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Correr na Cidade

Os nossos preferidos de 2016 - acessórios de corrida

Conforme prometemos, depois de partilhar as nossas sapatilhas favoritas, e como este ano infelizmente não tivémos a oportunidade de organizar "Os melhores da corrida", partilhamos convosco o nosso acessório / têxtil preferido que nos marcou em 2016. O calçado já foi partilhado anteriormente.

 

Assim, seguem os acessórios ou peças de têxtil preferidos de alguns de nós. Não é fácil escolher apenas uma peça, mas aqui vai:

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Stefan

Suunto ambit3 sport: o meu companheiro em todos os treinos e provas. É um relógio super fiável que me ajudou neste ano complicado a superar todos os obstáculos que me surgiram durante o ano.

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Bo

Mochila Raidlight Gilet: esta mochila foi comigo para todo o lado. Em provas ou treinos acima de uma hora, levo-a sempre comigo. Até em provas onde há muitos abastecimentos, como na Maratona de Barcelona, prefiro ir em "autosuficiência" com a minha querida e confortável mochila.

 

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João

Pastilhas Electrólitos Nuun: estas pastilhas apresentam uma grande eficácia sem sabor enjoativo.

 

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Nuno

Lurbel Band - Em 2016 fiquei fã, grande absorção de suor, rápida secagem e muito confortáveis.

 

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Ana

T-shirt Puma Running Verde - Adoro a cor e é super fresca. Tem sido a minha t-shirt de eleição. 

Os nossos preferidos de 2016 - calçado de corrida

E mais um ano passou. Este ano infelizmente não tivémos a oportunidade de organizar "Os melhores da corrida". É um projeto muito interessante mas também requer muita organização e dedicação. Como 2016 foi um ano de muitas mudanças pessoais entre os elementos da crew do Correr na Cidade, decidimos, por falta de tempo, simplesmente partilhar convosco o nosso calçado prefererido bem como acessório / têxtil que nos marcou em 2016. 

 

Assim, seguem os ténis preferidos de alguns de nós. Não é fácil escolher apenas um par, até porque a maioria dos runners tem uns ténis preferidos de trail e outros de estrada. Mas aqui vai:

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Stefan

Tênis inov 8 ultra 280 - este ano descobri esta marca e "inovei". São as sapatilhas que me acompanham em quanse todos os trilhos em competição. Foi a supresa do ano para mim.

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Bo

Skechers GoRun Ride 4 - correram a maratona comigo e agora estão comigo na Tailândia onde corremos por estradas e trilhos como se nada fosse, pois estes tênis são dos mais versáteis que já vi, com uma excelente aderência e conforto.

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João

Brooks Glycerin 14 - Sem dúvida os meus favoritos para estrada. Adoro!

 

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 Nuno

Merrell AllOut Terra Trail - Os meus inseparáveis companheiros de trilhos em 2016, irrepreensíveis!

 

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Ana

Asics Fuji Trabuco 3 - Foi amor à primeira sapatilha. Sim, estão a precisar de reforma mas, para mim, continuam a ser os melhores.

Correr nas férias ?

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Para a maior parte das pessoas, férias é apanhar sol, comer e serem directores na empresa Dolce Fare niente.
Para outros, é uma oportunidade de conhecer sitios maravilhosos que temos por este pais fora.

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Na semana do feriado de 15 de Agosto eu e a Liliana fomos passar 4 dias junto à barragem do Cabril em Pedrogão Pequeno e dar umas pequenas voltinhas matinais pelos arredores do Hotel.
Ficamos hospedados no HOTEL DA MONTANHA e aqui ficam algumas fotos das nossas voltas.

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Levantavamo-nos pelas 8 da manha ( estavamos de férias e nada de treinos ás 6 !!! ), iamos tomar o pequeno-almoço e pouco depois das 9 arrancavamos para uma voltinha de 9 a 11km pelos arredores.

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Depois do treino, uma horinha de piscina ( interior e/ou exterior ) para recuperar antes do almoço.

 

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Depois passeio da parte da tarde pelas praias fluviais e algumas aldeias de Xisto.

 

 

 

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É uma maneira de fazer férias, aproveitando algum descanso e ao mesmo tempo corremos por sitios que não conhecemos.

 

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Agora precisamos de umas férias das férias :) :) :)

LouzanTrail: A montanha pariu um rato!

Por Natália Costa


Sábado passado rumei à Lousã para participar na quarta edição do Louzantrail, na lindíssima e mítica serra da Lousã. Já tinha participado há dois anos na prova mais curta, e achei que estava na hora de lá voltar. Fiz a minha inscrição para os 25k, nem tinha conhecimento que havia outra prova mais curta, que aliás tinha sido a escolha mais sensata, mas adiante!

 

Eu, o Filipe, a Ana, a Bo e o Tiago, lá nos fizemos à estrada, para um fim de semana sem putos, muita diversão e trail running. Chegados à Lousã foi hora de beber um “fino”, levantar os dorsais, cumprimentar e ser apresentados a alguns membros do Louzantrail que estavam nos últimos preparativos.

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 Dorsal levantado, hora de ir ver Portugal a jogar e aproveitar para jantar, que no dia seguinte tínhamos que ter energia para subir a serra, certo?

Antes do “recolher obrigatório”, fomos ao briefing da organização, para saber como seria o percurso, quais as maiores dificuldades, onde iríamos passar, quais os abastecimentos, se seriam só de líquidos ou de sólidos e líquidos, enfim o que nos esperava no dia seguinte.

Devo-vos dizer que o briefing foi bastante esclarecedor, mas que me provocou logo tonturas. Apresentou-se as 3 provas, os 45k, 25k e os 15k. Cada uma com as suas características e respetiva altimetria. A minha teria um desnível positivo de 2000m! Era um sobe e desce pela serra da Lousã em que eles estimavam que com as subidas a custarem mais e as descidas a serem mais rápidas, seria uma média de 10 minutos por km... Só mesmo para quem já domina a serio a coisa. Falaram nos pontos de água, fontes e ribeiros que iríamos passar, e que podia ser uma mais valia para o dia quente que se fazia prever.

 

Posto isto, lá rumamos para as respetivas caminhas em amena cavaqueira, muita galhofa e alguma expectativa com a prova do dia seguinte.

 

E foi sobre a almofada que comecei a minha prova, como é que eu iria fazer aquilo? Levei duas horas a adormecer a pensar no gráfico que tinha visto refletido sobre aquela tela na sala da organização.

 

No dia seguinte o acordar foi pelas 7:00, a partida seria dada às 8:30! Pequeno almoço de campeã tomado, atestada uma hora antes da partida, porque já se sabe, tinha que estar energicamente ativa! Equipamento Ok, chip na sapatilha, pala na cabeça e siga para a serra.

 

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 Antes da partida a organização preparou uma aula de fitness, algo para aquecer as articulações antes de ser dada a partida. Fotos da praxe, abraços e votos de boa prova e lá seguimos nós para a mágica Serra da Lousã, que tem tanto de bela como de dura.

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Fitinhas laranjas da organização lá nos indicavam o caminho para entrar pela serra adentro. Devo dizer que toda a prova estava muito bem assinalada e por ser uma vegetação muito densa, havia sombra em grande parte do percurso.

Primeiras paragens na primeira subida! Após esta começou a haver as primeiras separações e devo dizer que até ia a um ritmo simpático nos primeiros 3 km, até que começamos a subir à seria, e o ritmo teve que obrigatoriamente diminuir. Chegados ao primeiro abastecimento, ao km7, sentia-me muito bem. Arranquei para a restante prova e foi ai que percebi que a “montanha tinha parido um rato”, e o rato era eu. Já não sei o que me custava mais, se era a subida ou a descida. Porque se a subida era violenta para as pernas, as descidas eram dolorosas para os pés! Ok, siga, vamos embora! Mais uma olhadela para o gráfico que trazíamos no dorsal. O pior era até ao km 14. Pelo menos achava eu.

Passado o segundo abastecimento, só de líquidos ao km 12, esperava-nos uma subida de mais de 2km. Pé ante pé, que já não havia força para mais, lá nos fomos cruzando com os participantes da caminhada solidária, que iam no sentido oposto e lá mandavam umas piadas a dizer que ainda faltava um bocadinho... Deu para pensar em tudo nessa subida, no meu trabalho, nos miúdos, no que estaria ali a fazer, que devia era ter optado pela prova mais curta... e acima de tudo em desistir!

Devo dizer que foi a prova mais dura que já alguma vez fiz na vida, mais acho que nunca fiz nada tão arrebatador!


A serra da Lousã é de facto dos sítios mais mais bonitos e a organização presenteou-nos não só com trilhos muito técnicos, mas também com paisagens verdejantes e oponentes, parecendo vindas diretamente de um postal.

 

Após o terceiro abastecimento, deparei-me com o trilho da cascata. Um trilho bem duro, com uma descida muito técnica e em que pensei mesmo atirar a toalha ao chão. Já não dava mais! Venham-me buscar por favor, agarrei o telemóvel e vi que não havia rede, estava entregue à minha sorte e ali é que não me podiam ir buscar mesmo! Esta foi uma verdadeira fase de metamorfose, uma prova à minha capacidade de resiliência. Passa-se mais um rio, com um ato de equilibrismo em cima de um tronco e começo a apanhar um grupo que ia mais à frente. A Elsa, o Rui e a Andreia.

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Cheguei perto deles, que iam tão estafados como eu e partilhei a minha vontade de mandar tudo às urtigas. “Nada disso!” disseram eles, já vieste até aqui, vamos seguir juntos e não vais desistir! Este é o verdadeiro espírito de trail. Uma camaradagem entre pessoas que não se conhecem, mas que puxam umas pelas outras como deveria ser no nosso dia a dia. Há tantas paralelismo com a vida real neste mundo da corrida.


E é ai que chegamos à tal cascata. UAU! Valeu a pena, que visão mais linda!

 

Lá me enchi de coragem e pé ante pé, continuamos a prova. A partir daqui as pernas já nem as sentia, era a cabeça e o coração que comandavam.

 

Trilho da levada, uma extensão com cerca de 2km corridos numa espécie de mármore, com um pequeno ribeiro do lado esquerdo e um precipício a perder de vista do lado direito. Confesso que sou uma medricas nestes géneros de radicalismos, só espreitava de quando em vez para a direita e corria quase inclinada para a esquerda.

 

Passado este trilho entrámos na parte final da prova, passamos uns quantos riachos o que sabia lindamente para arrefecer as pernas.

 

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(Fotos do Zé

E eis chegados ao alcatrão! Aiiiiii, o meu alcatrão. Pernas para que te quero, prego a fundo até à meta onde sei que lá estariam todos para me apoiar.

Nestes metros finais pensei, naaaaa, não vou chorar, não sou nada dada a essas coisas de quase eleição de Miss e sou uma tipa muita forte!


Certo.... assim que avistei os primeiros apoiante a bater palmas, a gritar aquelas palavras de alento, desatei a chorar compulsivamente! Veio me à cabeça todas aquelas dificuldades, cada descida em que caia e a sola dos pés pareciam verdadeiras brasas, as subidas, as pedras a que me tive que agarrar para não ir ribanceira abaixo e senti que era muito forte, bem mais forte do que pensaria ser capaz, e que mais uma vez a corrida estava na minha vida a provar isso mesmo.


Meta atravessada, abraço do marido com um misto de orgulho e preocupação estampada no rosto, palavras de alento de tantos amigos corredores, foi altura de me sentar e comer uma bela massa com atum oferecida pela organização. Wowww, estava mesmo banzada!

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Banho tomado, compressoras calçadas lá rumamos a Lisboa com mil historias para contar desta aventura na belíssima serra da Lousã.

Uma coisa aprendi, enquanto não for uma menina mais “crescida” nestas coisas do trail, não me aventuro mais numa distancia destas. Fico-me pelo trail mais curto, e já devo ter metades destas historias para contar, seguramente!

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Aos verdadeiros heróis e heroínas da corrida!

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Quando há quatro anos me deu na cabeça avançar com este blogue fi-lo com um objetivo: falar sobre a minha paixão recente pela corrida mas com um “twist”. Não me quis limitar a falar de provas, de tempos, de desafios, sempre quis mais, muito mais. Queria falar de cultura, de design, de livros, de nutrição, de música, de trabalho, de moda, etc.

 

Aviso que as linhas deste post são a minha opinião –  e que até podem refletir opinião contrária aos outros co-autores do Correr na Cidade que vocês tão bem conhecem. O blogue foi então criado para ser diferente. Um misto de running lifestyle, mas com substância.

 

E apesar da diversidade da escrita continua a existir uma linha: já aqui partilhamos vídeos que são obras de arte, filmes, já falamos e oferecemos livros do Murakami, já publicamos receitas que nada têm a ver com corrida, já escrevemos sobre experiências com CrossFit, Cycling, Yoga e até Reiki, etc. E nunca nos limitamos a falar só de marcas, corrida e corrida e marcas - não me queixo da quantidade de material que recebo para testar, para inveja de uns quantos (haverá sempre “haters”, felizmente!!!).

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O blogue foi assim criado para aqueles, como eu, que trabalham muito, têm objetivos na vida para além de Bater Recordes Pessoais e têm um mundo de outros interesses que vão além de colocar uns ténis (como bem dizemos em Lisboa) e ir correr. É um blogue tanto para os que fazem 10 km em 45 minutos ou em 1h20 minutos. Para aqueles que introduziram a corrida na sua vida sem ficar obcecado por ela. Acho muito mais valioso um PR de alguém que esforçadamente coloca a corrida no seu dia-a-dia a par das outras milhentas tarefas, do que aqueles que só correm.


Às vezes há mesmo essa tentação: correr, treinar, correr, treinar, correr e depois correr mais um pouco. Vocês nem sabem o quão chatos e desinteressantes ficam como pessoas.

 

Por isso este meu post é dedicado aqueles que misturam a corrida com as suas vidas mas que lhe dão a importância que ela merece. Sei que muitos não vão concordar, e ainda bem que este não é um post “fofinho”. 

 

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Para mim os verdadeiros heróis e heroínas são esses mesmos. Que gostam de correr, que até podem fazer, ou não, uns tempos valentes (o que é subjetivo), mas que fazem coisas interessantes no seu dia-a-dia. A corrida é muito democrática e não é só para atletas. Por isso é apaixonante. Não pensem, por exemplo, que os treinos do Correr na Cidade são compostos por uns loucos cheios de stamina e testosterona que vos vão deixar a comer o pó das nossas sapatilhas enquanto vocês se esforçam para nos acompanhar. É muito o contrário.

 

É tão importante alguém que termina uma Maratona em seis horas como alguém que bate o seu PR nessa mesma prova. A corrida saudável é isso mesmo. Para mim saber que um Chef fantástico como o Kiko Martins corre é brutal. Saber que o meu colega de profissão Ricardo Martins Pereira, que para além dos seus milhentos projetos, também corre, é muito interessante. Saber que uma pessoa que entrevistei recentemente e que é CEO de uma grande empresa em Portugal (sorry, no link! segredo profissional) também faz as suas corridas é fantástico. Este blogue é e sempre foi para eles. 


Mas, o mais importante de tudo é que o Correr na Cidade tem uma missão, e aqui falo por todos: espalhar e influênciar os nossos leitores a terem um estilo de vida saudável. Acredito, e tenho a prova provada no meu dia-a-dia que não é a falar de grandes recordes pessoais ou das mega distâncias que fazemos que vamos puxar mais gente para a vida saudável, muito pelo contrário. 

 

Este é um blogue diferente por isso mesmo. É para si que é mãe e hoje já deu banho as crianças e vai agora sair para correr com as suas amigas. Para si, também, que é um profissional muito atarefado e que se levantou "com as galinhas" para correr antes de ir decidir muita coisa importante. E para si também, homem ou mulher, que está farto de passar a mão pela sua barriguinha saliente e sabe que a corrida (ou outro desporto) pode vir a mudar a sua vida e fazê-lo mais feliz. Este blogue é para todos vocês!

 

E sim, vamos continuar a fazer tudo como temos feito e falar de corrida e de outras coisas, tantas outras coisas

 

Mas para não dizerem que isto é só escrever, escrever sem partilhar nada de interessante fora da corrida, deixo-vos aqui um link de um dos sites mais inspiradores (e para o qual já escrevi) que existem. Divirtam-se! 

O Yoga como complemento certo da corrida

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Todos nós, em algum determinado período da nossa vida, ouvimos falar de Yoga. Eu, confesso, nunca tive grande curiosidade. Aliás, tal como nunca tive muita curiosidade pela natureza - com exceção da praia, claro! Sempre fui uma pessoa muito urbana e sempre me senti bem na confusão, nas luzes, nas ruas, junto aos barulhos típicos de cidade. Aliás, este blogue não se chama Correr na Cidade à toa. Contudo, tudo isto tem vindo a mudar. E sem eu querer ou fazer por isso.

Com a corrida tenho descoberto os trilhos, e noto que estes me equilibram o dia-a-dia. É um facto que já assumo: tenho cada vez mais “necessidade” e vontade de correr no meio da natureza.

Ora, com o Yoga tem acontecido o mesmo. Cada vez que oiço falar, desperta-me a curiosidade. Muito. Se está ligado ou não com esta “necessidade” de correr nos trilhos, é algo que não sei. Mas, foi através da corrida que tenho pesquisado sobre Yoga, já que noutros países é algo muito comum ligar estas duas práticas. 

Mais recentemente, todos temos seguido aqui a evolução na corrida da Bo Irik que colocou o Yoga no seu dia-a-dia. E a partir desse momento, parece-me a mim, algo mudou na sua performance. E pensei logo: “também quero isto para mim!!!”. Sendo que, no momento imediato, duvidei desse desejo. Terei eu “sensibilidade” para o Yoga? Será que algum dia junto a meditação, o Yoga e a corrida? Será que fui talhado para isso? Não é apenas para pessoas que gostam do lado místico das coisas?!

 

Com a vida frenética do nosso dia-a-dia. Os prazos, o stress e os ecrãs que nos acompanham para todos o lado desde que acordamos até que nos deitamos – e muitos os usam mesmo já deitados -, somos a primeira geração de pessoas mais artificialmente “eletrizada”. E sinto, por vezes, a necessidade de parar, fazer uma pausa, sorver uma energia mais natural, mais pura. Regressar, de alguma forma, às origens. Acalmar.  

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Algumas destas perguntas ficaram respondidas no passado domingo quando tivemos a oportunidade de juntar o Yoga e a Corrida num workshop e aula de Yoga para corredores que organizamos em conjunto com o professor de Yoga (e também corredor) Luís Marques Matias e com o Bruno Rodrigues (profissional de desporto de alto rendimento) nas instalações do Sport Algés e Dafundo.

 

Acabo já com a vossa expetativa: foi um workshop muito interessante e muito útil. E não digo isto porque fomos nós, Correr na Cidade, a organizar. É algo que digo a todos: experimentem!!! Mas com quem sabe.

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A primeira parte foi uma palestra de como a corrida trás benefícios para o corpo mas também como nos desequilibra se só corrermos. Assim, o complemento do Yoga na corrida ajuda-nos a encontrar esse equilíbrio perdido, não só através do trabalho físico mas também para trabalhar a respiração, e as tais partes do corpo que são menosprezadas pela prática da corrida.

Depois da completíssima explicação do Bruno Rodrigues, foi a vez do Luís Marques Matias iniciar a aula de Yoga. Começou por dizer que o Yoga não é apenas para pessoas flexíveis. E explicou, resumidamente, como o Yoga tem contribuído para o seu bem-estar e para uma vida com poucas ou nenhumas lesões. Aqui, confesso, senti uma inveja positiva! E mais uma vez pensei: “Quero isto para mim!”

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A aula, propriamente dita durou cerca de uma hora que para mim pareceram 10 minutos. Fizemos várias posições tendo em conta que corremos frequentemente e que há músculos em défice de serem trabalhados. 

No final dos exercícios, a cereja no topo do bolo. Uns minutos de relaxamento. Incrível como a voz do Luís e a música que acompanhava nos ajudaram a relaxar e a viajar dentro do nosso corpo mesmo num local inóspito e pouco zen como uma sala de aula ampla de um ginásio. Não, não estávamos num local zen, com incensos e barulhos de espanta-espíritos ou sinos tibetanos. Era um local prático mas que funcionou muito bem e que foi muito bem trabalho por estes dois professores.

13047851_10156795255455453_5306974358834032777_o.jDepois deste “banho” de energia positiva para o corpo e para a mente, voltamos às técnicas de corrida onde o Bruno Rodrigues nos ensinou para melhorarmos a postura e a passada. Algo que, no meu caso tem sido uma aposta e sobre o qual irei escrever aqui no blogue em breve para ajudar quem nos lê. O Bruno e o Luís fazem uma dupla dinâmica e vencedora. Tal como o Yoga como a Corrida em conjunto

 

Confesso que tanto a sessão de Yoga como as explicações de técnica de corrida ainda perduram tanto na minha mente como no meu corpo. Senti necessidade de mais e adorava repetir com regularidade esta experiência. Agora consigo perceber a evolução da Bo. E até consigo perceber esta minha necessidade de equilibrar a vida super agitada, citadina, cheia de ecrãs, com o Yoga e a corrida nos trilhos. Fiquei fã, como se nota, e recomendo.

 

Namastê.

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