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Correr na Cidade

A importância dos desportos complementares

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1ª Conferência de OCR | Police Challenge Viseu

21 Abril 2018

 

No passado mês de Abril participei numa corrida de obstáculos, a VISEU POLICE CHALLENGE, que apesar de ir apenas na sua 2ª edição, é já considerada a melhor do país e contará com outras edições ainda este ano (Leiria – 17 Junho; Portimão – 14 Outubro).

 

São mais de 1000 participantes, numa corrida de obstáculos de 10km com muita diversão e competição saudável. Muita lama, tiro, rastejar, água, saltar e trabalho de equipa. A Prova está muito bem organizada, com obstáculos desafiantes, alguns acessíveis mas muitos já com um grau de dificuldade elevada. É uma prova muito bem estruturada com uma parte do percurso em área urbana e outra parte em zona verde.

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Na véspera da prova a organização promoveu a 1ª conferência de OCR (Obstacles Course Race) em Portugal, com diversos oradores e que abordou temas como a importância dos desportos complementares e a prevenção de lesões.

 

Para quem considera a corrida o seu desporto de eleição é importante ouvir testemunhos sobre a importância de variar e de utilizar outros desportos para potenciar o nosso desporto principal, sejamos ou não atletas profissionais. Foi o que alguns dos oradores vieram afirmar com base nas suas experiências.

 

O primeiro testemunho foi da atleta portuguesa com mais medalhas em provas de OCR, a Inês Jordão, que nos falou um pouco da sua trajetória desportiva e da importância de direcionar os nossos treinos para as nossas fragilidades.

 

Por exemplo, a Inês Jordão, como atleta de Spartan Races (provas de OCR com elevado grau de exigência técnica e física) confessou que recentemente se virou para o Trail Running pois achou que lhe faltava endurance para aguentar melhor as Spartan Races. Utilizando assim o trail (já a treinar com o objetivo de participar na prova de 106km na Ilha da Madeira) para aumentar a sua resposta cardiovascular e com isso conseguir melhores performances no seu desporto principal – Spartan races.

 

Tiago Lousa, orador convidado na condição de treinador de Crossfit, mas também ele atleta medalhado de Spartan races, deu ênfase à importância do treino funcional (como o crossfit) planeado e direcionado para os objetivos e fragilidades dos atletas.

 

A base do treino funcional é a reprodução dos movimentos que fazemos no nosso dia-a-dia – sentar, andar, agachar, correr, deslocar objectos – e tem como objetivo fortalecer o nosso corpo e dotá-lo de movimentos que facilitem a nossa vida.

 

No entanto, no crossfit treina-se muito mais do que isso, treina-se resistência, força e velocidade. Treinam-se capacidades físicas coordenativas, como o equilíbrio e a destreza (através dos skills gímnicos), treinam-se movimentos de carga / Halterofilismo que não sendo funcionais servem para se ganhar força, coordenação e também reforçam o equilíbrio permitindo um transporte ou deslocamento de cargas mais eficaz e seguro noutras actividades desportivas e também nas actividades do nosso quotidiano. Todas estas actividades servem também para ajudar a melhorar o desempenho, por exemplo, na transposição de obstáculos para quem quer participar em provas de OCR.

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Também no crossfit, pela variedade dos treinos e pela vontade de evoluir e de nos superarmos, treinam-se capacidades mentais importantes para todos os atletas, como a força de vontade, a disciplina, a resiliência, o saber sofrer, etc.

 

Para os atletas de alta competição, a estrutura mental é de extrema importância para sua performance pois na maioria das vezes “é preciso acreditar que se quer” – palavras do Tiago Lousa que também não se considera um atleta de OCR mas sim, como a Inês Jordão, um atleta de Spartan Races.

De acordo com ambos, numa Spartan Race, há um maior grau de exigência a nível de resistência (endurance) mas os obstáculos são mais de esforço de sofrimento do que de grau de dificuldade física, daí a importância da estrutura mental de um atleta.

 

Assim sendo, o trabalho mental é também muito importante para um atleta que se pretende superar ou melhorar grandemente a sua performance, pois além da prova em si, o próprio treino diário já pressupõem uma maior dedicação e força de vontade para que a transformação aconteça.

 

O médico fisiatra Paulo Casalta concentrou o seu testemunho na prevenção de lesões. De acordo com o médico, um aquecimento condigno é muito importante na prevenção das lesões. Um aquecimento de baixa ou moderada intensidade, como um light jogging, utilização inicial de cargas leves, alongamento muscular inicial e uma boa hidratação são essenciais – e porquê?

 

- Porque melhoram a distribuição de sangue por todo o corpo mas também nas zonas requisitadas

- Porque melhoram o aporte de fluido articular e trabalham as articulações que iriam ficar em stress durante o treino sem um aquecimento prévio;

- Porque melhoram o funcionamento muscular (compliance muscular). O alongamento provoca uma perda de força muscular mas se houver uma contracção isométrica logo de seguida, essa perda é reversível e torna-se até positiva pois reforça o trabalho do próprio músculo;

- E porque uma boa Hidratação regula com maior eficácia a temperatura corporal e todo o processo metabólico (nota muito importante, de acordo com o médico Paulo Casalta – principalmente – para os atletas de trail e ultra-trail!).

 

O médico falou-nos um pouco também do mito da toma de anti-inflamatórios antes de uma prova – é um erro!

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O consumo de anti-inflamatórios diminui o aporte de sangue aos rins, o que aumenta a probabilidade de lesão renal pois a extração de toxinas fica diminuída – um das funções principal dos rins. A actividade renal é muito solicitada quando o corpo está em esforço pois também trabalha para manter o equilíbrio hídrico no organismo, compensando a perda de água e sais.

 

Concordando com os oradores anteriores (Inês Jordão e Tiago Lousa), também Paulo Casalta defende a importância do treino complementar/acessório. Há atletas de trail e ultra-trail cujo treino é só correr, correr, correr e correr!

 

De acordo com a sua experiência, assim não há treino muscular ou articular, há só desgaste. O treino de reforço muscular e articular, o treino de equilíbrio, o treino de “core” são de extrema importância para proteger os músculos e articulações cujo esforço será solicitado durante uma prova. Na opinião do médico, O treino acessório é algo que é necessário implementar para melhorar e corrigir a performance e prevenir lesões.

 

Ficou também uma chamada de atenção para a importância do “cool down” – parar abruptamente não faz bem, deve haver uma normalização controlada da actividade muscular e de todo o sistema cardiovascular.

 

Um bom alongamento final ajuda a restabelecer as micro-roturas musculares geradas pelo treino. Apesar de durante o alongamento existir uma acentuação dessas roturas através do alongar das fibras musculares, há sempre uma vantagem na recuperação muscular pois a compliance muscular é reforçada através dos movimentos isométricos provocados pelos exercícios de alongamento.

 

Paulo Casalta, aconselha também o uso de “foam rols” cuja utilização considera que tem tido resultados positivos na recuperação muscular, assim como as massagens pós e pré-treino, principalmente para atletas com elevada carga horária e grau de exigência nos treinos, porque ajuda a prevenir as assimetrias musculares provocadas pelo treino intenso e a prevenir a descompensação muscular que pode levar à dor crónica.

 

Antes de terminar a sua apresentação, Paulo Casalta, reforçou a relevância do tema – a dor!

 

O mais importante para qualquer atleta é o respeito pela dor, saber ouvir o seu corpo. A dor a ter em consideração não é a dor resultante da fadiga muscular que se sente após um treino exigente ou durante uma prova dura. O problema não é a dor que nos remete para a expressão “no pain, no gain!”, mas a dor real, o desconforto físico que aumenta com o esforço e que permanece durante um treino ou uma prova e que persiste mesmo após o final da mesma.

 

É muito importante saber respeitar a nossa integridade física e conhecer os nossos limites, o desporto deve ser sempre um foco positivo na nossa vida, permitindo-nos beneficiar da alegria de melhorar as nossas performances desportivas mas também com o grande objectivo de “viver” com qualidade… Boas corridas!

 

Vlog: Tiago Lousa e o KM-7

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Foi em 2015, a última vez que falamos aqui no blog sobre o Tiago Lousa. Naquele momento ele estava de partida para mais um campeonato Spartan Race onde, soubemos mais tarde, conseguiu um 1º Lugar. De louvar. As Spartan Race são corridas de obstáculos com algum nível de complexidade táctica que levam um comum corredor de estrada a pensar duas vezes antes de começar.

 

Para os menos atentos, eis o que o Tiago andou a fazer nos últimos 2 anos: ficou 6º lugar no Europeu da Spartan (primeiro não profissional), foi campeão nacional de trail por equipas tendo ganho as duas provas do campeonato em que participou. Para além do seu cargo como Comissário na Unidade Especial de Polícia, prosseguiu os estudos em desporto e fundou a box CrossFit Alpha Den, onde acumula o cargo de treinador de CrossFit, OCR (Obstacle Course Race) e MetCon (Metabolic Conditioning) - estas duas últimas modalidades têm aulas com lista de espera, semana após semana.

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Mas não se fica por aqui, e essa é a principal razão pela qual escrevemos este artigo. Ao pensar numa forma de conseguir apoiar todos os atletas de diferentes modalidades que o procuram para receber inspiração ou dicas rápidas do dia-a-dia, o Tiago lembrou-se de juntar o útil ao agradável e criar um vlog chamado KM-7 onde partilha o seu saber, enquanto corre, começando cada vídeo, precisamente, no Km 7 da corrida. O tempo não espera, e quem o conhece, sabe que tempo é coisa que o Tiago não gosta de perder.

 

Quanto às Spartan Race, desde 2015 o Tiago tem participado em algumas pela Europa, ao lado dos seus atletas, por diversão, treino e reconhecimento, mas é este ano que volta a correr uma Spartan Race, desta vez em Andorra, para lutar entre a elite da Europa. Aguardamos por boas novidades.

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Fiquem atentos e subscrevam o seu vlog KM-7 para receberem dicas úteis a qualquer tipo de atleta.

Vale mesmo a pena.

CrossFit Endurance para melhorar a corrida

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2015 foi em termos desportivos um ano agridoce. Se por um lado corri em sítios lindos, participei em provas fantásticas e atingi um dos meus objetivos, baixar dos 45m aos 10k, por outro lado não fui capaz, por diversos motivos, de “sequer” tentar alcançar a marca dos 100km+.

 

No entanto, mesmo antes dessa frustração, já me estava a sentir um pouco “cansado” e “desanimado” de tanta corrida e em finais de novembro resolvi experimentar uma aula de CrossFit. Fui a uma, duas, três e fiquei completamente "apanhado". Tenho a sorte de pertencer a uma Box fantástica, a Box 2750 em Cascais. Ambiente cinco estrelas e treinadores capazes de tirar o melhor de nós e nos levar a ir mais além.

 

Comecei a ler um pouco sobre esta modalidade e descobri o CrossFit Endurance, uma variante dedicada aos atletas de resistência e ultramaratonistas.

 

Por norma, os treinos para quem quer correr ultramaratonas consistem em muitos quilómetros, treinos específicos e algum trabalho de reforço muscular. Tantos treinos de corrida começaram a tirar-me a alegria que ir correr livremente me dá. Cansado desta sensação de insatisfação comecei a procurar algum tipo de desporto que pudesse complementar com a  corrida ao mesmo tempo que fortalecia o corpo. Fui parar ao CrossFit. 

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Os exercícios do Crossfit implicam o uso dos sistemas tanto aeróbicos como anaeróbicos, ao invés o da corrida usa maioritariamente o aeróbico. Outro dos benefícios é proporcionar uma variedade de movimentos funcionais que melhoram a velocidade, coordenação e força.

 

Ao invés, a corrida envolve o movimento das penas e braços num único plano, movimento dos membros para a frente e para trás. No CrossFit (CF) são precisos movimentos laterais e de rotação. O resultado é a aquisição de força em áreas que habitualmente são menos trabalhadas.

 

A descoberta do CrossFiT Endurance (CFE) surgiu através de um livro “UnbreakableRunner” de Brian MacKenzie.

 

Brian MacKenzie é o criador do CrossFit Endurance, uma abordagem baseada nos treinos de CrossFit mas direcionado para atletas de endurance. Sendo ele próprio um atleta de resistência, MacKenzie trabalha arduamente para superar os pressupostos que algumas pessoas fazem sobre CrossFit Endurance – nomeadamente comparando-a com uma rotina de musculação, ou alegando que é perigoso. Ou dissipando as dúvidas relativamente às diferenças entre CFE e CF.

 

O meu principal objetivo é neste momento adquirir algumas bases de crossfit para tentar iniciar-me no CFE de forma a ajudar-me na minha paixão, ultramaratonas. Em Portugal não conheço, neste momento, nenhuma box em que seja utilizada esta metodologia. Se existir algum pioneiro, ofereço-me desde já como cobaia. São todos testemunhas.

 

Mas afinal no que consiste o CrossFit Endurance?

 

crossfit-endurance-triangle.jpgCrossFit é um programa de força e condicionamento criado por Greg Glassman . Conforme definido por Glassman no Jornal CrossFit, consiste em "movimentos funcionais constantemente variados e executados em alta intensidade ao longo do tempo amplo e domínios modais." Considere a pessoa que vai para ao ginásio três vezes por semana e executa o mesmo circuito de 25 minutos de máquinas que isolam os grupos musculares específicos, completando 2 séries de 10 repetições para cada exercício. Pausas para descanso ocorrem entre cada exercício e série, tornando o exercício baixo em termos de intensidade. Executar este circuito semanalmente, ano após ano, usando as mesmas máquinas e sempre na mesma ordem.

 

CrossFit é o oposto. Ao invés de usar máquinas que isolam um músculo, utiliza exercícios funcionais compostos, como burpees , que recrutam uma faixa de grupos musculares. Os exercícios variam constantemente: O que se faz nesta terça-feira vai ser diferente do que o que você fez na terça-feira anterior.

Os tempos de treino variam de um par de minutos para 7-20 minutos; só raramente é que duram 20 minutos ou mais. Não há pausas para descanso. Se é um treino de 10 minutos que consiste em flexões, intervalos de execução e potência limpa, vamos de exercício em exercício o mais rapidamente possível . Esta mistura de movimentos compostos com pouco ou nenhum descanso aumenta a intensidade. Juntamente com o enfoque na alimentação saudável (a área onde mais falho), é o programa básico de CrossFit. A coisa mais importante a saber sobre CrossFit é que ele tem a intenção de desenvolver altos níveis de saúde e fitness e um tudo- em torno de atletismo. Não é específico de uma modalidade.

 

CrossFit Endurance, contudo, é específico para uma modalidade, neste caso corrida. Um programa CFE em execução, como Brian MacKenzie desenvolveu, prepara um atleta para a corrida através da combinação de exercícios específicos de funcionamento, com exercícios de força e exercícios Crossfit de condicionamento metabólico. Como MacKenzie afirma, o uso de exercícios de CrossFit permite a um corredor obter iguais desempenhos se não melhores resultados enquanto diminui simultaneamente a hipótese de contrair uma lesão.

 

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Que resultados podemos esperar com o CF e CFE?

  • Melhorias do desempenho e performance enquanto se corre menos km;
  • Redução do risco de lesões contraídas com os “junk miles” que são substituídos por exercícios funcionais que treinam os mesmos sistemas de energia;
  • Aumento da força explosiva e velocidade;
  • Menos danos à mobilidade e aumento da amplitude de movimento através da incorporação de exercícios que melhoram a amplitude de movimento nas articulações e tecidos musculares;
  • Melhoria da coordenação dos grupos musculares;
  • Melhor desempenho de corrida através de uma maior força.

 

Eu comecei pelo CF por não ter bases nenhumas e saber que apesar de treinar muita corrida tinha fracos indices de força e coordenação. Nada como experimentar uma aula de CrossFit. Se forem da zona de Cascais pode ser que nos vejamos na Box 2750.

 

Se esta pequena leitura vos cativou recomendo a leitura do livro Unbreakable Runner, onde podem inclusivé encontrar planos de treinos para correr 5km ou ultramaratonas.

 

Bons treinos!

 

Cross(almost)Fit na Box do Rato

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Por Rui Pinto:

 

Não vos vou falar da origem do CrossFit, nem da sua espectacular mediatização global - que é por todos nós conhecida -, a ponto de esta ser uma modalidade de treino capaz de mobilizar tantos e tantos praticantes, em qualquer parte do globo. Percebe-se porquê. Ao invés, vou falar-vos, isso sim, da minha primeira experiência no CrossFit.

 

Já lá vamos. Antes, e para contextualizar a coisa, deixem-me dizer-vos que há já alguns anos que sou adepto confesso e seguidor nas redes sociais do Rich Froning , para quem não conhece o personagem, ele foi vencedor dos CrossFit Games,  - uma espécie de Campeonato do Mundo de CrossFit -, numa série de anos, e considerado pelos especialistas da matéria como ‘the fittest man alive’.

Paralelamente, admito que sou daqueles que passa horas a ver os campeonatos da europa e do mundo de halterofilismo, na Eurosport, pese embora as constantes reclamações da minha mulher acerca do monopólio da TV com tão aborrecido (para ela!) conteúdo. Confesso ainda que sempre gostei de treino funcional e de levantamento de pesos, muito embora seja eu um lingrinhas mal amanhado, desde sempre… Uma vez que o CrossFit agrega todas estas características, é natural que, desde há alguns anos, tenha uma curiosidade e interesse crescentes por esta modalidade.


Foi, então, com muito entusiasmo, que respondi afirmativamente à possibilidade de experimentar um treino de CrossFit para alguns membros da Crew do Correr na Cidade, que o pessoal da Box CrossFit Rato teve a enorme amabilidade de oferecer.


Assim, e à semelhança do que aconteceu com o Filipe Gil, também eu e o Bruno Andrade tivemos direito a experimentar um treino de CrossFit. E lá fomos, no passado dia 25 de novembro, à novíssima Box CrossFit Rato, situada na Rua do Sol ao Rato, nº 100.

 

crossfit rato.jpgOs rookies

 

 O pessoal da box acolheu-nos super bem, sempre com enorme sorriso na cara, o que, para mim, é ‘meio caminho andado’ para gostar da experiência. O Instrutor Luís transmitiu todas as instruções de desempenho de uma forma clara e concisa, prestando sempre uma atenção extra ao pessoal mais rookie.

 

O espaço – irrepreensível –, com uma decoração simples mas bem conseguida, ainda cheirava a novo, pois a box abriu há cerca de um mês. Muito bem equipado, com equipamento mais do que suficiente para todos, e espaço de prática bastante para evitar toques ou encontrões, no decurso da prática.

 

O grupo era constituído por cerca de 10 elementos, num misto de principiantes e pessoal mais experiente, que ajudou a equilibrar a prática e a sentirmo-nos integrados. O treino começou à hora, sem falhas e, como manda a tradição ‘CrossFitiana’, foi constituído por três etapas – aquecimento (WU, ou Warm-UP), Skill Techs (parte técnica) + WOD (WorkOut of the Day) e retorno à calma

1eb90eda-8464-46e1-85fb-01be3d34a9c7.jpgCumprindo o ritual, cada participante inscreve o seu nome, no ‘blackboard’, no início de cada treino de CrossFit.

 

No caso concreto, a rotina do nosso treino, iniciou-se com um aquecimento de 3 min a saltar à corda, seguido de uma sequência de 3 repetições de 10 m de progressão em walking lunge, bear walk, spider crawl (?). A parte técnica de preparação para o WOD foi dedicada ao desenvolvimento do skill hang clean (clean = primeira parte do movimento do levantamento olímpico clean+jerk, realizado a dois tempos, e que consiste em levantar a barra até aos ombros; hang = levantamento da barra desde as coxas, e não a partir do chão). O ‘prato principal’ do treino - ou WOD - apresentou-se sob a forma de 30 cal no remo (Só 30?... Pois, sim, piece of cake…) e 30 repetições do dito skill, hang clean. Houve ainda direito a uma ‘sobremesa’, carinhosamente designada de ‘afterparty’, que consistiu em 3 minutos acumulados em prancha, para trabalho abdominal. (No meu caso, feitos em vários ‘segmentos’… Fiquemo-nos pelos ‘vários’, não vale a pena concretizar.) Finalizámos o treino com alongamentos de retorno à calma.

 

Naturalmente, não faço puto de ideia do meu tempo no WOD, pois esqueci-me de registá-lo, não só mentalmente, mas também no black (neste caso, white) board. Coisas de principiante. Acho que ninguém levou a mal; estava mais preocupado em perceber se tinha todos os membros no respectivo sítio…

 

Uma coisa interessante que, isso sim, reparei: o tempo do treino passa num instante! Quando nos apercebemos, já temos a hora a findar e o próximo grupo a entrar por ali adentro para a próxima sessão. Isto só pode ser sinónimo de um bocado bem passado. Um conselho: não se esqueçam de levar a vossa garrafa de água e uma toalha, pois a coisa dá para suar bastante!

unnamed (1).jpgRemar a plenos pulmões, no WOD da noite. 
 

A Catarina Beato - que também experimentou o CrossFit na Box do Rato afirma que ‘ninguém sabe se está em forma até fazer uma aula de CrossFit’. Pois eu concordo e subscrevo! Tirando a piada da coisa e fazendo o transfer para a prática da corrida (ou do ‘running’, para manter o nível), com este treino, deu perfeitamente para perceber o quão fácil é menosprezarmos o trabalho do trem superior e do core, para quem corre - e a importância deste trabalho, para além das pernas! -, e trouxe à tona (de forma muito veemente) a minha necessidade pessoal em reforçar a componente de trabalho de força nestes segmentos.

 

Como impressões finais, deixo-vos as seguintes:

Gostei imenso, apesar de ser difícil, no início. O CrossFit inclui movimentos muito técnicos – quem pensa que a técnica de levantar pesos é fácil, preste um pouco de atenção à quantidade de horas que os halterofilistas dedicam ao treino da sua técnica! Acredito que, com o avançar do tempo, e a consequente melhoria da técnica, notar-se-á ganhos de eficiência significativos no treino.

Gostei do facto de ser um treino com uma duração relativamente curta, concentrado em 60 minutos. Mas nem por isso, fácil ou de intensidade baixa. Pelo contrário: acreditem que intensidade é coisa que não falta no CrossFit!

Gostei do ambiente descontraído da Box e da amabilidade do Instrutor e dos companheiros de treino. Trataram-nos lindamente, sem nunca nos fazer sentir uns aliens, no meio do pessoal do CrossFit. (Parecendo vulgar, isto não é fácil – quem nunca sentiu esta sensação, por exemplo, nas aulas de grupo de um qualquer health club?). Se gostei? Claro! Se tenho vontade de voltar? Muita!


Não se deixem intimidar pela quantidade astronómica de siglas e nomes ‘estrangeiros’ dos exercícios, ou pela indumentária própria da modalidade (no meu caso, pela falta dela!).

Para quem quiser dar uma espreitadela e conhecer mais sobre preços e condições de adesão, vejam aqui.  Mas, melhor que isso, experimentem! Vão ver que não se vão arrepender! (Quem sabe se não nos encontramos por lá.)


Agora, se me permitem, vou ali fazer uns burpees…

 

Review: Puma Ignite XT - para crosstraining

IMG_20150926_113149.jpgPor Filipe Gil e João Gonçalves:

 

É algo que não fazemos regularmente, mas que achamos cada vez mais necessário: rever sapatilhas e equipamentos que não sendo de corrida devem fazer parte da preparação de quem corre. Desta feita foram as sapatilhas da Puma Ignite XT próprias para training ou cross training - algo que fazemos como complemento à corrida. O Filipe e o João experimentaram este novo modelo, que usa a tecnologia Ignite, e dizem de sua justiça nesta review 2 em 1. 

 

Intro

Filipe: Sem serem sapatillhas de corrida ou lifestyle, do qual sou um grande fã, nunca tinha experimentado outro tipo de calçado desportivo - aqui botas de futebol não contam, ok?. Assim, pela primeira vez tiver que me concentrar no que estava a usar em função não da corrida mas de exercícios de cross training. E a experiência é totalmente diferente. Claro que tentei correr com elas em passadeira, e os 20 minutos reveleram-se pouco tempo para uma análise correta. Assim, e não sendo um grande adepto de ginásio, foquei-me nas promessas da Puma para o training e daí parte a minha avaliação seguinte.

 

João: Primeiro de tudo, as Ignite XT não são sapatilhas de corrida, isto não quer dizer que, não os possas levar para fazer uma corrida curta junto ao rio, mas sinceramente não é neste campo que as XT supre saem, embora bebam da mesma tecnologia que os "irmãos" Puma Ignite que lhes dão conforto e retorno de energia, é em treinos de cross-training que as XT se destacam e mostram as suas valênciasClaro que levei os Ignite XP para os sentir em corrida e confesso que não foi a melhor das experiências, apresentam-se um pouco desconfortáveis em corrida continua embora sejam óptimos em mudanças de direcção rápidas mantendo o apoio do pé bem centrado graças à sua linha de transição que percorre o sola praticamente a todo o seu comprimento.

 

 

Design/Construção

Filipe Gil: O design é quase irrepreensível. O quase é aqui incluído porque o modelo feminino é notoriamente mais bonito que o masculino. Pessoalmente, não sou muito favorável ao degradé na risca característica da marca Puma. Prefiro quando ela é solida e de uma cor e se destaca. De um lado a risca é amarela e termina em degradé, e do outro lado, o interno, é preto. Preferia duas listas de cores sólidas e iguais. Mas por isso é que sou jornalista e não designer. Resumindo, e tirando estes pensamentos em voz alta, os ténis são muito bonitos, e dos que se destacam mais entre aqueles que pisam o chão do ginásio ou da box.

 

João Gonçalves: Confesso que sou fã do design da Puma contudo, há qualquer coisa nestes Ignite XT pela quais não morro de amores, o uso do "degrade" da faixa típica da Puma no esquema de cores azul e lima na minha opinião podia ter sido mais bem conseguida, embora este modelo masculino seja também comercializado em outros esquemas de cores... Adoro o preto/cinza! Outro pormenor que não acho que lhe conferem muita utilidade e atrapalham o acto de calcar as sapatilhas é a língua que é totalmente pressa a uma das laterais, contudo a construção e os materiais utilizados são de excelente qualidade que mostra um grande compromisso da marca em disponibilizar um produto que valha o valor indicado na etiqueta.

 

Estabilidade e Aderência 

Filipe Gil: Aqui é um ponto que achei muito importante. Antes de experimentar estas sapatilhas especialmente dedicadas ao cross training ia para o ginásio com sapatilhas de corrida. Acontece que, em pranchas, flexões de braços, a maioria das sapatilhas de corrida escorrega, sobretudo na ponta. Torna-se duplamente constrangedor o nosso esforço para aguentar uma prancha em dois minutos e a tentarmos estabilizar e não escorregar pelo chão. Já fiz figuras que tento, em vão, mandar para um zona negra da memória...Mas com as Ignite XT o problema ficou resolvido, agarram ao chão do ginásio e dão a aderência que necessitamos quando andamos ali em posições mais vulneráveis.


João Gonçalves: Como já indiquei acima os materiais usados neste XT são de excelente qualidade e a sola não é excepção, feita com um composto sólido que garante extrema aderência e tracção garantindo um contacto ao solo firme e completo, excelente para levantamento de pesos. A região traseira da sapatilha mais propriamente nas laterais e calcanhar possui um reforço de materiais e construção que minimiza a torção do pé mesmo quando expomos a sapatilha a movimentos rápidos e mudanças de direcção bruscas garantindo um encaixe perfeito e uma maior confiança para quem as calça

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Amortecimento e Conforto

Filipe Gil: É um dos pontos fortes deste modelo já que foi feito para suportar o esforço de quem salta, pula e dança nos treinos. E ainda para aqueles que têm a coragem de levantar pesos. Os XT foram feitos para isso mesmo e por isso usam a tecnologia Ignite. A sola que é feita de um material que absorve e responde ao movimento, como explicamos quando fizemos a review dos Ignite para corrida. Achei o conforto e o amortecimento o grande plus deste modelo.

João Gonçalves: Nesta secção não à muito a dizer, como já referi estas XT trazem consigo a tecnologia Ignite da Puma que lhe conferem um amortecimento muito confortável no ataque ao solo e um retorno de energia que não desilude em nada, logicamente sento estas uma sapatilhas de mais vocacionadas para cross-training este retorno não é tão notório quando se corre mas sim quando de salta ou pula, por exemplo ao executar exercícios como box-jumps ou saltos à corda garantido um excelente conforto.

 

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Preço: 
O PVP destas PUMA Ignite XT ronda os 90€ - 100€ contudo existem lojas on-line a comercializarem as sapatilhas com uma boa percentagem de desconto, é um valor algo elevado para umas sapatilhas de ginásio ou cross-training, contudo e tendo em conta a qualidade dos materiais e construção e se levarmos um pouco mais sério esta actividade, o preço final acaba por compensar tendo em conta o produto.
 
 
Avaliação Final por Filipe Gil

Design e Construção 18/20
Estabilidade e Aderência 18/20
Amortecimento e Conforto 18/20
Preço 18/20

Total: 18/20
 
São excelentes sapatilhas de ginásio. Sobretudo pelo conforto e aderência ao tipo de piso, sobretudo quando estamos em algumas posições menos "simpáticas". E fazem-no em grande estilo, destacando-se dos demais no ginásio, mas sem perder a "sobriedade" germânica da Puma. Escrevo, contudo, que o melhor destas sapatilhas são o amortecimento e o conforto que sentimos nos pés quando o resto do corpo é exigido que saí, precisamente, da zona de conforto. Ainda não experimentei outro tipo de sapatilhas de traning - espero fazê-lo. Mas tenho a sensação que vai ser difícil bater a experiência dos Ignite XT.
 
Avaliação Final por João Gonçalves
 
Design e Construção 17/20
Estabilidade e Aderência 19/20
Amortecimento e Conforto 19/20
Preço 16/20
 
Total 18/20
 
Em resumo, dou os meus parabéns à PUMA por estas sapatilhas, muito bem conseguidas, a marca conseguiu fazer a transferência da tecnologia IGNITE, para umas sapatilhas de um outro segmento que não o de running da melhor maneira, sim, com estas sapatilhas não vais conseguir fazer uma meia maratona, mas certamente consegues fazer uma corrida curta de aquecimento e a seguir mudar o chip para "beast mode" e atacar a sala de ginásio ou a tua box de crossfit com a confiança que trazes nos pés umas sapatilhas que não te vão desiludir em nenhum dos aspectos e em claro em grande estilo.
 
 

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Crossfit pela primeira vez

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Por Filipe Gil:


Acho que fui o último, ou dos últimos elementos do Correr na Cidade a experimentar CrossFit. Não porque não quisesse ou não estivesse curioso – pelo contrário – mas por motivos de lesão e também de falta de oportunidade nunca me tinha metido numa box até à passada quarta-feira. Eu e o Nuno Espadinha fomos conhecer a nova box CrossFit Rato (na Rua do Sol ao Rato).Tinha duas grandes curiosidades: será que iria gostar mais do que (não) gosto dos exercícios de ginásio?; Será que os exercícios do Crossfit podem ser usados em prol da corrida?


Havia outra pergunta que fiz a mim mesmo mas que tentei esquecer: será que me iria lesionar ou atrasar a (ainda) recuperação do maldito síndroma de iliotibial?

 

Um pequeno desvio neste texto: durante o verão, vi muitos vídeos de CrossFit. E cheguei a estar várias vezes agarrado ao smartphone a ver as competições em direto dos Reebok Crossfit Games que decorreram nos Estados Unidos. Sempre boquiaberto pela forma física dos atletas e da facilidade com que transformavam exercícios difíceis em quase futilidades. Ou seja, não fui às “escuras” para a Box do Rato.

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Voltando à prosa. Ao chegar à box do Rato gostei muito do aspecto e confesso que sou fã dos logos das maiorias das box de Crossfit. Bom design, urbano, moderno mas intemporal. Esta box do Rato é uma box com luz, pé direto bem alto, e madeira colorida, pintada a várias cores como podem ver nas fotos. Um espaço que era certamente uma garagem ou um armazém, mas que foi bem aproveitado para o uso do Crossfit. Os balneários são estóicos mas muito bons. Talvez, ou não, pela box ser nova (Abriu há três semanas) mas tudo pareceu fácil, funcional e muito limpo. E sem "cheiro" a ginásio. Um mimo, portanto.

 

Quando cheguei estavam lá o Bruno Salgueiro e a bloguer Catarina Beato a treinar. Apressei-me a equipar e avancei para a turma que estava a começar às 19h. Escrevemos o nosso nome do quadro branco, comme il faut nestas coisas do CrossFit. Atenção que o quadro não é a “fashion” tábua de ardósia com giz, mas sim branco, o que é, de facto mais higiénico. Éramos 10, alguns já com experiência, e dois ou três “virgens” como eu, monotorizados pelo simpático, eficiênciente e exigente instrutor Luís.

 

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Começámos com o aquecimento. Depois fomos fazer exercícios de agachamentos com uma barra de PVC, para encontrar o nosso equilíbrio com uma barra (mesmo que sem peso) acima da nossa cabeça. Parecia fácil mas não foi. No final, fizemos o nosso Workout of Day (WOD) constituído por agachamentos com barra, confesso que tentei com uma de 15kg, mas tive que passar para a de PVC porque a técnica não é ainda das melhores e “shit can happen”.

Usamos o Ketlebell para agachamentos e ainda fizemos aquelas elevações “Toes to bar” que a maioria de nós fez apenas até aos joelhos (aqui foi o exercício que me dei melhor).


E com isto, sem parecer, uma hora de exercício intenso passou. Senti-me muito bem. As pernas e as coxas estavam “maçadas” do esforço dos agachamentos. As mãos doridas das barras (comprei umas luvas mas não as utilizei para não dar parte fraca, assim à macho!), mas o sentimento de felicidade por fazer exercício físico estava em pleno. So me tinha acontecido a jogar à bola ou a correr.

 

E encontrei respostas para as minhas dúvidas iníciais? Ei-las:

1. Adorei. Via-me a fazer Crossfit duas vezes por semanas, sem as desculpas que arranjo para evitar o ambiente de ginásio, que continuo a não gostar.

2. Sem dúvida que a prática de Crossfit iria, ou irá, beneficiar a pratica da corrida. Claro que não devemos querer ficar brutamontes, como aqueles que vemos nos vídeos do CrossFit Games, mas isso é controlável pela carga que fazemos. Mas estou certo, e apesar de apenas ter feito um treino, que o CrossFit é um excelente, mas exigente, complemento à corrida. Por isso, aqui fica o conselho: se precisa, e todos nós precisam, de complementar a corrida com exercícios, o CrossFit é uma solução.

 

A outra questão sobre a lesão, penso que não piorei a minha situação. Levei, pelo sim, pelo não uma joelheira da Zamst. Mas hoje vou correr e saberei como está o meu joelho. Certo que passei a quinta-feira com um ligeiro formigueiro na coxa. O que isso quer dizer, não sei.

 

Voltando ao Crossfit. Ah, e tal é caro. Sim, não é barato, mas são 60 minutos em que a aula é partilhada com poucas pessoas e o instrutor dá a sua devida atenção, pelo menos o Luís no Crossfit Rato, assim o fez.Se fizermos as contas, se calhar ainda é melhor do que as mensalidades de 40 euros que pagamos nos ginásio mas que raramente lá pomos os pés. Fica ao vosso critério e à vossa possibilidade financeira, claro.

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 Tanto eu como o Nuno Espadinha saímos da box com enorme vontade de voltar. E vocês, já experimentaram CrossFit?

 

 

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