João G, o João F e o Diogo.

 

Para este treino apesar da noite muito bem dormida, não fiz a minha alimentação tipica das manhãs de treino, comi normalmente uma torrada e uma caneca de cevada, e nem levei a mochila com hidratação, quase vital para mim. Fui leve e solto, o que resultou bem.

 

Na primeira parte rolamos, subimos, descemos e em trio fizemos 11Km em pouco mais de 1h, na segunda parte já com o grupo completo optei por um percurso mais rolante até à parte final, e o ritmo foi bem vivo nos primeiros kms. Nos últimos km relaxámos mais um pouco, e subimos a parte final em convívio do bom, já com 20Km nas pernas.

 

Com o sentido de dever cumprido, e bem cumprido, fechei o último treino do Mini GTA com cerca de 21km e 600D+, e com ótimas sensações fisicas.

 

Conclusões finais

 

4 Treinos, mais de 10h, cerca de 75km com 2700D+. Parece uma pequena parte do que vamos passar, mas aprendi bastante, sobretudo a importância do descanso, alimentação e gestão de esforço.

MiniGTA.jpg

 

Os próximos dias vão ser dedicados a descanso, massagem, curar algumas maleitas da carga de kms dos treinos, boa alimentação e preparação da aventura que vai ser o Gerês Trail Adventure.

 

Esta é uma aventura em equipa, e eu, a Bo e o Tiago aproveitamos para agradecer desde já o apoio que iremos ter tanto dos elementos da Crew que nos vão acompanhar presencialmente no Gerês, como os restantes que tanta força nos têm dado. Também algumas entidade nos estão a ajudar nesta concretização e contamos com o fantástico apoio na importante compomente de alimentação e suplementação da GIRASSOL, que nos enviou para os treinos géis, barras e recuperadores, como acontecerá para o GTA.

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Acompanhem-nos nesta jornada, vamos partilhar convosco cada momento!

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