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Correr na Cidade

Preview: ASICS Nimbus 17

 

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Já tinha algumas saudades de correr e experimentar um modelo da marca Japonesa ASICS. Há mais de 2 anos que não corro com nenhum modelo desta marca, desde que dei os meus Fuji Trabuco. Se existem 2 adjetivos para descrever esta marca eu apostaria em consistência e qualidade, apesar de achar que já é altura de a marca se reinventar um pouco, a tecnologia GEL já tem alguns anos, mas veremos como a ASICS irá enfrentar os próximos desafios de um mercado cada vez mais competitivo e tecnológico como o da corrida.

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A ASICS Portugal teve a gentileza de nos ceder um par de um dos seus modelos mais icónicos que já vai na sua 17ª versão, os ASICS GEL NIMBUS 17. Um modelo com muitos adeptos e um dos preferidos entre os corredores que procuram uma sapatilha com amortecimento e conforto, não é por acaso que venceu o Prêmio de Melhor Sapatilha de estrada em 2015.

 

Não irei abordar as diferenças entre as várias versões dos NIMBUS pois não corri com nenhuma deles, mas de acordo com as pesquisas que efetuei a 17ª versão é uma alteração profunda com um visual renovado, novos materiais e um upper diferente.

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Em termos visuais a minha primeira impressão é que se vê logo que são uns ASICS, não sabendo desde logo se isso é bom ou mau. O GEL é visível na entressola e em grande quantidade. Calçando as sapatilhas pela primeira vez senti desde logo o conforto e amortecimento, efeito pantufa ao longo de todo o pé. No entanto, senti-me muito alto e estranhei um pouco, apesar de ter um drop clássico de 10mm, e não ser a sapatilha mais alta que tenho. Talvez com o uso e hábito ao modelo esta sensação se atenue.

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O volume da sola e entressola é grande e mesmo a palminha têm ainda mais uns bons mm de amortecimento.

 

Durante as próximas semanas irei utilizar as NIMBUS 17 nos meus treinos de corrida em Lisboa e ao longo do paredão de Cascais, estou a precisar de recuperar a forma e este modelo certamente proporcionará o nível de amortecimento ao longo de toda a passada e conforto que procuro nesta fase.

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 E vocês já correram com os Nimbus? O que acham deste modelo e da própria ASICS?

Review: Puma Faas 500 TR v2 . Finalmente!!!

 

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Aqui no blogue, de vez em quando, acontece. Andarmos a remoer uma review semanas atrás de semanas. Umas vezes por falta de tempo, outras vezes por alguma preguiça - é sempre mais fácil correr do que escrever - ou então porque aquele modelo ficou marcado com algo de bom ou mau que se passou.


E foi o meu caso com estes Puma Faas 500 TR V2. Esta review devia ter sido feita em finais de março, início de abril do ano passado. Precisamente, depois do Ultra do Piódão que fiz com eles - distância e prova mais do que suficientes para vos dar feedback. Mas não. Foram ficando ali no canto da casa onde arrumo as sapatilhas. Olhava para eles constantemente mas como não podia correr em trilhos e as memórias das dores do Ultra ainda estão bem presentes, nunca mais consegui escrever sobre as sapatilhas. A culpa não é delas, claro, é minha. Mas a relação com este modelo é diferente. E explico melhor.

 

Durante os nove meses lesionado dei a maioria das sapatilhas que tinha em casa para os restantes membros da crew. Fiquei reduzido a 2 pares para trail e outros tantos para estrada. Eu sei, é um exagero e queixo-me de abundância, mas ao invés de ficar com todos os que nos fazem chegar para testar, preferi dar.

Não sei porquê, mas nunca consegui dar estes Puma. Era uma espécie de vingança, olhava para eles e pensava: “se eu não corro, vocês também não”. Ao mesmo tempo, e apesar da Ultra me ter ficado "atravessada", foi com eles (e com o Tiago Portugal) que percorri aqueles montes e vales. Hoje em dia essa prova é algo de que não me orgulho – aliás, desfiz-me de qualquer recordação da prova (tshirts, medalha, dorsal) – mas continuei a olhar para eles com algum “carinho” e a serem a única recordação da Ultra presente - isso e a memória das dores no joelho. 

Assim, nove meses depois treinei com eles, várias vezes, uma das quais pelos trilhos da Guarda. Fiz as pazes com ele, e agora, finalmente, escrevo esta review.

 

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CONFORTO

São confortáveis q.b.! Nada de exageros, mas também não são minimalistas. A sola é dura mas protege. Aliás, no modelo anterior, a versão 1, que tem praticamente a mesma sola, enfiei um prego e não chegou ao pé. A palmilha original é bem confortável. A única queixa que tenho foi ter perdido uma unha do pé e a culpa foi minha, ao fim de 53 kms os pés crescem mesmo e devia ter usado umas sapatilhas meio tamanho acima. Para quem faz isto “das ultras” sabe que uma única unha perdida não é nada, por isso, não posso penalizar as sapatilhas por isso. De resto, nada de bolhas, nada de desconfortos. Tantos nesses 53 km, como nos 30km em Sintra ou nos últimos 15km feitos no final de dezembro ou já este ano, por Monsanto, sempre me senti muito bem com eles. E tenho para mim que sapatilhas que não se sentem e não clamam a atenção do corredor, são as sapatilhas ideais.

 

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DESIGN/CONSTRUÇÃO

Adoro o design das sapatilhas. Acho que são das mais bonitas que andam por aí nos trilhos. Na cor que tenho, em encarnado e azul, são mesmo muito bonitas. Sei que a marca continua com o mesmo modelo nas próximas coleções, mas em cores diferentes. Este, a versão 2, é muito bem construído - apesar do upper – parte de cima da sapatilha – ser construída numa espécie de malha mas que nada tem a ver com os knit da Nike, Adidas e até de modelos da Puma. Apesar dessa construção nunca senti os pés mais molhados que em outros modelos, quando passei riachos ou quando chovia. A secagem, por causa do mesmo tecido, é relativamente rápida. Ao fim destes quilómetros todos ainda estão pouco deformados, mas sim, deformam um pouco, sobretudo na frente. Claro que há ali um apontamento ou outro de design que mudava. Mas quando encontrar as sapatilhas de trail perfeitas em termos de design, juro que aviso. Até lá, estas andam muito próximo disso.

 

ESTABILIDADE E ADERÊNCIA

Esta são duas das características mais importantes para as corridas em trilhos. Apesar de achar que este modelo é melhor para provas não muito técnicas, nunca me deixaram ficar mal. Tanto podem ser usadas em trilhos de terra batida ou daquelas descidas/subidas de pedra solta. O piso onde me parecem mais voláteis são nas pedras, sobretudo molhadas. Mas mesmo essa impressão desaparece quando a sola se gasta mais um pouco. Mesmo assim, confesso que umas escorregadelas iniciais fizeram-me ter algum medo. Tudo o resto, é sempre a abrir que esta sola, como já disse, não é para brincadeiras e leva tudo à frente. Em termos de estabilidade, são ténis de passada neutra e não comprometem nada, mesmo para pronadores como eu.

 

AMORTECIMENTO

Dentro destes parâmetros que avaliamos as sapatilhas, talvez seja a característica mais fraca deste modelo da Puma. São ténis duros, mas não incomodam pela sua rigidez.  Penso que são mais simpáticos para corredores leves, em forma e que não tenham grandes problemas com os joelhos. Alguém com excesso de peso pode sentir um pouco a dureza da sola que muitas das vezes é compensada pela excelente palmilha. Mesmo assim, sou da opinião, que corredores em inicio de aventuras no mundo da corrida podem usar este modelo experimentando-os aos poucos, até se habituarem. E dou-me a mim como exemplo, época festiva, uns 2 quilos a mais, ainda alguns problemas no joelho e fiz recentemente um trilho em que desci, desci, desci cerca de 1 hora – depois de ter passado hora e meia sempre a subir. E não senti nada de anormal com estes sapatilhas.

 

PREÇO:

Como indiquei anteriormente não existem nas lojas em Portugal. Mas podem ser compradas na loja online da Puma. No dia em que escrevi este texto, na primeira semana de janeiro, o modelo de inverno, que deve divergir um pouco do modelo primaveril que testei, estava a 65€ + portes. Uma pechincha. São sapatilhas muito boas e com este preço ficam quase irresistíveis, digo eu.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

Em suma, são um dos grandes segredos em matéria de sapatilhas de trail. Poucos conhecem este modelo e mesmo a marca Puma não faz grande alarido à volta deles. Mas devia. São das melhores ofertas para fazer distâncias até 53 km (a distância que conheço) e tendo em conta preço/qualidade deviam ser vistos mais nos pés dos trail runners nacionais. Caso para dizer que a marca devia “acordar” para o excelente material que proporciona e que não dá a conhecer. Há vida para lá dos Ignite, ok?

 

Conforto 17/20

Design/Construção 19/20

Estabilidade/Aderência 17/20 

Amortecimento 17/20

Preço: 20/20

Total 90/100

 

E este é o aspeto das sapatilhas após mais de 160 kms:

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Review: Pearl Izumi E:Motion Trail N2

Modelo: Pearl Izumi E:Motion Trail N2

Testado por: João Gonçalves

Características pessoais: Neutro e 73Kg de peso

Condições de teste: Mais de 100km percorridos em trilhos por Monsanto, Serra do Buçaco e Serra de São Mamede, passando por vários tipo de terreno e ambientes de treino, foram também a minha escolha para fazer o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos.

 

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Confesso que só há relativamente pouco tempo, tomei conhecimento que a Pearl Izumi estava implementada do mercado da corrida, pois apenas tinha conhecimento da marca pela sua presença no ciclismo, e como eu, acredito que esta seja ainda uma opinião generalizada, contudo começa a notar-se uma aposta forte da marca na entrada neste segmento e que merece o meu aplauso, pois acredito que há um lugar para ela.

 

Há semelhança dos Pearl Izumi E:Motion M2, já testados pelo Tiago Portugal, estes N2 também fazem parte da linha E:Motion que divide o amortecimento em níveis, estando estes no nível 2 que representa o “Moderado”, quanto ao “N” significa Neutro, ou seja, é uma sapatilha indicada para corredores de passada neutra que apreciam algum amortecimento durante as suas corridas.

 

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Quanto ao teste efetuado a estas sapatilhas foi positivo? Com tinha já referido no Unboxing e 1ª Impressão,  algo me dizia que ia gostar muito destas sapatilhas e não me enganei, são umas sapatilhas leves, super confortáveis e fáceis de usar deste a primeira corrida, basicamente é como calcar umas meias.

 

Design e Construção

 

Não escondo, gosto muito design destas sapatilhas, acho-as bastante bem conseguidas, aliás foi um dos primeiros comentários que tive quando as vi pela primeira vez, num esquema de cores simples, tendo a base em preto e um azul quase elétrico que realça todos os pormenores da sapatilha, desde a sola, ao logo da marca situado na lateral e as zonas que envolvem e dão aperto ao pé. Os atacadores também são no mesmo tons de azul e possuem uma forma não usual, a sua forma quase se assemelha a uma tira de salchichas frescas com zonas mais salientes que permitem não só, que depois de apertados o nó permaneça no “sitio” sem problema, como dão alguma flexibilidade aos atacadores permitindo maior conforto.

 

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É de realçar a qualidade dos restantes materiais e os acabamentos utilizados tanto no upper como no seu interior, no que toca à sola o desgaste é praticamente inexistente ao fim de mais de 100km.

 

Em resumo no design e construção, as N2 desta marca japonesa levam uma nota muito positiva.

  

Estabilidade e Aderência

 

Como todas as sapatilhas da linha E:Motion, a Pearl Izumi uma tecnologia denominada de Dynamic Offset que proporciona uma transição suave desde o momento que pé toca no solo até ao momento que o larga o solo, o que permite são só estabilidade na passada como uma bom retorno de energia.

 

Como já indicado, estes N2 são sapatilhas para uma passada neutra indicados para corredores queiram um leveza e conforto, dois pontos que por vezes não estão sempre ligados, a zona do calcanhar está bastante reforçada e em conjunto com a palmilha que tem uma forma de copa, permite um bom encaixe para o pé, garantido a estabilidade nesta região.

 

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Contudo é neste ponto que tenho os meus senão a estas sapatilhas e vou dividir aqui este ponto em dois:

 

Se estamos a falar de percurso em trilhos muito corríveis e rápidos e sem grande dificuldade técnica, estas N2 são fantásticas, é esta a sua praia, rápidas, leves, confortáveis e boa aderência ao piso, não foi à toa que foram a minha escolha para o Trail Noturno da Lagoa de Óbidos que para mim tem todas estas caraterísticas.

 

No caso de estar de percursos mais técnicos onde a exigência das sapatilhas é levada a outro nível a minha pontuação não pode ser tão alta, pois é aqui que estas N2 mostram algumas deficiências tanto em termos de estabilidade como de aderência ao piso, o pé tende a movimentar-se muito no interior da sapatilha, quando entramos em terrenos mais sinuosas, bem como a sola tente a derrapar constantemente não transmitindo muita confiança.

 

É um modelo pensado para os chamados “estradões” em terra batida, menos técnicos e sinuosos e devo salientar que neste campo fazem o seu trabalho de maneira irrepreensível.

 

 

Conforto

 

Como já referi, são como calcar umas meias, é uma sapatilha que se nota confortável deste a sua primeira utilização, o seu ajuste é perfeito e depois dos atacadores bem atados sentimos que o pé fica envolvido e ajustado na perfeição.

Outro ponto que considero muito importante é a escolha de materiais e aos acabamentos do upper das N2, num material de excelente qualidade e sem existência de costuras, contribuem para uma sensação de “um todo” quando calçamos estas N2.

 

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Tendo eu a parte da frente do pé bastante larga, existem muitos modelos nos quais sinto confortável, mas para minha satisfação o mesmo não acontece com estas sapatilhas, são suficientemente largas à frente o que permite abrir os dedos dos pés nas sua totalidade, ainda na zona frontal das sapatilhas, existe um bom reforço na sua construção que oferece uma boa proteção quando bateremos contra um outro objeto mais duro, seja uma pedra ou uma raiz mais saliente, para uma proteção extra contra estes objetos, mas desta vez quando os pisamos, existe também uma rock plate que protege a sola do pé.

 

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Em suma, é uma sapatilha muito confortável deste a sua primeira utilização, mesmo em treinos em cenários de grande calor, estas demonstraram capazes de o dissipar bastante bem, mantendo o pé seco, levando assim um óptima pontuação neste ponto.

 

Ficou a faltar o teste em condições de chuva mas dada a altura do ano, não foi possível efetuar o mesmo.

 

Amortecimento

 

Estas E:Motion N2 enquadram-se no segundo nível de amortecimento (moderado) da Pearl Izumi e com um drop de 4mm anunciado pela marca, estas sapatilhas conferem um amortecimento confortável que permite atacar o solo com confiança e garantia que não nos vamos aleijar ao pisar certas regiões de terreno, sem no entanto perdermos o taco do chão. A sola é composta por vários níveis de densidade que para além de absorverem os impactos de uma forma excelente devolvem a energia para a passada, aliado ao facto de serem sapatilhas leves, torna-as bastante rápidas. 

 

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Nesta secção não à muito mais a dizer, o amortecimento excelente, moderado mas confortável o suficiente para absorver os impactos sem perdermos a sensação do ambiente que nos rodeia, permitindo atacar o solo de uma forma mais agressiva com conforto.

 

 

Preço

 

O PVP ronda os 100€ - 120€, que tendo em conta a qualidade dos materiais e a qualidade de construção é um preço justo, só não levam um pontuação mais elevada neste ponto, pois na minha opinião são muito específicas em termos de terreno.

 

Avaliação Final

Design/Construção 19/20

Estabilidade e Aderência 16/20

Conforto 18/20

Amortecimento 18/20

Preço 17/20

 

Total 88/100

 

Em resumo e em jeito de balanço, estas Pearl Izumi N2 Trail são sapatilhas que não desiludiram, adorei usa-las ao longo durante os testes e sem sombra de dúvidas que vão entrar na minha rotação para treinos e provas até 30K sem grande exigência a nível técnico, gostaria sim, que neste campo elas demonstrassem outra eficiência, contudo, não foi para isto que foram construídas e assim são umas sapatilhas bem verdadeiras.

 

Uma excelente escolha para quem quer umas sapatilhas rápidas, leves e confortáveis.

 

Review: Pearl Izumi E:Motion M2 Trail

IMG_1520.JPGModelo: Pearl Izumi E:Motion Trail M2

Testado por: Tiago Portugal

Características pessoais: Pronador, com maior preponderância no membro inferior direito, peso médio e com um arco plantar elevado.

Condições de teste: Mais de 150km percorridos nos trilhos de Monsanto e Sintra. Descidas e trilhos com partes mais técnicas e treinos mais rápidos em terra batida com algumas secções feitas em estrada. Treinos maioritariamente entre 10-20km com 2 treinos de mais de 4 horas, 25-30km.

 

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 A Pearl Izumi é uma das marcas que sempre me despertaram maior curiosidade pelo seu design apelativo e características dos vários modelos.

 

Em Portugal é uma marca que já tem alguma visibilidade no ciclismo e que está finalmente a começar a apostar no mercado da corrida com a venda de alguns modelos. Já está disponível em algumas lojas do norte do país e brevemente irão poder ver e experimentar alguns modelos na região de Lisboa e arredores.

 

Os Pearl Izumi E:Motion Trail M2 testados foram gentilmente cedidos pela Sociedade Comercial do Vouga, distribuidor oficial da marca em Portugal e o conteúdo do texto reflete uma opinião pessoal relativamente ao modelo testado.

 

150km depois será que os Pearl Izumi passaram no teste? Sem dúvida que sim, foram uma agradável surpresa.

 

Um modelo muito confortável com um rendimento bom em quase todos os pisos e que rapidamente me transmitiram confiança para correr sem medo. Entraram na minha rotação de sapatilhas e serão a minha escolha para provas e treinos até 25-30km. Será o modelo que irei utilizar nos 25km do Trail de Óbidos dia 1 de agosto.  IMG_1518.JPG

 Design e Construção

 

Como já referi, uma das características que mais me fascinam nos modelos da Pearl Izumi é o design. Gosto muito do formato dos vários modelos e acho que a combinação de cores é muito bem conseguida. Este modelo não foi exceção, a parte superior é em 2 tons de cinzento com pormenores azuis e laranjas. A sola é ao longo de toda a sapatilha laranja com a exceção de uma parte azul que percorre a sola desde o calcanhar até à proteção dos dedos. O logo da marca esta situado na zona lateral externa também ele em tons laranja. Nenhum pormenor foi deixado ao acaso e até os atacadores são azuis. Em termos de formato não têm aquele aspeto de sapatilha típica de corrida e parecem-se mais com um modelo casual. A Pearl Izumi não deixa nada ao acaso como comprova a qualidade do material e dos acabamentos deste modelo, que são extraordinários. Os atacadores deste modelo tem um formato diferente do usual, não são retos e direitos mas tem zonas ovais mais saídas que tem como propósito manter seguro o aperto das sapatilhas. Tudo pensado portanto.

 

Mais de 150km depois com exceção de uma parte de EVA que está exposta na sola não se nota nenhuma marca de uso ou degradação dos materiais.

 

Em termos de design e construção nota muito positiva para os Trail M2 desta marca japonesa.

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Estabilidade e Aderência

 

Da mesma forma que a Pearl Izumi utiliza números para identificar os vários níveis de amortecimento também utiliza as letras N, M e H para facilmente se saber se o modelo contém características que dão maior estabilidade e suporte.  

 

Neste caso o M significa Midfoot Stability ou seja estabilidade do meio pé, um modelo produzido para os corredores que pretendem um sapato dinâmico mas que ofereça estabilidade e algum suporte.

 

Eu sou pronador, com maior preponderância do pé direito, e à medida que vou ficando cansado essa tendência aumenta. Por norma para a prática de trail não acho que o controlo de pronação seja factor essencial e não é algo que influencie a minha escolha.

 

No entanto, este modelo apesar de não específico para pronadores tem características que dão um maior suporte e estabilidade em caso de necessidade. Na região intermédia a densidade da sola é diferente e muito maior o que permite um aumento estabilidade.

 

A zona do calcanhar está reforçada com 4 tiras azuis que garantem uma maior estabilidade ao mesmo tempo que limitam os movimentos laterias e mantêm o calcanhar preso. Em terrenos irregulares os pés não balançam tanto e o movimento interior e exterior é reduzido. A palminha utilizada tem uma copa para o calcanhar assentar e ficar bem seguro.

 

Em termos de aderência não tive problemas em nenhum tipo de terreno. Os tacos não são muito proeminentes, sensivelmente 3mm, e em terrenos mais técnicos poderemos sentir mais dificuldades e apesar de não o ter testado creio que terrenos molhados e lama podem não ser os ambientes mais indicados para usufruir de todas as capacidades deste modelo. É um modelo pensado mais para trilhos americanos, com mais terra batida e menos técnicos do que os trilhos europeus, mas para 95% dos trilhos onde costumo correr são mais do suficientes e transmitem segurança a nível de aderência. Não seriam a minha escolha para o Trilho dos Abutres ou a Serra D’Arga mas para o Piodão ou o Monte da Lua não hesitaria em utilizá-los.

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Conforto

 

O conforto é outro ponto forte deste modelo. Muito confortável à saída da caixa ou seja desde a primeira utilização. O seu ajuste é perfeito e o número corresponde, o 43, 27,5cm (número que habitualmente uso) assentou-me na perfeição. O formato desta sapatilha alarga na região da frente o que permite uma grande liberdade dos dedos do pé, pormenor que valorizo sempre ao escolher um modelo.

 

A região do calcanhar fica bem segura e sentimos que os Trail M2 envolvem todo o pé mantendo-o seguro mas sem apertar em demasia.

 

A região superior é uma das melhores partes desta sapatilha e é uma das características distintivas da marca sendo um fator de diferenciação relativamente à concorrência.  A parte superior não tem costuras e passando a mão por dentro não sentimos mesmo nada. As camadas que suportam a língua e os atacadores são termoseladas, assim como o logo da marca. A língua está presa só na frente mas apesar disso não se movimenta lateralmente. E feita de uma material esponjoso e não sendo muito grossa permite que fique bem colada e não deixe entrar detritos.  

 

Os últimos treinos de junho e os treinos de julho foram feitos em ambientes muito quentes mas em nenhum momento senti o pé a aquecer em demasia e e a malha deste modelo permite uma boa ventilação.

 

Por motivos climatéricos, e ainda bem, não testei a impermeabilidade e a secagem deste modelo sendo que não me posso pronunciar sobre essas características.

 

Tirando a rigidez inicial da rock plate foram umas sapatilhas que imediatamente me transmitiram boas sensações e confiança. Não me causaram nenhuma bolha nos pés nem nenhuma irritação ou sensibilidade. Tenho no pé direito algumas zonas mais calejadas e que facilmente ganham bolhas se a sapatilha não estiver mesmo à medida. Não foi o caso e passou este teste com distinção.

 

Na frente temos uma proteção para os dedos do pé, em azul, que evitam uma unha negra em caso de atingirmos algum obstáculo, a eficácia esta diretamente relacionada com o tamanho do objeto que atingimos, pedras e galhos grandes magoam na mesma.

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Amortecimento

 

Na preview deste modelo mencionei que a marca Pearl Izumi utiliza nos seus modelos os números 1 2 e 3 que permitem identificar o nível de amortecimento de cada uma das suas sapatilhas, (1=mínimo, 2=moderado;3=máximo).

 

A nível de amortecimento para mim este modelo está mesmo no ponto certo, conseguimos manter a sensação de contato ao chão e sentir onde pomos o pé e o que pisamos ao mesmo tempo que não sentimos cada pedra e galho a espetar-se no pé. A sola é composta por dois níveis de densidade distintos que absorvem muito bem os impactos mas sem perder a reatividade e o retorno de energia. Na zona superior da sola os compostos utilizados são mais duros e resistentes mas mesmo assim reativos. Ao mexer conseguimos sentir a sola a comprimir e depois regressar ao seu formato original. Na região do meio pé e calcanhar existem duas densidades distintas e uma parte de EVA que está exposta, não percebi ainda bem o seu propósito. Segundo a marca o drop desta sapatilha é de 4mm. Medindo em casa apurei uma altura de 22mm na região do calcanhar que vai até aos 24mm no medio pé acabando com 12-14mm na região do calcanhar, tendo pelas minhas contas um drop de 8mm.

Diria que apesar do amortecimento são umas sapatilhas agressivas a nível de contacto.

 

Nas primeiras utilizações senti alguma rigidez na região dos dedos do pé devido à presença de uma rock plate, uma placa rígida imbutida na sola na parte da frente que serve para proteger o pé, que demorou cerca de 40-50km para deixar de sentir-se. A rock plate é visível através de buracos na sola e apesar de ser rija, tem de o ser para fazer bem o seu trabalho, ainda permite algum movimento e torção naquela região.

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Preço

 

O PVPR rondará os cerca de 120 euros. Tendo em conta os materiais utilizados, os acabamentos e a durabilidade é um preço justo e de encontro aos valores praticados pela concorrência.

 

AVALIAÇÃO FINAL:

 

Design/Construção: 19/20
Conforto: 19/ 20
Amortecimento: 18/20

Estabilidade/Aderência: 18/20
Preço: 18/20

TOTAL: 92/100

 

As expectativas eram elevadas e os Pearl Izumi Trail M2 não desiludiram em nenhum aspeto. Foram sem sombra de dúvida uma das melhores sapatilhas de trail que já usei e são neste momento as primeiras que tiro do armário se for fazer um treino até 20-25km. Provavelmente não serão as mais indicadas para provas muito técnicas, e em piso molhado não as pude testar, mas para treinos ou provas mais rápidas serão uma das minhas escolhas. 

 

Uma opção a considerar se está a pensar ou a precisar adquirir um novo par de sapatilhas de trail. 

 

Lurbel: Meias Track

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Por: Tiago Portugal 

 

Ao longo do ano de 2015 iremos testar vários artigos gentilmente cedidos pela marca espanhola Lurbel.

 

Um dos artigos que me calhou testar foi o modelo de meias Track, especialmente desenvolvidas para a prática de trail running.

 

Muito se aborda a questão da escolha acertada de calçado e da importância de umas boas sapatilhas mas muitos ainda descuram a necessidade de umas boas meias e a diferença que isso pode fazer ao longo da corrida. As meias são uma parte importante do vestuário de qualquer corredor e uma escolha acertada pode minimizar o aparecimento de algumas complicações, no meu caso o aparecimento de bolhas e calos na parte externa e debaixo do dedo grande do pé. 

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Testei este modelo em diversas condições e levei-o nos 54km do Trail da Boiullonante, prova toda feita com chuva e muita lama, e numa das etapas do Gerês Trail Adventure, GTA.

 

Ao primeiro toque este modelo parece um pouco grosso e com muito malha o que induz a pressupor que é um modelo quente, o que não é verdade.

 

Os Lurbel Track são compostos por 50% de regenactiv, 25% cool-tech, 17% poliamida e 8& de lycra.

 

Ao calçar estas meias notamos que elas assentam mesmo bem na zona do calcanhar e que são muito confortáveis. O pé fica envolvido e não sentimos uma maior pressão em nenhuma parte do pé, o fato de ser uma meia sem costuras favorece o conforto sentido.

 

O cano da meia é mais alto do que o normal, algo que a Lubel denomina de altura de cano H4, mais ou menos na zona onde termina o gémeo, um pouco mais alto do que o normal mas nada que incomode. O fato de ser mais alta do que o normal ajuda a proteger um pouco mais a zona do calcanhar.

 

O modelo Track utiliza duas tecnologias da Lurbel denominadas ESP e Bmax Cool. A ESP é um sistema que protege o pé nas zonas de maior ficção, nomeadamente na zona dos dedos do pé, planta do pé e calcanhar, proporcionando entre 25 a 40% mais de amortecimento. 

As primeiras sensações que temos ao calçar a meia são de conforto e qualidade. Ao andar com as meias calçadas sentimos o amortecimento deste modelo e o conforto do mesmo.   

 

Fiz mais de 80km com este modelo em condições meteorológicas difíceis, chuva intensa, e este modelo apesar de molhado mantém o conforto e não sentimos o pé muito húmido. Não o consegui testar mas acho que o modelo deve secar bastante depressa.

 

Outra das virtudes deste modelo é a alta respirabilidade. Apesar de parecer um modelo groso e quentes à primeira vista os vários treinos que fiz em Sintra mudaram esse sentimento. A tecnologia FeelCool +D ajuda a regular o calor de uma forma bastante eficaz. De acordo com a marca o uso recomendado é entre os 10 e os 25 graus.

 

Ao fim de mais de 150km de utilização, 80km dos quais em condições extremas, as Lurbel Track estão como o primeiro dia, o que mostra a resistência e durabilidade deste modelo.

 

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Concluindo, se está a pensar em adquirir um novo par de meias, seja para trilhos ou estrada, este pode ser o modelo indicado. As Lurbel Track têm um PVP de 15,90 € e pode encontrá-las nas lojas “entre os montes” em Vila Real, a loja “camping shop” no Porto, a loja “Elemento Natural” em Lamego e castro D’Aire, Run.pt, “Yupik” em Lisboa, “Gopesport” em Setúbal e na loja o “Bordão” na ilha da madeira.

 

Para mais informações sobre esta marca contactar tiagosilva@rutilva.pt

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