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Correr na Cidade

Ténis clássicos com um twist!

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Por Filipe Gil


Finalmente escrevo a review final sobre os Puma Speed 600 Ignite que tenho andado a testar. E posso resumir já o que penso destas sapatilhas que estreiam uma nova nomenclatura na marca germânica: são ténis clássicos de corrida com um twist.


Mas vamos por partes, dizendo antes que corri cerca de 100 km com este par:

 

DESIGN

São bonitos. Aliás muito bonitos. É difícil não gostar a forma como a marca alemã, que apesar de ligar muito ao design tem por vezes coisas estranhas (Lembram-se dos Mobium? Então esqueçam rapidamente, ok?!). Aqui o material usado, os tons de azul preto e o risco de borracha num laranja quase encarnado. Sinceramente quem não achar estes ténis (ou sapatilhas para as gentes do norte) bonitos é porque não tem gosto!

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

São para corredores com passada neutra. Mas, fazendo uma melhor reflexão, não somos todos neutros, mesmos os pronadores? E será que temos os dois pés milimetricamente iguais? Não, claro. Por isso, seja, pronador, supinador ou qualquer outra “dor” siga aqui o meu conselho: compre ténis (ah, sulista!) neutros e arranje umas palmilhas adequadas aos seus pés. Aqui atenção porque há aí promessas de coisas fantásticas em troca de verdadeiras fortunas. Faça uma boa análise de mercado e talvez consiga o que quer sem ter de chegar aos três dígitos de euro. Ah, e estes têm um factor que acho interessante: drop de 8 mm, para não ter a sensação que está a correr de "saltos altos". Acredite é melhor para a sua passada. Regressando a toda a velocidade a estes Puma. Para neutros têm grande estabilidade. Seja para corridas de 5 km, de 10km ou meias maratonas.

 

CONFORTO

Nos primeiros testes que lhes fiz apontei um defeito, ao fim de uns quilómetros: começa-se a sentir as várias formas da sola debaixo dos nossos pés. Mas apesar de ser estranho não incomoda. Já se sabe que a partir dos 21km incomoda tudo. O sol, o cão que nos ladra, o ciclista com uma t-shirt mais gira com a nossa e o mundo em geral. Assim, sendo, caro leitor corredor, não há ténis perfeitos. Mas estes disfarçam bem e dão muito conforto. O resto é da sua cabeça.

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AMORTECIMENTO

Se é corredor recente e está um pouco acima do peso ideal este é um ponto que lhe vai fazer toda a diferença, para proteger os seus joelhos e articulações. E nisso estes Puma cumprem bem. Não pense que vai andar como se estive na Lua. Mas a tecnologia Ignite faz o seu serviço. Dá-lhe amortecimento não o deixando nas nuvens. E isso vai beneficiar a ganhar músculos nessas pernas.

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PREÇO

Está dentro da média de preços dos ténis com preços normais. A industria tem feito um pushing para dar valores exagerados a produtos made in Taiwan e made in China – há modelos de várias marcas que ultrapassam os 200 euros -, o que é ridículo. Entre 100 e 140 a festa faz-se e muito bem. Sabem, ainda sou do tempo em que correr era um desporto barato…

 

Resumido, se é um corredor que se está a iniciar na corrida ou é experiente e está farto de usar sempre a mesma marca de sapatos para correr, esta é uma boa escolha. Não se vai arrepender. Excelente preço/qualidade. E ficam bem, são bonitos, mesmo para quem não tem gosto.

 

Design 19/20

Estabilidade e Aderência 17/20
Conforto 18/20
Amortecimento 17/20
Preço 18/20

Total 89/100

 

Sem treino não há sardinhas!!!

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Começa o mês do verão com os dias mais longos, com mais calor e animação nas ruas...  até podiamos relaxar um pouco mais... mas só que não!! No Cnc mantemos o foco e agora passamos a incluir no cardápio mensal mais um treino com dia fixo...  We'll Always Have Belém é um treino de estrada com vários ritmos, junto ao rio, na primeira quinta-feira de cada mês às 19:30...  sem espinhas!!  Venham dai! :)

 

 

WE'LL ALWAYS HAVE BELÉM

Data: 02 de Junho, quinta-feira
Ponto de encontro: Clube de Padel, Doca de Santo Amaro, Alcântara
Hora de Encontro / Partida: 19h30 / 19h45
Distância / Duração (aprox.): 60 min
Tipologia de treino: estrada
Não esquecer: roupa reflectora, hidratação e telemóvel
Guias Correr na Cidade: Filipe Gil, Liliana Moreira e Nuno Espadinha

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INTO THE WILD

NOVA DATA: 15 de Junho, quarta-feira

(Vamos apoiar a seleção nacional que joga dia 14 pelas 20h? Assim este treino fica para quarta-feira dia 15. Contamos convosco!))


Ponto de encontro: Parque de estacionamento do Bairro da Serafina (38.736384, -9.172351)
Hora de Encontro / Partida: 19h30 / 19h45
Distância / Duração (aprox.): 60 min
Tipologia de treino: trail
Não esquecer: sapatilhas de trail (obrigatório), frontal (obrigatório), roupa reflectora, hidratação e telemóvel
Guias Correr na Cidade: Bo Irik e Tiago Portugal

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SUBIDAS DO RESTELO

(Este treino não se vai realizar. Pedimos desculpa mas por motivos de ordem logística o CNC não poderá dar este treino. Esperemos que compreendam. As nossas desculpas e voltaremos me breve para mais treinos)

Data: 24 de Junho, sexta-feira
Ponto de Encontro: Estação CP Algés (lado terra)
Hora de Encontro / Partida: 19h30 / 19h45
Distância / Duração (aprox.): 7km / 60 min
Tipologia de treino: treino de subidas em modo city trail
Não esquecer: hidratação
Guias Correr na Cidade: Natália Costa e Ana Morais

Confirma a tua presença no Facebook

 

 

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GET BACK ON TRACK

Data: 28 de Junho, terça-feira
Ponto de Encontro: INATEL - Parque de Jogos 1º de Maio (Av. Rio de Janeiro)
Hora de Encontro / Partida: 19h15 / 19h30
Distância / Duração (aprox.): 60 min
Tipologia de treino: velocidade e/ou técnica de corrida em pista
Não esquecer: hidratação
Guias Correr na Cidade: Liliana Moreira, Luís Moura e Pedro Tomás Luiz

Confirma a tua presença no Facebook

 

 

Relembramos apenas que os nossos treinos são guiados e não organizados, ou seja, sem seguro colectivo, pelo que cada participante é responsável por si próprio. São treinos grátis em que a boa disposição e a vontade de correr são os únicos pré-requisitos que exigimos!

Review: Skechers GoRun Strada W

 

Modelo: Skechers GoRun Strada

Drop: 8mm

Testado por: Liliana Moreira

Características pessoais: Pronadora e 83Kg de peso

Condições de teste: Cerca de 80km percorridos em ambiente urbano, como alcatrão e calçada portuguesa, terra batida e pista de tartan, em vários tipos de condições climatéricas.

 

As primeiras sensações que descrevi destas sapatilhas na preview, de uma forma bastante positiva, mantiveram-se e consolidaram-se. Fora do ambiente de trilhos técnicos, estas sapatilhas têm sido as minhas companheiras de eleição e tem sido na sua leveza, conforto e amortecimento que tenho depositado a minha confiança. Mas vamos lá aos detalhes:

 

 

DESIGN & CONSTRUÇÃO

Esteticamente não acho que sejam as sapatilhas de estrada mais atraentes pela sua forma. As cores são vibrantes e divertidas mas à primeira vista, em termos de estrutura, parecem um pouco “amatacoadas”, com uma biqueira larga e uma sola proeminente que nos faz questionar sobre o seu peso e se serão uma boa escolha para “brincar as séries” numa pista de atletismo.

 

É uma sapatilha cuja forma primeiro estranha-se mas depois entranha-se… os primeiros treinos com elas, sobretudo para quem não está familiarizado com Skechers, podem-se tornar ligeiramente desconfortáveis, mas a realidade é essa amplitude da ala frontal que permite que durante a corrida os dedos dos pés possam expandir livremente como se estivéssemos descalços.

 

O material lateral que conecta com os atacadores é denso, conferindo uma excelente base de suporte para que o pé não ande a deslizar dentro da sapatilha, evitando assim as indesejáveis bolhas de fricção. O upper é feito de uma malha resistente e maleável, em que o contraforte no calcanhar é ligeiramente mais alto e estruturado que a maioria das sapatilhas para conferir mais apoio e estabilidade.

 

O têxtil interior não tem costuras e é suave ao toque. Para quem costuma ter uma passada em que por vezes roça um pé no outro, há de salientar que o têxtil apresentou-se bastante resistente e não deu quaisquer sinais de desgaste. A língua tem uma dimensão equilibrada e não é demasiado espessa mas tem tendência para descair para o lado externo do pé em utilizações mais prolongadas. Por norma foi difícil identificar um equilíbrio ao nível de aperto dos atacadores nesta sapatilha, ligeiramente elásticos mas muito finos e com tendência a enrolarem. Em termos de apresentação, na zona de transição dos atacadores para a topo da biqueira, em pés mais estreitos, há apresentação de excesso de material têxtil no topo da sapatilha, mas que não confere por si só qualquer problema ou desconforto… apenas não fica perfeito.

 

Independentemente se agrada ou não, sem dúvida que captam a atenção!

ESTABILIDADE & ADERÊNCIA

No que diz respeito à estabilidade esta sapatilha, apesar de neutra, tem características de controlo de pronação, permitindo a colocação e estabilização do pé para uma passada o mais natural possível, sem que a liberdade de movimentos seja comprometida. Este controlo é feito em grande parte pela tecnologia M-Strike que promove uma passada realizada com a parte media-frontal do pé que, em consonância com a tecnologia Skechers GOimpulse, proporciona uma experiência de corrida mais ágil.

 

Em termos gerais o maior inimigo da estabilidade nestas sapatilhas diz respeito à escolha do número correcto. Esta sapatilha no nosso número tradicional pode ser ligeiramente mais folgada do que seria desejável. Para minimizar esta questão basta que estejam atentos às tabelas de conversão da Skechers (ver no interior da língua), identifiquem o comprimento do vosso pé em centímetros e escolham o vosso número em conformidade.

 

Em relação à aderência a Skechers Performance promove que esta sapatilha é um modelo todo-o-terreno, eu tomo a liberdade de reformular dizendo que é um TT apenas considerando ambientes tipicamente urbanos. Não encontro características na sola, em termos de rigidez ou proeminência de rasto, que me permitam ter confiança em colocar estas sapatilhas em terrenos como os de Monsanto ou Sintra, sem que o resultado final seja diferente de ter deixado metade da sola pelo caminho. Considero que quanto muito podemos usufrui-las num offroad pouco técnico como estradão em areão. Estas sapatilhas são plenas, confiáveis e cumprem muito bem este segmento em treinos ou provas seja em alcatrão ou calçada portuguesa, mesmo quando molhados. Em treinos de pista são nota 20, agarram muito bem o piso mesmo em pistas já com ligeiro índice de degradação onde a acumulação de poças de água no inverno é recorrente.

 

Para além da corrida, também tive oportunidade de testar estas sapatilhas em treinos funcionais ao ar livre, como os do PIMP YOUR MUSCLES ;) em que por vezes temos de subir e descer algumas elevações em relva molhada, posso sublinhar que tiveram um comportamento exemplar sem quaisquer escorregadelas descontroladas.

 

CONFORTO

Este é um ponto em que, ultrapassadas as primeiras sensações de adaptação ao formato desta sapatilha, as opiniões são consistentes... a maioria das pessoas que calçam sapatilhas da Skechers consideram-nas umas autenticas “pantufas”. As GoRun Strada não são excepção. É uma sapatilha que tem bons acabamentos, de têxtil suave e agradável ao toque, sem costuras proeminentes. A própria palmilha está muito bem incorporada na estrutura da sapatilha sem que sejam evidentes quaisquer rebordos ou rugosidades que possam causar desconforto.

 

Como já referi, o contraforte junto ao calcanhar apesar de ser ligeiramente mais alto que o habitual não causou problemas de mobilidade na zona do tendão de Aquiles e a biqueira sendo efectivamente mais larga que numa sapatilha tradicional, permite que o pé não esteja apertado e sejam naturais e confortáveis todos os movimentos de expansão dos dedos dos pés realizados durante a corrida.

 

Apesar do seu aspecto pouco ligeiro é, na verdade, uma sapatilha razoavelmente leve (284 g no modelo de homem e 234,9 g no modelo de senhora) e maleável, sem que tenha sentido a tradicional rigidez dos materiais da sola enquanto novos.

 

AMORTECIMENTO

Para mim é no resultado dos materiais aplicados na entressola que se encontra o melhor cartão de visita para esta sapatilha. A Skechers denomina de Resalyte o composto de borracha cuja função reside na dissipação da energia resultante do impacto da passada, sem que esta seja transferida para as articulações.

Esta absorção do impacto é bastante relevante para pessoas com algum excesso de peso, como é o meu caso, e na minha experiência tem sido um factor determinante para as continuar a utilizar nos meus treinos. Entenda-se que o amortecimento aqui patenteado não só fornece uma sensação de sola “fofa” e confortável, mas que é igualmente dinâmico e de rápida resposta às mudanças bruscas de ritmo, direcção ou até irregularidade de piso.

 

PREÇO

As Skechers GoRun Strada têm um PVP de 130€ (aprox.) que no meu ponto de vista é um preço interessante para as sensações de conforto, suporte e estabilidade que conferem.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Design/Construção 16/20

Estabilidade e Aderência 17/20

Conforto 17/20

Amortecimento 18/20

Preço 15/20

Total 83/100

 

Em suma, os GoRun Strada da Skechers Performance são uma excelente opção a ter em conta se estão à procura de uma sapatilha leve, com durabilidade e bom amortecimento para acompanhar-vos sobretudo em treinos mais longos ou recorrentes.

A “Asfaltadinha” no Trail

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Por Natália Costa:

 

Quem me conhece sabe que sou uma amante de estrada. Sim de "comer alcatrão", de ir ali a olhar sempre para o mesmo, com a ânsia de chegar e de fazer o melhor tempo possível. E de "comer" só mais um bocadinho de estrada, com a secreta esperança de conseguir fazer este ano a minha primeira Maratona.

 

Os treinos nem sempre conseguem ser os mais assíduos, porque isto de ter duas crianças pequenas, nem sempre permite treinos longos perto das 21h. Faz-se 10 km, e ao fim-de-semana é que se aproveita para queimar mais um bocado a borracha às sapatilhas. Mas o trail... Ah, o Trail! Cada vez mais na “moda”, com mais provas, mais longas, mais difíceis, quase para verdadeiros heróis, palpitam por todo o lado. Sabemos que o trail é menos monótono que a estrada, que podemos usufruir do prazer de “passear o esqueleto” pela natureza, deslumbrar lindíssimas paisagens e viver o verdadeiro espírito de camaradagem.

Por isso mesmo no passado domingo “atirei-me”, é essa a expressão exata, para uma prova de 30 km em Almeirim. O trail de Almeirim não é "nada de extraordinário" para os mais experientes nestas andanças, são 30 km com cerca de 1000 D+. Muita subida, com muita descida, tipo carrossel. Já fiz outras provas de trail, mas no máximo foram de 20 km, nunca uma distancia tão longa.

 

O treino antes da prova de Almeirim foi muito pouco, sobretudo nestas passadas duas semanas. Com Páscoa e afins, deixei-me combater um pouco pela inércia da quadra e acabei por não me dedicar como deveria para uma prova desta distancia. Sim, porque fazer 30 km em estrada é uma coisa, em trail é outra! 

Até ao Km 9 a coisa ainda foi rolando, mas foi aqui após o segundo abastecimento que eu e mais umas “camaradas” de prova nos perdemos, e que nos obrigou a fazer mais cerca de 2 km e perder imenso tempo para voltar ao trilho devido.

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Escusado será dizer que animicamente para mim foi devastador. Não ia lá para ganhar nada, mas sentir que ia na cauda da prova por ter cometido aquele erro, não encaixava na minha cabecinha. Isto em estrada nunca aconteceria, certo? E foi ai que tive a epifania de escrever este texto, de como os praticantes de corrida em estrada, passam para o trail.

Começando logo pelo corpo, mais precisamente pelas pernas, percebi que ainda não tenho coxa para aquilo. Tinha estado no treino solidário da SPEM no dia anterior e estavam lá muitas mulheres praticantes de trail e pude constatar que as minhas pernas ao pé das delas parecem uns autênticos palitos. Tenho mesmo que fazer um maior reforço muscular nestas coxas, além do treino de muita subida e descida!

 

E depois há outro fenómeno que não acontece na estrada: quando se juntam as duas distâncias numa prova de trail (por exemplo de 17km e 30 km como em Almeirim) e começamos, nós os da prova longa, a ser ultrapassados pelos participantes da prova mais curta. O que é aquilo?! Vêm feitos "loucos" capazes de esmagar o que aparecer à frente, sem olhar a meios para atingir os fins. Aqui, deveria de haver mais bom senso. Ontem, em Almeirim vi mandarem ao chão duas raparigas, e nem sequer me pareceu que tenham pedido desculpa. Opto sempre por encostar e deixá-los passar, apesar de ter ouvido algumas bocas que não o deveria fazer sendo eles quem deveria esperar. Está certo! Mas prezo a minha integridade física. Apenas um "educado" aviso a dizer que se vai passar seria o suficiente para evitar estes momentos de "stress", não?

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Depois tenho que mudar o chip, e perceber que não podemos estar a manter o ritmo, a passada, a mesma linha de pensamento que fazemos em estrada. Porque como disse o "grande mestre" Luís Moura, em amena cavaqueira enquanto esperávamos pela sopa da pedra: “Isto no trail morre-se e renasce-se muitas vezes!” E é que é isso mesmo! Ok, estávamos a falar de distancias mais longas... mas há alturas em que vamos mesmo de rastos, com umas dores nas pernas e nos glúteos que nunca mais acabam, mas de repente, vem uma força não se sabe muito bem de onde e lá vamos nós outra vez a dar gás pelos estradões.


Próximo prova de trail será o Louzan Trail. Por isso mesmo, estes próximos meses serão dedicados a treinos de trail e reforço muscular!

 

Porque afinal, é tudo uma questão de treino, certo?

Review: Skechers Gorun Ultra Road

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Tal como tinha escrito na 1ª impressão com este modelo da Skechers voltei a usar sapatilhas desta marca norte-americana passados dois anos. E o regresso não podia ter sido melhor. Que belas sapatilhas são estas Ultra Road. Num momento em que estou, no qual, muito lentamente, tento volta à boa forma e quando (ainda)  tenho de proteger os joelhos de impactos, este modelo não podia ter vindo em melhor altura.

  

CONFORTO:

Estas sapatilhas são o conforto em forma de sapatilha!. É impressionante a forma como evolvem o pé e nos fazem sentir uma passada tão confortável. Apesar da grande espessura da sola, e de ficarmos um pouco mais altos do que realmente somos, não temos quaisquer sensações de desiquilíbrio, nem quando viramos de forma rápida. Confesso que apesar de gostar de correr nas cidades não sou grande fã da calçada portuguesa - aliás nem para correr nem para andar, mas isso levava-nos a outras conversas - com estes Ultra Road não incomoda nada correr sobre aqueles pedaços mal amanhados de pedra.  


Para quem já usou as Adidas Ultra Boost a sensação é parecida...embora diferente. Para quem está um pouco acima do peso ou para quem quer correr grandes distâncias e ter muito conforto, a escolha pode passar por estas sapatilhas. A única questão menos confortável que tive com eles foi numa descida acentuada, o pé fica meio perdido no espaço interior da sapatilha e percebi que os dedos dos pés de um momento para o outro tocaram no extremo do sapato e o pé andou a "nadar" lá por dentro. Aí temos uma desvantagem em relação aos Adidas Ultra Boost, porque estes últimos usam um upper que se agarra ao pé o que proporciona alguma estabilidade, algo que falta aos Skechers, já que a sua malha é hirta e não acompanha tanto o movimento do pé - a não ser quando corremos a direito.

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DESIGN/CONSTRUÇÃO:

Na côr que me enviaram este modelo é muito bonito. Preto e laranja, com pedaços em bordeaux é das combinações mais felizes que existem. E já lá longe vão os tempos em que os Skechers tinham tudo de bom...menos o design. Estes são mesmo muito bonitos. A parte de cima (o tal upper) é feito numa espécie de malha, algo que está na tendência das sapatilhas de corridas para estrada, mas ao invés das da Nike, Adidas e Puma, que utilizam este tipo de tecido e agarram o pé como uma meia (o que prefiro), esta "malha" da Skechers é hirta, apesar de não ser dura (tal como já referi umas linhas acima). Confesso que preferia a sensação de meia, mas são pormenores. A sola é bem construída. A minha única dúvida é a durabilidade das sapatilhas. Tem bons acabamentos, a parte do calcanhar é muito confortável, a língua também, e o design é irrepreensível. A dúvida é mesmo se esta "excelência" vai perdurar no tempo. Até ao momento já fiz cerca de 130 kms com eles e estão como se tivessem saído da caixa. 

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ESTABILIDADE E ADERÊNCIA:

A aderência em sapatilhas de estrada pode parecer algo estranho, mas quando se escreve sobre corridas em cidades portuguesas faz todo o sentido. Todos sabemos o quão escorregadias são as ruas com calçada portuguesa (sim, embirro muito com este tiipo de piso, já perceberam) e então na altura do ano em que estamos, às vezes se não tivermos cuidado podemos lesionar-nos.  Até agora e nos mais de 100 kms que já fiz com este modelo nunca tive nenhuma escorregadela nos passeios de Lisboa e arredores.

 

AMORTECIMENTO:

Aliado ao conforto é no amortecimento que estes Skechers dão cartas.O nome Ultra está lá mesmo por isso. São mesmo ULTRA confortáveis devido ao seu Ultra amortecimento. Ideais para provas longas - apesar de achar que para provas mais pequenas servem na perfeição, devido à sua leveza.


Há aqui algo que tem de ser escrito. Apesar dos narizes torcidos aquando da sua presença no mercado, a Hoka One One, influênciou muitas outras marcas após o seu aparecimento. E hoje em dia rara é a marca que não tem um ou mais modelos com doses generosas de sola que servem para absorver algum do impacto que correr muitos quilómetros provoca nos joelhos e articulações. Claro que se soubermos correr como deve de ser, até conseguir incluir o barefoot uma vez ou outra nos nossos treinos, e se tivermos uma boa alimentação, dormirmos muito, etc e tal, não precisamos (quase) de sapatilhas. Mas aqui dos leitores (e atualmente são cerca de 2200/2500 que nos visitam por dia) quem consegue ter isto tudo. Uma pequena percentagem de felizardos. Pessoalmente, estou a gostar destes excessos de sola e amortecimento. Talvez daqui a uns anos quando tiver mais tempo para treinar mais a sério, não necessite. De qualquer forma, e como gosto de Ultra corridas, acho uma boa opção para distâncias grandes.

 

PREÇO:

110€. Os Skechers têm estes preços interessantes e estes não fogem à regra. Ultrapassam os três digitos, o que nos últimos anos a Skechers tem tentado não fazer. Mas nestes, e pelo menos no mercado português estão neste preço, o que ronda mais ou menos, talvez menos 20€, do que a maioria das sapatilhas de estrada.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

São os meus ténis de estrada preferidos neste momento. Devido ao facto de necessitar de amortecimento para ver se a lesão na banda iliotibial morre de vez, alterno estas sapatilhas com os Ultra Boost. É isso mesmo, Ultra é comigo! Ultra conforto, claro. Ainda no fim-de-semana passado fiz quase 20km com estas sapatilhas e nada a apontar. Não estou aqui a fazer um favor à marca em aconselhar este modelo a quem quer preparar-se para uma meia maratona ou mesmo a maratona, mas se andarem à procura de sapatilhas para o fazer, confiem em mim. Têm aqui uma boa escolha.

O único senão que lhe aponto é o fato do tal upper não ser justo e por isso qualquer descida acentuada não dá mal resultado. Ou seja, trocando por miúdos, para correr a direito em estrada com ligeiras subidas e descidas, são perfeitos. Se forem correr pelas colinas de Lisboa ou do Porto (ou de outra cidade) em provas como um Urban Trail, aí já não. De resto são excelente. Parabéns Skechers!

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Conforto 17/20
Design/Construção 18/20
Estabilidade/Aderência 17/20 
Amortecimento 20/20
Preço 19/20

Total 91/100

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Review: Skechers GOrun Strada

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Por Bruno Andrade:

 

Terreno: Estrada
Passada:  Neutra
Peso: 289g
Preço (estimado) : 130 Euros
Drop: 8 mm

 

Nestas semanas de treino deu para confirmar duas das palavras que poderiam bem resumir este modelo: Amortecimento e Estabilidade.

 

AMORTECIMENTO:

A combinação das duas tecnologias, já antes faladas na 1ª impressão, faz com que, independentemente do tipo de terreno, a mudança não seja muito sentida devido ao amortecimento que apresentam. No entanto, realço que este modelo foi pensado para estrada.O apoio de calcanhar de 8mm dão um elevado amortecimento, traduzido numa excelente absorção do impacto durante a corrida.

 

Mas vamos por partes: 

Sola: a sola é feita com materiais duráveis.  É muito resistente e mantém o sapato mais leve. A borracha de alta densidade reforça a sola de modo a que ela vai ser mais resistente ao desgaste. A tecnologia M-Strike promove um impacto que está focada na área do meio da planta do pé (mid-foot). A tecnologia GO impulse Sensors, enviam um feedback para o cérebro, o que leva a uma reação imediata a quaisquer mudanças no terreno. Ela também ajuda na manutenção da estabilidade e postura correta do corredor .

Entressola: A entressola tem realmente grandes sistemas de amortecimento que vão assegurar bem o pé e proporcionar conforto. O Resalyte é a mistura de borracha e composto de EVA que compõe a maior parte do único material. Controle de tração Resagrip está lá para assegurar ao corredor um poder bem regulado de transição.

Parte superior:  Malha e sintético compõem a maior parte da construção da Skechers Gorun Strada. O design da parte superior proporciona estabilidade e apoio substancial para a pé.

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ESTABILIDADE:

As características de estabilidade destas sapatilhas realmente ajudam na regulação do pé para a postura mais natural. É uma ajuda bastante útil, especialmente para aqueles que são  pronadores. Os módulos de estabilização ajudam a fixar o pé no lugar, e não compromete a liberdade de circulação e a respirabilidade geral do sapato.


Em relação à aderência em piso molhado, não sendo claramente a sua vocação, não me fez perder a confiança, e mostrou não ficar atrás de modelos pensados para esse fim.

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DESIGN:

Em relação ao seu design tem cores bastante apelativas como já é apanágio da Skechers.Relativamente aos refletores, estas sapatilhas estão muito bem servidas, a elevada quantidade de refletores, tanto na parte da frente da sapatilha como na parte de trás permitem uma maior visibilidade do corredor contribuindo assim para uma maior segurança.

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Avaliação Final

Conforto: 16/20
Design/Construção: 18/20
Estabilidade/Aderência: 19/20 
Amortecimento: 19/20
Preço: 17/20

Total 89/100

 

Conclusão: Os Skechers Gorun Strada são uma grande atualização. É um sapato neutro que fornece tanto desempenho como qualidade. Para um treino diário é muito eficaz,e  para provas também cumpre o que promete. São muito confortáveis e resistentes, ao mesmo tempo.

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