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Correr na Cidade

Como curar uma fascite plantar em estado inicial

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Por Filipe Gil:

 

Ok. Admito o título pode ser demasiado positivo, mas é fruto daquilo que aconteceu na realidade. Se já estou 100% livre da fascite que me afetou o pé esquerdo? Quase, mas não estou. Estou muito melhor e quase que nem me lembro que existe, é um facto. Ainda me dói um pouco de vez em quando mas gostava de partilhar convosco como foi possível “recuperar” em tão pouco tempo.

 

Em primeiro lugar há que dizer que já conheço bem os sintomas das fascites. Há precisamente um ano estava a ter a minha primeira fascite plantar - no pé direito. Isto fez com que esteja sempre mais atento a possíveis inflamações naquela zona (planta do pe). Assim, mal comecei a sentir dores – que nunca me impossibilitaram de correr, mas que são muito chatas – comecei a massajar com a bola de golfe no local da dor - e restante planta do pé - e aviso já que nas primeiras vezes dói. E não é pouco. Às massagens juntei a toma de Arnica. Abrandou muito a dor. E passadas duas semanas, quase que não existe.Mesmo!


Aliás, faço aqui uma premissa: caros leitores, se entrarem nesse mundo maravilhoso da “fascite plantar” a primeira resolução que têm de fazer é ganhar paciência. Isto não mata mas dói, e mói. Parece que passa rápido, mas não passa. E é uma dor ou impressão que o poderá acompanhar para os próximos meses.

 

Voltando à prosa. Como percebi que estava no início da lesão liguei de imediato à Dr. Sara Dias, naturopata, que me ajudou a curar a 1ª fascite e marquei uma sessão no espaço Saúde de Corpo e Alma, em Oeiras.

Lá, a Dr.ª Sara reavaliou confirmou que era fascite, e tratou – com massagem miofascial e com Moxa (uma planta natural utilizada numa técnica japonesa designada por Okyu).

 

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Saí de lá aliviado, quase sem dores. Entretanto já corri várias vezes, em trilho e em estrada. Voltei a usar única e exclusivamente ténis para pronadores e nos ténis neutros que tenho sempre com uma palmilha para pronadores da ironman.

 

Resumindo: assim que tiverem sintomas que persistem na planta do pé, procure um especialista (naturopata, podologista, etc.) que o possa tratar e que seja honesto consigo, uma vez que nisto da fascite não há curas milagrosas. É melhor fazer isso do que andar pela Internet à procura de informação.

 

Tenha também a consciência que não vai sair da consulta curado/a. Da primeira vez tive uma fascite foram cerca de 5 sessões e outras tantas semanas. É preciso paciência. Mas há um grande trabalho de casa a fazer. Alongamentos da fáscia através de exercícios simples e caseiro (voltamos a este assunto num post futuro). E já escrevi que é preciso paciência??

 

A fascite plantar é muito mais recorrente do que se possa pensar. Mas não deve ser menosprezada. Uma fascite no início é muito, mas muito fácil de tratar e podem ser semanas poupadas sem dor. E, muito importante, para os “estreantes” nestas andanças, vejam se estão a calçar os ténis apropriados para a vossa passada. Se não souberem, façam o teste da passada numa loja da especialidade (Sport Zone Vasco da Gama ou Colombo ou El Corte Inglés).

 

Boas corridas e de preferência sem fascites.

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Crónicas de uma lesão: curado!

Por Filipe Gil:Foram praticamente 10 semanas lesionado. Um verdadeiro suplício para quem nunca esteve mais de dois ou três dias parado com algumas dores menores.Quem seguiu esta odisseia, aqui no blog, percebeu que não deixei de correr completamente, o máximo que estive parado foram uns 15 dias, o que custou muito. Mas foi uma lesão muito difícil de ultrapassar.As tentativas frustradas de correr sem dor foram muito dolorosas psicologicamente. Acabar um treino a meio com dores no pé é muito difícil de gerir psicologicamente, e quando isso se repete, e repete, e repete é ainda pior. Tive várias semanas em que completamente parado, aliás, sentado, tinha dores no pé, que não melhoravam.Confesso que há terceira semana de lesão comecei a ficar desesperado por nunca ter lidado com este tipo de situação. Será que não voltaria a correr mais? Será que tinha tido o azar de apanhar uma lesão “estranha” sem cura à vista. Será que os médicos me vão dizer que nunca mais posso voltar a correr. Confesso que estas ideias me passaram pela cabeça. Um exagero, mas foi a forma de lidar com o desconhecido, até então.Os amigos que correm tentaram ajudar-me o melhor que conseguiram (e aqui agradeço a todos mais uma vez). Mas estava indeciso. Isto de pedir opinião a outros corredores sobre metodologias de cura é difícil porque as respostas são todas diferentes, com pontos comuns.corridaNas primeiras semanas a informação que tinha não era certa: seria fratura no osso, no quinto metatarso, seria fascite? Os dias iam passando e a lesão tanto parecia estar melhor, como no dia seguinte a dor aumentava – isto sem sequer correr.Fui à Podologista (que foi útil para saber mais e melhor sobre a minha passada, mas que em nada adiantou no diagnóstico da fascite), visitei um Ortopedista, fiz raio x e ressonância magnética, e nada. Nada de lesões. Tudo ok! E menos euros no bolso, porque só com esta parte da "análise" da lesão gastei para cima de 200€.Mas depois aceitei o desafio da naturopata, Drª. Sara Dias, para colocar os meus pés nas suas mãos no espaço Saúde de Corpo e Alma, em Oeiras. E este investimento sim, já valeu a pena e, sinceramente, recomendo. Comecei a ver resultados logo após a primeira consulta.Confesso que me empenhei bastante na recuperação. Tomei a tempo e horas todos os medicamentos homepáticos, fiz todas as noites alongamentos no pé e passei com a bola de golfe debaixo do pé (algo que ainda irei continuar a fazer).E ao fim de cinco sessões fiquei sem fascite plantar, em mais ou menos 4/5 semanas. E olhem que já vi corredores a tentar curar fascites durante meses. Ontem foi a última consulta onde se verificou que o pé está praticamente recuperado. Apenas um pontinho de nada que a Dr.ª desfez. Claro que tenho de ficar atento nas próximas corridas, claro que tenho que aumentar a carga de treinos com algum cuidado. Claro que ao menos sintoma de fascite sei como a tentar prevenir. Claro que tenho de passar a alongar SEMPRE, uma vez que tive praticamente um ano a correr sem alongar, claro que tenho de apenas correr com ténis para pronadores. Mas isso não é nada depois de ter estado impossibilitado de fazer uma das coisas que mais gosto na vida.A fascite é o raio de uma das piores lesões para os corredores. Espero que este relato exaustivo ao longo destas semanas possa ajudar quem esteja a passar pelo menos e aqueles que infelizmente possam vir a passar pelo mesmo. Incluindo eu próprio que lá por me ter livrado desta não quer dizer que não venha a ter novamente. Esperemos que não! Boas corridas.Links para os outros textos sobre esta lesão:#Dois meses de dor #Haja Paciência #4Km maravilhosos #Vamos lá a isso #Ida ao Céu e rápido regresso#A lesão fantasma #Melhoras sentidas #A paciência que não tenho#Voltar à estaca zero#Será que já passou?#A razão da minha lesão#A fase perigosa#E de repente, a lesão desaparece#Uma lesão estranha 

Como tratar uma fasceíte plantar

431042_341419142558044_1138062320_nTal como tenho vindo a dar conhecimento aqui no blog a minha lesão está a melhorar. Portou-se muito bem durante os 10Km da São Silvestre de Lisboa e desde então não tenho tido dores, apenas uma impressão em alguns pontos da planta do pé. Como estou a ter uma semana de “intenso” descanso, espero que seja o suficiente para ficar curado de vez. A ver.Entretanto fiz uma pequena entrevista à Dr.ª Sara Dias, Naturopata que me tem ajudado a curar esta maleita desportiva. Com o objetivo de ajudar todos os que estão a passar pelo mesmo e aqueles que, mais tarde ou mais cedo, poderão ter este tipo de lesão A entrevista é feita tendo em conta a minha situação e é nela que as respostas são baseadas, havendo, contudo, como se percebe pelas respostas mais generalizas, informação útil para  outro tipo de lesões que, infelizmente, fustigam os corredores com muita frequência. Perguntas & Respostas a Drª Sara Dias, Naturopata:Qual a sua análise deste tipo de lesão?A lesão de pé é muito frequente e transversal ao Ser Humano, a incidência aumenta quando falamos de adeptos de corrida. O pé é uma das regiões do corpo que mais sofre alterações anatómicas ao longo da vida. Este recebe e distribui o peso corporal e adapta-se a superfícies irregulares, atuando como uma alavanca rígida que impulsiona o organismo durante a marcha/corrida. Não podemos esquecer que se trata de uma região complexa, formada por músculos, numerosos ossos, ligamentos e articulações sinoviais. A lesão mais comum nesta região do corpo é a fasceíte plantar, trata-se de uma inflamação na fáscia plantar (tecido conjuntivo denso que reveste a planta do pé), esta estende-se desde o calcâneo (osso que forma o calcanhar) até aos dedos. A fáscia plantar é responsável por manter o arco plantar longitudinal, sendo este importante na acomodação do pé ao solo. Quando sujeito a sobrecarga excessiva e repetida, sendo o caso da corrida, a estrutura deixa ter a capacidade de recuperar do trauma. Inicialmente surge uma dor ligeira que desaparece com o repouso, caso este não seja respeitado, evolui para inflamação, rigidez plantar e dor aguda.Da sua experiência, o que poderá ter causado este tipo de lesão neste caso?Este tipo de lesão pode ter uma causa única e/ou a junção de diversas causas. Tal como foi referido anteriormente o arco longitudinal tem uma importância extrema no pé, existem três tipos de pé: pé normal, pé plano (diminuição significativa do arco longitudinal) e pé cavo (aumento significativo do arco longitudinal). No caso do pé plano e do pé cavo, a biomecânica da locomoção não é mantida, desenvolvendo compensações no resto do corpo; Alterações musculares da perna, nomeadamente encurtamentos musculares por excesso de exercício e ausência de alongamentos (muito comum nos atletas); Calçado inadequado; Corridas de longas distâncias, em especial aquelas desenvolvidas em terrenos irregulares; Atividade profissional que implique muitas horas de pé; Este tipo de patologias é recorrente entre os 40 e 70 anos, em ambos os sexos, devido á perda de elasticidade da fáscia.Que tratamento tem utilizado nas sessões já efetuadas?No caso específico do Filipe, onde não existe inflamação, mas sim rigidez e muita tensão, foi sujeito aplicação, na região sintomática, uma técnica de Moxabustão Japonesa chamada Okyu. Esta produz no organismo uma resposta imunológica (aumento da produção de leucócitos) atuando na região onde é aplicada regenerando o tecido.Posteriormente foi feita libertação miofascial, ou seja pode-se dizer que se trata de uma massagem profunda, que por isso mesmo provoca alguma dor, mas que trabalha pontos específicos de tensão na fáscia, que por sua vez estão a exercer pressão em outros tecidos, estruturas e órgãos. Após a libertação desses pontos, que poderá não ser imediato, depende se a lesão é aguda ou crónica, a elasticidade e flexibilidade reaparece deixando de haver tensão nos tecidos adjacentes e por fim as dores desaparecem.Como se pode evitar este tipo de situação nos corredores?Todos os desportistas deviam ter muita atenção à fase de aquecimento antes de cada treino ou competição, contudo não menos importantes são os alongamentos no final de cada treino. Arrisco a dizer que 70% dos meus casos clínicos em desportistas (independentemente do desporto que praticam) não fazem nenhum tipo de alongamento; Aconselho que recorram no mínimo uma vez por mês (em fases mais calmas de competição) a tratamentos Miofasciais importante na manutenção da saúde muscular; Ter muita atenção ao calçado e conjuga-lo com o seu tipo de pé, recorrer a profissionais especializados na área;Moderação na aplicação de gelo quando há dor, tentar perceber se a dor advém de uma inflamação ou de tensão, caso advenha de tensão opte por calor para promover vasodilatação e consequente relaxamento da zona sintomática;Sempre que sinta tensão ou pressão na região plantar, coloque essa zona em cima de uma bola de ténis e exerça alguma pressa sobre a mesma, promovendo movimentos circulares lentos; Nunca descorar uma ligeira dor;Respeitar os descansos necessários à recuperação.Quando um corredor amador se lesiona, o que deve fazer nos primeiros dias? A que tipo de terapia deve recorrer?Nos primeiros dias deve suspender a atividade física, caso sinta a região lesionada quente deve aplicar gelo dinâmico (aplicar um cubo de gelo na região lesada sempre em movimentos circulares até derreter o cubo), deverá tentar perceber mais sobre a dor (os movimentos que doem, quando dói, quando melhora, etc), deverá sempre pedir ajuda de um profissional de saúde especializado para que o possa avaliar e poder ajudá-lo após avaliação. Nunca descore nenhuma impressão ou dor ligeira passageira. Evite a automedicação, muitas das vezes quando a lesão tem pouco tempo não necessita de tomar químicos para resolver a mesma. A cura de uma lesão muitas vezes não depende de medicação mas sim de ser “mexida”.A Drª Sara Dias é Naturopata e tem formação complementar em acupuntura, terapia miofascial, mesoterapia homeopática e moxabustação japonesa. E dá consultas, entre outros locais, no espaço Saúde de Corpo & Alma.

Crónicas de uma lesão: Ida ao céu e rápido regresso

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Não, ainda não estou curado. E não, ainda não sei quando estarei. Mas acho que está para breve, sou otimista e estou a ser bem aconselhado!Acontece que a vontade de correr, no próximo sábado, a São Silvestre de Lisboa (prova que me deu um grande gozo de fazer em 2012), é muita e talvez por isso precipitei as coisas, ou então esta lesão está a dar muita luta. Passo a explicar.2ª feira, dia 23, voltei ao espaço de Saúde de Corpo e Alma, em Oeiras, para mais uma sessão com a Naturopata Dr.ª Sara Dias para fazer a avaliação da 1ª sessão de tratamento (sessão essa que podem ler aqui). O pé estava a doer em novos sítios depois do meu treino de bicicleta do passado domingo de manhã (onde corri cerca de 1km, para além dos 9 de bicicleta). Uma dor completamente diferente das que tive anteriormente. A dor mais crónica, chata, que me chegava a colocar o pé com formigueiro desaparecera após a primeira sessão de tratamento. Agora a dor está em sítios localizados.A Dr.ª Sara observou a minha ressonância magnética, percebeu que a imagem mostrava alguma confusão nos tecidos da planta do pé aos quais o médico da CUF não deu importância.E lá se fez mais uma sessão. No final de quase 1 hora de massagem, de alívio, e de algumas dores, o meu pé já era outro. Apesar de ter ainda três pequenos pontos profundos a tratar, o pé parecia outro, mais relaxado, por momentos(horas) esqueci-me que estava lesionado.Na manhã do dia 25, sim, dia de Natal, nervoso, e ainda com muitas calorias e álcool no estômago lá me fiz à estrada. Apesar da chuva e do muito vento a vontade de correr foi enorme . Uma pequena dor do lado esquerdo do pé começou a preocupar-me por volta do 1 km, mas esta desapareceu aos 4 kms. Senti sim foi uma falta de forma “de brandar aos céus”. Os 6,2km que fiz pareciam os 20km de há uns meses atrás. Percebi que não tenho que recuperar apenas o pé direito mas também a forma física em geral. Vai ser um quase começar de novo e com a época de Natal e os doces, chocolates e afins, a balança já deve ter ganho mais uns 3 a 4 quilos desde as últimas seis semanas.No banho após o treino senti um tremendo alívio do pé estar a ficar frio e não doer, nada. Estava no céu. "Estou curado", pensei na altura. Só que mais no final do dia, quando sai à rua novamente comecei a ter uma dor permanente na parte do calcanhar. Doía muito? Não! Incomodava? Sim!Cheguei a casa e fiz uma massagem que a Dr.ª Sara me ensinou, e passados 30 minutos deixei de ter dores e aqueles pontos profundos no pé já não doíam tanto. Acordei a meio da noite para socorrer um sobressalto com o mais novo cá de casa e ao colocar o pé no chão senti, não dor, mas um incómodo. Sinal que o pé ainda está diferente do outro, que ainda não está bom. Curiosamente, estava pior nessa altura do que umas horas após a corrida.Já de manhã acordei com dores no pé. Uma dor crónica, como se fosse uma dor de cabeça constante, mas não tão intensa como anteriormente. Tentei perceber onde me doía e foi difícil distinguir corretamente. Mandei mensagem à Dr.ª Sara para saber se podia ter nova sessão de massagem (algo que já me tinha indicado caso eu achasse melhor antes da São Silvestre), e esta sexta à tarde lá estarei novamente em Oeiras para mais uma sessão.Entretanto percebi que a dor acontece quando faço a passada e a parte dianteira do pé “puxa” pela fáscia plantar (acho, não tenho a certeza) e também me doeu o calcanhar quando tive de pegar nos quilos do meu filho mais velho adormecido no sofá. Estranho.Agora aqui estou a escrever este post estou sem dores. Mas ainda há pouco levantei-me para fazer um café e a impressão (semi dor) lá estava. Talvez a forma como corro com a ponta dos pés não seja a melhor para recuperar desta lesão, talvez necessite mesmo de uns ténis para pronador - estou a usar uns para pronadores suaves. E talvez tenha de ter mais paciência e ter mais sessões de tratamento esperar mais umas semanas para voltar a correr. Seguem-se os novos capítulos desta novela, que espero que acabe depressa e com final feliz... 

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