Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correr na Cidade

Uma força mágica!

Por Carmo Moser:

 

Que manhã fantástica a de ontem! Foi um privilégio estar presente no treino organizado pela SPEM (Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla) para marcar o dia Mundial da EM! Só posso agradecer o desafio do Alexandre Pinto em participar neste evento, assim como a todos os que vestiram a camisola “mágica” e que fizeram desta manhã um momento tão especial! E que venham mais treinos assim, que correr (ou caminhar) e poder ajudar é indescritível!

IMG_0219.JPG

IMG_0218.JPG

Com a Bernardete, a "nossa" Liliana e o "nosso" Luís"!

IMG_0220.JPG

 

Um pequeno-almoço delicioso e super nutritivo

muesli_bircher_saudavel_3

Por Carmo Moser 

 

Confesso que desde que descobri o Bircher Muesli tenho sido uma pecadora de primeira! Eu que jurei eterna fidelidade ao meu pequeno-almoço preferido de há anos, não tenho resistido à verdadeira tentação desta receita de aveia “demolhada”, que tem tanto de deliciosa como de nutritiva! Pelo que li, foi originalmente criada por um médico Suíço de nome Bircher-Benner (para mim o senhor Muesli), um defensor da alimentação natural e saudável. Existem inúmeras variantes da receita, mas aqui por casa faz-se assim:


100 gr. de flocos de aveia

50 gr. de uma mistura de passas, goji, pinhões, pevides, amêndoas tostadas... (aqui não há nada como ser criativo)

2 colheres de sopa de sumo de limão

2 maçãs raladas

3 iogurtes naturais (há que faça com leite, ficando um pouco menos espesso)

Mel (opcional)

Mirtilos, morangos, framboesas... ou outra fruta qualquer

Canela em pó para polvilhar (opcional)

 

muesli_bircher_saudavel_1

 

Agora vamos passar à parte complicada: A confecção! Então aqui vai:

 

  • Misturar a maçã ralada com o limão para não oxidar. Como gosto de uma certa acidez, costumo “carregar” no limão.
  • Juntar à maçã os restantes ingredientes (excepto os mirtilos, morangos, framboesas...), misturar e levar ao frigorífico de um dia para o outro, de modo a que a aveia absorva o iogurte.
  • No dia seguinte servir uma porção (esta receita dá para duas boas porções) e colocar os frutos silvestres (ou outra fruta cortada) por cima.
  • Polvilhar com um pouco de canela.

 

Difícil, não é?
Garanto que apesar do aspecto duvidoso, o sabor é DIVINAL! Difícil é parar de comer... Será que vou para o inferno devido à minha infidelidade?

 

Bom apetite!

 

muesli_bircher_saudavel_2

muesli_bircher_saudavel_4

 

Tetris familiar

11110217_10205084644650135_7036329739983824090_n.j

Por Carmo Moser:

 

Acordar, fazer pequenos-almoços, despachar os miúdos para não chegarem tarde à escola, trabalhar (aqui nem vale a pena ser muito descritiva... ), ir buscar os miúdos à escola, levá-los à natação, ao karaté, ir ao supermercado, fazer o jantar e lanches, estender roupa, arrumar casa, mandar os miúdos para a cama I, apanhar brinquedos pela casa fora, mandar os miúdos para a cama II, arranjar as roupas para o dia seguinte, mandar os miúdos para a cama III (Irra!!!!! que os miúdos levam a minha paciência aos píncaros) e no meio disto tudo ir correr.

 

Não sou nenhuma supermulher e há que fazer a ressalva que tenho sorte de poder gerir o meu horário de trabalho, mas a gestão familiar é um verdadeiro Tetris, em que muitas vezes começo a ver as peças a atingirem rapidamente o topo, sem conseguir encaixá-las no sítio certo. Então aqui entra uma peça fulcral! Aquela que salva o jogo, pois faz a diferença toda: o meu GPS preferido; o meu querido marido!

 

Sem o apoio dele seria bastante complicado conciliar a vida familiar com a corrida. Não que ele fique com os miúdos para eu poder ir treinar, mas porque tem a mesma paixão que eu pelo desporto e compreende que os treinos são o meu verdadeiro antidepressivo. Apoia-me a 100% nestas minhas aventuras, incentiva-me a dar o meu melhor, tem uma paciência de santo quando saio para correr e só chego passadas muitas horas. Hoje em dia, posso dizer que a corrida até veio fortalecer o nosso casamento, pois também eu compreendo muito melhor as suas intermináveis voltas de BTT.

22106_10205084645530157_4955111025197323779_n.jpg

Outra peça fundamental neste Tetris, são as bicicletas! Descobri que a melhor forma de poder correr durante as férias ou fins-de-semana sem ter de prescindir da companhia da minha família, é correr acompanhada pela minha “trupe” de ciclistas. Ok, não dá para fazer treinos muito complicados ou longos e muitas vezes tenho que ligar o meu chip de “gestora de conflitos familiares” para tentar amansar as típicas discussões de irmãos: “tu és uma lesma, pedalas mesmo devagar!”, “a minha bicicleta é muito melhor que a tua!” (o que tem as suas vantagens, pois pratico exercício físico e mental de uma vez só); mas dá para conciliar o melhor dos 2 mundos: a família e a corrida!

Posso ainda não ter descoberto o “Santo Graal” da gestão familiar, mas se fossem só facilidades a vida não teria metade da piada!

11081060_10205084644970143_3403111996124723538_n.j

 

1ª Impressão: Merrell Bare Access 3

10849750_10204261607674725_2809013176440551232_n.j

Por Carmo Moser

 

Já há algum tempo que tinha curiosidade em experimentar umas sapatilhas que proporcionassem uma passada mais natural. Até aqui, a minha única experiência “barefoot” resumia-se a uns poucos quilómetros “palmilhados” descalça na praia, experiência essa que não voltei a repetir. Por isso mesmo, foi com satisfação que aceitei o convite da Merrell para experimentar as Barefoot Run Bare Access 3.
 
Já com alguns quilómetros corridos em trilhos, em estrada e até mesmo em ginásio, ainda estou a “aprender e compreender” como correr com sapatilhas mais minimalistas. As primeiras impressões com que fiquei foram as seguintes:
 
AMORTECIMENTO E ESTABILIDADE: com um drop (diferença entre a altura do calcanhar e a altura da frente do pé) de 0mm e 8mm de espessura de cushioning, as Barefoot Run Bare Access 3 são bastante diferentes das sapatilhas que estou habituada a usar. Até aqui tenho sido utilizadora fiel de modelos com bastante amortecimento e estabilidade, como os Asics Nimbus, os Adidas Supernova ou os Salomon Speedcross. Na verdade, gosto de sentir o conforto e a protecção que estes ténis proporcionam. Por isso mesmo, estava com grande expectativas quanto à adaptação a um tipo de sapatilha como esta.
 
ADAPTAÇÃO: Correr com uns Barefoot Run Bare Access 3 é completamente diferente de correr com sapatilhas “tradicionais”. A sensação ao calçá-las pela primeira vez foi de estranheza. Senti a falta do conforto e do “aconchego” dos meus ténis habituais. De facto a adaptação não foi de todo imediata, mas tem sido gradual e lenta. Desde logo percebi que numa fase inicial teria de correr distâncias MUITO mais curtas, a um ritmo MUITO mais lento. Para fazer esta transição de uma forma “tranquila”, tenho usado as sapatilhas não só nos treinos de corrida, mas também para fazer caminhadas e para ir ao ginásio. O drop zero “obriga” a uma postura e a uma passada completamente diferentes daquela a que estava habituada. O ataque ao solo acaba por ser feito pela parte dianteira e do meio do pé e não pela zona do calcanhar e a passada torna-se bastante mais curta.
 
TOE BOX: a parte da frente é bastante larga, permitindo que os dedos fiquem acomodados sem sentir qualquer aperto. Uma das grandes vantagens que tenho vindo a sentir é a diminuição dos problemas que sempre tive com as unhas dos pés.

10004010_10204261608474745_5542205626225608036_n.j

ADERÊNCIA: a sola exterior VIBRAM® apresenta uma óptima capacidade de aderência em praticamente todos os tipos de piso, com excepção de pisos molhados, onde senti que estava a “patinar”. Tenho tido alguma dificuldade em utilizá-las em trilhos mais agressivos. Também aqui tenho notado que a adaptação tem de ser gradual, pois a sensação de contacto com o solo é muito maior do que com as sapatilhas convencionais; sentindo qualquer irregularidade. Por enquanto tenho procurado treinar em trilhos mais suaves e menos técnicos, sendo que o piso em terra batida é onde me sinto mais à vontade para correr.

 
FLEXIBILIDADE: a sola das Barefoot Run Bare Access 3 apresenta uma estrutura bastante flexível, sobretudo na zona frontal e na zona do dedo grande.
 
LEVEZA: esta é uma das características mais evidentes dos Barefoot Run Bare Access 3. São extremamente leves: pesam cerca de 200g.
 
VENTILAÇÃO: a parte exterior superior é feita de uma malha perfurada, com óptima capacidade de ventilação. Durante os treinos (inclusivamente em pleno verão) nunca senti os pés quentes ou transpirados. Para além de serem super arejadas e frescas, utilizam uma nova tecnologia da Merrell, a Mselect Fresh, que protege a sapatilha dos maus odores.
 
VISIBILIDADE: os detalhes reflectores na parte de trás e na frente são muito úteis em zonas de baixa luminosidade. RESISTÊNCIA: a zona dianteira é reforçada por uma tela bastante resistente. Os materiais usados são de óptima qualidade. Já com um bom par de quilómetros, as sapatilhas continuam como novas, apresentando um desgaste mínimo.
 
PALMILHA: outro pormenor importante, é a ausência de palmilha. Mesmo sem meias, a sensação de conforto é constante, não sentido as costuras e a transição de materiais.
 
AJUSTE: fáceis de ajustar, sendo que o único “senão” é o comprimento dos atacadores, sobretudo para quem utiliza a técnica de aperto das “orelhas” e do duplo laço.
 
OUTROS PORMENORES IMPORTANTES: bastante fáceis de levar, secam muito rapidamente devido ao tipo de malha utilizada. 
 
Quanto ao veredicto final, penso que ainda é muito cedo para chegar a uma conclusão. Por enquanto ainda estou numa fase de adaptação, mas espero que com treino venha a adoptar uma passada mais natural e consequentemente vir a beneficiar de todas as mais-valias que umas sapatilhas minimalista podem oferecer.
 
Brevemente darei novo feedback

10696215_10204261606874705_491484276958905818_n.jp

Crepe de claras de ovos e trigo Sarraceno com maçã, canela e iogurte

CERUN.jpg

Por Carmo Moser:

Sendo eu adepta de receitas rápidas e fáceis; que isso da cozinha sofisticada e complicada não é comigo; aqui segue uma deliciosa receita para uma sobremesa ou lanche. Para além de todas estas vantagens, é saudável e uma boa fonte de proteína, não deixando grande "mossa" na consciência, já não leva açúcar refinado, não é rica em gorduras saturadas, não contém lactose, nem glúten.

- Quantidades para 1 crepe.

PARA O CREPE:
- 1/4 de xícara de farinha de trigo sarraceno
- 1/4 de xícara de leite sem lactose
- 1 colher de chá de mel
- 1 clara de um ovo grande

Misturar todos os ingredientes e fazer o crepe numa frigideira ligeiramente untada com azeite. Reservar o crepe.

10481922_10204182106167237_802414733333818954_n.jp

PARA A MAÇÃ:
- 1 maçã pequena descascada e cortada em pequenos pedaços
- 1 ou 2 colheres de chá de mel (eu apenas usei uma, pois não adoro sobremesas muito doces)
- 1 colher de sopa de água
- Canela em pó

Numa taça misturar a maçã com o mel e com a água. Levar cerca de 1 minuto (na potência máxima) ao micro-ondas ou até a maçã estar cozinhada, mas não desfeita.
Colocar a maçã sobre o crepe e polvilhar com canela.

PARA O IOGURTE:
- 1/2 iogurte natural sem lactose ou em alternativa 1/2 iogurte grego natural sem açúcar (ATENÇÃO, que estes têm lactose e são bastantes mais ricos em gordura!)
- 1 colher de chá de mel (opcional)

Não utilizo iogurte magro, já que estes não são espessos e aqui a ideia é conseguir a consistência das natas. Regra geral uso um iogurte natural sem lactose com 1,8% de matéria gorda, que costumo comprar no Celeiro (da marca Kärntnermilch).

Colocar umas colheradas de iogurte junto à maçã.

Dobrar (ou não) o crepe a meio e deliciar-se!

10409650_10204182106487245_2896899196863994533_n.j

 

A (breve) história do Correr na Cidade Running Crew - parte II

Por Filipe Gil:

 

Lembro-me que, depois da Meia Maratona de Lisboa, sentimos que a crew devia crescer, vimos muitas equipas na prova, muitas t-shirts iguais de gente organizada e que corria muito. E sentimos que também podíamos lá chegar. No entanto, à medida que me ausentava mais de casa para as corridas, começava o meu desafio principal: convencer a minha mulher a correr também.

 

Ela de início não queria, afirmava que nunca iria conseguir, que era mais adepta das caminhadas e que odiava correr. Até que, competitiva como é, começou a ver outras mulheres a correr (algumas delas com peso a mais), e vai daí começou também a correr, aos poucos. Mas, nestas coisas, começar é o mais fácil e manter é o mais difícil. E foi aí que tive a ideia de criar um treino só de mulheres para mulheres, sem homens a interagir de forma a motivá-la para continuar a correr. O primeiro treino reuniu umas 14 mulheres que correram em conjunto uns 8kms. E a minha mulher lá no meio com a tshirt da crew, em cor de rosa, tal como "exigiu", e bem. Nascia assim a parte feminina da crew.

17183926_uaEbG.jpeg 
Na foto de amarelo  a Joana Malcata e Ana Morais e de verde a Carmo Moser. A minha mulher com a tshirt rosa da crew


Este primeiro treino nem se chamou “Just Girls” mas sim “Girls Only”. O sucesso foi tal que passado umas semanas fizemos outro treino, com cerca de 30 mulheres e sim já com o conceito “Just Girls” e com umas ofertas no final. Lembro-me de gifts da Becel, da Cocomax, da Pharmonat, Compressport. Curiosamente, neste treino voltaram a participaram a Joana Malcata, a Bo Irik, a Carmo Moser e a Ana Morais, todas que após uns largos meses mais tarde se juntaram à crew. Mas já lá vamos. Entre a Meia Maratona e os Just Girls ainda se passaram coisas interessantes.

16580_495021647245838_1319539497_n.jpg

No segundo treino, com ofertas, está a Carmo, a Ana Morais, a Joana Malcata, a Natália e a Bo Irik.

À medida que fui criando o blogue senti a necessidade de criar um produto editorial e, quem sabe, ter alguma receita financeira. Daí criei, em conjunto com o designer Luís Gregório, a revista Skywalker. Perdoem-me os meus amigos jornalistas que escrevem sobre corridas, mas um ano e pouco depois, não encontro em Portugal produto editorial dedicado à corrida de uma forma tão criativa e interessante. O projeto morreu porque as marcas não estavam dispostas a investir dinheiro e porque não arranjei ninguém para andar a bater às portas de um eventual financiador. O projeto está assim congelado, mas que faz sentido existir, faz. Vejam os dois números aqui e aqui.

16569356_lmw56.jpeg

Voltando ao dia da Meia Maratona foi aí que conheci, pessoalmente, o Nuno Ferreira, fotógrafo profissional, habitante de Santarém, que tinha uma equipa para as suas bandas. Foi das pessoas com quem mais falei de corrida até hoje. E, fica a dica, é dos melhores fotógrafos de casamentos que conheço. Fiquei contente de o conhecer, mas com pena de ele já ter equipa. É que para além disso tudo, ele corre muito e é um grande atleta. Tanto que na partida da Meia de Lisboa disse-nos adeus e nunca mais o vimos, nesse dia.

 

Entretanto, um belo dia, chega a minha casa uma caixa de ténis da Skechers. Pensei que se tinham enganado. A marca da Skakira a enviar-me ténis para correr? WTF??? Abri a caixa vi o amarelo quase florescente dos GoRun 2 e fui correr com eles, desconfiado. Após as primeiras passadas foi amor à primeira vista. Adorei a sensação de correr com minimalistas.

 

Umas semanas mais tarde, depois de eu e o Bruno Andrade termos feito uma dieta em direto no blogue, ao longo de semanas, e de termos crescido em views e visitantes, decidi fazer uma apresentação pública do projeto Correr na Cidade.

 

Assim, com a ajuda dos amigos Fernando e Ana da Cowork Lisboa com o apoio da Skechers (que convidei como agradecimento pelo envio dos ténis/sapatos de corrida/sapatilhas) fiz uma apresentação que decorreu no IADE da Rua do Alecrim, e que foi precedida de uma corrida ligeira de, aproximadamente, 5K. Foram cerca de 40 pessoas, talvez menos, sou péssimo a contar pessoas nos treinos, nem acho que seja muito importante. Desde elementos do Portugal Running, aos amigos mais próximos da crew, até a minha mãe, foram algumas as pessoas, e lá estava o Tiago Portugal, acompanhado da irmã, ele que se tornou, mais tarde, um dos membros mais ativos da nossa running crew.

16570271_6R81z.jpeg

Nesse dia convidei o Bruno e a Sandra Claro para aproveitarem a minha apresentação e o local e, também eles, apresentarem o seu projeto que dias antes tinha encontrado na net sem querer: o Correr Lisboa, uma rede social para corredores. Fui a primeira pessoa a entrevista-los para o blogue e a conhecer de perto o casal. Percebi que era um projeto com pés e cabeça e que podia aumentar a perceção de que o mercado de running estaria a crescer em Portugal, e ter volume.

 

Nesse dia, também, a TSF Runners entrevistou-me. Estranho um jornalista ser entrevistado por um colega, mas percebi aí que o projeto fazia mais sentido que nunca. E não, nessa altura não tínhamos treinos fixos e eramos, se não me engano, não mais de sete pessoas.

 

Isto foi em abril, altura em que eu, Bruno e Nuno Espadinha, já bem mais magros, fomos correr a Scalabis Night Race, a primeira edição. Fomos media partners e o nosso logotipo fez parte da t-shirt oficial. Impulsionado por isso ou não, fiz o meu melhor tempo de sempre (até aos dias de hoje) de 10K em 49 minutos. Nesse dia levamos a família connosco para nos ver correr. Foi fantástico. E foi ali, em Santarém que conheci pessoalmente o João Campos, com quem já interagia no Facebook. Não, ele não faz parte da nossa crew, mas é um grande amigo.

 

Daí até setembro marcamos vários treinos, comecei a ver que as pessoas de facto liam mesmo o nosso blogue, que apareciam nos treinos com os mesmos ténis que usávamos A Skechers continuava a mandar ténis e, mais tarde, a Adidas também. Fizemos um segundo treino oficial, a 4 de maio, com muita gente, ao que se juntou a equipa do Correr Lisboa, que evoluia de rede social para equipa, e alguns elementos da Scalabis, para além  de outros em nome individual, como a amiga Bárbara Baldaia, repórter da TSF.

16569916_nTl66.jpeg

Tanto eu como o Nuno Espadinha começamos a ter uma aproximação ao Bruno Claro, e vice-versa. Ele sempre atento ao mercado do running, já tinha mais conhecimento das diferentes crews e grupos que eu. Fui das primeiras pessoas a ouvir falar da ideia das Secret Run, que achei umas das melhores ideias da altura dentro do running. Apesar de não ser aquilo que pretendia para a minha crew, apoiamos o projeto. Aliás, fui guia, com gosto, de uma apresentação pública no Parque das Nações ao lado do conhecido blogger, e meu colega jornalista, O Arrumadinho – hoje em dia um dos principais padrinhos do projeto Correr Lisboa.

 

Entretanto, o Pedro Tomás Luiz começa a aparecer nos nossos treinoos; ele em conjunto com o Tiago. Mas o Pedro foi mais afoito e começou logo a falar comigo – eu que não sou nada simpático para quem não me conhece bem. Gostei muito dele, logo de início. Um corredor fantástico que calça 48, tamanho europeu. Um outro nível de passada. Lembro-me de contar os meus passos e os deles, quando corríamos lado a lado…sem comentários!

 

Pessoalmente estava a entrar em forma, o Nuno Espadinha também, o Bruno Andrade continuava lá à frente de nós. Mas entretanto num domingo de madrugada recebo aquele telefonema que todos nós tememos receber, o meu pai, saudável, e novo (68 anos), morria com um ataque cardíaco súbito enquanto fazia uma das coisas que mais prazer lhe dava: dançar. E se o fazia bem.

 

Só consegui correr quatro dias depois do funeral. Dei umas passadas e entrei em pânico, pensei que ia ter um ataque cardíaco também. Parei durante uns dias fiz os testes todos que um corredor deve fazer e decidi naqueles dias que um dia tinha que fazer a Maratona. Porquê, não sei. Mas nem que fosse para os meus filhos terem orgulho no pai. E no pai do pai deles.

 16569038_A0jh8.jpeg

No início de agosto tivemos a visita dos Amsterdam Running Junkies. Num treino de 10K das Docas a Algés, e respetivo regresso. Grandes corredores que eles são. A Carmo Moser voltou a aparecer para corrermos juntos, e o Pedro Tomás também. E já andava a correr connosco o Luís Moura. Aliás, desde a primeira hora que corri muitas vezes com o Luís. 

16569054_zDu2Q.jpeg

Mas esse verão foi estranho. Continuei a correr, quase sempre de minimalistas, com a tshirt da Crew pelo Algarve. E o mesmo fizeram o Bruno Andrade e o Nuno Espadinha. Criamos umas t-shirts branca de alças e decidimos mudar um pouco o logotipo, torná-lo mais moderno e atual. Chateei o designer Luís Gregório novamente que criou o logo que é hoje o que ainda usamos, com muito orgulho.

 

Depois das férias, o calendário estava cheio de corridas, a minha mulher entretida com as Just Girls e a começar a correr mais. Nesse verão no Algarve corremos juntos algumas vezes, o que era, e é, uma raridade - dois filhos pequenos assim o obrigam. Ela estreou-se em provas oficias em Junho na Corrida da Mulher, mas foi na Corrida do Destak que começou a correr mais a sério. A ela juntou-se a Ana Morais, colega de profissão (nutricionistas), que partilhava do gosto pela corrida e que já andava pelas Just Girls. A partir daí, a Ana juntou-se à crew.

16568654_hqZQp.jpeg

Em Setembro tivemos a Meia Maratona do Porto. Fiz o convite formal para o Pedro Tomás Luiz pertencer à nossa crew. Fizemos um acordo pontual com a Skechers de umas quantas corridas vestidos e calçados de Skechers, e lá fomos; eu, o Bruno e o Pedro. O Nuno Espadinha tive um problema de última hora e ficou em Lisboa a fazer a Corrida do Tejo, para o substituir o primo do Bruno Andrade vestiu a nossa tshirt. Na véspera desse dia conheci o Stefan Pequito, que se estreou na distância com um tempo abaixo da 1h30. Animal! Foi o que pensei. Daí a umas semanas pedi ao Pedro para convidar o Stefan e o Tiago, agora oficialmente, para entrarem para a crew.

16568331_iAVZl.jpeg

E depois tivemos a Meia Maratona de Lisboa. O Stefan estreou-se com a nossa tshirt na Maratona de Lisboa. E o Nuno Ferreira, apesar de não pertencer (ainda) à crew, também se estreou na distância.

16568338_We5Fp.jpeg

A partir daqui e até janeiro a história é mais complicada, foram os tempos mais difíceis até ao momento, para a crew, mas amanhã ficarão a saber porquê.


Até amanhã.

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Actividade no Strava

Somos Parceiros



Os nossos treinos têm o apoio:



Logo_Vimeiro

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D