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Correr na Cidade

Xau ginásio, olá Monsanto, Sintra e bicicleta!

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 Recuperação ativa de bicicleta :D

 

O tempo voa! Já vou na quarta semana de treinos para o Estrela Grande Trail com o apoio do treinador Paulo Pires pela plataforma beAPT. A semana passada partilhei um pouco mais sobre como funcionam estes treinos neste post. Entretanto já deu para me habituar à esta nova carga e à “pressão” do treino acompanhado.

 

Tenho corrido cerca de 60km por semana, por trilhos, por Lisboa e em jardins para fazer os treinos de potência aeróbica - o treino intervalado. Rotinas de reforço muscular e de flexibilidade também fazem parte do meu dia-a-dia. Tenho-me sentido super bem e cada vez mais forte. Já nem tenho ido ao ginásio, pois faço os treinos de reforço muscular na rua e os treinos de flexibilidade em casa inserindo os exercícios na minha sequência diária de yoga.

 

Por semana, tenho corrido cinco vezes, sendo que esta semana e a anterior, um dia de corrida for substituído por uma voltinha de bicicleta. Usar a bicicleta no âmbito desportivo para mim é novidade. Para mim, a bicicleta sempre foi um meio de transporte. Como neste plano de treinos, a bicicleta é mais no sentido de recuperação ativa, tenho podido usar a minha querida bicicleta (que tenho há 18 anos e não é de estrada) para fazer uns quilómetros.

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 Correr em Sintra é todos os fins-de-semana!

 

Os treinos de trilhos são muito importantes e têm sido, desde sempre, a parte mais desafiante para mim, por limitações de tempo. Havia uma altura em que só corria nos trilhos em provas, e só treinava em estrada. Felizmente, agora estou mais disciplinada e motivada e, uma vez por semana, às quartas às 7 da manhã, tenho ido correr uma horinha em Monsanto com pessoal amigo. Aos fins-de-semana, pelo menos uma manhã passo na serra. Fui várias vezes a Sintra e até à Arrábida. Esta semana a serra será outra: vou participar no Trail de Montejunto. É uma prova, mas vou em modo treino, é claro (não que isso seja muito diferente do meu modo competitivo ehehe).

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 Os treinos em Monsanto às 7 da manhã já são um vício!

 

O meu feedback até agora sobre o treino com a beAPT é muito positivo. Os meus níveis de motivação estão em altas. Não deixo escapar nem um treino! O treino com base na frequência cardíaca também tem sido uma experiência interessante de autoconhecimento e controlo.

 

No que toca à nutrição, tenho seguido as dicas da minha amiga nutricionista Ana Sofia Guerra e já sinto o corpo mais tonificado e até já consegui perder alguns dos quilinhos a mais que levei comigo desde a minha aventura na Tailândia.

 

Para a semana partilho como correu a prova na Serra do Montejunto e em breve quero partilhar contigo um pouco sobre a minha experiência sobre os treinos com base na frequência cardíaca e quais os benefícios deste tipo de treinos.

 

Boas corridas!

A caminho do Estrela Grande Trail com a beAPT

13246214_1745066055708947_8229352771281639361_o.jp O ano passado no EGT

 

Já passou uma semana e meia desde que comecei os treinos com o Paulo Pires da beAPTAceitei o desafio de fazer uma preparação “como deve ser” para o Estrela Grande Trail que se realiza no final de Maio, com o apoio da be APT.

 

A semana passada partilhei aqui uma entrevista com o Paulo Pires, para que possam conhecê-lo um pouco melhor e saber qual a sua metodologia de treino. Hoje, com 7 treinos beAPT feitos, partilho a minha primeira impressão. A metodologia de treino é de base aeróbia alicerçada na experiência e conhecimentos do treinador Paulo Pires, bem como de uma equipa multidisciplinar que o acompanha. É uma experiência de treino individualizada em função do meu perfil biométrico e dos meus objetivos, neste caso o EGT.

 

Antes do treino:

Para iniciar a prática desportiva com regularidade, com objectivo da melhoria da condição física ou performance, há um conjunto de exames médicos a realizar. Para fazer o treino beAPT, para qualquer objectivo escolhido, a realização dos seguintes exames é obrigatória:

- Anual: análise sumária do sangue e da urina.

- Bi-anual: prova de esforço + ECG.

- 4 anos: Ecocardiograma com Doppler e Raio X Toráx.

Felizmente já tinha estes exames feitos e foi só digitalizá-los e anexá-los ao meu perfil na plataforma. A única avaliação que me faltava era uma avaliação física para perceber se deveria perder peso para melhor o meu desempenho e correr saudavelmente.

 

Pedi então ajuda à minha amiga nutricionista Ana Sofia Guerra para fazer uma avaliação corporal. A última vez que tinha feito uma avaliação destas foi há dois anos e estava super e forma, com uma idade metabólica de 18 anos e uma estrutura corporal equivalente a um “atleta”. Esta avaliação já foi diferente e pela negativa. Estou com uma idade metabólica muita acima da minha idade real de 28 anos e com um peso acima do recomendado. Além disso, estou com uma percentagem de massa gorda elevada que precisa de descer para ganhar forma na corrida. Cheguei a este estado porque na Tailândia comia muitos, muitos hidratos e na verdade, embora tivesse feito algum exercício recentemente, não é comparável com os kms que fazia antes. Está na hora de mudar. Na hora de treinar à séria e de fechar a boca (principalmente aos hidratos ao final do dia e ao álcool, pois, o meu melhor amigo é o vinho). Agradeço muito o apoio da Ana na vertente da nutrição. Tenho um esquema para me guiar no dia-a-dia e que me ajuda a ter mais disciplina na dieta.

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Treino em Sintra no domingo passado, o primeiro longo para o EGT 

 

A plataforma beAPT:

No que toca ao treino, o relógio com cárdio-frequencímetro e GPS é essencial. Pois, o que manda nos treinos são a duração do treino e a frequência cardíaca média e não o pace. Na plataforma de treinos temos acesso ao plano semanal atual e da semana seguinte. A plataforma é muito visual e user-friendly. Procedemos a uma ligação ao Strava para facilitar o carregamento dos treinos a partir do relógio. Depois, na plataforma, graficamente, podemos ver o que tinha sido prescrito em termos de treino e o que realmente treinamos.

 

Cada unidade de treino prescrita é caracterizada por:

  • Tipo de Treino: corrida, trail, natação, bicicleta, etc.
  • Tipo de Terreno: estrada, montanha, misto, pista, etc.
  • Altimetria: com diferentes níveis desnível
  • Objectivo: diferentes capacidades fisiológicas a treinar - aeróbio, potência aeróbia, longa duração.
  • Indicadores específicos do treino (tempo, velocidade, ritmo, frequência cardíaca (média e máxima).

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 Treino em Sintra no domingo passado, o primeiro longo para o EGT. O Tiago e o Nuno também vão :)

 

O meu plano de treino beAPT:

O meu plano de treino, na primeira semana, passou por 4 treinos de estrada de 30 a 60 minutos e um treino longo de trilhos de 2,5 horas. Além disso, os planos de treino da beAPT, complementarmente ao treino de base aeróbia, têm dois Circuitos de Musculação devidamente enquadrados na semana de treino, com imagens dos exercícios propostos e número de repetiçõe e séries. No meu plano de treino da beAPT, também tenho dois Circuitos de Flexibilidade devidamente enquadrados na semana de treino, também com imagens dos exercícios propostos e respectivo tempo mínimo de execução.

 

A primeira semana correu bem, embora sentisse o aumento da carga semanal de kms no treino de domingo. Esta semana já fiz um treino intervalado (muito puxado, ainda por cima sozinha!) e um treino leve de 70min. Ainda faltam mais três treinos, incluindo dois de trilhos no fim-de-semana e os treinos de musculação e flexibilidade, claro.

 

E o que estou a achar disto? Estou a gostar muito do acompanhamento do Paulo e da Ana. Sinto o apoio deles e isso dá-me motivação e disciplina. É bom saber que estou a ser acompanhada por especialistas e que estou a preparar-me para o EGT de forma eficaz e saudável. Para a semana dou mais feedback :)

 

Se até lá tiverem alguma dúvida ou questão, não hesitem em contactar!

 

Bons treinos!

 

Vou participar no Estrela Grande Trail e vou ter ajuda!

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No final de Maio vou participar no Estrela Grande Trail. O ano passado também já tive a oportunidade de correr na bela Serra da Estrela, num evento de excelência organizado pelo Armando Teixeira, um dos meus ídolos do trail running nacional.

 

Sabiam que o Armando Teixeira foi treinado por alguém para chegar onde chegou? Sim, o Armando, e muitos outros atletas de trail running de referência em Portugal, foram treinados por um senhor chamado Paulo Pires.

 

Pessoalmente, como nunca ambicionei fazer pódios ou grandes tempos, nunca ponderei contratar um treinador. Entretanto, à minha volta, parece que cada vez mais pessoas que optam pelo treino acompanhado. O Tiago escreveu um excelente artigo sobre os benefícios de ter um treinador. Então pensei que a minha participação no Estrela Grande Trail deste ano merecia um apoiozinho, pois é uma prova muito desafiante em termos de tecnicidade e altimetria.

 

Foi pelo Pedro Luiz que conheci o Paulo Pires, um treinador de UltraDistâncias, UltraTrail, Triatlo, Maratonas. Paulo é licenciado em Desporto e Educação Física pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, FADEUP, na opção de Desporto de Alto Rendimento. Além disso, é mestre em Gestão Desportiva pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, FADEUP. Paulo é professor de Educação Física/Desporto e praticou várias modalidadescomo atleta, monitor, e/ou treinador: Atletismo, Natação, Polo-Aquático, Canoagem, Badminton, Montanhismo/Alpinismo.

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Será que vamos apanhar neve no EGT deste ano? 

 

Vamos conhecer um pouco melhor que é o Paulo Pires e como será o meu programa de treinos?

 

Paulo, Há quanto tempo és treinador?
Eu sou treinador desde que terminei o curso da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Estive muito anos ligado à Natação de Competição e há 9 anos que segui o caminho de “TREINADOR” de ultradistâncias em montanha, desafiado pelo Carlos Sá e Carlos Peixoto. Depois Comecei também a trabalhar com o Armando Teixeira, Natércia Silvestre, Leonardo Diogo… e do nosso trabalho começaram a surgir muito bons desempenhos em provas internacionais de referência. Colocamos o ultratrailrunning português no mapa internacional. Com os nossos bons resultados comecei a ser solicitado para orientar para mais atletas portugueses e estrangeiros. Dessa procura surgiu a necessidade de criar plataforma de treino “beAPT”, sistematizando o trabalho que vínhamos fazendo com a Armada Portuguesa do Trail.

 

Quais as modalidades em que gostas mais de ser treinador?
Eu gosto do desafio das ultradistâncias pela planeamento estratégico que envolvem. Pelos riscos que temos que assumir. Mas realizo-me principalmente, a ajudar os meus ultrarunners a concretizar os seus desafios. Sejam eles sedentários que resolveram mudar de vida e começar a treinar ou atletas de referência mundial a participar nos desafios mais competitivos. Contudo, até ao momento, há um conjunto de desafios que me marcaram pelas dificuldades que implicaram e pelas emoções que vivemos juntos:

  • o 1º UTMB (2011) com o Armando Teixeira e Carlos Sá.
  • Colocar 2 portugueses na Ronda dels Cims no top10 (Armando Teixeira e Claudio Quelhas).
  • Record de ascensão do Aconcágua com o Carlos Sá.
  • Em 2015 em 11 ultratrailrunners dos nossos presentes no circuito do UTMB (occ, tds, ccc, utmb), todos foram finishers.
  • Haver um sentimento de identidade e de pertença à APT que nos orgulha. Porque primeiro que os treinos, há uma filosofia de vida que nos une.

 

Como funcionam os teus programas de treinos?
Os nossos treinos são desenvolvidos de acordo com uma metodologia própria, resultante de e investigação científica e de anos de uma saber de experiência feito como treinador e montanhista.

 

A quem se destinam os teus programas de treinos?
A nossa metodologia pode ser aplicada a um sedentário que resolve fazer actividade física para melhorar a sáude e perder peso ou a para atletas que buscam rendimentos e desempenhos superiores.

 

Como se diferenciam os teus programas de treinos dos outros que existem no mercado?
A nossa plataforma de treinos (www.beapt.pt) permite prescrever treinos individualizados de acordo com o perfil biométricos do atleta em função do seu objectivo/desafio e nível de rendimento. Os treinos de base aeróbia são acompanhados com um plano de trabalho de reforço muscular (força) e flexibilidade.
Para trabalhar connosco é necessário realiazar/aprensentar um conjunto de exames médicos que atestam da capacidade funcional da pessoa para o nível de treino a que se propõe. Temos também uma preocupação constante na longevidade e saúde dos nossos atletas. Disponibilizamos também um conjunto de serviços complementares na área da medicina desportiva, nutrição e avaliação fisiológica.

 

Nas próximas semanas irei partilhar convosco, uma vez por semana, como está a ser a minha experiência rumo ao Estrela Grande Trail com o programa beAPT Se tiverem alguma dúvida em relação aos programas de treino do Paulo, não hesitem em contactá-lo a ele ou a mim :)

Diabetes e a corrida: quais os grandes desafios?

Por Ana Sofia Guerra:

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No Estrela Grande Trail deste ano tive a oportunidade de conhecer o João Pedro Baptista que, para além do desafio que tinha de correr 26 Km, tinha de saber gerir um problema de saúde: a Diabetes. E, por isso, achei importante entrevistá-lo para que nos desse o seu testemunho 

 

Há quanto tempo e como é que descobriste que tinhas diabetes? 

- A Diabetes foi diagnosticada no início de 2009, após várias glicémias elevadas nas análises que fazia periodicamente,  pelo facto de ser militar e sermos controlados frequentemente. Quanto a sintomas, tinha apenas um que sentia com  mais frequência, que  eram as cãibras, mas que não fazia ideia na altura estarem ligadas à diabetes.

 

Como é que se caracteriza a tua diabetes? Tipo 1 ou 2?

Tipo 2.

 

Recorres à insulina injectável? 

Não. Inicialmente tomava 3 comprimidos que me foram sendo retirados, à medida que s glicémia ia sendo controlada. Actualmente, mantenho o valor da glicémia controlado, somente com a alimentação e o exercício fisico.

 

Tiveste o acompanhamento duma nutricionista no hospital ou centro de saúde? 

Depois de me terem diagnosticado diabetes, foi-me marcada uma consulta no Endocrinologista no Hospital Militar de Lisboa e, na primeira consulta, o médico disse-me para eu marcar consulta com uma nutricionista, também no HMP (Hospital Militar Principal), pois precisava de perder peso e aprender a "comer".

 

Quais as grandes dificuldades que tiveste (ou tens) em gerir a alimentação no dia-a-dia?

De início tive algumas, pois tinha uma alimentação pouco saudável mas, actualmente, o organismo e o meu estilo de vida alterou-se tanto, que as alterações que fiz inicialmente já passaram a ser rotina. No entanto, de vez em quando também faço as minhas pequenas "loucuras", mas isso porque faço bastante desporto e já aprendi a ouvir o meu corpo.

 

Que tipo de alimentos deixaste de comer quando soubeste que tinhas esta doença?

Essencialmente, deixei os fritos, os sumos e carnes ou alimentos com muita gordura e comecei  a comer à base de cozidos e grelhados, sempre acompanhado de legumes e saladas.

 

Há quanto tempo é que corres ou participas em provas de corrida e/ou trail?

Comecei há mais ou menos três anos. Inicialmente comecei  com provas de estrada, tendo evoluído gradualmente. Um ano após ter começado a correr com regularidade e a fazer algumas provas mais curtas, fiz a minha primeira meia maratona. Depois disso já fiz mais quatro. Actualmente, estou mais  direccionado para os trails, tendo já feito algumas provas com alguma dificuldade, mas de uma satisfação enorme.

 

Se num atleta sem diabetes, a alimentação numa prova de trail já é um desafio, quais os truques que fazes para gerir a tua alimentação numa prova de trail?

No meu caso, o mais complicado foi conhecer o meu organismo e saber como ele se comportava em cada uma das situações. Por exemplo, quando comecei a correr, comecei a fazer estrada e, neste caso, como não existem tantas variações de altimetria e de ritmos, é mais fácil controlar a hidratação e os “açúcares”. No trail running já funciona de maneira diferente, pois o desgaste é maior. Como desidrato bastante, levo sempre muita água (por isso levo sempre mochila) e como tenho muitas cãibras levo sempre magnésio líquido ou em pastilha. Levo também uns géis que vou gerindo conforme a necessidade. Há pouco tempo, também comecei a levar comigo sal, pois é bastante útil para quem como eu, desidrata com facilidade.

 

Já tiveste algum susto numa prova de trail por causa da diabetes? 

Sim, foi num trail em Alvados, onde senti pela primeira vez na minha vida o que é estar completamente desidratado. Nessa altura só levava água e paguei cara a factura, pois apesar de ter chegado ao fim, cheguei completamente desgastado. Durante a prova  tive tantas  cãibras, que acabei por descobrir que tinha músculos que nem imaginava que ter (riso). A partir desse trail, tentei nunca mais ser apanhado desprevenido e prefiro sempre levar coisas a mais, do que sentir, como me senti em Alvados.

 

Qual a sensação de correres com uma nutricionista? (riso)

Excelente (riso), pois foi uma maneira de aprender mais um pouco sobre o nutrição e o que fazer perante algumas das quebras que sentimos numa prova. Além disso, aproveitei para ter uma consulta de borla (riso).

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Quais os conselhos que darias às pessoas que têm diabetes e que gostavam de correr, mas que têm receio de o fazer?

Comecem devagar, mas comecem, pois ao início custa imenso e os resultados demora, mas, passado um tempo, começam a ver resultados e o nosso corpo começa a "pedir" mais exercício. No meu caso, que era bastante sedentário, comecei mesmo muito devagar. Lembro-me que ao início fazia 12 minutos a correr e ficava completamente de rastos. Mas não desisti e fui melhorando, depois dos 12min, passei para os 15, depois 20 e por aí adiante. Quanto tempo demorou até chegar às corridas? Quase 2 anos até fazer a minha primeira corrida de 7 kms (custou-me tanto). Depois... depois fui fazendo mais e mais. Já tive lesões (coisa que nunca tinha tido) pois não fazia nada (riso), mas nunca desisti. Tracem objectivos, comprometam-se com outras pessoas, mas nunca deixem de se mexer  porque,  para quem tem diabetes,  o exercício físico é fundamental, seja a correr, a caminhar, andar de bicicleta, nadar, etc.

 

Quais os teus próximos desafios no mundo da corrida?

Os meus desafios são ir fazendo provas que nunca fiz, repetir as que mais gostei e aumentar as distâncias, sempre que possível.

 

Para terminar, gostaria de agradecer esta oportunidade à Ana, pois é sempre muito positivo, quando com a nossa experiência, podemos ajudar outras pessoas com este enorme problema que é a DIABETES.

Em relação ao exercício físico e aos trails, existe outra vertente bastante aliciante, que é o espirito de entreajuda que lá encontramos e ,claro, conhecer pessoas como a Ana. Aproveito também esta entrevista, para agradecer ao grupo de Amigos dos Galgos de Tancos ao qual pertenço, que aproveitam esta actividade, para promoverem a amizade e o convívio a cada prova que fazemos. Como nós, existem muitos outros grupos que fazem o mesmo e o engraçado nisto tudo é que nunca nos vemos como adversários, mas sim como outros grupos de amigos que competem (saudavelmente) entre si.

 

Obrigado Ana!

 

João Baptista

Vídeo: Estrela Grande Trail 2016

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Foto por Fotos do Ze 

 

Foi no fim-de-semana de 21 de Maio que estive, pela primeira vez, na Serra da Estrela. E não foi a última. 

 

Este ano, no primeiro semestre, para além do Columbus Trail na ilha de Santa Maria, queria fazer mais uma prova grande. Grande para mim significa acima dos 42km. A prova eleita foi o Estrela Grande Trail, pois tinha muita curiosidade em conhecer esta serra e a prova tinha excelentes referências de edições anteriores. Participei nos 46km com 2200 de D+ (podem ver o meu desempenho e percurso no Strava).

 

Em vez dos habituais race reports, decidi gravar a experiência em vídeo, recorrendo apenas ao telemóvel. Ficou um vídeo amador, mas penso que transmite a dureza e beleza desta prova. Se quiserem saber mais sobre a experiência de visitar a Serra da Estrela, podem ler a report da Ana. (Já no Piódão decidi fazer um vídeo do género).

 

 

Impressionante, não é? Sim, não há muitos sítios na Europa onde, em Maio, se pode correr na neve de calções e t-shirt! :D Gostei muito, foi das provas que mais gostei de fazer. Quem sabe, até para o ano!

 

PS. Os fotógrafos das Fotos do Zé costumam marcar presença nas provas de corrida em trilhos e tiram excelentes fotos! Mais fotos do Estrela Grande Trail podem ser encontradas aqui.

Race Report do Estrela Grande Trail 2016: afinal, qual era a desculpa?

 

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 As estrelas do Estrela Grande Trail

 

Nos meus objectivos traçados para este semestre, tinha o EGT como uma das provas mais importantes e para a qual queria estar preparada. Mas confesso que sou uma workaholic: adoro a minha profissão e dedico mais tempo a ela do que a mim. Se isto é positivo? Claro que não! Mas esta prova fez-me repensar no rumo que estou a dar à minha vida e na necessidade que tenho de a mudar, outra vez.


Mas agora é tempo de falar sobre a prova propriamente dita.


Como Manteigas não fica logo ali ao lado para quem mora em Lisboa, decidi que tinha de fazer uma crew trip e aproveitar o facto de ter casa ali na zona. No carro trazia uma bagageira cheia de equipamento para ir correr. No início fez-me um pouco de confusão ter uma lista de equipamento obrigatório tão grande para quem ia correr apenas 26K e nem ia até à Torre mas, no final, fez todo o sentido.


Eu, a Bo e o Bruno Tibério, saímos de Lisboa na sexta-feira ao final da tarde e queríamos chegar o mais rapidamente possível à Aldeia Viçosa (Guarda) para podermos fazer a nossa massa "c'atum" e deitarmo-nos cedo. O dia seguinte ia ser longo, cansativo e tínhamos de estar preparados para a grande aventura. A Bo ia correr 46K, eu os 26K e o Bruno ia ser o nosso apoio e fotógrafo oficial.


Para chegar à zona da partida tinhamos de fazer um trajecto durante cerca de 45 min por uma estrada nacional que ia dando uma noção da dimensão daquela serra. E, acreditem, a paisagem é linda!

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 Aldeia - Viçosa (Guarda) - local de passagem do Rio Mondego


Ao chegarmos à partida, começámos por tentar encontrar a Liliana e o Moura, mas nem sinal deles. Algo se passava, pensei eu. Felizmente não tinha acontecido nada de mal, apenas aqueles pequenos stresses que costumam aparecer à última hora.


Vi a Bo partir sorridente, nervosa mas bem acompanhada pelo José Finuras e por alguns membros da equipa do Montanha Clube Trail Running. E, chegada a minha vez de partir, o nervosismo era mais que muito. O Bruno deu-me um mini curso sobre como utilizar o relógio dele e o que eu podia esperar nos primeiros 5K: subidas e mais subidas. Dei apenas uma vista de olhos pelo gráfico da prova e pensei que não era assim tão difícil. Estava enganada, claro!


À medida que íamos a subir, a paisagem ia ficando cada vez mais bonita. O grupo começava a dispersar e eu, como ia sozinha, pus os meus "phones" nos ouvidos e a música a tocar. Apesar de ter treinado pouco em termos de corrida, nas últimas 3 semanas mudei o plano e comecei a treinar mais as pernas. E o resultado foi muito positivo. Numa dessas subidas meti conversa com a Mónica e o João Batista que serviram de "lebre" e puxaram por mim ao longo da prova.

 

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 A paisagem é fantástica


Na primeira fonte que encontrei, decidi abastecer-me de água e estava a achar estranho como é que tinha bebido tanta água num curto trajecto. Mas depois apercebi-me que já tinha subido mais de 5K e estava muito calor (pelo menos para mim). Claro que a falta de treino também aumenta esta sensação. Ao chegar ao primeiro abastecimento, olhei em volta e vi a bela laranja a olhar para mim e atirei-me a ela como se fosse o Zach Miller no MIUT. Para quem gosta de comer devagar, este é um desafio engraçado. Arranquei do abastecimento com o João e a Mónica, mas tivemos de a deixar para trás por causa duma indisposição. Não gosto de fazer isso, mas sabia que ela não estava sozinha.

 

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A vista para o Vale do Rossim


Ao longo dos 5K seguintes, as subidas continuavam e o João continuava a puxar por mim. Numa dessas subidas surgem mais 2 personagens nesta história: a Oriana e a Raquel. E, o mais engraçado, é que a Oriana é do Porto e uma grande fã do nosso blogue. Senti-me ainda mais orgulhosa pela camisola que trazia vestida e por correr ao lado de quem conhece as nossas histórias.


Na zona do Vale Glaciar surge uma pedra fantástica e que eu já tinha visto em vídeos de provas anteriores: uma pedra em que temos de passar no meio dela, nuns degraus improvisados e meio a pique. À entrada, um moço simpático da organização, deu-nos a dica que faltavam cerca de 9K e para termos algum cuidado, pois a descida tinha muitas pedras pequenas e escorregadias. E eu que pensava que ia ser uma descida fácil...

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Fotos do Zé - Uma foto 5 estrelas onde dá para ver que, apesar da dificuldade, estava com um ar bem divertido.


Depois de deixarmos a pedra e tirarmos algumas fotos muito rápidas, decidimos começar a correr "a trote" (como dizia o João) e lá fomos a descer a serra até ao último abastecimento. De acordo com o que disse a Mónica, tínhamos de nos preparar para um estradão de cerca de 3K até à meta. Dito assim parece fácil, mas depois de 23K...ter forças para "disparar" não é assim tão simples. Algures depois do abastecimento, eu e o João separámo-nos das meninas e decidimos correr mais até à meta. Pelo caminho fizemos contas para ver quanto tempo de prova íamos fazer e esbocei um enorme sorriso ao perceber que ia chegar antes das 5h30 de prova como tinha previsto. Mandei uma sms ao Bruno para pôr a máquina fotográfica à mão, pois só faltavam 3K...que parecia que nunca mais acabavam.

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Eu e o meu companheiro desta aventura

 
Na chegada ainda deu para passarmos 2 raparigas que se enganaram no caminho e consegui ter forças para passar a meta a correr depois de uma subida que parecia que nunca mais acabava. E a chegada à meta é sempre aquele momento "tcharan" em que dizemos "tá feita"! E saber que temos uma cara conhecida à nossa espera é bem motivador.


Em relação à prova e no que toca a pontos positivos destaco a simpatia e disponibilidade da organização (voluntários incluídos), sempre com um grande sorriso e piadas engraçadas, quer ao longo da prova quer na meta. Acho que o facto de existirem apenas 2 abastecimentos podem ter dificultado a vida a algumas pessoas, mas acredito que isto não tenha sido o mais complicado de gerir. Outro ponto positivo foi o sistema de marcação: para mim foi a melhor prova até agora, onde havia uma marcação a cada 20m no máximo. Ah, e adorei a ideia dos puff's que estavam ao pé da meta e que me proporcioanaram um momento de relaxamento maravilhoso.


No que toca aos pontos negativos acho que, devido à previsão do estado do tempo, deviam ter arranjado um spot coberto junto à meta para quem estava à espera dos atletas (eu usei o material que era obrigatório e que me protegeu do frio enquanto esperava pela Bo e pela Liliana). Mas não considero isto um ponto tão negativo.

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A chegada à meta...finalmente a sorrir :)


Em relação aos agradecimentos, que dizer um grande obrigado a toda a crew do Correr na Cidade que, duma forma ou de outra, me ajudou a superar o meu objectivo; ao staff do Clube VII com quem trabalho diariamente e me tem ajudado a melhorar a minha performance desportiva; à Bo IriK que me contagia com a sua energia logo pela manhã e transformou esta viagem numa grande aventura e ao Bruno que passou a ser o meu coach favorito e que me vai transformar numa melhor corredora...mal posso esperar pela próxima prova. E, desta vez, sem desculpas! Prometo!

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