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Correr na Cidade

Review: New Balance Fresh Foam Vongo 2

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A marca americana New Balance fez uma aposta forte no mercado da corrida e desenvolveu vários modelos de sapatilhas que têm tido bastante sucesso.  As Fresh Foam Vongo V2 são a evolução de uma das sapatilhas que mais surpreendeu em 2016, mantendo o mesmo perfil de uso, corredores pronadores que procuram umas sapatilhas confortáveis prontas para enfrentar qualquer distância.

 

Modelo: New Balance Fresh Foam Vongo V2

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: Mais de 100km percorridos em estrada. Usados em vários treinos de 10-21km e na Corrida do Tejo 2017.

 

Design/Construção 

 

Como qualquer outra sapatilha da New Balance, estas Vongo2 não fogem à regra e têm um design que me agrada muito e com uma cor maravilhosa.

 

Em termos de construção, não há muito a dizer, a New Balance sempre nos habitou a produtos de elevada qualidade e com excelentes acabamentos. O upper mudou totalmente relativamente à primeira versão desta sapatilha e é composto por um engineered mesh muito leve e respirável que calça como uma luva. O composto mais firme utilizado na primeira versão foi substituído por uma tiras internas que se complementam para criar a estrutura necessária sem a necessidade de mais nenhum reforço.

 

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 Estabilidade e Aderência 

 

As Vongo V2, são as sapatilhas assumidamente de estabilidade da New Balance. Este modelo utiliza uma quebra no meio da sola que vai da zona do calcanhar até ao meio do pé, que quase que divide a sola ao meio, esta é uma técnica já vista em alguns outros modelos, que permite que uma corrida mais estável. Esta quebra torna o modelo muito mais flexível e maleável mas em contrapartida torna-o um modelo com menos estabilidade do que a versão anterior.  

A meia-sola caracteriza-se por ter uma parte interior ligeiramente mais inclinada que a parte exterior o que permite criar um suporte para a pronação.

 

IMG_4718.JPG

 Conforto

 

Esta nova versão e apesar de serem uma sapatilha de estabilidade é muito confortável, aliás como a grande maioria dos modelos desta marca. No treino efetuado de 21km não denotei nenhum desconforto e senti sempre os pés seguros. A sua respirabilidade é ideal para as corridas em dias quentes.

 

 Amortecimento 

Sendo umas sapatilhas de estabilidade, as Fresh Foam Vongo V2 tem bastante material na sola. Apesar da aparente altura este modelo tem uns 24-25mm no calcanhar e uns 20-21mm no antepé, ou seja um drop de 4mm, que me surpreendeu pela positiva por me ter conseguido adaptar tão rapidamente apesar de não estar habituado. Os compostos utilizados na sola favorecem o amortecimento e garantem dinamismo e uma boa resposta ao solo.

 

Preço 

São uma sapatilha com um PVPR de 130€, dentro dos valores praticados para modelos de controle de estabilidade e suporte.

 

Estas sapatilhas foram uma boa surpresa e na Corrida do Tejo transmitiram-me boas sensações sendo neste momento das primeiras sapatilhas em que pego quando vou correr estrada. Além de que a cor vermelha dá sempre para usar quando joga o Benfica.

 

Design/Construção 18/20

Estabilidade e Aderência 15/20

Conforto 17/20

Amortecimento 16/20

Preço 15/20

Total 81/100

Review: New Balance Fresh Foam Vongo

nb-vongo-1000x636.jpgModelo: New Balance Fresh Foam Vongo

Testado por: João Gonçalves

Características pessoais: Neutro com arco plantar proeminente e 76Kg de peso

Condições de teste: Percursos citadinos em Lisboa com pisos de alcatrão e calçada portuguesa.

 

Sempre gostei da New Balance, não só pela estética, mas também pelo conforto, mas o mesmo não seria de esperar de uma marca que começou por fabricar palmilhas de conforto - aposto que não sabias!! - e trouxeram esse ADN com a marca ao longo dos anos e nós agradecemos.

 

 

Treinos barefoot para a correção e estimulação do pé

TreinoNatacha.png

Tal como têm visto na página de facebook do Correr na Cidade, tenho tido o privilégio de ser acompanhada pela PT Natacha Barata. A Natacha, após a realização de uma Avaliação Funcional do Movimento exaustiva, desenhou um plano de treinos para as minhas necessidades e ambições. 

 

Os treinos acompanhados têm passado por circuitos dirigidos para o aumento da estabilidade da bacia e da tíbio-társica e tronco, reforçando a musculatura estabilizadora do tronco. Desafiamos a instabilidade, a assimetria de pesos e o trabalho de reforço muscular principalmente dos membros inferiores utilizando vários planos de movimento (porque é importante explorar os treino em movimento tridimensional). Normalmente utilizamos várias ferramentas funcionais como o Bosu,TRX, Kettlebell, Bola Suíça, Escadas de Agilidade e o Rolo

 

Se têm visto as fotos dos treinos, provavelmente repararam que tenho treinado descalça. Porquê? Para a correção e estimulação da musculatura e articulações do pé.

 

Hoje, a Natacha esclarece o porquê da importância da correção e estimulação da musculatura e articulações do pé.

TreinoNatacha2.png 

Por Natacha Barata:

 

Grande parte das lesões na corrida, acontecem ao nível dos pés, joelhos e região lombar. Este tipo de lesões está relacionado com o nível de estabilidade e controlo do movimento na sequência das forças de impacto e a transferência de energia pelo corpo.

 

O pé é o único ponto de contacto entre o corpo e o chão, desta forma, e recorrendo à ideia de calçado minimalista ou mesmo descalço, percebemos a poderosa estimulação da musculatura intrínseca do pé. Esta estrutura neuromuscular complexa é o elo crítico para uma boa estabilidade proximal e mobilidade distal. 

 

A Bo iniciou este trabalho de “barefoot” com o objectivo de melhorar a posição do seu pé, levando a um melhor alinhamento dos membros inferiores com a bacia e consequentemente a uma maior eficiência dos padrões de ativação muscular. Desta forma, criamos mais estabilidade na bacia, prevenindo lesões nos joelhos e lombar e a criação de “power” para poder correr mais rápido.

 

Um dos exercícios que a Bo faz é “short foot”. Este exercício da musculatura intrínseca dos pés (nomeadamente abductor do Halux), eleva a ativação do glúteo, estabilização e força do corpo a outro nível. Nunca ouviu falar do exercício “short foot”? É dos exercícios mais simples que há para ajudar a potenciar a contração dos seus glúteos e consequentemente a melhorar a estabilização do seu corpo.

 

É recomendável enfocar um pé de cada vez, mas também se pode realizar o exercício nos dois pés em simultâneo. Basicamente, o exercício de “short foot” consiste em numa posição de pé. De pé, separe um pouco os pés. O queixo deve estar apontado levemente para baixo, com seus braços relaxados ao seu lado. Relaxe também os seus ombros. O exercício é realizado com o corpo todo firme, enfocando a parte do pé. O pé está descalço (obviamente) e o peso do corpo está igualmente distribuído pela planta dos dois pés. Tente separar todos os dedos do pé, garantindo que todos têm contacto com o chão. Agora, foque-se nos seus dedos grandes. Empurre-os contra o chão permitindo ao arco do pé subir. Em simultâneo, contraia a zona abdominal. Mantenha esta pressão durante cerca de 10 segundos, relaxe, e repita cinco vezes.

 

Três grandes razões para realizar o exercício de “short foot”:

 

  1. Leva a uma activação conjunta dos músculos mais profundos da bacia e pélvis, permitindo a centralização da articulação da coxa-fumural e um maior envolvimento do trabalho do glúteo – para fortalecer os glúteos, precisamos de ter uma bacia estável.
  2. Favorece um momento de inversão do pé (articulação subtalar), que impulsiona a rotação externa da coxa levando a um maior trabalho do glúteo durante o movimento – para libertar mais energia potencial durante a corrida, precisamos de otimizar os momentos de rotação na coxa.
  3. Tudo está integrado e o nosso pé é o principal fundamento para a nossa postura e movimento (cadeia fechada). Para um movimento mais eficiente, precisamos de manter a tensão no corpo e estabilidade lombar e pélvica – para correr mais e melhor precisamos de estimular os músculos dos pés.

TreinoNatacha3.png 

Mais informações em:

Facebook da PT Natacha Barata

Evidence Based Fitness Academy - especialistas em treinos barefoot.

 

No próximo artigo com a Natacha iremos abordar o tema da libertação fascial.

Treinos acompanhados: Avaliação Funcional do Movimento

Natacha Barata training Bo.jpg

Quero melhorar o meu desempenho na corrida e é geralmente sabido que para tal não basta correr mais. Vêm aí várias provas grandes. Destaco os 42km do Columbus Trail na Ilha de Santa Maria, Açores, e a Maratona de Barcelona em março. Embora não tenho grandes ambições em termos de tempos nestas provas, ambiciono sim, cruzar a meta a sentir-me bem e forte.

 

Para além das aulas de RPM que tenho feito no ginásio e do Yoga que já faz parte do meu dia-a-dia, tive a oportunidade de começar a treinar com uma Personal Trainer. Comecei há cerca de um mês a treinar com a Personal Trainer Natacha Barata que se tem vindo a especializar em atletas de corrida e é adepta do treino barefoot para correção e estimulação da musculatura e articulações do pé.

 

Para um treino adaptado às minhas necessidades, começámos por fazer uma Avaliação Funcional do Movimento, utilizando a metodologia Functional Movement Screen (FMS).

 

Neste post, com a ajuda da Natacha, vamos abordar este sistema de avaliação e perceber a sua importância na melhoria dos nossos movimentamos.

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Por Natacha Barata:

 

Muitas vezes quando começamos a realizar algum tipo de exercício (caminhar, correr, treino em ginásio, etc), o nosso corpo nem sempre responde da melhor forma, apresentando muitas das vezes queixas de dor em algum ponto do corpo.

 

A dor é sempre um sinal de que algo não está bem e é muito importante escutar o nosso corpo nessas alturas, pois caso não o façamos, apenas estamos a promover um maior risco de nos lesionarmos, obrigando a paragem da prática de exercício devido às dores sentidas.

 

A melhor estratégia para retirarmos o máximo proveito na prática de exercício e podermos sentir prazer nela é realizar sempre uma avaliação específica e individualizada à nossa postura dinâmica e estática.

 

O FMS classifica e avalia padrões de movimento que são fundamentais para o funcionamento “normal” do corpo. Conseguimos através dele, identificar as limitações e assimetrias do movimento da pessoa. Com a informação retirada desta avaliação, criamos um esquema de exercícios correctivos mais eficazes para reduzir os riscos de lesão durante o treino, restaurando a funcionalidade e força da pessoa.

No caso da Bo, os padrões de movimentos limitados já foram identificados e umas das prioridades ao nível do treino será melhorar a estabilização do seu tronco potenciando o movimento da sua corrida.

Em breve, aqui no blog, continuaremos a abordar o tema da avaliação funcional e postural da Bo, focando desta vez o único ponto que temos em contacto com o chão, o pé,  e quão importante é na qualidade no movimento durante a corrida. Se até lá surgir alguma dúvida ou questão, não hesitem em contactar a Natacha.

1ª impressão: Skechers Gorun Ultra Road - Olá de novo!

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Filipe Gil:

 

E dois anos depois voltei a calçar uns Skechers. Quem segue o blogue desde o ínicio recorda-se, certamente, de vos contar do meu espanto a primeira vez que recebi em casa umas sapatilhas desta marca norte-americana. Deixei de a usar depois de me ter sido diagnosticada uma fascite plantar que ainda demorou uns quatro meses a curar, isto entre o final de 2012 e o íncio de 2013. 

 

Mas, durante muito tempo, e muitos modelos de sapatilhas diferentes, nunca cheguei a ter as mesmas sensações a correr em estrada do que as que tive com os Skechers GoRun 2. Leveza com conforto, o apoio na passada do meio do pé, e ao mesmo tempo uma prazer enorme em correr com elas – apesar da cor não ser da minha preferência (amarelo e verde estridente).

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Depois de achar que eram os Skechers que me fizeram a fascite e que devia correr sempre com palmilhas para pronador, nunca mais “toquei” em nenhum, vários foram os modelos que foram parar lá a casa e que distribui pelo resto da crew. E a Skechers já não é a mesma de há dois anos - inclusive com a vitória da Maratona de Boston em 2014 por Meb Keflezighi, o corredor da marca, a percepção junto dos corredores mudou para melhor. E os modelos evoluíram de tal forma, que em comum apenas têm o nome.

 

A única falha que aponto à marca é ainda não terem nenhum modelo especificamente para trail. Tiveram um modelo minimalista que foi muito bem recebido pelos corredores, o Skecher sGoRun Bionic Trail, mas que foi descontinuado. Foi precisamente este o último modelo que usei antes da lesão no pé, no Trail de Casaínhos, edição 2013.E recentemente lançaram o Skechers Go Run Ultra (já com duas versões) - que acho que nem a própria marca percebe se é para corredores de estrada ou de trail. Acho que quiseram seguir - e até acho que fizeram bem - o hype da Hoka One One

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Entretanto, e agora, curisosamente, a recuperar de outra lesão – isto diz muito do tipo de corredor que sou – recebi em casa os novos Skechers Gorun Ultra Road. Umas sapatilhas de estrada com muito amortecimento, 4 mm de drop, com uma espécie de upper na famosa malha knit (estreada pela Nike e que hoje em dia é usada por muitas marcas: da Adidas à Puma). Sem medos, peguei neles e fiz-me à estrada. Ainda por cima, achei-os muito bonitos

 

A primeira coisa a sentir foi o M- Strike, o tal alto no meio do pé que nos intui a fazer uma midfoot strike. "Olá de novo, há 2 anos que não sabia nada de ti?", pensei. Os especialistas dizem que é a melhor forma de aterrar com o pé, e que evita lesões. Fiz, nesta primeira impressão, 10 km. Lentos. Muito lentos. Não estou em forma! 

 

O conforto é top! Mesmo. Senti mais confiança a pisar o chão e senti. também, que estava mais protegido de impactos no joelho. Calçam muito bem, contudo o tal upper não é igual ao da Adidas, Nike e Puma. O destas marcas colam-se ao pé como se fosse uma meia (há que deteste esta sensação), o da Skechers é mais hirto e mantem a sua posição inicial "emoldurada". O que não incomoda.O único senão, até ao momento, deste modelo é que é são volumosos e grandes e por isso tornam-se um nada pesados. Sentimos que temos dois blocos confortaveis agarrados ao pé, mesmo a olhar em frente, temos a sensação que os vemos no canto inferior do olho, a cada passada.

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Mas é uma questão de hábito, digo eu. Fiquei curioso em fazer longas distâncias - que é para isso que foram construídos (pelo menos assim o diz a marca).

 

Nesta primeira impressão deu para matar saudades da marca. Fiquei com a impressão que são ténis excelentes para quem sofre um pouco de joelhos, para quem tem um pouco de peso a mais (mas depois atenção que o modelo é neutro e não tem muito suporte), e penso serem um bom par de sapatilhas para longões, apesar de algo pesados. 

 

Para os corredores rápidos, agéis, habituados a usarem, este modelo não é para eles - à primeira vista. Vou correr com eles mais um par de quilómetros e dentro de algumas semanas têm aqui o meu veredicto final. Contudo, acho que já deu para perceber alguma coisas destes Gorun Ultra Road

 

Boas Corridas. Boas Festas!

 

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