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Correr na Cidade

"Não se devia realizar uma maratona sem o acompanhamento adequado" - entrevista a Arnaldo Abrantes

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Quem segue estas "coisas" do atletismo e da corrida sabem bem que é Arnaldo Abrantes, atleta de velocidade (100 metros, 200 metros e estafetas 4X100 metros) que já participou em dois Jogos Olímpicos (Londres e Pequim) - e que prepara a ida ao Rio de Janeiro - e que já foi atleta do Sporting e agora é do Benfica. 

Tenho eu a sorte de o ter como meu médico de família. Eu, que odeio ir ao médico, passei a gostar porque aproveitamos a conversa e falamos de corrida. Na minha última consulta de rotina, recentemente, o meu médico, o atleta Arnaldo Abrantes falou-me do seu projeto novo, uma clínica médica e desportiva que aplica a filosofia multidisciplinar da alta competição para os atletas amadores. De corrida e não só. Não resisti e quis saber mais, combinei uma visita ao espaço, a Athletika, para o entrevistar. E tentar saber algumas dicas destes atletas de alta de competição que nos possam ajudar, a nós, atletas amadores. A ler, com atenção:

 

Quando é que a Athletika abriu?
Abrimos no dia 4 de janeiro deste ano.

Quem está por detrás da Athletika?
São pessoas que já se conhecem há muitos anos. Eu, o Ricardo Paulino, fisioterapeuta e o Ricardo Antunes que é o ortopedista aqui na clínica. Temos uma amizade de alguns anos e já partilhamos muitos momentos ligados ao desporto de alta competição. Com a minha entrada na especialidade começámos a falar sobre um projeto diferente que passasse os valores da alta competição para os atletas amadores e para o desporto em geral.

Atualmente, o desporto dito amador está cada vez mais profissional. As pessoas gostam de treinar cada vez mais vezes e gostam de se desafiar e de bater recordes. Por vezes utilizam modelos de treino de alta competição mas não têm o mesmo apoio e suporte que os atletas de alta competição, sobretudo a nível de acompanhamento na recuperação, de nutrição ou acompanhamento médico. E aí surge este projeto e, para já, estamos a ter bons resultados.

Especializam-se nesta tipologia do corredor amador com um nível mais exigente, ou dão consultas a todos?
Damos consultas a todos. E dou o exemplo: temos uma consulta para promover a atividade física a pessoas sedentárias que querem começar a fazer exercício com benefícios para a saúde, ou pessoas com hipertensão ou diabetes e que querem praticar exercício físico de um modo seguro. Depois temos pessoas com patologias que não são relacionadas com desporto, como lombalgias, torcicolos e que vêm ter connosco para as massagens. E ainda temos os que esporadicamente fazem atividade física. Não estamos só focados na corrida, temos também pessoas do BTT, do futebol, de CrossFit, de trail, de ténis, etc. E temos atletas de elite, como o Nélson Évora. Contudo, temos muita experiência no atletismo, é por assim dizer “a nossa praia”.Fotonelson.png

Gostam de seguir uma própria metodologia ou cada caso é um caso?
A nossa filosofia tem sobretudo a ver com o trabalho em equipa multidisciplinar. É possível alguém com dor muscular ir diretamente à massagem, e nessa massagem existir uma dor sobre o qual o massagista tem dúvidas. Nesse caso, e se possível, vai logo falar com fisioterapeuta que avalia a situação para saber se o massagista pode prosseguir ou não. É uma avaliação rápida e gratuita, mas faz parte da nossa filosofia de oferecer a melhor qualidade de serviço ao nosso cliente.Também já nos aconteceu o fisioterapeuta receber um atleta e após o exame objectivo que realizou sentir necessidade de ter uma opinião médica. Assim foi o próprio a falar com o médico e após discussão clínica do caso foi decidido a realização de um exame complementar de diagnóstico, que foi prescrito sem haver uma consulta ou custo adicional. É tal como se faz na alta competição. Para além disso temos parceiros externos, escolhidos tendo em conta esta filosofia. Por exemplo em saúde oral temos parceria com a All Family Dental Clinic. E são parcerias feitas com muito cuidado com profissionais que não inventam patologias quando estas não existem. Outro exemplo é o de não gostarmos de vender 10 ou 20 sessões de fisioterapia. Gostamos de avaliar sessão a sessão e se for necessária só 1 sessão de fisioterapia, melhor para o cliente! Essa é a nossa filosofia.

Os atletas de alta competição têm acompanhamento regular. Que tipo de acompanhamento e que prevenção devem ter os atletas amadores? Exemplo, que corre três vezes por semana e que faz uma prova fim-de-semana sim, fim-de-semana não?
Cada caso é um caso, cada pessoa tem as suas características e depende das patologias de cada pessoa, se por exemplo tem dores frequentes na fáscia plantar ou se tem uma perna maior que outra. Idealmente deve ser feita uma avaliação prévia. No caso daqueles que não têm dor, que não sofrem de patologias aconselhamos as massagens desportivas para recuperação muscular, que é o básico, porque a treinar vai-se fazendo esforços. O que é o treino? É criar pequeníssimas micro ruturas para que o corpo quando descansa, possa regenerar e ficar mais forte. É necessário criar algum stress ao corpo mas não pode ser demasiado senão faz a lesão. Uma consulta médica de seis em seis meses também poderá ser importante para alguns atletas mais dedicados. A maioria dos atletas amadores são pessoas que trabalham e que por vezes descansam pouco, e outras tantas comem mal. Ora esses atletas podem estar a fazer treinos com anemia ou com algum desequilíbrio nutricional. Por isso, e depende muito dos objetivos, aconselho as massagens de quinze em quinze dias ou, se não puder, pelo menos uma vez por mês, para além de uma consulta médica regular, de seis em seis meses.

 

Há muitos corredores amadores cujos objetivos passam por correr longas distâncias. Vocês também fazem a preparação para uma Maratona a um atleta amador? Alguém que chegue agora ao pé de vós e peça para o preparar para a Maratona de Outubro, é possível?
Fazer uma maratona é um esforço muito grande. Não se devia realizar uma maratona sem o acompanhamento adequado. Algo que está muito em voga agora é a automedicação de anti inflamatórios antes das provas, para os atletas não sentirem dor e fadiga. Isto é um perigo!!! Um atleta vai fazer um grande esforço, vai perder água, e os rins têm de compensar, com o agravar de muitas vezes as provas serem realizadas com muito calor, que juntamente com a toma um anti inflamatório pode provocar uma insuficiência renal aguda. Os atletas tendem ouvir conselhos dos amigos dos amigos ou vão à procura de informação no Google, isso preocupam-nos. A Maratona, tal como os trails longos e os Iron Man devem ser idealmente feitos com acompanhamento médico.Foto - Fisioterapia.png

Em termos de preços, as consultas na Athletika são acessíveis?
Precisamos sempre de avaliar caso a caso para saber que tipo de consultas ou tratamentos iremos realizar, mas, claro, temos preços fixos. Mas posso dizer que temos preços ligeiramente mais baixos à nossa concorrência. Criamos diversos packs, e por exemplo, uma massagem que custa 35 euros por 1 hora, tem 10% de desconto na compra de um pack de 4 massagens. Ou 20% se comprar 8 massagens, chegando aos 30% se comprarem 12 massagens.

E têm algum serviço inovador e diferente?
Temos um serviço de avaliação biomecânica para analisar a técnica de corrida, como amplitude da passada, postura, desequilíbrios, etc. O que é muito útil para a prevenção de lesões. Fazemos o teste em pista ou em passadeira, filmamos de vários ângulos e depois a equipa toda analisa e prepara um relatório. Os ganhos desta análise são muito bons. Por exemplo, numa maratona se ganharmos um centímetro em cada passada o ganho é enorme ao fim das milhares de passadas que damos ao longo de 42 quilómetros.

 

 

 

 

7 perguntas à...Brooks

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Por Tiago Portugal e Filipe Gil


Decidimos ouvir o que as marcas que apostam no setor da corrida em Portugal. Como avaliam o mercado, como sentem a evolução da modalidade em Portugal. Será uma moda passageira? Será algo que veio para ficar? Quisemos ouvir quem veste e calça quem corre em Portugal. Assim, nas próximas semanas iremos publicar algumas mini entrevistas para que os nossos leitores fiquem a conhecer melhor as marcas e a postura destas no mercado nacional. A primeira entrevista é a recém-chegada a Portugal, a marca norte-americana Brooks.

 

 

Entrevista a Dan RickFelder Diretor Ibérico da Brooks.

 

Como analisam o setor da corrida em Portugal?
Basta olhar para os maiores parques urbanos e para as zonas de corrida ao fim da tarde para ver a dinâmica que existe e perceber que Portugal está no meio de um boom de corrida. No entanto, comparando com outros mercados europeus é percetível que existe uma lacuna de vendedores e lojas especializadas nesta modalidade.

 

A corrida é uma moda? Vai desvanecer ou veio para ficar?
Com base naquilo que assistimos noutros mercados e a nível mundial a corrida não desvanece com o tempo. As pessoas correm pelas mais variadas razões, desde saúde ao lazer, e é uma oportunidade de durante o dia terem o “Meu tempo”, uma altura do dia em que estão focadas nelas próprias. De igual forma, correr é um desporto acessível em termos de custos e tempo, e rapidamente se encaixa na rotina pessoal.

 

Qual a vossa sapatilha de corrida com mais sucesso entre os portugueses?
Só estamos no mercado português desde setembro de 2015, e o nosso modelo mais vendido tem sido os Adrenaline GTS. É uma sapatilha equilibrada, que oferece a quantidade ideal de suporte/apoio e amortecimento. Estamos a introduzir a 16ª edição do Adrenaline GTS em dezembro. Para os corredores de trail, o nosso modelo mais vendido é o Cascadia, que é famoso pelo nível de conforto e proteção que proporciona, uma sapatilha que se esquece nos pés e permite aos corredores apenas apreciarem a paisagem. A 11ª edição dos Cascadia também chega ao mercado em dezembro deste ano.

 

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Que novidades vão ter para os corredores nas próximas coleções?
Em fevereiro vamos lançar um conceito completamente novo para Brooks, um modelo chamado Neuro, para aqueles corredores que procuram sensações rápidas e velocidade o Neuro irá ajudá-lo a libertar a sua velocidade.

 

Em Portugal vende-se vestuário para corrida ou os portugueses apostam mais nas marcas apenas nas sapatilhas?
A Brooks é uma marca que oferece produtos dos pés à cabeça para ajudar os corredores a terem o máximo de proveito de cada corrida. Como somos uma empresa especializada em corrida estamos em grande contacto com as necessidades dos corredores e contamos com as opiniões destes para conceber produtos que vão ao encontro do que os corredores desejam. Quer seja matérias de absorção de humidade avançados, proteção contra os elementos naturais, chuva e sol, refletividade ou segurança, a Brooks oferece soluções. Também temos a nossa coleção Moving Comfort, que é a líder mundial de marcas sutiãs de desporto, 8 em 10 sutiãs vendidos em lojas de corrida especializadas nos EUA são da Moving Comfort.

 

Como marca, que outras áreas/desportos estão a apostar para conquistar os corredores?
O que pretendemos é que os corredores experimentam a Brooks. O coração de qualquer sapatilha de corrida é a média-sola. Nós utilizamos a nossa Tecnologia DNA que se adapta instantaneamente ao estilo de correr de cada corredor proporcionando uma sensação de conforto a cada passada.

 

De que forma as marcas podem intervir e contribuir para que os jovens se tornem menos sedentários? 
A missão da Brooks é inspirar pessoas a correr e a serem ativas, isso é o que vai no coração de tudo o que fazemos. No centro disso está criar produtos que possam ajudar a corrida a ser agradavél para novos corredores e evitar lesões. O nosso lema caracteriza a nossa forma de estar na corrida: “Run Happy”.

 

A Brooks já se encontra à venda em Portugal desde setembro no El Corte Inglês de Lisboa e de Gaia.

Entrevista: 1º Trail Run Maria Albertina, a 30minutos de Lisboa

Por Bo Irik:

 

É já no dia 10 de Maio que se irá realizar o 1º Trail Run Maria Albertina, em Casais dos Britos, Azambuja. Para conhecerem um pouco melhor a organização e saberem o que podem esperar desta primeira edição, fomos falar com a organização da prova.

MariaAlbertina.png

Nesta primeira edição que mais-valias pretendem trazer ao Trail nacional?
Neste 1º Trail Run Maria Albertina, o nosso principal foco será respeitar tudo o que de bom tem sido feito nesta modalidade, e que tem permitido que o Trail Running conquiste a cada dia mais e mais adeptos. Temos para isso trabalhado exaustivamente todos os pormenores para que dia 10 de Maio tudo possa estar em ordem e sejamos capazes de proporcionar um evento com o nível que os participantes merecem e que esteja dentro das expectativas de todos os que já conhecem a Tertúlia Maria Albertina.
Penso contudo que, de facto podemos acrescentar algo à modalidade, uma vez que este Trail se vai realizar numa zona (de seu nome, Vale Mouro) que além de oferecer excelentes condições para a prática, tem algumas centenas de Km quadrados de trilhos que são ainda praticamente desconhecidos pelos praticantes de Trail Running . Juntando o facto de estarmos a cerca de 30 minutos de Lisboa, torna-se, na minha ótica uma excelente alternativa para quem resida na capital e pretenda novos trilhos perto de casa, isto numa mata que apesar de ser muito extensa, depois de corrermos por cá, percebemos que se consegue uma “navegação” muito fácil, uma vez que a Auto – estrada (A1) serve facilmente como ponto de referência.
Vamos também aplicar uma ideia (espero não estar a plagiar ninguém :) ) que creio que pode vir a ser bastante interessante e que se prende com a forma como vamos marcar o percurso. Iremos colocar placas de informação dos Km (talvez de 2 em 2) e nestas vamos acrescentar alguma informação em relação ao que o atleta vai encontrar até à placa seguinte (gráfico de altimetria, e talvez uma cor a corresponder ao grau de dificuldade desse segmento).

Qual a dinâmica que quiseram imprimir a esta prova, e qual a importância para a região onde se insere?
A ideia de organizar este Trail Run Maria Albertina, surgiu por ocasião do 10º Aniversário da Tertúlia Maria Albertina e portanto tudo está a ser feito para que a identidade que fomos criando ao longo destes anos se faça notar também nesta prova.
Nós em conjunto com muitas outras Tertúlias, temos ajudado a dinamizar a Feira de Maio de Azambuja, proporcionando a todos os amigos, conhecidos e visitantes, petiscos, bebida e animação de uma forma totalmente gratuita, causando até alguma estranheza a quem nos visita, pelo facto de não cobrarmos qualquer valor pelo que é oferecido. Temos tido um orçamento anual de cerca de 2000€ que é conseguido através do pagamento de quotas mensais pelos elementos da Tertúlia e a partir daí são 5 dias (e noites) de diversão para nós e todos os que nos visitam. Há uns anos organizámos uma prova de BTT que foi um sucesso e este ano, verificando a grande quantidade de “runners” que vão surgindo por aqui e sabendo das excelentes condições que temos para a prática do Trail Running, decidimos lançar este desafio, que queremos que seja um encontro de amigos, mas com uns “tiques” de competição para tentarmos que em alguns casos a prática desportiva passe de algo sazonal a um hábito, ou talvez mesmo, num ou outro caso; um estilo de vida. Temos vindo a contactar alguns atletas de renome e podemos desde já adiantar que vamos ter a presença da Campeã Nacional de Trail em 2014, Cristina Ponte para além de uma ou outra surpresa que a seu tempo vamos revelar. A nível de prémios creio que iremos também surpreender os participantes, pois estão a ser produzidos por uma talentosa artesã local, pelo que para além do tamanho serão também bastante originais.

 

Quantos participantes esperam receber em Azambuja, tanto para os 17k como para os 8k?

Estipulámos um limite de 400 participantes para a prova em si, sem qualquer limite por distância.
Sendo este a primeira edição da prova, não estamos muito focados na quantidade de atletas que iremos ter a correr pela “nossa” mata, mas sim na qualidade da prova em si. Sabemos que se a prova correr como esperamos, iremos ter cada vez mais atletas a querer vir participar no Trail Run Maria albertina, dai o nosso limite de 400 inscrições. Não queremos que a quantidade de atletas prejudique a qualidade da prova.

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Quanto aos abastecimentos, quantos irão existir e do que serão compostos?

Para o mini trail, iremos ter um abastecimento, que para uma distância de 8km julgamos ser suficiente. A distância de 17km irá ter 2 abastecimentos de sólidos e líquidos e vários pontos onde estarão elementos da organização com águas para os atletas que necessitarem.

É uma preocupação nossa a preservação dos trilhos, por isso iremos ser muito rigorosos em relação ao lixo que resultará dos abastecimentos, iremos estar atentos a quem deitar o lixo fora das zonas de abastecimento desclassificando imediatamente quem não cumprir a zona de depósito de lixo. Sendo o Trail Running um desporto onde o convívio é o ingrediente principal, temos preparado um abastecimento à “moda Tertuliana” que com certeza irá ser do agrado de todos os atletas.

 

Se tivesse que descrever o percurso o que nos poderia dizer? A nível de altimetria como vai ser? Será um percurso mais técnico ou mais “rolante”?

Nesta fase ainda não temos a altimetria exata dos percursos, falta definir um ou outro trilho, mas podemos adiantar que, embora tenhamos algumas “paredes” mais duras, não será um percurso com uma altimetria muito elevada. Irá ser um traçado que não será muito técnico mas que irá ter muitos singles bastante rápidos, o que aumenta a adrenalina nos atelas. Tivemos o cuidado de fazer um percurso com um início um pouco mais rolante e com estradões para poder esticar o pelotão e evitar os afunilamentos dos atelas logo no início.

 

Qual o ponto mais alto do vosso percurso e existem locais emblemáticos da região por onde os atletas vão passar?

Sendo um percurso totalmente dentro da mata, não iremos ter passagens por zonas emblemáticas da região. Julgamos que os pontos altos da prova serão a passagem pelo single track da “barreira do indíos” e o nosso abastecimento Tertuliano. 

 

Que conselhos dão aos participantes, em ambas as distâncias (calçado, tipo de material obrigatório, roupa)?

Para ambas as distâncias, não será obrigatório nenhum equipamento especial de segurança. Tratando-se de uma corrida dentro da mata, aconselhamos a utilização de calçado próprio para corridas de trail, uma mochila de hidratação ou cinto com bidões e que os atletas levem telemóvel, para o caso de haver algum acidente fora das zonas onde irão estar elementos da organização e seja necessário identificar o km em que o atleta se encontra. O principal conselho que damos a todos os atletas é que se divirtam a fazer o que gostam e tragam boa disposição e vontade de passar um dia no meio da natureza em boa companhia.

 

Para mais informações e inscrições, podem consultar o site da prova. Nós vamos, vens connosco? :)

 

Entrevista: Katarina Larsson

Por Liliana Moreira e Bo Irik:

 

Quem já participou nos treinos Just Girls certamente que já conhece a Katarina Larsson, já que a atleta já foi guia em várias edições destes treinos. Para nós, girls do Correr na Cidade, a Katarina é uma grande inspiração, seja pela sua personalidade, pelo seus êxitos enquanto atleta... e profissional... Descubra um pouco mais acerca desta triatleta do Sporting:

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Conta-nos sobre ti; a tua origem, quando vieste a Portugal e porquê e qual a tua profissão?

Bem, o que dizer de mim! :o) Meu nome é Katarina Larsson. Nasci em Malmö, na Suécia, no dia 28 de dezembro de 1984. Hoje eu tenho dupla nacionalidade, a Portuguêsa e Sueca. Devido ao trabalho do meu pai, vivi em vários países quando era mais jovem, pelo que considero que tive uma educação e juventude bastante internacional. Em 2004, recebi uma proposta para ir trabalhar para Portugal, através da Tetra Pak Tubex, uma empresa multinacional de origem sueca, que fabrica embalagens para alimentos. Não hesitei. Vivo cá há quase 11 anos e continuo a adorar viver cá! Atualmente assumo a função de Supply Chain Manager na fábrica da Tetra Pak em Carnaxide.

 

O que surgiu primeiro na tua vida, a corrida ou o triatlo? Com que idade?

O desporto sempre constituiu uma grande parte da minha vida. Mal sabia andar, comecei logo a correr :o) Quando era mais jovem pratiquei atletismo, equitação e joguei um pouco de basquete. Foi só em Portugal que me familiarizei com o Triatlo. Em 2005, ganhei a primeira edição da Marginal a Noite e um treinador de triatlo desafiou-me a tentar triatlo. Levou algum tempo para começar nestas andanças, pois só comecei a dar algum foco real ao triatlo em 2009-2010.

 

Qual o teu maior orgulho na tua carreira enquanto atleta? Quais os teus objetivos futuros?

É uma pergunta difícil. Eu acho que o primeiro momento especial foi quando ganhei a minha primeira Taça de Portugal em 2010. A medalha de ouro no Campeonato Europeu, no meu escalão, em 2014, também foi um momento muito especial. Ganhar o título nacional em Time Trial (bicicleta), em 2014, também foi muito cool. Foi a minha primeira prova de bicicleta e não estava nada à espera de ganhar a classe elite. O ano passado, foi uma enorme honra representar a equipa elite nacional na Taça da Europa em Quarteira. Este ano, em 2015, vou-me aventurar em distâncias mais longas em Triatlo; preciso de um novo desafio. O objetivo principal é adaptar-me à distância e divertir-me, claro!

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Qual o teu plano típico de treinos? Em termos de corrida, quantos km/horas são por semana?

Tento treinar pelo menos 17-20 horas por semana. Nado 5 vezes por semana, corro pelo menos 5 vezes e bicicleta 3 vezes. Tudo depende dos meus objetivos. Às vezes concentro-me mais na natação e corrida, outras vezes na bicicleta e corrida. Costumo treinar duas vezes por dia, exceto na quarta-feira quando só tenho uma sessão intensiva de pista na parte da tarde.

Numa semana normal corro cerca de 60 quilómetros.

Um dia típico para mim seria:

  • 05:40 - Acordar
  • 06:15 - Nadar (1,5 a 2 horas)
  • 9:00-18:00 – Trabalho
  • 19:00-21:00 Segundo treino do dia (bicicleta, correr ou as duas coisas)
  • 21:30 - Jantar
  • 22:30 - Deitar

 

Já experimentaste trail running?

Não, mas adoraria!

 

Em que medida a utilizaçao de material compressor ajuda na tua prestação e/ou recuperaçao? Quais as tuas peças favoritas?

No meu caso, sinto que material de compressão ajuda principalmente na recuperação de provas e treinos duros. Adoro as Full Leg da Compressport para recuperação e as perneiras R2 são excelentes durante o treino.

 

Uma dica sobre o equilíbrio vida profisisonal / vida de atleta:

Nem sempre é fácil encontrar o equilíbrio, mas é possível. Para mim, para conciliar as horas de treino, um trabalho a tempo inteiro e ainda a minha vida social, preciso de ter muuuuuita disciplina e planear bem os dias. Também é importante ter um treinador que compreenda a importância da tua vida profissional e pessoal também e que assim possa adaptar o plano de treinos consoante a nossa vida.Com estes três elementos -disciplina, organização (planeamento) e um treinador flexível – acredito que é possível obter um equilíbrio saudável. Outra coisa muito importante é definir objetivos. Precisamos entender porque é que investimos em tantas horas de treino durante uma semana e manter-nos motivados. O que é que nos leva a acordar para um treino de manhã cedo e o que é que nos faz descobrir aquela pouca energia que precisamos para fazer outro treino ao final do dia?

 

Uma dica sobre a alimentação:

Não ficar muito obcecado/a com determinada dieta. É fácil ser apanhado/a por uma dieta e pode não ser positivo. Tente comer um pouco de tudo. Eu acredito que se uma dieta equilibrada, sem grandes restrições mas sim moderação, o corpo vai encontrar um equilíbrio.

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Bom, parece que vamos ter mais um Just Girls Go Trail em breve! :)

Saiba tudo sobre o III Trail de Bucelas (entrevista)

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Já falta pouco para a 3ª edição do Trail de Bucelas (dia 1 de fevereiro), nas distâncias de 15 ou 27 quilómetros organizado pelo Bucelas Aventura. Falamos com Maria José Couceiro e José Miguel Ferreira (do grupo Bucelas Aventura) e com José Falcão (presidente da Ass. Humanitária dos Bombeiros de Bucelas) sobre a prova. Os responsáveis confirmaram-nos um novo percurso nesta edição, várias questões de segurança e abastecimentos e, para os mais guloso, a confirmação da distribuição do já "famoso" cacau quente no início da prova.

 

(entrevista feita por Filipe Gil) 

 

Nesta terceira edição que novidades vão existir a nível de percurso, tanto na distância menor como na maior
Trilhos abertos só para este evento, garantido assim que nunca temos o mesmo percurso em cada edição, aproveitando os pontos mais bonitos da nossa freguesia.De notar que passamos por propriedades privadas que não podem ser trailados noutro dia.

 

Quantos abastecimentos irão existir (para ambas as distâncias) e do que serão compostos?
Na partida teremos o famoso cacau quente e depois três abastecimentos no percurso. Um que abrange os 15 Kms e os 27 Kms. Outro só para os 27 Kms e um na chegada para todos. Os abastecimentos terão fruta(laranjas e bananas e maças) batatas fritas, bolos secos e água


Quantos participantes esperam receber em Bucelas, tanto para os 27Km como para os 15km?
Inicialmente abrimos para 750 atletas mas devido à forte procura, aumentámos mais 100, logo teremos 850 atletas já confirmados sendo que temos cerca de 350 para os 15 Kms e cerca de 500 para as 27 Kms.


Qual o ponto mais alto do vosso percurso?
O ponto mais alto é na Serra de Fanhões a cerca de 300 metros de altitude. A nossa zona não tem pontos muitos altos, porém é sempre a subir e a descer.


Como estará a prova organizada em termos de marcações?
Existem fitas vermelhas e brancas a marcar todo o percurso, assim como placas a indicar km a km para cada atleta ter a noção de onde está, bem como placas com indicação de zonas perigosas e de mudança de direcção.A indicação km a km torna a prova mais segura pois se algum atleta tiver algum problema, terá a noção a que quilómetro se encontra.Também teremos sinalização com pó branco no chão.

 

Como será assegurada a segurança dos participantes, nomeadamente pela época de caça?
Já nos informamos junto da Ass.de Caçadores de Bucelas e nesta altura só existe a caça ao javali que é só das 21h00m às 06h00m pelo que não existirá caça na hora da passagem dos atletas


Que conselhos dão aos participantes, em ambas as distâncias? (Calçado, tipo de material obrigatório, roupa?)
Aconselhamos calçado próprio para trail.O uso do telemóvel está como obrigatório no regulamento, assim como o recipiente para líquidos pois não serão disponibilizados quaisquer copos durante o percurso. Nas nossas organizações, só utilizamos garrafões de 5 litros para distribuição de água.


Quem é o corredor-tipo que vai às vossas provas?
Desde o iniciante ao ultra maratonista. temos de tudo.


Qual o apoio que dão aos Bombeiros Voluntários de Bucelas com o dinheiro angariado pela vossa prova?
A totalidade.Em todos os nossos eventos e até à data, toda a verba angariada é totalmente canalizada para os bombeiros. As inscrições são pagas para uma conta em nome deles. Todos os membros da organização são voluntários que recebem, única e exclusivamente o "almocinho" no dia da prova

 

Para mais informações sobre esta prova, cliquem aqui.

 

 

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