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Correr na Cidade

And the winners are... os Melhores da Corrida de 2014

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Foram 1079 respostas. O que é incrível. Durante os dias em que os nossos escolhidos estiveram a votos, vimos o numero de respostas a aumentar, vimos categorias a ganharem distância, vimos também, alguns dos nomeados a terem verdadeiras "batalhas" pela liderança e outros a terem votos massivos e consecutivos - caso para dizer que neste caso a "máquina" funcionou.

 

Foi um exercício muito interessante e que, apesar de existirem os respectivos vencedores, todos os nomeados tiveram uma boa quantidade de votos, o que é de salientar.

 

Tudo isto nasceu, em finais de 2013, de uma ideia a olhar para uma lareira e nuns telefonemas entre amigos da crew. Uma brincadeira. Este ano tentámos perceber se estes prémios faziam sentido. Podemos dizer que sim e que vão evoluir na edição do próximo ano. 

 

Deixamos aqui os Melhores da Corrida de 2014. Parabéns aos vencedores.

 

Melhor Marca de running:

1ºAdidas
2º ASICS 
3ºNike 

Melhor modelo de sapatilha de estrada:

1ºAdidas Supernova Glide 6 
2ºAsics Gel Kayano 20 
3ºAdidas Adios Boost 2 

Melhor modelo de sapatilha de trail running:

1ºAdidas Supernova Riot 5 
2ºASICS Fuji Sensor 3
3ºAdidas Adistar Raven 3

Melhor acessório de running:

1ºRelógio Spoq A-rival 
2ºMeias Injiji 
3ºRelógio Garmin Forerunner 620 

Melhor treino de corrida:

1ºCorrer Lisboa 
2ºEscadinhas & Subidinhas 
3º Treinos Lunares 

 

Melhor prova de estrada:

1ºScalabis Night Race 
2ºMeia Maratona de Lisboa 
3ºCorrida do Fim da Europa 

 

Melhor prova de trail:

1ºTrail de Bucelas
2ºTrilhos de Almourol 
3ºLouzan Trail 

 

Melhor prova de trail ultra (mais de 42km):

1º Oh Meu Deus! 
2º Grande Trail Serra D’Arga 
3º Ultra Trilhos dos Abutres 

 

Melhor contribuição para a corrida:

1º Jorge Pina Corre mais por Portugal 
2º RTP Running 
3º TSF Runners

Melhor atleta do ano (2014):

1ºSara Moreira
2ºCarlos Sá
3ºDulce Félix  

 

Os prémio voltam no início de 2016!

A (breve) história do Correr na Cidade Running Crew - parte II

Por Filipe Gil:

 

Lembro-me que, depois da Meia Maratona de Lisboa, sentimos que a crew devia crescer, vimos muitas equipas na prova, muitas t-shirts iguais de gente organizada e que corria muito. E sentimos que também podíamos lá chegar. No entanto, à medida que me ausentava mais de casa para as corridas, começava o meu desafio principal: convencer a minha mulher a correr também.

 

Ela de início não queria, afirmava que nunca iria conseguir, que era mais adepta das caminhadas e que odiava correr. Até que, competitiva como é, começou a ver outras mulheres a correr (algumas delas com peso a mais), e vai daí começou também a correr, aos poucos. Mas, nestas coisas, começar é o mais fácil e manter é o mais difícil. E foi aí que tive a ideia de criar um treino só de mulheres para mulheres, sem homens a interagir de forma a motivá-la para continuar a correr. O primeiro treino reuniu umas 14 mulheres que correram em conjunto uns 8kms. E a minha mulher lá no meio com a tshirt da crew, em cor de rosa, tal como "exigiu", e bem. Nascia assim a parte feminina da crew.

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Na foto de amarelo  a Joana Malcata e Ana Morais e de verde a Carmo Moser. A minha mulher com a tshirt rosa da crew


Este primeiro treino nem se chamou “Just Girls” mas sim “Girls Only”. O sucesso foi tal que passado umas semanas fizemos outro treino, com cerca de 30 mulheres e sim já com o conceito “Just Girls” e com umas ofertas no final. Lembro-me de gifts da Becel, da Cocomax, da Pharmonat, Compressport. Curiosamente, neste treino voltaram a participaram a Joana Malcata, a Bo Irik, a Carmo Moser e a Ana Morais, todas que após uns largos meses mais tarde se juntaram à crew. Mas já lá vamos. Entre a Meia Maratona e os Just Girls ainda se passaram coisas interessantes.

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No segundo treino, com ofertas, está a Carmo, a Ana Morais, a Joana Malcata, a Natália e a Bo Irik.

À medida que fui criando o blogue senti a necessidade de criar um produto editorial e, quem sabe, ter alguma receita financeira. Daí criei, em conjunto com o designer Luís Gregório, a revista Skywalker. Perdoem-me os meus amigos jornalistas que escrevem sobre corridas, mas um ano e pouco depois, não encontro em Portugal produto editorial dedicado à corrida de uma forma tão criativa e interessante. O projeto morreu porque as marcas não estavam dispostas a investir dinheiro e porque não arranjei ninguém para andar a bater às portas de um eventual financiador. O projeto está assim congelado, mas que faz sentido existir, faz. Vejam os dois números aqui e aqui.

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Voltando ao dia da Meia Maratona foi aí que conheci, pessoalmente, o Nuno Ferreira, fotógrafo profissional, habitante de Santarém, que tinha uma equipa para as suas bandas. Foi das pessoas com quem mais falei de corrida até hoje. E, fica a dica, é dos melhores fotógrafos de casamentos que conheço. Fiquei contente de o conhecer, mas com pena de ele já ter equipa. É que para além disso tudo, ele corre muito e é um grande atleta. Tanto que na partida da Meia de Lisboa disse-nos adeus e nunca mais o vimos, nesse dia.

 

Entretanto, um belo dia, chega a minha casa uma caixa de ténis da Skechers. Pensei que se tinham enganado. A marca da Skakira a enviar-me ténis para correr? WTF??? Abri a caixa vi o amarelo quase florescente dos GoRun 2 e fui correr com eles, desconfiado. Após as primeiras passadas foi amor à primeira vista. Adorei a sensação de correr com minimalistas.

 

Umas semanas mais tarde, depois de eu e o Bruno Andrade termos feito uma dieta em direto no blogue, ao longo de semanas, e de termos crescido em views e visitantes, decidi fazer uma apresentação pública do projeto Correr na Cidade.

 

Assim, com a ajuda dos amigos Fernando e Ana da Cowork Lisboa com o apoio da Skechers (que convidei como agradecimento pelo envio dos ténis/sapatos de corrida/sapatilhas) fiz uma apresentação que decorreu no IADE da Rua do Alecrim, e que foi precedida de uma corrida ligeira de, aproximadamente, 5K. Foram cerca de 40 pessoas, talvez menos, sou péssimo a contar pessoas nos treinos, nem acho que seja muito importante. Desde elementos do Portugal Running, aos amigos mais próximos da crew, até a minha mãe, foram algumas as pessoas, e lá estava o Tiago Portugal, acompanhado da irmã, ele que se tornou, mais tarde, um dos membros mais ativos da nossa running crew.

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Nesse dia convidei o Bruno e a Sandra Claro para aproveitarem a minha apresentação e o local e, também eles, apresentarem o seu projeto que dias antes tinha encontrado na net sem querer: o Correr Lisboa, uma rede social para corredores. Fui a primeira pessoa a entrevista-los para o blogue e a conhecer de perto o casal. Percebi que era um projeto com pés e cabeça e que podia aumentar a perceção de que o mercado de running estaria a crescer em Portugal, e ter volume.

 

Nesse dia, também, a TSF Runners entrevistou-me. Estranho um jornalista ser entrevistado por um colega, mas percebi aí que o projeto fazia mais sentido que nunca. E não, nessa altura não tínhamos treinos fixos e eramos, se não me engano, não mais de sete pessoas.

 

Isto foi em abril, altura em que eu, Bruno e Nuno Espadinha, já bem mais magros, fomos correr a Scalabis Night Race, a primeira edição. Fomos media partners e o nosso logotipo fez parte da t-shirt oficial. Impulsionado por isso ou não, fiz o meu melhor tempo de sempre (até aos dias de hoje) de 10K em 49 minutos. Nesse dia levamos a família connosco para nos ver correr. Foi fantástico. E foi ali, em Santarém que conheci pessoalmente o João Campos, com quem já interagia no Facebook. Não, ele não faz parte da nossa crew, mas é um grande amigo.

 

Daí até setembro marcamos vários treinos, comecei a ver que as pessoas de facto liam mesmo o nosso blogue, que apareciam nos treinos com os mesmos ténis que usávamos A Skechers continuava a mandar ténis e, mais tarde, a Adidas também. Fizemos um segundo treino oficial, a 4 de maio, com muita gente, ao que se juntou a equipa do Correr Lisboa, que evoluia de rede social para equipa, e alguns elementos da Scalabis, para além  de outros em nome individual, como a amiga Bárbara Baldaia, repórter da TSF.

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Tanto eu como o Nuno Espadinha começamos a ter uma aproximação ao Bruno Claro, e vice-versa. Ele sempre atento ao mercado do running, já tinha mais conhecimento das diferentes crews e grupos que eu. Fui das primeiras pessoas a ouvir falar da ideia das Secret Run, que achei umas das melhores ideias da altura dentro do running. Apesar de não ser aquilo que pretendia para a minha crew, apoiamos o projeto. Aliás, fui guia, com gosto, de uma apresentação pública no Parque das Nações ao lado do conhecido blogger, e meu colega jornalista, O Arrumadinho – hoje em dia um dos principais padrinhos do projeto Correr Lisboa.

 

Entretanto, o Pedro Tomás Luiz começa a aparecer nos nossos treinoos; ele em conjunto com o Tiago. Mas o Pedro foi mais afoito e começou logo a falar comigo – eu que não sou nada simpático para quem não me conhece bem. Gostei muito dele, logo de início. Um corredor fantástico que calça 48, tamanho europeu. Um outro nível de passada. Lembro-me de contar os meus passos e os deles, quando corríamos lado a lado…sem comentários!

 

Pessoalmente estava a entrar em forma, o Nuno Espadinha também, o Bruno Andrade continuava lá à frente de nós. Mas entretanto num domingo de madrugada recebo aquele telefonema que todos nós tememos receber, o meu pai, saudável, e novo (68 anos), morria com um ataque cardíaco súbito enquanto fazia uma das coisas que mais prazer lhe dava: dançar. E se o fazia bem.

 

Só consegui correr quatro dias depois do funeral. Dei umas passadas e entrei em pânico, pensei que ia ter um ataque cardíaco também. Parei durante uns dias fiz os testes todos que um corredor deve fazer e decidi naqueles dias que um dia tinha que fazer a Maratona. Porquê, não sei. Mas nem que fosse para os meus filhos terem orgulho no pai. E no pai do pai deles.

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No início de agosto tivemos a visita dos Amsterdam Running Junkies. Num treino de 10K das Docas a Algés, e respetivo regresso. Grandes corredores que eles são. A Carmo Moser voltou a aparecer para corrermos juntos, e o Pedro Tomás também. E já andava a correr connosco o Luís Moura. Aliás, desde a primeira hora que corri muitas vezes com o Luís. 

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Mas esse verão foi estranho. Continuei a correr, quase sempre de minimalistas, com a tshirt da Crew pelo Algarve. E o mesmo fizeram o Bruno Andrade e o Nuno Espadinha. Criamos umas t-shirts branca de alças e decidimos mudar um pouco o logotipo, torná-lo mais moderno e atual. Chateei o designer Luís Gregório novamente que criou o logo que é hoje o que ainda usamos, com muito orgulho.

 

Depois das férias, o calendário estava cheio de corridas, a minha mulher entretida com as Just Girls e a começar a correr mais. Nesse verão no Algarve corremos juntos algumas vezes, o que era, e é, uma raridade - dois filhos pequenos assim o obrigam. Ela estreou-se em provas oficias em Junho na Corrida da Mulher, mas foi na Corrida do Destak que começou a correr mais a sério. A ela juntou-se a Ana Morais, colega de profissão (nutricionistas), que partilhava do gosto pela corrida e que já andava pelas Just Girls. A partir daí, a Ana juntou-se à crew.

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Em Setembro tivemos a Meia Maratona do Porto. Fiz o convite formal para o Pedro Tomás Luiz pertencer à nossa crew. Fizemos um acordo pontual com a Skechers de umas quantas corridas vestidos e calçados de Skechers, e lá fomos; eu, o Bruno e o Pedro. O Nuno Espadinha tive um problema de última hora e ficou em Lisboa a fazer a Corrida do Tejo, para o substituir o primo do Bruno Andrade vestiu a nossa tshirt. Na véspera desse dia conheci o Stefan Pequito, que se estreou na distância com um tempo abaixo da 1h30. Animal! Foi o que pensei. Daí a umas semanas pedi ao Pedro para convidar o Stefan e o Tiago, agora oficialmente, para entrarem para a crew.

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E depois tivemos a Meia Maratona de Lisboa. O Stefan estreou-se com a nossa tshirt na Maratona de Lisboa. E o Nuno Ferreira, apesar de não pertencer (ainda) à crew, também se estreou na distância.

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A partir daqui e até janeiro a história é mais complicada, foram os tempos mais difíceis até ao momento, para a crew, mas amanhã ficarão a saber porquê.


Até amanhã.

Viajar, beber e correr

Por Bo Irik:

 

Seis miúdas corredoras, dois carros, 360km (x2), uma Casa da Turismo Rural, uma prova de vinhos e uma prova de corrida – a Meia Maratona do Douro Vinhateiro.

 

Foi esta prova que nos fez percorrer duas vezes 360km para poder correr 21km. Prova esta que seria a última para completar o meu “Quatro em Linha” - quatro provas de cerca de 21km em quatro fins-de-semana seguidos: Meia Maratona de Madrid, a de Lagos, o Trail de São João das Lampas e agora a Meia Maratona do Douro Vinhateiro. Consegui e sinto-me bem. Muito bem, pois para além de um fim-de-semana espetacular na companhia das minhas amigas atletas, consegui, finalmente, fazer uma meia maratona, sozinha, sem quebras emocionais.

 

É claro que não estava sozinha, estava rodeada uma das paisagens mais belas do Mundo e ainda milhares de atletas simpáticos com os quais ia trocando sorrisos e palavras de força. Foi uma das provas em que mais puxei pelos atletas presentes. Primeiro porque a primeira parte da prova, ao longo do Rio Douro, é uma meia volta – uma excelente oportunidade para apoiar as muitas caras conhecidas que ia encontrando. E segundo porque, devido ao grande calor que se fazia sentir, houve muitos atletas que sentiram a necessidade de caminhar durante partes da prova, mas que com um empurrãozinho, voltariam a correr.

 

Para mim, o apoio entre os atletas e com o público, é muito importante e dá-me imenso gozo puxar pelas pessoas, durante a prova e já tendo cruzado a meta. O empurrãozinho que eu precisava no último km fui eu própria que criei, ao pensar na minha Crew, o que me deu vontade de dar um boost na reta final.

 

Em poucas palavras, foi um fim-de-semana mega bem passado em que uma grande amiga minha, a Cláudia, se estreou na distância, e muito bem, pois gostou muito e sentiu-se bem, e que permitiu estreitar os laços de amizade com as meninas (e meninos) das Tartarugas Solidárias, Correr Lisboa, Run for Fun, Run Lovers e Portugal Running.

 

O facto de não ter quebrado emocionalmente e de ter corrido sempre “sozinha” foi uma grande vitória pessoal. Será que é um sinal de que estou preparada para a Maratona? 

 

A segunda prova das "quatro em linha"

Por Bo Irik: 

 

Em 1999, os meus pais, holandeses, tiveram a excelente ideia de emigrar. Assim, mudámos, juntamente com a minha irmã, da Holanda para, para mim, das cidades mais lindas de Portugal:  Lagos.

 

Tendo estudado e crescido em Lagos dos dez aos dezoito anos de idade, esta cidade é a minha casa, apesar de residir, com muito gosto, em Lisboa.

 

Foi por isso, que, quando ouvi falar da Meia Maratona de Lagos e vi que não tinha provas no fim-de-semana do dia 4 de maio, não hesitei e inscrevi-me logo. Na altura, aproveitei uma campanha e paguei apenas 4€, valor da inscrição que incluía tshirt, lembrança e as tradicionais águas, fruta e barras de cereais no final da prova.

 

Segundo a organização, “Para a edição de 2014 o Olímpico Clube de Lagos criou uma parceria com a Marina de Lagos de modo a relançar esta competição no panorama Nacional. Pela primeira vez em Portugal uma corrida vai ser disputada em cima de água, pois o percurso contempla a passagem por um dos pontões de amarração da Marina de Lagos!”

 

Estava ansiosa; iria ter os meus pais a apoiar-me pela primeira vez numa prova de corrida e nunca tinha participado numa prova tão pequena, com apenas 628 atletas inscritos. Após ter obrigado os meus pais a comer massa durante os dias antes da prova (estava a ficar na casa deles), no domingo de manhã sentia-me bem e dirigi-me à partida, na Marina de Lagos.

 

Na Marina, rapidamente encontrei alguns amigos do Correr Lisboa, o João Rodrigues, Pedro Carvalho, o Bruno Dias e Heitor Santos Cardoso, bem como a Carla Pereira que os acompanhava enquanto cheerleader e fotógrafa (destas fotos - obrigada!).

 

Perante o calor que se fazia sentir (e ainda por cima não conseguia ligar o meu Sony Walkman MP3 que usaria pela 2ª vez), adaptei o meu objetivo inicial dos 1 hora e 50 minutos para: disfrutar da viagem e correr confortavelmente sem andar. Pois, não fui feita para o calor, e foi um verdadeiro desafio, um teste à minha resiliência. Com estes objetivos em mente, a prova correu lindamente; após umas boas subidas na cidade, tivemos a oportunidade de correr dentro da Marina, junto aos barcos e houve uma passagem na ponte levadiça.

 

O novo mindset e apoio do João Rodrigues fizeram com que conseguisse adiar a chegada do diabinho mau que me manda parar (ver artigo – http://corrernacidade.com/race-report-meia-maratona-rock-n-302278) para o km 20. Este km parecia não ter fim, pois havia muitas curvas e meias voltas em vez de uma meta à vista, mas lá consegui acelerar na reta final, apoiada pelos meus pais e amigos. Gostei muito da prova e também gostei muito da estreia em prova dos Salming Distance, que se comportaram muito bem – review em breve.

 

Esta foi a segunda do meu "Quatro em Linha" – 4 provas de cerca de 21km em quatro fins-de-semana seguidos: Meia Maratona de Madrid, a de Lagos, o Trail de São João das Lampas e ainda a Meia Maratona do Douro Vinhateiro. O Trail das Lampas também já fiz; agora que venha a Meia Maratona do Douro Vinhateiro!

 

Também vais?

 

Inscrições abertas para a 11ª edição Corrida Solidária ISCPSI/APAV

1520668_735445423133923_1100306217_nJá estão abertas as inscrições para a 11ª edição da Corrida de Solidariedade ISCPSI/APAV que se realiza a 23 de março, em Lisboa. Esta é uma iniciativa solidária promovida pelo Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI) e pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.A Corrida da Solidariedade ISCPSI/APAV tem um percurso de 10 quilómetros, para além de uma marcha das famílias, com 3,5 quilómetros, sem cariz competitivo.  O preço de inscrição é de 8€(tanto para a corrida como para a marcha) que revertem na totalidade para a APAV.O tiro de partida será dado às 10:30 junto ao edifício do ISCPSI (Rua 1º de Maio, Alcântara), estando a meta situada junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Belém. Para mais informações, visitar o site da corrida, aqui.

Race Report: G.P. Fim da Europa – uma prova para PBJ (Personal Best Joy)

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Por Bo Irik

 

"Dificilmente haverá prova mais bonita..." é o slogan desta prova mítica que consta nas costas da respetiva t-shirt. Apesar de ser relativamente nova nestas andanças das provas, concordo plenamente com o slogan. Não se trata de uma prova de PBTs, contudo, para mim foi, sem dúvida, uma prova de PBJ (onde o J em vez do T substitui o “time” por “joy”) na qual cada passo foi um verdadeiro prazer.As condições climatéricas que acompanharam cerca de dois mil atletas na travessia da Serra de Sintra em direção ao Fim da Europa foram, a meu ver, perfeitas: um nevoeiro místico que reforça o cenário típico da Serra.

 

Durante os quatro primeiros kms, famosos pelo seu declive positivo, nem me apercebi que estava a competir. O ambiente era de tal forma descontraído que me passou completamente ao lado o “stress” do costume de uma prova onde, normalmente, estou sempre a competir comigo mesma. Fiz as subidas na calma e nem tive a necessidade de ouvir música, pois, fui encontrando várias caras conhecidas e o companheirismo entre atletas foi notável.

No seio das paisagens deslumbrantes que caracterizam a zona, só por volta do km 6-7 lembrei-me de que se tratava de uma prova, uma competição! Já que estava a correr “sozinha” porque já tinha perdido os amigos com os quais tinha vindo à Sintra, e então pus o iPod a bombar. A música era tão boa que imaginei que me encontrava num vídeo clip. Apanhei-me de braços no ar de vez em quando, ao ritmo de um simpático house (trata-se de um DJ Set de cerca de duas horas que pode ser ouvido e feito o download gratuito aqui.

Após o pesado km 10 em que, contra aquilo que me tinha proposto, tive de andar, foi sempre a rolar até o Cabo da Roca. Os últimos kms, onde contámos com o apoio dos simpáticos Azóienses e o Oceano à vista, provocaram um sorriso contínuo e um verdadeiro joy que pegou até hoje :)

 

Ao nível da organização: top! A t-shirt é linda (long sleeve), os abastecimentos foram bons (dois de água para 17km é suficiente) e na meta ainda tivemos direito à uma sandes, queque, chá, água e bebida isotónica (que para mim, é preferível a uma medalha). Para a prova ficar perfeita, resta melhorar a logística que envolve o transporte dos atletas da meta para a partida.

 

Fotos da autoria do Correr Lisboa

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