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Correr na Cidade

Preview: Salomon Sense Link

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Por Nuno Malcata

 

Para quem, como eu, tem uma verdadeira paixão por correr nos trilhos, a Salomon é uma das marcas de refêrencia em equipamento para trail.

 

Se em termos de hidratação e transporte de items durante treinos e provas não me separo da mochila S-Lab Advance Skin de 12L ou do cinto Sensibelt, em termos de calçado apenas tive oportunidade de testar durante uma clinica de City Trail da Salomon/Suunto o modelo Salomon X-Scream.

 

Foi por isso com entusiasmo que aceitei a oportunidade de testar os Salomon Sense Link, o modelo de entrada para City Trail lançado pela Salomon para a Primavera/Verão de 2015.

 

Os Salomon Sense Link foram desenvolvidos para a prática de corrida urbana em terrenos mais acidentados ou para treinos de trail pouco técnicos.

 

Com um peso de 260g, drop relativamente baixo de 6mm, os Salomon Sense link são indicados para corredores com passada neutra e têm um preço de venda ao público de cerca de 100€.

 

Na primeira vez que calçei os Sense Link achei o modelo um pouco duro e pouco maleável.

 

Durante o primeiro treino na Matinha de Queluz à medida que os quilometros foram passando as sensações foram melhorando e os Sense Link cumpriram bem o seu papel, com um bom nível de amortecimento, o pé bem estabilizado e um ótimo grip mesmo em locais mais escorregadios.

 

Vou continuar a testar os Sense Link nos próximos tempos nos treinos pela cidade ou em alguns treinos de trilhos mais rolantes e em breve farei a review completa, até lá fiquem com algumas fotografias dos mesmos, visualmente gosto mesmo muito do look deles. 

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Urban Trail

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 Por Tiago Portugal

 

Para os mais puristas as palavras Urban e Trail são antónimas, e a junção das duas na mesma frase causa até alguns arrepios na espinha.

 

Segundo o site da ATRP o Trail Running é caracterizado por: “Corrida pedestre em Natureza, com o mínimo de percurso pavimentado/alcatroado, que não deverá exceder 10% do percurso total, em vários ambientes (serra, montanha, alta montanha, planície, etc) e terrenos (estradão, caminho florestal, trilho, single track, etc), idealmente – mas não obrigatoriamente – em semi ou auto-suficiência, a realizar de dia ou durante a noite, em percurso devidamente balizado e marcado e em respeito pela ética desportiva, lealdade, solidariedade e pelo meio ambiente.”

 

Enquandrando esta definição de trail de que forma é possível trazê-lo para o meio urbano? Com muita imaginação, diversificação do percurso, boa organização e vontade dos participantes.

 

Como justificar então o crescimento exponencial das corridas de Urban Trail e a sua grande adesão por parte dos corredores portugueses e de que forma podem as cidades ajudar na iniciação ao trail.

 

O trail urbano tenta misturar as características naturais das cidades, parques urbanos existentes e em alguns casos locais normalmente fechados ao público para tentar criar um ambiente e percurso diversificado, uma das especificidades do trail. Para algumas cidades estas provas são uma oportunidade única de mostrar o seu património cultural e urbanístico.

 

Correr nas cidades permite frequentemente descobrir locais escondidos e ruas que desconhecíamos.

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Estas provas são, por norma, menos competitivas do que as habituais provas de estrada, e são encaradas mais como uma festa ou para a grande maioria dos participantes uma corrida turística, uma nova perspetiva sobre as cidades e uma nova forma de ver alguns dos locais onde habitualmente só passamos de carro ou simplesmente não visitamos.

 

Algumas das características dos Urban Trail são:

  • Distâncias curtas, em Portugal cerca de 10-12km, sendo que noutros países da europa já existem provas de 30-40km, sendo o Ecotrail de Paris com os seus 80km uma das maiores provas desta natureza;

 

  • Algum desnível positivo, através de uma sucessão de subidas curtas, ou de várias partes de escadas, que impõe aos participantes uma alteração do ritmo da prova, a título de exemplo o Meo Urban Trail de Sintra teve um D+ de 600m;

 

  • Inclusão de escadas, a subir ou a descer, são vários os segmentos de escadas, que impõe um esforço físico adicional;

 

  • Grande percentagem da prova feita em estrada/alcatrão.

 

Distâncias relativamente curtas, desnível pouco acentuado e secções de escadas. Qual a melhor maneira de treinar para estas provas?

 

Não sendo as distâncias muito grandes podemos adaptar o treino que fazemos para nos preparar para provas de 10km ou meias-maratonas. Começar por incluir algumas corridas em terreno acidentado, sessões específicas de subidas (4 x 3m a subir), o que não falta em Lisboa são subidas em que podemos treinar. Introduzir escadas no nosso percurso ou mesmo treinos só de escadas, a subir e a descer.

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Isto permitirá trabalhar a capacidade de resistência a estes elementos, subidas e escadas, e enfrentá-los com outra confiança, conseguindo nas provas ultrapassar estes obstáculos sem perder muito ritmo.

 

O treino em terrenos acidentados permite melhorar a propriocepção, (consciência da postura, do movimento, das partes do corpo e das mudanças no equilíbrio, além de englobar as sensações de movimento e de posição articular), essencial para quem corre em percursos acidentados.  

 

A nível de material e sendo o percurso maioritariamente em meio urbano optar por utilizar as sapatilhas de estrada que habitualmente utiliza ou pode optar por um modelo apropriado para City Trail que algumas marcas já disponibilizam, caso da Salomon por exemplo. Sendo provas rápidas e com vários abastecimentos não se torna necessário levar nenhum sistema de hidratação.

 

O desenvolvimento deste tipo de provas prova que existe um público para este tipo de corridas e que a inclusão de algumas características do trail e elementos naturais leva muitos corredores de estrada a dar os primeiros passos no Trail.

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Em Portugal, temos condições e cidades idílicas para a criação de várias provas deste tipo. Por agora são 4, mas poderão em breve ser mais.

 

Para os organizadores ficam algumas sugestões ou desafios:

  • Para quando um prova em Almada com subida ao Cristo Rei? A cidade tem grandes condições para este tipo de provas;

 

  • Criação de um percurso maior em Lisboa, 20km e permitir que os participantes escolham entre os 10km e 20km.

 

Bons treinos a todos.

Review: Salomon X-Scream W CityTrail

Depois de passar um Verão parada com as lesões nas canelas, finalmente consegui testar os Salomon X-Scream W Citytrail e chegou a hora do seu veredicto final.

As recentes sapatilhas Salomon X-Scream W CityTrail, que tive a oportunidade de testar enquanto Salomon Field Tester, têm o objectivo de manter o espírito da montanha, em ambiente urbano: percorrer a cidade, não apenas pela estrada ou pelos passeios, mas incluir também as escadas, as subidas e descidas, as calçadas. Trajetos que que a nossa cidade tão bem nos oferece.

As sapatilhas X-Scream W Citytrail são leves e frescas, ideais para o tempo quente. A malha que compõe os ténis permite a passagem do ar, deixando os pés respirar sem a acumulação de calor. A sua leveza torna estas sapatilhas ágeis e de rápida resposta.

Entrei no espirito CityTrail e testei as sapatilhas em vários ambientes, estrada, passeios, escadas, trilhos de terra batida e diverso mobiliário urbano. Graças à sua Sola Contagrip®, eapesar de inicialmente sentir um maior atrito em estrada, com o acumular de quilómetros, e desgaste da sola, tal deixou de acontecer, pelo que os Salomon responderam bem em todos os pisos, demonstrando a agilidade e flexibilidade pretendida pela Salomon para estas sapatilhas.

Quanto ao amortecimento, como sou uma pessoa com algum peso, senti em treinos mais longos que lhe faltava qualquer coisa, mas acredito que tal não aconteça a pessoas mais levezinhas. A palmilha oferece suporte anatómico e confortável, graças à sua tecnologia EVA.

Estando habituada aos chamados “atacadores normais”, senti alguma diferença no sistema Quicklace™ (aperto minimalista e forte com um só puxão. Fácil de apertar e desapertar). Apesar de sentir segurança nas sapatilhas, e de as apertar bem, sentia que às vezes ganhavam alguma folga. Contudo a bolsa dos atacadores ganha pontos, bem como a protecção da “língua” contra a lama e detritos que vão ficando dentro do calçado.

Após vários treinos em vários tipos de pisos, posso concluir que o objectivo da Salomon para as sapatilhas CityTrail, foi atingido: leves, frescos, rápidos, confortáveis e seguros. Que mais queremos de umas sapatilhas?

 

Pontos positivos:

- adaptabilidade aos vários pisos

- leves

- frescos

 

Pontos negativos:

- sistema Quicklace™

 

PVP: 120€

Restantes tecnologias podem ser visualizadas aqui.

 

Boas corridas!

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