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Correr na Cidade

O meu top 3 de corridas em Lisboa

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No domingo passado descobri uma corrida que claramente faria parte do meu top 3 de provas em Lisboa. Foi a Corrida dos Pupilos do Exército que adorei pelo seu percurso e ambiente. Foi então e também porque algumas pessoas me têm vindo a perguntar, que decidi partilhar aqui as minhas três provas preferidas em Lisboa. São provas de cerca de 10km que se realizam na área da Grande Lisboa. Relembro que esta é o meu Top 3 pessoal e pode não ir ao encontro das preferências dos restantes elementos do Correr na Cidade.

 

Este é o meu top 3 de provas em Lisboa (a ordem é irrelevante):

 

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Corrida Pupilos do Exército e Corrida Avenidas Novas

(esta prova foi a junção de duas, a primeira este ano na sua IV edição e a segunda na III)

Site: http://www.corridapean.pt/

Distância: 3, 5 ou 10 km

Ganho de elevação: 174m

Ponto de partida: Parque Eduardo VII, Lisboa

Custo da Inscrição na primeira fase: 8€ para as provas dos 5 e 10 Kms e de 5€ para a prova dos 3 Kms

Número de participantes: 600

Mês de realização: Maio

Edição: IV

Opinião: Fui convidada a participar nesta prova pela Multiopticas, um dos patrocinadores desta corrida. Já tinha ouvido falar com a corrida mas sinceramente nunca pesquisei sobre o seu percurso. Aceitei o convite de bom grado e no domingo de manhã dirigi-me ao cimo do Parque Eduardo VII, junto à bandeira. Adorei a prova pelo seu ambiente acolhedor. Como tem poucos participantes, gerou-se um ambiente muito familiar e intimista. O que mais gostei foi o percurso (vejam no meu Strava), não circular, pois terminou na 1ª seção dos Pupilos do Exército na Radial de Benfica. O percurso passa pelo Corredor Verde e Monsanto, tornando-se muito diversificado. No Parque Florestal Monsanto, passamos por trilhos e estradões, algumas subidas e partes planas. Os últimos dois kms são mais duros psicologicamente, pois saímos da floresta e corremos pela ciclovia “Lisboa Cidade” junto a estrada. A prova tinha 3 abastecimentos de água e águas e maças no final. A prova apoia a Associação Jorge Pina e Escola de Atletismo Adaptado. Esta Escola foi pensada por Jorge Pina para dar formação desportiva gratuita na área do Atletismo a qualquer criança ou jovem com necessidades de saúde especiais.

 

PS. Nesta prova fiz segundo lugar no meu escalão. Infelizmente não fui ao pódio porque estava inscrita como homem e nem sabia que tinha ficado em segundo. Só descobri depois e a organização tratou de corrigir os resultados e enviar a medalha :) Realmente é chato ter um nome holandês em Portugal eheheh.

 

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Urban Trail Lisboa

Site: http://www.urbantrail.pt/

Distância: 10km e caminhda

Ganho de elevação: 330m

Ponto de Partida: Praça do Comércio

Custo da Inscrição na primeira fase: 13€ equipa s/frontal, 14,90€ individual s/frontal, 15€ equipa c/frontal, 17€ individual c/frontal

Número de participantes: 8000

Mês de realização: Setembro

Edição: IV

Opinião: Embora só tivesse participado na edição de 2014 nesta prova, é uma das minhas preferidas de Lisboa. A prova também decorre em Sintra, Leiria, Porto e Coimbra, sendo que em Sintra já participei duas vezes. Esta prova é perfeita para quem gosta de trilhos. Trilhos urbanos, neste caso, tal como o nome da prova indica. A prova decorre à noite e os participantes, com uma luz frontal na cabeça, sobem e descem por alguns dos bairros mais emblemáticos de Lisboa: Mouraria, Alfama, Bica e Bairro Alto. É uma prova dura, muito divertida e bem diferente das muitas provas planas que a Cidade acolhe a cada fim-de-semana.

 

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Corrida do Tejo

Site: http://www.corridadotejo.com

Distância: 10km

Ganho de elevação: 82m

Ponto de partida: Algés

Custo da Inscrição na primeira fase: 10€ para as 1000 primeiras inscrições

Número de participantes: 10 000

Mês de realização: Setembro

Edição: 36ª

Opinião: Esta corrida tem um lugar especial no meu coração, pois foi a minha primeira prova em Portugal. O percurso começa em Algés e termina em Carcavelos, ao longo da marginal (afirma-se que gosto de provas que não sejam circulares). A Corrida do Tejo é uma prova muito bem organizada tendo em conta o enorme número de participantes que tem. Normalmente gosto de provas mais pequeninas, mais caseiras e menos comerciais, mas esta prova tem algo especial. Tanta gente a correr junto ao rio é mágico. A prova conta com muita animação ao longo do percurso e também graças à paisagem envolvente, esta prova não é nada monótona e muito agradável.

 

E vocês? Quais são as vossas provas preferidas em Lisboa?

Corrida da Linha - Correr sozinho ou acompanhado?

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Por Bruno Andrade:

 

Neste report sobre a 8ª edição da Corrida da Linha, não irei entrar em grandes detalhes do que aconteceu em várias fases, mas sim realçar como esta corrida marcou o meu regresso a este tipo de eventos e demonstrar de que correr acompanhado torna tudo mais fácil. A disponibilidade, tanto física como horária, ou até mesmo por vezes alguma desmotivação e falta de pro-atividade, são tudo fatores bastante óbvios de que não tenho sido exemplo para quem quer treinar regularmente. No entanto, sempre que regressei aos treinos após longas pausas, consegui de certa forma com alguma facilidade voltar aos quilómetros habituais.

 

Com o fim das férias, decidi retomar o plano de treinos e, embora motivado e disciplinado, os treinos que efetuei foram extremamente frustrantes porque psicologicamente nunca consegui terminar nenhum sem abrandar o ritmo ou até mesmo parar. No final de cada treino era raro não pensar no desafio que se aproximava, a Corrida da Linha com os seus 10kms à beira mar estavam em contagem decrescente.

 

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Para esta prova foi fundamental a frustração dos últimos treinos, impôs-me colocar como principal objetivo terminar este percurso sem abrandar o ritmo ao ponto de parar a meio (o que até à data nunca me aconteceu numa prova com esta distância). A ajudar-me a atingir este objetivo, sabia que podia contar com o apoio dos elementos da Crew e amigos.

 

Logo no início e, na companhia da Natália fizémos os primeiros 3 kms a um bom ritmo, de um certo modo desconhecido nestes meus últimos treinos já referidos anteriormente. Após este arranque, devido à grande afluência de atletas, acabei por me distanciar um pouco e tentei gerir o meu esforço não perdendo de vista a Bo e o Tiago que iam mais à frente. Já junto deles e percebendo que a Bo não estava a 100% o meu objetivo passou em dar-lhe força juntamente com o Tiago que desde o início a estava a acompanhar, mas quem acabou por ganhar força fui eu e motivado continuei a prosseguir ao meu ritmo.

 

Alguns quilómetros depois e com a meta cada vez mais próxima, consegui perceber que estava muito perto de superar as minhas dificuldades recentes. Ao entrar em Cascais consegui imprimir um pouco mais de velocidade e terminar a prova com 52.11 (Tempo de Chip). 

Este regresso às provas foi excelente, perante as adversidades com que vinha para a corrida juntamente com o intenso calor que se fez sentir e a adesão em massa para mais uma edição de sucesso, pessoalmente não podia ter pedido mais. Esta corrida que já foi uma das minhas primeiras provas oficias, hoje foi também uma superação para me dar aquela motivação extra que andava à procura.

 

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Correr sozinho tem o seu lado positivo
, permite-nos momentos de reflexão e relaxamento para além de permitir uma aprendizagem sobre os nossos próprios limites e levar a que consigamos atingir o potencial máximo de corrida, no entanto, nesta fase em que me encontrava, a companhia superou tudo, não apenas pelo convívio e espírito de equipa na motivação para correr sem abrandar, como até mesmo daquele desconhecido a quem nos “colamos” para alcançar a final.

 

E vocês o que preferem? Correr sozinhos, acompanhados ou em grupo? Independentemente da escolha o que importa é nunca desisitir de treinar!

A Corrida do Tejo, a corrida do convívio

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Por Bo Irik:

 

São oito da manhã num domingo. Toca o despertador. Dormi quatro horas, se tanto. Não me apetece levantar e ainda menos correr. “Bo, levanta-te, assume o teu compromisso.” Pois é, no sábado antes da Corrida do Tejo fui a uma Pool Party. Fixe, pensava eu, começa  ao meio dia e termina às 22h, assim encaixa nos meus planos para domingo – mais uma Corrida do Tejo. NOT. A festa acabou às 22h, mas a minha festa não...

 

Levanto-me, lembro-me que já não tenho aveia. Vou apanhar o metro, estou no cais errado. Vou a sair do comboio, esqueço-me do passe. Não estava com cabeça (nem pernas depois de tantas horas de dança) para correr. Chego ao ponto de encontro marcado para o encontro da crew do Correr na Cidade e amigos em Algés e começo a acordar. Gente simpática, boa energia. Na linha da partida esqueço-me completamente da ressaca e rodeada de gente desportista e bem disposta e com a música a bombar, decido fazer a prova na companhia da Natália Costa e da Inês Machado.

 

O objetivo da Inês era fazer a prova abaixo dos 60 minutos. Ela consegue, e já o fez, mas o joelho chato, era esse o nosso objetivo. A Natália e eu a puxar por ela. Que belo trio. Depois de passar a partida, alguns minutos depois de ter sido dado o tiro da partida devido à imensidão de pessoas, começamos o nosso ziguezague por caminhantes e pessoas com um ritmo mais baixo. A partir do primeiro km já temos mais espaço e conseguimos manter o ritmo pretendido.

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Adoro esta prova. Encontro sempre (foi a minha 3ª participação, podem ler o relato da segundo aqui) muitas caras conhecidas e como ia a um ritmo confortável deu para conversar e meter-me com o pessoal. Para além de puxar pela Inês e de me divertir, claro, tinha outro objetivo. Cada pessoa que vinha a caminhar, puxar por ela (graças aos dorsais com nome, podemos usar o respetivo nome que ajuda muito) e fazer com que voltasse a correr, nem que fosse devagarinho. Adoro. Adoro fazer isso, é mega gratificante.

 

Durante a primeira parte da prova estava muito calor mas felizmente havia dois pontos de água e até uma passagem por um chuveiro e durante a segunda parte arrefeceu bastante. A Corrida do Tejo é uma prova muito bem organizada tendo em conta o enorme número de participantes que tem. Normalmente gosto de provas mais pequeninas, mais caseiras e menos comerciais, mas esta prova tem algo especial. Tanta gente a correr junto ao Rio é mágico.

 

Havia poucas pessoas a apoiar ao longo do percurso, mas a organização teve a excelente ideia de contratar duas claques para apoiar os atletas. A primeira tinha imensas bandeiras e placas e gente a fazer barulho dos dois lados da marginal. A segunda também era engraçada; tinha uma claque feminina do lado direito, a puxar pelas meninas, e outra do lado esquerdo da marginal, a puxar pelos homens. Para além disso, ainda encontrámos duas bandas a caminho da meta. Muita animação, portanto. Desta forma, e também graças à paisagem envolvente, esta prova não é nada monótona e muito agradável.

 

Também sou fã desta prova pelo seu grau de dificuldade “médio”, tendo algumas subiditas (e descidas, claro) pelo meio. Outra coisa que gosto muito é correr de um ponto a outro, de Algés a Carcavelos neste caso e de sentir que estamos de facto a correr determinada distância. Logisticamente, nada a apontar. Havia autocarros na meta para nos transportar à estação de comboios, mas nós viemos a pé. Soube bem porque o solinho tinha voltado.

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Estou muito orgunhosa na Inês, pois, conseguimos atingir o nosso objetivo de sub60 enquanto nos divertimos e também estou particularmente orgulha nos nossos meninos João, Tiago e Luís que correram a prova abaixo dos 45min! Wow!

 

Em suma, mais uma vez os meus parabéns à organização. Tudo fluído, animado, limpo e pontual. T-shirt linda!!! Tudo o que se quer numa prova. O ano passado comentei que achava pena não ter havido nada para comer na meta. Este ano, para além da água e bebida isotónica já tínhamos uma maçã! Para o ano lá estarei a celebrar três anos de provas! E tu, também foste? O que achaste?

 

PS. Para a semana há mais corrida na marginal. Este domingo foi de Algés a Carcavelos e no próximo domingo, na Corrida da Linha, continuarei de Carcavelos a Cascais. As inscrições ainda estão abertas, em www.corridadalinhamedis.pt até dia 16 de setembro, ou dia 17 setembro nas instalações da Cofina em Lisboa, ou nos dias 18 e 19 de setembro na loja Decathlon em Cascais. ‘Bora?

Treino de Corrida pelas Subidas do Restelo - sábado 8 de Agosto

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Já conhecem a loja Running7 no Restelo? Nós já e gostamos, por isso, no sábado dia 8 de manhã vamos organizar um treino com partida e chegada na Loja. Aproveitem esta oportunidade para correr numa zona diferente da cidade. 


O Restelo é um dos nossos spots de corrida preferidos. Porquê? Porque tem pouco trânsito pelo que o ar é mais limpo e torna-se mais tranquilo correr na rua.


Assim, convidamo-vos a participar neste treino que arranca sábado dia 8 pelas 9h15 (ponto de encontro para arranque pontual às 9h30). O grupo será dividido em dois, um treino de 5-6 km e outro de 9-10 km. O ritmo será marcado pelo elemento menos rápido de cada grupo, pois, já sabem que ninguém fica para trás!


A loja Running7 irá  premiar os participantes deste treino com água e um brinde surpresa, por isso, temos vagas limitadas. Serão 50 vagas. Como tal, agradecemos que, para garantir o vosso lugar, enviem um email a eventosrunning7@gmail.com com o vosso nome e se preferem o percurso mais curto ou mais longo. O vosso lugar apenas será garantido mediante receção de um email de confirmação.


Relembramos que os treinos Correr na Cidade não são treinos organizados, apenas guiados, implicando que não há seguro coletivo nem cortes de trânsito pelo que apelamos a vossa responsabilidade para o cumprimento do código da estrada.

 
Vamos, toca a inscrever-te!

Dia 20 de setembro vamos à Corrida da Linha!

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Dia 20 de setembro traga a sua família e amigos à Marginal de Cascais e venha participar na 8.ª edição da Corrida da Linha Cascais Médis powered by Destak. Esta é uma prova à medida de todos, na Marginal de Cascais, acompanhada de uma paisagem maravilhosa, tornando-se assim num agradável evento que visa promover a atividade física e uma vida saudável.


É de facto uma prova que promove a reunião de toda a família, pois tem uma caminhada de 3 Km que começa às 09h30 e uma corrida de10 Km que começa às 10h00, que na meta, prometem inúmeras animações para todos.

O ano passado foi assim 


Percurso

A Corrida da Linha Cascais Médis divide-se assim em dois percursos para que possa optar por aquele que melhor se adapta à sua condição física:

- Uma corrida de 10 Km, homologada pela Federação Portuguesa de Atletismo, para atletas que gostam de competição saudável e correr com o seu tempo cronometrado através de chip entre Carcavelos e Cascais. Os 10 Km, cujo tiro de partida será dado às 10h00, na N6-7, segue pela primeira rotunda que dá acesso à Rua de Itália (Carcavelos), em direcção à Marginal, depois vira à direita no sentido Lisboa-Cascais em direcção a Cascais. No semáforo da Parede, os atletas passam a ocupar a via do lado mar da Av. Marginal (Cascais-Lisboa), seguindo sempre por essa faixa, virando depois à esquerda para a Av. dos Combatentes da Grande Guerra, depois à direita para o Passeio D. Luís I onde estará instalada a meta;

- Um percurso de 3 Km para crianças e famílias que pretendem simplesmente passear ou correr a uma velocidade mais baixa, à beira-mar desfrutando de momentos de puro lazer e diversão e fazer companhia aqueles que irão competir na prova dos 10 Km. O percurso decorre entre Estoril e Cascais, na companhia dos heróis Vila Moleza e as Winx que caminharão junto das crianças proporcionando momentos de puro lazer e diversão. O percurso dos 3 Km tem partida marcada para as 09h30, próximo do Casino do Estoril, seguindo pela Av. Marginal (Cascais-Lisboa), virando depois à esquerda para a Av. dos Combatentes da Grande Guerra, depois à direita para o Passeio D. Luís I onde estará instalada a meta que coincide com a meta da prova dos 10 Km.

 


Inscrição

Se tem vontade de estar na linha, já sabe: aceite o convite da Médis, do Destak e da Câmara Municipal de Cascais e escolha até onde quer ir! A Corrida da Linha Cascais Médis tem espaço para todos! A data limite para inscrições é dia 16 de setembro mas não hesite em inscrever-se já, pois, até dia 31 de julho pode aproveitar os preços reduzidos de 10€ para a prova dos 10 Km e 7€ para a caminhada. Existe um preço especial para famílias, de 20€ / família e inclui 1 inscrição para os 10 Km e 2 inscrições para os 3 Km.

 


Passatempo 8.ª EDIÇÃO, 8 VIAGENS DUPLAS

Para celebrar a 8ª Edição da Corrida da Linha Medis, o Destak tem para oferecer 8 viagens duplas a 8 destinos à escolha! Os destinos a escolher são Madrid, Amsterdão, Londres, Milão, Paris, Roma, Barcelona e Munique.

Parece-lhe bem? É fácil habilitar-se a ganhar 1 das 8 viagens duplas! Basta escrever uma frase criativa sobre a 8ª edição da Corrida da Linha Médis powered by Destak, no formulário de inscrição on-line. Os prémios serão atribuídos às 8 melhores frases, que serão reveladas no dia da corrida, no final do evento. Mais informações no regulamento do passatempo.

Inscreva-se já e habilite-se a ganhar!

A Correr na Cidade de Lisboa

Carlos Sá com a crew mais "cool" de Lisboa e arredores

Por Filipe Gil

 

Contrariando a lógica da escrita jornalística, vou começar pelo menos importante do que aconteceu no Meo Urban Trail (MUT) 2014: as classificações. Esta crew, como já perceberam, liga pouco aos lugares em que ficamos nas provas e corridas que participamos, apesar de tentarmos sempre dar o nosso melhor. Mas desta vez o 25º lugar do nosso membro da crew, Luís Moura, é de destacar. O Luís partiu que nem um foguete e a sua experiência em trail running e ultra maratonas vieram ao de cima. Todos os outros, dos mais rápidos aos menos, merecem destaque, mas não podia deixar de sublinhar esta excelente classificação.

 

Falando propriamente no MUT, esta foi a primeira vez que participei. Uma corrida que desde a sua prova inaugural me despertou a atenção, nessa altura o termo e o conceito City Trail ou Urban Trail ainda era desconhecidos em Portugal, pela maioria, mas já havia algo ali algo muito chamativo.

Aliás, será certamente por isso que a crew do Correr na Cidade tem uma especial paixão quer pelo Trail como pelo City/Urban Trail. Mas vamos por partes.

 

Organização:

Achei impecável. Claro que no final, nas últimas “subidinhas” e “descidinhas”da prova já estava a dizer mal da organização porque achei exagerado tanta escadaria na parte final. Depois da "tareia", a maioria dos corredores queria rolar um pouco. Mas se calhar é um preciosismo meu.

 

De fato, quer a nível de apoio dos voluntários, quer a nível de sinalização, achei tudo muito bem organizado. Mas concordo com a crónica do João que aqui escreveu que merecíamos todos umas medalhas, para olharmos para elas com orgulho e renovar a nossa memória das subidas e descidas. Também houve locais em que existiam automóveis a mais, a tapar o caminho. Mas enfim. A minha critica final é para o abastecimento no Largo do Intendente. Mal percebi que existia. Deu-se o caso de pegar ao mesmo tempo uma garrafa com outro corredor. Mas, fomos ambos simpáticos e partilhamos a água – o espírito do trail esteve mesmo presente!

 

De resto, nada a assinalar. Sei que, se puder, irei repetir o percurso de Lisboa e, confesso, fiquei a pensar se não devia aceitar o desafio de fazer o percurso em Sintra, no próximo dia 25 de outubro. Deve ser igualmente "puxadito".

 

A minha participação

Podia ter sido melhor, confesso que ainda não foi a prova que dei o meu máximo – será que alguma vez o farei? Não fui até aos meus limites (que os desconheço, por receio), mas gostei muito da prova. E transpirei como se não houvesse amanhã.

 

A maioria de vocês não sabe, mas uma semana antes deste MUT surgiu-me uma dor na fascia plantar no pé esquerdo e andei a semana cheio de medo (recordo que tive uma aventura com uma fascite do pé direito entre novembro de 2013 e Fevereiro de 2014). Quando fiz um treino em Monsanto, a meio da semana, senti algumas dores, pensei mesmo que estava novamente com uma fascite plantar.

 

A minha melhor amiga.
 

Desde então, comecei a massajar muitas vezes com a bola de golfe – e doeu muito. Comecei a tomar Arnica e a pedir massagens caseiras nos pés. Durante uns dias tive muitas dores na parte do arco plantar. Contudo, no sábado de manhã a dor do pé mudou por completo. Deixou de doer naquele local e passou a doer num ponto do calcanhar. Num pequeno ponto. A recordar o que me aconteceu meses antes no pé anterior e que me levou à "cura". Fiquei mais animado.

 

Durante o MUT senti dores, sobretudo na parte em que passamos pelo Castelo de São Jorge, com aquele piso....digno de um trail numa das nossas Serras. E também me doeu muito nas descidas, onde desci como se não houvesse amanhã, fruto da aprendizagem que tive no último treino com o David Faustino: parte da frente dos pés, braços abertos a equilibrar e aproveitar o balanço da gravidade e sem medos...

 

Búúú! 

No final da prova, que fiz em 1:17:57, tive que me descalçar para massajar os pés porque doiam. Mas à medida que fui arrefecendo a coisas foram melhorando.

 

Chegado a casa, onde a minha mãe tomava conta dos dois diabretes, pedi-lhe nova massagem nos pés. E acho que foi milagroso, fiquei mesmo melhor. No dia seguinte, mal me lembrava das dores. Como se costuma dizer, quem tem uma mãe, tem tudo...

 

Orgulho! Ver o logo deste blog associado a uma prova destas
 

Mas voltando à prova. Cedo deixei de subir a correr, mais concretamente no Elevador do Lavra. Aí deixei ir o amigo Rui Alves Pinto com quem partilhei o percurso até ali, seguir ao seu ritmo, eu fiquei mais lento. Mas entrei no espírito, fiz a prova todo sozinho, mas a desfrutar cada momento. Se podia ter sido mais atrevido, sim podia. E dei o meu melhor nas descidas. Apanhava quem me ultrapassada nas subidas. Mas não quis rebentar. Fui medricas. Só mesmo no último quilómetro, quando vejo que a meta estava por ali corri que quase me saltava o pulmão.

 

Mas o meu “perigo de vida” deu-se depois. Fiquei à espera que a minha mulher chegasse. Mal a vejo, passados poucos minutos depois de mim, felicito-a e ela diz-me “és um homem morto”. Estava estafada e disse que eram subidas a mais, que lhe doía tudo, não percebia a razão de tanta subidas, mas depois, e aqui entre nós que ela não nos lê, não falou de outra coisa, “e a prova isto, e fiz aquilo”. Aposto que para o ano está lá e a querer dar uma melhor prestação. Eu também!

 

Link para a reportagem do evento feito pela SIC:

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