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Correr na Cidade

Correr faz bem… à amizade

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Por: Filipe Gil

 

Já todos nós sabemos de cor e salteado que correr faz bem. Ficamos mais magros, respiramos melhor, ficamos mais tonificados, mais saudáveis - isto enquanto não nos metemos naquelas aventuras de 50 quilómetros ou mais.

 

Mas uma das coisas que poucos falam é como correr faz bem à amizade. Aliás, faz mesmo muito bem. Fiz bons amigos na corrida – também arranjei uns ódios de estimação, mas isso tem a ver com a minha natureza intempestiva.
Dizem, quem acredita nas coisas de zodíaco que nós carneiros somos assim. Por isso, deal with it!

 

Mas voltando ao que interessa, correr faz mesmo bem à amizade. E no passado domingo tive, mais uma vez, a prova disso. Fomos 4 correr para Sintra. E eu, que ainda ando em recuperação da perna partida tive a atenção dos outros três para que nada falhasse. Esperaram por mim, com muita paciência, nas descidas – onde o meu medo que algo corra mal é muito grande.

 

Incentivaram-me, deram-me força. Cuidaram de mim, sem nunca serem paternalistas. Como se diz em inglês: “priceless”. Foi quase um treino à medida, com três alfaiates que me vestiram com os melhores trilhos de Sintra na minha condição. Quem sabe, e faz disto da corrida, um hobby, sabe que a correr dizem-se coisas tão parvas como sérias. Tão apropriadas como disparatadas. E essa partilha fomenta a amizade.

 

Podemos até cometer o erro de passar um par de horas a correr ao lado de quem não nos identificamos – nas provas não conta – mas garanto-vos que não repetimos isso muitas vezes. Correr, treinar, sofrer durante um par de horas e com prazer, só ao lado de amigos.

 

E no fundo, a corrida é só um pretexto. Podia ser a andar de bicicleta, a surfar, a andar de skate ou numa partida de futebol ou padel. O segredo é mesmo juntar o exercício físico e partilhar a experiência com os amigos.

 

E vim de Sintra como novo.

Queres deixar de fumar? Começa a correr.

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Num jantar do Correr na Cidade apercebemo-nos que há vários casos de pessoas que deixaram de fumar porque começaram a correr. Fantástico, não? Por isso, hoje decidimos inspirar-vos com dois casos: o João Gonçalves e o Pedro Conceição.

 

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Quando perguntamos ao João Gonçalves: "Porque é que começaste a fumar?" Ele respondeu: Esta é uma pergunta tão estúpida como a própria resposta, mas é uma questão que qualquer fumador se depara com ela ao longo da sua vida. Ninguém começa a fumar porque gosta. Sabe mal, tossimos mas à medida que insistimos no erro, o gosto e o prazer acaba por se instalar em nós, a sensação de bem estar e relaxamento acaba por ser forte e quando menos se espera aquele cigarro às escondidas uma vez por dia acaba por se tornar naquele maço diário ao qual não conseguimos fugir... isto chama-se vício...

 

"Quando começaste a fazer desporto fumavas?" Ohh yeahh!!! Um maço por dia nos dias normais, se existisse saida à noite, este número podia subir para outros :-) Se isto influenciava a minha performance desportiva, na altura achava que não, fazia ginásio, corrida, inclusive nas provas de Trail levava o maço como equipamento obrigatório, brincava que o levava pois caso me lesionasse e tivesse de esperar por ajuda podia fumar um... parvoíces...

 

"Então porque razão deixaste de fumar?" Como fumador sempre tive a consciência que o tabaco não é saudável e saiba que um dia iria deixar, só tinha de esperar pelo momento certo, tinha de ser num momento em que queria mesmo parar é que a vontade de deixar fosse maior que o desejo. Como qualquer drogado, se o próprio não quiser deixar o vício, não vale a pena parar pois vai acabar por reensidir na adição. E um acordei e quis em consciência deixar de fumar e procurei ajuda - marquei para aquela clínica de Beja que muita gente "fumadora" fala e com 80€ deixei o vício.

 

"E diferenças do antes e depois?" Todas!! Muito mais apetência aeróbica, mais resistência e uma melhor performance desportiva, muito melhor paladar e uma mota nova, pois os euros mensais também contam... e muito.

 

Algum conselho para quem fuma... Sem papas na língua é um simples: "Deixem essa merda."

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Convidamos também o nosso amigo Pedro Conceição a deixar o seu testemunho como ex fumador:

 

Iniciei tarde a minha vida desportiva. Na altura fumava cerca de 20 cigarros por dia. Há 10 anos, um amigo desafiou-me para ir dar uma volta de bicicleta por Monsanto. Embora tivesse sido uma tarefa hercúlea, gostei da sensação de liberdade e de superação pessoal que aquela manhã de BTT me deu.

 

A história que se seguiu deve ser semelhante à de tantas outras pessoas, as distâncias percorridas a bicicleta ou a pé foram aumentando e a vontade de chegar mais longe também! Uma das principais decisões que daí adveio foi o deixar de fumar.

 

O desporto não foi a razão que suportou a decisão, mas foi o grande facilitator. No entanto, sabia que a tarefa não era fácil e recorri de imediato a ajuda externa. A acupunctura deu-me uma grande ajuda. Não retirou a vontade de fumar por completo, mas diminui muito a dependência física.

 

E quanto mais tempo passava sem fumar, mais vontade tinha de me superar desportivamente. A confiança que sentia em estar a deixar de fumar, aumentava a vontade de me superar cada vez mais no desporto e os resultados eram visíveis, pois sentia-me cada vez melhor em não fumar, não só no desporto, mas no quotidiano também.

 

Que tal? Vamos lá começar o ano novo sem o tabaco?

Race Report: Arrábida SwimRun

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O Arrábida SwimRun foi a primeira prova de SwimRun realizada em Portugal, o meu primeiro SwimRun, e simplesmente ADOREI a experiência!

 

Este é o melhor resumo que posso fazer de tudo o que vivi no passado domingo, dia 4, nesta fantástica prova.

 

Já explicámos aqui no blog o que é o SwimRun e na entrevista que fizemos à organização demos a conhecer como ia ser a primeira edição em terras lusas.

 

Mas uma coisa é falar, outra é fazer, e sendo novidade e um desafio, não poderiamos faltar.

 

 

Sucesso é tropeçar de fracasso em fracasso sem perda de entusiasmo

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Grandes recompensas advêm muitas vezes de trabalho e suor, pelo menos quero acreditar que sim. Mas não era necessário custar, demorar e doer assim tanto, ainda por cima sendo a segunda vez que passo por este processo.

 

Mas afinal de que raio estou para aqui a falar? Do recomeço. De voltar a correr com mais afinco, de deixar de ser um corredor de domingo, sem menosprezo algum, e tentar novamente regressar ao ritmo e forma que tinha em 2015, não era muita mas era bem superior à atual.

 

Mas não está a ser fácil, nada. E eu pensava que desta vez iria ser menos complicado, bastariam dois ou três treinos mais duros e isto voltava aos eixos, mas não. Afinal onde anda a famosa memória muscular?

 

A corrida não é minha amiga e tenho que merecer cada segundo ganho, cada quilómetro alcançado e sacrificar-me quase diariamente para melhorar neste desporto tão duro principalmente na modalidade de resistência.

 

O sucesso desportivo depende em grande medida do nosso cérebro e da forma como encarramos e aguentamos a dor, o sofrimento, o sacrifício e a solidão. O grau de compromisso é proporcional ao nosso treino, quanto mais tentamos mais dispostos estamos a aguentar todas estas privações.

 

Dificilmente algum dia serei um atleta de topo, não tenho os atributos físicos para tamanha façanha, mas balanço a minha pouca aptidão natural com o treino de capacidades psicológicas que são essências em provas de resistência e que me ajudaram a mudar nestes últimos anos.   

 

Este ano decidi, após mais de 12 meses de afastamento, regressar a correr e aos trilhos. Simplesmente porque adoro correr na natureza e tinha saudades de sentir a minha alma carregada depois de correr nos trilhos. Mas um ano afastado é muito tempo e o regresso fácil que almejava não se concretizou.

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Não vou aqui falar de VO2 Max, nem de características fisiológicas essenciais para se ser um corredor rápido e eficiente. Não é esse o meu propósito. Treino, e treino para ficar em melhor forma e o meu organismo adaptar-se, capacidade muscular e cardíaca, e influenciar a minha performance ao reduzir a minha perceção do esforço.

 

O que me têm mantido motivado, apesar das dificuldades, da dor e do sofrimento de alguns treinos, é o compromisso e o medo. O facto de me ter comprometido a alcançar algo grande, ainda que para muitos possa parecer pouco ou mesmo insignificante. Esse compromisso e esse medo de falhar comigo próprio têm sido a minha força motriz, que me levanta do chão e me faz sair do conforto relativo a que me habituei. Sei que ainda não estou pronto e que não terei o tempo necessário para estar a 100%. Mas tenho algum tempo para fazer alguma coisa relativamente à minha falta de capacidade atual.

 

Não tem sido fácil conquistar os pequenos objetivos a que me propus, mas a cada falhanço insisto e tento novamente com mais força.

 

A tolerância para aguentar o desconforto e a minha perceção de esforço tem aumentado gradualmente, mas ainda estão longe do pretendido, mas estou comprometido e não quero falhar.  

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“Sucesso é tropeçar de fracasso em fracasso sem perda de entusiasmo”

 

EGT aqui vou eu!

Correr com chuva - Acreditem é apenas água!!

O Outono chegou e com ele veio aquele cheirinho bom a castanhas assadas a invadir as ruas da cidade, mas também o veio o frio, a chuva e a mudança de horário que faz os dias parecerem mais pequenos e a preguiça parecer maior.

 

Mas vida não pára, os objectivos continuam lá e há que manter a boa condição física e por conseguinte a saúde para enfrentar a época mais fria do ano e como queremos que não deixes de treinar e ver gostamos de ver as ruas da cidade cheias de corredores deixamos algumas dicas para correr nestes dias mais frios e chuvosos.

 

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Não me apetece correr. E agora ?

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Comecei a correr há 5 anos e meio para perder peso. Como muita gente começou.
O bichinho entrou e em 12 meses já tinha feito algumas meia-maratonas e a primeira Maratona, a grande Maratona de Madrid que ficou na memoria para sempre. Como passei a maior parte da minha vida a praticar desporto, foi uma adaptação rápida e pragmática.
No final do ano passado comecei a abrandar nos treinos e em 2016 estou mesmo a não querer correr. Tenho andado a fazer muitos menos km do que nos últimos anos. Em 2016 já levo menos 1.150km do que em 2014 !!! olhando ao histórico, é preciso ir a 2012 quando comecei a correr e a contabilizar os km's para apanhar um ano com menos km's percorridos desde o inicio do ano até final Outubro.
São fases dizem alguns. Altos e baixos, é preciso descansar dizem outros.
Certo, mas não tenho mesmo vontade de correr. Tenho saudades das sensações que tinha no meio da montanha, mas não sei porque o chamamento para ir treinar ou correr quase que desapareceu.

 

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