Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Review: Pearl Izumi E:Motion Trail N2

Modelo: Pearl Izumi E:Motion Trail N2

Testado por: João Gonçalves

Características pessoais: Neutro e 73Kg de peso

Condições de teste: Mais de 100km percorridos em trilhos por Monsanto, Serra do Buçaco e Serra de São Mamede, passando por vários tipo de terreno e ambientes de treino, foram também a minha escolha para fazer o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos.

 

Picture3.png

  

Confesso que só há relativamente pouco tempo, tomei conhecimento que a Pearl Izumi estava implementada do mercado da corrida, pois apenas tinha conhecimento da marca pela sua presença no ciclismo, e como eu, acredito que esta seja ainda uma opinião generalizada, contudo começa a notar-se uma aposta forte da marca na entrada neste segmento e que merece o meu aplauso, pois acredito que há um lugar para ela.

 

Há semelhança dos Pearl Izumi E:Motion M2, já testados pelo Tiago Portugal, estes N2 também fazem parte da linha E:Motion que divide o amortecimento em níveis, estando estes no nível 2 que representa o “Moderado”, quanto ao “N” significa Neutro, ou seja, é uma sapatilha indicada para corredores de passada neutra que apreciam algum amortecimento durante as suas corridas.

 

Picture2.jpg

 

Quanto ao teste efetuado a estas sapatilhas foi positivo? Com tinha já referido no Unboxing e 1ª Impressão,  algo me dizia que ia gostar muito destas sapatilhas e não me enganei, são umas sapatilhas leves, super confortáveis e fáceis de usar deste a primeira corrida, basicamente é como calcar umas meias.

 

Design e Construção

 

Não escondo, gosto muito design destas sapatilhas, acho-as bastante bem conseguidas, aliás foi um dos primeiros comentários que tive quando as vi pela primeira vez, num esquema de cores simples, tendo a base em preto e um azul quase elétrico que realça todos os pormenores da sapatilha, desde a sola, ao logo da marca situado na lateral e as zonas que envolvem e dão aperto ao pé. Os atacadores também são no mesmo tons de azul e possuem uma forma não usual, a sua forma quase se assemelha a uma tira de salchichas frescas com zonas mais salientes que permitem não só, que depois de apertados o nó permaneça no “sitio” sem problema, como dão alguma flexibilidade aos atacadores permitindo maior conforto.

 

Picture1.jpg

 

izumi 2.PNG

 

É de realçar a qualidade dos restantes materiais e os acabamentos utilizados tanto no upper como no seu interior, no que toca à sola o desgaste é praticamente inexistente ao fim de mais de 100km.

 

Em resumo no design e construção, as N2 desta marca japonesa levam uma nota muito positiva.

  

Estabilidade e Aderência

 

Como todas as sapatilhas da linha E:Motion, a Pearl Izumi uma tecnologia denominada de Dynamic Offset que proporciona uma transição suave desde o momento que pé toca no solo até ao momento que o larga o solo, o que permite são só estabilidade na passada como uma bom retorno de energia.

 

Como já indicado, estes N2 são sapatilhas para uma passada neutra indicados para corredores queiram um leveza e conforto, dois pontos que por vezes não estão sempre ligados, a zona do calcanhar está bastante reforçada e em conjunto com a palmilha que tem uma forma de copa, permite um bom encaixe para o pé, garantido a estabilidade nesta região.

 

IMG_20150611_180449_.jpg

 

Contudo é neste ponto que tenho os meus senão a estas sapatilhas e vou dividir aqui este ponto em dois:

 

Se estamos a falar de percurso em trilhos muito corríveis e rápidos e sem grande dificuldade técnica, estas N2 são fantásticas, é esta a sua praia, rápidas, leves, confortáveis e boa aderência ao piso, não foi à toa que foram a minha escolha para o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos que para mim tem todas estas caraterísticas.

 

No caso de estar de percursos mais técnicos onde a exigência das sapatilhas é levada a outro nível a minha pontuação não pode ser tão alta, pois é aqui que estas N2 mostram algumas deficiências tanto em termos de estabilidade como de aderência ao piso, o pé tende a movimentar-se muito no interior da sapatilha, quando entramos em terrenos mais sinuosas, bem como a sola tente a derrapar constantemente não transmitindo muita confiança.

 

É um modelo pensado para os chamados “estradões” em terra batida, menos técnicos e sinuosos e devo salientar que neste campo fazem o seu trabalho de maneira irrepreensível.

 

 

Conforto

 

Como já referi, são como calcar umas meias, é uma sapatilha que se nota confortável deste a sua primeira utilização, o seu ajuste é perfeito e depois dos atacadores bem atados sentimos que o pé fica envolvido e ajustado na perfeição.

Outro ponto que considero muito importante é a escolha de materiais e aos acabamentos do upper das N2, num material de excelente qualidade e sem existência de costuras, contribuem para uma sensação de “um todo” quando calçamos estas N2.

 

IMG_20150611_180341_.jpg

 

Tendo eu a parte da frente do pé bastante larga, existem muitos modelos nos quais sinto confortável, mas para minha satisfação o mesmo não acontece com estas sapatilhas, são suficientemente largas à frente o que permite abrir os dedos dos pés nas sua totalidade, ainda na zona frontal das sapatilhas, existe um bom reforço na sua construção que oferece uma boa proteção quando bateremos contra um outro objeto mais duro, seja uma pedra ou uma raiz mais saliente, para uma proteção extra contra estes objetos, mas desta vez quando os pisamos, existe também uma rock plate que protege a sola do pé.

 

roclkplate.PNG

 

Em suma, é uma sapatilha muito confortável deste a sua primeira utilização, mesmo em treinos em cenários de grande calor, estas demonstraram capazes de o dissipar bastante bem, mantendo o pé seco, levando assim um óptima pontuação neste ponto.

 

Ficou a faltar o teste em condições de chuva mas dada a altura do ano, não foi possível efetuar o mesmo.

 

Amortecimento

 

Estas E:Motion N2 enquadram-se no segundo nível de amortecimento (moderado) da Pearl Izumi e com um drop de 4mm anunciado pela marca, estas sapatilhas conferem um amortecimento confortável que permite atacar o solo com confiança e garantia que não nos vamos aleijar ao pisar certas regiões de terreno, sem no entanto perdermos o taco do chão. A sola é composta por vários níveis de densidade que para além de absorverem os impactos de uma forma excelente devolvem a energia para a passada, aliado ao facto de serem sapatilhas leves, torna-as bastante rápidas. 

 

IMG_20150611_180735~2.jpg

 

Nesta secção não à muito mais a dizer, o amortecimento excelente, moderado mas confortável o suficiente para absorver os impactos sem perdermos a sensação do ambiente que nos rodeia, permitindo atacar o solo de uma forma mais agressiva com conforto.

 

 

Preço

 

O PVP ronda os 100€ - 120€, que tendo em conta a qualidade dos materiais e a qualidade de construção é um preço justo, só não levam um pontuação mais elevada neste ponto, pois na minha opinião são muito específicas em termos de terreno.

 

Avaliação Final

Design/Construção 19/20

Estabilidade e Aderência 16/20

Conforto 18/20

Amortecimento 18/20

Preço 17/20

 

Total 88/100

 

Em resumo e em jeito de balanço, estas Pearl Izumi N2 Trail são sapatilhas que não desiludiram, adorei usa-las ao longo durante os testes e sem sombra de dúvidas que vão entrar na minha rotação para treinos e provas até 30K sem grande exigência a nível técnico, gostaria sim, que neste campo elas demonstrassem outra eficiência, contudo, não foi para isto que foram construídas e assim são umas sapatilhas bem verdadeiras.

 

Uma excelente escolha para quem quer umas sapatilhas rápidas, leves e confortáveis.

 

Review: Pearl Izumi E:Motion M2 Trail

IMG_1520.JPGModelo: Pearl Izumi E:Motion Trail M2

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: Mais de 150km percorridos nos trilhos de Monsanto e Sintra. Descidas e trilhos com partes mais técnicas e treinos mais rápidos em terra batida com algumas secções feitas em estrada. Treinos maioritariamente entre 10-20km com 2 treinos de mais de 4 horas, 25-30km.

 

FullSizeRender (8).jpg

 A Pearl Izumi é uma das marcas que sempre me despertaram maior curiosidade pelo seu design apelativo e características dos vários modelos.

 

Em Portugal é uma marca que já tem alguma visibilidade no ciclismo e que está finalmente a começar a apostar no mercado da corrida com a venda de alguns modelos. Já está disponível em algumas lojas do norte do país e brevemente irão poder ver e experimentar alguns modelos na região de Lisboa e arredores.

 

Os Pearl Izumi E:Motion Trail M2 testados foram gentilmente cedidos pela Sociedade Comercial do Vouga, distribuidor oficial da marca em Portugal e o conteúdo do texto reflete uma opinião pessoal relativamente ao modelo testado.

 

150km depois será que os Pearl Izumi passaram no teste? Sem dúvida que sim, foram uma agradável surpresa.

 

Um modelo muito confortável com um rendimento bom em quase todos os pisos e que rapidamente me transmitiram confiança para correr sem medo. Entraram na minha rotação de sapatilhas e serão a minha escolha para provas e treinos até 25-30km. Será o modelo que irei utilizar nos 25km do Trail de Óbidos dia 1 de agosto.  IMG_1518.JPG

 Design e Construção

 

Como já referi, uma das características que mais me fascinam nos modelos da Pearl Izumi é o design. Gosto muito do formato dos vários modelos e acho que a combinação de cores é muito bem conseguida. Este modelo não foi exceção, a parte superior é em 2 tons de cinzento com pormenores azuis e laranjas. A sola é ao longo de toda a sapatilha laranja com a exceção de uma parte azul que percorre a sola desde o calcanhar até à proteção dos dedos. O logo da marca esta situado na zona lateral externa também ele em tons laranja. Nenhum pormenor foi deixado ao acaso e até os atacadores são azuis. Em termos de formato não têm aquele aspeto de sapatilha típica de corrida e parecem-se mais com um modelo casual. A Pearl Izumi não deixa nada ao acaso como comprova a qualidade do material e dos acabamentos deste modelo, que são extraordinários. Os atacadores deste modelo tem um formato diferente do usual, não são retos e direitos mas tem zonas ovais mais saídas que tem como propósito manter seguro o aperto das sapatilhas. Tudo pensado portanto.

 

Mais de 150km depois com exceção de uma parte de EVA que está exposta na sola não se nota nenhuma marca de uso ou degradação dos materiais.

 

Em termos de design e construção nota muito positiva para os Trail M2 desta marca japonesa.

FullSizeRender (9).jpg

Estabilidade e Aderência

 

Da mesma forma que a Pearl Izumi utiliza números para identificar os vários níveis de amortecimento também utiliza as letras N, M e H para facilmente se saber se o modelo contém características que dão maior estabilidade e suporte.  

 

Neste caso o M significa Midfoot Stability ou seja estabilidade do meio pé, um modelo produzido para os corredores que pretendem um sapato dinâmico mas que ofereça estabilidade e algum suporte.

 

Eu sou pronador, com maior preponderância do pé direito, e à medida que vou ficando cansado essa tendência aumenta. Por norma para a prática de trail não acho que o controlo de pronação seja factor essencial e não é algo que influencie a minha escolha.

 

No entanto, este modelo apesar de não específico para pronadores tem características que dão um maior suporte e estabilidade em caso de necessidade. Na região intermédia a densidade da sola é diferente e muito maior o que permite um aumento estabilidade.

 

A zona do calcanhar está reforçada com 4 tiras azuis que garantem uma maior estabilidade ao mesmo tempo que limitam os movimentos laterias e mantêm o calcanhar preso. Em terrenos irregulares os pés não balançam tanto e o movimento interior e exterior é reduzido. A palminha utilizada tem uma copa para o calcanhar assentar e ficar bem seguro.

 

Em termos de aderência não tive problemas em nenhum tipo de terreno. Os tacos não são muito proeminentes, sensivelmente 3mm, e em terrenos mais técnicos poderemos sentir mais dificuldades e apesar de não o ter testado creio que terrenos molhados e lama podem não ser os ambientes mais indicados para usufruir de todas as capacidades deste modelo. É um modelo pensado mais para trilhos americanos, com mais terra batida e menos técnicos do que os trilhos europeus, mas para 95% dos trilhos onde costumo correr são mais do suficientes e transmitem segurança a nível de aderência. Não seriam a minha escolha para o Trilho dos Abutres ou a Serra D’Arga mas para o Piodão ou o Monte da Lua não hesitaria em utilizá-los.

FullSizeRender (1).jpg

Conforto

 

O conforto é outro ponto forte deste modelo. Muito confortável à saída da caixa ou seja desde a primeira utilização. O seu ajuste é perfeito e o número corresponde, o 43, 27,5cm (número que habitualmente uso) assentou-me na perfeição. O formato desta sapatilha alarga na região da frente o que permite uma grande liberdade dos dedos do pé, pormenor que valorizo sempre ao escolher um modelo.

 

A região do calcanhar fica bem segura e sentimos que os Trail M2 envolvem todo o pé mantendo-o seguro mas sem apertar em demasia.

 

A região superior é uma das melhores partes desta sapatilha e é uma das características distintivas da marca sendo um fator de diferenciação relativamente à concorrência.  A parte superior não tem costuras e passando a mão por dentro não sentimos mesmo nada. As camadas que suportam a língua e os atacadores são termoseladas, assim como o logo da marca. A língua está presa só na frente mas apesar disso não se movimenta lateralmente. E feita de uma material esponjoso e não sendo muito grossa permite que fique bem colada e não deixe entrar detritos.  

 

Os últimos treinos de junho e os treinos de julho foram feitos em ambientes muito quentes mas em nenhum momento senti o pé a aquecer em demasia e e a malha deste modelo permite uma boa ventilação.

 

Por motivos climatéricos, e ainda bem, não testei a impermeabilidade e a secagem deste modelo sendo que não me posso pronunciar sobre essas características.

 

Tirando a rigidez inicial da rock plate foram umas sapatilhas que imediatamente me transmitiram boas sensações e confiança. Não me causaram nenhuma bolha nos pés nem nenhuma irritação ou sensibilidade. Tenho no pé direito algumas zonas mais calejadas e que facilmente ganham bolhas se a sapatilha não estiver mesmo à medida. Não foi o caso e passou este teste com distinção.

 

Na frente temos uma proteção para os dedos do pé, em azul, que evitam uma unha negra em caso de atingirmos algum obstáculo, a eficácia esta diretamente relacionada com o tamanho do objeto que atingimos, pedras e galhos grandes magoam na mesma.

FullSizeRender (2).jpg

Amortecimento

 

Na preview deste modelo mencionei que a marca Pearl Izumi utiliza nos seus modelos os números 1 2 e 3 que permitem identificar o nível de amortecimento de cada uma das suas sapatilhas, (1=mínimo, 2=moderado;3=máximo).

 

A nível de amortecimento para mim este modelo está mesmo no ponto certo, conseguimos manter a sensação de contato ao chão e sentir onde pomos o pé e o que pisamos ao mesmo tempo que não sentimos cada pedra e galho a espetar-se no pé. A sola é composta por dois níveis de densidade distintos que absorvem muito bem os impactos mas sem perder a reatividade e o retorno de energia. Na zona superior da sola os compostos utilizados são mais duros e resistentes mas mesmo assim reativos. Ao mexer conseguimos sentir a sola a comprimir e depois regressar ao seu formato original. Na região do meio pé e calcanhar existem duas densidades distintas e uma parte de EVA que está exposta, não percebi ainda bem o seu propósito. Segundo a marca o drop desta sapatilha é de 4mm. Medindo em casa apurei uma altura de 22mm na região do calcanhar que vai até aos 24mm no medio pé acabando com 12-14mm na região do calcanhar, tendo pelas minhas contas um drop de 8mm.

Diria que apesar do amortecimento são umas sapatilhas agressivas a nível de contacto.

 

Nas primeiras utilizações senti alguma rigidez na região dos dedos do pé devido à presença de uma rock plate, uma placa rígida imbutida na sola na parte da frente que serve para proteger o pé, que demorou cerca de 40-50km para deixar de sentir-se. A rock plate é visível através de buracos na sola e apesar de ser rija, tem de o ser para fazer bem o seu trabalho, ainda permite algum movimento e torção naquela região.

FullSizeRender (4).jpg

FullSizeRender (12).jpg

Preço

 

O PVPR rondará os cerca de 120 euros. Tendo em conta os materiais utilizados, os acabamentos e a durabilidade é um preço justo e de encontro aos valores praticados pela concorrência.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

 

Design/Construção: 19/20
Conforto: 19/ 20
Amortecimento: 18/20

Estabilidade/Aderência: 18/20
Preço: 18/20

TOTAL: 92/100

 

As expectativas eram elevadas e os Pearl Izumi Trail M2 não desiludiram em nenhum aspeto. Foram sem sombra de dúvida uma das melhores sapatilhas de trail que já usei e são neste momento as primeiras que tiro do armário se for fazer um treino até 20-25km. Provavelmente não serão as mais indicadas para provas muito técnicas, e em piso molhado não as pude testar, mas para treinos ou provas mais rápidas serão uma das minhas escolhas. 

 

Uma opção a considerar se está a pensar ou a precisar adquirir um novo par de sapatilhas de trail. 

 

Sapatilhas de corrida, novas marcas disponíveis

Brands 1.jpg

 Por: Tiago Portugal

 

Pouco mais de 1 mês depois de ter escrito sobre a diversidade de marcas presentes no mercado português, vejo com satisfação que neste curto espaço de tempo alguma coisa mudou.  Os corredores nacionais têm, finalmente, uma maior liberdade de escolha relativamente às sapatilhas de corrida, e o mesmo se poderá dizer no que respeita ao têxtil especializado.

 

Os meses de maio e junho foram prolíferos em termos de novas marcas a entrarem no mercado ou pelo menos com uma mudança estratégica de maior aposta em solo nacional.

 

Mas o que terá mudado para de repente o mercado português se ter tornado mais apelativo para algumas dessas marcas? 

 

Correr está na moda? Claramente que sim.

 

Vê-se cada vez mais portugueses a correr? Também é verdade e ainda existe muito espaço para crescer.

 

Portugal tem condições idílicas para a prática da corrida? Claro, sendo que o trail em particular pode tornar o nosso país num destino para corredores de todo o mundo. A recente notícia da criação do 1.º centro de trail em Penacova, by Carlos Sá, é mais um sinal de que o turismo desportivo pode e deve ser uma aposta em Portugal.

 

Mas não nos iludamos, acima de tudo é uma oportunidade de negócio que as marcas estão a ver e não querem deixar passar. Fazendo umas contas de “sapateiro”, segundo um recente estudo do IPAM, 2014, existem 1,45 milhões de praticantes de corrida em Portugal. Vou ser mais cauteloso e reduzir esse número para 1 milhão. De acordo com esse mesmo estudo, que está disponível na internet para consulta, cada 1 desses corredores gasta cerca de 118 euros em calçado desportivo por ano.

 

Já fizeram as contas? São 118 milhões de euros gastos em sapatilhas. Se desse bolo conseguir uma fatia de 5% a 10% de cota de mercado são entre 6 a 12 milhões de euros. Temos que retirar a estes valores os custos operacionais da operação e a margem dos revendedores, mas acredito que ainda se ganhe algum dinheiro com isto da “corrida”.

 

Não é portanto de admirar que recentemente algumas marcas tenham decidido apostar no nosso país, com isso ganhamos nós todos que gostamos de correr.

 

11.png

 Ainda temos muito caminho para percorrer, nomeadamente em termos de lojas ou espaços dedicados ou especializados em corrida. Ver, tocar, sentir e experimentar são essenciais na escolha de novas sapatilhas. É importante experimentar. A biomecânica de corrida é muito pessoal, assim como a nossa forma do pé e aquilo que pretendemos/objetivos que temos com a corrida. Tudo isto em conjunto dita as nossas necessidades e influencia na hora de escolher a melhor opção para nós.

 

Um modelo que seja o mais correto para mim não é necessariamente o mais indicado para todos.

 

Escolher em função do “este é o mais bonito” ou "ouvi dizer que estes eram bons" é um erro e pode ter consequências a médio/longo prazo, tais como o surgimento de lesões.

 

Para ajudar na tomada de decisão é importante ir com alguma informação, leitura de reviews, características técnicas dos modelos, saber o que queremos e os nossos objetivos e puder contar com apoio ou ajuda especializada na hora de escolher.

 

Existem em Portugal, pelo que sei, 2 lojas especializadas em corrida, uma em Lisboa e outra no Porto. Nestes espaços encontramos pessoas habilitadas para nos ajudar na escolha acertada.

Além destas existam ainda algumas lojas de desporto, próprias de marcas tais como Adidas, ASICS,Nike, New Balance, Salming, Merrell e Skechers, onde podemos ser orientados para uma escolha mais acertada, dentro dos vários modelos de cada uma das marcas. 

 

No entanto, a grande maioria, na qual me encontro, utiliza maioritariamente os grandes espaços dedicados ao desporto, estou a referir-me a 3 grandes lojas, para comprar o material de que precisa. E aqui, e isto é uma opinião puramente pessoal, já ouvi algumas barbaridades a serem ditas aos clientes, propondo modelos sem nenhum tipo de critério técnico ou atenção para com o consumidor final.

 

Acredito que exista falta de informação e formação a quem trabalhe nestas lojas.

 

Encontrar o equilíbrio correto entre amortecimento, suporte, ajuste e comodidade consegue-se através da experimentação, sensações e aconselhamento especializado.

 

Resumindo, o mercado nacional está cada vez mais diversificado e o consumidor tem cada vez mais liberdade na hora de escolher a sua próxima sapatilha. Temos agora que começar a apostar em dar mais informação e ajuda especializada quando chegar essa altura. 

 

Boas corridas a todos.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D