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Correr na Cidade

Race Report: Arrábida SwimRun

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O Arrábida SwimRun foi a primeira prova de SwimRun realizada em Portugal, o meu primeiro SwimRun, e simplesmente ADOREI a experiência!

 

Este é o melhor resumo que posso fazer de tudo o que vivi no passado domingo, dia 4, nesta fantástica prova.

 

Já explicámos aqui no blog o que é o SwimRun e na entrevista que fizemos à organização demos a conhecer como ia ser a primeira edição em terras lusas.

 

Mas uma coisa é falar, outra é fazer, e sendo novidade e um desafio, não poderiamos faltar.

 

 

Sucesso é tropeçar de fracasso em fracasso sem perda de entusiasmo

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Grandes recompensas advêm muitas vezes de trabalho e suor, pelo menos quero acreditar que sim. Mas não era necessário custar, demorar e doer assim tanto, ainda por cima sendo a segunda vez que passo por este processo.

 

Mas afinal de que raio estou para aqui a falar? Do recomeço. De voltar a correr com mais afinco, de deixar de ser um corredor de domingo, sem menosprezo algum, e tentar novamente regressar ao ritmo e forma que tinha em 2015, não era muita mas era bem superior à atual.

 

Mas não está a ser fácil, nada. E eu pensava que desta vez iria ser menos complicado, bastariam dois ou três treinos mais duros e isto voltava aos eixos, mas não. Afinal onde anda a famosa memória muscular?

 

A corrida não é minha amiga e tenho que merecer cada segundo ganho, cada quilómetro alcançado e sacrificar-me quase diariamente para melhorar neste desporto tão duro principalmente na modalidade de resistência.

 

O sucesso desportivo depende em grande medida do nosso cérebro e da forma como encarramos e aguentamos a dor, o sofrimento, o sacrifício e a solidão. O grau de compromisso é proporcional ao nosso treino, quanto mais tentamos mais dispostos estamos a aguentar todas estas privações.

 

Dificilmente algum dia serei um atleta de topo, não tenho os atributos físicos para tamanha façanha, mas balanço a minha pouca aptidão natural com o treino de capacidades psicológicas que são essências em provas de resistência e que me ajudaram a mudar nestes últimos anos.   

 

Este ano decidi, após mais de 12 meses de afastamento, regressar a correr e aos trilhos. Simplesmente porque adoro correr na natureza e tinha saudades de sentir a minha alma carregada depois de correr nos trilhos. Mas um ano afastado é muito tempo e o regresso fácil que almejava não se concretizou.

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Não vou aqui falar de VO2 Max, nem de características fisiológicas essenciais para se ser um corredor rápido e eficiente. Não é esse o meu propósito. Treino, e treino para ficar em melhor forma e o meu organismo adaptar-se, capacidade muscular e cardíaca, e influenciar a minha performance ao reduzir a minha perceção do esforço.

 

O que me têm mantido motivado, apesar das dificuldades, da dor e do sofrimento de alguns treinos, é o compromisso e o medo. O facto de me ter comprometido a alcançar algo grande, ainda que para muitos possa parecer pouco ou mesmo insignificante. Esse compromisso e esse medo de falhar comigo próprio têm sido a minha força motriz, que me levanta do chão e me faz sair do conforto relativo a que me habituei. Sei que ainda não estou pronto e que não terei o tempo necessário para estar a 100%. Mas tenho algum tempo para fazer alguma coisa relativamente à minha falta de capacidade atual.

 

Não tem sido fácil conquistar os pequenos objetivos a que me propus, mas a cada falhanço insisto e tento novamente com mais força.

 

A tolerância para aguentar o desconforto e a minha perceção de esforço tem aumentado gradualmente, mas ainda estão longe do pretendido, mas estou comprometido e não quero falhar.  

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“Sucesso é tropeçar de fracasso em fracasso sem perda de entusiasmo”

 

EGT aqui vou eu!

Correr com chuva - Acreditem é apenas água!!

O Outono chegou e com ele veio aquele cheirinho bom a castanhas assadas a invadir as ruas da cidade, mas também o veio o frio, a chuva e a mudança de horário que faz os dias parecerem mais pequenos e a preguiça parecer maior.

 

Mas vida não pára, os objectivos continuam lá e há que manter a boa condição física e por conseguinte a saúde para enfrentar a época mais fria do ano e como queremos que não deixes de treinar e ver gostamos de ver as ruas da cidade cheias de corredores deixamos algumas dicas para correr nestes dias mais frios e chuvosos.

 

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Não me apetece correr. E agora ?

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Comecei a correr há 5 anos e meio para perder peso. Como muita gente começou.
O bichinho entrou e em 12 meses já tinha feito algumas meia-maratonas e a primeira Maratona, a grande Maratona de Madrid que ficou na memoria para sempre. Como passei a maior parte da minha vida a praticar desporto, foi uma adaptação rápida e pragmática.
No final do ano passado comecei a abrandar nos treinos e em 2016 estou mesmo a não querer correr. Tenho andado a fazer muitos menos km do que nos últimos anos. Em 2016 já levo menos 1.150km do que em 2014 !!! olhando ao histórico, é preciso ir a 2012 quando comecei a correr e a contabilizar os km's para apanhar um ano com menos km's percorridos desde o inicio do ano até final Outubro.
São fases dizem alguns. Altos e baixos, é preciso descansar dizem outros.
Certo, mas não tenho mesmo vontade de correr. Tenho saudades das sensações que tinha no meio da montanha, mas não sei porque o chamamento para ir treinar ou correr quase que desapareceu.

 

Manter a corrida interessante

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Correr pode tornar-se, por vezes, monótono. Eu próprio já passei por isso. Foram tantas as vezes que treinei no paredão de cascais que conheço o percurso de quase de cor, as passadeiras, os sinais, os cheiros, as vistas e ao fim de algum tempo até os restantes corredores se fundem na nossas rotina, deixa de ser novidade. É mais seguro, mas também menos interessante e estimulante. De forma manter a nossa corrida rotineira interessante podemos utilizar alguns destes truques/dicas:

 

1. Experimente um treino “Fartlek”. Palavra derivada do Sueco, desenvolvida nos anos 30 e que significa ‘Speed Play’ (Fart=speed and lek=play). O uso do “fartlek” veio fornecer um método menos estruturado do que o treino intervalado. Consiste numa corrida por um determinado tempo, 30 segundo de sprint seguidos de 5m de corrida suave, durante o tempo do seu treino para permitir a recuperação antes do esforço seguinte. Ele aumenta a intensidade das passadas e o desgaste muscular, gerando o ganho de força e resistência. Além disso, faz com que você saia da rotina de treino, melhora o sistema cardiovascular além de ensinar o organismo a lidar com picos de esforço;

 

2. Vá para os trilhos. Se está habituado a correr na cidade aproveite os parques pertos de sua casa para variar os percursos e explorar novas rotas, além de que a superfície mais macia exige menos das suas articulações e ossos. Pessoalmente tento incorporar 1km do parque pedaços em Cascais ou vou a correr até ao Parque Marechal Carmona;

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3. Arranje companhia. O mesmo percurso se feito com um amigo ganha um novo significado, seja pelo simples facto de ter companhia ou por querer motivar o seu amigo a correr e conhecer o “seu” quintal;

 

4. Descubra novos percursos. Não tenha medo de sair da sua zona de conforto e descobrir novos trilhos. Existem muitas aplicações onde corredores partilham os seus treinos, porque não dar uma espreitadela e ver onde os seus vizinhos correm. Pode ser que se surpreenda com um percurso perto de sua casa que nunca pensou existir;

 

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5. Faça o mesmo treino de sempre mas desta vez tente bater o seu recorde dos 5k ou 10k. Da próxima vez que não lhe apetecer correr ou estiver a ficar aborrecido a meio do seu treino pare 30segundos, programe o seu relógio e dê corda aos sapatos durante o resto do percurso. Talvez se surpreenda e estabelece um novo PR;

 

6. Se começar a ficar aborrecido com a corrida e os treinos, não se preocupe que acontece a todos, inscreva-se numa corrida. Nada melhor para motivas do que estabelecer objetivos a curto e médio prazo.

 

Já tem algumas ferramentas para combater o tédio. Não se preocupe em demasia que todos os corredores em determinada altura passaram pelo mesmo que você, o importante é não desistir e correr feliz.

 

Run Happy

Decidiste voltar a correr? Eu também e não vai ser fácil...

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Há 3 meses corri pela última vez... e fiz uma maratona!

 

Pois é, há 3 meses corri a Maratona de Madrid, e desde esse dia não voltei a correr 100 metros.

 

Porquê? Fui "à faca", e para não ajudar, 1 mês depois da primeira ida ao bloco operatório tive de lá voltar para resolver uma infeção chata que deu em fistula.

 

A recuperação foi longa, quase 2 meses, muito dolorosa e completamente inerte passando muito tempo deitado.

 

Tanto como as muitas dores que tive, custou esta inatividade completa porque desporto é do que mais gosto fazer na vida, seja correr, saltar, nadar, andar de bicicleta, jogar ténis, basket, etc etc etc...

 

Atualmente perdi toda a forma que tinha e, se há 3 meses concluí a Maratona num dos melhores periodos de forma que me lembro, hoje subo um lance de escadas e fico exausto. O corpo precisa de atividade, tudo o que está parado morre, mesmo.

 

3 meses depois da Maratona voltei a calçar uns ténis para voltar a correr um pouco. Foi no evento da Puma para apresentação dos Ignite Dual. A sensação foi boa, muito boa, apesar do receio de começar a correr, mesmo que devagar, e não aguentar nem 50 metros.

 

Felizmente o evento foi bem planeado, andámos um pouco, fizemos alguns exercicios de aquecimento e a parte de corrida foi breve. Embora muito cansado acabei bem e com um enorme sorriso na cara.

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E agora? Agora é hora de começar tudo de novo, antes de voltar a correr bem, terei de andar muito e bem, e sobretudo ter a força para não desistir às primeiras dificuldades, e vão ser muitas.

 

Para ti, que estás na mesma posição que eu, decidiste voltar a correr e sabes que não vai ser fácil, faz isto por ti e para ti!

 

Daqui a 2 meses espero ouvir noticias tuas, e eu aqui estarei a dar-te noticias desta minha nova etapa.

 

Para fechar, revejam neste link  as dicas que o Pedro Luiz nos deixou no início do ano para quem quer começar ou voltar a correr e tanto sucesso tiveram.

 

Bons treinos!

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